- personagem apresentada
# personagem desconhecida
Caminhos Opostos, Vidas Entrelaçadas.
Capítulo 3
Seus olhos dourados se abriram, assim como um pequeno e tímido sorriso. Estava decidido do que ia fazer.
Olhou para os lados, seu primo já havia levantado e arrumado sua cama. Saiu do quarto, e fez a rotina normal de alguém que acorda, para logo depois se dirigir à mesa do café. Miroku e a tia conversavam animados sobre algo até que Miroku o viu.
OoOoOoOoOoOoO
Kagome acordou com os sons dos pássaros naquela manhã. Nunca tinha ligado muito para isso, mas ela levantou, lavou o rosto e foi direto para a janela, apreciar a música. Bom, além de apreciar a música, ela estava à espera de um ser alguém, que sem saber tinha mexido com ela. Nem ela sabia direito aquilo que estava acontecendo. Quem diria. Ela, uma simples moça, conhecer um ator famoso, que ela nem conhecia. Era engraçado.
"Será que ele vai voltar aqui mesmo, ou vai me deixar esperando?" Kagome pensava. "Ah... É melhor eu esquecer isso e tomar meu café para ir ao mercado.". Pensando isso, trocou de roupa, arrumou sua cama e desceu para tomar seu café.
OoOoOoOoOoOoO
- O que você acha? – perguntou, depois de ter contado para Miroku o que pretendia. Estavam na sala.
- Bom... acho que ET's entraram na casa e abduziram o Inuyasha astro. - Miroku começou. - Parabéns. Está indo muito bem. Mas, não tente nada de forçado, ok? Isso pode estragar suas intenções, que eu espero serem boas.
- Como assim ET's? Você tem visto muito filme de ficção! Tudo você fala que são ET's!! Retardado...
- Ahh.. Inuyasha. É modo de falar, só isso. Realmente, você não foi abduzido. Continua arrogante e chato como sempre. - Miroku terminou de tomar seu leite e se levantou. - Vou ver a Sango.
- Bah!! Você é fascinado por ET's, vai ver que Sango é um ET também, para gostar de um pervertido! – disse para implicar com ele.
- Olha! Respeito com a Sangosinha! E ela adora esse meu jeito. É um charme a mais. - Miroku abriu a porta. - Vou almoçar na casa da Sango mãe! - E bateu a porta.
- Charme!! Feh! – terminou a torrada e assim como Miroku levantou e falou com a Tia. – Vou passar o dia fora. – a mulher sorriu para ele parecendo saber o que se passava. O que o deixou meio constrangido. Fechou a porta e começou a andar em direção ao templo.
- Seria mais fácil se ela tivesse telefone!
OoOoOoOoOoOoO
Kagome lavou a louça do café (ei... porque isso não me é estranho?), penteou os cabelos e seguiu rumo ao mercado. A despensa estava vazia. Precisava de algumas coisas urgente. Desceu a ENORME escada e seguiu rumo ao mercado. Estava relembrando tudo aquilo que teria que comprar. Sua memória não era uma das melhores. E, no meio das lembranças das compras, um pensamento intrometido se meteu e a fez lembrar daquele meio-youkai de cabelos pratas. E se ele tivesse ido até o templo e ela não estivesse lá e ele fosse embora? Ela teria que fazer as compras o mais rápido possível. Mal entrou no estabelecimento e correu, pegou um carrinho. Frutas, chocolate, miojo, sabão em pó, amaciante, arroz, temperos, ahh... E muitas outras coisas úteis. Correu como nunca, mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, as filas do caixa estavam lotadas. E o tempo estava passando. Dez, quinze, vinte... MEIA HORA NUMA FILA DE SUPERMERCADO. COMO ISSO É POSSÍVEL? Kagome saiu de lá xingando até o segurança do lugar pela falta de consideração pelos clientes, dizendo nunca mais voltar lá.
Saiu para a rua correndo, tanto que chegava a dar sacolada nas pessoas. Cansou de pedir desculpas, até chegar ao início da escadaria. Subiu de dois em dois degraus, quando chegou lá, MUITO cansada. Estava praticamente desmaiando, quando avistou uma figura bem conhecida.
- Já ouviu falar em telefone? – perguntou o meio-youkai sentado no degrauzinho da porta com um meio sorriso. Só de vê-la, seu humor mudava completamente.
- Já ouviu falar em marcar um horário antes de visitar a pessoa? - Kagome rebateu, respirando rápido.
- Fugindo de quem bruxa? – perguntou levantando-se e a ajudando com as sacolas.
- Nada, apenas, me apressando. Isso que dá uma visita falar que vai vir na nossa casa e ainda por cima o caixa demorar meia hora para passar as compras. Acho que dá próxima vez uma entrega rápida vai ser a melhor das alternativas. - Disse Kagome estendendo as sacolas. - Parece que você adora carregar minhas sacolas com compras, hein?
- Ah é! Agora além de pedófilo, você vai me chamar de tarado por sacolas? – perguntou divertido. – Se você quiser eu posso simplesmente deixar todas com você.
- Não. Bom. Não totalmente. Não sei se você é tarado por sacolas - Kagome olha meio torto para ele. - Mas, eu aceito a sua ajuda seu Inu-kun.
- Depois vá se arrumar! - disse simplesmente enquanto adentrava na casa - Nós vamos sair.
- Ahh? Como assim vá se arrumar? Nós vamos pra onde? E quem disse que eu quero sair com você? - Kagome resolveu aborrecê-lo um pouquinho.
- Porque eu quero. Surpresa. Você não tem escolha! – respondeu meio irritado. Não contava com essa.
- Ah é? - Kagome respondeu chegando perto dele. - E se eu não for? O que você vai fazer? Me arrastar pelos cabelos igual a um homem das cavernas?
