- personagem apresentada

# personagem desconhecida

Caminhos Opostos, Vidas Entrelaçadas.

Capítulo 1

Sentiu alguém o sacudindo e abriu os olhos dourados demoradamente.

- Já chegamos..? – perguntou ainda sonolento.

- Sim, senhor Taishou! O avião acaba de pousar!

OoOoOoOoOoOoO

Havia demorado a chegar em frente àquela construção azul com um jardimzinho na frente; principalmente sem seus seguranças.

Andou até a porta de madeira maciça e bateu três vezes.

- Inuyasha! Que bom que veio! Miroku estava nervoso achando que você tinha furado. – disse dando passagem para o jovem alto de cabelos prateados até a cintura.

- Feh.. – respondeu entrando. E se jogando no sofá, deixando as malas no meio do caminho.

- Então.. Férias heim? Aproveitando bastante? – perguntou a "tia" enquanto ia para a cozinha.

- Meu primeiro dia. – resmungou.

- As meninas aqui de perto não agüentavam mais ter que esperar sua chegada.

- Eu que sei..! – disse ainda jogado no sofá.

# Inuyasha!! Eu já ia ligar para você pra falar que você é o maior furão de todos!

- Bah! Ninguém veio me buscar no aeroporto. – falou agora se sentando.

- oras, você não disse o horário de sua chegada.

- Você também não perguntou, Miroku! – retrucou o hannyou.

- Quem teve que vir sozinho foi você, não eu! Não vou discutir mais! – pegou uma das cinco malas do hannyou e começou a subir as escadas. – vamos! Vou lhe mostrar seu quarto!

Inuyasha levantou com dificuldade de tanta preguiça, afinal, tinha vindo de táxi! Teve de esperar aparecer um e ainda dizer-lhe onde era a casa de seus tios, e aquilo havia o cansado. Tinha se acostumado com a vida de artista.

- Não vai pegar suas malas? – questionou o jovem de olhos azuis.

- A empregada pega.. – falou subindo as escadas junto com Miroku.

- Que empregada? Acorda, tu não tá mais em Hollywood! Desce e pega as malas! – Inuyasha desceu praguejando palavras que nem um gnomo com super audição entenderia e voltou com as quatro malas. – Vamos, Miroku! Isso é pesado! Vida inútil!

- Bem... – começou o amigo ignorando os comentários "indispensáveis" do outro. – Seu quarto fica em frente ao meu. – apontou a porta da frente. – do lado do banheiro. – apontou para uma outra porta com um bonequinho sentado no vaso. – não ligue para aquilo... Minha mãe que quis botar! E aquele é o quarto dos meus pais.. – apontou para uma porta no fim do corredor pequeno.

- Interessante... – disse nada animado ao ver o tamanha do seu quarto. Até o banheiro de sua casa era maior.

- Vamos Inuyasha, joga as malas ai, depois a gente arruma! Vamos dar um rolé pela vizinhança. Tenho que te apresentar a uns amigos..

- Miroku, estou cansado..

- E umas amigas também! – disse Miroku mudando o sorriso.

- Tudo bem, vamos logo! – de repente a energia tinha o invadido. Fazia tempo que não ficava com ninguém. Ficava muito tempo no set e quando chegava em casa, chegava morto e tinha que decorar as falas. Cansava só de pensar.

Desceram as escadas correndo e se dirigiram até a porta, mas antes de saírem Miroku, literalmente, berrou:

- VOU ALMOÇAR FORA, TO PELA VIZINHANÇA!! – e bateu a porta sem esperar qualquer resposta da mãe.

Deram o primeiro passo para fora, nada de pessoas os circulando.. Tudo bem, deram o segundo, o terceiro.. Até que dobraram a esquina. Um grupo de meninas olhava para todos os lados parecendo procurar algo, e quando seus olhos brilhantes se fixaram no hannyou...

- Aahh! Olha ele ali!! – apontou uma loira. – gritaria total e elas corriam desesperadas ao encontro do jovem apavorado.

- Inuyasha. – os dois se olharam até que o moreno disse. - CORRE! – e começaram a correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr, e correr.. e correr mais um pouco. Nem lembravam mais há quanto tempo corriam, mas pelo menos tinham despistado aquele grupo de malucas. Eles param em outra esquina ofegantes.

- Cara, se soubesse que tu era famoso assim..

- Miroku, eu era o ator principal da novela das sete! Tudo mundo via! Até as pessoas que não tinham nada para fazer!

- Uhm... – eles recomeçaram a andarem calmos, mas dessa vez beeeeem mais atentos.

# Hei, Mi-kun! - os dois olharam para trás e viram uma garota de cabelos e olhos castanhos correndo na direção deles.

- Como vai meu amor? – Miroku se virou para a garota de cabelos castanhos e tascou-lhe um beijo que..

- Bah! Chega de melação, tá? Não to afim de segurar vela! – falou enfezado.

# Então você é o Inuyasha de Inuyasha? É sério que se nome é Inuyasha mesmo? Eu sou Sango!

- Keh! Não perguntei seu nome!

- Inuyasha! Modos com minha namorada!

