Chapter XX

Bella P.O.V.

- Assim como há 12 anos, reuniu um exército não é mesmo Carlisle? – Deja vu? Aquela cena já estava bastante gasta em minha memória. Mas aqui estamos todos nós reunidos basicamente pelo mesmo motivo. Renesmee.

- Eles não são um exercito, são amigos. – Carlisle respondeu duramente. – O que não posso dizer de seus companheiros.

- Vocês vão declarar inocência novamente? – Aro sorriu e o som de sua risada ecoou pela campina.

- Não, temos completa consciencia de nossa culpa. Vamos defendê-los Aro, custe o que custar. – Carlisle rebateu no ato. Era por isso que ele era um lider. Ele sabia realmente falar por todos.

- Eu acredito que essa será uma atitude suicida, mas vocês sabem as conseqüências de suas escolhas. – O tom indiferente na voz de Aro me fez pensar sobre o novo membro que Alice havia previsto, chequei automaticamentemeu escudo, não havia maneiras dele entrar. – Alec, meu querido, Porque você fez uma coisa dessas? Você abandonou sua irmã e a mim, que sempre te tratei tão bem, sempre dei tudo o que você quis até mesmo não me importei com você apaixonado por uma Cullen. Então por quê? Não vejo motivos para tal irracionalidade. – Renesmee expirou o ar lentamente, cansada. Minha filha foi se apaixonar logo por um Volturi? Isso me lembrava terrivelmente Romeu & Julieta, mas eles não teriam o mesmo fim, eu não permitiria isso.

- Algumas coisas possuem a capacidade de transformar tudo o que é razoável em futilidades, mas acredito que você não deve ter conhecimento de quais são, Aro. - Alec respondeu, jogando com Aro. Mas a verdade em suas palavras era clara. Era por isso que eu e Edward haviamos chegado a conclusão que, se eles se amavam que eles vivessem seu amor. Nós não vivemos o nosso? Por mais impossivel que havia sido.

- Não entendo, se vocês estão tão confiantes como parecem por terem Alec, Bella, Electra e Alice. Por que reunir tanta gente? Afinal, o que poderíamos fazer contra uma vidente, um anestesiante e dois escudos, dois mentais e um físico? - Essa pergunta me pegou desprevinida, sua confiança acabou com a minha, ele devia sim ter um meio de nos vencer, e isso me deu medo.

- Como eu disse, são amigos, são para isso que amigos servem Aro. - Carlisle tentou esconder seu medo, nosso medo em suas palavras.

- Sei muito bem para o que amigos servem. Como também sei que amigos não levam os outros à morte. - Aquela prepôtencia em sua voz, estava acabando comigo. Edward já havia percebido minha apreensão e me encarou, seus olhos confiantes, tentando me acalmar, tentando me mostrar que tudo estava sob controle.

- Sem jogos Aro. - Elle declarou com sua voz descomplacente. Todos a encaramos com os mesmos olhos. Ela havia ultrapassado um limite, ela estava o provocando.

- Ah! Minha Doce Electra, como Volterra fica diferente sem sua impertinência. Você sabe muito bem que eu não faço jogos. Apenas não quero que nenhum assunto fique pendente, não terei outra oportunidade de fazer algumas perguntas, se você me entende. O que é uma pena, aqui existe tantos talentos preciosos e pessoas que me são caras. - Me irritou o fato que ele falava de nós como se já estivessimos mortos. Minha vista se tingiu de vermelho.

- Caras? – Ela riu deliciosamente para Aro, ecoando meus pensamentos - Engula essa sua falsa condencêndencia Aro, voce não está enganando ninguém

Foi quando senti algo inesperado. Era como uma vertigem que subia por meu corpo e penetrava em cada nervo, cada celula, era como se meu corpo já não fosse mais meu. Eu não podia controlá-lo. Senti minha barreira se encolher, retroceder de volta para mim, se diluindo dentro do meu ser. Nada mais nos protegia e isso acontecerá tão rapido que ninguém poderia ter percebido.

