* Entrando em cena de fininho*
Oi pessoal :D
AAH! Desculpem pela demora! Minha vida está uma loucura, sem previsão de ajuste!
Bem, emoções e mais emoções nos esperam no capítulo de hoje, por isso, se preparem!
AVISO:
Pessoal, sempre que uma frase terminar com esse símbolo aqui ( * ), olhem no fim do capítulo, pois haverá um link, geralmente para fotos ok?
Boa leitura!
Disclaimer: Fora o enredo, nada me pertence, é tudo da Dona JK Rowling :D
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Anteriormente, em James:
A última coisa que eu lembro foi de ver três sombras perto de mim. E uma delas, se abaixava perto de mim, murmurando algo que não me lembro com certeza, mas que parecia um "me perdoe".
Ah, na verdade, acho que seus olhos eram castanho-esverdeados.
Como os de James.
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Capítulo 4
– Ela parece melhor hoje. – Eu ouvi uma voz dizer, mas ao tentar identificar, minha cabeça doeu. Na verdade, só de pensar isso, minha cabeça doía. Onde eu estava?
– Ela está um pouco pálida. – Outra voz, mas era mais grave que a primeira. Podia ser de um garoto.
– Claro seu idiota! Experimenta ter sua cabeça batida no granito, ter quase sido afogada e... – A voz parou, quando eu soltei um grunhido.
– Por favor, quem seja vocês dois, podem parar de gritar? Minha cabeça vai explodir! – Eu disse baixo, já que até minha voz pareia ter sido aumentada uns 100 decibéis.
– Oh Deus, Lily! Como você está meu anjo? – Lene disse correndo até mim, passando sua mão por meu cabelo. Aquela voz... Ela estava chorando?
– Está chorando Lene? – E ainda de olhos fechados, por causa da aparente claridade, eu sorri. – Estou bem Lene. Mas parece que há um caminhão em cima de mim... O quê houve? E quem está aqui com você?
– Olá doçura... – A voz calma de Sirius Black, alcançou meus ouvidos e eu estranhei. Desde quando ele falava assim, tão baixinho e... Doçura? Ah Deus, eu bati com a cabeça FORTE demais! Ele se aproximou e beijou minha testa. – Como está se sentindo Lils? Você nos deu um susto ruiva. – E se sentou ao meu lado, segurando minhas mãos.
– Estou bem Six. –E fui tentando abrir os olhos. – Só encoste a cortina, está bem? Esse sol está forte ainda... – E me ajeitei na cama. Quando finalmente abri meus olhos, pude ver os dois. Sirius estava com os elegantes cabelos presos. Era estranho vê-lo assim. Parecia que seus cabelos nunca tinham permissão de estar presos. Estava sem o habitual uniforme, apenas vestindo calças jeans e uma camiseta branca. Já Lene, estava com seus cabelos soltos e de calças jeans, mas com uma blusa de moletom vinho, com um escrito na frente, GAP. Mas, diferentemente de sempre, pareciam cansados. Os dois tinham olheiras profundas.
– Que dia é hoje? Parece que eu dormi por uma eternidade.
– E você dormiu. Desde aquele dia, se passaram quase cinco. Eles estavam te mantendo sedada. Quando tentaram tirar os remédios, você ficou muito agitada. Principalmente à noite. Mas, como te manter muito tempo sedada não iria fazer bem também, decidiram tentar de novo e deu certo. Você acordou! – Lene disse sorrindo.
– E os outros? – E na verdade, eu não fui muito sincera. Queria saber dele. Só dele.
– Acho que era mais fácil ter perguntando por James, Lily. – Marlene riu. – Bem, Dodô e Emme foram fazer os deveres atrasados. Como só podemos ficar em duplas aqui, estamos revezando e ontem elas ficaram. Remus estava ajudando elas, e resumindo a matéria para você. Na verdade, ele é um príncipe, perdido nesse fim de mundo que é Hogsmeade. E também, ele não consegue mais ficar cinco minutos longe de Emme. Você precisava vê-los. São, tipo assim, perfeitos um pro outro! – Ela disse no seu típico jeito Marlene de ser. E, na verdade, só eu que percebeu a cara de desgosto de Sirius quando Lene chamou Remus de príncipe? Ah Deus, planos e mais planos estão passando por minha cabeça e... Ok, sem planos agora. Dói demais. – E por fim, Conseguimos tirar James daqui anteontem, à noite.
– É incrível como seu namorado é pior que mula empacada quando enfia uma idéia na cabeça. Ele passou a semana toda aqui e só saía quando o irritávamos demais, forçando-o a ir dormir numa cama decente. Mas, para falar a verdade, ele já devia estar aqui. Ou ter ligado. – Ele olhou no relógio. – Ele ficou realmente preocupado. Você se lembra de algo, Lils? – Eu sabia que mais cedo ou tarde alguém me perguntaria isso. E eu sentia muito em dizer que não. A voz, de mulher, com certeza. Mas, eu nunca havia escutado aquela voz. E, em momento algum vi o rosto de quem me atacara.
– Não. Lembro apenas da voz. Era de uma garota, com certeza. Mas não vi seu rosto.
– De uma garota? – Lene perguntou. – Uma garota daqui? Quem te odeia tanto pra fazer isso? Quero dizer, você nunca fez nada para ninguém nessa escola e a boa parte que te conhece, simplesmente, te ama...
– Não sei Lene. Vai ver eu irritei alguém. Você sabe, não é querendo acusar ninguém, mas a Madison Hastings nunca superou minha nomeação de capitã da equipe de natação... – E rimos. Óbvio que Madison nunca faria nada contra mim... Certo?
– Toc toc... Posso entrar? – E a minha personificação de deus grego, como diria aquela garota da série Twilight, a Bella, estava parada ali na porta, sexy, como sempre.
– Eu estava dizendo a Lily que você havia fugido para Las Vegas, para se casar com a Megan Fox. Você estragou totalmente minha história, Pontas... Vamos embora Marlene. Ele acabou com qualquer clima agora. – Se eu era a rainha do drama, Sirius havia acabado de ganhar o posto de rei, com toda aquela cara de ofendido. Lene riu e a cara azeda de Sirius se transformou num sorriso maroto. – E agora que dormimos juntos, você bem que podia sair comigo um dia desses não é? – E preciso dizer que ele levou um soco no braço?
