Capítulo 17

"Kagome Higurashi, 18 anos, baixinha dona de cabelos negros e ohos azuis escuros, mora na pacata cidade de Shibata, onde, por coincidência, mora o primo do nosso querido Inu, Miroku Hoshi.

Sim pessoal, essa menina foi a que conseguiu roubar o coração de Inuyasha Taishou e trancar a quatro chaves, como?

É o que veremos depois dos comercias."

- Ai meu Deus... – Kagome estava de olhos arregalados, fixos na tela da TV, que agora passava os comerciais. Sua boca estava ligeiramente aberta. Como aquilo pôde acontecer?

- Estava demorando.. - Inuyasha foi o primeiro a falar depois dos vários segundos em silêncio.

Um som começou. Era a vinheta do programa. Novamente Kagome fixou seus olhos na tela da TV. Era só o que faltava.

"Parece que o nosso galã, Inuyasha Taisho foi realmente fisgado por uma desconhecida. Kagome Higurashi virou a vida do hanyou de cabeça para baixo. Nosso lindo ator largou sua carreira bombástica para viver na cidadezinha da colegial. Algumas fontes confirmam que eles passam por um momento frágil. Algumas brigas abalaram o coração dos dois pombinhos, mas nada que alguns beijos de amor resolvesse."

Kagome continuava estática. Só faltava eles falarem que ela fazia faculdade de música e que seu sonho era ser cantora. Ahh.. e é claro. Que seus pais eram naturalistas. E que tal uma foto de capa deles em alguma passeata?

"Nascida em Tókio em três de setembro de 1990, filha de naturalistas radicais, Kagome não teve uma vida fácil. Aos treze anos ela já enfentava problemas." - Kagome prendeu a respiração, eles não fariam aquilo fariam? - "Amiga fiel a Yumi, Houjo e Aya; ela fazia de tudo para agradá-los enquanto eles a enganavam cruelmente. Eles forjaram um seqüestro de Kagome e ligaram para os pais pedindo uma grande quantia de dinheiro antes de deixá-la perdida por ai. Aos quinze anos, Kagome votou a encontrar os pais na pequena cidade de Shibata, onde vive até hoje. Infância difícil, os pais com medo de perdê-la novamente a privavam de muitas coisas, inclusive de amigos muito chegados."

- Eu não acredito que eles conseguiram... – Kagome começou a ficar vermelha. De raiva. – Como eles conseguiram saber disso?

- Desculpa.. - Inuyasha abraçou Kagome beijando o topo da cabeça da menina. A mulher que narrava não parava de falar.

"Ninguém sabe ao certo como nosso hannyou conheceu a Higurashi, mas eles fora vistos em uma sorveteria e e uma pizaria. No segudo dia, um dia muito chuvoso, a moça já tinha puxado Inuyasha para dormir em sua casa: O Templo Higurashi. É.. Talvez já saibamos o que o conquistou."

- O que eles estão pensando? – Kagome estava soltando fogo pelas ventas. – Eles não sabem nada da minha vida. Não tem o direito de falarem isso... – e de repente a raiva deu espaço para algumas lágrimas que foram sendo formadas.

"Entrevistamos Kikyou Tsumoto, atriz que trabalhava com Inuyasha na novela das sete. Ela diz que no início pensava que Kagome fosse só um passatempo e acreditava que logo logo ele voltaria para ela.

K: Ela virou a cabeça dele toda, pôs aquelas idéias estranhas de largar a carreira na cabeça dele e ele, como bom cachorrinho, obedeceu. Sabe, eu soube que eles passaram uns dias em um resort na montanha, depois daqueçe dia, Inuysaha ficou louco! Ele nem trabalhava mais direito e o mau-huor dele era insuportável. Foi aí que eu soube que ele tinha me trocado... "

Já Kouga diz ter outra versão na hist..."

- Chega.. - Inuyasha desligou a TV ainda abraçado a morena.

Kagome se encolheu toda nos braços de Inuyasha.

- Como essas pessoas podem fazer isso? – ela fungou. Uma singela lágrima caiu de seus olhos azuis. – Fazem tudo isso por causa de fama?

- Ká, não chora.. - ele apertou mais o abraço se é que era possível. Estava revoltado com isso tudo, tinham encaixado-a como 'vilã' da história quando foi ELE que desistiu, tomou a decisão SOZINHO. - Você sabe que eu não gosto quando chora.. - ele sussurrou num tom carinhoso.

- É difícil não chorar quando milhões de pessoas acham que você é uma pervesa que acabou com uma história. – Kagome tremia os lábios enquanto falava.

Inuyasha estava pensando no que dizer para consolá-la, mas era péssimo nisso. Nunca sabia o que falar e quando falava, acabava piorando. O telefone tocou e eles deixaram cair na caixa postou. A voz de Sango ecoou pelo lugar:

- Kagome, eu sei que você está ai.. - a voz dela saiu preocupada. - Não liga para isso não amiga.. Eles são uns idiotas que não sabem o que fazer da vida!

