- personagem apresentada

# personagem desconhecida

Caminhos Opostos, Vidas Entrelaçadas.

Capítulo 10

O sol foi entrando pelas frestas da janela, antes fechada. A luz se apossou por todo o ambiente e agora a figura que estava na cama se encolhia, procurando abrigo dos feixes de luz em um corpo que não estava mais lá. Kagome abriu os olhos, assustada. Onde Inuyasha tinha se metido? Ela rapidamente pulou da cama e foi verificar o banheiro. Vazio.

Desceu as escadas e encontrou uma cozinha... Vazia. Não que era novidade. Mas vazia sem Inuyasha. Foi à sala... Olhou tudo. Vazio. Vazio. Vazio. Resolveu voltar ao seu quarto, pegar umas roupas e ir ao banheiro tomar um banho e escovar os dentes. De repente ele não estava no quintal? Depois de terminado, ela vestiu um short jeans e uma bata branca com detalhes em lilás. Voltou à sala para abrir a porta da frente.

- Inuyasha...? – Kagome chamou bem forte para o vento. – Inuyasha...? – Kagome gritou ainda mais forte. – Inu...yasha? Será que você foi... Como sempre somente um sonho? – ela entrou na casa novamente e se sentou no chão. – Acho que foi mais um sonho como tantos outros...

- Já acordou bruxa? - Kagome deu um pulo e virou-se para a porta dando de cara com...

- Inuyasha?

- Por que? Esperava alguém é? - perguntou irônico caminhando até a cozinha com o saquinho plástico que cheirava muito bem.

- Não... Eu só... Ahh... Esquece... – Kagome correu até a cozinha, seguindo Inuyasha. – Que cheiro bom é esse? Humm...

- Pão. Não tinha nada para comer aqui! E eu estou morrendo de fome!

- Depois dessa descoberta mundial, vamos ao que interessa... Comer! – Kagome agarrou o saquinho de pães e tirou um de lá, passando manteiga e comendo como se NUNCA tivesse visto aquilo.

- ¬¬' - sentou no chão da cozinha depois de ter pegado o pão puro para comer. - Dormiu bem?

- Dormi sim... Aliviada por não ter faculdade e ter que acordar às seis... – Kagome percebeu que Inuyasha estava comendo pão PURO (xD). – Hum.. Quer manteiga? – ela perguntou com um sorriso amarelo.

- Nhanf.

- Tudo bem então... – e Kagome continuou a comer.

- Onde estão seus pais?

- Bom... – Kagome leu e disse. – Aqui está dizendo que eles estão em uma passeata a favor de filtros em chaminés de indústrias... – Kagome levantou a cabeça e olhou para Inuyasha. – Pelo jeito eles não voltam tão cedo. Eles ADORAM essas passeatas...

- Então você não tem nada para fazer hoje? - concluiu ele.

- Parece que... Não...

- Eu tenho. Um monte para falar a verdade: comprar uma casa, trazer as roupas para cá, tirar o carro da frente do aeroporto, dizer para o Myouga que desisti da carreira..

- É... Parece que você REALMENTE quer fazer isso... – Kagome terminou seus PÃES e guardou a manteiga. – Quer ajuda?

- Eu não estava brincando quando disse que vou! Por que você não acredita?

- Ahh... Eu acredito sim... Só estou um POUCO abismada.. Só isso...

- Você não tem nem idéia do que eu faria só para ficar perto de você.. - disse sorrindo, ainda sentados no chão.

Ela sentou-se ao lado dele e ficou olhando para seu rosto.

- O que você seria capaz? – ela ficou curiosa.

- Curiosidade mata! - disse atiçando ainda mais a curiosidade dela.

- Chato... – Kagome bateu de leve nele. – Se for assim, acho que eu preciso me enterrar, porque já morri...

- Você quer saber as coisas que eu fiz ou as que pretendo fazer?

- Qual você pretende me responder? – Kagome estava achando interessante aquele jogo de perguntas.

- Não sei.. Só vou responder uma!

- Estou pronta para ouvir... – Kagome continuou olhando para ele.

- Tá bom.. Além de eu ter parado a novela do nada.. deixa eu ver.. - ele fez uma cara de pensativo. - eu acabei de perder o meu carro e Sesshoumaru vai me atormentar o resto da minha vida que eu fiz uma besteira como sempre, porque sou idiota e PIOR, vou ter que viver na mesma cidade que Miroku.

