Capítulo 18

Ao contrário dos outros dias, Kagome levantou cedo. O brilho do sol nem era tão ofuscante. Suspirou pesadamente. Tinha que acordar. A faculdade a chamava. Foi ao banheiro, tomou um banho, escovou os dentes. Vestiu um vestido simples colado até a cintura, onde se abria em uma saia rodada. Era branco e tinha várias estrelas prateadas.

Desceu e viu que nem sua mãe, nem seu pai tinham acordado. Resolveu comer apenas uma maçã. Saiu da casa sem fazer nenhum barrulho. Hoje ela iria abrir a faculdade.

OoOoOoOoOoOoOoO

- Chegou cedo Kagome! - Sango sempre fora uma das primeiras a chegar e Kagome, bem, ela estranhou Kagome ter chegado tão cedo. - Dormiu bem? A faculade já estava aberta e aos poucos ela ia enchendo, as duas já se encontravam na sala de aula. Francês.

- É... hoje eu madruguei mesmo... – Kagome sentou-se atrás de Sango. – Eu dormi bem sim... Só senti saudades... – Kagome pensou alto.

- Saudades de que? - sango perguntou curiosa e sorrindo.

- Ahh...? – Kagome levantou a cabeça, limpando seus pensamentos. – O que disse Sango? Não ouvi, me desculpe..

- Saudades de que, pequena? - o sorriso aumentou ainda mais.

- Sango! – Kagome riu um pouco. – Será que eu sou uma pessoa tão óbvia assim? Acho melhor eu escrever na minha testa logo...

- É! Muito, completamente! - ela riu alto, mas rapidamente. - Você SEMPRE chega atrasada, agluam coisa estava errada hoje!

- É.. está errada mesmo... está errada, porque eu não acordei com os braços fortes me protegendo. Porque eu não pude encarar aquele olhos dourados antes de vir para faculdade. – ela abaixou ligeiramente a cabeça. – Foi só um dia... mas parece uma eternidade.

Sango sorriu mordendo um pedaço do lábio inferior.

- Então, é por isso que você se atrasa né?

- Acho que sim... – Kagome riu. – Parece quequando estou perto dele o tempo pára, e eu não estou nem aí se tenho faculdade ou não... – Kagome levantou a cabeça. – A Kagura vai me matar se souber disso.

- Ah, aquela bruxa velha reclama de tudo! - Kagome riu, sua amiga fazia uma cara engraçada quando falava de Kagura.

- Você realmente AMA a Kagura, não é mesmo? – Kagome ouviu um abrir de portas e avistou o vulto de Kagura passar por ela. – Falando na coisa...

Kagura entrou na sala e rapidamente todos ficaramem silêncio. Aulade francês. Era melhor prestar atenção ou nada de diploma.

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O hannyou de cabelos prateados caminhava rápido pelas ruas levemente movimentadas da pequena cidadezinha. Estava atrasado e com dor nas costas, já que dormira sentado no sofá. Resolveu que iria comer fora para não ter que lavar louça, mas antes, iria pegar Kagome na faculdade. Era incrível como não conseguia mais ficar longe da menina.

Depois de um tempo, ele chegou a faculdade e entrou sem nem cumprimentar o porteiro. Por sorte, viu Kagome conversando com Sango do outro lado.

Kagome estava de costas para ele. Sango que estava conversando animadamente sobre uma prova de música que ela tinha ido muito bem, parou na hora de falar.

- O que foi, Sango..? – Kagome olhou séria para ela. – Aconteceu alguma coisa? - de repente, ela sentiu que mãos grandes tapavam seus olhos. Mãos que ela conhecia muito bem.

- Buu!

Kagome sorriu. Quanta falta aquela voz fazia. Ela virou-se e viu os olhos dourados brilhando como nunca.

- Oi Inu-kun. – ela deu um abraço apertado. – Senti sua falta...

- E como... – Sango disse. – Você acredita que ela chegou CEDO na faculdade? – Sango foi andando para outro lado. – Vou indo... não quero ficar aqui sobrando. Beijos. – e correu para a porta.

- Você chegou cedo? Keh! Vai chover!

- Hei... nem chegou direito e já está falando seus "Feh"... – ela riu.

- Como assim? Eu não falei Feh, eu falei Keh!

- Ahh.. tanto faz... – ela abanou as mãos.

- Senti sua falta ontem.. - comentou o rapaz, começando a andar com um dos braços por sobre o ombro da moça.

- Eu também... você mesmo viu o que aconteceu. Eu acordei cedo. – ela riu. Sentiu os braços de Inuyasha a levar mais para perto dele.

- Você pode almoçar fora hoje, ou a Vossa excelência do seu pai não vai deixar? - Inuyasha perguntou em tom de deboche.

- Posso sim... – ela disse. – Sobre meu pai... bom. Ontem eu conversei com a minha mãe, porque meu pai não estavaem casa. Eela disse que ia conversar com ele quando chegasse. Só que eu acordei tão cedo, que eles não tinham acordado ainda, então eu não sei no que deu. – eles já estavam na rua, não tão movimentada.

- Você que tinha que ter falado com o velho bruxa!

- Não consegui, Inuyasha. Ele NÃO estava em casa. – disse uma Kagome um POUCO irritada.