- Pode ser! – disse dando de ombros. – Ou então... – continuou olhando dentro dos olhos dela - Eu venho te assustar de noite! Quando você menos esperar eu vou entrar pela sua janela e te levar para o bosque, onde criaturas malignas vivem e que iram t... – ia continuar quando foi cortado pela jovem:
- Tá bom! Você me convenceu... Se não acho que não vou conseguir dormir essa noite. - Kagome subiu as escadas. - E nem ouse vir me espionar, tarado por sacolas e pedófilo. - Ela subiu correndo para o quarto.
- PARA QUE EU IA QUERER ESPIONAR UMA BRUXA? – gritou do andar. Ela tinha tentado irritá-lo, ia ter troco.
- EU NÃO SEI. DO JEITO QUE VOCÊ É PEDÓFILO DEVE ATACAR QUALQUER UMA. NÃO QUE EU SEJA QUALQUER UMA, MAS VAI ENTENDER... - Kagome gritou do seu quarto.
- VOCÊ QUER QUE EU VÁ TE VER BRUXA? PORQUE SE VOCÊ CONTINUA COM ESSE ASSUNTO.. – retrucou provocando-a.
- NÃO... CLARO QUE NÃO SEU IDIOTA! NÃO QUERO MORRER DE SUSTO TÃO CEDO!
- VAI TOMAR BANHO LOGO BRUXA, SE NÃO A GENTE VAI SE ATRASAR! – sentou-se no quarto degrau da escada enquanto ouvia o barulho da água do banheiro.
"Bruxa? Inuyasha, isso são modos de tratar uma dama? Com você chamando ela de bruxa, aí que ela vai odiar você." 'Bruxa' não era bem uma ofensa! Ela não ligava! Ou será que sim? A última coisa que queria era ser odiado pela jovem. Bufou alto.
- Olha em que ponto eu cheguei! – resmungou.
- QUE PONTO? - Perguntou Kagome.
- Não grita, minhas orelhas são sensíveis!! – Inuyasha disse enquanto botava as mãos nas orelhinhas felpudas.
- Não mude de assunto, senhor Inuyasha. - Fechou a torneira e saiu para o quarto com uma toalha, indo em direção ao pequeno armário para escolher uma roupa.
- Não mudei de assunto, elas são sensíveis mesmo! – percebendo que ela passou atrás de si e fechou a porta do quarto. – Você não se arruma no banheiro não, é?
- Não querido Inu-kun. Odeio me arrumar no banheiro. Gosto do meu quarto. E você mudou de assunto sim. Que ponto que você chegou? - ela estava vasculhando suas coisas até achar o ideal. "Perfeito" ela murmurou.
- O que é perfeito? - tentou novamente mudar de assunto. - Eu sei que sou perfeito, mas não precisa ficar falando para você mesma..
- Para sua informação, não é você que é perfeito. Eu só achei uma roupa legal, só isso.
- Então já está pronta? – disse se levantando.
- Espera um minuto. - Kagome tinha se vestido já. Estava com uma calça jeans, uma rasteirinha baixa, sua blusa era preta com manga 3/4 com um ligeiro decote V. A blusa tinha uma borboleta de strass pequena, perto do cós da calça. Pegou um brinco pequeno de estrela e um colar que ela adorava de borboleta. Sua maquiagem, quase não existia. Apenas um gloss, um rímel e lápis preto para seu olhar ficar mais penetrante.
- Prontinho Senhor Inuyasha, já estou pronta. - disse ela no alto da escada fazendo Inuyasha se virar para olhá-la.
Assim ficou, só a observando. Como ela podia com tão pouco ficar tão linda? "Perfeita..."
- Vamos? – perguntou.
- Vamos... Ei. - Kagome parou por um minuto na entrada da casa. - Você não me disse para onde a gente vai.
- Disse sim. – abriu a porta e deu passagem para a garota.
- Não, não disse não. E nem tente me enrolar. Já me enrolou demais por hoje.
- Disse que era surpresa!! Você não vai saber! – falou rindo.
- Ahh... Isso não vale. Eu nem sei para onde estou indo. - Kagome parou de descer as escadas do templo. - Hei. E se você estiver tentando, sei lá... Me seqüestrar? Eu já conheço sua fama de pedófilo. Meu Deus. Acho melhor voltar para casa. - disse dando meia volta, só de palhaçada, para ver a atitude dele.
- Eii! – disse segurando-a pelo pulso. – Você acha mesmo que eu vou te seqüestrar?
- Sei lá... Eu nem te conheço direito. - disse Kagome.
- Uhm...
- Tô brincado seu bobo! Vou com você sim. Além do mais, um professor aí, me ensinou algumas coisas sobre golpes marciais. Se você tentar qualquer coisa... Já sabe, hein? - Kagome começou a rir, puxando Inuyasha para o final das escadas.
- Bruxa! – lembrou-se de novo do que Miroku havia dito. – você não se importa de eu te chamar de bruxa, né? – perguntou meio receoso. Chegaram no final da escadaria.
- Não... Pode me chamar de Bruxa, seu chato! Mas, eu pareço uma bruxa mesmo? - ela virou-se para ele olhando para seu rosto.
- Parece... – viu ela olhar ele meio... 'O que?' – mentira! Vamos! – voltaram a andar em direção a algo que só o hannyou sabia.
- Vamos chefe! - brincou Kagome.
- Você é muito boba! – comentou rindo. Ficaram andando em silêncio durante um tempo. Até que Kagome disse:
- Você não queria algum dia sumir? Sabe, ir para tipo, uma ilha deserta, sem que ninguém te encontre lá para não ter aquele milhões de fãs te cercando? - perguntou Kagome curiosa. - Eu, que nunca tive ninguém me cercando já pensei em ir para uma ilha deserta...
- Uhm.. Muitas vezes! - mirou os olhos azuis - No início eu não gostava deles fofocando sobre minha vida, mas se você não der o que eles querem, ai sim eles te perseguem. então.. Tive que me acostumar!
- Humm... - disse Kagome. - Hei, se você tivesse que ir para uma ilha deserta e só pudesse levar 3 coisas ou pessoas, quais seriam?
- Não sei.. Nunca pensei nisso.
- Pensa agora, ué. - insistiu Kagome.