– Lily, nós já vamos, agora que o James chegou. Mas, o Remus ou a Dorcas vão vir para fazer compania ok?
– Ah, sobre isso... – James disse, quase ficando corado. Quase. – Eu queria ficar sozinho com ela hoje, se não se importarem... – É CLARO que ninguém se importa! Vamos, digam a ele!
– A-acho que não há problema nenhum. Lily já acordou. Fale com Madame Pomfrey mais tarde, certo? E nos ligue caso precise de qualquer coisa. – E após dizer isso, Lene me abraçou. – Fica boa logo tá? Sinto sua falta Lily... – E ela saiu em direção à porta do quarto, puxando Sirius.
– Boa noite foguinho... – Sirius disse da porta já. Cadê o "doçura" de agora pouco?
– Nem quero imaginar o que eles vão fazer agora, sabia? Essa semana, quando cheguei aqui, eles estavam dormindo juntos mesmo. Naquele sofá. Sirius estava com um dos braços em volta da cintura dela, que estava escorada nos ombros dele. – James disse sorrindo. – Romântico, não? – Eu sorri. Eu sentia falta das piadas dele. Do jeito que ele mexia em seus cabelos, quando tentava disfarçar seu nervoso. E também, do sorriso maravilhoso que ele dava quando olhava para mim. Aquele era meu sorriso.
– Senti sua falta, J – Eu disse olhando no fundo de seus olhos. – Muita, para dizer a verdade. – Ele correu para o meu lado. Abraçou-me tão forte que a minha única reação foi chorar. Sei lá se foi de emoção ou dor. Quando dei por mim, estava soluçando em seu peito.
– Me perdoe Lily? Por favor, diga sim. Tudo vai ficar bem. – Ele dizia em meus cabelos. Acariciava minhas costas e me apertava contra ele. Em seus braços, eu simplesmente me sentia segura.
– Perdoar? Eu tenho que agradecer. Foi você que me achou, não foi? Naquele dia? – Eu olhei para ele. Com suas mãos fortes, enxugava as lágrimas que caíam ainda.
– Foi. Sirius e Remus estavam comigo. Do que você se lembra?
– Não muita coisa. Mas posso afirmar que era uma garota. – E quando eu disse isso, não gostei de sua expressão. – Está tudo bem? James?
– Está, minha linda. Agora está tudo bem. Vai ficar tudo bem. – E quando ele disse isso, pouco antes de me beijar, eu tive certeza que tudo ficaria.
Mas até quando?
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Tive alta no outro dia. Meus pais falavam comigo todos os dias por telefone comigo. Eles eram historiadores; Por causa disso, passavam uma boa parte do ano fora da Inglaterra. Até certa idade, eu viajava com eles. Mas isso parou quando entrei em Hogwarts. Acho até que eles ficaram mais aliviados por poderem viajar, sabendo que sua menininha estava segura. Petúnia sempre os achou meio lunáticos. Nunca aceitou bem a profissão deles, ao contrário de mim, que sempre me interessei muito por História. Mas, Petúnia puxou o "lado negro" da força de nossa família, o que significava meus avós maternos.
Prontos para mais uma história?
Vovó Gwendolyn e Vovô Callum nunca aceitaram realmente o fato de minha mãe ter casado com o meu pai. Meus avós haviam prometido a mão de sua filha mais nova, Amelia, a um cara chamado George O'Conell. Vai entender. Eles simplesmente haviam prometido ao garoto de ouro da família O'Conell. Mas mamãe sempre foi a ovelha negra da família Reece. Diferentemente de suas outras três irmãs, Abigail, Harriet e Isobel, minha mãe queria sair da Irlanda. Queria conhecer o mundo. E na família, fora minha tia Isobel, ninguém concordava. Um dia, minha mãe se inscreveu em uma faculdade e apenas comunicou a família sua decisão. Eles não a impediram de ir, mas a relação com eles nunca mais foi a mesma. Anos depois, quando mamãe voltou a Irlanda, a coisa piorou. Na bagagem, trouxe um americano chamado Peter Evans, no dedo, uma aliança de casamento e na barriga, uma menininha de quase seis meses, chamada Petúnia. Minha mãe se casara. E estava grávida; Foi certamente uma desgraça para os Reece. Minha avó ficou desolada, se perguntando como podia ter errado tanto com a filha. Meu avô até hoje, mal fala com meu pai. Tia Harriet não pode ouvir falar no nome Amelia... Como podem ver, minha família não vive exatamente em um conto de fadas. Mas, meus avós paternos, Marie e Noel Evans, simplesmente amam minha mãe. Eles nunca julgaram como os outros fizeram e sempre os apoiaram em suas decisões. Vivem até hoje nos Estados Unidos, e nas férias em que meus pais não podem ficar comigo, não exito em pegar meu passaporte e aproveitar a ensolarada Flórida.
Esse caso foi meio que...Abafado. Como eu estava bem, decidi que não queria dar queixa. O pessoal não concordou, porém quando eu disse que era minha última decisão, não discutiram.
Com tudo isso acontecendo e as provas que estavam perto e eu, atrasada com a matéria, pude respirar aliviada quando fiz minha última prova, uma semana antes do Natal.
– Vou ficar bem James, é sério. – Eu disse sentada em sua cama. Ele estaria indo para casa e Sirius e Remus iriam também. Aparentemente, a família Black não acolhia Sirius da maneira certa. Achavam que ele era um... Desajustado. E depois que um tio dele deixou toda sua fortuna apenas para Sirius, ele conseguiu sua independência. Conquistou a emancipação e vive desde então, com James. Acho que Charlus e Dorea Potter são os pais que Sirius nunca teve realmente. Remus apenas passaria um Natal e Ano Novo diferentes. Era uma das únicas chances de passarem as férias juntos, antes das correrias que eram as faculdades.