- Nossa... Você realmente gosta de seu primo... Isso é que é prova de gratidão... ou sei lá o que... – Kagome parou de falar, mas de repente pareceu-se lembrar de algo. – Você lembra do primeiro dia que a gente se conheceu e que eu disse que sabia dançar? Eu tinha prometido uma coisa para você...

- Aham.. - foi uma das respostas menos convincentes que tinha dado.

- Eu tinha prometido te ensinar a dançar valsa... Lembra? Você disse que tinha até pedido sua mãe, só que.. Não sei o que aconteceu...

- Lembro.

- Nossa... – Kagome parou com sua empolgação. – Parece que você não está nem um pouco animado... Tudo bem então. – Kagome se levantou do chão e estava se dirigindo a porta para o jardim.

- Não, não..! - ele a parou segurando-a pelo pulso. - Você pretendia em ensinar agora?

- Ahh.. é... eu estava pensando nisso... Mas depois me lembrei que aqui não tem música, sequer um som... então...

- Eu não me importo! - sorriu.

- Então tudo bem... – Kagome ficou parada na sala olhando para ele, dando uma de professora. – Bom... eu nem sei por onde começar... mas eu lembro que a minha professora me disse no primeiro dia de aula que você precisa ter leveza... precisa ter a sensação de que está voando.

Inuyasha arqueou uma das sobrancelhas e fez uma cara esquisita.

- Ah?

- Inuyasha... bem... olha sabe o que eu aconselho para você sentir que está flutuando? Fecha os olhos... – Kagome tinha ficado na frente dele, bem próxima.

- Pronto. - não enxergava mais nada, só sentiu Kagome pegar em sua mão.

- Respira bem fundo e devagar sentindo o ar entrar em você. Agora pensa que você está no melhor lugar do mundo... Um lugar só seu... Que você pode fazer o que quiser... Como quiser... Sem ninguém falar nada ou se intrometer. Pensa em uma pessoa que te faz ficar feliz em paz... Você está junto dela, está tranqüilo... Sem se preocupar. Você se sente leve... Cada vez mais leve... – Kagome ainda estava segurando as mãos dele. - E então? Algum progresso?

- Nós estamos fazendo yoga? - perguntou abrindo um dos olhos, divertido.

- Não seu bobo... eu estou querendo te ajudar a se acalmar, só isso... se não, você nunca vai conseguir dançar valsa. É uma dança muito espiritual. As pessoas precisam ver que você demonstra leveza e que está calmo. Mas... serve de Yoga também... – ela riu.

- Feh, se você diz.. - disse tornando a fechar os olhos.

- Você está se sentindo... ahh... pelo menos mais leve? – Kagome perguntou.

- Não, me sinto entediado. - abriu os dois olhos de novo. - tem certeza que é assim? - perguntou impaciente.

- Ahh... Quer saber? – Kagome soltou as mãos dele. – Eu vou te ensinar a prática direto, mas se você não ter leveza não vai se sentir como se estivesse dançando realmente... Então... Bem... Para dançar você tem que ter uma postura impecável.

- Impecável como?

- Assim... – Kagome foi nas costas de Inuyasha e colocou uma mão nas costas e uma no peito, endireitando sua postura. – A cabeça sempre pra cima... – Kagome elevou seu queixo para cima... – Nunca olha para baixo. E... olhe sempre para os meus olhos, nada mais que isso. – Kagome ficou de frente para ele novamente.

- É esquisito... - disse. Tinha até prendido a respiração para poder ficar na posição, o que fez Kagome rir. - Que foi agora?

- Nós dançamos... – Kagome elevou o braço direito dele, junto com o seu. Colocou a mãe esquerda dele em sua cintura e a mão esquerda dela no pescoço dele.

- Ótimo, se eu soubesse..!

- E... como eu sei que você não sabe... – Kagome saiu da frente. Nós não vamos dançar juntos tão cedo.

- Bruxa! - Inuyasha se jogou no chão emburrado.

- Ei... eu disse que você poderia se sentar? – Kagome puxou Inuyasha de volta. – Nós vamos começar a dançar separados... vou te ensinar os passos mais fáceis... que dá para fazermos sozinhos, entendeu?

- Claro chefinha!

- Chefinha? – Kagome olhou para ele.

- Por que? É chefinhO?

- Ahh... melhor não discurtir... – Inuyasha ia responder, mas seu celular tocou e a voz irritante de seu empresário soou forte e zangada.

- Onde é que você está seu imbecil?

- Em Shibata... – disse calmo como se já esperasse o que ele ia falar.

- O QUE? - o empresário berrou no celular. Kagome tinha até levado um susto. - Você por acaso ficou louco? SERÁ QUE VOCÊ ESQUECEU QUE TEM GRAVAÇÃO DA NOVELA HOJE?

