Capítulo 20

- Onde é que VOCÊS estavam? Sabe quanto tempo eu fiquei aqui esperando? Eu falei para o Seshy que você já vinham e mandei ele de volta para casa do Miroku! Eu acordei cedo sabia? Peguei o vôo mais cedo que tinha para vir para cá por causa do casamento e.. Ah Meu Deus! Meu parabéns! - Rin praticamente se jogou em cima dos dois. - Eu sempre soube que vocês iam se casar! O Inuyasha nunca tinha ficado assim por ninguém e Kagome é tão linda e delicada! Combinava perfeitamente! E aquele negócio na tv não tem NADA a ver com você! Eu fiquei de boca aberta, como eles ousaram? – ela riu e parou de falar. – Desculpem-me, mas eu estou trabalhando nesses acessos compulsivos por falar!

- Ahh... – Kagome deu um sorriso bem largo para Rin. – Desculpe Rin! É que o Inuyasha não sabia onde era a loja. Então a gente ficou rodando e rodando o shopping sem saber para onde ir. – Inuyasha estreirou os olhos para ela em sinal de confusão. – Mas... muito obrigada mesmo por você estar aqui! E... bom... desculpe mais uma vez.

- Como assim o 'Inuyasha não sabia'? Você é que vive aqui! Devia saber!

- Hei..! – ela virou-se para ele. – Mas eu NUNCA precisei ir para uma loja de vestido de noiva. Além do mais, VOCÊ que falou com a Rin pelo telefone, e... – antes que eles começassem de novo a briga, Rin interrompeu.

- Tá chega, chega! Inuyahsa, pode ir embora! - ela fez um gesto com a mão despaxando o pobre do hannyou.

- O que?

- Você não pode ver o vestido da Ká! Saii!

Inuyasha deu um longo suspiro. Quer dizer que ele rodou por um tempo ENORME e que não iria poder ficar lá só por causa de uma tradição boba? Rin foi puxando Kagome para dentro da loja, antes que Inuyasha pudesse reclamar.

- Inuyasha é insistente! - resmungou. Parou de frente para Kagome, sorridente. - então... Alguma coisa em mente?

- Ahh... – Kagome começou a olhar a sua volta. Nem uma idéia pairava sobre sua cabeça. Aliás, nunca pensou em um vestido dos sonhos. Ao redor da loja tecidos de diferentes texturas iluminavam a loja. Todos brancos. Porém, todos com um toque diferente. – Para falar a verdade... – voltou seu olhar para Rin. – Não pensei nisso.

- O que? Nada? Nem um tiquinho? - Kagome começava a reparar que Rin fazia muitos gestos com as mãos. - nenhum que você gostasse assim..

- Nada... eu sei que é meio que... estranho. Afinal, TODA menina pensa no seu vestido desde pequena, mas... eu não sei. – ela sorriu. – Será que você pode me ajudar?

- Claro bobinha! Eu sou estilista! - piscou para Kagome e logo depois, tirou um bloquinho e uma caneta da bolsa começando a rabiscar.

Kagome ficou piscando para o bloquinho de Rin. O que ela estava desenhando? Ela só ficava observando cada traço de Kagome e rapidamente voltava para seu desenho concentrada.

- E ai? O que acha? – ela virou o bloquinho para Kagome que abriu a boca, ela relamente levava jeito para isso. O vestido desenhado era simplesmente perfeito. O tom, não era branco, e sim um creme bem suave, já que ela passara o lápis bem de leve dando a impressão de cor. Poderia ser considerado branco, mas tinha um retoque na cor. Era toma-que-caia, ficando colado até a cintura. Depois disso, uma saia se abria, formando uma longa cauda. Algumas flores do mesmo tecido, que parecia ser seda, enfeitavam o lado esquerdo do vestido. – Seria bom que fosse seda sabe, e a cor, eu imaginei um branco velho na parte de cima e esse branco perolado para a saia do vestido.

- Nossa Rin... – a boca de Kagome estava ligeiramente aberta. O dom de Rin para o desenho era incrível. – Esse é o vestido de casamento mais lindo que eu já vi... apesar de estar só no papel... – levantou os olhos, emocionada.

- Que bom que gostou! - ela voltou os olhos castanhos apra o papel. - Não foi um dos melhores, mas...

- Nossa! Eu nem consigo imaginar melhor que isso. Você é incrível! – Kagome deu um sorriso. – Bom... como vamos fazer agora?

- Vou tirar suas medidas, linda. - Rin olhou para os lados e foi até uma gaveta que ela abriu. De lá ela puxou uma fita métrica. - E venho muito aqui. - explicou.

- Ahh... isso explica sua intimidade com as coisas daqui. – ela sentiu Rin passando a fita por sua cintura, marcar o tamanho e anotar no bloquinho. Foi fazendo isso nos braços, no busto, na altura. Em todo o corpo. Ela estava se sentindo uma modelo. E, pior. Aquilo era engraçado. Como ela poderia imaginar que aos 21 anos estaria tirando medidas para seu vestido de casamento?

- Você vai casar mais nova que eu.. - comentou enquanto acrescentava umas luvas no modelito.

- Sério? Eu também nunca me vi casando com 21 anos.. acho que eu planejava me casar com uns 24 anos... Mas, quando o amor chega tão forte, parece que os planos não fazem mais sentido.

Rin riu.

- Eu casei com 22. Eu não gostava do Seshoumaru no começo, porque ele era frio e nunca falava nada. Quando falava, era para cortar algo sabe? E eu era muito falante.. - Kagome ficou calada, prestando atenção. - Até o dia, que eu resolvi que ia fazer um trabalho com ele.. Nem lembro mais o que era. E ele estava estressado e desabafou comigo. Depois disso.. Bem, é o que você vê agora.

- Parece que o caladão se encantou pela faladeira... – riu. – E vocês formam um casal lindo. E, engraçado.

- Você e o Inu-kun também! Sem ofensas, mas a primeira vez que eu vi o Inuyasha, eu quase desmaiei.. Ele é muito lindo! Tinha completamente a cara de galã de novela. Nas fotos, você não deve ter visto nenhuma. Mas ele sai bem em QUALQUER uma! – ela voltou a encarar os olhos azuis divertida.