- Uhm.. Deixa eu ver.. – fez uma cara de pensativo. Não iria viver sem comida, então levaria comida.. Mas ai.. – Ah, o normal de uma sobrevivência, comida... Um isqueiro para fazer fogo! Não consigo bater aquelas pedras e pronto! Fogo!
Kagome riu muito.
- Tudo bem... Comida e água são as primeiras coisas que se passam na cabeça. Mas e se nessa ilha existissem comida e água potável à vontade? Você insistiria em levar seu isqueiro e suas comidas?
- Não! Eu ia levar... Um edredom, um travesseiro e... Você... – última palavra tinha dito tão baixo que duvidava de não ter passado só de um pensamento.
- Hum... Um edredom, para dias frios. Um travesseiro para cabeça confortável. Espera aí... - Kagome parou. - Eu? Por que eu? - ela começou a ficar corada. Odiava ficar corada.
- Porque... Ahm... – porque ele tinha que falar aquilo? Podia ter falado qualquer outra pessoa ou coisa...! Mas ai seria mentira. – Você levaria o que?
- SENHOR INUYASHA TRATE DE ME RESPONDER JÁ! - Kagome disse. - Cansei de você fugir. - Kagome ficou de frente para ele colocando sua mão no peito de Inuyasha, o parando. - Fala logo!
Inuyasha suspirou alto e olhou direto nos olhos.
- E-eu não sei Kagome! – suspirou de novo e falou num sussurro. – gosto de estar perto de você...
- Sério? - ela deu um sorriso. - Você não está dizendo isso só porque eu estou aqui não, né? Porque se for, vou bater em você seu bobo! - Ela deu uma risada e o abraçou. - Eu também adoro estar com você Inuyasha. Ajo como se fosse uma menina de 10 anos quando ganha uma boneca que faz tudo. Você é meu anjo, sabia? Acho que foi por isso que você apareceu do nada.
- Você só não é anjo.. – disse passando um de seus braços por cima dos ombros da jovem, trazendo-a mais para perto. – Porque senão seria um sonho, e quando eu acordasse, ia morrer de desgosto.
- Nossa. Acho que devo me sentir honrada por isso. - Desfez do abraço. - Que bom que você gosta dessa Bruxa aqui!
- Claro que sim! Bruxa!
- Respondendo sua pergunta... - Kagome recomeçou a andar com Inuyasha. - Eu levaria para ilha, um piano, um urso de alguém importante, e uma foto com todos aqueles que amo. Acho que talvez eu não enlouqueceria.
- Um urso de alguém importante? – perguntou curioso por causa do 'urso'.
- É.. Um urso. Talvez eu não poderia levar a pessoa junto comigo. Talvez ela não quisesse ir junto. Então, esse urso simbolizaria a pessoa, para não me sentir sozinha. - Kagome disse. - Acho que eu ficaria doida, mas pelo menos não esqueceria dessa pessoa muito importante.
- Faz sentido. – disse agora pensando melhor. – Uma das perguntas que eu tinha para fazer, sabe, no jogo; era: sua estação do ano preferida! Qual é?
- Essa eu fico em dúvida. Posso dizer que a minha preferida é o inverno. Adoro o frio. Mas, gosto muito da primavera também. As flores são lindas e mostram que há vida além da nossa, não em outro mundo, mas ali, bem na nossa frente. E que essa vida é linda e muito delicada.
- Uhm... Chegamos! – pararam em frente ao Shopping da cidade. – Mas não é bem "aqui" que quero te levar.
- Hum... Ao shopping! Que... Legal! - Kagome falou. - Como assim "Não é bem aqui que quero te levar"?
- Você vai ver, já disse que é surpresa!! –ele entrou no lugar seguido pela jovem. Assim que entraram, algumas pessoas pararam, ficaram olhando, mas voltaram a fazer o que estavam fazendo antes. Outras garotas até tentaram jogar um charme, mas o meio-youkai nem ligava. Agia como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Mas devia ser, afinal, ele não podia parar de fazer as coisas que sempre fazia só porque era famoso agora.
- Prometo que vou te ajudar. – disse. Kagome só entendeu quando percebeu onde era. Um ring de patinação.
- AI... MEU... DEUS! - Kagome exclamou alto e bem devagar. - Você é louco, não é?
- Não.. Você vai ficar parada ai?
- Ahh.. vou sim. Isso é uma coisa que eu pretendo fazer aqui e agora. - Kagome olhou para Inuyasha. - Eu sou louca para aprender a patinar, mas... Bom... acho que não estou preparada nesse exato momento.
- Por que não? – falou rindo. – Vamos é fácil. – disse a puxando pela mão.
- Ahh sim. Agora você vai me dizer que sabe partir um carro ao meio e eu acredito que isso é fácil. - Kagome se distanciou da mão dele e já ia para a saída.
- Kagome! O que houve? – falou seguindo-a, apesar desta andar bem rápido. – O que eu fiz de errado agora?
- Você não fez nada de errado. Ao contrário. Está tudo muito perfeito. Mas eu acho que eu não vou conseguir. Eu tenho medo. Desde tudo o que aconteceu na minha vida, eu tenho medo até de pular de uma árvore. Eu tenho medo de tudo. - Kagome parou. - Eu sei. Pareço uma criança birrenta, mas eu preciso me sentir segura. Ahh... Esquece, eu estraguei tudo. Sou uma idiota e bruxa, que nem você fala.
- Calma Kagome! – Inuyasha a segurou pelo ombros delicadamente. – A gente faz outra coisa! Sei lá! O que você quer fazer?
- Não, não... Eu... eu vou... patinar. Afinal... é um dos meus sonhos. Você se lembrou da lista. - ela deu um sorriso fraco. - Mas, me promete que vai fazer com que eu me sinta segura. Me promete que não vai me deixar cair?
- Que pergunta idiota bruxa! É claro que não vou te deixar cair! – Inuyasha sorriu.
- Então... O que estamos esperando? - Kagome riu. - Vamos patinar!