- Ah é.. Eu parei de gravar novela.. - disse girando os olhos.

- Como assim... Eu parei de gravar novela? – E recomeçou a gritar. – E O CONTRATO? E A FAMA, O DINHEIRO SEU IDIOTA! VOCÊ SIMPLESMENTE, NÃO PODE, OUVIU BEM, NÃO PODE FAZER ISSO!

- Acabei de fazer velho.. Eu vou ter que desligar, tenho que... Não, não tenho nada para fazer. Tchau. - desligou antes do outro poder responder, mas o celular, insistente, voltou a tocar e Inuyasha, calmo como sempre, arremessou-o contra a parede. - Onde paramos?

Kagome apenas ficou piscando para o celular jogado no chão. Inuyasha era pior do que ela pensava.

- Aham, mas não preciso dele! Já tenho o que eu quero: você. - O que era a mais pura verdade.

Kagome voltou sua cabeça para Inuyasha e sorriu. Adorava quando ele falava aquilo. Nunca tinha sido tão amada daquele jeito.

- Tudo bem... eu acredito. – disse fazendo uma cara engraçada.

- É verdade bruxa!

- Eu sei... – Puxou Inuyasha. – Agora temos que dançar, não é mocinho? Eu prometi aulas e sendo uma boa professora tenho que fazer de você um pé-de-valsa!

- Ah? Pé-de-valsa? Hahahhahahaha..

- Digo sim... – E Kagome ficou ensinando os passos sozinhos para Inuyasha. No início ele REALMENTE não sabia dançar. Mas, Kagome conseguiu um progresso bem GRANDE. Ele já estava gostando da coisa e pegando ritmo.

OoOoOoOoOoOoO

- Está nevando. - comentou Inuyasha andando ao lado de Kagome. Tinham acabado de comprar sua mais nova casa. Era perto da dela, mas muito mais perto da casa do primo.

- É... Isso me lembra da escultura daquele casal que a gente "SEM QUERER" destruiu... - e começou a rir.

- Escultura? Aquilo era somente um bolo de neve!

- Ah.. mas significava alguma coisa para eles, ué... – Kagome tinha ficado séria, mas não agüentou e começou a rir de novo. – Tudo bem... era apenas um bolo de neve.

- Não está com frio? - perguntou passando um dos braços sobre os ombros dela.

- Um pouco... Mas, assim como eu estou está bom...

- Quer passar na casa do meu primo? Eu tenho que dar uma explicação mais razoável por tê-lo acordado no meio da noite.

- Ahh... – Kagome ficou um pouco desconfortável, afinal... ir a casa de um estranho não é lá um piquenique. – Tudo bem... eu vou sim.

- Prometo que vai ser rápido! Além do mais, é culpa sua mesmo..

- OK... Eii... culpa minha? – e Inuyasha tomou o outro lado da rua como rumo para a casa de seu primo, que ficava próximo daqui. Chegaram à frente de uma casa branca e azul. Kagome estava MUITO desconfortável. – O que eu tenho culpa?

- É! Se você morasse mais perto, eu não precisaria ligar para o Miroku no meio da noite para pegar um avião para poder chegar aqui!

- Oh.. desculpe-me se eu resolvi morar longe de você... Prometo que dá próxima vez me esforço para você ficar feliz... – e ela ouviu uma voz vinda de dentro da casa.

- Acho bom! - disse brincando. O jovem dos olhos azuis logo apareceu na porta.

- Ahh... e aí está o Inuyasha... Meu primo favorito... - Miroku abriu o portão, até que seu olhar foi parar em Kagome, e ele assobiou. - Então... qual é o nome dessa senhorita tão linda?

- Sai Miroku! - puxou mais Kagome para perto de si. - MINHA namorada. - Kagome, literalmente amassada, abriu um sorriso para o primo de Inuyasha, cumprimentando.

- Meu nome é Kagome... prazer. – e estendeu a mão.

- Higurashi? - disse impressionado. - Você fez mágicas com o Inuyasha!

- Feh!

- Mesmo...? – Kagome olhou para Inuyasha. – Não sabia que tinha o dom para fazer mágicas... O que eu melhorei nele? – ela tinha ficado curiosa.

- Tudo! Ele fica super mal humorado quando passa mais de duas horas sem você, tinha que ver como ele acordava!

- Eii! Eu ainda estou aqui! - passou reto por Miroku que ainda conversava com Kagome na porta e se sentou no sofá.