Meus pais estavam na Grécia, estudando algo que eu não sei explicar. Vovô e vovó Evans, faziam um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo, o que significava que esse ano, nada de ensolarada Flórida para mim. E os Reece... Bem, Petúnica e o Dursley estariam indo para lá. Então, esse ano, eu passaria as festas com os McKinnon. Emme também iria para lá. – Lene vai cuidar bem de mim, juro. – E sorri. – Você fica mais lindo ainda preocupado comigo sabia? – Eu disse puxando James por sua camisa, e ele, se rendendo, caiu por cima de mim, em sua cama. Ríamos disso entre rápidos beijos. – Prometa apenas que iremos nos ver antes das aulas começarem. – disse segurando seu rosto.
– Não preciso prometer. Sirius vai amar aparecer de surpresa na casa da Lene. Tenho a desculpa perfeita para ir te ver... – E voltou a me beijar.
– Ah não! Existem motéis nessa vida para que? Achem um quarto que outras pessoas não precisem ver esse tipo de coisa! – Sirius disse entrando no quarto, seguido de Frank. – Frank, faz alguma coisa! Ela é sua menininha, você devia não deixar esse tipo de coisa acontecer...
– Desculpa cara, dessa vez, não vou me meter. Lily me acobertou muitas vezes com a Alice. Devo milhares a ela. Só se protejam ok? – E ele piscou, indo até nós. – Mas, James, larga ela um pouco! Feliz Natal, Lils. Seu presente vem no próximo ano ok? – disse me abraçando. – Feliz Natal, caras. E todos vocês, se comportem. – Ele disse pegando sua mala e saindo. Ele e Alice passariam as festas nos Longbottom. Ele havia oferecido sua casa a mim, mas, ficar de vela para eles não iria ser muito legal.
– Ok Prongs, chega de sentimentalismo. Dê tchau a foguinho logo e vamos. Os brownies da mamãe estão me esperando. Lily, Feliz Natal. Não conte a Marlene que iremos vê-las no Ano Novo certo? – Sirius disse me puxando para um de seus abraços de urso. E eu não achei estranho o que ele disse. James havia contado que após um tempo morando com eles, Sirius adotou mesmo os Potter como sua família e seus pais ganharam mais um filho. – Como não vou estar tão perto, vê se não sofre nenhum atentado ok? – E me beijou na bochecha. – Estou no carro esperando Prongs. – E saiu arrastando sua mala.
– Bem, acho que preciso ir agora, não é? – James Potter, não faça essa carinha de cachorrinho caído do caminhão de mudanças!
– James Potter, nunca fui boa com despedidas. Mesmo as de uma semana. Pode parar com isso? – Eu disse em encará-lo. Droga, se eu fizesse isso, juro que ia chorar!
– Ah Lily, eu tenho tanta coisa ainda para te contar... – Ele disse encostando sua testa a minha. – Tanta coisa a dizer e saber. Quero que saiba que esse foi o melhor presente de Natal que eu já ganhei. O presente de ter você – E segurou minhas mãos contra seu peito, no lado do coração. – bem aqui, sendo parte de mim.
– Não venha me dizer coisas bonitas. Eu deveria dizer elas para você. – E sorri.
– Não precisa. Tudo o que você possa desejar me dizer, pode ser dito sem palavras, Lils...
E é claro que nos beijamos.
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– Ethan Raphael Mckinnon! Venha já até aqui! – Samantha McKinnon gritou pelo corredor que levava a sala daquela enorme e bela casa no centro de Londres. Carl e Samantha eram os pais de Marlene, Jacqueline, de dez anos e Ethan, de cinco. Nós ríamos sempre quando tia Sam gritava assim. Quando ela estava muito nervosa, chamava até o São Bernardo de estimação chamado Ralph pelo nome inteiro. Hoje ela estava preocupada. Era a véspera de Natal e Ethan havia acabado de derrubar algum vaso caro da decoração da festa, que aconteceria mais tarde. E Marlene estava surtando, dizendo que não tinha uma roupa decente para usar hoje. Emmeline e eu estávamos dentro do closet dela. Deus, como uma pessoa pode ter tantos sapatos e reclamar que quando precisa, não acha um para usar?
– Lene, por favor, PARE de andar de um lado pro outro! Estamos ficando malucas aqui! Tudo isso é por causa de uma roupa? – Emme perguntou séria para Marlene. E como ela era algum tipo louco de vidente e sensitiva, com certeza havia percebido algo que eu, Dodô e Alice deixamos passar. – Não é só por isso, não é? – E Emmeline riu.
– Oi? Lily chamando as duas. O que eu perdi? – perguntei, saindo do closet com uma sapatilha. Ela era creme, mas em sua ponta, era preta. Toda envernizada. – Quando você comprou essa? É linda e achei dentro de uma caixa, dentro de uma sacola. Você NUNCA deve ter usado e vai usar hoje, ouviu? – Eu terminei me largando na enorme cama de Lene. Na verdade, ela era extravagante e seu quarto mostrava muito bem isso*. Era um belo quarto e bem iluminado. Sua cama ficava no centro e em cima dela havia uma espécie de disco, onde havia a iluminação da cama. Como sua vista era para o fundo da casa, toda a extensão de seu quarto tinha portas com vidro brancas, que davam acesso à uma imensa varanda. Lene adorava cortinas e em seu quarto, não poderiam faltar. Em um tema que variava do rosa ao vermelho, em todas as portas tinham cortinas. E em sua cama também, mas como se fosse um dossel. Era transparente, mas havia escritos nele. Perto de uma das portas, havia a entrada para seu closet e ao lado dela, um grande espelho. Ela também gostava de puffs e eles eram espalhados pelo quarto e dentro de seu armário. E para completar com chave de ouro, a minha amiga riquinha tinha uma televisão de tela plana, com pedestal, bem em frente de sua cama. Resumindo? Marlene vivia como uma princesinha da torre. – E então?
– Lene está apaixonada Lils. Pura e simplesmente isso. Está caidinha de amores pelo Si... – E eu caí da cama no susto. Marlene pulou em Emmeline, para calar a boca dela.
– Emmeline Georgia Allen Vance não fala! Fica quieta! – Marlene dizia alto, ainda em cima de Emme. Eu olhava assustada, mas percebendo que todo aquele nervosismo era real, comecei a rir. Ela não queria que Emme dissesse por ser verdade. Lene estava caidinha por Sirius!
– Oh... Emme, nem precisa dizer! Eu já vi tudo! Sirius conseguiu amolecer o coraçãozinho de nossa amiga!
