Chapter XIII
Alec POV
America. Fazia um bom tempo que não colocava meus pés por essas terras. Haviamos roubado um Kia Cerato Branco, Michaella estava dirigindo depois de fazer uma cena para conseguir o que queria. Eu estava pensando no que veria quando chegassemos finalmente aos Cullen. Eu veria Nez aos braços daquele cachorro e não poderia fazer nada?
Era isso então? Séra que nossa historia se resumeria á alguns dias longe da realidade em terras estrangeiras, seria só isso? Não podia, tinha que ser mais. Eu a amava, ela disse que me amava, essas palavras não poderiam ser varridas pelo vento.
- É essa casa? - Michaella perguntou para todos nós.
- É sim. - Eu e Karl dissemos juntos. Já dava para sentir o perfume delas flutuando no ar.
- É hora do show. - Henry comentou com seu tom brincalhão.
Abrimos as portas juntos e ficamos nos encarando, cada um depositando no outro coragem para ir bater na porta da casa. Fui na frente. Eles já me conheciam, não que isso fosse uma coisa boa. Uma batida forte e duas seguidas. Cruzei os dedos, para dar boa sorte, eu sei que isso é infantil, mas dizem que dá certo, não?
- Alec. - Fora Edward quem abrira a porta, Meu sogro? A doze anos atrás eu queria matá-lo. Essa situação era constrangedora, se pudesse estaria corado. E foi quando eu a vi, com a respiração ofegante pela leve corrida até a porta.
- Alec. - Ela disse aliviada, feliz, e mais algumas emoções misturadas. Ela ficou atrás do braço protetor de seu pai que olhava para o rosto dos outros cauteloso.
Elle desceu as escadas furiosamente a deslizou pela brecha entre Edward e o portal da porta. Ela simplesmente pulou no colo de Karl e o beijou, sem vergonha alguma, da mesma maneira que eu queria tomar Nez nos lábios nesse exato momento.
- Alec! - Ela me abraçou, sem desgrudar de Karl.
- Elle! – Retribui o abraço.
- Pai me deixa passar. - Nez disse séria para Edward. Ele não se moveu e continuou olhando para meu rosto. Acho que Nez não aguentou mais ficar ali, sem fazer nada, e simplesmente escapou do braço dele e me abraçou, me abraçou forte. Seu perfume me trazendo de volta para mim. Afaguei seu cabelo ruivo e susurrei em seu ouvido: - Eu senti muito sua falta, Nez.
- Henry? - Elle estava o cumprimentando, meio surpresa por ele ter vindo.
- Olá Electra, você parece bem melhor desda última vez que eu te vi. - Ele respondeu, sincero.
- Michaella. - Esse foi um cumprimento frio, mas ainda assim educado. Ela retribuiu da mesma forma.
Eu ainda estava com Nez nos braços, me controlando para não beijá-la, acho que não seria muito amistoso fazer isso tão na cara de seu pai.
- Andem vamos entrando, a casa não é minha, mas eles me deram intimidade. - Elle estava radiante, era compreensível, todos os seus amigos estavam ali. Ela não podia ficar mais feliz.
- Edward dá para deixá-los um pouco sozinhos? Você provavelmente não gostava de ficar com Bella na frente de seu sogro. - Obrigada santa Elle, a agradeci com o olhar. Ela pareceu entender.
- Vem, Edward! Você conhece Henry? Ele deve ter umas boas histórias para contar para Carlisle, afinal, cadê ele? - Ela disse, enquanto puxava seu braço com força, ele saiu da porta mais não desviou o olhar de mim.
- Seu pai me odeia. - Susurrei para Nez
- Estamos bem então, ele também não anda me suportando. - Ela confessou, seus labios tocando os meus enquanto falava. Olhei dentro daqueles olhos chocolate e me afundei neles, como se fossem areia movediça, me sugando para baixo. Quando dei por conta de mim eu já estava a beijando. Ainda não era o beijo intenso que eu precisava dar, mas já bastava. Tê-lá ali e ver que ela enfrentou sua família por mim, mostrava que eu significava algo pra ela de verdade, senão ela não teria feito isso.
- Acho que devemos entrar. – Ela disse enquanto eu rodava a pulseira que eu havia dado para ela em seu pulso, ela ainda a usava. Eu a dei com uma promessa, de que meu amor por ela era infinito, muito maior que nós dois. Assenti e ela pegou minha mão e me puxou devagar para dentro da sua casa.
- Quem são vocês? – Carlisle interrogava Henry que estava sentado ao lado de Michaella no grande sofá branco. Elle e Karl estavam sentados próximo ao piano.
- Eu sou Henry Boreanaz e essa é a Michaella. – Ele se apresentou de forma simples.