- Isso é bom... Quer dizer que ele acordava de mal humor? – Kagome estava caminhando e conversando com Miroku. Eles se sentaram e começaram a conversar animadamente. – Eu queria ver essa cena...

- Não só acordava, como passava o resto do dia! Chegava a ser engraçado!

- Eu já imagino... Teve um dia que ele acordou e eu entrei no quarto, ele não estava mal humorado, mas também não estava bem humorado. Ficava resmungando pelos cantos até comer... aí, quando comia ele parava. Acho que ele não come para viver e sim vive para comer. Você já viu o TANTO que ele come?

- Cara, minha mãe tinha que sair para ir ao mercado todo dia! Eu ficava impressionado! - Miroku lembrando-se de algo começou a rir. - no primeiro dia, a gente fez um almoço só que não tinha muita coisa, tivemos que almoçar fora por causa dele! E quando ele fica bufando pelos cantos?

- Isso é divertido. Quando ele fica bufando. Ele fica indignado e fica emburrado que nem criançinha por qualquer coisa. É bem fofinho. – Kagome ria compulsivamente, enquanto Miroku ia contando histórias de Inuyasha.

- Vocês querem parar? - disse se fazendo presente, emburrado.

- Opa... parece que esquecemos dele. – Kagome se levantou do sofá que estava com Miroku e foi para o sofá em que estava Inuyasha. Chegou perto dele e o abraçou bem forte. – Você sabe que eu adoro tudo em você. Você pode ser mal humorado, resmungão. Mas eu adoro isso, viu?

- Bruxa.. – disse o apelido de forma carinhosa a abraçando de volta. Até que seus olhos bateram em Miroku que os olhava com um sorrisinho esquisito. – Tá olhando o que??

- Nada... nada mesmo. Parece que você REALMENTE estava falando a verdade quando disse que ela era especial... – Miroku mudou de assunto. – Bem... então, a que devo a honra dessa visita?

- Eu não posso 'só' visitar meu primo?

- Pode sim... eu só estava PERGUNTANDO! – o celular de Miroku começou a tocar até que ele pegou e viu de quem era a chamada. – Bom... se vocês me derem licença, tenho que atender. Fiquem a vontade. Já volto. – E foi para o escritório.

- Gostei dele. – Kagome disse. – Do seu primo... ele é bem engraçado.

- E eu? - perguntou enciumado.

- Você o que? – ela saiu do abraço para encará-lo.

- Você tá dando em cima do meu primo?

- Ai meu Deus... – Kagome sorriu divertida. – Você está com ciúmes do seu primo? – ela começou a rir par valer. – Inuyasha, eu só disse que ele é divertido.

- Keh!

- Você sabe que adoro quando você faz essa cara de bravo. – e se aproximou dele e o beijou.

- Vou viver assim então..! - riu.

- Ah.. assim também não... – e se afastou dele. – Tem que ser algumas vezes para ficar de surpresa. Mas... você sabe do que eu gosto mais?

- Não..

- Do seu sorriso. – Ela sorriu para ele e ele devolveu o sorriso encostando sua testa na dela.

- Também adoro o seu!

- Eii, chega ai os pombinhos!! - Miroku disse e Inuyasha bufou. - Vai ficar para o almoço? Nós estamos preparados! - falou rindo.

- Ahh... eu não queria dar trabalho... não mesmo... – Kagome ficou um pouco encabulada.

- Que isso Ká! Quem dá trabalho é o Inuyasha! - Kagome riu.

– Bom... já que é assim... Eu fico, se o Inuyasha concordar. – e olhou para ele esperando uma resposta.

- Quem dá trabalho é o Inuyasha. - disse com a voz esganiçada. - Só por causa disso eu vou ficar!

Inuyasha, Kagome e Miroku dirigiram-se a mesa para o almoço recém preparado. A mãe de Miroku tinha cozinhado para um batalhão. Parecia que a população de Tókio estava em peso na casa dele esperando a comida. Mas não precisava de toda a população. Só o Inuyasha já bastava.

- Ehehe! Tá cheirando bem! - disse animado. Miroku e Kagome se entreolharam quase rindo.

- Mi, Sango não vem para almoçar também?

- Ela acabou de me ligar e disse que não podia, porque uns parentes iriam visitá-la hoje. – Miroku sentou-se à mesa.

- Espera um minuto... – Kagome virou-se para Miroku. – Essa Sango... bem, ela faz faculdade de música?

- Faz, por que? Você conhece ela? - disse empolgado. - minha namorada é famosa!