- To pouco me lixando para isso! – virou, observando o movimento que tinha do outro lado da rua. Resumindo: nada. Nenhuma alma viva passava na rua. Por simples motivos:

1. Tá quente

2. Tá quente por que é verão.

3. Se já tá quente porque é verão, imagina em plenas 13:00 da tarde?

Eles andaram um pouco enquanto Miroku ficava, na opinião de Inuyasha, melação miserável. Até que algo chamou sua atenção. Uma jovem que andava do outro lado da rua na direção oposta em que caminhavam. Tinha os cabelos negros, quase azuis de tão escuros, e lisos que iam batendo até o meio de suas costas. Não conseguia ver a cor de seus olhos, mas a pele era clara e o perfil dela, incrivelmente perfeito! Ela tinha várias sacolas de super mercado nas mãos.

- Miroku, encontro você depois.. – o outro nem ouviu, estava ocupado de mais para prestar atenção no amigo. Que também não prestou atenção para ver que o amigo não prestava atenção nele. Bando de desatentos!

Inuyasha atravessou a rua sem nem ao menos olhar para os dois lados. Eles que parassem o carro para ele passar. E foi seguindo a garota até uma sorveteria. Ela se sentou em uma mesa e pediu um duplo de baunilha com cobertura dupla de chocolate e Inuyasha se sentou uma mesa na frente dela.

Viu o garçom passar com o sorvete da menina. E ficou pensando no que falaria para a garota. Apesar dela já conhecê-lo, assim como o resto do Japão. É não precisaria ficar tão encuca...

# Por que você fica me seguindo? – Ela estava bem ali, na sua frente, comendo o sorvete na maior tranqüilidade enquanto mirava seus olhos azuis escuros nos seus dourados.

- Ahh... Quem disse que eu estou te seguindo? - Inuyasha pergunta, começando a conversar com a menina a sua frente, agora podendo vê-la de uma maneira melhor.

# Ah tá... Bom... Contando que você ficou me perseguindo desde quando eu passei do outro lado da rua até eu entrar na sorveteria e você vir para cá também, acho que isso pode ser chamado de "seguir alguém". - Disse a menina, um tanto quando superior demais, para Inuyasha. Quem ela achava que era para falar com ele assim? Um astro da TV?

- Bah! E se eu tivesse te seguindo? O que você iria fazer?? Muita gente estaria se matando por ai para ser seguida por mim! – respondeu convencido, e ela continuava com a mesma expressão. Será que ela não o conhecia? Justo ela? Impossível!

# Bom... – começou a garota. - Eu teria várias alternativas, como ligar para polícia. Ou ligar para um manicômio, porque você poderia ter fugido de um hospício. É... Acho que essa seria a melhor opção. - A menina faz cara de pensativa. - E porque essas pobres coitadas dessas pessoas se matariam por você? O que você tem demais...? Ah... Já sei. Sua cara de metido a gostoso e convencido?

- Eu sou Inuyasha Taishou!

# Ah? Kagome Higurashi...? – perguntou não entendendo mais nada.

- Eu sou um artista!

- Nunca te vi no cinema. – disse fazendo pouco caso, voltando a comer seu sorvete que estava quase derretendo.

- Eu não trabalho no cinema! Eu trabalhei numa novela chamada Inuyasha, e eu fazia o papel do Inuyasha! Lembra? Inuyasha Taishou!

Cri cri cri

- Ah? – perguntou a garota.

- Você não me viu na novela das sete? – perguntou quase incrédulo. Não era possível que uma garota da idade dela não visse a novela! Vários atores foram chamados para as revistas mais lidas pelos adolescentes. Entrevistas, ensaios de fotógrafos, festas...

- Não vejo TV. – respondeu simplesmente enquanto terminava de raspar a vasilhinha.

- C-como assim? Não vê muita TV? Oras, mas a hora da minha nov...

- Não..! – ela se virou para ele. Aqueles olhos azuis deixavam-no perdidinho. – Eu não tenho TV! Nem paga, nem a cabo, nem só a caixa da TV! Nada! – Inuyasha estava estático. Como uma pessoa normal não veria TV?

- Menina, você não é normal!

- Por que faz tanta questão que eu te conheça? – falou juntando as compras nas mãos e preparando-se para sair da sorveteria.

- Er... Uhm.. Eu... – não fazia a mínima idéia! Tinham outras garotas melhores que aquela e que dariam mais valor, quer dizer, se jogariam em seus pés. Mas ela era diferente.. e tinha gostado disso. – Não te interessa, bruxa! – a garota o encarou feio antes de se levantar e falar:

- Seu grosso! Não é à toa que é ator...! – ela levantou, deu tchau para o garçom com um sorriso e seguiu seu caminho. Sem pensar em mais nada a seguiu de novo, mas dessa vez, não iria só seguir.

- Ei! Espera! – viu-a parar e olhar para trás. Inuyasha por sua vez, rapidamente a alcançou.

- O que você quer?

- Posso te acompanhar até sua casa? – Kagome corou da cabeça aos pés. Depois daquela conversa toda de que ele era maluco e grosso, ele ainda pedia para acompanhá-la?

- Uhm.. Tá bom... – sentiu ele pegar algumas de suas sacolas, praticamente todas. - Então... - Kagome dizia a Inuyasha enquanto eles iam andando. - Você é um ator muito famoso? - Começou a puxar assunto.

- pelo visto, nem tanto. - respondeu olhando a jovem ainda envergonhada.