– Lily! Você também? Parem com isso já! – Marlene dizia fazendo um bico de birra.
– Marlene, primeiro de tudo, aceite de uma vez. A negação é apenas uma parte do ciclo. E depois, SAIA DE CIMA DE MIM! – Emme disse alto, mas rindo.
Assim passamos a tarde toda. Marlene nos contou como tudo aconteceu. Encurtando a história, ela finalmente aceitou Sirius na semana em que eu passei na enfermaria. Eles se beijaram pela segunda vez, no dia em que eu acordei. Pela segunda, pois a primeira havia sido há anos, quando o primeiro beijo dela havia sido com ele. Mas, a tristeza e a negação aparente se davam pelo fato de Sirius Black nunca levar ninguém a sério. Ela disse que a menos que ele dissesse, ela nunca diria a ele que sentia algo. E em minha opinião, quanto mais você se abre, mais vulnerável fica. Eu amava Sirius e achava que eram um casal em potencial, mas os dois, principalmente ele, precisavam crescer e amadurecer. Caso contrário, mesmo ficando juntos, não passariam de um mês.
Já eram quase dez da noite quando descemos para aproveitar a festa. Estava nevando lá fora e ninguém ousava chegar perto das janelas, que mesmo fechadas, estavam frias. A casa estava aconchegante. Eu estava de vestido aquela noite*. Ele era preto, um pouco rodado na saia. Tinha um decote quadrado e largas alças. Por cima dele, uma jaqueta jeans emprestada de Lene. Ela ia até a cintura marcada do vestido. Como eu realmente não estava no clima de sapatos, por causa do frio, coloquei uma meia calça de lá e nos pés, um AllStar preto, de cano médio. Sinceramente, eu adorava colocar essas combinações com tênis. No pulso, a pulseira que Alice havia me dado de Natal e nas orelhas, belos brincos dourados, que tinham um curto cordão, terminando em uma bolinha. Minha maquiagem era muito leve e se resumia em olhos bem marcados e gloss. Nada mais, embora Emme e Lene houvessem praticamente me forçado a algo mais. Mas era de meus cabelos que eu gostara mais. A prima de Lene, Chelsea, estava aprendendo a fazer as mais variadas tranças e hoje, fomos suas modelos. A que eu escolhi não era bem uma trança, mas era linda. O nome era trança grega*. Era uma série de mechas presas, que se sobrepunham e pareciam uma trança embutida. Mas a graça era que não havia uma trança sequer em meus cabelos. Emme parecia uma estrela de cinema. A saia era minha, mas eu quase nunca a havia usado. Era curta ela usava uma meia de lã preta por baixo. O tom de rosa era claro, puxado pro creme. Vestia também uma malha preta de lã e por cima, um casaco branco. Como queria usar o presente que havia acabado de ganhar de Natal de sua mãe, usava um belo sapato preto envernizado, com uma tira que passava pelo peito de seu pé. Seus caixos loiros estavam lisos e presos por uma trança tiara*. Nós perguntamos sobre a presilha de hoje, mas ela disse que hoje não haveria nenhuma. Seus olhos estavam com uma sobra leve dourada e seus lábios, com um batom rosa. Ela também usava um conjunto de jóias de laços. Havia um par de brincos e uma corrente. Tinham pequenos brilhantes incrustados. Perguntamos quem foi que havia dado para ela, mas ela mudou de assunto e não respondeu. Quem acha que foi Remus Lupin levanta a mão!
E Lene, como tinha esperanças de ver Sirius Black hoje, estava mais comportada. Estranho não? De meia de lã também, vestia uma camisa de botões e shorts, que tinha um laço na frente. Usava a sapatilha que eu havia achado mais cedo. De jóias, apenas um par de brincos com uma pedra preta e o anel que pegara emprestado da mãe, preto também. Como seus cabelos estavam desfiados, não pode fazer uma trança bem elaborada, como queríamos. Optou por trançar a parte da franja, prendendo-a do lado*.
Estávamos no sofá, conversando com as primas de Lene, quando olhei no relógio. Já era quase meia noite. Liguei para meus pais. Estava com saudade deles. Eles prometeram que estariam de volta para meu aniversário, que era no final de janeiro e que me trariam um belo presente. Disse milhares de Eu te amo a eles e ouvi muitos em troca. Quando desliguei, fui puxada por Emmeline para a multidão. Em meio a abraços e desejos de boas festas, eu me perguntei o que James estaria fazendo agora. Corri para longe deles, apenas para ligar para ele e ouvir sua voz. Ao pegar o celular, vi uma mensagem que havia chego à meia noite em ponto. "Hey Lils, pode me encontrar na piscina da casa da Lene daqui a quinze min?" Na hora respondi que sim. Sair dali não seria difícil. Olhando novamente no relógio, eram meia noite e dez já. Corri em meu quarto para pegar o presente de James. Acho que em toda minha vida nunca tinha sido tão difícil escolher um presente. Peguei meu casaco, uma touca, cachecol e luvas e desci em direção à cozinha da casa. Passando por pessoas que nunca havia visto na vida, saí pela porta da cozinha. A neve caía violenta. Estava muito mais frio do que eu costumava lembrar. Andei com dificuldade por toda aquela neve, parando apenas quando cheguei à piscina, que estava coberta, por causa da neve.
– James? – Não sei o motivo, mas chamava-o sussurrando. – James Potter!
– Lily? Por que está sussurrando? – Ele disse em meu ouvido. Gritei em resposta.
– Não faça isso! – E dei um tapa em seu braço. – Eu podia ter tacado esse embrulho em sua cabeça e – E ele nunca me deixava terminar minhas frases. Simplesmente me beijava. Ah como eu sentia saudade dele! James era tão quente, tão doce, que eu simplesmente podia viver assim pelo resto da vida, sem problema algum.
– Senti saudade... – Ele disse ofegante, me tirando da neve. Ele nos puxou para debaixo da árvore.
– Saudade é pouco. Como eu sinto sua falta, James! Isso não é normal. Toda essa vontade que eu tenho de você, sabia? – Eu disse rindo, logo depois de abraçá-lo. – Achei que só te veria amanhã!