- Tenho pena dela.. - Inuyasha comentou já começando a comer

- Nossa que mundo pequeno! Eu a conheci no meu primeiro teste para entrar para faculdade. Desde então, nós sempre nos falamos. Ela é uma pessoa muito legal. – A mãe de Miroku começou a servir o almoço, em que havia arroz, peixe e diversas qualidades de salada.

- Que interessante.. - Inuyasha tinha terminado sua primeira rodada e ia para a segunda todo feliz.

- Vamos falar dos momentos constrangedores da vida do Miroku! – a mãe de Miroku falou sorrindo.

- Mãe!

- Parece que essa família tem bastantes momentos constrangedores... Primeiro o Inuyasha agora o Miroku... – Kagome se virou para a mãe de Miroku. – Sou toda ouvidos senhora Himura.

- Ah.. Eu não lembro muita coisa do Inuyasha.. Para falar a verdade, eu nem era nascida quando Inuyasha era criança.. - disse pensativa.

- Hahahaha... Ninguém era nascido nem quando o Inuyasha tinha 20 anos! Ai!! - exclamou depois do soco que tinha levado.

- É... eu sei disso... Quando o Inuyasha tinha essa mesma aparência de hoje eu ainda era um bebê... isso é estranho... – Kagome pensou por um momento.

- E bota estranho nisso... Ai! – mais um soco.

- Eu não sou velho!! - Inuyasha disse parando de comer.

- Tem razão.. - Miroku ficou sério. - desculpa, você é PRÉ-HISTÓRICO! Hahahhahuahahaha

- Quando Miroku tinha 6 anos, ele adorava ficar olhando para um ventilador.

- Miroku... você é psicopata por ventiladores? – Kagome perguntou curiosa para ele.

- Não.. eu..! Ahn!! Por que a gente não volta a falar do Inuyasha?

- Ah, ele tinha medo de um desenho.. Qual era mesmo? Era..

- Tom e Jerry.. - disse Inuyasha gostando do rumo da conversa.

- Você tinha medo de Tom e Jerry? Mas aquele desenho é tão... bobinho! Só tem o Tom correndo atrás do Jerry e ele sempre se dando mal... – Kagome estava achando tudo aquilo muito divertido. A família de Inuyasha era incrível.

- Não... – começou a mãe de Miroku. – Ele sempre achava que o Tom iria vir para atacá-lo que nem ele fazia com o ratinho... por isso ficava agarrado na minha perna sempre que começava o desenho.

- Hahahhhahhaha! Era muuuuito engraçado!

E assim seguiu o almoço. A mãe de Miroku falando dos podres dele. Inuyasha comendo, rindo e comendo de novo, e Kagome feliz por estar em um lugar tão leve e tão engraçado. Aquilo sim era uma família bem estranha, mas ao mesmo tempo unida.

OoOoOoOoOoOoO

Andavam pelas ruas quase desertas da cidadezinha. O almoço que durou até um pouco mais que 18:00 tinha sido muito divertido. Apesar de miroku ter passado a mão duas vezes em Kagome, o que não deixou Inuyasha com um dos seus melhores humores, mas nada que Kagome não pudesse resolver.

- O que a gente faz agora? - perguntou.

- Bom... eu estava louca para ir ao laguinho no templo... Estou sentindo uma falta de lá. Eu gosto de ir refletir... Quer ir para lá?

- Você não pretende nadar nessa frio né?

- Claro que não... e mesmo que eu quisesse, o laguinho provavelmente vai estar congelado. A não ser que eu fure o gelo e queira sentir a temperatura das águas do ártico.

- Então tá.. - começaram a subir a escadaria em silêncio. Silêncio esse que durou até o final da escadaria. - O que você faz em dias assim?

- Bem... eu gosto de ficar do lado de fora da casa... levo uns trezentos edredons para me cobrir e fico escrevendo ou desenhando, ou pensando na vida. Fico até a noite, deitada na grama vendo as estrelas... São lindas sabia?

- Não sei.. Na cidade não dá para vê-las muito bem.. É muita luz.

- Tá... - ela entrou dentro de casa e ele seguiu o caminho de onde ACHAVA que era o lago. - Por que não tem um placa "lago por ali"? Essa casa é gigante! - o chão estava completamente coberto de neve e em contraste com as árvores que cercavam o templo ficava lindo, mas o hannyou nem percebia. Estava ocupado demais procurando o lago.

Kagome desceu as escadas correndo com os edredons tampando seu rosto. Foi em direção ao jardim e não encontrou Inuyasha na porta.

