Capítulo 22
A cama estava tão quentinha fazia minutos. Mas, de repente ela se esfriou. E ao mesmo tempo parece ter perdido peso. Sentiu os cabelos de ontem já secos. Em compensação, o travesseiro estava úmido. Murmurou uma ou duas palavras, virou para o outro lado e respirou fundo tentando recuperar o sono.
Voltou a abrir os olhos para mudar de posição. Franziu o cenho quando encontrou olhos castanhos a sua frente.
- Buuu!
- AAAHHHH! – Kagome só pôde ouvir seu próprio grito. Numa fração de segundo estava estabacada no chão. Ahh... é claro. Ela TINHA que levar um tombo no dia do seu casamento.
- Bom dia KATCHINHA! - Era só a Rin.
- Rin? – Kagome piscou um pouco os olhos para ver se era a Rin mesmo ou só um sonho e ela iria voltar para a cama sem nenhuma mancha roxa. Passou a mão na frente dos olhos. – É você?
- Claro que sou eu bobinha! - Kagome chegou a ficar espantada com o sorriso vibrante de Rin. - Bem que Inu-chan disse que você ia cair.. Hihiihii
- Ahh... isso é bem típico. – ela se levantou. – Bom dia Rin! E desculpe por essa recepção doida. – deu um sorriso. – Mas.. o que faz aqui? Você disse que eu mesma iria até... o Dia da Noiva, não é mesmo?
- É! Sango já deve estar para chegar aqui também. - comentou olhando o relógio. - Até agora, tudo saindo como planejado!
- Hum... então o Dia da Noiva vai ser aqui? – sorriu.
- Aham! Os massagistas, cabelereiros, manicures, pedicures, a depiladora... Todo mundo vai vir aqui! - ela deu um gritinho animado. Gritinho... Toda vez que alguém grita ALGUÉM reclama.. Cadê ele?
- Nossa... isso é bem incrível, mas... – seu sorriso se desfez procurando uma resposta. – Cadê o Inuyasha?
- Ah! Ele foi embora mais cedo! É o dia da NOIVA! Então, ele foi para a casa do Miroku para a deaspedida de solteiro.
- Ahh.. tudo bem. – ela abaixou a cabeça, mas... espera um instante. Despedida de solteiro? Com o Miroku? – Hei... ele vai ter uma despedida de solteiro? – arregalou os olhos para Rin.
- Claro! - ela respondeu radiante não entendo o ponto de vista de Kagome.
- Com o Miroku? – seus olhos ainda estavam arregalados. Resolveu se sentar para se acalmar.
- É ué! Ahh! Eu não pensei nisso.. - Rin ficou meio sem-graça olhando para Kagome sentada na cama. - Mas... Uhm.. O Seshy tá lá.. Ele vai resolver.. - deu um sorriso amarelo.
- Bom... acho que eu já fico um pouco aliviada por saber disso, mesmo sabendo que o Inuyasha é um cabeça dura. – levantou os olhos. – Melhor esquecer... o Dia da Noiva vai ser fabuloso.
- Ah sim! Inuyasha deixou um bilhete cheiroso para você! - Rin piscou poara ela e fez um gesto para que ela a seguisse.
Kagome riu do comentário da amiga, mas resolveu apenas segui-la. O que será que Inuyasha havia deixado para ela. As duas desceram as escadas até a sala. Rin foi andando até onde estava o piano, no centro da sala. E, em cima dele havia um buquê de flores. Muitas flores por sinal.
- Ele é muito fofo com você! - ela fez questão de dar enfase em 'você'.
Kagome apenas pegou o buquê o abraçou forte e cheirou as rosas. Lindas. Rin ficou sorrindo, observando a cena.
- Ele é sempre um fofo...
- Tem um trequinho branco ali.. - apontou um pedaçinho de paple rasgado de qualquer jeito em meio ao vermelho das rosas. - O que está escrito? - Rin pergutou assim que ela abriu o papel
- Está escrito "Tive que sair cedo, se não a Rin iria me expulsar daí. Essas flores são só para te lembrar que nada no mundo é mais lindo do que você. Te espero no altar, ansioso. Te amo Pequena, Inuyasha" – um sorriso grande apareceu no rosto de Kagome.
- AAAIII QUE FOFO! - Rin gritou depois que ela mesma leu naquela letrinha de médico que era a do Inuyasha.
Kagome levou um susto com o grito estridente de Rin. Ela apenas sorriu. Ele era a pessoa certa. Ele era o homem com quem iria passar a vida toda feliz.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
- De-despedida de solteiro? - mal tinha pisado na casinha azul e Miroku dava aquela notícia.