– Eu sei, mas consegui escapar de casa. Sirius estava contando piadas, então, acho que não vão dar falta de mim pelos próximos quinze minutos... Trouxe seu presente, quer abri-lo? – E ele sorriu, maroto. Ele era do tipo que amava surpresas.
– Quero! – E meus olhos provavelmente brilhavam. – O que é? – perguntei chacoalhando a caixa.
– Você tem que abrir Lily.
– Ok, vamos abrir no três, então. – Eu disse entregando uma pequena caixa a ele.
– Um... – Ele disse rindo, olhando em meus olhos.
– Dois... – Eu ria também, hipnotizada por seu olhar.
– TRÊS! – Nós dois gritamos juntos, abrindo nossas caixas. Mas eu não olhei realmente para o meu presente. Queria ver a expressão de James primeiro.
– Por Deus Lily! Como foi que conseguiu esses ingressos? Estão esgotados há meses! – AHÁ! Eu nunca suspirei tão aliviada! Ele era fã do Puddlemere United*, um time de futebol muito importante da Inglaterra. Vi vários posters colados perto de sua cama, no seu quarto, em Hogwarts. E o papel de parede do fundo de seu Iphone, quando não é uma foto nossa, é o brasão do time. Não vou revelar o segredo de como os consegui, mas os quatro ingressos eram pra área vip, para o jogo da final do campeonato, contra os Chudley Cannons*, outro time famoso. – Eu adorei! Sirius vai surtar! Ele queria ir, mas não conseguiu comprar os ingressos. Quero dizer, tudo bem se ele for? – Ele disse, com seu sorriso. – Podíamos ir eu, você, Sirius e Marlene. Ela é fã dos Cannons, não é? – Eu sorri. Ele era simplesmente tão... Ah Deus, nem sei como dizer.
– Ela é fã sim, mas comprei isso para você. Para vocês James. Quero que vá e se divirta com seus amigos, está bem? – disse sorrindo, segurando seu rosto entre minhas mãos.
– E você, não vai abrir seu presente? Isso se chama trapaça, Lily... – E ele apontou para a caixa em minha mão.
– Ok, eu queria ver você primeiro. Vou abrir. – E quando o fiz, não pude conter as finas lágrimas que escorreram de meus olhos.
– Tá chorando? Não, não era essa a minha intenção... – E ele estava preocupado, enxugando os finos caminhos molhados de meu rosto.
– Não é isso James... Eu simplesmente amei o presente! É tão lindo! – Era um pequeno coração prateado. Em uma espécie de medalha, um "locket", como eu já havia visto na internet. Era polido por fora, com apenas uma pedrinha de brilhante, no centro de um coração talhado. Ele estava no centro da caixa de veludo vermelha. Em volta dele, havia uma pulseira, prateada também. Seus gomos eram grandes. E por fim, havia uma segunda corrente, mas essa era bem mais fina, e quando a levantei, vi que era grande.
– Eu queria que você tivesse meu coração. Para sempre. Para qualquer lugar que fosse. Então, você vai colocar nesse coração – E o abriu com facilidade. – O que for importante para você.
Ele pode ser colocado na pulseira ou na corrente.
– Eu prometo que só vou tirá-lo quando eu entrar na piscina. Mesmo nos treinos, não podemos entrar nem de brincos. Juro que nunca vou tirá-lo, James. – E prestei atenção nas bordas internas dele. Não entendi o que estava escrito e ele percebeu.
– Quid autem est aeterna manet. Que seja eterno enquanto dure, Lily. – Ele disse me olhando.
– É eterno James. Nós seremos eternos. – E o abracei. Logo, peguei o pingente e o coloquei na corrente maior. Ela passou com facilidade por minha cabeça e a joguei dentro de minha roupa. Achei que estaria mais gelado do que estava, mas o coração de James é quente.
– Preciso ir Lils.
– Já? Entre um pouco, por favor! – Eu pedi.
– Não posso. Mas prometo vir amanhã, está bem? – Ele fez aquela carinha de anjo.
– Ok... Mas saiba que meu sonho de hoje será com você. – Eu disse.
– E desde que eu voltei para cá, meus sonhos tem sido com você.
Eu não disse que as palavras bonitas eram SEMPRE dele?
Para ouvir: Until The End of Time – Justin Timberlake feat Beyoncé
Because if your love,
Porque se seu amor fosse,
was all I had,
tudo que eu tivesse
in this life.
nessa vida.
Well, that would be enough,
Bem, isso será o suficiente,
until the end of time.
até o fim dos tempos.
So rest your weary heart,
Então descanse seu coração cansado,
and relax your mind.
e relaxe sua mente.
Cause I'm gonna love you girl,
Por que eu vou te amar garota,
until the end of time.
até o fim dos tempos.
X_X_X_X_X
No dia seguinte, ele e os garotos foram almoçar conosco. Talvez pelo clima de Natal, Sirius e Lene não brigaram o dia todo. Não... na verdade, eles praticamente se "comeram" com o olhar o dia todo. Ele sabia ser gentil quando queria, disse eu tive certeza. E o melhor de tudo, de ver ele assim, tão exposto, era que nada disso era fingimento. Sirius gostava mesmo dela. Remus e Emmeline eram um caso a parte. Ele pediu Emme em naquela tarde. Acho que nunca tinha visto a Emms com um sorriso tão lindo quanto o da hora que Remus disse as palavras. Eles merecem. O negócio de ser feliz sabe? Acho que todos nós merecemos. James e eu ficamos alheios a tudo isso. Na verdade, as palavras de ontem ficaram em minha cabeça: Que seja eterno enquanto dure. Depois disso, fiquei pensando em nossa vida depois da escola. Eu não seria nadadora pelo resto da vida. Minha bolsa de estudos seria por causa do nado, mas eu queria estudar Literatura ou História. Uma vez, conversando com James, ele disse que gostaria de ser gastrônomo. Eu ri e ele brigou comigo. Não que eu tivesse rindo dele ou da profissão, mas do pouco que eu conhecia ele, nunca o imaginaria preparando aqueles pratos estranhos. Depois de nos imaginar na faculdade, nos imaginei no dia em que ele me pediria em casamento... Ah Deus, a cena é linda em minha cabeça! Parece loucura, achar sua alma gêmea nessa idade, mas eu não consigo evitar... Ele é mais forte que eu!