Então outra sensação dominou meu corpo, torpor. Eu já não ouvia mais nada. Não enxergava. Não sentia. A única coisa que explodiu dentro de mim fora o desespero, mas o torpor era tão grande, tão intenso me jogava ao chão.

- Alec? - Meus lábios formaram seu nome, mas não consegui ouvir minha voz. A sensação em meus ouvidos era caotica. Silêncio.

Tanto pode ter se passado um minuto, como pode ter se passado um dia. Aquele torpor não cedeu. Aquele silêncio não morreu. A morte era assim afinal? Não existia paraiso ou inferno? Ou este seria meu inferno particular?

Um mundo sem Edward.

Um mundo sem Renesmee.

Um mundo deserto, privado de sentimentos e sensações. Sim, este podia ser meu inferno particular, porque a dor e desespero que me dominavam eram desoladores. Se eles não existiam mais, minha vida não havia passado de uma pegadinha do destino, brincou comigo, brincou até cansar e depois me jogou de lado, para eu sofrer sozinha toda minha dor.

Assim como veio, sem aviso, o torpor se foi. Aquela sensação de perda de controle cedeu. Meu corpo voltou a ser meu. Eu tinha o controle novamente. Eu podia ver. Eu podia ouvir. Meu escudo se pôs de pé automaticamente.

- Mãe? – Renesmee sussurrou desesperada ao meu lado. A abracei automaticamente por poucos segundos, antes de começar a entrar em ação. Minha visão periférica localizou Edward e então tudo estava sob controle... Havia sido Alec afinal.

Não houve diálogos.

Houve ações.

Caos se instalou na campina, era difícil manter o foco. Saber quem eu deveria proteger ou não. Dei falta de Elle, ela devia me ajudar nisto não? Mas ela não estava ali. Deste o momento em que meus olhos voltaram a ver, eles não a viram. Varias tentativas frustradas de burlar meu escudo se suscederam então, Benjamim me protegia bravamente perante todo aquele caos. Lobos e vampiros lutando lado a lado pelo mesmo motivo. Comecei a prestar atenção em certos momentos decisivos.

Gritos de dor ecoaram pela campina. Jane dirigia seu olhar ameaçador para Afton. Ele ia atacar Alec por trás, enquanto o ultimo termiva seu trabalho em um guarda trivial. Alec se virou lentamente, estarrecido pela defesa de sua irmã.

- Você não pode fazer isso Jane!Você não pode ficar ao lado dos Cullens. – Afton se atropelou nas palavras, enquanto percebia o fato que Jane lutaria contra seu próprio clã.

- Eu não estou lutando ao lado deles. Estou lutando ao lado de meu irmão. – Ela disse decidida e então Afton caiu ao chão gritando de dor novamente. Alec não pode dar a atenção devida à pequena rebelião de Jane, afinal, estava no meio de uma batalha.

Batalha que virou um massacre mais rápido que o previsto. Era como se estivéssemos lutando contra recéns-nascidos, não membros da guarda mais temida por todos os vampiros do mundo. Esse fato deve-se ter dado porque praticamente todos os membros mais talentosos e inestimáveis lutavam ao nosso lado, tirando Elle que continuava desaparecida, e o membro surpresa de Aro também não estava presente no campo de batalha. O que se tornou muito estranho, ele e Elle não estavam ali. Isso podia significar problemas. E eu estava certa.

Karl estava no meio de uma luta com um membro desconhecido, quando derrepente ele congelou, sua cabeça se inclinou em uma direção e ele inspirou o ar profundamente, deve ter concerteza encontrado o rastro de Elle, mas como a própria disse hoje mais cedo, se ele se preocupasse com ela, ele se tornaria alvo fácil.

- Edward! – O chamei instintivamente, sempre que eu precisava de ajuda, seu nome vinha em meus lábios. Ele me encarou preocupado, deve ter pensando que algo havia acontecido comigo. Voltei meus olhos para Karl e depois para ele, Edward pareceu me entender. Ele voou na direção de Karl e empurrou para longe seu adversário.

- Vai! Encontre-a. Eu cuido dele. – Karl somente encarou Edward por alguns segundos antes de se jogar floresta adentro, seguindo o rastro de sua vida.