- Ele é um galã! E não se importa de ficar me dizendo isso o tempo todo... O que mais me intriga é que... o que ele viu em mim, sabe? É... estranho. Ele poderia ter qualquer pessoa no mundo... – seus olhos estavam voltados para a vitrine, vendo a movimentação, não tão grande do lado de fora.

- Ai Ká! Você é linda, por dentro E por fora! - exclamou quase ofendida. - Arriscaria até que você daria uma boa modelo! Assim , você ia ter que emagrecer, mas só mais um pouquinho. E claro, se fosse mais alta. Mas como estamos falando de beleza..

- Eu não consigo parar de comer! – riu. – Modelo vareta? Nem pensar... – virou seu olhar para a Rin, que tinha terminado suas anotações.

- Vamos, ainda temos que fazer seu penteado! - Rin puxou Kagome pelo pulso e descendo na escada rolante.

Kagome seguiu uma Rin contente. Parecia que aquela manhã não iria acabar tão cedo.

0o0o00o0o0o0o0o0o0o0o

Depois de uma ida ao salão, a um buffet e a uma série de detalhes, Kagome chegou exausta na casa de Inuyasha. Quando entrou, viu que tudo estava silencioso. Será que ele tinha saído? Colocou as chaves em cima de uma mesinha e foi rumo ao sofá, jogando-se em cima dele. Fechou os olhos. Precisava respirar um pouco.

Escutou um barulho de carro lá fora e logo em seguida a porta foi aberta. Inuyasha entrou por ela, jogando as chaves na bancada que tinha na cozinha, indo para a sala logo em seguida.

- E ai?

Ela abriu os olhos lentamente.

- Cansativo? – respirou fundo. – Você não sabe o quanto a Rin me fez andar hoje.

- Realmente não sei, mas Seshoumaru compartilha dessa dor com você.. - é, tinha sido algum tipo de consolo.

- Coitado... eu preciso parabenizá-lo... – sentou-se e esticou os braços para Inuyasha. – Estou precisando de um abraço do meu noivo! – deu um sorriso divertido e ele sorriu de volta abraçando-a. Depois de um tempo assim e brincando com as mechas do cabelo dela, ele finalmente disse algo.

- Temos um carro agora..

- Um carro? Que chique... – ela soltou-se do abraço dele. – Você mandou trazer o seu?

- Não, eu vendi aquele e comprei um igual. Aqui.

- Humm... – ela abriu um sorriso. – Você vai me deixar dirigir?

- Só por cima do meu cadáver! - resolveu mudou de assunto. Queria saber o que elas tinham feito o dia todo. Não é possível que tivesse tanta coisa assim para fazer. - O que vocês fizeram?

- Nossa... a Rin sabe mesmo como cansar uma pessoa. - deu um suspiro. - Ela desenhou um vestido, tirou todas minhas medidas. Depois famos para o salão para escolher penteados e algumas coisinhas, depois o buffet... ahh... acho que nunca andei tanto na minha vida, e olha que a Rin ainda tinha pique.

- Só? Demorou o dia TODO para vocês fazerem isso? Keh! Que lerdeza!

- Ahh.. tudo bem. Da próxima vez vou arrastar você por todo o caminho. Aí eu quero ver você falar alguma coisa... – levantou-se. – Preciso de um banho. - se aproximou do rosto de Inuyasha e lhe deu um beijo.

- Você não vai me perguntar o que eu fiz hoje?

- O que o meu lindo fez hoje? – parou na frente dele colocando a mão na cintura.

- Seu lindo marcou a data do casamento.

- Sério? – ela pulou nele. – Que dia?

- Daqui a exatos um mês, uma semana, três dias e quatro horas.

- Nossa... isso tudo é ansiedade? – riu.

- Feh! Ou era hoje ou mês que vem! - Inuyasha emburrou.

- Está ótimo Inu... – deu um beijo na bochecha dele. Ele continuou emburrado.

- Que foi? – olhou engraçada para ele. – Quer alguma coisa? Ou aconteceu algo?

- Você não gostou do dia..

- Gostei sim! Quem disse que eu não gostei?

- Você queria que fosse mais rápido!

- Posso falar uma coisa? – olhou para os olhos dele. – Eu queria mesmo. Para ficar o tempo todo com você e vir morar aqui definitivamente...

- Mas até lá você vai ter tempo o suficiente para ver o quão irritante eu sou. - deitou o queixo no ombro da morena. Os dedos passeando pelas mechas do cabelo negro.

- Se fosse assim, já era para eu ter fugido de você. – sentiu as mãos do hanyou agora nas suas costas. – Mas, eu já me acostumei... e posso dizer que você não vai se livrar de mim tão cedo.

- Você merece coisa melhor.. Mas eu vou tentar fazê-la o mais feliz que eu puder.

- Não preciso de coisa melhor, porque eu já tenho. – sorriu, mas Inuyasha não viu por ainda estar com o queixo apoiado no ombro dela;

- Vou falar só para te deixar curiosa. - disse já rindo.

- Falar o quê? – separou-se dele e piscou os olhos. – Ahh... porque você fez isso?

- Hoje eu vi a Lua de Mel também...

- Ai meu Deus...! – ficou inquieta no colo dele. – A gente vai viajar?

- Aham.. - disse. O sorriso aumentando conforme a curiosidade dela crescia.

- Ahh.. pra onde? – os olhos brilhavam com a curiosidade.

- Para dois lugares..

- DOIS? Mas... que dois?

- Ai entra a brincadeira..! - chegou perto do ouvido dele e sussurrou. - Segredo.

- Ahhhhhhhh! – fez um bico. – Pára com isso... fala.. por favor! – juntou as mãos, como se estivesse implorando.

- Nhauuum..!

- Você é realmente um chato! – começou a rir. – Eu vou tomar banho antes que você comece com mais segredinhos... – levantou-se.

- Nova Zelândia..! - estava sentado no sofá olhando desinteressadamente para as unhas.

Kagome já estava no início das escadas, mas parou.

- O que você disse? – voltou seu olhara para a sala.

- Ahn? Eu? - voltou os olhos dourados para ela, inocentemente. - Nada!

- Senhor Inuyasha.. repete o que você disse, já! – ela correu para frente dele.

