Chapter IV

Renesmee POV

Minha respiração estava pesada e ofegante, meus pés descalços quase não tocavam o chão gelado pela manhã.

Eu corria pelas montanhas e florestas e não encontrava nada nem ninguém, tudo estava vazio e silencioso, de repente um cheiro familiar invadiu minhas narinas. Corri em direção aquele aroma que me fazia sentir em casa.

- Ness, o que foi que você fez? – A voz transbordava desapontamento.

- Pai?- Meu chamado ecoou pelas colinas, ele não se encontrava mais ali.

Acordei assustada, olhei ao redor e quase me perguntei onde eu estava, mas então a imagem de Karl veio a minha cabeça e tudo se esclareceu. Eu estava no esconderijo Volturi, sorri com a constatação do fato. Eu nunca fui a rebelde da familia, na verdade eu sempre fui correta demais, até minha querida vó tinha seus momentos.

Essa foi a primeira vez que eu fiz algo que me deu vontade, sem precisar me explicar, nem pensar em ninguém. Eu precisava fazer isso, pensar num meio de burlar esse destino idiota que já está traçado, perto dele seria mais difícil ainda. Eu sempre soube que essa coisa de imprinting existia entre os lobos, mas para mim, com Jake essa mágica ainda não tinha acontecido. Como fui enganada, a mágica aconteceu bem antes de eu ter nascido e agora o destino me obriga a amar aquele cujo já desejou minha própria mãe? Eu não sou um prémio de consolação. Não é assim que as coisas funcionam.

Quando Karl me contou toda a sua história, eu primeiramente senti medo, vontade de correr para os braços da minha familia e pedir ajuda, mas daquela vez eu decidi ouvir aquela pequena voz que fica no fundo da minha mente me pedindo para jogar tudo pro alto, para ser aquela que estaria indo contra a força da natureza, digamos assim. Essa não sou eu, eu não estou no meu normal e é isso que eu estou tentando fazer, trapacear o que está escrito pra ver se aquele cachorrinho acorda e entende que eu nunca vou ser a Emily dele.

Me levantei e fui até o banheiro. Precisava de um banho, de banheira de preferência. Até que a decoração do quarto era de bom gosto, Alice teria aprovado. Acho que fiquei uma meia hora submersa na água quente antes de me lembrar de que eu teria uma "aula" com Alec na biblioteca sobre a história do clã. Resolvi vestir uma blusinha com um laço enorme que Alice havia me dado mês passado, uma saia rodada e uma sapatilha de cor creme. Me olhei no grande espelho que havia de frente pra cama e não me senti bonita o suficiente.

Calma. Porque eu tinha que estar impecável? É só uma aula sobre um clã que eu odeio com um professor meio atrapalhado, esse Alec é meio atrapalhado. Ontem ele veio aqui e não conseguiu dizer uma frase completa, o pior é que eu amei isso nele.

Sentei no sofá e fiquei esperando por ele, enquanto comia meu café da manhã. Ele disse que viria me buscar porque eu não conhecia o castelo ainda, mas porque eu estou sentindo esse frio na barriga como se borboletas estivessem voando descoordenadamente dentro de mim?

As batidas na porta quebraram meu momento confuso.

- Posso entrar? – Ele perguntou um pouco tímido, eu gostei da voz dele, parecia veludo aos ouvidos.

- Sim, pode entrar. – Ele abriu a porta, seu perfume invadiu o cômodo e rapidamente se tornou o aroma predominante. Ele estava vestido em trajes negros, preto parecia ser a única tendência por aqui.

- Bom dia! – Ele disse sorrindo. Que sorriso torto perfeito, fiquei meio desconcertada. Demorei mais tempo que o necessário para reunir as palavras da resposta.

- Para você também! – Foi incontrolável, tive que sorrir.

- Está pronta para a aula? – Seus olhos percorreram meu corpo de cima a baixo, ele parecia ter gostado do que viu.

- Sim, sobre o que será? – Perguntei mais porque amei o modo como seus lábios se moviam enquanto ele falava.

- Eu estive pensando em começar pelo inicio, já que você agora faz parte do clã merece conhecer essa história. – Ele revirou os olhos, parecia estar mais relaxado na minha presença.