Kagome soltou um sorriso fraco para o telefone, como se Sango pudesse vê-la. Resolveu não atender o telefone. Não era o momento para conversar com alguém. Ela já estava bem melhor. Aquilo que Sango estava dizendo a fez melhorar o astral.

O bipe do telefone parou. Kagome levantou um pouco o rosto, enxugando as lágrimas que teimavamem descer. Respiroufundo e resolveu dar um sorriso.

- Eles não merecem minhas lágrimas. Preciso parar de ser um pouco manteiga derretida.

- Cara, como eu sou inútil! - ele fez uma cara de irritado. - A Sango, do telefone, conseguiu melhorar o seu astral!

- Pára! – Kagome se aproximou mais dele. – Você sabe que não é inútil. Eu só precisava de outra pessoa para me dizer o que eu já sabia. E, o que você diz é sempre o mais importante para mim.

- Pois é, mas eu não disse nada!

- Não precisa dizer... só de você estar aqui me abraçando é o suficiente. Eu já disse que perto de você eu me sinto protegida. – um sorriso grande se formou no rosto dela.

Inuyasha estava emburrado, mas quando viu o sorriso dela, não pode deixar de não sorrir junto.

- É engraçado né? Parece que tudo tá dando errado..

- É... isso não é novidade para mim... Sou esquisita mesmo. – ela soltou uma risada. – Mas, vamos esquecer disso, ok? Vamos fazer uma coisa melhor... alguma sugestão?

- Eu estava pensando em ficar aqui, no escurinho, com você! - agora que ela reparara que sem a luz da Tv, a sala ficava escura, só a luz da Lua que iluminava o local.

- Hum... adorei a idéia. – ela soltou-se do abraço dele olhando para seus olhos, que eram um ponto que brilhava em meio a escuridão.

- Quem disse que você podia se soltar? - arqueou uma das sobrancelhas, mas perguntou divertido a puxando para o seu abraço novamente, mas dessa vez, ela estava em seu colo. - Você não vai sair bruxa...

- Ahh.. é mesmo? Quer dizer que você me prendeu?

- É.. - concordou. - E não tem nada que vai fazê-la se soltar!

- Nada mesmo? - ela virou-se o rosto para encará-lo.

- Quero ver você tentar! - desafiou o hannyou.

- Posso mesmo? – ela se soltou dos braços dele e começou a espalhar beijinhos. Na testa, nas bochechas, no nariz, no pescoço. Até que ela deu um beijinho no canto da boca de Inuyasha, o que fez com que ele tremesse um pouco.

- Só? - a desafiou novamente sem afrouxar os braços ao redor de Kagome.

- Ahh... não. – ela se aproximou do rosto dele. Deu um leve selinho. Ele se aproximou querendo aprofundar o beijo, mas ela se afastou rindo da cara que ele fez. Estava provocando-o.

- É assim então? - ele emburrou a cara. Mas logo teve uma idéia, ela ia ver só..

- É sim... O que você quer mais? – ela olhou para ele curioso.

- Nada! - ele deu de ombros.

- O que o senhor está planejando? – ela deu um sorriso.

- Nada! - deu de ombros de novo.

Kagome ficou analisando o rosto de Inuyasha por algum tempo. Ele estava escondendo alguma coisa dela. E ele queria pegá-la de surpresa.

- O que foi? - perguntou todo inocente, só comprava quem não o conhecia.

- Você está planejando alguma coisa... – ela ficou observando seu rosto.

- Eu? Não.. Você está imaginando coisas.. - Ah... Aquele ar inocente não enganava Kagome. Ela estreitou os olhos para ele.

- Aham... Como eu não consegui convercer você sobre alguma coisa melhor do que me soltar... Não sei mais o que posso fazer.

- Então eu ganhei! - ele comemorou. Se aproximou para beijá-la e assim o fez. Aprofundou o beijo, espera... Ah sim! Inuyasha só abriu a boca, sem línguas.

Kagome passou os braços em volta do pescoço de Inuyasha. Quando o beijo acabou ela ficou um pouco curiosa. De onde o Inuyasha tinha tirado aquele beijo?

- De onde você tirou esse beijo?

- Meio beijo, pelo o que você fez!

- Ah é? – Kagome olhou para ele. – O que eu tenho que fazer para ganhar um beijo inteiro?

- Nada! Foi só.. Vingança.

- É seu vingativo... só por isso... Eu vou ficar cheirando o seu pescoço. – ela deitou sua cabeça no ombro dele e ficou lá. Lembrou-se do dia em que ele disse que ficava arrepiado com aquilo. Aquilo sim era uma vingança.

- Não pára! - ele se afastou um pouco, mas ela continuava a se aproximar. - Kagome, não vale! - ele riu.

- Vale sim. Vale tudo no amor e na guerra. – ela continuou deitada no ombro dele.