- Você está imaginando coisas..! - cantarolou, o que deixava Kagome mais irritada era o fato dele estar rindo. Rindo DELA, e de sua curiosidade.

- Tudo bem então... – ela andou até as escadas novamente. – Mas vai ter volta Inuyasha... o senhor me aguarde... – e ficou resmungando até a porta de quarto ser fechada.

- Eu heim.. - resmungou. Espreguiçou-se confortavelmente antes de ir para a cozinha. - Estou com fome..

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

- Não! - o hannyou disse novamente enquanto levantava do sofá. Estava começando a se arrepender de ter contado para ela sobre a Lua de Mel. A jovem que estava sentada ao lado dele, desligou a TV emburrada que nem criancinha e o seguiu. Ela TINHA que saber onde eles iam.

- Por que não? – Kagome fez birra e ficou batendo o pé. – Você PRECISA me contar! E se eu não quiser ir, hein? – colocou uma mão no peito dele o fazendo parar. Ele suspirou e olhou para ela fixamente.

- Você vai querer ir! Eu te conheço! - beijou a ponta do nariz dela para ver se ela desfazia a birra, mas não adiantou.

- Não vou não! – o bico permaneceu. – Só vou ficar feliz se você falar!

- Você fica muito linda emburradinha.. - sorriu do jeito que fazia nas entrevistas, como diziam: "do jeito Inu".

- Não fico nada! E pára de mudar de assunto... – ela riu pelo sorriso que deu. Arrebatador. Mas... tentou permanecer séria. Em vão, diga-se de passagem.

- É, eu mudei de assunto.. - chegou bem pertinho dela, e depois de um selinho demorado demais para ser considerado somente um selinho, ele se afastou. - Mas eu não consegui evitar! Você realmente estava linda.. - terminou sussurrando.

- Você consegue me tirar do sério... seu chato! – piscou lentamente os olhos se aproximando do hanyou e passando seus braços pelo pescoço dele, deitando sua cabeça em seu peito e respirando fundo seu perfume.

- Oi? Eu? Eu fiz uma critica construiva..

- Eu sei... e isso é o que mais me irrita! Você me pega pelo meu ponto fraco... você é tão fofo! E tudo isso que me estraga... – deu um leve soquinho no peito dele.

- Você não estraga, você é perfeita..!

Ela desencostou do peito de Inuyasha, e o beijou. Um beijo carinhoso. Lento e romântico. Suas mãos passearam pelos fios pratas do hanyou que a apertou mais contra ele. A mão que antes estava parada na cintura de Kagome agora entrava numa brincadeira de arranhar delicadamente as costas da mesma que cobertas pela blusa, mas nem por isso Kagome deixava de estremecer. A outra ocupava-se simplesmente com o ato de trazer a jovem mais para perto.

Inuyasha sorriu em meio ao beijo e desceu os lábios para a bochecha até chegar no pescoço onde espalhava beijos e leves mordiscadas.

Kagome começou a ficar agitada, mas tinha alguma coisa diferente, ela queria mais, mas ao mesmo tempo, ainda estava com medo e ele parou repetinamente. Ou parava agora ou não parava mais.

- Desculpa..

- Eu já disse para parar de pedir desculpas... – ela deu um selinho nele. – Pára com isso! – o abraçou.

- Mas vo.. - Kagome o impediu de continuar botando os dedos finos sobre a boca dele.

- Eu sei o que eu quero da minha vida. E eu quero ficar com você... – ela olhou nos olhos dele profundamente. – Eu te amo... – voltou para o abraço, fechando os olhos.

- Você já está comigo Ká..!

- Eu sei... mas... parece que ainda é tão pouco. – respirou fundo.

- O que você quer mais? - perguntou baixinho. - Eu faço para você..

- Quero que você fique a noite inteira me abraçando, me dando beijos... e que nunca saia da minha vida... – um sorriso se formou escondido pelo abraço.

- Keh! Isso é muito fácil bruxa!

- Me carrega no colo de novo? – ela pediu rindo.

- Sim alteza. - ele a pegou tão rápido que ela riu mais alto ainda passando o braço pelo pescoço dele para se segurar. Ele riu de volta. - Para onde vossa alteza deseja ir?

- Humm... Para nossos aposentos reais! - Inuyasha subiu as escadas ainda com Kagome risonha no colo. Adentrou no quarto e a pôs delicadamente deitada na cama.

- E agora? O que o Príncipe Inuyasha irá fazer?

- Uma coisa que ele não faz há muito tempo.. - ele sentou sério na cama e Kagome devolveu o olhar não entendendo muito bem. Até que um sorriso sapeca nasceu no rosto de Inuyasha e ele começou a fazer cosquinhas nela.

- Ahh... não-nã... pára... pá-ra... – Kagome se contorcia de tanto rir. Inuyasha se aproveitava da situação em que ela se encontrava. Adorava as risadas dela.

- Me dê um bom motivo! - disse rindo junto.

- Bem... – Kagome tentava recuperar seu fôlego. Enquanto isso ela rolou rapidamente para outra ponta da cama e se levantou. – Por que agora... você vai ter que me pegar! – correu até a porta e saiu do quarto rumo à sala.

- Covarde! - ele levantou ainda rindo. Da porta do quarto viu ela terminando de descer as escadas. Correu para alcançá-la. Quando chegou na sala não a encontrou, mas sabia que ela estava lá por causa do cheiro.

Kagome aproveitou o piano, e se escondeu atrás. Inuyasha estava bem a sua frente. Quando, em um momento repentino, ele se virou e ela deu um grito, saltando de trás do piano e correndo para a cozinha. Mas dessa vez, quando ela olhou para trás, foi ela que não o encontrou. Ele devia estar tramando algo malévolo contra ela.

Resolveu armar-se da melhor forma. Voltou para a sala e uma pilha de almofadas estava a sua disposição. Inuyasha que ousasse atacar a moça. Levaria uma almofadada em troca.

Kagome estava tão concentrada que não viu o ser que se aproximou sorrateiramente por trás dela com uma grande cobertaem mãos. Sorriusatisfeito quando viu que ela não tinha o percebido, ele ia mostrar quem era a caça. Agilmente, jogou a coberta sobre ela que gritou assustada e acabou por se embolar comas almofadas de baixo da coberta. Ele começou a rir, rolava de tanto rir.