Logo veio o Ano Novo. Nesse ano, seguimos as tradições do Brasil, já que os Mckinnon tinham passado o último Ano Novo lá. Eu adoro esse país! E eu amo os fogos de artifício que iluminam o céu nessa hora. Disseram para eu desejar com força meus sonhos nessa hora. O que mais eu poderia querer, se já tinha tudo o que desejava? Tinha certeza que esse ano iria me surpreender.
Só que eu não sabia o quanto.
X_X_X_X_X
– Vocês viram o James? – Eu perguntei para Frank e Alice, que para variar, estavam se amassando no sofá da Grifinória. – Meu Deus, vocês não enjoam de se beijar não? – Sim, eu amava ser chata. Às vezes só.
– Não Lils, pela quinta vez, não o vi. Nem ele, nem o Black, ou o Lupin e muito menos o Pettigrew. Agora nos deixe!
– Vocês são uns chatos sabia? – E antes de sair bufando, peguei a primeira almofada que vi e taquei neles. As aulas começavam amanhã, segunda feira, e já eram quase nove da noite. E nada deles.
X_X_X_X_X
Segundo dia de aula.
Emme recebeu uma mensagem de Remus. Ao menos ela sabia que ele estava bem.
Marlene sabia que Sirius estava vivo. Ele também mandara mensagem.
E James?
X_X_X_X_X
Depois de cinco dias sem ver James, eu estava surtando. Já não dormia bem. Não comia direito. Não fui a um treino ainda.
Era como se o mundo não tivesse graça. Nada que eu olhava tinha cor. As meninas estavam ficando preocupadas. Dorcas dizia a todo o momento que iria socar a cara de James quando o visse. Mas sabe quando você pressente que tem algo errado? E o pior, esse pressentimento dizia que Marlene e Emmeline sabiam de algo. E elas não queriam me contar.
X_X_X_X_X
– Lílian Marie Evans, eu ORDENO que você saia AGORA dessa cama e volte a viver sua vida! – Marlene disse nervosa, naquele sábado, de... Tarde! Puxei meu celular, na esperança de algum sinal dele, mas não havia nada.
– Marlene, sem dramas. Eu estou vivendo minha e nesse momento, quero dormir! – Eu disse enfiando minha cara de volta ao travesseiro.
– Lily, qual é? Não queira nos enganar. – Começou Alice. – Tem quase uma semana que ma vejo você comer! Você teve três treinos essa semana. Adivinhe em quantos você deu as caras? A treinadora nos parou outro dia, perguntando se estava tudo bem. Dissemos as piores mentiras do mundo. Você tem chego nas aulas e saído como se não tivesse sequer estado lá. – E ela foi se sentar ao meu lado, afastando o travesseiro e olhou bem para mim. – Por favor, quando James voltar, quer que ele te encontre assim?
– Alice, você não entende. – E me levantei da cama, pegando uma roupa qualquer em meu armário e minha toalha. – Nenhuma de vocês entende o que eu estou sentindo! Sem ele, minha vida não tem sentido. Não tem graça! – Eu disse chorando já, e batendo com tudo a porta do banheiro.
Quando saí, olhei pro relógio. Quase seis da tarde. Vi um bilhete assinado por elas, mas escrito na caligrafia de Marlene, pregado na porta do banheiro:
"Lily,
Nós só queremos o seu bem, não esqueça nunca disso. Estou preocupada, TODAS estamos. Não fique assim, ele vai aparecer. E você sabe que ele vai. Uma hora ou outra.
Hoje é o aniversário da Claire Wood. Lembra, não é? Estaremos lá, no pub da Madame Rosmerta, caso queira aparecer. Se não, levo um pedaço de bolo. Sabemos como adora bolos de aniversário! Não vim com meu carro, portanto sabe onde a chave e o documento estão e é só pegar, ok?
Assinado por
Lene 3
Dodô
Lice
Emme : )"
Quando li, sorri pela primeira vez em dias. Eu deveria agradecer mais pelas amigas que tenho.
Mas algo em chamou atenção nesse bilhete e eu teria que sair de meu esconderijo para descobrir. Me troquei. Arrumei minha cama e minhas coisas. Há quanto tempo eu não fazia isso? A resposta veio rápido: uma semana. Ansiosa demais, andava de um lado ao outro. Eu teria mesmo coragem de fazer o que eu iria fazer? Eu só podia estar ficando louca! Mas uma vez olhei pra gaveta de meias de Marlene. Tudo o que eu precisava, estava lá.
– ELA VEIO! – Claire gritou, um pouco bêbada, quando meu viu, entrando pela porta enfeitada. Acho que os alunos de HHS se aproveitavam demais do vilarejo. O pub estava apinhado de gente. Mesmo não estando tão frio como no Natal, eu tinha ido com um casaco pesado. Caminhei mais um pouco e vi as garotas, todas com a bochecha vermelha.
– LILY! Eu sabia que você viria! – disse Dorcas, rindo em seguida. Pelo visto, não seria ela quem iria dirigir de volta.
– Oi meninas... Por acaso, quem vai levar vocês de volta? – Eu perguntei para ela.
– Ah Lily, eu não sei, mas quem se importa? – E riu.
– Lily? – E quando me virei, dei de cara com Amos. – Tudo bem?
– Ah... – Ah Deus, o que eu faço? – Tudo, eu acho. – E me virei em direção ao balcão. Precisa de coragem e ela só viria com uma bebida. – Ei Charlie! Quero um copo de Whisky de Fogo! – Charlie, que americano, era sobrinho da madame Rosmerta. Ele me cumprimentou, mas estranhou meu pedido. Pude ver em seus olhos. Eu nunca pedia nada que não fosse cerveja amanteigada.
– Whisky, Lily? Por favor, aconteceu algo? – Amos disse sentando-se ao meu lado. Eu virei o copo de uma vez só, aí não teria tempo de pensar no gosto ruim.
– Mesmo que tivesse Amos, você acha que seria a pessoa que eu iria dizer uma palavra que fosse? – E sorri sarcástica. – Se pensava isso, se enganou feio. – disse, me levantando.
– Lily, espera um pouco. Por favor. Não quis te chatear; – Ele começou a andar atrás de mim.