- Ahh.. Bom... Não ligue para mim. Afinal, eu sou só uma pessoa em todo Japão. Quem vai ligar para uma menina, se temo país inteiro a seus pés? - perguntou ela, um pouco corada, mas apesar de tudo, gostando da situação.

- Eu! – disse com a cara meio óbvia, afinal, ela tinha perguntado porque fazia questão de que ela o conhecesse, sendo assim, sabia que se importava com a opinião dela.

- Você? Uau... Bom saber que a opinião do próprio ator importa. Por que importa? Você mal me conheceu e já quer lançar seus feitiços artísticos sobre mim? - Perguntou ela agora não mais corando, mas sim achando tudo muito engraçado. Já o hannyou não levou aquilo como brincadeira, ficou meio constrangido com o comentário da garota que acompanhava. Tentou disfarçar falhando miseravelmente.

- Er... Então.. Há quanto tempo mora aqui? - Kagome não agüentou e começou a rir.

- Você sabe mesmo se safar de perguntas chatas, hein? – Inuyasha encarou-a mais envergonhado ainda. Não era possível que deixara isso escapar assim na maior cara de pau! Ele era ator, devia fingir bem... - Bom... Eu moro a bastante tempo aqui. Mas precisamente desde quando nasci. Moro com meus pais. - Disse Kagome. - E você? O que veio fazer aqui em um lugar tão pacato e tão longe da cidade grande?

- Uhm, prometi a meu primo que passaria essas férias com ele. E é até melhor sabe? Ficar um tempo longe da cidade, parar de respirar aquele ar poluído... – eles param em frente a um templo com escadas enooooooooooooooormes.

- Bom... E voilé! Aqui está a casa de Kagome Higurashi. - Disse a colegial. - Sabe, foi divertido, confuso, mas divertido ter te conhecido. E, prometo que qualquer dia desses vou procurar uma TV para ver você. - Ela disse rindo. - Obrigada por trazer as compras. – disse tentando pegar as sacolas da mão dele.

- Eu vou levar até lá em cima...! São muitas escadas! – respondeu começando a subir as escadas, sem deixá-la chegar perto das sacolas.

- Não, que isso. - Disse Kagome subindo atrás dele e tentando alcançar as sacolas. - Eu sei me virar muito bem sozinha. E já sou expert em subir essa escada. Você que não é acostumado com isso. Afinal, é famoso. Tem elevadores que te levam até ao céu.

- Já disse que eu vou levar até lá em cima! – levantou o braço, deixando as sacolas bem no alto. Ela era meio baixinha, fora que era engraçado vê-la pular tentando alcançar o seu braço estendido. – E eu pratico exercícios! Como acha que sou irresistível desse jeito? - falou sorrindo galanteador, apesar de ser brincadeira, claro.

- Amm... Nasceu com sorte? - Perguntou Kagome agora dando uma olhada melhor para ele. Bom... Tinha que admitir. Ele era muito bonito. Bonito? Ah... Ele era muito mais que isso. Mas, rapidamente tirou esses pensamentos da sua cabeça. - Você não é nem um pouquinho convencido não é mesmo? A humildade faz parte da sua personalidade. - Kagome desistiu de lutar para ele não ir até sua casa.

- Não sou convencido, mas não posso negar que sou gostoso! Nem você pode! – respondeu olhando a garota, agora corada. Adora quando ficava assim, parecia uma criancinha.

- A é?

- É...! – ele respondeu olhando-a divertido.

- E se eu dizer que eu não acho você gostoso? - Disse Kagome, muito corada, mas sorrindo. Ta ai uma grande mentira, porque até sua parte que não queria achar ele gostoso, infelizmente, já o achava gotoso. - Você ficaria desapontado? Às vezes, seu charme pode não funcionar com todas. E eu não sou qualquer uma que fica se arrastando por causa de um astro de TV.

- Não faz diferença eu ser um astro da TV ou não para você! Você não vê TV mesmo! – retrucou o garoto. E não fazia mesmo! Ela não sabia nada sobre ele, seu papel na novela, ou idade, ou qualquer coisa. Enquanto outras garotas sabiam até o que ele comeu no jantar de sábado! Coisa que nem ele sabe.

- Ahh... Que bom que você sabe. - Disse Kagome rindo divertida. Tinha que admitir. Ele poderia ser a pessoa mais convencida do mundo, mas era muito engraçado.

Eles terminaram de subir o curto período que faltava da escada em silêncio, não num silêncio incomodo. Depois que terminaram de subir as escadas, Inuyasha pode ver o quão grande era o templo.Devia dar trabalho cuidar daquilo tudo. Tava trabalho só subir as escadas.

- Tá bom... Nos vemos por ai! Tchau! – e se virou.

- Ainda estou com suas compras. – ela voltou tentando pegar as compras, mas novamente inutilmente. – Não vai nem me convidar para entrar em casa?

- Não tem nada de interessante lá. – literalmente. Ele devia ter várias coisas no apartamento dele, lá na cidade grande. Cômodos e cômodos ocupados por várias tralhas, o que acharia da casa dela?

- Ah não deve ser tão ruim! Vamos! – sem escolha teve de deixá-lo entrar, afinal, ele estava com suas compras e não as devolveria enquanto não o deixasse entrar.