- Eu sei disso! - retrucou no mesmo volume.

- Então porque fica falando isso? – ela se afastou um pouco do abraço dele.

- Porque era para você falar com ele e não a sua mãe!

- Só se eu fosse um fantasma ou sei lá o quê para ir onde ele estava. – Kagome estava ficando mais irritada. Será que ele não via que ela tinha tentado? O pai dela NÃO estavaem casa. Oque ela podia fazer?

- Keh! Você fala com ele hoje então!

- Ahh vou sim. Vou falar mesmo. Bom que eu durmo hoje de novo lá no meu quarto. – ela tinha se irritado de vez.

- Como assim bruxa?

- Como assim? Ué... vou para minha casa, dormir no MEU quarto. – Kagome parou bufando de raiva. Estavam em frente ao parque. Ninguém passava na rua naquela hora. – Simples não?

- Não! Eu disse para você falar com seu pai e NÃO para dormir lá! - ele devolveu.

- Mas para eu FALAR com meu pai eu TENHO que dormir lá. – ela colocou as mãos na cintura. – Ele chega tarde e por isso ele não deixa eu sair de casa depois que ele chega. Então já que você não está contente de eu não ter falado com ele ontem, eu falo HOJE.

- Eu vou lá te buscar então! - ele cruzou os braços.

- HAHAHA... Tá bom então! Ele COM CERTEZA vai deixar você me buscar, porque ele não tem nenhum POUQUINHO de ciúmes de mim!

- E EU não tenho? - a voz já começava a aumentar, ele praticamente gritava.

- O que que você NÃO TEM? – Kagome também elevou a voz.

- CIÚMES! Eu já disse que TENHO CIÚMES DE VOCÊ BRUXA!

- ISSO NÃO TEM NADA A VER COM A CONVERSA! – pronto. Instalou-se o barraco. Tomara Deus que ninguém ouvisse.

- ISSO NÃO É UMA CONVERSA! VOCÊ COMEÇOU A GRITAR DO NADA!

- EU COMEÇEI A GRITAR? - Kagome respirou fundo. - Olha eu vou falar com o meu pai. Pronto. - e saiu andando rumo ao templo.

- ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI?

Kagome resolveu não responder. Ele que ficaria lá. Falando sozinho. Nem tinham se visto direito e já estavam brigando? Ela continuou andando, mas ela quase tombou para trás quando Inuyasha puxou-a pelo seu pulso. Nem ela sabia que estava andando tão rápido.

- Droga Kagome! – exclamou, mas um pouco mais calmo.

Kagome olhou para ele, agora mais calma.

- Que foi? – ela cruzou os braços.

- É... Um motivo estúpido para brigar... - disse. E era mesmo.

Kagome, piscou um pouco os olhos. Respirou fundo e se aproximou dele.

- Você sabe que eu odeio brigar com você. – ela sussurrou.

- Eu sei..

- Então... vamos parar com isso, está bem? – ela abriu um pequeno sorriso. Inuyasha sorriu de volta pressionando seus lábios contra os dela, mas sem aprofundar o beijo.

- Vamos comer alguma coisa? - ele perguntou, enlaçando a cintura dela.

- Vamos... – ela riu. – Por que eu não me surpreendo com essa pergunta?

- Eu estou com fome, Bruxa!

- Aham... sei bem disso. – Kagome ficou séria e lembrou de uma coisa. – Falandoem bruxa. Inuyasha, minha mãe pediu para você parar de me chamar de bruxa. Pelo menos na frente do meu pai. Ela disse que isso está piorando ainda a situação, apesar de ele ser um tapado e não ver a forma como você me chama. Mas, ela preferiu pedir isso. Acha que consegue?

- Como assim parar de te chamar de bruxa? Eu sempre te chamei de bruxa e ele não tem nada a ver em como eu te chamo ou deixo de te chamar. - ele bufou irritado, mas quando olhou para Kagome viu os olhos azuis suplicantes e, ao mesmo tempo, ameaçadores. - Keh! Tanto faz!

- Obrigada... Prometo que você pode me chamar de qualquer outra coisa, menos de bruxa!

- Então eu vou te chamar de pequena..

- De pequena pode... e eu adoro que você me chame assim... – ela olhou para ele e sorriu.

- Por que? - perguntou.

- Porque... eu não sei. Não importa do que você me chama. O importante é que é você. Eu me sinto bem... só isso.

- Feh! - eles atravessaram a rua com uma Kagome grudada no braço de Inuyasha. - Onde você quer almoçar?

- Pode ser em qualquer lugar. Eu sei que estou com muita fome. – ela sorriu. – Estou passando tempo demais com você.

Inuyasha resmungou qualquer coisa perante o comentário de Kagome antes de adentrarem no Mc Donald's(propagandaaa!). O clima dentro do local era animado. Vários estudantes estavam espalhados pelas mesas conversando, e, apesar de não estar calor, o ar estava ligado.

Os dois seguiram até a pequena fila para poderem pedir.

- Vai querer o que? - Inuyasha perguntou, olhava para cima, onde estavam alguns dos hamburgers que eles serviam.

- Hum... – Kagome pegou o cardápio e passou os dedos entre os hambúrgueres. Até que escolheu. - Eu quero um Mc Chiken com batatas médias e guaraná...