- Então, vamos? – Perguntei dando um passo em sua direção, o que ele fez em seguida provocou um arrepio que percorreu todo o meu corpo. Ele pegou minha mão e foi me mostrando o caminho para essa tal biblioteca com um sorriso estampado no rosto. Para onde estávamos indo mesmo? A biblioteca era enorme, duas vezes o tamanho do salão principal e ele já era bem grande.

Ele seguiu falando sobre a quantidade de livros que ali havia, de cópias raras e de uma menina que em cinco anos só conseguiu ler metade dos livros que tinha ali. Fomos em direção a um canto reservado com duas poltronas, um sofá, uma lareira e uma mesa no meio lotada de livros empilhados. Era meio distante do resto do lugar colossal, parecia até outro cômodo.

Tinha uma mulher sentada em uma poltrona, para falar a verdade ela não estava sentada, mas sim largada na poltrona, ela havia se jogado de lado e posto os pés pra cima. Eu não conseguia ver o rosto dela, pois estava escondido atrás de uma copia de Hamlet. E que senso de moda era aquele? Ela parecia uma menina abandonada.

- Eu separei uns livros em que tem umas imagens importantes, só para você dar uma olhada. Como dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras. – Alec disse enquanto se sentava aos pés do sofá e começa a revirar a pilha de livros a sua frente. Sentei ao seu lado, bem do lado. Afinal, que mal havia? Ele achou os livros que procurava, eram dois livros de pinturas um do séc. 16 e outro do séc. 17, meus olhos se arregalaram. Eles realmente eram antigos. Ele reparou esse meu momento de choque.

- Não me pergunte minha idade, eu já parei de contar os anos. – Ele disse enquanto folheava as paginas do livro do séc. 16. Parou em uma gravura, parecia uma familia da realeza. Ele apontou para a gravura e me perguntou. – Reconheci alguém nessa imagem?

A primeira vista eu não vi nenhum rosto familiar, mas foi coisa de cinco segundos antes de eu reconhecer aquele rosto bem no centro da imagem – Caius!

- Isso. Como pode perceber ele era um príncipe de um reino vizinho, foi transformado em seus 23 anos por, nada mais, nada menos, que... – Ele virou umas duas paginas e apontou para outro rosto. – Marcus, que ainda não passava de um recém nascido, puro descuido. Acabaram sendo adotados, digamos assim, por um italiano que ainda era um mero nômade naquela época, mas que sempre foi ambicioso.

- Aro. – Adivinhei.

- Aro. Então os três se uniram e viajaram o mundo, Nez... – O interrompi sem querer.

- Nez? – Perguntei surpresa. - Isso seria um apelido?

- Me desculpe, eu me lembro da primeira vez que te vi e seus pais a chamaram de Nessie e esse é o nome de um monstro, eu não te acho um monstro. – Eu ri alto, sempre pensei o mesmo. – Mas seu nome é mesmo grande e ficar falando Renesmee toda vez que eu quiser me referir a você é complicado, então "Nez" simplesmente surgiu e... - Ele foi soltando tudo de uma vez, olhando para o nada e aquela cena parecia mais uma pintura de um anjo desatento do que a de um vampiro empolgado.

- Eu gosto de Nez. – Disse pondo a minha mão sobre o seu braço, para fazer ele parar de falar.

- Eles viajaram o mundo... E? – Tentei fazê-lo lembrar da onde estávamos antes do "Nez", se bem que, a cara que ele fez quando eu o toquei era tão encantadora que me doía desfazê-la.

- E... E eles conheceram muitos clãs diferentes, inclusive o romêno, muitos nômades diferentes, cada um com seu talento único. Não demorou muito para Aro ter um plano formado, ele já havia crescido o seu clã o suficiente para ser capaz de invadir e destruir o esconderijo romeno. Ele queria o poder que eles transpareciam ter, então Aro arquitetou um plano para tomar o poder e assim tornar o seu clã a 'familia real' vampira...