- Eu falei para ele me esperar... teimoso. – e saiu em busca dele, com os edredons AINDA tampando sua visão.

- Onde é que eu vi parar? - virou de um lado para o outro, e nesse vira vira, acabou encontrando o monstro do edredom. Ah, não.. Era Kagome com os edredons. - O que tá fazendo bruxa?

- Ah... sei lá... eu estava procurando um certo hanyou que deveria estar na PORTA ME ESPERANDO. – Kagome falava, mas sua voz ficou abafada pelos edredons estarem em frente ao seu rosto. Inuyasha só sorriu com a cena.

- E eu estava fugindo do monstro dos edredons!

- Que monstro dos edredons? Você está louco é? – Kagome ia dizendo isso com a voz abafada e engraçada até que parou... – Ei... – e ela se tocou. – Eu não dou monstro dos edredons. – e dizendo isso colocou os edredons na grama e cruzou os braços em sinal de irritação.

- Eu não disse que era você!

- Ahh.. então.. quem seria? Por acaso a árvore te assusta?

- Aham.. - disse fazendo uma voizinha manhosa e um biquinho de criança. - Eu quero a minha mãe!

- Quer sua mãe é... – Kagome chegou perto dele e parou. – Então acho que vou pedir ajuda a alguém mais forte... maior... não sei. – Ela começou a se virar para trás...

Antes que ela desse dois passos, ele já tinha pegado os edredons e posto um deles em seus ombros.

- Você é muito boba..

- Você é BEM mais bobo... pode ter certeza... - Kagome voltou a acompanhá-lo.

- Eu não sou bobo!

- Ahh... ta bom... e eu sou uma princesa... – Kagome riu.

- É!

- É o que? – Kagome já tinha avistado o laguinho, agora com flocos de neve nas bordas. Ela correu e chegou à frente de uma frondosa árvore e esperou Inuyasha com os edredons.

- É o que o que bruxa?

- Você disse "É" depois que você disse que não era bobo e eu disse que eu era uma princesa. – ela pegou os edredons e colocou dois deles na grama para eles se sentarem.

- Ainda por cima é lerda! Você disse e eu sou uma princesa e eu disse é! Você é uma princesa! Minha, mas princesa! - sentou-se no amontoado de neve coberto pelos edredons. - bruxa.

- Hanyou chato e bobo! – ela se sentou no edredom e pegou um outro para eles se cobrirem. – E você é meu príncipe... tudo bem... veio com alguns defeitos de fábrica...

- Como assim!?

- É... – e puxou o edredom para ela. – Você é ciumento, comilão, chato às vezes, hum... eu tenho certeza que tem mais.. só não estou me lembrando... – ela fez uma cara de pensativa.

- E você é baixinha, gordinha, irritante.. - retrucou.

- Hei... – ela deu um empurrão nele... – não precisa exagerar... posso ser baixinha e irritante, mas gorda?

- Gordinha.. Mas até que você é gostosa! - disse rindo

- Hei... – ela tinha ficado corada... – Ninguém nunca me disse isso... que eu sou.. ehh.. – ela ficou mais corada ainda.

- Gostosa? - disse rindo ainda.

- É... – ela já estava no estágio "Tomate mais que maduro". – Sei lá... isso é estranho.

- Por que? - falou cada vez mais divertido.

- Não sei... mas é estranho. Você não acha? – Kagome já tinha ficado apenas rosa agora, não mais vermelha. Aqui até que era engraçado. Mas... NEM TANTO.

- Feh! Nunca me importei que me chamassem de gostoso. Eu sou mesmo! - concluiu convencido.

- Tudo bem... você é mesmo... Mas... eu não sou convencida assim... Para início de conversa, ninguém nunca me chamou assim, então eu não podia me achar como você se acha...

- Eu não me acho! Eu sabia que era gostoso antes de virar ator! Sempre fui, desde o colegial.

- Nossa... acho que depois disso vou voltar para a minha humildade e continuar achando que sou uma menina comum e sem graça... – Kagome abraçou seus joelhos.

- Hahhaa! Você acha que não é convencida, mas quer que eu fale que você é gostosa de novo!! Hahahhahhaa

- Eu? – Kagome olhou para ele apontando para si mesma. – Eu não quero nada... – e bateu nele. – Você quer parar com isso?

- Parar com o que? Eu disse que você era gostosa e você fez esse escândalo todo. Só para constar: gostosa é elogio!

- Ahh.. tudo bem... o que você quer que eu fale? "Muito obrigada por me chamar de gostosa?" – Kagome bufou. – Eu me sinto como se fosse um pedaço de comida, sei lá... tudo bem... é elogio. – disse imitando ele.