- Kagomeee! Não estamos em guerra! - Inuyasha chegou um pouco para trás, fazendo ela se desencostar um pouco dele, mas ela voltou de novo. Quando ele chegou novamente para trás, acabou por cair do sofá onde estava sentado levando Kagome junto. Caiu de costas no tapete, quase que quebrara a cabeça na mesinha de centro.

Kagome começou a rir. Rir muito.

- Nossa... olha o que você faz para fugir de mim! Quase quebra a cabeça...

- Se eu quebrasse a cabeça era culpa sua! - ele devolveu

- Não ia ser nada. Ia ser culpa sua... seu medroso! Achou que eu ia te atacar, é?

- Keh! Eu não tenho medo de você!

- Não parece... – ela riu. – Se não você não estaria fugindo de mim... – ela deu um sorriso maroto.

- Não estou fugindo!

- Aham... sei... – ela estreitou os olhos.

- Keh! Acredite se quiser! - Kagome voltou a cheirar o pescoço dele, mas desta vez ele não se moveu. Não ia se mover, ia provar que não estava fugindo. Depois ela que agüentasse.

- Você não vai agüentar por muito tempo... – ela começou a dar beijinhos no pescoço dele devagar. Passava suas unhas delicadamente do outro lado do pescoço. Aquilo estava se tornando engraçado. Mas não para Inuyasha que estava quase morrendo ali no chão.

- Kagome... - a voz dele saiu esquisita e ela continuou.

- Que foi? – ela disse em meio aos beijinhos que ela dava. Inuyasha parou antes de falar, se ele pedisse para parar estaria fugindo, mas se não falasse, ela continuaria. Então, a única solução plausível foi tomar-lhe os lábios, ela pararia de beijar e arranhar o seu pescoço.

Kagome ficou rindo internamente. Inuyasha sempre conseguia escapar. E aquilo era o mais engraçado.

Quem entrasse na casa do jovem naquela hora, iria pensar que eles estariam se agarrando no meio da sala. Kagome em cima de Inuyasha e entre as pernas dele, jogados os dois no chão, os cabelos negros se confundiam com os pratas de Inuyasha. Pararam só para pegar um pouco de ar. Kagome ia começar a falar que ele tinha fugido de novo, mas ele não a deixou nem chegar a segunda palavra, pois já sabia o que iria se tratar.

Quando pararam pela quarta vez, Kagome conseguiu finalmente falar:

- Você realmente gosta de fugir de mim... – ela riu. – Mas eu adorei a seção de beijos. - Ótimo, ela voltou no mesmo assunto.

- Oi? - perguntou inocente, deu três selinhos nela e sorriu. - O que? - a carinha inocente de Inuyasha chegava a ser inacreditável.

- Adoro quando você faz essa carinha de inocente. Parece até que é mesmo inocente e não sabe de nada.

- Eu não sei do que você está falando..

- Uhum... eu sei disso. Você nunca sabe de nada. – ela abaixou o rosto e deitou-se no ombro dele.

Os dois ficaram um tempoem silêncio. Quando Inuyashapercebeu, já estava com mechas do cabelo de Kagome enrolada nos dedos, aquilo agora era um vício, ele fazia e nem sentia.

Kagome suspirou cansada. Estava cansada tanto fisiamente quanto emocionalmente, para falar a verdade, estava mais cansada emocionalmente. A aquela briga com seu pai martelava em sua cabeça toda vez que parava para pensar e agora, tinha aquilo. Tinha virado a mais nova vilã 'arrancando' da sua vida na televisão. Fora o fato de sua vida ter sido exposta na televisão sem sua autorização. Não era para ninguém saber do que aconteceia ou deixava de acontecer em sua vida. Não era ela a famosa. E no final de tudo, descobriram o que tinha acontecido aos seus trezes anos. Uma coisa que só 5 pessoas sabiam, bem, não mais.

- Que horas devem ser? – Kagome perguntou baixinho para Inuyasha.

- Umas onze horas.. Já era para estar dormindo. - ele disse censurando-a. Kagome deu de ombros.

- Não estou com sono... – ela disse para ele. – Nem um pouquinho... vamos para o quarto?

- Depois você quebra o despertador - ele levantou. Enquanto falava, pegou-a no colo para botá-la na cama. - Acorda atrasada, xingando mil e uma coisas e reclamando que tem "cinco minutos para chegar na faculdade"! - Kagome só ria.. Era assim mesmo. Mas não era sempre, era? Nha, não era não..

- Estou me sentindo uma noiva sendo carregada... – ela riu. Inuyasha subia as escadas, até que chegou na porta do quarto e a abriu.

- Estamos treinando!

Ela soltou uma gargalhada. Inuyasha se aproximou da cama e a jogou nela. Ele deitou-se sobre Kagome e disse:

- Então, vamos ensaiar a parte pós-festa-irritante-que-as-pessoas-não-se-tocam-que-eu-quero-que-elas-vão-embora.. - ele fez uma cara estressada, mas logo a suavizou.

- Você realmente ODEIA festas... – ela riu. – Que parte vamos ensaiar? – ela perguntou fazendo uma cara de curiosa.