- É claro Inuyasha... – Miroku recebeu o primo de braços abertos e com o sorriso largo. - Pense bem... você vai se casar... claro, com a Kagome que é linda e que sabemos por fonte que é boa de cama... – Inuyasha olhou para ele com os olhos soltando faíscas. – Mas... olha. Você vai ter que parar definitivamente com sua vida de garanhão, cara. Precisamos de um dia para comemorar. – os olhos dele ficaram sonhadores. – E olha... que dia meu amigo. Acho que eu quero que chegue o dia do meu casamento logo só para isso.
- Mas eu não quero despedida de solteiro! - disse acabando com os sonhos de Miroku.
- Ganhei. - foi tudo que o youkai disse sentado na poltrona da sala lendo jornal.
- M-as... Ma-s... Inuyasha! Pensa.. você vai ter... – Miroku ia começar um discusso de convencimento, mas o meio-youkai o interrompeu.
- Não adianta Miroku..! - o hannyou se jogou no chão apra poder prestar atenção na TV que estava ligada.
- Posso falar? - Seshoumaru desviou sua atenção para os meninos que também retribuíram o olhar. - Maratona Duro de Matar?
- To dentro! - Inuyasha logo respondeu, animado.
Miroku fez um muxoxo.
- Se é assim, né... fazer o que. Eu já estava até pensando naquelas... – começou a fazer gestos com as mãos no ar.
- Ahh... acho que a "Sangozinha" vai gostar de saber disso... – Sesshoumaru retrucou.
- Hei.. não mete a Sangosinha no assunto. Eu a amo. Só pensei em... – ele fungou. – Ahh... deixa pra lá... Duro de matar.. isso aí..
OoOoOoOoOoOoOoO
Faltavam exatamente duas horas e trinta e dois minutos para seu casamento. O céu já estava começando a escurecer. Mas estava lá, deitada numa mesa fazia meia hora, fazendo acupuntura. No início ficara meio receosa, eles iria espetar aquelas coisas no seu corpo. Mas agora.. Ah.. Estava completamente relaxada. Quando o senhor terminou de retirar a última agulha ou alfinete, não sabia o que era, ela levantou e foi até o telefone para saber de seu noivo. O que ele estaria fazendo.
Discou o número da casa do Miroku, meio receosa. O que será que eles estariam aprontando?
- Alô? – Kagome murmurou. Ouviu um barulho distante. Pareciam voz alteradas, bem altas.
- ALÔ? - Era Miroku, parecia estar empolgado. Ao fundo, ela podia ouvir as risadas de Inuyasha e Seshoumaru.
- Oi Miroku! É a Kagome. – deu um sorriso nervoso. – Ele está aí perto?
- TÁ! PERAI. - Kagome ouviu Miroku gritar por ele do outro lado, e logo a risada dele ficou mais perto e ele atendeu. - OI!
- Oi Inu... está tudo bem aí? – Kagome ficou meio incerta com o que falar. Afinal, ela tinha que admitir para ela mesma. Estava com medo do que estaria acontecendo na casa do Miroku.
- Tudo ótimo! - ele riu de novo de alguma coisa que teria acontecido lá. - Por que?
- Ahh... por nada. Só liguei mesmo para ver se você estava bem... – pronto. O assunto tinha acabado e ela estava parecendo uma noiva boba com medo de perder o noivo para uma despedida de solteiro. – O que vocês estão fazendo? – ela não pôde se conter.
- Ahm.. Nada não. E você tudo bem?
- Tudo bem, sim... Bom. Desculpe ter incomodado em alguma coisa. Eu já vou porque a Rin está me chamando. – abaixou a cabeça e disse baixinho. – Até daqui a pouco. Eu te amo.
- Também te amo.. - Kagome ouviu ele gritar alguma coisa como 'você está roubando.' - Tchau pequena.
- Tchau... – e desligou o telefone meio incerta. O Inuyasha não está fazendo nada de errado, pensou. Resolveu relaxar. Agora lá vinha a Rin com outra parte do Dia da Noiva.
OoOoOoOoOoOoOoO
- Miroku! Você pegou as minhas fichas! - disse depois que desligou o telefone.
- EU? Você bebeu demais Inuyasha. Não peguei suas fichas, nada. – soltou um risinho. – Parece que a sorte está voltada para mim hoje.
- Seshoumaru! Eu tinha a trinca de valete lembra! - ele puxou as fichas de volta para seu bolinho.
- É maninho, mas parece que o Miroku tinha uma trinca de às. – Sesshoumaru jogou as cartas na mesa, espreguiçando. – Não está na hora da moça se arrumar, não? – dirigiu seu olhar para Inuyasha.
- Eu disse! Eu ganhei. Eu SEMPRE ganho. – Miroku colocou os braços para trás deitando no sofá.