Chegaram num balcão onde uma mulher atendia só mais um casal. O ring, que era enorme, estava quase vazio por ser dia de semana.
- Nossa! Você é Inuyasha Taishou? E-em eu pos-so ajudá-los?
- Quanto é por uma hora?
- Tri-trinta e cinco.
- Então.. Eu quero um 41 e, Ka, quanto você calça? – chamou a menina que olhava com os olhos brilhando o ring.
- Eu calço 35 - disse sem tirar os olhos do ring. A mulher entregou o bilhete e eles passaram pela roleta. Kagome sentou em uma das cadeiras esperando. Inuyasha volta com os patins e logo um cara vem para ajudá-los.
- Você tem o pé tão pequeno.. – comentou o hannyou. Kagome não parava de olhar o ring. Estava ansiosa para andar, mas meio receosa por cair.
- É... Eu sei. Também, o que você queria? Eu sou baixinha... Já pensou se eu calçasse 40 que nem você? Eu ia trabalhar para espantar crianças. - ela completou rindo, mas AINDA olhando para o ring.
- Pronto! – exclamou o homem. – Divirtam-se.
- Nossa, é esquisito andar aqui. – comentou a garota. Eram um chão de borracha fazendo com que as lâminas dos patins não arrastassem. E já que não conseguia dobrar o pé por causa do material dos patins, ficava difícil de andar.
- Claro, bruxa, não é gelo!
Kagome virou para fitá-lo depois de muito tempo vendo o ring.
- Você realmente não tem jeito. - Kagome disse. - A gente não vai patinar não? - disse ela se aproximando da borda para o gelo.
- Vamos! – Inuyasha passou a frente da menina que entrava toda desajeitada no ring. Estendeu a mão para ela, para ela não cair, afinal, tinha prometido.
Kagome tentou seguir Inuyasha, mas parou. Havia uma pequena escada ali, antes de subir para o ring.
- Ahh.. Fala sério? Por que tem uma escada para o ring? Agora que eu vou levar um tombo mesmo. - Disse Kagome.
- Otimista... – resmungou. – Segura nessa barra aqui do lado.
Kagome segurou na barra, com MUITA força. Subiu devagar as escadas e se encontrou com Inuyasha.
- Pronto seu chato, já subi as escadinhas, rumo aos meus tombos. O que eu faço agora? – Inuyasha riu do comentário da garota e apertou a mão dela com um pouco mais de força. – Sem querer assustar, mas agora vem a parte chata! Já andou de patins, no chão, alguma vez?
- Bom... Sim. Patins normais, já andaram sim. São os mesmos princípios?
- quase, do mesmo jeito que você anda de patins, você anda com esse. Mas, você vai ter que se equilibrar na lâmina, não deixa o pé virar!! – respondeu começando a puxá-la para frente devagar.
- Ai meu Deus! Acho que vou fechar os olhos. - disse Kagome, fechando os olhos. - Não quero ver nada, até me sentir confiante.
- Boba!! Abre os olhos! Você não cair! – disse.
Kagome abre os olhos bem devagar. Ela estava patinando. É... Bem... Não estava PATINANDO aquilo tudo, mas já estava se equilibrando nas lâminas. Já era um bom começo.
- Hei... Eu estou me equilibrando. - comemorou ela.
- Tá, agora move os pés. – Sim! Ele estava arrastando a garota que só se equilibrava nas lâminas.
- Ahh... - Kagome tentou mexer um pouco os pés, como se fossem uns patins normais mesmo, de rodinhas. Estava virando o pé para lá e para cá, olhando para baixo para ver se estava fazendo tudo certo.
- Heii bruxa! – disse chamando atenção da menina.
- Que foi? - ela virou a cabeça para cima olhando para Inuyasha.
- Você tá gorda...
- Ahh? Como assim..? - Kagome perguntou. - E também... Isso é hora para me chamar de gorda seu idiota?
- Oras, eu estava te puxando, você tá ficando cada vez mais pesada sabia? Você faz algum exercício? – irritou-a enquanto soltava as mãos dela. E está nem percebeu de tão irritada que estava começando a ficar.
- Eu não te mandei me puxar! Eu só falei para me ajudar a não cair, tá seu idiota? - Kagome já estava ficando vermelha. - Se eu sou muito pesada é problema meu! Se eu estou gorda idem. E para a sua informação, faço exercícios sim. Além da dança, eu corro todos os dias pelo parque, seu idiota!
- Bah!! Duvido muito disso, bruxa!! – disse começando a correr. E Kagome o seguindo.
- Volta aqui seu covarde... Agora tá querendo fugir, né? - Kagome nem estava percebendo que estava patinando, e muito bem no gelo. Parecia profissional. Estava flutuando, enquanto corria atrás de Inuyasha.
E Inuyasha se escondeu em uma das colunas que sustentavam aquele lugar, vendo a garota correr procurando-o. Riu. Ela nem tinha percebido...
Kagome ficou cansada de procurar Inuyasha. - Hei... Volta aqui! Cadê você? Achava que você era mais forte do que isso, hein? - tentou provocá-lo, para ver se ele aparecia, mas nem sinal dele. Até que sentiu um vulto atrás de si que sussurrou no seu ouvido.
- Bruxa, você conseguiu..
- Ahhhh...! - Kagome levou um susto, e virou-se para Inuyasha. - O que? O que eu consegui seu idiota?
- Oras, você está patinando no gelo... so-zi-nha. – respondeu dando ênfase ao 'sozinha'. – Bruxa!
- O que? Ahh.. Você endoidou, né Inuyasha? Até parece que eu ia... - e sua voz foi diminuindo até ela olhar para o gelo e ver que ela tinha andado aquilo tudo sem ajuda de ninguém. - Eu consegui? CONSEGUI!! AHHHHHHHHHH... - e pulou em Inuyasha, toda feliz. Bom... Agora eles caíram.
- Ei... Você me prometeu que eu não ia cair... - Kagome disse.
- Você não caiu no gelo, caiu em cima de mim e isso, não estava no trato. – rebateu arqueando uma das sobrancelhas.