- Vai escolher uma mesa antes que não tenha mais nenhuma.. - Kagome concordou e Inuyasha pediu.

OoOoOoOoOoOoO

Jogou outra batatinha dentro da boca. Era simplesmente a melhor batata, salgadinha, amarelhinha, crocante..

Os dois estavam voltando para o templo. Inuyasha, com o cabelo melado, ainda comia sua batatas e Kagome terminava seu Mc Colosso. Kagome estava tentado prender o riso e o hannyou percebeu isso.

- Você quer parar de rir?

- Desculpa..! - parecia que Inuyasha atraia confusões com crianças. Eles já estavam sentados quando uma mãe e um filho sentaram na mesa atrás deles. O garotinho cantava todo enrolado uma musiquinha, e, ainda por cima, cantava alto. Inuyasha, com a incrível paciência dele começou a discutir com a criançinha que jogou a coca cola em cima de Inuyasha.

- Keh! Você sempre fala isso.

- É.. mas é a única coisa que eu posso dizer... – Kagome riu mais um pouco. – Ninguém mandou você implicar com o menininho...

- Ele não parava de cantar! - explicou-se.

- A gente podia ter simplesmente mudado de lugar... – Kagome deu uma solução. – Agora você tem que tomar banho, porque tem algumas formiguinhas no seu cabelo...

Inuyasha bateu levemente na própria cabeça.

- Aquele pirralho! Ele conseguiu acertar a minha orelha! - ele estava começando a se irritar novamente.

- Não precisa se irritar... – eles tinham chegado à porta da casa de Inuyasha. Eles entraram e Kagome fechou a porta. – Agora vai lá tomar um banho... eu quero ver você bem cheirosinho.

- Keh! - o hannyou pegou uma muda de roupa qualquer e se dirigiu ao banheiro fechando a porta logoem seguida. Kagomeriu. Nem ela sabia o porquê, mas estava feliz. Se jogou na cama macia de Inuyasha.

Ouviu o barulho do chuveiro se abrindo. Parece que as formiguinhas iriam morrer afogadas. Riu com isso. Deitou sobre um travesseiro e se abraçou sobre outro. Ficou pensando no que deu a conversa de sua mãe com seu pai. Será que ela conseguiu convencê-lo de alguma coisa? Ou será que seu pai era tão cabeça dura que nada iria mudar sua opinião? Suspirou pesadamente.

Fechou os olhos respirando fundo. Agarrada ao travesseiro, conseguia sentir o cheiro do perfume que Inuyasha usava. Esperava realmente que seu pai entedesse. Ela amava Inuyasha, mais do que qualquer coisa que se podia imaginar e sabia que o jovem retrebuia, então.. O que seu pai via de errado? Saiu de seus pensamentos quando ouvia o barulho da porta sendo aberta.

Inuyasha viu Kagome deitada em sua cama e franziu o cenho. Será que ela tinha dormido? Terminou de desembaraçar os longos fios prateados, ainda sentia o cheiro da coca cola, mas ele não estava mais melado. Aproximou-se sem fazer barulho nenhum de Kagome.

- Agora está cheiroso. – ela virou-se e deu um beijo nele.

- Eu pensei que você tivesse dormindo br.. Pequena.

- Não.. só estava pensando... – ela suspirou.

- No que? - ele sentou-se na beirada da cama apoiando-se no braço que estava em um dos lados do corpo de Kagome.

- No que minha mãe pode ter dito para o meu pai... Se ele concordou ou não. Tenho que admitir.. ele é muito cabeça dura. – ela estava olhando para cima. – Não sei de quem ele puxou isso.

- Eu sei que você puxou isso dele. - riu.

- Hei.. – ela levantou a cabeça, apoiada em um braço e olhou para ele. – Eu não sou cabeça dura!

- É sim.

- Você também é. E olha que é MUITO mais do que eu...

-... - Inuyasha só fechou a cara.

- Ahh.. Meu Deus... – Kagome levantou-se e se aproximou dele, encostando sua testa na dele. – Ele ficou bravo... – ela passou os braços em volta do pescoço dele.

- Não, eu não fiquei! - ele tentou parecer irritado, mas não conseguiu.

- Não é? – ela riu. – Você não consegue me enganar...

- Bruxa! - beijou a menina rapidamente na testa, no nariz e depois nos lábios.

Kagome riu entre o beijo que Inuyasha deu nela. Não adiantava. Ele continuaria a chamando de bruxa.

- Do que está rindo? - encarou a com os olhos dourados interrogativos.

- Você nunca vai conseguir parar de me chamar de bruxa... – ela franziu o nariz.

- Porque eu sempre te chamei de bruxa!

- Eu sei... – ela deitou sua cabeça no peito dele. – Eu quero dormir com você hoje.

- Ah não, hoje você dorme aqui!

- Será que o meu pai me mata se eu fugir por uma noite?

- Não, eu não vou deixar ele te matar! - apoiou o queixo no topo de sua cabeça alisando seus cabelos. - Hoje você dorme aqui! - repetiu.

- Tudo bem, papai... – ela riu.