Estava tudo praticamente acabado, essa batalha não duraria mais muito tempo e a autoconfiança voltou para mim aos poucos. Podiamos fazer isso. Podiamos finalmente terminar o que começamos há 12 anos atrás. Alec deixou seu talento dopante cair sobre todos os enimigos presentes na campina, era o fim. Foi então que minha mente aguçada capturou um fato no ar. Aro não estava ali.

- Aro. - Meus lábios moldaram seu nome automaticamente. Edward me ouviu e se jogou em uma corrida frenética mata adentro, o segui.

- Eles estão fugindo. - Ele me informou, enquanto penetrava cada vez mais na mente de Aro.

- Nós temos que impedir. - Jasper já estava correndo ao nosso lado, logo atrás vinha Henry e Emmet. O som pesado de patas batendo contra o chão ecoou floresta adentro, era Jake nos acompanhando. Não havia como eles escaparem.

Ou havia?

Corremos por tanto tempo que chegamos ha beira de um penhasco. Eu conhecia aquele lugar. Estavamos muito perto de Forks. E a cena que estava montada a nossa frente me assustou. Aro estava em pé ha beira do penhasco com seu sorriso traiçoeiro estampado em seu rosto empoerado, ao seu lado Felix e Renata. Só eles?

- Não entendo. No fim, todos me trairam. - Sua voz estava encharcada de falsa magoa.

- Estando ao seu lado, eles traiam a si próprios. - Edward rebateu, se colocando em posição de ataque.

- Esse foi apenas o começo. - Um sorriso diabólico tomou lugar no rosto de Aro. Esse sorriso me deu medo, fiquei sem reação diante de tal cena. Os olhos vermelhos de Aro se voltaram para Edward, um olhar confidente? Ele estava lhe mostrando alguma coisa? Não gostei disso. Me enclinei na direção do rosto de Edward e ele parecia estar estarrecido com o que lhe estava sendo confiado.

- Me agachei e me preparei para atacar Aro, mas seus olhos se voltaram para mim por uma fração de segundo e seu sorriso se tornou mais largo. Então, em um movimento sutil, quase ensaido, todos eles, Aro, Felix e Renata, deixaram seu corpo cair graciosamente de costas para o mar. Avançei para o precipicio, mas Jasper segurou meu braço.

- Não existem mais rastros Bella. - Seu tom de voz militar me quebrou. Então não havia mais o que fazer senão voltar.

Encontramos todos ainda na campina, a fumaça agridoce e pesada dominava completamente o ar. Eles estavam agrupados ao redor de Carlisle. Michaella veio desesperada ao encontro de Henry lhe dando um beijo digno de filme. Seguimos ao encontro de Carlisle.

- Duas costelas fraturadas e uma fissurada. - Carlisle deu seu diagnóstico final.

- Eu só pedi para você ficar a salvo. - Karl resmungou baixo, se controlando.

- Eu tentei, mas preferi manter vocês a salvo. - A voz de Elle saiu embargada, ela concerteza estava tentando disfarçar a dor em sua voz.

- Quem é você? - A voz de Emmet soou autoritária atrás de mim, sendo direcionada a um rapaz loiro que estava em pé ha margem de toda a cena, eu sequer o havia visto.

- Eu sou Danton. - Ele respondeu automaticamente, sem tirar os olhos de Elle, com uma expressão ao mesmo tempo preocupada e culpada.

- Eles são irmãos. - Karl senteciou. Todos se mostraram confusos com sua declaração.

- É verdade. - Elle disse em meio a um gemido, Carlisle estava tentando coloca-la em seu colo. Irmão? Ela devia estar muito feliz com isso. Renesmee uma vez me disse que se sentia mal quando Elle acabava presenciando uma cena intima demais, por mais que Elle não quisesse, ela devia sentir inveja ou algo do tipo, Renesmee sempre teve tudo aquilo que Elle sempre quis.

- Edward é melhor você leva-la. - Carlisle estava prestes a passar Elle para o colo de Edward, quando o ultimo pareceu ter tido um insight.

- Quem é ela? - A mesma expressão de quando Aro estava lhe confidenciando algo voltou a seu rosto.

