Chapter VI
"Ti amo così tanto."
Aquela frase ainda estava quicando em minha mente. Eu nunca pensei que fosse ouvi-la em minha vida, muito menos vindo de quem veio.
Ele ainda está brincando comigo, tem que ser isso, porque ele nunca realmente mudou e tudo isso faz parte de um plano maior para me fazer bancar a otária de novo.
Ou talvez ele tenha se sentido forçado a dizer aquilo, afinal eu acabei forçando a barra declarando aquilo mais cedo na mesma noite. Foi tão simples olhar para dentro daquele mar de sangue que eram seus olhos e dizer "Eu te amo" tão natural, como piscar.
Mais existe uma pequena chance de ele ter sido sincero, pode ter sido tão simples quanto foi para mim ou pode ter sido muito difícil. Provavelmente muito difícil.
Eu já estava perambulando pelos corredores a horas, pensando. Disse para ele que precisava falar com alguém importante, não é completamente mentira. Eu realmente preciso falar com alguém, só não sei quem é ainda para poder julga-lá importante.
Estava virando mais um corredor quando ouvi vozes conhecidas, me escondi atrás da parede.
- Ele resolveu se juntar ao clã, simplesmente porque Heidi era... Você sabe, Heidi era Heidi. – Era Alec, devia estar contando a Renesmee a história de Karl. Eu já sabia essa história. No resumo, Karl foi encontrado por Aro depois de décadas vagando na terra como nômade e foi seduzido como todos os outros, não por Aro, mas sim por todas as mulheres solteiras que havia nesse clã. Nada demais.
- Afinal, quem ele já... Namorou? – Renesmee perguntou um pouco envergonhada.
- Ele tem uma vasta lista fora dessas paredes, mas que eu saiba, daqui de dentro foram: Heidi, Renata, Chelsea... Jane e Elle. – Verdade, ele tem uma lista grande, um passado que eu aceitei no dia em que o deixei entrar na minha vida.
- Flashback On -
Biblioteca. Naquela época eu sempre estava pela biblioteca. Era o único lugar em que eu não encontrava Karl e suas piadinhas geralmente relacionadas a sexo. Eu pensava que tudo o que sentia por ele era ódio, por ele ser tão arrogante e prepotente. Mais hoje, compreendo que não passava de medo, medo de que ele encontrasse alguma forma de tornar suas palavras verdadeiras. O livro em minhas mãos se chamava "Entrevista com o Vampiro", eu gostava de ver como os humanos nos vê. Tão longe da realidade.
- Eu posso lhe dar muito mais que uma entrevista. – Karl disse em meu ouvido, eu estava tão envolvida com a história que não o percebi chegando por trás. Ignorei.
- La mia vita, não pode ficar me ignorando o resto do ano. – Ele se sentou na outra ponta do sofá.
O olhei por cima do livro, seu paletó estava aberto e o último e primeiros botões de sua camisa preta também, ele sorriu. O sorriso presunçoso que eu tanto odiava, odiava porque me fazia perder a noção do tempo e do espaço, odiava porque fazia meus joelhos tremerem e minhas mãos suarem frio. Me levantei, se eu ficasse mais tempo perto daquele sorrisinho eu não responderia mais por mim.
- Tão linda e aqui, sozinha, porque não está lá embaixo dançando como todas as outras? Se seu par desistiu, com certeza foi porque não te enxergou corretamente. – Ele estava me olhando da mesma forma que um artista observa sua obra prima.
Eu não sei por que eu vesti meu vestido verde esmeralda para esse baile em homenagem ao santo padroeiro da cidade. Eu não queria ir mesmo, ficar dando falsos sorrisos, aturar o ciúme que a Jane tem do Alec comigo e ainda tinha o perigo da troca de pares, eu podia acabar dançando com Demetri, Felix ou pior, Karl. Para azar meu, ele veio atrás de mim.