- Na verdade Alec, Aro não queria poder ele queria Afton, você sabe disso, mas Afton não queria se desgarrar de seu clã para entrar para o nosso. Então o que ele fez? Destruiu o clã romeno e disse para Afton que ele havia sido perdoado, ele, idiota, se sentiu grato e praticamente beijou os pés daquele autocêntrista. – Aquela garota se intrometeu na história de Alec, apresentando com um tom tão superior a sua versão que a primeira coisa que eu senti foi raiva. Quando ela abaixou a capa do livro, pude ver seu rosto. Ela estava ontem no salão, ela era a menina do vestido preto perfeito, a menina de Karl, a menina que Alec olhava como se fosse a coisa mais importante do mundo. Agora eu sentia era ciúmes. - Então Alec, não tenta diminuir os atos de Aro que o velho não merece. – Ela sorriu e o que me deixou mais chocada foi o fato que Alec retribuiu o sorriso.

- Nez, essa é Electra. Elle, essa é Renesmee. – Ele nos apresentou esbanjando felicidade. Karl havia me dito que ela tinha uma conexão com Alec, só que às vezes ele falava de Alec com um pouco de ciúmes, será que? Não.

- Prazer em conhecê-la – Sorri meio sem jeito. Falsidade não era meu forte.

- O prazer é todo meu. – Juro que se eu fosse meu pai eu leria na mente dela "O que será que Alec viu nessa menina?"

- Karl me falou sobre você. – A feição dela mudou rapidamente, como se essa última frase fosse muito importante para ela. – Na verdade, você era a única coisa que ele sabia falar. Ele sentiu sua falta.

- Não mais do que eu dele. – ela havia ficado distante, perdida em sua mente. Alec quebrou o silêncio.

- De qualquer forma, derrotamos os romênos e tomamos o poder. Desde então impômos a lei aos vampiros de todo mundo, castigando-os quando são desobedecidas, mas você já sabe disso. - Ele disse com cautela.

- Eu sei disso. – as imagens daquele dia invadiram a minha mente como um tsunami. Eu não passava de uma criança e já me sentia culpada por todo o caos que causei, todos da minha família podiam morrer naquele dia, não só a minha família, mas também os meus amigos... O engraçado é que eu não conseguia odiar os Volturi como deveria. Karl é meu amigo. Alec... Alec é... Alguma coisa importante que eu ainda não defini. E essa Electra, ela é um tanto cheia de si, mas eu não a odeio, não da forma que eu odeio a Jane, essa eu não vou com a cara mesmo.

- Houve muitas guerras, convenções, execuções e reuniões que deram guinadas importantes no rumo da historia, mas eu acho isso tudo besteira... Elle ouviu cada uma das atitudes tomadas pelo clã e não se lembra de nenhuma ou lembra?- Ele levantou o olhar para Electra.

- Na verdade eu dormia nessas aulas e Felix nem percebia. Então, não, eu não lembro de nada. – Ela sorriu de lado.

- Então o que vamos fazer nessas aulas? – Eu quero passar mais tempo com você. Completei mentalmente.

- Eu estive pensando em um jeito mais interessante de te contar a historia do clã. – Como ele era lindo pensando.

- Que tal se você me disser um nome de um membro e eu te conto a historia dele? – Ele me olhou da mesma forma que um filho olha pra mãe quando quer pedir aquele biscoito que ele não pode comer, como dizer não?

- Ótima idéia... Isso vai ser interessante – Ele abafou uma risada, eu abri um sorriso. O que é isso que eu estou sentindo?

- Sabe Alec, segundo a minha criação isso se chama fofoca. - Ela disse enquanto se levantava, eu finalmente entendi o porquê de Karl sentir ciúmes dela até com o lençol da cama. Ela era bonita, bonita demais - Será que Karl já voltou? – Ela perguntou para Alec.

- Eu não sei, mas geralmente Karl se livra bem rápido da presença de Aro. – Alec respondeu, sem tirar seus olhos de mim, corei.

...Isso é fato – Ela completou. – Então eu vou indo, não estou afim de participar de roda de fofoca.

- Se você ver Jane e ela perguntar por mim, o quê eu duvido muito, diz pra ela que eu me queimei pra ver como é a sensação. – Alec pediu para Electra, não entendi o porquê da hostilidade, eles não eram irmãos?