- Ela é minha mãe. - Elle piou baixo enquanto apertava ainda mais forte um medalhão em seu peito. Então era isso que Aro havia mostrado a Edward? A mãe de Elle?

- Ela está viva? - Edward perguntou curioso, tentando juntar as peças em sua cabeça.

- Não, é claro que não. - Ela pareceu magoada com a pergunta, talvez estivesse cansada de respondê-la. Ele não disse mais nada sobre o assunto até chegarmos em casa.

Carlisle cuidou de Elle, segundo ele, dentro de algumas horas se ela se mantesse imovel, seus ossos já estariam recuperados. Ela se recusou a subir, não queria "perder o resto da graça" então ela ficou deitada no sofá. Karl se sentou ao lado de sua cabeça, no chão e Danton aos seus pés.

Praticamente repassamos tudo o que havia acontecido desde o momento que saimos de cena, depois Danton explicou o que aconteceu desde o momento em que perdemos todos os sentidos. Era ele que havia controlado meu corpo, seu talento era físico, não mental, retirado meu escudo e depois usado o talento de Alec para entorpecer todos nós. Aro tinha realmente um bom plano em mãos, só não contou que ele fosse reconhecer o colar da mãe em sua irmã.

Elle nos obrigou a contar como se passou a batalha. Ficou surpresa por saber que Jane havia se voltado contra seu tão amado clã, mas conteve seu veneno por Alec e também, nesse momento, Jane estava na varanda conversando com Alec.

Aos poucos nossos convidados foram se dissipando. Benjamim e Tia foram os primeiros, se despediram com a promessa de que voltariam sem um motivo tão apelador da proxima vez, ele e Edward realmente podiam ser grandes amigos se passassem mais tempo juntos. Em seguida Henry se despediu de Karl e de todos nós, ele e Michaella partiram, ela parecia entediada por estar ali agora. Nossos primos Denali partiram algum tempo depois, Garret alegou estar cansado de nos salvar dos mesmos inimigos. Jacob avisou sua matilha que ficaria aqui por mais um tempo, Leah e Seth o acompanharam. Leah e Jacob, era inegável que eles estavam envolvidos em um relacionamento, era visivel em seus olhares.

Elle acabou pegando no sono e foi como se Edward acabesse de despertar do seu. Ele se sentou mais para frente do sofá, tirando seu braço de trás de mim e seus olhos de Renesmee, que também parecia estar quase dormindo.

- Danton, esse medalhão era seu e essa é a sua mãe, a mãe de vocês, certo? - Sua voz saiu profissional, como se estivesse montando um quebra cabeças de nível complexo.

- A própria, por quê? – Danton respondeu, sem conter sua curiosidade.

- Você tem certeza que ela está morta? - Agora seu tom de voz caiu para o cauteloso.

- Eu não a vejo desde que eu era muito pequeno, Elle me disse que minha mãe morreu dando luz à ela. – Ele evitou olhar nos nossos olhos enquanto contava o que sabia, não era difícil adivinhar que ele tentava esconder a dor em seus olhos de todos nós.

- Eu não sei como lhe dizer isso, mas antes de Aro sumir ele me permitiu ver algo em sua mente. No inicio eu não entendi muita coisa, mas sabia que era algo importante e quando eu voltei para a clareira e vi a foto no medalhão... - Edward estava se atrapalhando tanto nas palavras, que até eu já estava me sentindo curiosa. – Aro me permitiu ver essa mulher, sua mãe, ela estava em um lugar escuro, parecia ser no subsolo de algum prédio. - As expressões no rosto de Danton e Karl mudavam rapidamente, enquanto assimilavam o que Edward estava dizendo. – Seus olhos... Eram vermelhos.

- Você está me dizendo que minha mãe está viva? – Danton perguntou esbasbacado com a revelação.

- Viva não, mas sim uma vampira, alguém a transformou e Aro a tem sob seu poder. - Ele continuou em seu tom cauteloso, derrepente tudo que eu senti por Elle foi pena, Aro brincou tanto com a vida dela, a fez sofrer tanto.