- Então tá.. Você não é gostosa. - ficaram um curto tempo em silêncio até um sorrisinho nascer nos lábios do hannyo. - É muuuuito gostosa.. Hauhuahuauhauhauhuah

- Em como em menos de um mês minha vida poderia ser uma novela... – ela começou a rir. Inuyasha franziu um pouco o cenho e ela continuou. - É sério... e não estou fazendo nenhum trocadilho... – Kagome mantinha seu olhar no lago. – Um meio-youkai cachorro doido entrou na minha vida e a colocou de cabeça para baixo. Me mostrou um bando de coisas que eu nunca imaginaria na vida viver... me fez rir, ficar com raiva dele... e o mais importante... me fez amá-lo tanto que eu mal podia ficar um dia distante dele sem ficar triste.

- Ah é? - virou os olhos, agora, brincalhões para a jovem. - E quem é ele? - ela virou-se para poder encará-lo e disse:

- Disse. Por que? O que isso tem haver?

- Eu acho que realizei parte daquilo que eu queria... Tudo bem. Eu não sou uma princesa... – ela riu um pouco. – Mas eu encontrei meu príncipe.

Inuyasha mexeu as orelhinhas inconscientemente, sorrindo.

- Por que príncipe? Eu podia ser um pirata que navegava os sete mares e era temido por todos! - disse animado.

- Hei... é mesmo... – e ela se lembrou... – Que nem o Johnny!! Ahh... Capitão Jack Sparrow o melhor!! – e os olhinhos dela ficaram brilhando.

- Não! Esquece o Johnny! - disse fazendo careta. - Eu sou o primeiro!

- Primeiro o que? – ela fez uma de desentendida. – Johnny!! Ahh... – suspiro longo.

- Bruxa! Você tá fazendo de propósito! - ficou emburrado. Voltou o seu olhar para o laguinho, com floquinhos de neve.

- Ahh meu Deus... – ela disse com uma voz de criança. – Ele está com ciúmes do Johnny! – ela se aproximou dele e deitou sua cabeça no ombro do rapaz. – Você sabe que nenhum Johnny vai te superar, não sabe?

- Não, você tem que dizer mais vezes! - a cobriu com seus braços, como se só o edredom não fosse o suficiente.

- Tudo bem... – Kagome virou-se e olhou para ele. – Você é melhor que o Johnny, você é melhor que o Johnny, você é melhor... – até que Inuyasha a interrompeu...

- Eu sei disso..! - disse convencido novamente. Talvez ele nem percebesse que era assim. - eu sou muito melhor que Johnny Depp!

- É mesmo... – e ela ficou encarando ele, sem nenhum motivo.

- Eii, o que foi?

- Ahh.. nada. Eu gosto de ficar olhando para você. – Kagome sorriu. – Por que?

- Sei lá.. - fez-se silêncio novamente. Kagome se ajeitou melhor perto de Inuyasha e ficaram observando o laguinho, em volta, coberto pela neve que caia já há um bom tempo.

- Você sente muita falta da sua mãe? – Kagome perguntou distraidamente.

- Ahn? - perguntou meio surpreso com aquela pergunta.

- É... você sente falta dela? Olha... eu tenho minha mãe e a amo muito, mas a minha vó faz uma falta muito grande. Então... você deve sentir muita falta da sua mãe, não é? Sentir falta de alguém que ama muito por perto.

- Faz muito tempo.. Eu não me importo mais. - disse, mas aquilo não convenceu Kagome, principalmente pela mudança brusca do tom de voz.

- Você ainda não confia completamente em mim, não é Inuyasha? – Kagome levantou a cabeça e olhou novamente para o lago. – Parece que não...

- Eu só não gosto de falar disso. - disse curto e grosso.

Kagome abaixou a cabeça e se afastou um pouco de Inuyasha, se encolhendo mais ainda pelo frio. Ele era muito grosso quando queria. E ele, nem mesmo ele sabia como isso feria as pessoas.

- Acho melhor eu voltar para dentro de casa. – Kagome já tirando o edredom de cima dela.

- Tá.. - se levantou e carregando os edredons meio molhados até o templo.

Os dois rumaram para a casa de Kagome calados, frios. Nenhum ousou falar qualquer coisa. Kagome abriu a porta do templo e deixou aberta para Inuyasha passar. Subiu as escadas para guardar os edredons.

- Que droga Kagome! Você vai ficar me ignorando por causa disso? - estourou no meio do silêncio.

