Chapter II
Andamos sem rumo por um bom tempo, quando vimos já estávamos na porta do quarto de Alec. Era tão bom andar com ele, tão natural. Se o mundo fosse um lugar perfeito eu teria escolhido amar Alec e ele teria escolhido amar a mim, seria tão mais simples, mas fácil. Mas eu tive que escolher amar um egocêntrico e ele, a menina Cullen, falando nisso... Entrei como se fosse a dona do lugar e me joguei naquele sofá preto delicioso que ficava no canto esquerdo do quarto.
– É... Intimidade é uma coisa complicada. – Alec disse meio cansado.
– Depois que se dá, difícil tirar. – Abafei uma risada - Sabe Alec, estou intrigada com uma coisa, como Karl conseguiu trazer aquela menina aqui?
– É verdade ela parecia confiar nele, gostar dele. Pergunto-me o que Aro deseja com ela. Será que é vingança, será que ele vai machucá-la? - A preocupação estava carregada em seu tom de voz.
– Machucá-la? Difícil. Ela é preciosa, pode trazer seus pais aqui num piscar de olhos. Você devia era ficar preocupado comigo, se ela está aqui eu não sou mais necessária. - Dei de ombros.
– Que nada Elle, seu talento é peça chave na guarda. - Ele ainda não havia enxergado o que eu já havia entendido a muito tempo.
– Alec você ouviu o que eu disse? Se ela está aqui ela pode trazer a mãe dela num estalar de dedos e eu não passo de um prêmio de consolação a Aro por ele não ter ganhado Renesmee na ultima convenção. Meu talento me manteve necessária, mas se Isabella Cullen vier a se tornar uma Volturi, estou perdida. Então pare de se preocupar com sua amada, querida, idolatrada e perfeita Renesmee! - Falei rapido demais, apreensiva com a veracidade dos fatos.
– Para que tantos adjetivos Elle? - Sua voz saiu confusa.
– Pare de se fazer de bobo Alec, você gostou dela não gostou? - Um sorriso bobo tomou conta do meu rosto.
– Está tão óbvio assim?– Ele disse meio preocupado.
– Escrito em letras garrafais na sua testa, tente disfarçar. - Expliquei, rindo mais livremente. Ele se levantou e veio se sentar na ponta do sofá, levantando a minha cabeça e a colocando sobre seu colo.
– Não sei Elle, ela é tão frágil e delicada mais ao mesmo tempo tão forte e altiva. - Seu olhar estava perdido em seus pensamentos.
– Sério? E você reparou isso em qual parte? Na hora que ela pediu para se retirar? - Irônia predominou minha frase.
– Deixa de ser boba Elle. Eu reparei isso tudo na postura dela, no jeito de se manter firme e forte no meio de tantos inimigos... mas eu já entendi seu jogo. Focando completamente em mim para eu se esquecer de você. PARECE que Karl sentiu tua falta.– Ai... Às vezes era chato o modo que Alec me conhecia, era como se ele pudesse ler minha mente.
– Karl é um bom amigo, mas confesso que ele não passa de um egomâniaco, autocentrista e canalha, mas se você escolheu amar esse cara, fique sabendo que eu vou estar aqui pro que der e vier. No passado eu não me envolvi quando vocês começaram a ficar juntos, eu deixei rolar, e me culpo um pouco por você ter ficado naquele estado quando ele sumiu, mas eu não vou deixar isso acontecer de novo, se ele tornar a te magoar eu acabo com ele. Isso é uma promessa. - Sua voz saiu tão segura de si, que um arrepio ousou percorrer meu corpo.
– Bem... Obrigado pelo apoio moral, mas ele não vai me magoar novamente Alec. Eu amadureci com toda essa historia e agora eu não vou mais bancar a otária, não vou me jogar aos pés dele e rezar para ser pisada. Se ele quiser algo comigo... O que eu duvido... Ele vai ter que provar que realmente me quer e olha eu também vou te apoiar se quiser fugir com a Cullen daqui. - Acabei dizendo coisas demais e precisei quebrar a tensão no final, odeio momentos tensos.