- Como vamos contar isso para minha irmã? – Danton continuava estarrecido com a novidade, seus olhos brilhavam com uma intensidade tremenda quando se voltaram para Elle ainda adormecida.

- Não vamos. - Karl falou decidido, como se essa ideia fosse ridicula.

- Por que não? Ela tem o direito de saber que nossa mãe está viva! – Danton controlou seu tom de voz, ele estava indignado com a resposta de Karl.

- Sim. Ela tem esse direito, mas não agora. Acabamos de sair de uma batalha contra tudo que ela tinha como familia, contra aqueles que a criaram, quer sim, quer não. Ela precisa de um pouco de paz, Ela precisa saber que tudo está bem, não que sua mãe, que ela acreditava estar morta... Está viva em algum lugar e que Aro também tem conhecimento de sua existência. Ela não precisa de mais problemas por enquanto. Depois, quando tudo estiver mais calmo, quando ela estiver mais forte, ela vai saber e aí tudo vai virar de cabeça pra baixo novamente. - Ele tentou explicar seu ângulo, ele só queria protege-la, era óbvio, mas também era óbvio que Elle não apreciaria essa ídeia assim que tivesse conhecimento dos fatos. Karl me lembrou Edward, uma vez ele também me escondeu coisas importantes, eu não gostei, mas agora eu vejo que ele só fez isso por amor, ele me queria bem, me queria feliz, só não sei quanto tempo levaria para ela entender isso. - Olha ela está viva, sempre esteve, isso não vai mudar agora, não precisamos de pressa para salvá-la porque ela não está em perigo algum. Aro concerteza deve estar a tratando muito bem sendo que agora ele só tem a ela. A velocidade que Elle ficara sabendo sobre essa historia não mudara nada na existência de sua mãe.

- Eu entendo o que você quer dizer, mas você viu como ela se agarrou o meu medalhão? Eu não acho que seja justo esconder tal coisa dela, ela pode estar aos pedaços, mas ela é forte, assim com minha mãe era e assim como eu também sou. Se fosse a situação inversa, se ela soubesse de tal coisa e não me contasse, eu me sentiria traído, porque minha mãe era minha vida, e a Electra nem ao menos teve a chance de conhecer nossa mãe. – Danton parecia ainda não ter certeza se entraria nessa com Karl. - Mas se você acha que o melhor é esperar, eu posso esperar, mas não muito tempo.

- Eu sei que é errado, mas ela não está pronta para isso. Tenho certeza que se ela souber disso agora ela vai se levantar, atravessar aquela porta e correr atrás da mãe dela, sem ao menos saber em que direção seguir. Se você não contar nada para ela, se você esperar até ela estar pronta... Quem sabe depois do aniversário dela? Alice quer fazer alguma coisa e ela nunca teve nada... Vai ser especial... Ela precisa ser normal alguma vez em sua curta vida. - Karl explicou mais cauteloso, torcendo para Danton finalmente entende-lo.

- Tudo bem, eu espero até o aniversério dela, mas nada mais. Agora ela "nunca" teve nada especial no aniversário? Ela nunca teve nenhum amigo, nem nada disso? – Danton perguntou em um misto de choque, consternação e pena.

- Ela teve Alec, mas isso foi só depois dos seus dois anos... Ela uma vez me contou que eles tinham meio que um ritual no aniversário dela... Eles passavam o dia fora do castelo, ele a dava um pedaço do paraiso, ela não podia sair sozinha quando era mais nova, então ela quase nunca saia. Depois ele a levá-va em uma sorveteria e a deixava experimentar todos os sabores e quando ela voltava para seu quarto, sempre em cima da cama se encontrava seu presente de aniversário... Ela nunca teve uma festa... Ela só tinha Alec. - Sua voz foi morrendo aos poucos, era claro que doia nele Elle ter tido uma vida tão solitária. Era realmente normal com essa história de vida ela sentir algum tipo de inveja por Renesmee, mas ela parecia ser tão forte. A vida a ensinou a bancar a indiferente. Danton caiu em seus pensamentos, seu rosto expressava culpa, pena, ressentimento e dor. Karl parecia estar refletindo como contaria para Elle que sua mãe está viva, porque ele a encarava preocupado e apreensivo.