- Você me interrompeu! - ele disse. - Vamos ensaiar a parte em que curtimos o resto da noite, sim?

- Tudo bem... – ela deu um risada, enquanto passava os braços pelo pescoço de Inuyasha.

- Mas temos os textos.. - ele continuou e ela o interrompeu novamente

- Esquece os textos... na hora a gente vai saber o que dizer, tenho certeza.

- Melhor pra mim.. - depois da enrolação toda, Inuyasha começou a beijá-la, mas de um modo diferente. Agora ele a beijava mais desesperado e mais selvagem. Ela resolveu não ligar, eles eram noivos mesmo. Porém, quando sentiu ele começar a levantar a sua blusa, as garras afiadas arranhando delicadamente a lateral do seu corpo.. Bateu um desespero. Começou a respirar mais rápido. Ainda não..

Ele se separou dela abruptamente quando sentiu o cheiro dela mudar, estava com medo.

- Já parei.. - ele respirou fundo. - Desculpa.

- Não precisa se desculpar... só que... Inuyasha, eu nunca fiz isso. – Kagome encarou os olhos dourados do hanyou. – Eu confio inteiramente em você, só que, eu sou meio boba e...

- Tudo bem Ká.. - ele se moveu ficando deitado ao lado dela, mas inda conseguia encarar os olhos azuis. - Eu vou esperar.. Já esperei até agora mesmo!

- Não fica assim... – ela ficou de lado. Passou uma das suas mãos no rosto dele. – Eu prometo que quando eu estiver preparada, não vou ficar assim. Isso é uma das coisas que eu mais quero. E... prometo que você não vai ter que esperar a gente se casar. Eu te amo.

- Kagome, eu não vou te forçar.. - ele a abraçou protetoramente como sempre fazia. - Também te amo.

- Eu sei que não... Mas, quando for para ser, eu tenho certeza que vai ser o melhor dia da minha vida. – ela sussurrou, em meio ao abraço de Inuyasha.

- Deixa isso pra lá... Não ia dar certo mesmo. - Inuyasha ele deu de ombros. - Amanhã você acorda cedo.

- Ahh... – Kagome fez um cara triste. – Por que não ia dar certo? – ela não estava com sono. Sabia que amanhã ia acordar que nem uma doida, mas o sono teimava em não vir.

- Porque a gente ia acabar dormindo tarde! - explicou. - Eu preciso de um banho.. - "gelado" completou no pensamento.

- Ok... eu vou tentar dormir... Não quero acordar com a cara inchada amanhã de sono. – ela virou-se para Inuyasha e lhe deu um beijo calmo, mas ao mesmo tempo muito carinhoso. – Boa noite Inu. – e foi engatinhando na cama para se acomodar nos travesseiros.

- Boa noite.. - levantou-se seguindo em direção ao banheiro, gotas de gelo o aguardavam.

OoOoOoOoOoOoO

- Ei bruxa! - ele tentou chamá-la pela quinta vez em menos de um minuto. Ela não acordava de jeito nenhum. E dessa vez, ela ainda deixou o despertador tocar sozinho. - Você vai se atrasar! - ele tentou de novo. Nada.

Simplesmente parecia que estava em uma manhã de domingo. Enrolada nos cobertores, a respiração calma mostrava que ela estava tendo um sono bom e que não ia acordar tão cedo.

- Ká.. Levanta! - Inuyasha tentou um pouco mais alto. Ela se mexeu um pouco.

- Ohh.. mãe! – ela murmurou. – Só mais cinco minutos... ! Por favor! Eu prometo que faço o almoço hoje... – e ela virou-se para o outro lado, tampando a cabeça com o edredon. Inuyasha franziu o cenho.

- O que? - do nada pulou em cima dela. Ela levantou que assustada com os olhos arregalados e Inuyasha ria dela.

- Aii.. Seu louco! – ela piscou um pouco os olhos, se acostumando com a claridade. – Você quer me matar, é?

- Você não acordava! - ele explicou entre os risos.

- Mas não precisava pular em mim, né? – ela deu um sorriso. – Que horas são? – ela começou a se espreguiçar vagarosamente.

- Faltam exatamente trinta segundos para dois minutos da hora que você deveria estar saindo daqui.

- O QUÊ? – Kagome pulou da cama. – Por que você não me chamou antes? – Kagome foi correndo para sua bolsa, pegou uma muda de roupa e sua escova de dente. Correu para o banheiro e trancou a porta. – Ai meu Deus... a Kagura vai fazer picadinho de Kagome para o almoço hoje... – ela disse dentro do banheiro.

- Keh! Você é que é surda! - Kagome escutou Inuyasha resmungar do outro lado da porta. Estava escovando os dentes enquanto tentava desembaraçar os fios lisos e finos.

- Naum souu.. suordaa.. – Kagome dizia isso, enquanto sua escova estava na sua boca. Ela estava colocando sua calça jeans. Já tinha vestido seu tomara que caia vermelho e branco. Acabou de escovar os dentes, terminou de pentear os cabelos. Abriu a porta em disparada, pegou sua mochila.