– Quem falou em fugir? - Ele começou a desviar seus oolhos de mim.
– Letras garrafais. – Disse rindo.
– Sabe qual o nosso problema? - Alec parecia ter tido um Insight.
– Começamos devagar, devíamos ter pulado direto para a parte do sexo selvagem. – Esbanjei um olhar malicioso e deixei minha mão escorregar para debaixo da camisa dele.
– Não Elle, é serio. – Ele tirou a minha mão e começou a cruzar um caminho com a dele pelo meu rosto. – Nós planejamos demais. Eu ainda neim falei com ela e já estou pensando em fugir e viver feliz para sempre e você... Lembra como você ficou feliz quando começou a se envolver com Karl? Assim que você começou a se transformar em uma mulher ele veio igual um tubarão atrás de sangue e você ficou pensando ter encontrado seu "par eterno". Planejamos demais e sempre quebramos a cara no final. - Alec finalizou, expirando o ar lentamente. Ele havia conseguido me deixar sem fala, ficamos em silêncio simplesmente olhando um para o outro por um bom tempo. Finalmente decidi quebrar o silêncio.
– Vamos parar de se lamentar da nossa triste existência e vamos nos mexer, você tem que começar a conquistar aquela menina se quer fugir com ela, anda! – Me levantei e comecei a andar de um lado para o outro, Alec riu de mim.
– Tive uma idéia: Se ela é nova no clã, vai precisar de um tutor, eu tive, "precisamos conhecer o próprio clã e blábláblá", foi um porre ter aulas diárias com Felix. - Alec parado ali, sentando no sofá, me encarando como se eu fosse a pessoa mais má do planeta, era uma cena impágavel.
– Não estou te entendendo Elle. – Pela cara dele, ele realmente não estava me entendendo.
– Você pode se candidatar a fazer a inclusão social da menina aqui, isso vai te dar tempo pra conquistá-la. É perfeito! - Tentei fazê-lo enxergar meu ponto de vista, acredito que consegui.
– Realmente perfeito. – Alec estava estupefato. – Você é um gênio do mal Elle, se eu conseguisse canalizar toda essa criatividade para alguma coisa útil, o mundo seria um lugar melhor. Preciso falar com Aro imediatamente antes que Karl se candidate a virar tutor.
– Duvido... Karl, tutor? Nunca. Pode ficar tranqüilo, agora ele só vai querer é ter umas boas férias. - Férias, espero que não seja comigo. Não tenho certeza se aguentaria me manter firme sob seu olhar.
– Mesmo assim, preciso dar as boas vindas à pequena. – Ele fez uma cara de sedutor que, como pode eu nunca ter me apaixonado por essa criatura?
– Corre antes que o Demetri chegue perto dela. – Ele não conteve o riso. Em um instante eu estava sozinha, me vi sem ter nada para fazer.
O quarto de Alec não era arrumado, mas sim confortável. Tinha um carpete super grosso, uns dois sofás bem largos e fofos, uma prateleira que tomava uma parede inteira só de livros e uma estante entupida de discos antigos. Reparei logo em cima do disco dos Beatles o Ipod lotado de musicas, nunca me interessei muito no estilo musical dele, mas como eu estava sem nada pra fazer.
Tirei meus sapatos e minha meia-calça, ela estava me incomodando, tirei o colar e empilhei tudo num canto. Eu só queria relaxar depois daquele showzinho com a Jane. Me deitei ali mesmo, no carpete, liguei o ipod em uma musica aleatória e viajei. Precisava desligar a minha mente, se não ia acabar pensando em quem não devia.
Parecia que Alec curtia muito blues: Ouvi Buddy Guy, Ray Charles, Loius Armstrong, entre vários outros. Acabei desligando o Ipod depois de algum tempo, porque comecei a sentir fome novamente e já tinha uma semana que eu não comia comida de verdade.