- QUEM VOCÊ CHAMOU DE MOÇA? - esbravejou. Sehoumaru nem se mexeu.
- Meninos, tem lanche na mesa! - a mãe de Miroku gritou da cozinha. Miroku foi o primeiro a levantar.
- Você escapou dessa vez de sua morte dolorosa.. - ele disse com os olhos estreitos para o meio-irmão.
- Realmente, eu não tinha saída nenhuma de sua raiva inofensiva.. - ele levantou e seguiu Miroku até a cozinha. Os biscoitos daquela humana eram realemnte bons. E por último, Inuyasha pisando duro.
OoOoOoOoOoOoOoO
Como aquela espuma estava boa! Nada do que um bom banho de banheira não resolva os ânimos. Kagome estava a uns bons minutos relaxando naquela água morna, com sais e pétalas de rosa. Se ela soubesse que o dia de noiva fosse tudo isso, tinha pedido para ser a Semana da Noiva. Respirou um bom perfume que emanava o lugar. Calmaria. Perfume. Silêncio e...
- KATCHINHA! Acabou a boa vida! Vamos nos se arrumar logo! Saí da banheira menina... – Rin já vinha com a toalha em mãos, toda estabanada.
Kagome, contra vontade, saiu da banheira se enxugando com a toalha estendida por Rin. Depois disso, pegou um robe e se enrolou nele. Rin puxou suas mãos a trazendo para uma muvuca de pessoas. Era vestido, sapatos, maquiagem, cabelo. Meu Deus. Ela tinha acabado de entrar em um mundo sem volta.
Sentia a mulher pegar uma mecha do seu cabelo e puxá-la apra um lado enquanto uma outra fazia a mesma coisa, mas para outro lado. Sentada num banco com os pés para cima, alguém fazia a unha dos seus pés e outra pessoa, sua mão e Rin, apra completar, fazia a maquiagem.
Sango estava sentada no sofá já com as unhas prontas e o cabelo. Usava só um roupão enquanto lia um artigo da revista super entredida.
- Meu Deus... Parece que você virou mesmo famosa, Ká... – Sango suspirou. – Você acredita que seu casamento foi digno de uma nota. Prestem atenção... – ela preparou a voz para recitar uma pequena parte da nota. – "Nesta noite de sábado o astro de novelas Inuyasha Taisho irá se casar com a bela Kagome Higurashi. Uma menina desconhecida, mas que com seus encantos, arrebatou o coração duro do meio-youkai. A festa será fechada para somente convidados, e é bom ressaltar que tudo está sendo feito pelos mínimos detalhes por Rin Taisho, mulher de Sesshoumaru Taisho, irmão de Inuyasha." É... – Sango encerrou sua leitura. – Tem mais coisas aqui... mas, nada de importante. – passou uma página.
- Parece que eles não conseguem largar do meu pé... – Kagome murmurou, sentindo suas unhas sendo pintadas.
- Ai Ká! Vai dizer que você não gosta? Você conseguiu agarrar o Inuyasha! Coisa que NEM Kikyou conseguiu! Tipo, ela era modelo! - Rin disse, atenta fazendo alguma coisa na sua sobrancelha.
- Ela era uma IDIOTA isso sim. – Kagome arqueou as sobrancelhas e Rin logo a mandou relaxar de novo. – Não é que eu não goste da imprensa... é só que. Eles invadem a nossa vida como pessoas importunas... É só isso.
As manicures se afastaram de si e Rin também. E com um sorriso super contente praticamente ordenou.
- Sango, vai se vestir! Eu vou pegar o seu vestido Katchinha..
- Tudo bem... eu vou esperar... – todas as mulheres saíram do local. E ela queria um , com aquela sua mania de surpresa disse que ela só podia se ver quando estivesse completamente arrumada. É... lá ia a sua curiosidade se apertando.
Sango votlou para a sala já com o vestido negro. Algumas pedrinhas reluziam brilhantes na altura dos seios e iam raleando até a cintura fina. O vestido possuia só uma alça grossa que fechava do outro lado, às costas de Sango que vinha carregando os sapatos também negros nas mãos.
- Alguém já te dise que seu vestido é lindo?
- Você viu? – Kagome estava sentada em um sofá. – É lindo mesmo. A Rin é uma estilista de mão cheia.
- Ai Ká! Você vai ficar perfeita! Você já está linda sem o vestido, com ele então.. - logo depois, Rin apareceu na sala com um sorriso brilhante no rosto e junto com o vestido de Kagome. Também Já estava pronta e seu vestido era igual ao de Sango, por serem madrinhas. Tanto Sango como Rin ajudaram Kagome a vestir o vestido(que redundante xD) e assim que Kagome terminou, foi até o banheiro ver como ela estava, e mal acreditava na imagem refletida no espelho.