A moça se contorcia tentando sair das cobertasem vão. Sedebateu tanto, que as almofadas, antes suas aliadas, se voltaram contra ela e Kagome caiu. Com um baque muito alto. Por alguns instantes, ela ficou parada. Até que saiu de baixo da coberta, com os cabelos todo bagunçados e bufando de raiva.

- Eu... huahuhuau.. Realmente não pretendia... uhauahuahua Fazer isso! - ele sentou no chão com a mão na barriga. - Mas, com certeza, foi melhor! Huauhahuhuaa

Ela mantinha o rosto sério. Isso teria volta. Ahh... se teria. Ele que vivesse para ver. Simplesmente, levantou-se e foi andando para a escada. Tinha que pensar em alguma coisa. Impossível que nenhuma boa idéia não viesse em sua cabeça.

- Tá fugindo? - ela parou onde estava na escada quando o ouviu lá da sala. Virou encarando os olhos dourados que devolviam o olhar desafiadoramente.

Kagome passou as mãos pelos cabelos, e andou pisando duro até onde Inuyasha estava.

- Para a sua informação, eu... – mas rapidamente foi interrompida. Inuyasha já tinha a puxado para cima do sofá. E como se não bastasse, era a segunda vez que caia aquele dia. Mas um tombo para sua coleção.

- Agora você não foge mais!

- Fujo sim! – ela fez língua para Inuyasha, emburrada. Porque nenhuma idéia vinha a sua cabeça?

- Ah é? Como, senhorita emburradinha?

- Hum... eu... eu... – ela olhou para ele. – Estou pensando no assunto... mas EU vou fugir sim, tá? - assim que terminou de falar, uma idéia passou por sua cabeçinha. Ela iria "rolar" do sofá. Nem estava ligando se ela ia cair, já caia toda hora mesmo. E foi isso que fez, Inuyasha caiu no chão junto com ela, o que o fez diminuir a força com que ele a abraçava, e essa foi a brecha. Fugiu e engatinhou até a almofada mais próxima quase correndo(Oo).

Agora tinha uma parede de almofadas. E elas eram todas direcionadas a um Inuyasha que estava se recuperando do tombo. Isso era engraçado. E então, começou a gargalhar.

- E então? A vista do chão é boa?

- É você que cai toda hora bruxa! - Se escondeu atrás do sofá depois da segunda almofadada..

- Não precisa me lembrar! – mirou uma almofada na cabeça dele. E acertou. Apesar da pouca força de Kagome, ele fingiu cair para trás. Os cabelos pratas, antes penteados, agora estavam no mesmo estado do de Kagome.

Só uma coisa que Kagome não esperava, que ele levantasse e fosse atrás dela. E numa tentativa inútil de se proteger, tacou todas as almofadas que tinha nele, sendo que uma delas acbou rasgando por causa das garras de Inuyasha.

- Agora está sem saída! - de novo eles começaram a correr, mas pararam. Alguém tocou a campainha.

- Hum..? Visita...? A essa hora? – Kagome seguiu Inuyasha até a porta. O hanyou abriu e, para a surpresa de ambos ali estava um...

- Policial? – Kagome exclamou um pouco surpresa. – Alguma coisa errada? – ela começou a ficar preocupada. Será que algum maníaco de meninas indefesas e fracas estava a solta?

- Ahn... Está tudo bem ai? - agora o homem se sentia constrangido. Ele devia estar atrapalhando alguma diversão deles, porque do jeito que eles estavam, descabelados, desarrumados e ofegantes.

- Sim. - Inuyasha respondeu sério, mas logo fechou a cara. Não gostara nem um pouco do sorriso do policial.

Kagome que ficou comportada que nem uma menina, com as mãos para trás, como quem tinha acabado de fazer uma travessura, elevou suas mãos e tirou um pena da cabeça de Inuyasha. O guarda virou seu olhar para a Kagome. Bem... ela não estava nem um pouco apresentável. Vestida com seu babydoll, toda descabelada. O sorriso malicioso aumentou mais ainda. Ela praticamente vôou para o lado, ficando atrás de Inuyasha.

- Ouvimos uns barulhos estranhos.. - a vizinha comentou aparecendo atrás do policial.

- Quem diabos é você? - perguntou para a vizinha, mas olhava o policial. Se ele olhasse novamente para Kagome, ai sim Inuyasha teria motivos para ficar preso.

- Calma Inuyasha! – Kagome, mas calma pelo olhar do policial, ficou a vista novamente. – Bem... nós pedimos desculpas. Nós apenas... – ela começou a fazer gestos com as mãos a procura de uma resposta. – Apenas... bem... nós... apenas... ah sim. Nós apenas estávamos correndo atrás do nosso gatinho. É... ele fugiu da casinha dele. – Inuyasha olhou para Kagome torto e ela devolveu o olhar como se dissesse "Tem alguma desculpa melhor?".

- Gatinho? Inuyasha é alérgico a gatos! Ele não pode ter gatos! - a mulher falava, mas tentava olhar para dentro da casa.

- Bah! Não devemos explicações a vocês! - de novo, o hannyou empurou Kagome para trás de si. - Mas alguma pergunta idiota?

- Não... mas... – o policial deu uma pequena olhada para dentro da casa em busca de algo suspeito. Voltou a olhar para Inuyasha, sem antes olhar para a Kagome que arregalou os olhos com o sorriso de lado do guarda. Ela se encolheu mais ainda e segurou a mão de Inuyasha. Ele já estava pronto para meter um soco bem dado no rosto do policial.

- Ótimo! - estreitou os olhos. - E acho bom você parar de olhar para a minha mulher antes que acabe no hospital! - terminou batendo a porta na cara dos dois.

Kagome chegou para trás com o susto do baque da porta. Inuyasha virou-se parecendo não tão contente. Ahh... tudo bem. Ele estava FURIOSO.

- Keh! Entrometidos! Policial filho duma... - resmungava troçentos palavrões em uma única frase.

- Inu... – ela foi até Inuyasha e o parou. – Não fica assim... eles não fizeram nada, eles só tocaram a campainha e queriam saber do barulho...

- Não são eleS, é ELE! Aquele imbecil que não parava de te olhar!