- Você vai ficar me ignorando mesmo? Você não vai brigar comigo, amaldiçoar minha árvore genealógica, me espancar ou algo do tipo? – Ele se levantou, ficou na minha frente e perguntou parecendo realmente interessado na resposta – Você está bem?
- Eu cansei. – O que eu estava dizendo? – Eu cansei desses seus joguinhos, eu não consigo mais segurar essa parte de mim que quer ir ao seu encontro. – Ah... Sim, eu estava dizendo a verdade. – Você conseguiu, derrubou a muralha que construi ao meu redor. – Ele me olhava como se estivesse esperando a chuva de serpentina e confete, seguido do grito "Você caiu na pegadinha otário!".
O silêncio se perdurou até ficar esmagador. Se eu estava fazendo aquilo, cometendo aquele enorme erro, eu tinha que ir até o fim.
- E eu estou aqui me perguntando, quanto tempo mais você vai esperar para me beijar? - De todas as vezes que eu havia imaginado aquilo, sim, eu havia imaginado aquilo inumeras vezes, nunca cheguei perto do que realmente aconteceu.
Ele primeiramente segurou minhas mãos e então as pendurou em seu pescoço, depois puxou meu corpo para mais perto do seu. Colocou a minha franja atrás da orelha, me levantou levemente na ponta dos pés pela cintura até eu ficar mais ou menos da sua altura e então encostou levemente seus labios frios nos meus. Eu não estava preparada para aquilo, para aquele choque que desceu pela minha espinha e percorreu todo o meu corpo. Eu já havia beijado antes, mais aquilo estava longe de tudo o que já me havia acontecido.
O beijo foi delicado, carinhoso. Eu nunca vi Karl beijar alguém dessa forma. Ele costuma ser ousado, mas parece que ele estava preocupado em fazer aquele momento perfeito. Porque ele estava se importando?
Gentilmente ele finalizou o beijo, ele parecia estar pensando alguma coisa bem séria. Eu sabia o que ele estava fazendo, pensando se agora que o desafio havia acabado, agora que eu estava entregue em suas mãos, se ele realmente me queria. Ele estava dando para trás. Foi um erro, eu sabia.
Me soltei de seu abraço, decidida a correr para o meu quarto e fingir que aquilo não havia acontecido. Dei dois passos e fui surpreendida por suas mãos agarrando meus braços e me fazendo retornar para aquele lugar que já era tão meu.
- Onde pensa que vai? - Ele disse, malicioso.
- Sair do seu caminho, não era um meio pra isso acontecer que você estava arquitetando ai dentro da sua mente? - Praticamente cuspi as palavras na cara dele.
- Ah não!Você acha que depois de tudo oque me disse, vai virar as costas e fingir que nada aconteceu? Você quer saber oque eu realmente estava pensando?- Ele disse, contrariado.
Fiquei esperando ele continuar, o desafiando com o olhar. Ele voltou a sorrir, aquele mesmo sorriso. Ainda bem que ele estava me segurando, porque eu já havia perdido o equilibrio ha muito tempo.
- Eu estava pensando em uma maneira de te tirar desse vestido, que tanto realça a cor de seus olhos. - Sua voz saiu rouca bem perto do meu ouvido, eu corei furiosamente.
Seus labios desceram para meu pescoço, me beijando levemente, retirando a alça do meu vestido. Seus beijos seguiram para meu colo, tocando lugares que ninguém antes havia tido o prazer de conhecer. Sua mão desceu para minha perna, subindo pelo contorno da minha coxa até passar do tecido da minha meia para a minha pele quente. Em um movimento rapido ele desprendeu a meia da liga e a foi abaixando, deixando a minha pele nua. Fez o mesmo em minha outra perna, eu tremi com a sensação que seu toque frio me causava.
Ele tomou meus lábios em um beijo quente, mais foi quando ele abriu os botões do meu vestido que aconteceu, aquele medo de holofotes me atingiu em cheio. Eu tentei empurrá-lo mais usar toda a minha força não estava adiantando em nada.