Tinha que admitir. Ela ficou uma noiva muito bonita. O vestido de Rin, junto com a maquiagem, o cabelo, os sapatos... tudo estava perfeito. Deu um sorriso largo. Esperava que Inuyasha gostasse. E pensando nele, será que ele já estava pronto?
OoOoOoOoOoOoOoO
- Cara, você tá atrasado! - Miroku fazia o favor de lembrá-lo de cinco em cinco segundos. Mas aquele imbecil tinha demorado tanto no banho que acabou atrasando ELE. - Você tá atrasado! - tinha certeza que Miroku só falava isso porque ele estava pronto.
- Eu sei seu mongol!
- Eu aposto que a Kagome vai chegar primeiro do que você e aí você vai estragar a tradição. Tinha que ser o retardado do Inuyasha. – bateu em sua própria testa.
- VOCÊ demorou MEIO MILÊNIO no banho! - protestou antes de bater a porta no quarto e jogar a toalha que estivera enrolada na cintura no chão parapoder se arrumar.
- EU? Hei.. não vem me culpar pelos seus atrasos não, hein? – foi para a porta do quarto. – Eu vou descer e te esperar lá embaixo. Já estou até vendo o chilique da Rin... "Pontualidade é fundamental!" e blá blá... – foi murmurando e fechando a porta, deixando Inuyasha sozinho.
- Imbecil, idiota... - vestiu a calça do terno negro ao mesmo tempo em que tentava abotoar a blusa social branca. – Cinto, cinto, cinto.. - vasculhou quarto com o olhos fechando o zíper da calça. Achou o cinto e colocou. Botou a blusa já fechada para dentro da calça e pegou o blazer negro. Penteou o cabelo rapidamente e praguejou. Rin disse para o cabelo estar seco. - Merda.. - praguejou. - Ele seca no caminho. Calçou o sapatos engraxados e desceu para a sala.
- Ahh... já era hora. – Miroku se levantou do sofá e foi até a porta onde Inuyasha já estava. – Vamos logo antes que a noiva seja você.
- Imbecil.. Eu odeio você! - entrou no carro de Seshoumaru, onde o próprio conversava com a mãe de Miroku.
- Pronto princesa? - perguntou arrogante. Sentou no banco de trás junto a Miroku.
- Ninguém te perguntou nada! - o hannyou retrucou. Não podia ficar aprado, senão iriam perceber que ele estava tremendo. Ia se casar com ela. Sorriu com isso. - Anda logo seu lerdo!
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As luzes ofuscavam a igreja. Os flashes, que piscavam a cada vez que alguém entrava na igreja, estavam espalhados por toda a parte. Todos estavam presentes. Amigos de faculdade de Kagome, sua professora de dança, sócios da empresa de Inuyasha, desconhecidos. Sango, Miroku, a mãe e o pai de Kagome já estavam ansiosos no recinto. Rin não parava quieta. Sesshoumaru apenas suspirava.
- Rin, relaxa.. Ela vai vir.. - sussurrou perto do ouvido da mulher, segurando a mão dela. Depois voltou-se para Inuyasha. - Você quer ficar quieto! Kagome NÃO está aqui!
- Ai Sesshy... estou TÃO nervosa. E se sair alguma coisa errada? E se o carro da Katchinha quebrar no caminho? E se a surpresa não vir...? – ela ficava andando de um lado para o outro buscando com os olhos a convidada.
- Rin! Vai dar tudo certo.. - deu um beijo leve nos lábios dela, bem leve mesmo, se não, borraria o batom dela e ai, ela ficar mais estreessada.
- Rin? - as duas sorriram aliviadas, Seshoumaru deu graças a Deus, Inuyasha ficou surpreso, Miroku apanhou de Sango e caiu no chão por ter ficado olhando a moça ruiva que chegara acompanhada de Kouga.
- Ai MEU DEUS! VOCÊ VEIO! – Rin abriu um sorriso enorme. – Graças a Deus. Eu acho que eu teria um infarto se você não viesse... – Rin se afastou um pouco, para observar Inuyasha. – Inu-chan.. essa é a surpresa da Katchinha para você. A Ayame! - apesar do youkai lobo não concordar muito, Ayame se soltou dele para abraçar o melhor amigo de infância que retribuiu o abrço ainda meio estático.
- O que está fazendo aqui pentelha?
- Vim para o seu casamento, seu chato! – ela riu e se soltou so abraço para por vê-lo melhor. – Quem diria que o tapado iria se casar, hein?
- Como assim tapado? Eu não sou tapado! - todos em volta riram, principalmente Kouga, Miroku e Seshoumaru.