- Inuyasha ele pode me olhar a vontade... ele nunca vai me ter. – sentou ele no sofá, e ela sentou-se no colo dele. – Eu sou sua... esqueceu? – ela murmurou.

- Não, ele NÃO pode! - cruzou os braços na frente do peito. - Só EU posso.

- Tudo bem... só você pode! – ela riu. – Esquece ele... vai... quero ver você parar de ficar bravo.

- Do que está rindo bruxa?

- De você! De como você sabe que eu sou SUA noiva, e mesmo assim é tão possessivo! – colocou suas mãos no ombro dele, como se estivesse fazendo uma massagem. – Você está bem estressado.

- Eu não estou estressado..! - tá, ele estava, mas acabou relaxando depois da massagem. - Dá onde você tirou o gato?

- Não sei! Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça... – ela apertou um pouco mais os ombros de Inuyasha.

- Keh! Desculpa idiota!

- Se você tinha uma melhor, por que não disse? – saiu do colo dele e parou com a massagem.

- Porque eu estava protegendo você daquele imbecil!

- Hahaha... grande coisa. Até parece que ele ia pular e me agarrar... – suspirou.

- Se eu não estivesse lá, ele era capaz de!

- Tudo bem, então... – fez que não estava nem aí com os ombros.

- Ótimo! - ia cruzar os braços, mas eles já estavam cruzados. Bufou alto antes de falar. - Eu não vou brigar com você bruxa!

- Quem disse que eu quero brigar com você? – ela virou-se para ele. – Sabe o que eu quero?

- Não - continuava com os braços cruzados, mas a cara não era mais de emburrado.

- Pipoca e um bom filme. – sorriu.

- Que filme?

- Ahhh... vamos ver "Como se fosse a primeira vez"? – ela pediu com os olhinhos brilhando.

- Você faz a pipoca, eu boto o filme. - ela concordou.

OoOoOoOoOoOoO

Quando abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi o sofá da sala. Franziu o cenho, A TV tinha desligado sozinha uma vez que o filme já tinha acabado. Kagome dormia calmamente virada para ele no chão, ao seu lado. "Menina teimosa.." pensou. Ele tinha dito para ela dormir no sofá e sentou no chão. Pois ela, não satisfeita veio para o chão também. Levantou com a jovem adormecida nos braços para botá-la na cama. Os braços estavam gelados por causa do chão frio e ela se encolheu mais e murmurou algo quando ele a levantou.

Inuyasha subiu as escadas com a jovem em seu colo se contraindo ainda mais para se esquentar. Logo quando ele entrou no quarto e a colocou sobre a cama, ela se encolheu toda sobre o travesseiro. Ele a cobriu com um edredon e beijou sua testa. Deitou ao seu lado. Só vou fazer isso que ela rapidamente passou seus braços pelos dele e deu um leve sorriso.

- Você estava acordada é sua safada? - ele sussuroru.

O sorriso dela aumentou.

- Só acordei um pouquinho... já vou dormir de novo!

- Boa noite, então...

- Boa noite nada! Cadê meu beijo? – ela abriu os olhos indignada.

- Aquii ó! - deu logo três selinhos nelas. - Satisfeita? - sorriu para ela que já estava até de olhos fechados

- Muito... agora posso dormir feliz! – seus olhos ficaram calmos e depois de alguns minutos apenas a respiração calma de Kagome poderia ser ouvida.

0o0o00o0o0o0o0o0o0o0o

O telefone tocava alto. Kagome se mexeu na cama, tentando afastar aquele som que aumentava cada vez mais. Será que ninguém poderia atender? Abriu os olhos e viu que Inuyasha estava dormindo. Não iria acordá-lo. Estava dormindo tão profundamente que seriaum pecado fazer isso.

Levantou-se e foi arrastando seus pés para o corredor, a escada e finalmente o telefone irritante.

- Aloo... – mas não teve nem tempo de terminar de atender. Uma voz animada e alta soava em seus ouvidos como um furacão.

- Parabéns para você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos naos de vida! Êêêêê! Parabéns Inu-chan! Setenta e quatro aninhos!

- Ahh...? – Kagome murmurou para o telefone. Será que ela estava em um sonho e aquilo não passava de uma alucinação? Será que ela ainda estava na cama?

- No seu caso muuuuuuuuitos aninhos né Inu-chan! Seshy então tadinho.. Cento e setenta e quatro? Não lembro.. Mas ahhh! Parabéns! Muitas felicidades para você, se bem que você anda bem felizinho! Hihihi, a Ká te faz bem! - Kagome olhou o fone franzindo o cenho, ainda recebia as informações.

- Rin? – agora ela realmente tinha acordado. Com a voz animada da Rin logo de manhã, quem não acorda? – Ahh... bem... é a Kagome.

- Ah é? Ai Meu Deus, como eu não percebi! O Inu-chan tá ai? Eu quero desejar parabéns para ele! Ahh! Não, quero falar com você! Como foi anoite de vocês heim? Hihihi, que presente que ele deve ter ganhado!

- Ahh...? Como assim "Que presente que ele deve ter ganhado?" – Kagome tinha acordado de fez e agora deu uma risada. – Menina... pára tudo! É o aniversário do Inu?

- É ué! Ele não te disse? Também, quem agüenta fazer o septuagésimo quarto aniversário? Huahuhuauha..

- Eu JURO que não sabia! Caramba... que espécie de namorada eu sou? – ficou com a boca aberta um pouco até que se tocou. – Rin, liga outra hora? Preciso fazer uma coisinha... beijinho. – bateu o telefone na base e correu para as escadas. Será que ele havia acordado?

Ela andou calmamente até a porta, abriu e Inuyasha estava de costas para a porta, se espreguiçando em frente a janela. Sorrateiramente, ela pulou em suas costas e sussurrou em seu ouvido.

- Feliz aniversário, Inu-chan!

- Oi? - perguntou surpreso. - Como você sabe?

- Posso dizer que tenho minhas fontes. – ele se viurou para ela. Um sorriso grande apareceu em seu rosto. – Só tem uma coisa... eu não sabia mesmo que era seu aniversário. Por isso, não comprei nada...

- Keh! eu não preciso de presentes! Já basta a voz irritante da Rin, os comentários idiotas que o Miroku vai fazer, O Seshoumaru com aquela cara de songamonga dele..