– Amos – disse me virando com tudo. – quer parar de andar atrás de mim? Me esqueça!
– Está fazendo isso por quê? O que aconteceu?
– Amos, pela última vez... – E procurei com o olhar Madame Rosmerta e a localizei. – Madame Rosmerta! – Eu gritei e graças a Deus que a música estava alta, caso contrário, seria como naqueles momentos nos filmes em que todos param para olhar quem gritou.
– Lily querida! – E ela veio pela multidão, abrindo caminho, com aqueles... hum, quero dizer, TUDO aquilo só podia ser silicone. Não é? Como eu sei ser má...
– Amos – E me virei para ele, brava. – Com licença, preciso falar com ela. A SÓS! – disse, antes que ele pudesse inventar algo. E antes que ela entrasse muito na multidão, eu a empurrei pelo caminho que ela estava vindo. – Será que podemos conversar. Lá em cima? – E apontei a escada que sabia que daria acesso ao escritório dela. E, vendo minha aflição, ela não resistiu. Me puxou, subindo rapidamente por aquelas escadas de madeira. Entramos em um cômodo que tinha uma enorme sacada, que tinha uma vista para o vale. Era bem iluminado e confortável. Tinha uma lareira e em frente dela, duas poltronas velhas. De um dos lados, uma estante lotada de livros e do outro, uma mesa, com um computador não muito moderno.
– Belo escritório, Madame Rosmerta. – Eu disse sincera. E realmente, não era feio. Apenas... Combinava com ela.
– Não quer se sentar, Lily querida? – Ela disse para mim, amável como sempre. Ela pegou em uma mesinha, perto da lareira, uma garrafa conhecida por mim e serviu dois copos cheios de cerveja amanteigada e me entregou um deles. – Então – Ela disse após bebericar um pouco de seu copo. – Em que posso ser útil? – Na verdade, eu fiz tanta cena, mas tinha medo dessa hora. O que eu diria? Seria algo do tipo "Ei, sabe o James, meu namorado? Sumiu há cinco dias. Tem idéia de onde ele possa estar?"
– Eu gostaria de lhe perguntar algo. Conhece os Potter há algum tempo, não é? – E eu saberia se ela mentisse. James havia me dito que sim, eles se conheciam há tempos.
– Sim. Conheço há algum tempo eles, especialmente a avó de James, Madeleine. Éramos grandes amigas.
– Certo. E mais uma coisa. No outro dia, eu e James estivemos aqui. A senhora se recorda, não é? – Ela assentiu. – E, naquele dia, ia quase dizer algo, sobre James. Eu gostaria de saber sobre isso. – Senti que ela desconfortável e se denunciou, caso quisesse mentir sobre isso. Ela sabia mais do que queria falar naquele momento. – Se a senhora sabe de algo, tem que me dizer. James não aparece na escola há cinco dias. Não atende as minhas ligações ou responde minhas mensagens. Estou ficando louca! – E claro, não seria Lily Evans falando se eu não chorasse.
– Ah minha querida. Ele devia ter contado antes. – Ela apenas suspirou.
– Contado o que?
– James... Ele foi preso. – E minha cara deve ter sido digna de dó, pois ela fez uma expressão de pena também. – Calma... não essa semana. O motivo de ele ter sumido há alguns anos foi isso. Ele foi preso.
– Preso? – E aí eu estava confusa.
– Até James completar dez anos, Dorea tinha outro marido. Um cara chamado Tom. James não é filho dele. Mas Tom Riddle não sabia disso e de qualquer forma, nunca foi um bom pai. Ou marido. Sempre bateu em Dorea. E em James. E o garoto, achando que ficar longe de casa seria melhor, estava certo. Ele veio para Hogwarts. E conheceu pessoas legais. Mas em um Natal, ao voltar para casa, ele... – E ela parou.
– Ele o quê?
– Ele achou Tomas bêbado, quase violentando Dorea. – Ela disse com pesar.
– Ah Deus. Que horror.
– Sim querida. E ele fez o que qualquer um faria.
– O quê? – E mesmo tendo perguntado, fiquei com medo da resposta.
– Ele bateu em Tom. Com um vaso.
– Tomas morreu?
– Não, não morreu. Mas ficou mal. Ele fizera aquilo para se vingar de Dorea. Quando ela se casou com ele, já estava grávida. De Charlus. E anos depois, quando Tom descobriu isso, ficou louco. E mais louco ainda quando Dorea disse que ia pedir o divórcio, para ficar com o outro cara.
– Então, James conhece há pouco tempo o verdadeiro pai.
– Sim. E a verdadeira felicidade, que durou pouco. Uma semana depois, quando Tomas saiu do hospital, ele prestou queixa contra James. E ele sendo menor, não poderia ser preso. Então, foi encaminhado a uma instituição para recuperação de menores.
– Um reformatório? – E eu estava muito assustada.
– Sim. E lá, ele conheceu Belatriz Black.
– Black? Da família de Sirius?
– Sim. Prima dele, na verdade. Os Black são uma família estranha. Muito punidora.
– Deus, eu não entendendo nada! O que ela tem a ver com James?
– Os dois ficaram muito próximos lá. Até que James saiu e tudo pareceu ficar bem de novo. Mas ela saiu também. E, ninguém sabe como, mas ela conseguiu virar a cabeça dele. Com quatorze anos, os dois fugiram de casa. James e Belatriz começaram a viver nas ruas. Ela é viciada. E ele se viciou também. Alcoólatras com apenas quinze anos. – Lily estava horrorizada. Como alguém como James podia ter um passado desse? Tão... Obscuro.
– Dorea, Charlus e todos os Potters passaram por épocas difíceis... Nunca desistiram de achar o filho. E que Deus os abençoe por não ter. Acharam James quase morrendo, com overdose, em um Hospital em Bristol.
– E Belatriz?
– Foi internada também, mas em coma alcoólico apenas. Depois de passarem por tudo isso, quando James acordou, ele deve ter visto que aquela não era vida para ele. Ele pediu para ir para uma clínica de reabilitação. Onde conheceu Sirius Black.
– Sirius? – E do jeito que a coisa ia, logo Rosmerta diria que Remus Lupin era chegado em alguma droga lícita.