Foi até Inuyasha, deu um rápido beijo nele. Mas, quando ela se virou ele a puxou pelo braço.

- Café..! - era um saquinho marrom claro (cor de totô, huauhahua) que cheirava a misto quente.

- Obrigada Inu! – ela pegou o misto, comendo rápido e ao mesmo tempo indo até a porta. Jogou um beijo para Inuyasha que fez um gesto com a mão como se tivesse pego no ar, logo depois guardando no bolso. Desceu as escadasem disparada. Se ela não chegasse morta na faculdade, Kagura trataria de realizar o serviço.

Kagome estava morta. Não. Kagura não matou ela. Mas só porque seria um desperdício perder sua voz. Graças a Deus, a aula já havia acabado e ela estava andando por aí a toa. Kagura tinha comentado sobre a gravadora e o CD. Era uma coisa a se pensar. Com muito calma. Queria não pensar naquilo. Então, foi correndo para o templo. Já tinha uma coisaem mente. Nadarna pequena cachoeira atrás da casa. Afinal, seus pais tinham ido visitar sua tia naquele dia. Correu para subir as escadas mais rápido. Precisava ir ao seu quarto e colocar um biquíni.

OoOoOoOoOoOoO

Com certeza Seshoumaru era o ser mais irritante da face da Terra.

Tudo bem, nunca tinha ligado para aquela empresa idiota, afinal, sua parte já estava guardada e só iria deixar de ser dele se ele morresse ou se vendesse. Mas isso não vinha ao caso.

A TaIza era conhecida, não por muitos, mas também não por poucos. Trabalhava montando peças de carros, coisa que ele não entendia muito bem a ponto de 'vender'. O problema era que o idiota de seu irmão mais velho resolveu, que como ele agora, que não está mais fazendo nada, vai ajudar na empresa. E ponto!

Seshoumaru era retardado ou o que? Ele tinha largado tudo para SAIR de Tókio e agora ele vem com essa para ele ter que VOLTAR? Sem chance!

Fechou o laptop delicadamente, bem do jeito Inuyasha de ser. Estava sentado na cama, mas levantou e se espreguiçou olhando em volta: a cama ainda estava desarrumada assim como a mesa do café e a louça para lavar. Não tinha feito o almoço e não pretendia fazer. Nem sequer trocado de roupa ou penteado os cabelos.

- Bah! Que falta faz a Kaede... – falou sozinho indo para o banheiro

OoOoOoOoOoOoO

- Então, você vai aceitar? – Sango tinha parecido do nada na casa de Kagome. É.. esquece o laguinho. Ao que estivesse reclamanado, mas...

- Eu não sei Sango. – Kagome estava sentada no chão e Sango a sua frente. – É uma coisa muito difícil de se pensar. A mídia está todo sobre mim agora. Se eu lançar um CD então... nem posso imaginar. E eu já estou de saco cheio deles... – Kagome riu. – Eu estou até parecendo uma popstar metida.

- Eu fiquei p... - Sango fez prendeu o ar na boca para não falar a palavra feia, fazendo sua cara ficar engraçada. - com eles! Eles não tem noção do que falam! - suspirou. - Eu já tinha estourado com tudo! - a dona dos olhos chocolates riu.

- Você acha que eu fiquei como? – Kagome riu. – Eu tive vontade de pegar o primeiro avião para Tókio e esganar aquela apresentadora. Minhas mãos estavam coçando... Mas o Inuyasha e sua mensagem me acalmaram.

- Falando em Inuyasha... - o sorriso de Sango mudou completamente, culpa total da influência de Miroku. - Como vão vocês dois?

- Ahh... a cada dia que passa eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo. – ela deu um sorriso radiante. – Ele é tão carinhoso, apesar das grosserias. E.. me ama, acima de tudo. Ele quer se casar comigo Sango, você tem noção disso?

- Sério? Ahhhhhhhh! - gritou num tom agudo. Sango alcançava notas agudas quando queria, principalmente quando não era intencional - Mentira! E como.. Como foi? O que ele disse? O que você disse? Quando foi? Foi em restaurante?

- Uma pergunta de cada vez... – Kagome riu. – Ahh... foi lindo! Foi no dia que nós voltamos de Tókio. Eu tinha prometido a ele fazer uma dança do ventre. Aí... eu me preparei toda e tal. Quando eu estava fazendo, ele me pegou de surpresa. Disse que eu era a mulher mais perfeita do mundo (ele disse isso? xD Finge que disse), e que se eu aceitava se casar com ele. Eu disse que sim e ele então foi até a mala dele e tirou uma caixinha de veludo de lá...

- Ai que... fofo! Ele parece ser um fofo com você! Sabe.. Não em entenda mal e pelo amor de Deus, não conte ao Miroku! - ela disse, o sorriso ainda nos lábios.

- Ahh... que isso! E eu não conto, pode deixar. – Kagome ergueu a mão. – Olha a aliança...! E tem gravado uma palavra dentro. – retirou a aliança com cuidado e passou para Sango.