- Ahh... Tudo bem! Você venceu. Mas, depois não reclama do que você vai ver. - Disse Kagome. Entraram na casa da garota e Inuyasha ficou tão espantado que não pode evitar o comentário:

- Caramba! Quando você disse que não tinha nada de interessante, você disse NADA mesmo! – estava espantado, na sala só tinha um sofá, as paredes pintadas de qualquer jeito. Olhava para o lado e via a cozinha: uma pia, um frigobar, e um lugar que parecia mais que faziam uma fogueira. Tinha um pequeno armário onde guardavam alguns pratos, e talheres.

Era decadente! Será que custava tão caro assim cuidar do templo?

- Eu disse que seria uma visão nada boa, ainda mais para você. - Disse Kagome. - Bom... E provavelmente você deve estar pensando que todos os gastos vão para o templo. Não é isso. É que meus pais... - Começou Kagome meio receosa. - Como posso explicar... São ambientalistas

- Conheço vários ambientalistas que tem uma casa... Er... melhor. – falou com um pouco de medo de ferir os sentimentos da garota. Agora entendia o porque dela não ter uma TV, não tinha nem movíeis direito!

- Ah.. Não precisa se preocupar não. Já estou acostumada com eles. Eles acham que se cada um fizesse sua parte, o planeta não estaria neste caos. Eu concordo sim. Porém... Acho que não tão aprofundamente quanto eles. - Disse Kagome rindo da cara de Inuyasha de assustado. - Sinta-se em casa. Se é que você vai se sentir. Senta aí e fica a vontade.

"Sinta-se em casa" - Inuyasha pensa irônico. - "caramba nem se eu morresse e nascesse de novo me sentiria em casa."

- Ahm.. Mas é verdade... As pessoas andam muito ignorantes com o mundo. E depois ainda tem a cara de pau de reclamar! – viu a garota olhá-lo. Ele estava sentado no chão da cozinha enquanto ela preparava alguma coisa que ele não fazia idéia do que era. – Não que eu seja um exemplo, mas tento fazer a minha parte! Não jogo lixo na rua, apago a luz quando saio de algum lugar... Essas coisas...

- Que bom que pensa assim. - Disse Kagome. - Muita gente nem faz isso que você faz. Bom... Agora chega de papo de conscientização ambiental, já basta eu ter que ouvir isso todo santo dia. - Ela riu. - Como que você começou nisso?

- Nisso o que?

- Nessa vida de artista... Correria, festas... Essas coisas. Você se preparou muito?

- Uhm... Quando eu parei para reparar, eu já dava duas entrevistas por dias, pelo menos umas 3 vezes por semana. Mas eu comecei fazendo uma propaganda sobre um tênis da Nike.

- Ahh... Essa vida de gente famosa, apesar de parecer somente status e glamour, é muito difícil, né? Além de todos os trabalhos, você é reconhecido a cada passo que dá. Acho que eu não serviria para isso. Além de não ter talento nenhum. Só algumas peças na escola.

- É complicado, mas você acostuma... é que nem escola...! – Kagome deu um sorriso e se sentou ao seu lado com um prato de sanduíches com requeijão. Inuyasha pegou um deles, deu uma mordida e continuou. – Mas que peça vez?

- Bem... Aquilo não foi nada demais. Eu apenas fiz uma música para peça. Então eu toquei e cantei... Mas, nada de atuar. Eu tremo só de pensar em aparecer na frente daquele bando de gente e ter que mostrar o quão talentosa eu sou. - Disse Kagome comendo seu sanduíche e se recordando do dia da peça.

- você toca... E canta? – disse impressionado. A voz dela era fina, mas mesmo assim, gostava de ouvir. – o que você tocou e cantou...? Por que não participou da peça?

- Bom... eu tento. Desde pequena eu toco e canto. Me faz refletir. - Disse Kagome, meio distante. - Eu toquei Good Enough do Evanescence. Eu adoro essa banda. - Ela riu um pouco. - A respeito de não participar da peça. Eu não tenho jeito para isso... Sabe? Não tenho talento algum... Sou um zero a esquerda. Acho que faço melhor em tocar e cantar.

- Claro que tem talento! Se você toca, é um talento, se você canta, é um talento. Você faz os dois! – ele riu. Ele era convencido e ela humilde demais.. Como que os dois estavam sob o mesmo teto? – Eu sou uma negação cantando, horrível! Mas o que você toca? – ela estava corada de novo. Se não soubesse que ela era toda tímida, pensaria que não era saudável, porque ficava variando do vermelho para o branco do nada.

- Eu aprendi a tocar piano desde de muito nova, com a minha avó. Ela era música. Então, sempre que eu ia a casa dela aproveitava para tocar o máximo que podia, porque eu sabia que quando voltasse para casa não poderia fazê-lo. E cantar... Bom... Meu pai fala que eu puxei essa minha avó. Ela encantava a todos que a ouviam... Foi assim que ela conheceu o meu avô. Ela morreu faz pouco tempo. - Kagome começou a ficar um pouco triste. Sua voz estava falhando. - Mas, eu ainda guardo muitas lembranças boas dela. - Ela deixa escapar uma lágrima, que rapidamente enxuga. - Ahhh.. Mas o que eu estou dizendo? Eu estou falando da minha vida pra você... E você aqui ouvindo... – ela balançou levemente a cabeça e voltou a falar. - Eu toco várias coisas. Desde uma pequena música a mais harmoniosa das canções. Acho que eu tinha que saber fazer alguma coisa, né?