- Tudo bem, mas EU queria dar um presente, ok? Será que não posso?

- Não precisa sua boba..

- Eu acho que precisa sim... se você não gostar, eu não dou mais nenhum... – ela sorriu sapeca e o beijou.

- Eu quero presente..! - murmurou.

- Agora você quer, né? – riu e o beijou de novo, passando suas mãos pelo rosto dele e suavemente deslizando para o pescoço. Segundo 'presente' pouco, o telefone estava tocando de novo. Inuyasha bufou alto e irritado.

- Odeio aniversário..

- Ahh... não fala isso. Eles gostam de você, por isso ligam... – ela pegou sua mão. – Vai lá atender.. anda. Eu aposto qualquer coisa que é a Rin!

Pêêê! Resposta errada!

- Aêê garanhãão! Parabéns! Espero que tenha pego a mesma quantidade de garotas que sua idade! Hehehe!

- Monge tarado..

- Ué? Vai dizer que não pegou? É... esperava mais de você. Aii! – ouviu um barulho. Espécie de um tapa. Sango provavelmente estava perto. – Tudo bem... Mas, agora já tem a Kagome e aposto que ela equivale a muito mais que as 74 juntas, não é? Aii! – outro tapa. – Caramba... será que não posso falar nada?

- Keh! - era para parecer uma reclamação, mas estava rindo. Rindo porque o primo não mudava nunca. - Para a sua informação, eu peguei muito mais que só setenta e quatro..

- Uepaa...! Lá vem o Inuyasha garanhão ataca novamente... – mas Miroku não pôde continuar, porque um som de tapa foi ouvido. E não era com ele. – Hei... eu ouvi um tapa, mas não senti. Será que já estou endoidando?

Kagome tinha chegado a tempo de ouvir "Eu peguei muito mais que só setenta e quatro..." de Inuyasha. A mão da cintura, os braços cruzados e o bico de Kagome não deixava enganar.

- O que é bruxa? - perguntou com a mão onde tinha apanhado.

- Quer dizer que você "Pegou mais de setenta e quatro..."? – disse imitando ele.

- É! - respondeu na maior cara de pau.

- E você ainda me responde nessa cara de pau "É"? – Miroku ainda estava no telefone, mas ninguém sentiu falta. Kagome permanecia inquieta com seu pé batendo freneticamente no chão.

- Oras! Você queria o que? Irresistível do jeito que eu sou..!

- Tudo bem, senhor irresistível. – ela resolveu entrar no joquinho dele. – Bom, então devo presumir que você não se importa que eu tenha "Pego mais de 20?" – ela disse normalmente andando pela sala, saltando no sofá e colocando suas pernas em cima.

- Eu não me importo! - a cara emburrada dele dizia completamente o contrário. O pobre do Miroku resolveu chamar atenção.

- Hei... será que alguém ainda está na linha? Isso custa dinheiro, ok? – ele dizia.

- Ahh.. que bom! Ainda bem que eu disse 20... não disse 30... – ela colocou as mãos na boca, como se tivesse soltado um segredo valioso. – Ops...!

- O que é Miroku? - estava começando a se irritar, resolveu ignorá-la.

- Nada... só pensei por um LEVE instante que tinham se esquecido de mim. Mas... vou desligar... não quero atrapalhar os pombinhos! – e soltou uma risada maliciosa. Logo um tapa foi ouvido e o telefone ia sendo desligado. – Hei... espera... vocês vão ao luau, não é mesmo? Quer dizer... é a SUA festa.

- Oi? Que luau?

- Como assim que luau? O luau do SEU aniversário... meu Deus... – Miroku riu. – Mas, vocês vão. Ahh.. só para lembrar, vai mesmo, ok? Se não a Rin vai ter um piripaque... Câmbio e Desligo. – e o tum-tum deu lugar a voz do Miroku.

Kagome permanecia deitada no sofá, de olhos fechados, balançando a cabeça como se estivesse acompanhando uma melodia imaginária.

- Eu não fui convidado para a MINHA PRÓPRIA FESTA! - Kagome despertou de seu transe e desligou o radinho imaginário dentro da cabeça.

- Uhumm... Isso pode ser chamado de festa surpresa, talvez? – seu um sorriso sarcástico. Ele parou para pensar antes de responder.

- Não, não é! Se fosse surpresa, eles não contariam!

- Ahh.. tanto faz! – piscou um pouco os olhos, mas permaneceu deitada no sofá.

- Eii.. - ajoelhou-se no chão para ficar com a altura dela que ainda estava deitada no sofá. Com o rosto pertinho do dela perguntou com o sorrisinho inocente. - Você ainda me ama né?

- Não sei não... depois que eu descobri que eu posso ser a número... 99, não gostei nenhum pouco! – permaneceu quietinha. Não ia olhar para ele. Ele ia fazer AQUELA cara e depois fazer AQUELES comentários e ela ia acabar derretida.

- Não, vocé é a 102.. Mas é a única que eu daria a Lua de presente..

- Hei... – ela virou e deu um tapa no braço dele. – Você é muito tarado sabia? Não sei onde eu estava com a cabeça para aceitar ser sua noiva... – disse isso ao mesmo tempo que ria.

- Porque você sabe que eu te amo e que faria tudo por você! - afirmou já com aquela cara de cachorrinho sem dono.

- Aham... sei bem... – a carinha dele realmente estava fofa. Era difícil resistir.

- Você sabe que sim, eu faria qualquer coisa só para te ver sorrir..!

- Uhum... – fechou os olhos de novo. Aquela seção "Eu faria tudo por você..." estava sendo muito boa.

- Você sabia que a Lua perde o brilho quando encontra os seus olhos?

Kagome virou o rosto para ele.

- Isso tudo é para me ver feliz? Você até virou poeta?

- Eu não virei poeta, eu disse a verdade!

- Você é mesmo um chantagista barato. – ela puxou Inuyasha pela camisa, o fazendo subir no sofá em cima dela.

- Eu não pequena... - beijou levemente os lábios da garota antes de continuar. - Mas se você quiser, eu guardo todos os meus comentários para mim.

- Eu gosto das suas chantagens... pode compartilhá-las comigo. – passou seus braços pelo pescoço dele e fechou os olhos, mas novamente o telefone tocou.