Pela primeira vez em muito tempo, ousei pegar a mão de Renesmee que caia adormecida ao meu lado e levei ao meu rosto.

Seus sonhos invadiram minha mente. A primeira coisa que vi foi Alec, sorri incontrolavelmente ao perceber o tamanho do amor que minha filha compartilhava já tão cedo. Depois de um tempo meu rosto apareceu em sua mente. Minha filha. Ainda parecia estranho ela ser minha, eu ter tido tanta sorte de poder ter tido algo que nunca imaginei poder ter, mas ainda sim se tornou todo meu sentido de vida. Edward. Meu Edward. Ela estava se lembrando do dia em que ela aprendeu a tocar piano, nós três, juntos. Virei meu rosto para Edward e ele sorriu para mim, seu rosto sendo sobreposto pelo rosto que Renesmee sonhava, ele era mais perfeito que em qualquer sonho e ele era meu por mais que isso soasse surreal, mesmo eu fazendo parte da fantasia, ele ainda era muito sobrenatural para ser aceitável. Ainda era como se eu fosse acordar na minha casa de Phoenix, com o sol atravessando minha janela e minha mãe me chamando na porta. Derrepente um jato de lembranças correram pela mente de Renesmee, ela e Jacob correndo pela floresta. Jacob. Meu eterno melhor amigo. Sofreu tanto, basicamente passou pela mesma história, duas vezes seguidas, em um curto período de tempo, ele merecia ser feliz, ele merecia poder ter sua própria história, construi-la de uma forma bela e forte, algo que nunca se suscedesse. Seus amigos. Karl, Elle, Henry, ela parecia ter construido seu mundo finalmente. Edward uma vez me disse ter visto em sua mente que ela se sentia deslocada no meio de somento sua família, compreensível, que adolescente gosta de ser amiga somente de suas tias? Ela precisava ter vivido o que viveu nesses últimos meses, precisava ter ficado longe de todos nós, precisava aprender a andar com seus próprios pés. Precisava crescer mentalmente, dar o próximo passo, se tornar mulher.

Soltei a mão de Renesmee assim que Alec entrou no cômodo, Jane o seguindo. Era estranho ter ela ali, era deslocado, ela parecia estar profundamente sem jeito, sem ação.

- Ela dormiu. Posso levá-la para a cama? – Alec pediu para Edward, mas seus olhos não abandonaram o rosto de Renesmee, ou como ele chamava Nez. Edward assentiu, com um movimento com a cabeça. Alec cumpriu seu dever no mesmo instante, a pegando em seu colo, mas antes reparou em Elle dormindo ali, as expressões no rosto de Karl e Danton e provavelmente entendeu tudo errado.

- Ela vai ficar bem. Não precisam ficar tão preocupados, na verdade, ela já deve estar completamente recuperada a essa altura. – Ele também estava peocupado, sua voz não conseguiu disfarçar. Mas sua vida estava em seu colo, compeltamente a salvo, era impossível não se sentir feliz com isso.

Edward me puxou para nosso quarto depois de alguns segundos, entrei e fui direto para a cama, não que eu estivesse cansada, mas eu precisava sentir que o dia tinha acabado.

- Tantos problemas para resolver ainda. Aro é realmente um gênio do mal. – Edward suspirou, se deitando ao meu lado. Realmente ainda havia muitos problemas para se resolver.

- Não vamos pensar nisso agora. Aro não pode fazer nada contra nós agora que não tem ninguém, isso não significa que não vai tentar, mas em um futuro bem distante. Edward veja, nossa filha está a salvo em seu quarto no fim do corredor. Todos que nos importam estão bem. Existe final mais feliz que esse? – Minha mão percorreu a linha de seu queixo inconcientemente. Eu o desejo tanto, que chega a ser insurportável.

- Finais não existem Bella, sempre se trata de um recomeço. – Ele tomou meus lábios para si e se não existe finais, esse era um recomeço perfeito. Eu estava nos braços de meu Edward, sendo amada como sempre o amei. Vivendo a eternidade do único dia de nossa existência. Não havia maneiras dele ser melhor.