- Cadê... - pegou o anel com todo o cuidado do mundo e leu - Pequena?

- É... ele gosta de me chamar assim...

- Ai que lindo! - sorriu de novo. - Sabe, quando eu via ele na novela, com aquela pose toda de arrogante, resmungão e tal, quando ele ia falar com a Kikyo idiota, ele era todo fofo. Eu ficava imaginando como ele me trataria sabe? Aqueles amores bobos de fã para ator? Mas eu ainda nem conhecia o Miroku! Ele é assim com você?

- ELE É UM FOFO! E pior.. fica falando que não é romântico! Meu Deus.. ele é o homem mais romântico do mundo! – ela foi interrompida pelo celular da Sango.

- Ai desculpa.. - os olhos chocolates brilharam e Kagome já sabia até quem era. - É o Mi.. Depois a gente se fala então! Beijo Ká! - Sango se despediu da amiga e atendeu o celular descendo a escadaria.

Kagome fechou a porta e foi direto para o quarto. Colocou seu biquíni cortininha preto com palavras brancas embaralhadas. Precisava urgente de um mergulho no laguinho. Vestiu por cima um robe simple curto branco. Pegou sua toalha e foi correndo rumo ao jardim.

OoOoOoOoOoOoO

Inuyasha saiu da porta da faculdade com um bico do tamanho do mundo. Era a primeira vez que isso acontecia, dele ir buscá-la na faculdade e ela já ter ido embora. Mas também, ela demorou para voltar para casa, não o templo, a casa DELES.

Bem, pelo menos ele achava que ela deveria ter voltado para lá. Começou a subir as escadas do templo. Agora ele teria de agüentar aquele velho que Kagome chamava de 'pai'. Talvez se ele fosse por trás...

OoOoOoOoOoOoO

Kagome levou um sustou quando Inuyasha saiu do meio da moita. Ele sorria todo bobo quando viu Kagome de biquíni. Linda e radiante como sempre, as águas cristalinas iam até a cintura da jovem que tinha a mão no peito onde estaria o coração. Os cabelos negros molhados pingavam em suas costas e os olhos azuis escuros estavam mais claros agora por causa do Sol. Sorriu mais bobo ainda ao lembrar que ia casar com ela.

Kagome estava respirando rápido. Achava que tinha sido um ladrão. Mas era Inuyasha. Ele era mestre em dar sustos nela.

- Inuyasha... você adora dar sustos em mim, não é? – ela sorriu. Alguns pingos de água caiam em seu rosto.

- Eu lá ia adivinhar que você estava aqui? Não sou Power Ranger! - depois de seus momentos 'abobalhando' ele lembrou do detalhe. - Por que você não voltou?

Ela riu.

- Por que eu queria dar um mergulho aqui no laguinho. Aproveitei que o dia estava bom para isso... Não quer dar um mergulho?

- Não.. - ele se sentou na beira do lago e ficou olhando para ela.

- Você que sabe... – Kagome virou-se ficando de costas para Inuyasha e deu um mergulho.

Inuyasha ficou a observar a silhueta de Kagome no laguinho. Ela nadava devagar, mexia só os pés. Os cabelos negros ondulavam suavemente debaixo d'água e ficavam em contraste com a pele branca iluminada pela luz do Sol, que caia calidamente na água. Com certeza, ele guardaria essa imagem para o resto da vida.

Espreguiçou-se sentindo o leve calor que o Sol proporcionava. Apoiou-se nos braços e olhou o céu azul, sem nuvens. Era realmente um dia bonito. Sem ter o que fazer, olhou para o lado e deu de cara com algumas violetas nascendo. Pegou dois ou três delas, assim como algumas florezinhas amarelas que se arriscavam a nascer, amarrando-as com um pedaço longo de capim. Sorriu.

- Ká.. Chega aqui!

Kagome emergiu. Foi em direção a margem.

- O que foi? – ela perguntou. Ele encaixou a sua criação atrás da orelha dela e fez uma cara estranha.

- Eu jurava que tinha ficado bonito, mas você consegue deixar tudo a sua volta feio! É incrível!

Ela abriu um sorriso.

- Você é um bobo!. – ela apoiou as mãos na margem e o beijou. Saiu da água ainda o beijando. Então eles se separaram.

- Por que? O que eu fiz agora? - perguntou já na defensiva.

- Você fica me mimando e falando essas coisas... – ela se aproximou de ouvido dele. – Eu te amo... – ela sussurrou.

- Não falei nenhuma mentira - o hannyou sorriu. - E eu já disse que gosto de te mimar! Então, você vai ter que se acostumar com isso!

- Você vai ver como eu vou ficar convencida que nem você... – ela riu. – Adorei as flores. – ela disse, tentando olhar para cima.

- Feh! Eu não sou convencido! – ele emburrou.