- Boba... - ele sorriu para ela. De vezem quando Kagomereparava em como ele realemente tinha cara de galã de novela, por exemplo, agora. O sorriso dele era perfeitamente moldado e mostrava os dentes perfeitamente brancos e pontudos.

- Nossa... – ela ficou olhando para o rosto dele. – Você realmente tem cara de galã. Eu sou a mulher mais sortuda do mundo. O meu namorado é o mais lindo.

- Keh! Eu sei disso!

- Eu sei que você sabe... Mas você é muito lindo mesmo... – ela resolveu puxar o saco dele. – Maravilhoso. Forte. Cheiroso, sem a coca-cola é claro. Gostoso...

- Tá, chega... - ele riu, rapidamente dando um selinho em Kagome

- Por que que quando eu falo você não gosta e quando você fala você fica falando e falando até eu não agüentar mais? – ela perguntou curiosa.

- Porque essa é a graça! - ele deu de ombros. - E não tem graça você ficar afirmando o que eu já sei.

- Ok, ok... eu paro... – ela levantou as mãos. – Eu preciso tirar esse vestido...

- Você quer tomar banho?

- Aham... – ela balançou a cabeça. – Mas eu não tenho roupa.

- Eu posso te emprestar uma minha se quiser...

- Ok... pode mesmo. Mas vai ficar ENORME.

- Você fica linda de qualquer jeito. - ele levantou-se para poder abrir o armário. Tirou uma de suas maiores blusas de lá de dentro entregando para Kagome. - Toma.

- Obrigada... - ela deu um selinho nele. - Ahh... eu preciso de uma toalha... - ela deu um sorriso amarelo.

- Tem no armário do banheiro.

- Ok... – Kagome entrou no banheiro. Iria tomar um bom banho.

Abriu o chuveiro e deixou a água cair. Queria passar um bom tempo assim. Só sentindo a água tocar seu corpo. Estava cansada de pensarem problemas. Perdeua noção de quanto tempo ficou parada de olhos fechados, até que ouviu alguma coisa no quarto. O que será que Inuyasha estaria aprontando?

- Kagome? - ela ouviu Inuyasha chamando-a por trás da porta. A voz preocupada. - Tá tudo bem?

- Está sim... por quê? – ela virou o rosto para porta, como se ele pudesse vê-la.

- É porque faz mais de meia hora que você tá ai dentro..

- Ahh... – Kagome fechou o chuveiro. – É que eu esqueci do tempo... – ela se enxugou e saiu do box, vestindo a ENORME blusa de lã de Inuyasha. Saiu do banheiro, chamando atenção de Inuyasha, que estava na janela.

- E então? Como estou? – ela deu uma girada. – Acho que posso até sair na rua assim...

- De jeito nenhum! - os olhos dourados encarando os azuis. Ele pareceu realmente ter acreditado no comentário.

- Por que? – ela resolveu fingir que tinha dito aquilo pra valer. – Não fiquei bonita? – fez uma cara triste.

- Você ficou linda.. - chegou bem perto dela a abraçando. - Mas só eu posso te ver assim. Você é minha, bruxa.

- Você é muito possessivo.. – ela riu.

- Só com o que é importante. - ele se afastou para poder ver os escuros olhos azuis.

- Que bom que sou importante para você. Você também é muito importante para mim. – ela encostou sua cabeça no peito do hanyou.

- Ei...

- Que foi? – ela se desencostou de Inuyasha, e olhou para os olhos dourados.

- Sabe o que deve estar passando agora?

- O que? – ela sorriu. – Não me diz que é Sakura...? – o sorriu aumentou ainda mais.

- Tá bom, eu não digo.. - ele deu de ombros.

- Ahhh...! – Kagome deu um gritinho. – É Sakura? – os olhos dela estavam brilhando.

- Não grita bruxa, minhas orelhas! - ele soltou do abraço para boter botar as mãos nas orelhinhas felpudas.

- Aii.. me desculpa! – ela deu um beijinho na bochecha dele e passou as mãos por cima das dele nas orelhinhas.

- Bah! - soltou as orelhinhas e caminhou até a sala sendo seguido pela saltitante Kagome. - Vai ver logo antes que você perca o início!

- Obaa! – Kagome sentou-se no sofá. Inuyasha ligou a TV e logo a músiquinha de abertura de Sakura começou a tocar, fazendo com que Kagome cantasse junto.

Inuyasha levantou do sofá e foi para a cozinha. Pegou uma panela para fazer uma omelete, estava com fome. Ainda conseguia ouvir Kagome cantando da sala e depois a voizinha irritante e fina da Sakura começou a soar pela sala.

Foi até a geladeira para pegar os ovos e logo em seguida quebrá-los e começar a bater.

Kagome ouviu Inuyasha mexer em alguma panela na cozinha, mas nem deu bola. Sakura era o melhor desenho do mundo. Ela tinha que assistir. Aquele era o episódio em que o Shaoran vinha para Tókio a procura das cartas clow. Logo de cara ele e Sakura não se dão bem. Mas os dois formam um casal muito fofinho, na opinião da Kagome.

Já estava na metade do desenho, quando Inuyasha veio da cozinha segurando um prato.

- Ainda não acabou? - engoliu um pedaço da omelete que tinha feito, que por sinal cheirava muito bem.