- Ahn.. – não sabia o que falar, tinha acabado de cutucar a ferida da menina. Ficaram um tempo calados, com certeza menos de um minuto. – Toca para mim? Qualquer música! Ninguém da minha família toca nada, nunca vi ninguém tocar "ao vivo"!

- Bom... - Kagome fez uma cara de chateada. - Eu bem que queria tocar, aliás... Desde a morte da minha avó eu não toco. É que eu não tenho um piano aqui em casa. É muito caro... E na mente dos meus pais é um gasto sem necessidade, já que a madeira gasta é muita. Eles não concordam com isso. - Kagome suspirou. - Acho que até já desaprendi a tocar... Ás vezes eu fico no meu quarto, fingindo que tem um piano na minha frente e começo a tocar. Meus pais me acham maluca.Não ligo nem um pouco. A música nos torna seres irracionais. Não pensamos, apenas sonhamos e nos sentimos leve com a música. Como se fosse... - Ela pára por um momento. - ... Não dá para explicar...

- Uhm... Eu não tenho mais nada para falar...! ... ... Ah! Quantos anos você tem? – perguntou rindo. Era uma pergunta estúpida! Estava sendo idiota e tinha quase certeza que a menina ao seu lado achava a mesma coisa.

- Tenho 17. Sei que tenho essa cara de criança. - Inuyasha começa a rir. - Mas, tenho 17 anos mesmo... E você? - Perguntou Kagome, continuando aquela conversa, não sabendo o que falaria mais.

- Eu tenho 78 anos, sei que tenho cara de mais novo, mas eu tenho 78! – falou rindo.

- Seu velho! – ela o olhou impressionada. – eu sei que youkais – viu que Inuyasha a interromperia para falar que era um MEIO-youkai. – ou meio youkais, tanto faz! Chegassem aos 350 anos e tal, mas... É a primeira vez que vejo um! – e começou a olhá-lo mais atenta. Não tinha uma ruguinhazinha, nada! Nenhum sinal de velhice.

- Não sou velho, sua bruxa! – respondeu emburrado olhando para o outro lado. Ela lhe disse que ele era velho na maior cara de pau! Será que tinha alguma ruga e não tinha visto? O.O

- Ahh.. Pára com isso. Você não tem cara de velho. - Kagome começou a rir da cena. - Na verdade, você aparenta ter uns 19 anos. - Kagome parou o olhando mais profundamente. Ele virou o rosto para ela e ela continuou o fitando. Ela se viu mergulhada naqueles olhos dourados. Porém, resolveu quebrar o momento. - Você não namora com gente da minha idade não, né? Se não, você pode ser acusado de pedofilia, viu?

Depois que a Kagome fez a pergunta que ela reparou no que tinha dito. O que foi que ela disse? Parece até que a boca dela criou vida sozinha. Queria ter um buraco para enfiar sua cara.

- Ah paraá! Só fui acusado de pedofilia uma vez, eu tinha, 62...? – fez uma cara de pensativo. – mas eu nem cheguei a namorar a garota! Ela descobriu não sei como minha idade e me processou! De repente! Quando vi, estava sendo intimado! – olhou a garota, estava morrendo de rir. – Eu sei que tenho aparência de 19! Eu sou lindo, gostoso e forte! Sou o par ideal para todas! – sabia que ela ia falar alguma coisa do tipo: "você não se acha nada né?", mas gostava. Gostava de ver a cara dela quando ele dizia que era gostoso. Mas era mesmo... u.u (cá nos bastidores, ele é mesmo...).

Depois de rir da cara dele e dos depoimentos da garota que o tinha acusado parou para pensar. Ela estava ali do lado dele, conversando e ele era um ator de TV, famosos e bem sucedido pelo visto. Muitas garotas gostariam de estar no lugar dela, mas não fazia a mínima idéia de quem ele era antes dele contar! E isso a fez voltar a rir.

- O que foi? - perguntou curioso. Ela olhara para a sua cara e voltara a rir.

- Ahh... Nada. Só estava pensando. Um monte de meninas do país estariam fazendo loucuras para estar aqui no meu lugar. Mas, eu nem te conheço. Eu nunca te vi em lugar algum. Isso é muito engraçado. Faz a gente pensar em como a vida é maluca.

- Era exatamente assim que eu me senti quando te encontrei na sorveteria! Você nem tinha uma leve impressão de quem eu era! Eu fiquei com raiva porque era a primeira garota que me dizia isso! - comentou.

- Ficou com raiva? Então foi por isso que você me seguiu e puxou papo? Achava que você tinha gostado de mim... - Kagome resolver ser um pouco convencida também. - ... Porque pareço ser uma pessoa agradável, bonita, inteligente. Achava que era isso.

- Mas é! - falou simplesmente, sabendo que estava meio vermelho. Então virou o rosto de novo.

- É? COMO ASSIM?- Kagome começou a ficar vermelha. Ué, ela tinha falado isso por brincadeira. Não era para ele ter levado a sério. Ele achava ela... ahnn... Bonita?

- Você é... bonita. E simpática, falante... e gorda, não posso me esquecer disso. – não, definitivamente ela não era gorda. Mas o disse só para descontrai-la.

- Ahh... - Kagome corou. - Ninguém nunca falou isso de mim. Simpática e... Pera ai... - Kagome parou por um momento. - VOCÊ ME CHAMOU DE GORDA FOI?