- Electra não nos avisou nada sobre a vinda de vocês, somente de Karl e Alec. Por quê estão aqui? De qual lugar você veim? - Carlisle deixou seu lado curioso falar, ele me lembrava Elle.
- Nós viemos da França para poder ajudar Karl em mais um de seus problemas. - Ele sorriu.
- Karl você pediu isso para eles? – Elle perguntou meio chocada.
- Ele me obrigou a trazê-lo, praticamente. – Karl respondeu em sua defesa.
- Claro! O avião é meu, minhas condições! – Henry explicou.
- Isso explica o porque de Michaella estar aqui. - Elle revirou os olhos.
- O que você quis dizer com isso menina? - Michaella sibilou baixo, mantendo o controle.
- Só Henry mesmo para te carregar. - Elle deu de ombros, agora eu entendia o porque de Michaella ter tanta raiva de Elle. Ela parecia se deliciar a provocando.
- Como vocês têm coragem de entrar nessa casa? – O lobo invadiu a casa com ódio na voz. Eu, Karl, Henry e até Elle franzimos o nariz com a sua chegada e seu odor revoltante. Michaella caiu em uma crise de espirros.
- Desculpa, mas eu sou alérgica à cachorro desde quando eu era humana. – Ela se explicou com um doce sorriso nos lábios. Rosalie riu alto, Henry a cutucou levemente nas costelas, mas também segurou o riso.
- Jacob. – Carlisle disse tentando acalmá-lo, enquanto segurava seu braço. – Eles são amigos de Ness, estão aqui para ajudar.
- Me desculpe Carlisle, mas eles acham que podem entrar aqui e fingir que são seus amigos de longa data? – Ele disse para Carlisle, mas não desviou seu olhar de mim, ou mais precisamente, da minha mão entrelaçada na de Nez.
- Você permite isso? – Ele apontou para mim e perguntou furiosamente para Edward e Bella. Essa pergunta me incomodava.
- Não sou eu que devo escolher quem é bom suficiente para Ness. – Ele respondeu sério.
- Jake, Ness tem o direito de escolha... – Bella tentou.
- Ahh Jacob, fala sério. – Nez disse consternada. Todos os três falaram ao mesmo tempo. Gostei de ouvir aquelas coisas, foi melhor do que eu esperava. Eles não me aceitavam, mas me suportariam, por ela. Já era o suficiente.
- Fala sério? Ele tentou te matar, lembra disso? – Ele veio em nossa direção tremendo, ele estava perdendo o controle.
- Ele não fez porque quis. Entende de uma vez, era Aro! – Ela gritou com ele.
- Nez não tente diminuir minha culpa, me arrependo de muita coisa que fiz por pensar estar certo, quando na verdade eu estava completamente errado. – Eu disse para ela, mas o lobo não perdeu a oportunidade.
- Por que diabos vocês ficam a chamando de Nez? – Ele perguntou consternado para mim
- Ela não é um monstro. – Respondi com desdém.
- Finalmente alguém que pensa o mesmo que eu. Nez, sooa realmente melhor. – Bella pensou alto, o que tirou umas risadas de Edward, Rosalie e Emmet.
Você não sabe o que está fazendo. – Ele estava tremendo incontrolávelmente, seus olhos vagando de Nez para mim.
- Nem você. – Rosnei, me agachando em posição de luta na frente de Nez, a tirando da linha de frente. Emmet deu um passo a frente, precipitando uma possível briga.
- Jake? – Uma mulher com cabelo curto do mesmo tom de pele de Jacob e com seu mesmo odor o puxou pelo ombro.
- Uau! Quantas interrupções hoje, não? – Elle jogou as mãos pro alto, como se seu limite já estivesse alcançado.
- Cara para com isso! – Um homem a seguiu, também era um lobo.
- Leah, Seth, o que estão fazendo aqui? – Jacob perguntou sem tirar os olhos de Nez. Eu não gostei daquilo, do jeito que ele a olhava, era possessivo. O pior foi perceber que debaixo de toda a mágoa e frieza do olhar de Nez ela o respondia, ele também era dela.
- Eu vim para te avisar que Sam está organizando uma reunião na reserva, ele nos quer lá. – Leah disse olhando dentro de seus olhos. Como se o único que estivesse naquele cômodo fosse ele.
- Eu segui ela. – Seth deu de ombros.
- Eu vou depois, agora eu estou meio ocupado. - Ele se soltou das mãos de Leah e voltou a me encarar.
- Jake, Billy está sentindo tua falta. Todos estão sentindo tua falta. Vamos para casa jake. - Leah insistiu, depois de perceber o que estava quase acontecendo ali. Jacob a encarou triste e ela devolveu o olhar, isso pareceu acalma-lo, ela pareceu acalma-lo. Ele abaixou o olhar e segurou a mão de Nez, Ela não negou o toque, ela estava se sentindo mal por tudo aquilo.