- Está quase... – Kagome tirou seus olhos da TV e viu que Inuyasha estava trazendo alguma coisa de um cheiro muito bom. – O que você fez? Está com um cheiro ótimo.

- Omelete. - ela o viu oferecer o garfo com um pedaço cortado, saia uma leve fumacinha mostrando que estava quente ainda. - Quer?

- Eu quero! – ela deu um sorriso. Inuyasha se aproximou com o garfo e ela abriu a boca. O queijo bem quente estava uma delícia. O Inuyasha, além de ser um ótimo namorado, sabia cozinhar! Ela tinha ganhado na loteria.

- Eu acho que perdi a pratica.. Kaede cozinha para mim faz um bom tempo. - ele retirou um pedaço para si enquanto olhava para a Tv.

- Eu não acho. Está uma delícia. – ela virou seu rosto de novo para TV, enquanto Sakura acabava. – Ahh... acabou. – ela fez um muxoxo.

- A voz dela é irritante.

- Não é não... – Kagome olhou para ele. – Ela é fofa! E o Shaoran também!

- É só um desenho!

- É só um desenho, mas continua sendo fofo! - Kagome olhou para o prato de Inuyasha, queria mais. E ele sorriu divertido quando percebeu oferencendo-lhe mais um pedaço, que ela aceitou de bom agrado.

- Isso está muito bom... Quero mais! – ela riu. Inuyasha olhou para ela divertido. – Ok, ok! Não quero mais.

- Tudo bem.. Pode ficar! - ele estendeu o prato para ela e ela ficou olhando. - Não vai querer?

- Sério? – ela pulou no prato e comeu o resto da omelete. Inuyasha olhava atônito para ela. Ela, quando estava com fome, comia como nunca.

- Depois você fala de mim!

- É sua culpa... – ela riu, colocando o prato no chão. – Você que está me fazendo virar uma gulosa.

- Eeeeeu? - Inuyasha apontou para si mesmo. - Eu não fiz nada!

- Ahh.. fez sim! – Kagome deitou sua cabeça no colo dele. A blusa de lã subiu um pouco. Ela rapidamente puxou para baixo de novo, mas quando ela voltava para deitar, a blusa subia de novo.

- Eu não vou olhar! - prometeu ele.

- Aham... sei. – Kagome deitou no colo dele de novo, mas continuava inquieta por causa da blusa.

- Bah! Eu já olhei mesmo! - ele começou a rir, e ainda mais, quando voltou a olhar para Kagome e ela estava vermelhinha.

Kagome olhou para ele indignada. Além de tudo, já estava corada que nem um tomate.

- Quer parar? Não tem nada demais para você olhar, viu?

- Oh tem sim! - resolveu que iria implicar com ela.

- Não tem nada! – ela piscou um pouco os olhos. – Não tem mesmo. E pára com isso!

- Eu to bricando sua boba! - sorriu antes de continuar. - Mas que tem, tem!

- Hei... – ela levantou-se do colo. – Pronto... acabei com a graça! – ela riu.

- Já parei! - Inuyasha fez com que ela voltasse a deitar a cabeça em seu colo. Olhou para o TETO enquanto brincava com as mechas do cabelo dela.

- Não precisa olhar para o teto, seu bobo!. - ela colocou as mãos em seu rosto e o trouxe para baixo, olhando para ela. Ele sorriu para Kagome.

- Te amo pequena...!

- Eu também te amo... – ela levantou-se do colo dele, ainda segurando seu rosto e lhe deu um beijo carinhoso.

- Mas eu amo mais! - a puxou para o seu colo de novo, mas dessa vez, ela estava sentada. Ele a queria mais perto dele.

- Tudo bem... mas eu amo – Kagome deu um beijo nele. – Amo... – mais outro beijo. – Amo... – outro beijo. - Demais!

- Você é muito boba! - ele fez a mesma coisa que ela, selinhos entre as palavras.

- Eu sei disso... e você também é. – ela colocou sua cabeça no ombro dele.

- Eu não! - Inuyasha reeconstou sua cabeça na dela, respirando calmamente sob os cabelos da jovem, sentindo se cada vez mais relaxado. O cheiro dela era tão bom.. - Eu podia passar o resto da vida assim.

- Eu também... passar o resto dos meus dias sentindo seus braços me protegendo... – ela suspirou. – Será que você vai agüentar ficar comigo até a gente ficar velhinho?

- Será que VOCÊ vai agüentar ficar comigo? Eu já sou resmungão, quando ficar velho, eu vou ficar insuportável!

- Pode deixar.. eu vou agüentar você velhinho! Aliás... você já está velhinho, e eu agüento. Então não vai ser tão difícil... – ela riu. – Estou brincando... eu adoro você. Não importa o quão chato você seja!

- Eu também te adoro! - ele disse. - Mesmo você sendo baixinha, irritante e gordinha...

- É.. e vou ficar mais gordinha cada vez que você fizer omeletes e aquele bombom... Então pára de fazer! – ela acomodou melhor sua cabeça no ombro dele.

- Eu gosto de você gordinha..

- Que bom.. então vou comer muito, muito, muito. Vou parar de dançar, de correr, aí eu vou ficar mais gordinha. Pronto. – levantou a cabeça e olhou para ele.