Kagome lá de cima ouviu os gritos de Inuyasha. Ele não confiava nela e isso era horrível. Como se pode amar sem confiança? Será que ele não entendia? Ela saiu do quarto sem saber o que fazer. Resolveu descer as escadas como se não tivesse ouvido o que ele disse quando ela estava lá em cima.

- Vai me ignorar agora? Então tá..!

- Eu não estou te ignorando. – disse Kagome séria e ríspida. Ela se sentou no chão e ficou olhando para a parede.

- Não.. Que isso! só não está falando comigo

- Ahh... então.. tudo bem... – Kagome levantou sua cabeça para poder olhá-lo. – O que você quer que eu diga? Alguma sugestão? – ela disse sarcástica.

- O que deu em você? - perguntou nervoso encarando-a. - eu não fiz nada!

- É... realmente... – ela se levantou irritada olhando para ele. – Você não fez nada! Apenas ahh... não sei... Não CONFIA EM MIM!

- EU CONFIO EM VOCÊ SIM!

- Ahh... é mesmo? – ela olhou ainda mais para ele. – Como você confia em mim depois daquilo que aconteceu lá fora, hein? Ou será que eu não mereço saber?

- Ahh tá! Tá explicado agora! Só porque eu não te falei da minha mãe você chegou a difícil conclusão de que não confio em você.. Realmente faz sentido! - disse irônico.

- Se para você não faz, para mim faz... – disse ela em um fio de voz.

- Você... não entende o quanto é difícil falar da minha mãe! - disse um pouco mais calmo.

- Eu acho que sei sim... – disse ela acalmando a voz também. – É da mesma maneira que sinto pela minha vó... mas eu sinto felicidade em falar dela... não adianta guardarmos rancor... temos que ter lembranças boas.

- Boas lembranças? Ah é.. Tenho ótimas: ela chorando pelos cantos então! Quando não era por mim, pelo meu pai..

- Ahh... Inuyasha... quer saber? Eu desisto de tentar ter uma conversa descente com você. Eu vou... – Kagome se calou um pouco. – Vou... dormir.. é... dormir. Amanhã tenho faculdade cedo, e depois tenho que ir na academia de dança.

Inuyasha deu um suspiro cansado e disse antes de ir:

- Te vejo amanhã...

- Tudo bem... – ela apenas disse isso. Nem abraços, nem beijos de despedida. Ela ficou um tempo parada pensando, mas resolveu subir as escadas indo em direção ao quarto.

OoOoOoOoOoOoO

Oláááá Geente!
Depois de um milênio e meio (não me perguntem o porque do meio), nós voltamos. É... e depois das lágrimas da separação do Inu e da Ká... os sorrisos. Pelo menos de vocês, porque eu estou p da vida. Sei lá... estou irritadinha, como diria meu amigo. xD
Eu quero uma barra de chocolate e eu não tenho! E eu quero um Inuyasha e um Edward também! (quem é Edward? Leiam Crepúsculo... aliás... melhor não. Já basta a concorrência das outras meninas... xD)
Bem... com a programação empolgante da TV, vou me despedindo. Daqui a pouco vou engordar mais 5 quilos porque vou comer um Hambúrguer... eu também não to nem aí. Ehh... eu tô sim. xD
Bjo o/
Aline Higurashi

Reviews!

krol-chan: Ahh! Obrigada!! Você achou que já tinha acabado? Tem uma surpresa pela frente(repare bem na frase no singular) huahuahuahu.. Ela já vai acabar sim.. Mas depende do ponto de vista! xD Espero que goste e que continue acompanhando Kah-chan! Eu sempre quis um nome que dessa para chamar de Kah.. É tão fofo! E o seu dá, então vou te chamar assim! Posso? xP Bjin!

Caroliinaa: Nossa, outra Carol! Vou te chamar de Kah também posso? xD Que bom que gostou! A gente fica muiiiiito feliz quando as pessoas dizem que gostam da nossa fic néh? :D Bjiin Kah!

Agome-chan: éé.. Pelo menos a Kagome passou em alguma cosia porque eu.. Hoje.. Ai, ai.. Estudei a toa..! Huahuahua.. Ainda bem que eles não ficaram separados por muito tempo! Sabe, por mim, eu fazia um cap inteiro com eles longe um do outro, mas a Aline é meio molinha.. Ai né! (não conta para ela ú.u) Espada..? Afiada já? O.O Pode deixar que vou seguir suas ordens chefa!! Pode deixar! Pode deixar! #pose de soldado# Espero que goste desse capítulo chefa!!