- Não... imagina. Desde sempre era tapado... – riu um pouco. – Só que, agora que encontrou uma pessoa certa, vê se cuida dela, hein? Olha que ela me procurou por toda a parte só para vir aqui...
- Pena que a Katchinha não pode ver a sua cara.. - Rin se entrometeu.
- Rin, a Kagome vê muito mais que só a cara do Inuy.. Ai! Sango! - reaclamou com a mão na cabeça. Ayame ficou meio sem-graça depois do comentário construtivo de Miroku.
- Gente, Preparem-se para entrar! Ayame, você vai entrar junto com o Inu-chan! - ela disse e pos-se a ajeitar os casais na ordem.
Depois de todos estarem ajeitados, e de Rin deixar tudo em ordem para a chegada de Kagome, Inuyasha e Ayame entraram. Todos os convidados focaram seu olhar para o noivo e os flashes passaram a ser constantes. Ao chegar ao altar, Inuyasha se posicionou no altar e Ayame se dirigiu ao primeiro banco. Sango e Miroku, Rin e Sesshoumaru entraram logoem seguida. Seposicionaram logo ao lado de Inuyasha.
Inuyasha não parava de bater o pé. Sentia as mãos suadas mesmo estando geladas. Ela estava demorando. tá, sabia que era normal que noivas demorassem, e sendo Rin como Rin, não ia deixar esse detalhe a parte escapar. O problema é que ela não chegava nunca! Será que ela não vinha mais?
O carro parou em frente à igreja. A porta foi aberta pelo motorista e as mãos enluvadas de Kagome apareceram em meio aos flashes. Ela desceu do carro meio insegura. Sua respiração estava acelerada. Ela não conseguia se conter. Sorria para todos os lados. Mirou seu pai na porta da igreja. Então, calmamente foi andando até ele, sendo seguida por várias mulheres segurando sua calda.
- Você está linda minha menina.. - sussurrou para ela estendendo o braço.
Kagome não respondeu. Apenas deu um sorriso largo e beijou levemente a bochecha de seu pai. Deu o braço a ele. E as portas foram abertas. A marcha nupcial começou a tocar. Todos se levantaram e dirigiram seu olhar para a entrada da noiva. Como Rin te dissera, calmamente ela entrou. Seu coração agora mesmo estava acelerado. Sentia vontade de chorar de emoção e ao mesmo tempo ela emanava um sorriso lindo. Seus olhos, mais azuis do que nunca, tremularam ao avistar Inuyasha no altar. Ele estava lindo. Perfeito. Sorriu ainda mais quando seus olhos se encontraram. Apertou mais o braço de seu pai. Aquilo que estava sentindo era muito mais do que se poderia imaginar.
O hannyou sentiu uma onda de alívio quando ela apontou na porta. Sentiu sua boca secar e abrir levemente, mas nem se deu ao trabalho de fechá-la. Ela estava linda mesmo, mais do que um ser humano podia ser. Mais do que se podia imaginar. E a vontade que tinha era de correr e pegá-la logo. Eles estavam andando tão lento.. Só podia ser para irritá-lo. Quando acordou de seus pensamentos, ela já estava ali. Parada à sua frente, sorrindo para ele com aquele olhos azuis brilhantes.
- Oi... - sussurrou baixinho.
- Oi... – ela respondeu seu sussurro. O padre começou a falar, mas Inuyasha respondeu de volta o sussurro dela.
- Ainda da tempo de você correr...
- Só se for para levar você junto comigo... – deu um sorriso grande, e virou-se para o Padre a sua frente.
O padre ficou falando durante quinze a vinte minutos, o que deixava Inuyasha impaciente. Batia o pé imcansavelmente.
- Repita depois de mim.. - o padre disse mirando Inuyasha. - Inuyasha Taishou, você aceita Kagome Higurashi como sua mulher, para amá-la e respeitá-la na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, até que a morte vos separe?
- Aceito! – respondeu ansioso.
- Kagome Higurashi.. – o padre se dirigiu a moça. – Você aceita Inuyasha Taisho como seu esposo, para amá-lo e respeitá-lo na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, até que a morte vos separe?
- Aceito...! – ela afirmou com certeza.
- Então... com o poder cedido a mim pela santa igreja, eu vos declaro, marido e mulher. Pode beijar sua noiva, agora esposa, Inuyasha. – o padre sorriu com a felicidade do casal a sua frente. Inuyasha estava tão agitado com aquilo tudo que só pressionou os lábios contra os dela enquanto segurava entre as mãos, o rosto da jovem.