- Pelo menos não fui eu que vou ficar toda molhada e também não fui eu que bati com tudo no chão. - disse Kagome tentando se levantar.
- De nada por ter ficado todo molhado e ter batido com tudo no chão no SEU lugar! – olhou para a garota que tentava se levantar de cima dele. – Não vai conseguir levantar bruxa!
- Porque não? Vou sim... - Kagome tentou se equilibrar, mas caiu em cima de Inuyasha de novo. - Ahh... Desculpa?
- Você é enrolada...! – Inuyasha conseguiu se sentar mesmo com Kagome em cima de si, mas em compensação a garota ficou entre suas pernas. Sentada.
- Eu estou aprendendo sabia? - Kagome disse olhando para ele. - A gente vai ficar sentado assim? No meio do ring de patinação esperando algum guincho?
- Para mim tá ótimo aqui, já to molhado mesmo! Se quiser, você pode levantar! – disse implicando com a garota.
- Hã? Eu mereço mesmo... - Kagome tentou levantar de novo. Não iria ficar olhando para cara dele, esperando que alguma energia poderosa a levantasse dali. Tentou tanto que conseguiu se manter de pé. - Viu? Não preciso de você para me levantar?
- Eu nunca disse que você precisa de mim para levantar! – respondeu levantando-se muito mais rápido que Kagome.
- Nunca disse, mas aposto que pensou que eu não ia conseguir. - falou isso e se virou para patinar, ou melhor, aperfeiçoar sua patinação.
- É, pensei.. – estavam praticamente sozinhos no ring, tinha somente mais um casal. – Ei! Me espera!
Então, Kagome e Inuyasha continuaram patinando. Inuyasha até ensinou algumas coisas para ela, como giros. Ela aprendia rápido. Kagome tentou fazer um movimento que ela sempre via na TV, que eles chamavam de avião, que era manter-se com o pé só e a outra perna estendida para trás. Ela achava que aquele movimento dava uma idéia de voar. Tentou muitas vezes. Até que ela caiu com tudo de bunda no chão. Inuyasha começou a gargalhar.
- Aêê bruxa!! Maneiro!! Hauauauhauhuahauhauhahuah...
- HAHAHAHA... - Kagome imitou uma gargalhada sem graça. - Muito obrigada pelo apoio Inuyasha. Vou lembrar disso pelo resto da minha vida. E você vai ver, eu ainda vou patinar mil vezes melhor do que você, viu? - levantou-se e virou a cara para ele, patinando para outro lado.
- Cruzes Kagome! Leve mais na esportiva!! Foi engraçado. – tornou a lembrar do tombo assim como a rir.
Ela fingiu que não ouviu e continuou patinando, girando um pouco com os braços abertos, de olhos fechados, para esquecer do mundo. Começou a cantarolar uma música se lembrando da época de quando sua avó cantava para ela e ela tentava a qualquer custo imitá-la. Queria cantar igual a ela. Foi imaginando muitas coisas... Muitas lembranças felizes. Não soube dizer quanto tempo ficou ali só lembrando desses momentos. Mas lembrou que Inuyasha ainda estava lá e abriu os olhos. Só tinha ela no ring.
Ela olhou para os lados. Não tinha ninguém. Ninguém. Nadinha. O que será que tinha acontecido? Ela nem tinha ficado muito tempo ali pensando. Aproveitou que não tinha ninguém olhando e tentou fazer aquele movimento mais uma vez. E... Ela tinha conseguido! Não perfeito, mas tinha conseguido ficar um tempo naquela posição, sentindo uma brisa suave, balançando seus cabelos. Até que ouviu palmas.
- Aêêê bruxa!! Agora chega de patinar, eles vão fechar para a hora do almoço e estou com fome!! – falou enquanto botava a mão na barriga.
- Tudo bem. - Kagome se encaminhou até a escadinha e desceu, sem nenhum sacrifício. Sentou em um banquinho ali perto para tirar os patins e colocar sua rasteirinha.
OoOoOoOoOoOoO
- Quer fazer alguma coisa em especial agora, pentelha? – perguntou Inuyasha satisfeito do almoço. Também tinha comido que nem um porco, no ponto de vista de Kagome, claro. Para ele? Super normal comer aquela quantidade de coisa.
- Não sei, Garoto esfomeado... - respondeu Kagome. - Acho que vou andar um pouquinho pelo shopping. Gosto de ficar vendo as roupas e acessórios, mesmo não podendo comprar.
- Garoto esfomeado? – questionou o 'novo' apelido.
- É... Garoto Esfomeado. Você só pensa em comer. Acho que você mentiu quando disse que me levaria para a ilha. Mesmo se ela tivesse muitas frutas e tudo o mais, você levaria mais um caminhão para reserva de comida.
- Você disse que teria comida a vontade. – respondeu pondo os braços atrás da cabeça
- Disse sim... Mas não essas comidas de cidade grande. Comida a vontade, como frutas, verduras, peixes, animais para caçar, legumes. Nada de pizza ou fast-foods... - ela riu um pouco.
- O que te faz pensar que não comeria isso?
- Nada. Só estou falando porque acho que você é acostumado com esse tipo de comida. Eu adoro porcarias também. Mas, eu com pais naturalistas, sou criada na base de comidas saudáveis. - ela riu ainda mais.
- Uhm.. – passaram por uma loja de roupas de gala e Inuyasha se lembrou. – Ei bruxa, vamos aqui! – pegou-a pelo a puxando.
- Hei.. Pra quê? Se eu não tenho dinheiro nem para comprar uma camiseta, vou ter dinheiro para comprar um vestido de festa?
- Eu tenho que comprar um terno por causa duma festa lá!
- Ahh.. Sim! - Kagome respondeu. - Então vou me sentar aqui é ficar esperando, ok?
- Com licença! – chamou atenção da lojista. – Eu queria ver um terno e um vestido para ela! – respondeu apontando para Kagome que estava 'interessadíssima' numa de suas unhas. Mas percebeu para quem ela apontava.