- Sim, chamei! Você é enoooooooorme de gorda! Deve pesar uns 65 quilos.

- O QUE? E você... É... você... É um idiota! É sim... Também, o que eu poderia esperar de um astro da TV que é egocêntrico e um chato. - Kagome estava nervosa de verdade. Tinha se aproximado do rosto de Inuyasha como um leão de sua presa.

Ele por sua vez, não pensava em nada, em nenhuma resposta. O rosto da menina estava tão perto do seu. Queria ver o quão macia era a pele da menina, mas não faria isso. Podia assustá-la.

Meu Deus! Quase que fazia uma burrada! E ele viu que ela percebeu o que ele quase fez. Ele não era assim! Tá bom, era pior! Mas não podia ser assim na frente dela. Ela era diferente.

- Ahn.. Eu vou embora agora, já são 16:55, seus pais devem voltar daqui a pouco e..

- Não, eles estão viajando, só voltam daqui a duas semanas. – ela levantou, e ele a seguiu. – Estão fazendo alguma coisa lá que eu nem lembro. – Kagome abriu a porta e deu passagem para o garoto.

- Então, até mais.. – falou ele meio triste, queria continuar a conversar com ela. Maldita hora que ele disse "Eu vou embora agora". Maldição! Tudo culpa dele.

- Como assim "então, até mais"? – perguntou imitando a voz dele. – Eu ia te levar a um parque que tem atrás do templo, não se preocupe, não tem ninguém lá! É propriedade do templo.

Kagome começou a dar a volta na casa, então ela não queria que ele fosse embora também! Sinal de que ela o achara legal! Afinal, por que, diabos, se importava tanto com o que ela pensava dele? Ela era só uma menina que tinha conhecido hoje, que falava pelos cotovelos, e nem o conhecia!

Kagome estava indo em direção ao jardim, tendo Inuyasha a seu lado. Não sabia o porque, mas estava gostando da conversa que estavam tendo. Além do mais, não queria ficar naquela casa sozinha. Já bastava ter que ficar a noite. Uma companhia não poderia ser recusada.

- Então... - Começou Kagome. - É aqui que eu passo o tempo quando preciso pensar ou compor alguma música. Aqui é tudo muito calmo e lindo. Tem uma espécie de cachoeira, ou melhor uma MINI piscina ali. - Kagome se virou para Inuyasha para vê-lo. - O que achou?

- Boa.. – olhou, parecia um laguinho, mas era uma cachoeira. Tinha uma cascata pequena ali. – Deve ajudar bastante em dias quentes. – Kagome concordou com a cabeça. – vamos fazer um jogo!

- Que jogo? - Perguntou Kagome um pouco curiosa.

- De pergunta e resposta! – se sentou embaixo de uma das árvores que rodavam a cachoeira em miniatura. – Assim, eu pergunto sua cor favorita, falo a minha e você fala a sua, e depois faz uma pergunta! Ah esquece.. eu não sei explicar! – Uma vez, fizeram isso com ele, mas a explicação que deram do jogo foi dez vezes melhor que a sua.

- Ahh... - Kagome sentou-se ao lado dele. - Eu entendi sim. Já brinquei disso uma vez. Você começa??

- Não, começa você. - viu-a fazer uma cara pensativa e depois encará-lo novamente pronta com a pergunta.

- Qual a sua cor favorita? - Kagome perguntou rindo muito.

- Você demora meio século, para fazer a pergunta que usei no meu exemplo? – falou rindo também.

- Continua sendo uma pergunta!

- Bah!! - sim, era uma pergunta, mas era a que ele ia usar!! - Eu gosto de vermelho, e você?

- Bom... Eu tenho 3 cores favoritas. - Kagome fez cara de brincalhona. - O rosa claro, não sou patty pelo amor de qualquer coisa. - Inuyasha riu. - Azul claro e preto. Me definem muito bem. Sua vez de perguntar.

- É.. Azul combina com seus olhos, preto com seu cabelo e rosa claro... – ficou olhando ela, não tinha nada rosa claro nela, a não ser... – as bochechas! – começou a rir! Da onde tinha tirado aquilo? – Tá, ahm.. Filme preferido?

- Ixiii... Nesse vão ter um monte. Claro, eu não vejo TV, então tento compensar isso assistindo a filmes. - Disse Kagome. - Os meus preferidos são Um Amor para Recordar, Orgulho e Preconceito e Piratas do Caribe. E os seus??

- Todo Poderoso, a Volta do Todo Poderoso e Doze é demais... Sua vez! – pareciam duas crianças. Fazendo perguntas idiotas, rindo de coisas idiotas... Mas gostava daquilo.

- Nossa, sério? Achava que você gostava de filmes de ação, terror essas coisas. - Kagome disse surpresa. - Vamos a pergunta. Qual sua comida favorita?

- Detesto filmes de terror! São ridículos! Comida favorita: ramén!! Adoro ramén! Com queijo fica perfeito!

- Ei? Você gosta de ramén com queijo? - Perguntou Kagome. - Caramba, que coisa. Eu também ADORO. Mas, continuo com minhas batatas fritas. - Kagome responder. - Perguntinha...

- Ahn... Ator favorito? – no fundo, queria que ela respondesse "você", mas sabia que não iria. Já que ela nunca o viu na TV!