Me levantei e calcei meus saltos. Desci dois andares e caminhei até a pouca conhecida cozinha do castelo, um fato que é menos conhecido ainda é que lá trabalha humanos, não vampiros. O engraçado, é que parece que eles sempre sabiam a hora que eu sentia fome. Não precisei pedir nada, foi só aparecer e eles começaram a me servir. Será que a Cullen já teve tempo de comer alguma coisa? Porque eu estou me perguntando isso? Alec sai da minha cabeça.
Fui subindo pro meu quarto. Não gostava de ficar lá embaixo por muito tempo, a cozinha cheirava muito bem dos dois jeitos: Sangue e comida, muita tentação para uma mestiça.
1... 2... 3... 4... Algumas pessoas tem mania de limpeza, eu conto... 288... 289... E, bam! A porta do meu quarto. Tudo o que eu queria agora era passar o dia sem precisar olhar na cara de Demetri ou Jane, me esqueci que tinha problemas maiores.
A minha porta estava entre-aberta e, que eu me lembre, eu a havia fechado muito bem. Decidi que quem estivesse no meu quarto ia escutar bastante, abri a porta com tudo. Tive que dar um sorriso com a cena que estava armada na minha frente.
Karl estava lá, é claro, lendo o livro que eu ultimamente estava lendo, deitado na minha cama, descalço, como se fosse o dono do lugar. Que folgado.
Ele levantou o olhar por cima do livro e, como eu senti falta daqueles olhos cor de sangue, com a outra mão fez sinal para eu me deitar ao seu lado.
– O que te fez achar que tinha o direito de invadir o meu quarto, Karl? - Não me mechi, eu acabaria indo para o seu lado se me movesse de mais.
– Não sei... Talvez as horas que passei com você nessa cama e o fato que depois você sempre pedia para eu ficar até o amanhecer? - Karl arqueou uma sombracelha e esbanjou seu sorriso de lado que fazia minhas pernas tremerem. Mordi meu lábio inferior.
– Sai. Agora.- Eu estava exercendo um auto controle descomunal para dizer aquelas palavras. Ele pôs a minha copia de Hamlet de lado, se levantou, andou em minha direção e parou bem na minha frente.
– No fundo você não quer que eu saia, quer? - Ele estava perto demais, seu perfume me intoxicava.
– Não, na verdade eu quero te dar um soco. – Sorri de lado, uma coisa que eu sabia que nunca ia fazer tão bem quanto ele.
– Hum... não é bem a recepção que eu imaginava. – Sua voz fingia estar chocada.
– Mas é a recepção que você vai ter. – Me virei e abri a porta. - Anda, está esperando o que? - Ele tinha que sair, urgentemente. De repente eu estava presa em seus braços e ele me pressionava contra a porta, que havia se fechado com a velocidade em que tudo aconteceu.
– É mesmo... O que eu estava esperando? - Ele sussurrou, seus lábios muito próximos dos meus. Direcionei-lhe o meu olhar mais mortal, porém meu coração me denunciou, não só meu coração como o arrepio que atravessou minha espinha e a minha respiração que ficou ofegante.
– Não me lembrava o quão linda você é. - Ele parecia estar sendo sincero e era isso que eu mais temia.
– Me solta Karl... me solta. - Choraminguei baixo.
– Eu até poderia te soltar, mas eu sinto que você não quer sair daqui. - Ele beijou minha jugular e meu mundo desabou. Porque ele estava fazendo isso comigo? Eu demorei tanto tempo para poder me acostumar com a ideia de que ele não me pertencia e em menos de um dia ele conseguiu derrubar todos os meus muros. Fixei meu olhar para baixo, não aguentaria mais se continuasse olhando para ele.
Ele foi me soltando aos poucos, mas não fez questão de aumentar a pouca distância que havia entre nós. Com uma mão pôs uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha.
– Elle eu sei que para o que eu fiz não existe perdão neim explicação, mas eu só estou pedindo que você me escute. - Ele tentou. Levantei meu olhar para ele, ele estava sério, não havia nenhum vestígio de sarcasmo ou irônia em seu rosto.