- Tudo bem por mim..!

- Sério? – ela olhou para ele interrogativa.

- Sério! - Kagome continuou a olhá-lo interrogativa, os olhos dourados sinceros encarando-a de volta. - Que foi?

- Nada... só um pouco... impressionada. – Ela levantou a cabeça, como se estivesse pensando. – Mas, mesmo você me querendo mais gordinha, eu não vou parar de dançar nem de correr.

- Eu não disse que estou te querendo mais gordinha, eu disse que ia continuar gostando de você mesmo mais gordinha!

- Que bom... Já pensou se eu ficar velha e feia? – ela riu. – Você vai correr de mim, eu aposto.

- Não adiante bruxa, você não vai se livrar de mim tão fácil! - sorriu quando ela voltou a encará-lo. - Eu já grudei!

- E eu acho maravilhoso isso, porque eu adoro namorado grudento. – ela encostou seu nariz no dele.

- Noivo. - corrigiu enquanto emburrava a cara.

- É... MEU noivo! – ela passou as mãos no pescoço dele. – Só MEU! - antes que Inuyasha pudesse responder, o telefone toca. Inuyasha fez que não ia levantar para atender, mas também não deixou Kagome levantar.

- Deixa ele tocar.. - disse preguiçosamente.

- E se for importante? Pode ser alguma notícia... Inuyasha, é melhor atender. – ela tirou sua mão do pescoço dele e esticou a mão, para atender o telefone. Entretando, Inuyasha foi mais rápido e atendeu.

- O que é? - será que Inuyasha sempre atendia o telefone assim?

- Ahh... Inuyasha? – uma voz levemente familiar soou ao telefone. – É a mãe da Kagome. Por acaso ela está por aí?

- Tá sim, só um instante. – Inuyasha passou o telefone para Kagome e antes que ela perguntasse, respondeu – Sua mãe.

- Oi mãe! – Kagome atendeu com um sorriso. – Alguma coisa aconteceu? - o hannyou começou a espalhar beijinhos pelo pescoço de Kagome enquanto ela tentava fazê-lo parar e de vez em quando, ainda sussurrava para ele parar.

- Então? - a mãe perguntou do outro lado.

- Então o quê? - Kagome ainda sussurrava para Inuyasha parar inutilmente. Ele estava agora, além dos beijinhos a apertando mais contra si.

A mãe suspirou.

- Esquece, mas você tem que voltar para casa.. Seu pai está começando a se estressar de novo e não vou conseguir falar com ele assim. - explicou a mãe, com a voz mais baixa. A mensagem demorou a chegar no cerébro de Kagome, pois Inuyasha continuava com seu trabalhinho, mas finalmente ela entendeu.

- Ahh... mas, justo hoje mãe? – Kagome mordeu o lábio inferior, mandando Inuyasha parar. A mãe de Kagome fez um resmungo pela resposta de Kagome. - Ok... eu vou. – e ela soltou um suspiro longo. – Tchau mãe. Daqui a pouco eu vou. – e desligou o telefone.

- Vai aonde? – ele parou para poder beijá-la.

- Pra casa... – ela fez uma carinha triste. Segurou o rosto de Inuyasha e se aproximou. – Eu não queria ir... mas ela disse que meu pai está tendo um piti. E aí está uma oportunidade ótima para conversar com ele.

- Ahhhh... - ele soltou um muxoxo numa voz manhosa. - Fica aqui Ká..

- Eu quero muito ficar aqui Inu. Entende... – ela colocou suas mãos no pescoço dele.

- Por favor...? - fez sua melhor carinha de cachorrinho abandonado.

- Aii... não faz essa cara. Se não eu vou me render e amanhã meu pai vai estar aqui na frente da sua casa para me matar.

- Ele vai ter que passar por cima de mim primeiro..! - beijou de leve os lábios da menina. - Eu não consigo mais dormir sem você! Ontem que cheguei a dormir agarrado com o SEU travesseiro só para sentir seu cheiro.

- Não faz isso... – ela deu um sorriso. – Você sabe que eu também não consigo mais dormir sem você... – o telefone começou a tocar de novo e Inuyasha simplesmente o arremessou contra a parede.

- Você destruiu o telefone, seu doido... – ela virou sua cabeça, vendo agora apenas um resto de telefone sem fio no chão.

- Não, ele caiu sozinho..

Ela soltou uma gargalhada.

- Eu tenho que ir mesmo... – ela foi se soltando de Inuyasha, para se levantar.

- Eu vou te levar até lá..

- Ok... – ela levantou e puxou Inuyasha junto com ela. – Eu só tenho que colocar meu vestido de volta. Ou será que posso ir com a sua blusa? – ela olhou travessa para ele.

- Vai ser engraçado ver a cara do seu pai. - retrucou

- Hum.. então eu posso, não é? – ela puxou Inuyasha rumo à porta. – Vamos então?

- Ei, ei, ei, ei ei.. - Kagome quase voou longe quando Inuyasha a puxou para longe da porta.

- Que foi? – ela olhou para ele inocente.

- Você sabe muito bem o que é! - ele estava literalmente a puxando para dentro do quarto. - Vai trocar de roupa! Ou você quer que eu te troque?