- Pode deixar, até se ela não perguntar eu vou falar com ela. – Ela piscou um de seus olhos verdes para ele, Alec abafou uma risada.

- Tchau Renesmee, foi realmente bom te conhecer. – Ela parecia sincera.

- Tchau Electra! Manda um "Oi!" para o Karl, agora que ele chegou aqui ele me esqueceu. – Ela não conseguiu esconder a raiva que sentiu por me ouvir dizer essas palavras. Ciúmes. Pronto. Estamos kits.

Ela se virou e foi embora, andando de um jeito que me lembrava muito uma pessoa. Não consegui segurar o riso.

- O que foi? – Alec me perguntou.

- Nada, é que ela me lembra o próprio Karl.- Disse, assim que ela sumiu do meu campo de visão.

- Foram feitos um para o outro. Mas então, qual o primeiro nome? – Ele levantou uma sobrancelha e ficou esperando a resposta. Se eu dissesse "Alec" seria falta de educação então disse o segundo nome que me interessava no momento.

- Electra. – Dei de ombros.

- Electra? – Ele repetiu o nome como uma pergunta.

- Electra. Ela é uma mestiça e, que eu me lembre, ha 12 anos atrás eu estava sendo condenada a morte por ser tal coisa e agora vocês me aparecem com uma mestiça posicionada em lugar de importância ao lado dos tronos, qual a historia dela? – Era verdade, ela era uma mestiça e era importante ali. Aro estava indo contra suas próprias regras.

- Okey. - Ele pareceu meio sem jeito para contar a história dela, mas continuou mesmo assim. - Aro não te conseguiu aquele dia e aquilo o deixou tão louco de raiva que ele teve essa idéia, se ele não podia ter você ele faria uma pra ele, mas ai veio a questão, quem seria o pai? Teria que ser alguém de importância e com um grande talento. Sobrou para Caius.

- Mas Caius não tem talento ou tem? – Não entendi o motivo da escolha.

- Ele não tem, mais Aro seguiu a lógica de seu avô Carlisle, que os seus talentos são os opostos de seus pais. Pela lógica, se Caius não tem talento algum, o oposto seria que ela tivesse qualquer talento que ela desejasse. Só que aconteceu uma coisa diferente, o talento de Caius se intensificou. Ela neutraliza o talento de outras pessoas, todos que a tocam são neutralizados e quando ela projeta o seu talento, todos dentro de um raio de 100 metros de distância dela são neutralizados. Ela é uma arma. Caius só doou o esperma, nada mais, a mãe, ela sequer sabe quem foi. Isso fez dela uma criança um tanto briguenta. Ela tinha raiva de quem já teve uma familia e quase todos tivemos uma familia, então dá para imaginar a garotinha chata que ela era. Só que ela tinha mais ódio era de mim e de Jane, nos somos irmãos, irmão é uma coisa que ela nunca poderá ter. De tanto ela pegar no meu pé acabamos virando amigos, grandes amigos, o oposto aconteceu em relação a Jane, a cada dia que passa o ódio que elas sentem uma pela outra cresce. Mas por incrível que pareça, ela se tornou uma mulher inteligente, justa, corajosa e honesta. Porque, seriamente, ela tinha tudo pra ser uma Jane dois na vida. – Ele disse tudo isso olhando para nada, devia estar se lembrando de toda a vida de Electra.

- Isso é meio triste. Quantos anos ela tem?- Uma curiosidade minha.

- 10 anos, nasceu dois anos depois de você. – Ele fez o dois com os dedos da sua mão direita.

- Isso explica o porque de Alice não conseguir mais ver as decisões de Aro, ela anda nublando tudo por aqui.- Isso explicava tudo.

- E Aro se aproveita da situação, veja só, ele finalmente conseguiu você.- Ele apontou para mim.

- Você, Electra, Karl... Todos falam de Aro com repulsa. Se vocês odeiam ele tanto assim, porque não se mandam logo daqui, como Eleazar? – Sooei indelicada.

- Já nos acostumamos a aturá-lo. – Ele me olhou cansado, parecia mais velho com esse olhar.