- Não... Karl... Para! – Tentei falar entre seus beijos.
Foi instantâneo, ele me soltou em um movimento tão brusco que ele bateu em uma estante derrubando alguns livros, fazendo um estardalhaço. Seus sentidos ficaram em alerta, esperando alguém entrar de surpresa no cômodo. Não demorou mais que 2 segundos para ele perceber que não havia ninguém, o problema era eu.
- Qual o problema agora? – Sua voz saiu pesada, fria.
- É que... Eu... Eu nunca fiz isso antes. – Minha voz foi morrendo aos poucos. Encarei o chão, deixando a vergonha tomar conta da minha face.
- E está com medo de me desapontar? – ele levou a mão ao queixo, me avaliando. Mordi meu lábio inferior.
- Se serve de entusiasmo, você já está superando todas as minhas expectativas. – seus olhos percorreram meu corpo, gostando do que via. Eu estava uma bagunça, levantei as alças do meu vestido, por costume.
- A menos que você não queira faze... – O interrompi bravamente.
- EU QUERO VOCÊ! – O que aconteceu em seguida foi muito rapido para os olhos humanos. Ele me pegou no colo e me levou até uma mesa de estudos, me sentando bem na beirada, se posicionou bem no meio das minhas pernas e deixou seus lábios passearem por meus ombros, pescoço, colo, tudo.
- Fazer isso agora eu posso espera... – Ele continuou.
- EU QUERO VOCÊ AGORA! – O cortei novamente, ele abafou uma risada.
- Esse teu jeito imprevisível vai acabar me enlouquecendo. – Ele já havia abaixado as alças de novo, havia abaixado até meu vestido, as alças já estavam no meu cotovelo.
Ele estava em todo o lugar, me embriagando com seu perfume doce, pesado, intenso. Isso, essa é a palavra certa. Karl é intenso demais.
- Flashback Off -
Fui retirada do meu transe, com o baque que a porta do quarto da Renesmee fez ao se fechar. Renesmee! Pronto, eu já sabia com quem tinha que falar.
Desci o corredor e dei três batidas decididas na porta. Ela a abriu sorrindo, provavelmente pensando que Alec havia esquecido de lhe dizer alguma coisa.
- Electra? Qual o problema? – Ela pareceu realmente preocupada, porque provavelmente, eu deveria ser a ultima pessoa que ela esperava vir bater ali.
- Eu posso ter uma conversa com você? – Perguntei cruzando os braços, meio sem graça. A gente nem se conhecia direito.
- Hum... Claro. Entra. – Ela deu espaço para eu passar pela porta e a fechou em seguida.
Renesmee se sentou na poltrona, e eu, eu andei de um lado pro outro até parar subitamente e jogar as palavras em cima dela.
- Renesmee, o que você acha que Karl senti por mim? - Eu precisava disso, uma avaliação de alguém neûtro. Alguém que não conhecia Karl a muito tempo, alguém que não me conhecia.
- Nez. Você pode me chamar de Nez. - Ela disse, pondo umas mechas soltas do seu cabelo castanho dourado atrás da orelha.
- Okey, Nez. Então, o que você acha? - Deixei a confusão que eu estava por dentro transparecer por meu rosto.
- Ele falou muito de você esses últimos meses. - Esperei ela continuar.- e Electra...
- Elle. Todos me chamam de Elle. - Abri um leve sorriso, ela retribuiu.
- Elle, Ele falava de um jeito que sempre me deixou claro que ele te pertencia. Ele tinha aquele brilho nos olhos, aquele tom de voz sonhador, me lembrava meu pai. E as vezes ele falava bastante decepcionado consigo mesmo.Ele me contou que deixou você aqui sem explicação, sem motivo e acredite, ele passou todo esse tempo se martirizando por isso. Então se for isso que está te deixando confusa, ele nunca se perdoou por ter feito isso com você. – Ela concluiu.
- Não, não é isso. – Disse, mexendo a cabeça em sinal de negação.