Kagome, que estava olhando para as unhas parou e olhou para Inuyasha assustada.
- Como assim um vestido para mim? - perguntou Kagome.
- Oras, eu preciso de alguém para me acompanhar naquela festa chata.. – disse sincero mirando os olhos azuis.
- Hã... E por que esse alguém tem que ser eu? - perguntou ela.
- Pelo mesmo motivo que te levaria para ilha! – disse olhando o terno preto, logo depois fazendo uma careta.
- Humm... Interessante, Senhor Inuyasha. - Kagome se levantou e foi até ele. - Onde vai ser essa festa?
- Em Tókio!
- Ahh... Em Tókio. - disse tranqüilamente Kagome. Depois ela percebeu REALMENTE o que ele tinha dito. - O QUE? EM TÓKIO? Ahh.. Desculpe Inu-kun, mas eu não posso ir para Tókio.
- Por que não? – perguntou assustado.
- Hã... Primeiro, eu não posso deixar o templo sozinho. Segundo, meus pais vão chegar de viagem daqui a umas duas semanas. E terceiro, isso é uma loucura. - terminou ela, fitando os olhos dourados.
- Tudo bem, a gente espera seus pais chegarem e ai peço você emprestada por.. Uma semana? - se perguntou pensativo. - Tanto faz! E eu não disse que a viajem ia ser amanhã, ela é no final de minhas férias... Daqui a... a... Três semanas e quatro dias! - Kagome começou a rir muito.
- Você é definitivamente louco. Quem disse que os meus pais vão permitir que eu viaje com você? Eles nem te conhecem...
- Bah!! Eu dou um jeito, mas.. Se você pudesse ir, você iria? – perguntou encarando-a com os olhos dourados agora pidões.
- Bom... Com você imitando o gatinho do Shrek desse jeito, até que eu podia pensar com muito carinho na proposta.
- Pensa logo!! – disse a sacudindo pelos ombros. Parecia um crianção!
- Tá bom seu criança... Eu iria. Contente agora? - perguntou Kagome.
- Muito..! – disse sorrindo enquanto a abraçava e a rodava, para logo depois botá-la no chão. E ele parecia nem ter percebido o ato que deixou a colegial corada. – então escolhe um vestido, não gosto de shoppings!
- Como assim escolhe um vestido? Eu não trouxe dinheiro. E também, mesmo se trouxesse não seria suficiente para pagar um lenço aqui.
- Tudo bem.. Eu pago! Afinal, você comprou as pizzas! – disse sorrindo para ela.
- Você não vai querer comparar pizzas com um vestido muito caro, vai? - perguntou ela. - Além do mais, eu não sei escolher vestidos assim. Eu não tenho o mínimo de gosto para isso. Nunca fui em uma festa de gala.
- Eu tenho um vestido azul marinho, que ficaria muito lindo na senhorita. Tem os olhos muito bonitos. – pela primeira vez a lojista se pronunciou.
- Hã... Obrigada! - Kagome virou-se para a atendente.
- Pode ver esse para ela então e eu vou provar esse terno. Já volto Ka! – e entrou no provador.
- Tudo bem. - Kagome disse para Inuyasha. - Bom... - se voltou para a atendente. - Será que eu posso dar uma olhada nesse vestido?
- Claro!! Estou até imaginando! – ela parou um pouco examinando – me acompanhe, por favor.. – elas foram andando até o fundo da loja, que era onde aprecia que elas ajeitavam o vestido. A mulher pegou vestido um longo protegido com a capa preta.
- Pode se trocar ali. – disse apontando para uma cabine.
- Bom... - Kagome já tinha colocado o vestido, só que tinha um probleminha. Ela saiu do provador e se encontrou com a atendente. - Acho que ele ficou longo demais, sabe como é, eu sou baixinha, então, dá nisso.
- Tudo bem.. A gente faz uma bainha. Suba naquele banquinho. – pediu pegando uns alfinetes.
Kagome foi até o banquinho e subiu. Viu a atendente se abaixando e encurtando o vestido a seus pés. Tinha achado ele perfeito. Nunca tinha vestido algo tão lindo como aquilo. Seria um sonho para ela ir a uma festa com um vestido daquele nível.
- Uhm.. Não se mecha, se não os alfinetes podem te machucar, eu vou apertar mais uma coisinha aqui. Levante os braços sim? –ela prendeu mais alguns alfinetes pelo vestido e a olhou. Via que ela estava satisfeita com o resultado.
- Oh sim! Quase esqueci! – a mulher abriu uma gaveta e de lá, tirou um par de luvas brancas. – Bote-as, por favor. – Kagome foi e com toda a dificuldade do mundo botar as luvas que eram longas e iam até um pouco acima do seu cotovelo.
A atendente deu um leve jeito em seus cabelos. Soltou-o e pegou alguns grampos e o prendeu, não totalmente. De uma forma que ficava parte de algumas mechas caídas. Um penteado simples, mas lindo.
- Uhm.. – disse pensativa ainda encarando a jovem. – se quiser, tem um espelho ali atrás. É só se virar.
Kagome se virou. Ficou vendo seu reflexo no espelho como se não conhece a pessoa que estava refletida nele.Nunca, em todo sua vida imaginaria que estaria ali, naquela loja cara, com o vestido mais lindo de todo o mundo. Sentiu-se não mais a simples menina Kagome. Aquela menina que fora enganada quando tinha 13 anos por pessoas sem coração. Naquele dia em diante ela percebeu que era uma mulher.
Se sentia uma verdadeira mulher. Com seus defeitos e suas qualidades e claro. O mais normal para todos. Mas ela estava diferente. Estava linda. Tinha que admitir. Mais linda do que nunca.
O vestido azul marinho tinha uns brilhos leves e era tomara-que-caia e realmente realçavam seus olhos.
- Tá faltando alguma cosia... – falou a mulher, talvez para ela mesma.
- Está faltando um colar. – aquela voz conhecida voltou a ecoar em seus ouvidos. Ele tinha ficado para ali, só observando-a. Ela era tão linda, quando achava que ela não podia ser mais, novamente ela mostrava que não. Dava para ficar mais.