- Ness você é minha, você sabe disso. - Ele a encarou como se seu mundo fosse ela. Abaixei o olhar, não suportava ver aquilo.
- Jacob eu não sou sua, me desculpa. - Ela respondeu com a voz um pouco embargada. O que se seguiu foi um silêncio de talvez 3 minutos?
- Vamos cara. - Seth falou enquanto Leah o puxava porta afora, ele parecia estar destruido.
- Alias, boa tarde pessoal! Que falta de educação a nossa, mas acho que não chegamos em um bom momento. Eu volto outro dia. - Ele se despediu de todos.
É bom voltar. - Edward brincou e com isso eles se foram. Nez me abraçou forte.
- Olha primeiro a Bella e agora a Nessie, Edward eu acho que o cachorro não consegue ficar longe é de você viu. – Emmet comentou em tom bastante sério.
- Ele está começando a se tornar obsessivo, porque ele não aceita que eu não o amo? – Edward deu de ombros, Bella tentou conter o riso sem sucesso e Nez riu deliciosamente.
- Desculpa por isso, ele não entende. - Ela sussurrou, enquanto brincava com a minha franja.
- Ele te ama, ele nunca vai entender. - Declarei, mas era a verdade. Com alguém podia desistir dela? Eu não desistiria, nunca. – Mas você também o ama. – Ela congelou quando me ouviu dizer aquelas palavras.
- Eu te amo mais. – Sua voz passou do susurro, para uma voz séria e segura. Ouvir aquilo foi extraordináriamente bom.
- Já ouvi isso antes. – Edward suspirou.
- Pai, sai da minha mente. – Nez retrucou batento o pé, ela ficava linda nervosa.
- Eu não precisei entrar na sua mente pra ouvir isso filha, você falou alto o suficiente para todos ouvirem. – Ele deu de ombros, contendo uma risada. Nez ficou vermelha automaticamente. Todos conteram a risada, menos Elle e Emmet que riram fervorosamente. Sua vergonha era tanta que ela pegou na minha mão e saiu correndo porta a fora. Só parou quando encontrou uma bela clareira, se sentou a raiz de uma arvore e então começou a rir, a rir do seu jeito delicado e sutil.
- Porque saiu correndo daquele jeito? – Perguntei, me sentando ao seu lado.
- É que me toquei que foi mais fácil do que eu imaginei que seria em meus melhores sonhos. – Ela disse entre risos. Percebi que estávamos sozinhos agora eu podia vê-la de verdade, sem me preocupar se seu pai gostaria ou não do que passasse pela minha mente. Seu cabelo cacheado estava um pouco mais vermelho, abandonando por completo o tom chocolate original. Seu olhar era o mais feliz que eu já havia visto e seu sorriso era genuíno.
- O que está olhando? – Ela me perguntou confusa. Como resposta eu simplesmente me aproximei de seu rosto e finalmente dei o beijo que eu estava com vontade de dar. A puxei pela cintura e coloquei a outra mão em sua nuca, a afundando em seus cachos ruivos. Seus lábios se moldavam aos meus de uma forma inacreditável, seu perfume era tudo o que eu conseguia sentir, sua pele era tudo o que eu mais queria tocar. Como eu a amava. Tive que separar meus lábios dos seus por um instante, ela não estava respirando. Sorri simplesmente por estar ali com ela.
O beijo que recebi em seguida foi diferente de todos os outros que ela já havia me concebido. Ela veio para cima de mim, me jogando na relva da clareira, suas mãos que costumavam permanecer em meu rosto e nuca desceram para a gola da minha camisa. Ela abriu os botões timidamente e permitiu seus dedos mapearem meu peito, meu abdômen. Aquilo era um avanço e tanto, ela era sempre tão tímida e delicada, já estava se sentindo a vontade o suficiente para dar um passo a frente. O beijo se tornou mais e mais quente, senti que ela estava envolvida o suficiente para me permitir algo mais ousado. Deixei minha mão ir passeando do joelho para cima, ela tremeu inteira quando minha mão deslizou para a parte interna de sua coxa.
Eu gostei daquilo, gostei da forma como cada movimento era novo para ela. Tão ingênua e inocente e sequer ter conhecimento do fato, preferi se mantê em um mundo onde é a mais esperta e inteligente. Era incrível perceber como seu universo calculado cedia com a minha presença e tudo se tornava sentimentos e sensações. Ela era tudo o que eu desejava naquele momento. Acredito que sempre será assim, ela sempre será meu único desejo.