- Inferno! Eu vou tacar essa porcaria fora!

- Já não basta um? – a jovem riu. Inuyasha se levantou do sofá e foi bufando até o telefone. Mais alguém lhe desejando parabéns.

- Oi Rin.

- Inu-chaaaaaaan! Agora é você né? Parabéns Inu! Muitas felicidades para você! - escutou a risadinha de Rin.

Kagome soltou uma risada. Só faltava Rin para completar o dia. Ahh... para a Kagome ser REALMENTE feliz, faltava os parabéns do Sesshoumaru.

- Ahh! seshy vai falar com você! - Inuyasha girou os olhos. Ao fundo podia escutar a Rin o incentivando.

- Inuyasha, seu infeliz, você chegou aos 74.

- Também te amo irmãozinho! - falou ironico.

- Aii Inu! Setenta e quatro anos precisa ser comemorado! O luau vai ser as 7, ok? Não falte, e leve a Katchinha também! Beijinhos! - mal ele botou o telefone no gancho, outra pessoa ligou. Olhou para o telefone com uma cara de psicopata que, com certeza, se telefone tivesse vida, ele teria morrido só de olhar.

- Inuyasha? - era Sango.

- Oi Sango..

Kagome não agüentou. Começou a se contorcer de tanto rir em cima do sofá. Daqui a pouco o presidente dos EUA ligava para ele desejando feliz aniversário.

- Parabéns, vou me resumir a isso sim? Isso deve ser muito chato para você! Não vou te desejar felicidades porque você já tem a Ká né? Hahha, então tá.. beijos Inuyasha! Feliz aniversário.

- Obrigado! - dizia mais o obrigado por ela ter desligado logo do que pelo Feliz Aniversário em si. - Tchau..! - desligou o telefone e ficou parado. foi instantâneo: ele tocou de novo e foi tacado contra a parede.

- Meu Deus... temos que ter um estoque de telefones! – Kagome se levantou se andou até onde Inuyasha estava. Muito estressado por sinal.

- Eu não sei porque eu ainda tenho isso.. - respirou fundo e contou de um até dez. - Você vai querer ir no luau?

- Tanto faz... o que você achar melhor. A gente pode ir no luau comemorar seu aniversário com todos nossos amigos, ou... – ela levantou os olhos. – a gente pode ficar aqui e não sei...

- Você sabe que eu não gosto de festas.. Mas eu sei que você quer ir!

- Eu quero o que vai te fazer feliz... afinal... é o seu aniversário. – ela sorriu.

- Ótimo, a gente vai!

- Sério? – Kagome deu um abraço apertado nele. – Eu aposto que vai ser muito divertido. E como vai te fazer feliz...

- Viu como você queria ir? - sorriu para ela.

- Se eu mentir, não vou te convencer mesmo, não é? – se afastou dele. – Mas eu queria sair mesmo... está tão chato só ficar aqui. E depois que eu fiquei doente, eu só saí com a Rin, e ela quase me matou...

- Vai ser às 7, mas... Eu quero meu café da manhã!

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Incrivelmente naquela noite a lua pareceu mais radiante. E o luau realmente tinha todo o sentido de ser chamado de luau. Depois de longos minutos esperando dar 5 horas, Kagome correu para o quarto se arrumar. Afinal, precisava de tempo. Apesar de simples, aquilo era uma festa. Às seis e quarenta ela estava pronta. Inuyasha estava na sala, como sempre esperando a moça. Estava vestida com um short branco, uma frente única azul marinho com detalhesem prata. Nascostas, as alças da blusa formava um grande X. Se lembrou do diaem que Inuyashalhe colocou uma flor no seu cabelo e também fez isso. Se maquiou levemente, colocando uma argola e pulseiras fininhas. Pegou sua rasteirinha preta com pedras e foi para a sala. Se Inuyasha não tivesse dormindo, brigaria com ela pela demora.

- Pronta?

- Agora sim... – esticou o braço para dar a mão a Inuyasha. Ela começou a andar, mas ele puxou o braço dela para trás novamente.

- Você está linda..! - e ele também. A regata vermelhar da Nike realçava em demasia o peito e os braços de Inuyasha que eram fortes e bem trabalhados. E a bermuda preta possuia uns traços brancos.

- Eu nem preciso dizer que você também está, não é? – deu um selinho nele. – Agora vamos antes que eles achem, ou melhor, que a RIN ache que nós não vamos.

- Ela sabe que a gente vai, porque se a gente não for, ELA vem aqui!

- E pior que eu sei disso... – puxou Inuyasha até a porta. Ela abriu e ambos saíram rumo ao carro.

Foram conversando idiotices durante o trajeto. A maior parte do tempo, sobre as cento e duas que Inuyasha pegou. Apesar de ser Kagome que perguntava sobre, ela ia emburrando cada vez mais a cada resposta que o irresistível hannyou dava. E foi assim que ela chegou à praia: emburradinha. Mas não demorou muito a desfazê-lo. Rin era uma pessoa muito animada, Sango e Miroku era super engraçados, as brigas entre Seshoumaru e Inuyasha era idiotas e sem pé nem cabeça. Por exemplo, agora discutiam sobre qual era o nome do cachorro e quem tinha dado esse nome para ele.

Olhando em volta, até seus pais tinham ido. E mais umas pessoas que ela não fazia a mínima idéia de quem era.

- Eu tenho CERTEZA que era Kikito! - berrou Inuyasha.

- Eu não discuto com meio-youkais que acham que sabem tudo. O nome do cachorro era Tekuse (O.o) e ponto final. – Sesshoumaru deu um gole em sua bebida.

- Era KIKITO! Infinitos pontos finais! - cruzou os braços que nem criancinha.

- Gente, eu acho que era Tekito! - Miroku se meteu no meio.

Sesshoumaru e Inuyasha viraram para encarar um Miroku tranqüilo, comendo um pedaço de torta.

- Eu me lembro bem que a Tia Izayoi que deu a idéia porque vocês ficaram brigando entre Kikito e Tekuse... – e deu um sorriso amarelo.

- Ahh... tudo bem! – Kagome resolveu dar um basta na discussão. – Depois da seção animais domésticos, será que dá para parar com a briga?