Kagome se virou para Inuyasha e viu que ele também estava vestido com o terno que ele escolheu. Estava um verdadeiro galã. Daqueles que a gente só vê nas telonas de cinema e que nunca será possível a gente conhecer um igual. Ela ficou um pouco envergonhada por ele está vendo ela com aquele vestido. Era um pouco estranho.
- E ai? Como ficou o vestido? – perguntou se aproximando dela e parando na sua frente.
- Bom... Acho que foi a coisa mais perfeita que eu já vesti. - disse Kagome.
- Estarei lá na frente.. – a lojista logo saiu. Inuyasha continuou a olhá-la até que disse.
- O que achou do terno? Eu não sou muito bom escolhendo isso. Escolhiam para mim.. – perguntou sorrindo.
- Está lindo. Sério. Você ficou muito bonito nele, Inu-kun. Vai fazer sucesso na festa. - disse Kagome divertida.
- Obrigado, você está linda também.. Muito mesmo. Depois que sairmos daqui, temos que ver seu colar.
- Muito Obrigada... Mas, Inuyasha. Não precisa. Sério. Você já vai comprar o vestido, que é muito caro. Um colar então. - Kagome parou. - Deve ser uma fortuna. Não precisa se preocupar. Está ótimo só o vestido.
- Mas você pagou três pizzas! Falta eu pagar duas ainda! – respondeu divertido. – Então ta, vai ser este vestido.. Eu vou falar com a mulher.
Kagome começou a rir. Ele não tinha jeito. E ainda estava com a história da pizza na cabeça. Como se não só aquele vestido pagasse as pizzas que ela tinha pagado.
- Do que está rindo? Eu disse que não sabia escolher terno! – falou agora tentando ver alguma coisa que não tinha ficado bem.
- Não... Não é o terno. Eu estou rindo porque até hoje você não esqueceu o troço da pizza. O que é que tem eu ter pago as três pizzas? - disse ela descendo do banquinho e andando até ele.
- Bah!! Eu vou fechar, quer mais alguma coisa? – perguntou andando em direção da balconista.
- Mais alguma coisa? Que tal mais uns cinco vestidos? - disse ela sarcástica.
- Bruxa!
OoOoOoOoOoOoO
Por insistência dele, ela tinha comprado e estavam voltando para casa. Já estava entardecendo e voltavam a pé.
- Detesto shoppings! – resmungou o hannyou.
- Eu só vou a shopping para ir ao cinema e depois fazer um lanche. Raramente compro alguma coisa lá.
- Você queria ter visto algum filme bruxa?
- Não... Não precisava. Eu adoro cinema, mas acho que hoje não era um bom dia. - disse Kagome.
- Que drogaa!! – reclamou o hannyou, meio enfezado.
- Que foi? - perguntou Kagome.
- Tá chovendo!! – "O Inuyasha, caidinho por alguém. Acho que isso é um sinal que vai chover amanhã." Com certeza ele vai falar quando eu chegar em casa!
- Ai meu Deus... - disse Kagome. - Vamos correr.
- Por que? – perguntou andando normalmente.
- Porque se a gente correr, nós vamos chegar mais rápido no templo. - disse ela.
- E daí? – continuou nem ligando.
- E daí que eu vou chegar mais cedo e vou poder me enxugar! - disse Kagome. - O que você acha que se pode fazer em uma rua chovendo?
- Nada..! - foi ai que se lembrou. - Ah é! Você é humana, vai ficar resfriada. Vocês ficam resfriados tão fácil!
- Hei... nada de me chamar de humana frágil, hein? - disse Kagome parando. - Não sou tão frágil quanto parece. Além do mais, adoro andar e dançar na chuva.
- Então pronto!
- Ahhhh... - Kagome murmurou irritada. Continuou andando. Até que começou a cantarolar uma música.
There's a song that's inside of my soul
It's the one that I've tried to write over and over again
I'll wake in the infinite cold
But you sing to me over and over and over again
(Há uma música dentro da minha alma
É a que eu tentei escrever de novo e de novo
Estou acordada no frio infinito
Mas você canta para mim
E novamente e novamente)
- Kagome.. Que isso? – perguntou curioso. Ela tava murmurando alguma coisa, parecia estar cantando. – Tá tudo bem?
- Ahh... nada. Eu só estava cantando uma música da minha avó. Ela cantava para mim, quando eu dormia na casa dela. Muitas crianças dormem ouvindo histórias. Eu só dormia ouvindo a minha avó cantar. Então, ela dizia que cantava essa música para mim, porque ela era minha. Dizia que combinava com o meu jeito, apesar de eu ser muito nova.
- Pode... continuar se quiser. – disse corado virando o rosto.
- Você ouviu a primeira parte da música? - perguntou a Inuyasha.
- Não vai fazer diferença! Eu não entendo inglês mesmo. – disse dando de ombros. Kagome riu um pouco e continuou cantando.
So I lay my head back down
And I lift my hands and pray
To be only yours I pray
To be only yours I know now
You're my only hope
(Então eu abaixo minha cabeça
E junto minhas mãos e rezo
Para ser somente sua, eu rezo
Para ser somente sua eu sei agora
Você é minha única esperança)
Sing to me the song of the stars
Of your galaxy dancing and laughing and laughing again
When it feels like my dreams are so far
Sing to me all the plans that you have for me over again
(Cante para mim a canção das estrelas
Da sua galáxia dançando e rindo e rindo de novo
Quando sentir que meus sonhos estão longe
Cante para mim os planos que você tem para mim novamente)
I give you my destiny
I'm giving you all of me
I want your symphony
Singing in all that I am
At the top of my lungs
I'm giving him all I have
(Eu te dou meu destino
Estou me dando por inteira
Eu quero sua sinfonia
Cantando tudo o que sou
No máximo dos meus pulmões
Eu estou dando tudo que tenho)
So I lay my head back down
And I lift my hands and pray
To be only yours I pray
To be only yours I know now
You're my only hope
(Então eu abaixo minha cabeça
E junto minhas mãos e rezo
Para ser somente sua, eu rezo
Para ser somente sua eu sei agora
Você é minha única esperança)
- Você canta bem.. – comentou. A chuva estava ficando cada vez mais forte, assim como o vento. Virou a cabeça e encarou a garota ao seu lado. Estava completamente encharcada. O cabelo todo grudado no rosto.