– Por favor. - Ele pediu mais sutilmente. Seus olhos suplicantes.
Não sei o porquê, mas senti uma vontade enorme de abraçá-lo, de tê-lo em meus braços e assim o fiz.
– Eu senti tua falta. - As palavras escaparam por meus lábios, incontrolávelmente. Ele passou os braços pelo meu corpo e me abraçou forte, não para me prender, mas sim para me sentir ali novamente.
– Não tanto quanto eu. - Acredito que não era para eu escutar essas palavras. Talvez elas só tenham escapado, como havia acontecido comigo.
Passamos minutos abraçados ou talvez horas, não sei dizer, mas ele tinha uma historia para me contar não tinha? Soltei-me de seus braços e limpei meus olhos, neim havia me tocado que estava chorando. O jeito que ele me olhava era de um jeito que eu nunca vi antes em seu rosto... Pena? Não... Não, estava mais pra culpa. Ele estava se sentindo culpado por eu estar o caco que ele me deixou. Que bom que ele estava começando a tomar conhecimento dos estragos que fez. Sentei na minha cama e fiz sinal para ele se sentar do meu lado da mesma forma que ele havia feito para mim.
– Pode começar a contar as suas crônicas. - Minha voz passava do sarcasmo, era despeito. Ele me olhou desconfiado, acho que ele pensou que me convencer a escutar seria mais difícil ou talvez impossível, mas minha curiosidade falava mais alto. Karl veio todo cauteloso se sentar ao meu lado.
– Não sei por onde começo... - Ele parecia estar reunindo palavras para começar.
– Que tal do momento em que você decidiu me deixar nessa cama, sozinha, sem me dar no mínimo um tchau? - Mais despeito, eu nunca havia falado com ele dessa maneira.
– Não foi dessa maneira, se você soubesse a verdade não falaria assim comigo. - Ele estava magoado com o tratamento que estava recebendo.
– É mesmo? Então, como foi? - O desafiei com o olhar.
– Naquela noite, Demetri bateu aqui na sua porta e me disse que Aro desejava conversar comigo, eu não fiz questão de te acordar, porque achei que voltaria antes do seu sono acabar. Eu nunca teria saido daquela maneira se soubesse que passaria tanto tempo sem poder ver a cor de seus olhos, nunca. - Sua voz soou tão segura, mantive meu rosto sem reação. Ele pareceu magoado com isso, como se eu não acreditasse nele. Bem Karl, você só está recebendo o que pagou para ter.
– Fui sozinho ao encontro de Aro, ele me disse qual era o seu plano e eu não ia topar, mas... - Ele continuou, mas fui obrigada a interrompe-lo.
– Como assim plano? Que plano é esse? - Minha curiosidade, como sempre.
– Ele não disse nada? – Acho que a minha cara de curiosa respondeu a pergunta. - Ele me disse que eu devia conseguir a mestiça para o nosso clã e que isso seria o estopim para seu plano acontecer em efeito cascata e que no fim ele iria conseguir o que sempre quis.
– A vidente. - Completei.
– Não sei dizer, aquele velho deu para falar em enigmas agora. - Ele deu de ombros.
– Mas porque você disse que não ia topar colaborar com ele mais acabou indo? - Outro ponto para minha curiosidade. Karl. me dirigiu um olhar indescritível.
– Ele me disse que se eu não cumprisse essa missão, quem fosse importante para mim sofreria e Elle eu não aguentaria ver aquela sádica da Jane fazendo algo contra você, muito menos Felix. - Seus olhos prederam os meus enquanto ele me confessava isso. Havia acabado, ele me derrubou. Não havia mais razões para me manter distante dele, todas seriam em vão.
– Sabe quantas vezes eu te imaginei me dizendo isso Karl? Todas as noites eu que eu conseguia sonhar era com isso, mas então eu acordava e me odiava por achar que você era o tipo de pessoa que se importa com alguém. - Piei baixo, tentando controlar as palavras que escapavam de minha boca.