Ela viu o quão nervoso ele estava. Então passou suas mãos pelo rosto dele também. Logo quando acabou o beijo ela segurou as mãos dele forte com as suas. Deu um sorriso belo. Saíram da igreja debaixo de aplausos e arroz e foram para o local onde Rin disse explicitamente que era para se encontrarem.
Entraram em uma limosine que os levaria até a recepção. Kagome se sentou, ajeitando sua calda, não tão pequena. Suspirou pesadamente e o carro entrou em movimento.
- Eu não agüentava mais ouvir o padre falando aquele bando de blábláblá!
- Ahh.. Inuyasha. Você sabe que casamentos demoram... e até que esse padre não demorou tanto assim... – ela olhou para ele. – E então? Já está mudando de idéia?
- De que? - parou de olhar a rua para olhá-la.
- De ter casado com uma maluca...
- Ah, claro! Eu vou te arremessar pela janela a qualquer instante! - como ainda estavam de mãos dadas, ele começou a acariciar a mão dela com o seu dedão. - O que você acha sua boba!
Ela deu um pequeno sorriso. Se aproximou de Inuyasha, segurou seu rosto e deu-lhe um beijo. Diferente daquele da igreja, esse foi aprofundado. O primeiro beijo de verdade depois de casados. Separaram-se depois de um tempo e ficaram se encarando, ambos sorrindo bobos. Até que Kagome lembrou de uma coisa..
- Hei... você não me falou para onde vamos viajar... – fez um bico. – Será que agora eu posso saber?
- É claro! - ela desfez o bico o olhou esperançosa. - que não! - completou. - Vamos Ká! Você já agüentou um mês! Amanhã a gente viaja!
- Eu sei... mas... – ela olhou para a frente emburrada. – Eu não gosto disso...
- De surpresa? Você não está em condições de reclamar.. - disse. Chegou mais perto para abraçar a esposa emburrada pelos ombros.
- Por que não estou em condições de reclamar? – ela se aproveitou que ele a abraçou e passou seus braços pelas costas dele.
- Você achou a Ayame e NÃO me disse!
- É... achei sim... – sorriu. – Porque eu sabia que você ficaria feliz. Ela é sua amiga desde pequena. Então.. procurei saber sobre ela... gostou? – levantou sua cabeça para fitá-lo.
- Ela.. Cresceu. - franziu o cenho. Ela tinha só quinze anos quando a viu pela última fez. - Agora ela tem o que.. Oitenta? Não lembro...
- É.. deve ter por volta disso mesmo... – suspirou e sentiu o carro parar. – Nossa... já chegamos? – desencostou do abraço de Inuyasha e viu a porta do motorista sendo aberta. Provavelmente ele iria abrir a porta para ela.
- Festa... E depois festa..! - saiu do carro e a ajudou a sair.
- Ai meu Deus... como essa calda é grande... – terminou de descer o carro, arrumando seu vestido. – Estou doida para tirar logo esse vestido, apesar de ser lindo.
- Essa porcaria desse blazer esquenta demais..! - ele desafrouxou a gravata e viu seus amigos vindo na direção dos dois.
- Aeeeeeeeeeeeeee! Finalmente, casados! - Rin conseguiu abraçar os dois ao mesmo tempo. - Parabéns!
- Obrigada, Rin! Aliás... temos que agradecer tudo a você. – Kagome se soltou do abraço de Rin e a olhou. – Você não sabe o quão feliz eu estou por tudo isso. – ela logo avistou Sesshoumaru, Sango e Miroku se aproximando.
- Ai Meu Deus Kagome! Parabéns! - Sango deu aquele abraço de urso que só ela sabia dar enquanto Miroku falava com Inuyasha.
- Obrigada Sango! Abraço de urso..! – ela riu. – Pode deixar que o buquê vai cair direito na sua mão. – murmurou.
- Safadinha.. - ela riu e deu espaço para o Miroku falar com a amiga e esperou Seshoumaru falar com Inuyasha.
- Oi Miroku...! – ela lhe deu um abraço apertado.
- Ká, parabéns, que você tenha muuuuuuuuuita paciência para aturar esse ser.. - ele riu. - Boa sorte!
- Eu vou ter... pode ter certeza. – deu uma piscadela para ele.
Sesshoumaru, que deu um abraço (O.o Meu Deus..) em seu irmão se dirigiu a Kagome e também a parabenizou. Depois de todos os parabéns dos amigos, Inuyasha e Kagome foram rumo à entrada para receber os convidados. Todos foram chegando e os noivos ficaram um bom tempo recebendo os cumprimentos. Até que o último convidado entrou, e eles puderam descançar de tanto falar "Obrigado".
Inuyasha voltou a abraçar a noiva, principalmente porque o ar estava ligado e ela estava com os braços e as costas completamente desnudas. Sussurrou de um jeito que só ela escutasse.