- Ahh... Esse eu respondo com plena convicção. - Kagome fez um suspense. - JOHNNY DEEP!!!!

- Como assim Johnny Deep? E eu!??? – perguntou se fingindo de surpreso.

- Ahh... O Johnny Deep é lindo, faz um ótimo trabalho! - Respondeu Kagome. - Eu nunca vi você atuando, como vou dizer que é meu preferido?

- Ah não.. Ele é muito feio! Olha como ele tá em Edward, mãos de tesoura? Horrível! – retrucou.

- O que? Ele não é nada feio, viu? Em todos os filmes que ele faz ele fica lindo. Tá com inveja é? - Kagome perguntou gostando das reações dele. - Ou com ciúmes por eu não ser loucamente apaixonada por você como todas as outras pessoas?

- Não to nada, bruxa!! – tá, talvez até estivesse, mas ela não precisava ficar sabendo disso. - Por que ficaria com ciúmes de você?

- Não sei... Mas você ficou com uma cara muito engraçada... E você? Qual seu ator favorito? E não fale responder que é você, porque isso já é humildade demais.

- Bah!! É atriz!! E é a Jennifer Lopez!!

- E você conhece ela?

- Não, mas quando for para Hollywood, eu vou trabalhar no mesmo filme que ela. – parou para pensar um pouco. – Apesar de eu não falar inglês..

- Nossa... Que legal! Eu falo inglês, não fluentemente, mas dá para enrolar. Eu canto mais músicas em inglês do que em japonês.

- Pelo menos você consegue enrolar, eu não. – olhou para a água. Eles estavam refletidos nela. Kagome estava sentada com as pernas de chinês(¬¬'') olhando para ele enquanto ele apoiando um dos braços no joelho e a outra perna estendida.

- Kagome, sua vez de fazer a pergunta!

- Eu sei... Qual seu cantor ou cantora preferida? Pode ser banda também.

- Não vou falar isso, você vai me chamar de gay.

- Porque? Pode falar sim. Prometo que não vou te chamar de gay! - Kagome disse rindo. – Inuyasha suspirou alto e voltou a encará-la nos olhos azuis.

- Ahm.. Eu prefiro o Renato Russo, e gosto da voz do Freddie Mercury, assim como suas letras. Os dois são incríveis.

- Já ouvi Renato Russo, no grupo dele.. É... Legião Urbana. - Kagome disse. - Muito boas as músicas. Hein, mas porque você disse que eu ia chamar você de gay? Não tem nada de mais na sua opinião.

- Ah sei lá.. Eles são gays... Ah deixa para lá! Qual é a sua banda favorita? Ou cantor e cantora...

- Huhauahuahuhauahuhaua.. Tudo bem... Entendi. Bom... Minha banda favorita é, como disse antes, Evanescence.

- Eu sei que banda é essa! A voz da Amy é muito maneira. Eu gosto dessa banda. Tá, agora é minha vez! Bebida preferida??

- Hum... Água. É a mais simples e melhor bebida do mundo. Suco de manga também entra. Odeio bebidas alcoólicas. - Disse Kagome. - E você?

- Eu aprecio um bom vinho tinto. Mas água é bom também.. Quando estou com sede. E suco de manga? Credo! Isso é horroroso!

- Ei... Suco de manga é muito bom, viu? Nada de insultos a respeito do meu suco preferido enquanto eu estiver no recinto, por favor. - Disse Kagome ao mesmo tempo autoritária e brincalhona. - Outra pergunta... Onde você prefere passar suas férias?

- Ahm.. Sei lá! Onde tenha praia!!

- Ahm... Adoro praias também. Apesar de gostar mais daquelas desertas, sem barulho, para somente ir lá ouvir o som do mar e dar uns mergulhos. Mas prefiro clima frio, de montanhas.

- Ahm.. Minha vez, né?

- É sim senhor!

- Como assim "senhor"? Eu não sou velho! – falou fingindo estar indignado, mas ainda com um sorriso no rosto.

- Ué... Com 68 anos na cara era de se esperar respeito dos mais novos. Foi isso que a minha mãe ensinou.

- Sua bruxa! Eu sou novo para meio-youkais! Você é que tá ficando gagá! - agora não era mais brincadeira! Ele era novo sim! Sua mãe tinha conhecido seu pai quando ele tinha 150 anos, ele estava entrando na terceira idade.

- Ei... Não vamos levar para o lado ruim não, hein? Tudo bem senhor meio-youkai novo. - Kagome disse. - Desculpe por tentar brincar com você. Se soubesse disse tinha me mantido como uma estátua ao ouvir suas perguntas, sem sentimentos.

- Bah! – bufou alto. – Sonho preferido?

- Bom... São tantos. Na verdade tenho uma lista de coisas que quero fazer.

- Sério? Quais?? – perguntou curioso.

- Do tipo... Aprender a esquiar e a patinar no gelo, tocar piano em um lugar lotado de pessoas, aprender artes marciais, andar em um avião, ir num resort... São alguns.

- Nossa! São alguns? Tem bastante ai! – comentou rindo. Agora que parara para pensar... Ele não estava tão mau-humorado como de costume. Ele quase nunca ficava bem humorado! – Em um deles eu posso te ajudar! Posso te ensinar artes marcais! Se você quiser, claro... – viu os olhos azuis brilharem e aquilo o deixou feliz, e nem sabia porquê.