- Olha, ele gosta de você, e gosta muito. Não posso dizer se é amor ou paixão, porqueainda nem vi vocês juntos. Mas dá pra ver que ele precisa de você. - Era aquilo que eu precisava ouvir, aquele medo que eu estava sentindo se foi. Eu estava sendo cética demais em pensar que Karl não havia mudado, é claro que ele havia mudado, a transformação era visivel a olho nu.
- Obrigada. Eu estava confusa, mas você me ajudou a por ordem na minha mente caótica. Mas, eAlec, já criou coragem e te beijou? – Sorri de lado, porque eu sentia que esse casal ainda ia dar muita historia.
- Ah...Ele me beijou sim. - ela corou.
- Bom garoto. – Abri o sorriso em meus lábios. Era bom saber aquilo, que Alec podia ter uma história diferente da sua irmazinha querida.
- Elle, você sabe se Alec já teve alguém? Alguém que pode me dar dor de cabeça futuramente? - Ela estava realmente interessada na resposta, como se toda a vida dela dependesse disso.
- Ninguém realmente importante. - Seus olhos se iluminaram com a resposta.
Quem diria que iríamos nos dar tão bem? Ela, a princesinha do papai. Eu, a filha pródiga. Não tínhamos muito em comum, é verdade, mas foram as diferenças que importaram. Passamos um bom tempo ali, conversando de tudo um pouco e a conexão que surgiu entre nós era tão forte, como se nos conhecêssemos há anos, não dois dias.
- Cullen. Treino. – A voz da Heidi soou atrás da porta.
- Elle, eu vou ter que ir agora. Treino com Felix. – Ela revirou os olhos e se levantou indo em direção a porta, a segui.
- Boa sorte! – Felix não é de pegar leve em treinos. Minha pele costumava voltar cheia de hematomas.
- Vou precisar! – Ela abriu a porta.
- Vamos Cullen. Electra? – Sinceramente, o queixo de Heidi caiu ao me ver saindo do quarto, logo atrás de Nez.
- Heidi? – Repliquei, imitando seu tom de voz.
- Tchau Elle! Continuamos a conversa outra hora. – Pelo seu tom de voz, ela realmente queria continuar a conversa uma outra hora.
- Tchau Nez! – Esbocei um sorriso. Acho que finalmente encontrei alguém para chamar de amiga.
Subi até o último andar e me sentei na sacada do único lugar que tinha uma vista para o mundo aqui dentro, o jardim suspenso. O sol estava começando a se pôr, seus últimos raios refletiam em minha pele a fazendo brilhar levemente. Eu gostava disso, me fazia diferente. A única vez em que senti inveja do brilho ofuscante dos vampiros foi quando Karl veio aqui para falar comigo, seu brilho me lembrava a lua, tão lindo. A saudade da sua presença estava me matando, eu o queria ali comigo.
- La mia bionda, tutta sola? – A voz surgiu do nada, eu pulei de susto, quase escorreguei da mureta.
- EU TE ODEIO DEMETRI! – Praticamente gritei enquanto me virava na mureta e me sentava de frente para ele. O sol já havia ido embora, mas ainda estava claro. Ele estava encostado na porta, não tinha como eu sair sem passar por ele, eu podia pular, talvez eu devesse fazer iss...
- Isso é bom, todo o amor tem um pouco de ódio. É verdade o que dizem? – Ele me indagou, permaneci calada, afinal eu sequer sabia do que ele estava falando.- Você conseguiu amarrar Karl? Então minhas chances agora estão resumidas a 0,001%? – Eu tinha que confessar: Ele é muito persistente.
- Não, elas estão resumidas a 0,000%. - Me levantei e fui em direção a porta. Ele me deixou passar, a princípio, porque foi só eu dar as costas para ele me agarrar pelos braços, me virar e me prender contra a parede.