- Tá, tá, tá...! Já vou! – ela subiu correndo as escadas. Chegou ao quarto, logo tirando a blusa. Pegou seu vestido que estava dobrado ao lado da cama. Vestiu e já estava descendo as escadas, de dois em dois degraus.

- Isso tudo é pressa para se livra de mim? - Inuyasha já estava encostado ao lado da porta.

- Não.. é só para apressar mais esse dia para que o outro comece logo para eu poder te abraçar de novo... – ela se aproximou dele.

- Vamos logo antes que eu mude de idéia.. - segurou a mão de Kagome e eles começaram a andar até o templo.

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- Olha só quem resolveu aparecer! - o pai da garota resolveu se mostrar presente o mais rápido possível. - Você não vai dormir aqui hannyou. - Inuyasha simplesmente ignorou e terminando de se despedir da morena. Antes de voltar e descer as escadas, lançou um olhar tão gélido para o senhor que estava na porta que este chegou a dar uma leve encolhida.

A mãe da garota fez um gesto negativo com a cabeça indo para perto da filha.

- Prometo que vai ser por pouco tempo! - ela murmurou para que só Kagome pudesse ouvir.

- Tomara que você esteja certa mãe... – Kagome sentou-se no chão, com sua mãe ao seu lado.

- Kagome, não quero você voltando tarde da casa desse garoto. Você ainda não tem idade para isso! - disse o pai. Ele parecia estar estressado.

- Pai, eu não quero discutir com o senhor. Mas, quero deixar bem claro que eu já sou maior de idade e que eu sei tomar conta da minha vida. – ela levantou a cabeça olhando para o pai.

- Ká, vai se preparar para dormir! Vou conversar com o seu pai. - Kagome arregalou os olhos. Sua mãe estava com AQUELE sorriso. Lembrava muito bem dele. Quando era pequena e fazia alguma coisa errada na frente dos outros, ela dava AQUELE sorriso. Aquele de está tudo bem, vamos 'conversar' mais tarde.

- Ok... – Kagome subiu as escadas com um sorrisinho maroto no rosto. Já sabia o que fazer. E ninguém ia impedir.

Chegou ao quarto, mudou de roupa, para dormir. Pegou um casaco preto longo e colocou embaixo da sua cama. Uma pequena bolsa preta foi colocada lá também, com uma mini saia e uma blusa amarela dentro. Arrumou sua cama e se deitou. Puxou seu edredon até o pescoço. Agora só faltava sua mãe vir até seu quarto e lhe dar boa noite.

Depois de uma meia hora escutando seu pai gritar, sua mãe parecia ter convencido-o a deixar ela e Inuyasha se casarem. Kagome apurou os ouvidos e assim que começou a ouvir sua mãe subir as escadas fechou os olhos fingindo já estar quase dormindo. Sua mãe abriu a porta devagar chegando perto dela.

- Boa noite filha... - dito isso, ela voltou e fechou a porta do quarto indo se preparar para dormir.

Kagome ouviu os passos de sua mãe cessarem ao final do corredor. Esperou mais um cinco minutos por segurança e viu que as velas do quarto ao lado foram apagadas. Era sua hora. Pegou seu casaco que ia até os joelhos e abotoou até seu pescoço. Colocou sua bolsa de lado. Lembrou de colocar sua bota. Amanhã tinha faculdade e ela não poderia ir de chinelo para ela. (não sei pq.. que frescura! xD)

Abriu a porta do seu quarto, segurando firme em suas mãos duas chaves a de sua casa e a de Inuyasha. Desceu as escadas muito devagar. Abriu a porta e quando viu, já tinha descido a enorme escadaria do templo. Resolveu apressar o passo. Já estava tarde e ela não poderia esperar por surpresas de algum emprevisto.

O vento batia em seus cabelos soltos. Estava praticamente correndo. E o melhor. Estava rindo. Era a primeira vez que estava fazendo alguma rebeldia na vida por conta própria. É claro que aconteceu tudo aquilo no passado. Mas, aquilo que ela estava fazendo era novidade.

Chegou ao grande portão e o desencostou. Andou pelo grande jardim até a enorme porta. Abriu com delicadeza e entrou depressa. Não queria assustar Inuyasha. Queria uma surpresa. Subiu as escadas. Abriu a porta do quarto do hanyou, que estava completamente escuro. Andou como uma gata até a beirada da cama. Inuyasha estava cochilando. Ele não dormia assim tão fácil.

Ajoelhou na cama. Ainda estava com o casaco e as botas.

- O que está fazendo aqui? - ele perguntou sem abrir os olhos. Era muito fácil identificar o cheiro dela, principalmente quando estava com saudades dele.

- Estava com saudades de você... – sussurrou. Ela sabia que ele estava acordado. Começou a desabotoar seu casaco. – E... eu disse que eu IA dormir com você hoje.

- Você é maluca ou o que? - ele sentou-se na cama. - Já está tarde! Podia ter acontecido alguma coisa com você! Como é que eu ia fic...- ele foi atrapalhado de seu sermão, já que Kagome o cortou.

- Se você quiser eu vou embora... – ela parou de desabotoar seu casaco, que estava pela cintura. Levantou-se da cama e ficou de pé.