- Eu sei que você não é... – ela o abraçou. Mas, aí ela se tocou. Ela estava molhada. – Ops... molhei você. – ela riu. – Agora você não tem como escapar... vai ter que entrar na água também. – e começou a puxar a mão dele.

- Não Kagome.. Eu não vou entr...! - já era.. Como tinha sido pego desprevenido, caiu contando na água, espalhando água para tudo quanto é lado. Voltou para a superfície pegando ar e logo depois, procurando a criatura que causou aquilo.

Kagome estava atrás dele. Ela pulou nas suas costas.

- Oii Inu! – ela disse e ele passou os braços para trás para poder segurá-la.

- Como você acha que eu vou voltar agora? Pingando? Sua maluca!

- Não importa... agora que eu consegui que você entrasse na água, vou me aproveitar disso... – ela deu um sorriso maroto.

- No que está pensando bruxa?

- Não sei... – ela olhou para cima, como se ela estivesse pensando. – Eu poderia me aproveitar de você. Ninguém iria ouvir. E ninguém iria poder te salvar.

- Ah, o que eu faço agora? - ele disse em falso tom de desespero.

- Não sei. Você pode tentar gritar ou se render.

- Me render? Inuyasha Taishou não se rende!

- Por nada? – Kagome olhou para ele duvidosa.

- Por nada! - ele soltou um breve riso. - Nada do mundo!

- Humm... Então quer dizer que nada compra Inuyasha Taishou?

- Nada...! - ele repetiu. - Quer que eu desenhe também?

- Chato... – ela se soltou dele e foi dar outro mergulho. Ela nadou um bom pedaço chegando até o outro lado da margem E Inuyasha já tinha até saído de dentro d'água. Espremeu os cabelos para depois, se sacudir que nem um cachorro.

- Viu! Depois você não quer que eu te chame de cachorro! Se seca que nem um! – ela riu, saindo da água e pegando sua toalha para se enxugar.

- Keh! - Inuyasha mexeu as orelhinhas. - Sua mãe tá te chamando.

- Ahh... – Kagome deu um suspiro e se aproximou do hanyou. – Olha Inuyasha... antes de eu ir para lá tenho que te falar uma coisa. Não vou poder ir para sua casa hoje.

- Por que? - o cenho franzido já mostrava a leve irritação do hannyou.

- Porque eu preciso conversar com meu pai sério hoje. Ele precisa entender. – Kagome viu que o hanyou não estava nem um pouquinho contente. – É sério... só por hoje.

- O que você acha que eu vou ficar fazendo o resto do dia? - ele emburrou a cara. Tinha que ser o velhote.

- Não sei... você pode ver um filme... pode passear pelo parque. Pode... dormir... – Kagome ia dando várias sugestões.

- Sem você...? - ele fez uma carinha tão triste que Kagome teve até dó, mas estava firme com sua decisão. Ia falar com o pai e resolver de uma vez por todas isso.

- Inu, entenda... por favor! Se eu não conversar com ele, ele vai ficar com aquela infantilidade até se a gente se casar... – ela passou a mão no rosto dele. – Prometo que amanhã eu passo o dia com você. Aí você pode escolher o que nós vamos fazer, ok?

- Keh! - cruzou os braços em frente ao peito. - Tudo bem então..

- Não gosto de ver você assim... – ela deu um sorriso. Então se aproximou dele e lhe deu um beijo.

- Não pense que isso vai resolver...! - bem, ele já estava sorrindo mesmo. Beijou-a novamente e se despediu. - Te vejo mais tarde! - e saiu andando por onde veio, sem subir A escadaria.

- Eii.. como assim mais tarde? – mas Inuyasha já tinha ido embora. O que ele estaria planejando? Kagome colocou seu robe e correu para dentro de casa.

- Kagome, vem aqui..! - Kagome percebeu que a voz de sua mãe vinha da cozinha e foi até lá. - Mamãe quer falar com você!

- Oi mãe! – Kagome apareceu na porta da cozinha. – Alguma coisa importante?

- Vou aproveitar que seu pai está fora. - parou de fazer o almoço, enxugando as mãos na roupa. Sentou-se no chão ao lado da filha. Suspirou, procurando as palavras. - você sabe como seu pai é não é? Ele já era protetor e depois do que houve então...

- Eu sei mãe.. – Kagome deu um longo suspiro. – Ele tem todo o direito de ser super-protetor... mas será que ele não vê que eu não sou mas aquela menina ingênua de 13 anos?

- Ele acha que o Inuyasha não é para você, porque é muito mais velho. Fora que ele não gosta nada do jeito que ele fica te chamando, sabe? De bruxa. - a mãe olhou para um ponto qualquer na parece. - Mas ele está tão cego de... Ciúmes de você que ainda não consegue ver como o Inuyasha fala 'bruxa' para você. Ele consegue fazer de um jeito que parece o melhor dos elogios, por isso, eu vou conversar com seu pai hoje à noite.