- Jura?? Eeeeeee...! - Ela pulou em Inuyasha dando um abraço apertado nele. - Eu sempre quis aprender a lutar, sabe? Desde de pequena. Meu avô que dizia que eu deveria aprender, como uma boa Higurashi. - Ela disse isso quase que no ouvido de Inuyasha já que estava abraçada nele. Depois que ela viu aquela situação, se soltou rapidamente, ficando corada. - Me desculpe por essa empolgação... Me desculpe mesmo. Acho que você deve estar me achando uma tonta.

- Não, tudo bem... – respondeu meio corado também. Ficaram em silêncio um pouco. Cada um olhando para um lado. Ela tinha um cheirinho de cereja com baunilha. Tinha distinguido isso agora que ela tinha se aproximado. E aquele cheiro estava em sua roupa, talvez nunca a lavasse... Para! Retardado!

- Ahm, eu não respondi, né? – perguntou.

- Bom... é sim.. Sua vez de me falar sobre seus sonhos, Inu-kun. - Disse Kagome quase estupefata com o que acabou de dizer, mas achou melhor levar na esportiva.

Estranhou um pouco o apelido, mas deixou. Achou melhor levar na esportiva.

- Eu queria aprender a dançar valsa. Minha mãe gostava muito, ela dançava bem, e quando me puxava para dançar com ela, eu acabava com os pés dela. – riu um pouco e entrou na "brincadeira" dela – Ka-chan sabe dançar?

- Hum... Ai meu Deus, não acredito que vou te dizer isso. Nunca disse isso a ninguém... - Kagome olhou para ele. - Eu sei danças. Quer dizer, já fiz aulas de dança. Minha professora dizia que eu era boa nisso. Dançava tudo lá. Tango, valsa, samba, até dança do ventre. Que tal uma troca? Você me ensina artes marciais e eu te ensino a valsa?

- Uhm.. Pode ser! Eu tenho uma pergunta! Você dança a dança do ventre que nem a Shakira?

- Ah... - Kagome começou a ficar vermelha que nem um pimentão. - Poxa.. Ela dança demais, né? E também ela é profissional. Não danço assim tão...

- Dança para mim? – a garota o olhou interrogativa e ficando cada vez mais vermelha. Foi ai que se tocou. – N-não desse jeito! Quero di-dizer... é!.. Esquece. – virou o rosto para o outro lado. Por que ele ficava assim! Já disse coisas mais sem-vergonhas para mulheres, não que aquela fosse sua intenção, mas... Tinha sido sem querer! Se levantou e limpou um pouco sua calça. – Vamos comer alguma coisa? Afinal, já são 19:43!

- Humm... - Kagome começou. - Vamos sim. A respeito da dança... - Ela parou e virou-se para ele. - Prometo que quando estiver preparada psicologicamente e fisicamente, faço uma dança para você.

- Como assim fisicamente? – perguntou curioso, entendia o porque dela se preparar psicologicamente, mas não fisicamente! Ela era perfeita!

- Hum... Acho melhor não comentar. - Kagome disse rindo. - É só que eu tenho que me aquecer antes, essas coisas. – começaram a se dirigir para a frente do templo e descer as escadas.

- O que vamos comer? - resolveu mudar de assunto.

- Não sei... Sinceramente não sei o que eu deveria comer a essa hora. Alguma sugestão Inu-kun? - Kagome gostou daquele apelido.

- Ahm... Pizza? – sugeriu sem encará-la, olhava as escadas. Se caísse daquela altura, se machucaria o suficiente para o resto de suas férias.

- Pode ser... Adoro pizza. Meu sabor preferido é calabresa. E o seu??

- Eu gosto da de presunto com queijo e da de chocolate. – terminaram de descer A escadaria e começaram a andar em direção a pizzaria.

- Humm... Sabe, nunca comi pizza doce. Mas muita gente diz ser maravilhosa.

- Então pronto! Hoje você vai comer e vai fazer parte desse "muita gente que diz ser maravilhosa" – falou sorrindo.

- Eeeeeee... Adorei! - Diz Kagome sorrindo e muito... Achava que nunca tinha se divertido tanto quanto naquele dia. Mas parecia que algo ainda estaria por vir.

OoOoOoOoOoOoO

Nháááá gente!! Mais uma fic doida... é... já que eu vou encerrar minha carreira no FF esse ano, eu não podia deixar de fazer uma fic com a Kaori... se não, não teria graça. Vocês precisam ver... é hilário nós duas escrevendo... a gente tem idéias do nada... coisas loucas... hauhauhauhauahuhauhuahuah... Acho que essa parceria vai entrar para a história. Não só para a história, mas para a dominação do mundo (perguntei a Kaori, xD). Deixem reviews, reviews...hauhauhauhauhauhauha Bjoss

Aline Higurashi

Reviews!

Kagome Juju Assis: Hehe!! Que bom que gostou do resumo!!eu também gostei, na minha opinião, aline escree resumos muuuuuito bem! xD Espero qeu tenha gostado do capítulo!! Bjin! Kaori.

Mizu e Kimi: Heii! Tudo bem? Espero que tenha gostado do capítulo!! Eu disse que faltava pouco apara a gente postar xD Bjin! Kaori..