- Sinto muito que seja dessa forma. – Descansei a minha mão sobre a dele, em um gesto de pezar. Mais não foi isso que senti, na realidade eu não sei dizer o que senti. Foi uma vontade de ter mais, como se só encostar nele fosse pouco. Eu queria um aperto de mão, eu queria um abraço, eu queria um beijo, eu queria tê-lo. Renesmee o que é isso? Que pensamentos são esses?

Ele me olhava sério, como se aquele toque tivesse significado tudo para ele. Aqueles olhos de um tom vinho me embebedavam, me convidando a se aproximar mais, ele fez isso por mim. Seu rosto foi vagarosamente quebrando a distância que havia do meu. Seu cheiro invadiu minhas narinas. Era doce, como o cheiro de todos os vampiros, mais o cheiro dele era diferente dos outros, era mais especial, mais pesado, parecia a mistura de todos as essências que eu amava. A ponta de seu nariz tocou o meu, instintivamente fechei meus olhos e esperei por aquilo que eu desejava.

Espera Renesmee. Ele é um Volturi, lembra? Quer saber, quem liga pra isso? Ele está aqui, eu estou aqui e é isso que importa.

Nossos lábios se tocaram sutilmente. Foi como se ele estivesse se permitindo derreter no fogo dos meus lábios. Me deixei levar pela magia do momento. Que foi infelizmente cortada por som de passos em nossa direção. Alec me empurrou rapidamente, uma tentativa frustrada de disfarçar o que estávamos fazendo.

Ora...ora...ora "Alec & Renesmee" Casal inusitado, não?- Aro disse, enquanto batia suaves palmas.

Fiquei vermelha dos pés a cabeça, Alec encarava o chão, se sentia humilhado. Até compreendo. Ele, o Alec Volturi, pego aos beijos com a "pequena Cullen" pelo líder de seu clã, realmente é um fato constrangedor.

- Não se envergonhem crianças, ninguém no mundo ficaria mais feliz com essa relação do que eu. – Aro abriu um sorriso que ia de orelha a orelha. O olhar que Alec o direcionou transbordava Ódio, imagino o que ele queria dizer naquele momento.

- Minha cara Renesmee...Me pergunto se sabe lutar? – Que bom que ele trocou de assunto.

- Na verdade nunca tive motivos para lutar. - Revirei os olhos.

- Então me sinto no dever de treiná-la, queira me acompanhar. - Ele estendeu a mão em minha direção.

Antes de me levantar, toquei a mão de Alec e deixei meu talento fluir, ele congelou com a imagem que viu: Nós dois, sentados na minha cama. Espero que ele tenha entendido o recado. Então me levantei e sai, acompanhando Aro.

O resto do dia se passou inexoravelmente, treinei, me alimentei, treinei mais um pouco. Heidi me acompanhou até meu quarto. Um fato sobre Heidi: Ela é uma mulher de poucas palavras.

Tomei um banho, vesti um shortinho, uma blusa de tecido leve e fui me deitar. Estava começando a achar que Alec não havia me entendido quando ouvi as batidas na porta, involuntariamente abri um sorriso e corri para abri-lá.

- Pensei que você não vinha. - Disse com um sorriso nos lábios.

- Eu sempre virei. – Seus olhos percorreram meu corpo. O que eu estava pensando quando vesti esse short? Abri mais a porta e o convidei para entrar, ele foi direto se sentar na minha cama. Corri para me sentar ao seu lado. Conversamos sobre coisas bobas e fútis, na verdade ele parecia muito interessado em minha vida. Não sei dizer a que horas o sono começou a me vencer mais derrepente ele disse que já estava na hora de ir.

- Você não precisa ir. – Não sei o que me fez dizer aquilo, talvez seja o fato de que estou acostumada a dormir sendo observada. Ele gostou da idéia, me aconcheguei em seu peito e lhe desejei uma boa noite.

- A melhor da minha existência. – Ele sussurrou enquanto passava a mão pelo meu cabelo.

Renesmee, Renesmee... Você foge de casa para não se casar com um Quileute e acaba se apaixonando por um Volturi?

Isso não estava nos meus planos... Mas no fim das contas, não era isso que eu queria? Agir contra a natureza?