– Eu sei que não passo de um canalha filho da mãe, mas eu quero que você saiba que, com você, eu não sei o porquê, eu simplesmente não consigo te machucar. É como se fosse contra a minha natureza, por mais que isso tenha sido a única coisa que eu tenha feito nos ultimos meses. Escute, eu nunca vou te magoar novamente, nunca. - Ele pegou minha mão e apertou forte. Tentando me fazer encara-lo novamente. Virei meu rosto para ele e deixei a minha mão passear por seu rosto.
– O que você está esperando Karl? - Um pequeno sorriso nasceu em meus lábios, eu o desejava tanto. Um loucura total. Ele sorriu de lado, seu sorriso, e segurou o meu rosto em suas mãos. Pouco a pouco foi quebrando a distância que existia entre nós e finalmente seus labios tocaram os meus, ternamente. Ele continuou segurando meu rosto como se eu fosse de papel, como se eu fosse me desmanchar com um movimento brusco. Como eu pude culpar esse homem por todas as dores que senti quando agora, com esse beijo, tudo parecia tão certo, tão perfeito? Nenhum dos dois fez questão de acabar com o beijo, ele simplesmente foi morrendo com selinhos molhados e mordidinhas nos lábios. Quando finalmente abri meus olhos, ele já estava me encarando.
Ele estava sério, não era bem o que eu esperava depois desse beijo. Ele finalmente tinha conseguido o que queria não? Era pra ele estar feliz ou no minino estar querendo mais.
– Eu pensei que você nunca mais seria minha, que você nunca iria me perdoar, isso é uma brincadeira não é? Vingança? Você vai se levantar e dizer que tem outro, que finalmente se desenrolou com Alec. Não é isso? Está bom demais para ser verdade. - Ele respondeu minhas duvídas, enquanto desviava seus olhos de mim.
– Essas falas são minhas, o papel de magoada e desiludida aqui é meu. - Segurei seu rosto e o puxei para mim.
– Então você e Alec não estão juntos? - Ele tentou.
– Eu e Alec? Fala sério... mais fácil ele ter algo com a Jane do que comigo. - Ri deliciosamente para ele.
– É que, hoje mais cedo, no salão principal vocês dois pareciam um casal. - Ele era tão possessivo, tão ciumento. Sempre fora assim. Senti saudades disso.
– Isso é ciumes? - Semicerrei meus olhos.
– Não, nunca!... É óbvio. - Ele confessou com um sorriso honesto no rosto. Eu ri como há muito tempo não ria. Decidi esquentar um pouco as coisas subi em cima dele e, tinha me esquecido que estava sem meia-calças, o puxei pela gola da camisa e então, eu e ele estavamos sentados um de frente para o outro.
– Não banque o bobo, você sabe que sou só sua, sempre fui. – Minha voz estava séria.
– Só minha? Isso me dá algumas idéias. - Seu olhar malicioso e despretensioso me hipnotizou.
Ele me beijou tão intensamente que chegava a me faltar o ar. Que o ar vire fumaça. Que todas as constelações do céu caiam. Que o mundo se acabe. Que se exploda tudo, eu só o quero e como o quero.
Suas mãos geladas percorriam meu corpo me provocando sensações que eu pensava estar perdidas. Ele me tocava da maneira que se toca um tecido de seda, ele sussurrava em meu ouvido palavras de carinho enquanto me fazia ir ao delírio com movimentos gentis e avassaladores.
Ele era meu novamente e eu era dele. Nos deixamos sentir e apreciar esse momento único, perfeito.
...
Eu fiquei acariciando seu peito nu enquanto ele fazia movimentos circulares em minha cintura. Levantei meu rosto para olhá-lo, ele estava sorrindo, o sorriso mais belo, o mais contagiante. Tive medo de estragar o momento com palavras então mantive o silêncio. Não sei quanto tempo se passou depois disso, mas não nos movemos nenhum milímetro.
Eu estava me sentindo inteira novamente, ali nos braços de Karl. Era a esse lugar que eu pertencia.