– Sim. Alcoólatra também. Tinha causado mais um vexame aos parentes, então, foi trancado nessa clínica, em Edimburgo.
– James... Não acredito que ele passou por tudo isso. Ele e Sirius não mostram... Eu pensei...
– Ah Lily, é como naquele ditado, quem vê cara, não vê coração. E a partir daí, James foi ficando melhor. Passou a estudar. Voltou para a família. Tinha um pai de verdade agora. E levou Sirius com ele.
– E a Belatriz? – Eu tive que perguntar.
– Bem, ninguém sabe. Os Black devem ter feito algo, para não vazar a imprensa. Com tanta publicidade negativa em cima deles, eles não precisavam de mais isso.
– E então, esse ano, eles voltaram para Hogwarts. – Eu completei.
– Sim... Mas voltando ao início, você disse que ele está sumido há dias.
– Será que ele voltou àquela vida?
– Dúvido. James não é do tipo de se perde duas vezes, vá por mim.
– Então, por Deus, onde ele se enfiou? – Eu me exaltei. Muita informação para pouco álcool. – Me desculpe. A senhora me ajudou muito. Obrigada. – E saí, meio tonta, do escritório. Desci correndo as escadas. Se James nunca havia me contado nada disso, será que ele realmente confiava em mim? E pior, será que ele me amava? Ninguém vira a cabeça como ele, por nada. Ele ainda gostava dessa Belatriz. Ele deve estar com ela agora. Como eu sou burra! A festa rolava ainda. Se tivesse pedido permissão para o diretor, eles passariam um bom tempo ali ainda.
– Emms? – Eu fui até ela, que ria de algo que os gêmeos Prewitt falavam. – Oi meninos. – E os abracei rapidamente.
– Estávamos perguntando se foi apenas um sonho ter visto sua cabeleira vermelha nessa multidão. – começou Fabian.
– E se fosse, com certeza não íamos acordar, só para vê-la novamente. – completou Gideon e eu não pude deixar de sorrir. Eles eram assim. Não havia menina que não se encantasse por eles. Gideon era dois minutos mais velho que Fabian. Eles eram ruivos e seus olhos verdes eram lindos. Eu só sabia quem era quem por causa dos brincos. Gideon usava uma argola na orelha esquerda e Fabian, na direita, caso contrário, só olhando-os, nunca saberia diferenciar.
– Só queria dizer que já vou. Amanhã cedo pretendo ir nadar. – E vi que o sorriso de Emmeline se abriu, sincero. – Alguém quer carona? – perguntei, bebendo um pouco do refrigerante de Emme, conseguindo disfarçar bem meu nervosismo.
– Não Lily, não se preocupe. Nós não bebemos também. Somos um dos motoristas da rodada. E Emme não bebeu também. Vamos dar mais um tempo aqui.
– É Lily, pode ir. Quando eu chegar, se você estiver acordada, conversamos ok? Preciso te contar umas coisas... – Emmeline disse me dando um beijo no rosto. – Descanse que amanhã vou com você para a piscina! – E rimos. Emme não sabia nadar, com toda aquela idade e tamanho. Só se sentava para tomar sol.
– Então tá. Não se esqueçam daquelas duas ali – disse apontando para Marlene e Dorcas, que dançavam e riam feito loucas, bêbadas. E qualquer problema, estou com o carro de Lene. Só ligar que venho ajudar. – E acenando para eles, saí do pub. O vento cortava meu rosto. Agarrei meu casaco, estava morrendo de frio. Corri até o carro de Marlene que graças ao avô dela, tinha ar condicionado. Deixando o carro quentinho, dei partida e voltei ao colégio.
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Subi rapidamente ao meu quarto e achei a porta aberta. Jurava tê-la trancado quando saí. Mas na minha atual condição mental, eu não podia acreditar no que minha cabeça dizia. A luz da lua banhava uma parte do quarto, deixando a outra, onde minha cama ficava, em plena escuridão. Tirei a bota que calçava e o casaco, arrumando-os em seus lugares dentro de meu armário. Quando estava tirando a blusa, ficando apenas de sutiã, escutei um gemido, que me congelou a espinha. Era de dor. Corri para a porta, mas de nada adiantaria, pois eu provavelmente era a única naquele andar.
– Lily, sou eu. Aqui na sua cama. – Uma voz rouca disse. A voz dele. Bati a mão na parede, procurando o interruptor e quando acendi a luz, não contive um grito.
– Meu Deus James, o que fizeram com você? – foi tudo o que saiu da minha boca, depois de vê-lo daquela maneira.
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Quarto da Marlene – Não se esqueçam de tirar os espaços e parênteses!
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Roupas de Natal (Lily, Marlene e Emmeline)
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Penteados
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Emme: http: / / i56(.)tinypic(.)com / 35i65xl (.) jpg
Presente da Lily
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Puddlemere United
O Puddlemere é a equipa favorita de Dumbledore. Não se sabe o porquê desse nome, já que não há nenhuma cidade com o nome de Puddlemere na Grã-Bretanha, embora haja Puddletown. Foi fundado em 1163, sendo a equipa mais velha da Liga. O seu uniforme é azul-marinho com dois juncos dourados cruzados sobre o peito. Puddlemere tem a seu crédito vinte e dois campeonatos da Liga e duas Taças Europeias. Oliver Wood entrou para este time após se formar em Hogwarts.
Chudley Cannons
Os Chudley Cannons são conhecidos por serem o time favorito de Ron Weasley. O seu uniforme é laranja e o escudo tem uma bala de canhão voando entre dois C pretos. De acordo com o livro "Quadribol Através dos Séculos", o time ganhou 21 vezes a Taça da Liga (o campeonato britânico de Quidditch), a última em 1892, e vem muito mal nos campeonatos, mas seus fãs devotos vivem a esperança de um renascimento. O lema do time mudou em 1972, de "Nós venceremos" para "Vamos só cruzar os dedos e esperar o melhor".
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E aí, como está o coração de vocês?
Então, o jeito de bad boy de James tem um motivo... humm, alguém quer adivinhar o que acontece agora? :D
Sobre os times de futebol, esses dois dos times de Quadribol que são citados no livro Quadribol Através dos Séculos, que foram transformados em times de futebol.
Espero que gostem!
Beijos,
L. Prongs