- Você só tinha cinco anos Miroku, você não vai lembrar! - abraçou Kagome pela cintura e ela devolveu o abraço. - Perai, você já era nascido?

- Não importa... mas eu sei da história... – ele riu.

- Nossa... Quando a gente pára para pensar em quantos anos você e o Sesshoumaru tem... é meio esquisito. – Sango comentou, dando uma mordida em seu bolo. – Quer dizer... caramba. Quando o Inuyasha tinha sei lá... 60 anos a Kagome tinha.. sei lá... 3 anos?

- Eu nasci em 1937! Pior o Seshoumaru, nasceu em 1832!

- Nossa... isso é que é ter uma LONGA história de vida. – Miroku começou a rir. – Puts, Sesshoumaru o que você NÃO viu acontecer na Terra? O Big-Bang? – Kagome, Sango, Rin e Inuyasha desataram a rir.

- Imbecis... - a voz fria e cortante gelou a praia toda, mas nada que uma Rin não resolvesse.

- Ah Seshy-kun, eu te amo de qualquer jeito! Mesmo que tenha trezentos anos!

- Que fofo! – Kagome comentou, quando Rin deu um beijo no rosto de Sesshoumaru. Era bem engraçado. Ele tão frio. E ela, toda empolgada e feliz.

- Chegou Rin! O mais novo remédio contra frieza de Seshoumaru! É prático, é fácil e fala com você! Já já numa farmácia perto de você! - de novo Miroku fez piada e Inuyasha riu.

- Miroku! - a moça dos olhos chocolate deu um cascudo nele. - Não atrapalha!

- É Miroku! – Sango olhou meio torto para ele. – Daqui a pouco o Sesshoumaru está correndo atrás de você e eu não quero ver ninguém se escondendo nas minhas costas. – revirou os olhos e tomou seu refrigerante.

- Ai gente credo! - Rin disse. - Foi só uma brincadeira.

- Idiota que nem esse imbecil. - girou os olhos dourados.

- E aí Inuyasha? – Miroku resolveu mudar de assunto. – Como você planeja sua vida de casado?

Kagome ficou bem interessada na pergunta e virou seu rosto atentamente para ouvir a resposta do hanyou.

- Como assim? - Seshoumaru rolou os olhos pela quinquagésima vez naquela noite.

- Você é muito lerdo!

- O que voc.. - o meio-youkai ia retrucar, mas Miroku continuou.

- Ahh... acabou a vida de garanhão! E a Ká... sendo uma esposa, desculpe Inuyasha mais é a verdade, muito linda... Como você vai se comportar? Além do mais... vai ter que tomar cuidado... Aii! – Sango fez questão de dar um tapa nele. – O que eu fiz agora?

- Você está metendo seu grande dedo onde não é chamado... – Sango olhou para ele séria, mas ao mesmo tempo curiosa com a resposta de Inuyasha.

- Keh! Miroku, eu não sou pervertido que nem você!

- Aham... tá bom então... Depois das mais de 74 peg... Aiii! – Miroku virou e viu uma Sango muito brava. – Tudo bem! Eu não falo mais nada então!

- O que está insinuando idiota?

- Ok, ok... chega! Você não vai brigar com o Miroku no seu aniversário, né Inu-kun? – Kagome deitou seu rosto no ombro dele.

- Feh!

- Kagome deve ser boa de cama.. - pensou alto com a mão no queixo. Kagome corou. Sango arregalou os olhos. Rin bateu na própria testa.

- AGORA EU TE MATO SEU DEPREVADO!

Inuyasha saiu correndo atrás de um Miroku que já estava longe. Sesshoumaru apenas suspirou.

- Eu vou atrás daqueles dois crianças. Precisamos discutir sobre a empresa e... – Sesshoumaru foi interrompido por um baque de um Miroku caído no chão e um Inuyasha batendo nele. – Bem... o dever me chama. – e saiu.

- Mudando de assunto.. - Sango virou para as duas, sentadas na sua frente, todas trêsem pufes. Afesta era realizada debaixo de uma área coberta, onde pufes ficavam espalhados por todos os lado em círculos e no centro deles, uma mesinha onde, vira e mexe, a garçonete renovava as babidas e salgadinhos. - Ansiosa?

- Ahh... Como posso dizer? Muitooo! – Kagome riu. – Afinal, não é todo dia que você se casa. Poxa... e está tudo tão lindo. O vestido que a Rin fez... o buffet... tudo. E o Inuyasha... – deu um longo suspiro. – Ele é o homem mais carinhos da face da Terra.

- É? Ele fica te chamando de bruxa toda hora! Acho que eu não ia gostar que me chamassem assim.. - Rin comentou.

- A forma como ele me chama... é tão fofa. E também... ele parou um pouco. Agora me chama mais de pequena.

- Ai que fofo! O Seshy me chama de baixinha! - riu. - Eu nem sou tanto assim, ele é que é muito alto!

- Mas vocês já...? - Sango fez gestos com a mãe interromependo Rin.

- Ahh..? – Kagome não entendeu bem. Até que Sango fez uma cara meio que... ela entendeu o que quis dizer.

- Sango! - repreendeu. - Depois você fala do Miroku! - ela sorriu sem graça, mas olhou apra Kagome esperando a respota.

- Ahh... bem... – Kagome começou a corar um pouco. – Eu e o Inuyasha, a gente não... – balançou a cabeça freneticamente. – Bem.. ele já tipo... já chegou ao ponto de começar a acontecer, só que eu ficava tão nervosa. E ao mesmo tempo achava que ainda não era hora. Mas, ele é muito fofo. Disse que espera o tempo que for necessário. E eu prometi que ele não vai precisar esperar até o casamento. – deu um sorriso sincero.

Todas sorriram compreensivas para Kagome.

- Uh! Nem contei! Sabe, ainda não tenho certeza, mas eu ACHO..

- Acha o que? – Kagome ficou curiosa. Sango também voltou seus olhos rapidamente para Rin.

Rin olhou em volta.

- Ainda não contei para o Seshy, mas..

- Desembucha Rin! - Sango quase gritou e Kagome riu.

- Eu acho que estou grávida! - ela sussurrou ao mesmo tempo em que ria e fazia gestos rápidos com as mãos.