- Obrigada. - ela respondeu olhando para ele. - Acho que a música foi bom para eu superar muitas coisas. Ahh.. Quando eu tiver um piano, eu canto ela para você. E te dou a tradução. - disse ela rindo.
- Tá, enquanto você não tem um piano.. A gente pega um "expresso templo".
- Um o que?
- vamos para o templo logo, antes que a tempestade desabe.(que engraçado, tem uma na minha janela.) – dizendo isso pegou Kagome no colo e começou a saltar alto. Isso só contribuiu para as gotas caírem mais fortes.
- Ahhhh... seu louco!! O que é isso? – Kagome estava meio que se segurando muito forte em Inuyasha. Estava com medo de cair de lá de cima.
- Expresso templo. – disse com um sorrisinho vitorioso na face. – tem medo de altura bruxa?
- Se eu dizer que não tenho, estarei mentindo. - disse Kagome.
- Você não vai cair.. Keh! Não é nem a segunda vez que digo isso hoje. – assim que terminou de dizer isso àquela escadaria enorme apareceu. – Agora.. não sei se consigo pular isso tudo.. vamos ter que ir andando.
Kagome desceu das costas de Inuyasha, e junto com ele subiu aquela enorme escadaria, rumo sua casa.
- Por que construíram esta merda desta escada enorme?!!!?!? – perguntou o hannyou completamente estressado. A chuva apertava conforme subiam os degraus, e ainda estavam na metade.
- Não me pergunte! - Kagome disse. - Acho que foi para dar grandiosidade ao templo. Para deixá-lo mais bonito. Além de não deixar os seus donos gordos.
- Merda de escada!! – chegaram no topo e correram que nem desesperados para entrar dentro da casa. Principalmente porque agora trovejava. Eles chegaram a porta. Kagome pegou sua chave e abriu a porta. Os dois entraram. Estava tudo um breu. Ninguém via um palmo na frente do nariz.
- Não to enxergando nada.. ainda..! – Inuyasha forçou um pouco a vista para ver se encontrava Kagome. – acende a luz!
- Que luz, Inuyasha? Esqueceu que aqui não tem energia elétrica. - disse Kagome chegando próximo a cozinha. - Vou pegar umas velas para colocar nas lamparinas.
- Como assim não tem luz!? – perguntou seguindo-a. Sua visão era melhor, pois era meio-youkai. Já estava melhor.
- Meus pais... naturalistas. Gastar energia elétrica, significa recurso vindo de hidroelétricas que significa ataque ao meio ambiente. Bom... - Kagome estava praticamente dentro do armário procurando as velas. - ... cadê as velas? Hei... eu tinha uma caixa, que acabou ontem e hoje eu fui ao mercado comprar mais e... Ohooouu...
- Que foi? – tinha quase certeza do que era, mas não era possível que tivessem tanto azar assim.
- Ehhh... Eu esqueci de comprar velas. - disse Kagome sem graça.
- Bruxa! Agora a gente vai ficar no escuro chovendo lá fora!! – falou enfezado. Tinha que tomar cuidado para não estourar em cima da pessoa errada. – Humana estúpida.. – resmungou.
CABRUM
- Hei... EU NÃO SOU HUMANA ESTÚPIDA, SEU IDIOTA! - disse ela.
OoOoOoOoOoOoO
Oie gente! Bom... mas uma vez, yo estoy aqui para hablar con ustedes. VIU? CARAMBA, além de escritora (ah, tá Aline, cai na real) eu sou POLIGLOTA! Claro, ué. Com meus arigatous e sayonaras o japonês está no papo (meu próximo curso depois de terminar o inglês), e agora o espanhol! huahuahuahuahuahuahuahuauahuahauha. Tudo bem, Aline, pare com suas maluquices e VOLTE PARA A FIC, POR FAVOR!
Ok... eu volto. Eu e a Kaori (fundadoras das indústrias Plok) nos esforçamos muito para esse capítulo e todos os outros que estão sendo criados. Esperamos que vcs estejam gostando e que POR FAVOR (com olhinhos pidões) deixem reviews! Será que a gente não merece? ou a gente é só mais umas autoras psicopadas e loucas por fics? Bom... essa eu não sei responder. Responda para a gente! Com o início das aulas e a minha entrada ao 3° ano (só uma palavra pulsa na minha mente, ou melhor uma expressão "SE VC NÃO PASSAR NO VESTIBULAR JÁ SABEM HEIN?" É... APROVEITEM E LEIAM BASTANTE!!!
Bjinhux da sua autora um pouco doida (só um pouco), mas feliz Aline Higurashi!
Reviews!
Mizu e Kimi: Oiee! Ah.. valeu pela dica do Johnny Depp!! Que isso, ficar efendida por você falar que estmos escrevendo errado? Obrigada por dizer, eu vou parar de escrever o nome do meu ator PREFERIDO errado.. Bela fã eu sou, nem sabe escrever o noem dele, well, mudando de assunto! eu também quero ver o Inu pedidindo a Ka em namoro.. tenho só uma oeve idéia de como vai ser, mas espero que fique bom.. huahuahuahu! Obrigada pela review! Bjin!
Kagome Juju Assis: Olá!! Como você já deve ter notado, ele já começou a botar em prática..! Cara, eu também AMO um amor apra recordar! Foi um dos filmes mais eprfeitos que eu já vi! Eu chorei nele T.T tão triste e tão lindo..! #olhinhos brilhando# Mas prefiro os filmes de comédia sabe! Adoro rir! Não tem anda melhor que isso para mim! xD Espero qeu tenha gostado do capítulo!! Bjin!