- Quando é que você vai ver que ele não é bom o suficiente para você? – Ele disse enquanto passava a mão pelo meu rosto e labios com força, me machucando. Eu não gostava disso, Karl era persistente, mas sabia respeitar meu espaço.
- E quem seria bom o suficiente para mim, Demetri? Você? – Deixei a ironia fluir como veneno em minha lingua.
- Quem sabe? talvez. – Ri com escarnio.
- Me solta logo ou...- Ele não me deixou completar a frase.
- Ou o que? Vai gritar para alguém vir te salvar? Mia bella, nem tudo gira ao seu redor. – Ele me prendeu, pressionando seu peito contra o meu e antes que eu pudesse abrir a boca para retalha-lo, ele a cobriu com seus labios, me roubando um beijo. Eu lutei para me livrar dele, mais ele era muito mais forte que eu, então mordi sua boca. Eu sei que não iria machucar, mas ao menos o ofenderia. Funcionou. Ele me soltou e se afastou levando a mão aos labios e me olhando como se eu tivesse chingado sua mãe.
- Você me mordeu? – Eu fiquei encostada a parede, minha respiração incontrolável, meu rosto estava quente, minhas mãos tremiam. Ele passou direto por mim e foi em direção a porta.
- Você ainda não se livrou de mim. – Ele disse, antes de bater a porta com força, fazendo um estardalhaço.
Escorreguei pela parede e me sentei no chão. Eu chorei de raiva. Acredite, Um dia eu me livraria.
Fiquei ali, me acalmando. O céu já estava pintado de estrelas e a lua já reinava, quando Karl abriu a porta devagar e me encontrou largada no chão.
- Hey, eu te procurei o dia inteiro. Está tudo bem? - Ele disse preocupado, enquanto se sentava ao meu lado. O abraçei fortemente, como eu precisava senti-lo ali em meus braços. Como eu aguentei 8 meses longe dele? Aqui e agora, isso me soava tão impossível.
- Agora está. – Aquele olhar de culpa preencheu seu rosto novamente. Ele estava pensando que era o culpado por eu estar frágil do jeito que estava. Talvez agora sempre seria assim, ele sempre se culparia quando meus olhos ficassem tristes. Eu não gostava dessa expressão, nem um pouco.
Me deitei no chão do jardim, joguei minhas pernas no colo dele e fiquei lá olhando para as estrelas. Não sei o porque, mas não tive coragem de lhe contar o real motivo da minha pequena depressão. Iria gerar muitos problemas, não que eu estivesse me preocupando com Demetri, eu só não queria ver Karl com raiva. Eu o queria sendo o Karl de sempre, despreocupado e descontraído. O céu estava limpo hoje, me permitindo observar o Centurão de Orion, o Cruzeiro do Sul, o Arqueiro e muitas outras constelações.
- Para de me seduzir. – Karl suplicou.
- Eu não estou fazendo nada. – Me sentei, levando minhas mãos ao alto e fazendo cara de inocente, mas eu realmente não havia feito nada.
- Quem está fazendo nada aqui, sou eu. Você vesti esse short que eu adoro e joga as suas pernas, você sabe que amo suas pernas, você joga elas pra cima de mim e fica encarando o céu, fazendo as estrelas refletirem em seus olhos. E essa cena está enchendo minha mente com idéias maliciosas. Eu nem sei como ainda estou aqui falando igual um doido, porque você está sorrindo para mim. Olhando-me como se eu fosse o único que realmente importasse para você e agora você está mordendo o seu lábio inferior, eu amo quando você faz isso. Para de me seduzir! – Ele exclamou, me jogando no chão. Ele se deitou por cima de mim e prendeu minhas mãos acima da minha cabeça. Seu corpo pressionava o meu, prendi minha perna na sua e mordi meu lábio inferior, novamente. – Eu não vou mais responder por meus atos. – Ele declarou.
Nossos rostos se aproximaram, fechando o espaço que havia entre nossos lábios. Como se fossemos imãs de cargas diferentes, nos atraindo um para o outro, sempre.