- Não..! - ele a puxou abraçando-a. - É que se tivesse acontecido alguma coisa com você, eu ia.. - de novo ele foi cortado.

- Não aconteceu nada... – ela o abraçou de volta. – Eu só queria ficar perto de você... só isso. – ela afastou seu rosto do abraço para poder vê-lo.

- Por que a sua mãe iria pedir para você ia para lá para depois deixá-la voltar?

- Porque ela não sabe. Eu fugi. – ela riu. Empurrou ele de volta para a cama. Recomeçou a abrir seu casaco.

- Você o que? - perguntou. Seus olhos estavam arregalados. Nunca que tinha passado por sua cabeça que algum dia Kagome iria fazer isso.

- Fugi... Não precisa fazer essa cara... Eu sei o que eu faço... – ela acabou de abrir o casaco e o tirou. Jogou-o no chão. Sentou-se na cama, dobrando a perna para tirar uma bota.

- Você fugiu de PIJAMA? - ele continuou incrédulo.

- Com um ENORME casaco por cima. Fechado até o pescoço, só para te lembrar... – ela colocou a bota perto da cama e começou a tirar a outra. Inuyasha só piscava enquanto observava a garota.

Depois de arrumar suas coisas, Kagome subiu na cama e engatinhou até Inuyasha, ainda incrédulo. Começou a espalhar beijinhos no rosto dele.

- Você fugiu? - repetiu.

- Fugi, fugi... só por sua causa. – ela ainda estava dando beijinhos nele. – Então trate de ficar quieto e parar de se preocupar. Eu estou aqui. Não aconteceu nada comigo. Olha... – ela pegou uma mão dele e colocou em sua cintura. –Viu? Sou eu... estou aqui.

Inuyasha a trouxe mais para perto antes de se jogar para trás na cama, levando-a junto. Ela riu.

- Tá bom então... - tentou se convecer.

Ela riu. Passou sua mão no rosto de Inuyasha o trazendo mais para perto.

- Agora aquele velho vai achar que eu te seqüestrei! - deu um selinho nela. - Ele vai pegar aquela vassoura demoníaca para me acertar e vai ser tudo culpa sua.

- Eu falo que EU fugi e que você não teve nada a ver. E... eu vou pegar a vassoura dele e esconder. – ela puxou o rosto dele para um beijo longo. Suas mãos, que antes estavam no rosto dele, foram em direção as orelhinhas. Ela chegou até elas e começou a fazer carinho.

- Isso faz cosquinha... - murmurou voltando a beijá-la logo em seguida.

- Eu achava que você não ia gostar que eu mexesse nas suas orelhinhas. – ela disse quando Inuyasha parou de beijá-la.

- Não gosto quando outros mexem nas minhas orelhas..

- Então quer dizer que eu tenho permissão? – ela sorriu.

- Aham... - sorriu de volta para ela.

Ela não respondeu. Apenas encaminhou suas mãos de volta para cima da cabeça do hanyou de novo, indo em direção as orelhinhas.

Inuyasha se controlava tanto para não rir quanto para não estremecer.

- O que tem demais nelas? - perguntou e as orelhinhas se mexeram sobre as mãos de Kagome.

- Elas são fofas... e lindas... – ela riu, quando Inuyasha mexeu de novo as orelhinhas.

- Espero que eles não puxem as minhas orelhas.

- Eles quem? – Kagome fez uma cara de curiosa.

- Nossos filhos!

- Ahh... – Kagome abriu levemente a boca. – Nossos filhos... – ela disse baixinho. Mas, rapidamente ela levantou a cabeça e sorriu. – Eu quero que todos tenham suas orelhinhas fofas!

- Não! Eles tinham que puxar as suas orelhas e seus olhos.

- Não.. vão puxar suas orelhinhas... – ela riu. – Quer apostar quanto?

- Se eles puxarem as minhas orelhas vão ter que vir com seus olhos! - disse como se pudesse escolher.

- Ok... então vão ter suas orelhinhas e meus olhos... – ela olhou para ele séria. – Quantos filhos você quer ter?

- Dois... - sorriu. - Uma menina e um menino.

- Eu também sempre quis ter um casal... - ela deu um longo suspiro. – Amanhã é sexta-feira e vou poder dormir até tarde! – os olhinhos estavam brilhando.

- Então é amanhã que seu piano chega.. - franziu o cenho. - Eu acho..

- Sério? – ela abriu um sorriso enorme.

- Não sei se é amanhã ou depois de amanhã.

-Ah.. que bom! Estava com saudades de tocar... – piscou um pouco os olhos, até que deu um leve bochejo. – Hum.. acho que preciso dormir. Eu já sei que amanhã eu vou chegar atrasada na faculdade por sua culpa, então...

- Como assim por minha culpa? EU é que mando VOCÊ dormir! – defendeu-se.

- Mas é você que me abraça forte e que não me deixa querer acordar...

- Então eu sou culpado com muito orgulho!

- Então... – ela uniu suas mãos e colocou sua cabeça de lado, fechando os olhos. – Boa noite, Inu. – e deu um sorriso.

- Boa noite pequena... - a abraçou como sempre fazia em todas as noites que dormiam juntos, mas dessa vez mais forte. Só por causa do comentário, talvez ela nem fosse na faculdade.