- Ainda bem que acabou, eu estava quase mandando eles irem se ferrar..
Kagome riu com o comentário dele, mas o censurou.
- Inuyasha... eu sei que foi muito.. chato, mas devemos ser educados. – riu de novo, mas dessa vez por sentir cóscegas. Ele havia começado a beijar seu pescoço.
- Vamos fugir da festa? - perguntou em meio aos beijinhos.
- Bem que eu queria... mas, nós não podemos... Eu tenho que dançar com meu pai, jogar o buquê e blá blá blá...
- A gente fala que uma manada de cachorros assassinos veio e te raptou. E eu tive de ir lá, salvá-la.
- É mesmo? – ela, que estava de costas para ele, virou-se para frente. – E depois... você me achou e eu estava assustada e teve que me levar para o hotel para me acalmar?
- Aham e depois, para ter certeza que você estaria segura, a gente viajava para a Novaa-a-a-aaa.. - quase que ele fala.
- Aaaaa... – ela acompanhou a terminação da palavra. – Novaaa...? Continua, vai... – ela riu. Mas, sua felicidade acabou, quando Rin se aproximou correndo.
- Ahh.. gente! Me desculpe... eu sei que vocês querem ficar sozinhos.. mas Katchinha... chegou a hora da valsa com seu pai. – pegou a mão da moça e puxou. – Vamos... – e andou para frente. – Hei... não fica aí parado Inuyasha... você vai dançar com a Katchinha também, vem logo.
- Mas que droga! – Kagome deu um olhar de aviso para ele e ele devolveu o olhar inocente.
Quando eles chegaram próximo à pista de dança, todos direcionaram seu olhar para os noivos.
- Bem, senhoras e senhores... – Rin tinha subido em uma espécie de pequeno palco. – Agora... vamos ter a valsa da noiva com o pai. Por favor.. liberem a pista de dança. – colocou o microfone no lugar e desceu.
- Inu-chan.. – o hannyou virou sua atenção para o ser que sussurrou aquele apelido indesejado. – Você entra no meio mais para o final.
- E onde é que fica o meio mais para o final? – continuaram a cochichar.
- Ah, não é no final da música, é mais para o meio entende? Falta pouco para faltar pouco para a música acabar.
- Mas eu nem conheço essa música idiota! – cochichou de volta. A música começou a tocar e ele virou o rosto só para poder ver Kagome começando a dançar com o seu pai. Pareciam conversar sobre algo. Provavelmente aquele blábláblá todo.
- Ah Inuyasha! Entra quando você quiser! – a morena irritou-se e segurou o braço de Inuyasha num puxão. – Não agora seu imbecil!
- Você disse quando eu quisesse!
- Mas não agora! Eu vou te empurrar quando for! – Rin explicou e cruzou os braços.
- Keh! Por que você só não avisa? – perguntou e ela não respondeu. – Irritadinha...
A música tocou durante alguns minutos e Kagome e seu pai dançavam calmamente na pista. A mãe de Kagome sorria, próxima aos dois. Ela direcionou seu olhara para o lado de Rin, e viu que Inuyasha aparentava estar meio apressado. Riu um pouco. Até que viu Rin empurrá-lo para a pista, e ele veio vindo em sua direção.
Lançou um último olhar para Rin que ria discreatamente de um quase tropeço pelo simples empurrão, depois voltou a olhar Kagome e o pai que passava a mão enluvada da filha para ele. Disse algo como um cuide bem dela; que Inuyasha concordou, antes de se afastar do casal ainda sorrindo. O hannyou soltou o ar pela boca que nem sabia estar prendendo. Ele ainda não sabia dançar. Da última vez que dançara com a jovem, ela subiu em seus pés para não correr o risco de machucar os dela.
- Está nervoso? – sussurrou para ele. Ao mesmo tempo passava as mãos pelo pescoço do hanyou, o aproximando mais dela.
- Não! - exclamou, mas baixo o suficiente para só ela poder ouvir. - Sim. Talvez.. Não sei...
Ela deu um sorriso.
- Olha... se acalma, sim? Esquece todo mundo daqui... imagina que só estamos eu e você dançando... calmos. Não precisa ter medo.
- Bruxa, eu não sei dançar! Eu vou acabar pisando no seu vestido e além de sujá-lo, você vai acabar tropeçando!
- Você não vai pisar.. e eu não vou tropeçar. Porque eu confio em você.
- Eu avisei.. - tentou fazer o que ela disse. Encostou a sua testa na dela e sentiu a ponta de seu nariz encostar de leve na ponta do nariz quentinho dela.