- Eu disse para o Inuyasha que eu não iria para a casa dele hoje, porque eu iria ficar aqui para conversar com o papai. – Kagome pegou as mãos da mãe. – Eu o amo demais mãe. Nunca me senti assim. É tão confuso e ao mesmo tempo tão bom ficar perto dele. - a mãe sorriu feliz pro saber que a filha estava feliz.

- Entretanto... – Kagome olhou para a mãe fazendo um bico em sinal de tristeza.

- Eu só quero que ele pare de te chamar de bruxa. Só por um curto tempo! Qualquer coisa é motivo para o seu pai achar que ele está errado.

Kagome soltou uma risada.

- Só isso? Vou falar com ele... Acho que vai ser meio complicado. Ele já se acostumou! Mas eu falo... – Kagome abaixou seus olhos. – Pena que só vou poder vê-lo amanhã.

- É melhor você começar a passar as noites aqui mesmo. Seu pai não gosta quando vocês dormem juntos, porque ele diz que não sabe o que acontece. - a mão balançou a cabeça em sinal de reprovação. - Mas não se preocupe, mamãe vai cuidar disso sim? - ela abraçou a filha.

- Obrigada mãe! – Kagome se deixou ser abraçada. Sua mãe começou a fazer cafunés em sua cabeça. – Só para deixar bem claro. Eu nunca fiz nada com o Inuyasha, mãe. Ele é tão carinhoso comigo. Nunca me forçou nada. Ele diz que se acostumou em dormir comigo. Com o meu cheiro. Me perguntou como ele iria dormir hoje sem eu do lado dele.

- Vou te contar um segredo... - a mãe riu. - Seu pai era todo assanhado, e eu acho, que é por isso que ele está com medo. - ela riu mais alto. - Do Inuyasha ser que nem ele.

- Ai meu Deus... – Kagome soltou uma gargalhada. – Eu não acredito! O sujo falando do mau lavado. – Kagome ficou séria. – Sabe mãe... teve um dia que... bom... a gente estava se beijando e tal, aí o Inuyasha me colocou na cama, porque já estava a noite. Mas aí, ele não parou de me beijar e começou a levantar minha blusa. Só que eu comecei a ficar desesperada. Não por ele, mas... ahh... eu não sei explicar.

- Ah querida.. É assim mesmo! Qando chegar a hora você vai saber..!

- Obrigada de novo mãe! – Kagome se soltou dos braços da mãe, levantou-se e foi em direção as escadas. – Vou tomar um banho! – ela andou até o quarto pegando suas roupas e sua toalha. Parece que ela iria mesmo ficar sem ver Inuyasha até o outro dia.

Chegou em casa cansado só de lembrar das coisas que precisava fazer: lavar a louça, fazer o seu almoço, ajeitar o quarto, fazer compras... Isso fora as papeladas do carro, da empresa, da casa, do cartório... Se jogou no sofá. Não dava pra fazer isso amanhã?

Não. Tinha que fazer isso hoje. Aproveitar que estava sozinho e resolver logo todas esses problemas.

- Tá bom.. Almoço! - levantou-se indo até a cozinha. Abriu o armário. Pegou um pote. Ramém, microondas, comer. Pegou uma frigideira, derreteu um generoso pedaço de queijo para jogar em cima do ramém. É, pelo visto, cozinhar ele ainda sabia.

OoOoOoOoOoOoO

Kagome já havia jantado e estava estudando algumas músicas em francês que Kagura havia dado para ela. Enquanto estudava, ficou refletindo sobre a proposta da gravadora. Era uma proposta e tanto. Tentadora ao extremo. Gravação para CD e clipes. Músicas indo direto para as emissoras de TV. Shows e programas ao vivo. Era realmente um sonho. Mas um sonho que estava borrado em sua mente.

Desde quando um certo hanyou apareceu em sua vida, ela só conseguiu pensar em um sonho. Passar o resto de sua vida toda nos braços dele. E aquilo era a coisa mais simples, mas ao mesmo tempo mais maravilhosa que ela poderia ter na vida. Nenhuma carreira se compararia a vida que eles poderiam ter juntos.

Ela afastou os livros de seu colo e deitou sua cabeça no travesseiro. Ela já tinha se resolvido. E seu maior sonho iria se realizar. Pensando nisso, ela fechou seus olhos, apenas comtemplando sua futuro maravilhoso a sua espera.

OoOoOoOoOoOoO

Desviou sua atenção da TV pela milésima vez. Não sabia o que diabos ela fazia ligada ainda. Talvez fosse só a preguiça de desligar ou só para convencer-se de que fazia alguma coisa de útil.

Estava sentado no sofá da sala agarrado ao travesseiroem que Kagomeusara para dormir na noite anterior. O cheiro dela fazia falta. A voz dela fazia falta. Até a respiração dela fazia falta. Ela fazia muita falta. e estava vendo justamente o filme que ela adorava com aquele ator idiota que ela amava, mas que ELE havia pego seu lugar. Sussurrou um 'bem feito' para o pobre do Johnny Depp como se pudesse ouvi-lo.

Voltou a se concentrar no filme, mas sem perceber, acabou por adormecer no sofá.