Ela fechou os olhos apenas acompanhando o ritmo da música. Inuyasha não estava indo tão mal. Dançava calmo, tentando fazer passos como os que Kagome lhe ensinara. A moça sorriu com a tentativa ótima de dança dele. Ficaram um bom tempo assim. A primeira música já tinha terminado, dando lugar a uma próxima, onde outros casais se juntaram a eles na pista. Kagome abriu os olhos, sentindo Inuyasha desencostar sua testa da dela. Ele puxou sua mão para fora da pista. Caminharam até a mesa que fora demarcada para ele e para os dois casais que se encontravam dançando. Para falar a verdade, poucos eram os que estavam sentados.
- Hum... – Kagome sentou-se em uma cadeira. – Eu não sei o porquê da Rin ainda não ter me chamado para jogar o buquê... – suspirou. – Não dou dois minutos para ela me chamar...
- Vamos apostar? – desafiou.
- Apostar o quê? – ela olhou interessada para ele.
- Em quanto tempo ela te chama para jogar o buquê!
- Hum... ok. Se eu ganhar a aposta, o que eu ganho? Preciso pensar se vale apena apostar... – riu.
- Se você ganhar eu te conto para onde nós vamos viajar, maaas... - Kagome viu um sorriso não muito agradável se formar nos lábios do hannyou. - Você vai vendada para onde quer que eu vá te levar.. Fechado?
- Fechado.. apesar de não estar gostando nadinha disso de ficar vendada. – sorriu. – Qual o seu palpite?
- Exatos trinta e dois segundos. - disse confiante.
- Hum... eu abaixo o seu palpite para 28 segundos... e começa a partir de.. agora!
Cinco segundos. Rin sobe no palco sorrindo, mas e parada por Seshoumaru. dez segundos. Ela parece perguntar o que ele queria. Vinte e sete segundos ela volta para o palco e se posiciona em frente ao microfone limpando a garganta. Trinta e oito segundos. Ela começa a falar.
- Ahhh..? – Kagome abriu levemente a boca. – TRINTA E OITO SEGUNDOS? Por que o Sesshoumaru foi falar com ela, justo NAQUELA hora?
- Tinha que ser o Imbecil! Mas eu ganhei.. - decidiu pelos dois.
- O quê? – Kagome olhou para ele espantada. – Como assim VOCÊ ganhou?
- Oras! Ela começou a falar com trinta e oito segundos! EU cheguei mais PERTO do que VOCÊ!
- Hei... a gente não combinou NADA disso! – cruzou os braços fazendo um bico. – Eu quero saber para onde a gente vai! – bateu o pé com sapatos de salto no chão.
- Por que? Isso não faz sentido!
- ..jogar o buquê! - Rin disse olhando para eles lá do palco. Mas nenhum dos dois notou.
- Claro que faz! – Kagome olhou para ele. – Olha... eu fico com a venda... se você me contar pelo menos UM lugar... combinado?
- Você NÃO vai ficar com a venda, você é TEIMOSA e vai enrolar para tirar!
- Eu PROMETO que fico, sim? Quando você vai colocar essa venda em mim? – perguntou.
- INUYASHA! - Rin gritou no microfone fazendo com que um barulho agudo ecoasse pelo lugar. Inuyasha rapidamente tapou as orelhinhas sensíveis assim como todos do salão taparam os ouvidos, assustados tanto pela reação de Rin quanto pelo barulho estridente.
- O que é agora criatura? - perguntou ainda com as mãos nas orelhinhas. Estava sentindo uma leve dor de cabeça começar.
- A Katchinha tem que jogar o buquê! Quer fazer o favor de parar de conversar com ela? _ colocou as mãos na cintura. Kagome apenas riu, e foi em direção ao palco, onde Rin já a esperava. Ela subiu com cuidado e viu todas as mulheres da festa se amontoarem em sua frente. Visualizou Sango bem lá trás. Pronto. Já tinha seu alvo.
Fechou os olhos e lançou com toda força que tinha para trás. Toda aquela gritaria cessou quando o buquê caiu direto nas mãos de... Miroku?
Kagome virou para ver se Sango realmente tinha pego o buquê. Um Miroku atordoado segurava as flores olhando para a sua mão, desacreditado. As mulheres começaram um murmúrio exaltado. Apesar de errar seu alvo, Kagome sorriu. De qualquer jeito, as flores iriam para Sango.
- Parece que já temos uma nova noiva! – ele levantou-se e ergueu o buquê. – Basta o meu noivo aceitar? E então Sangozinha? Aceita esse buquê de flores como um pedido de casamento? – se aproximou dela, aproveitou a chance e passou a mão.
Sango apenas ficou enrijecida. Virou sua mão com toda a força e deu um tapa bem dado.
- Eu aceito as flores... mas um tarado como você de marido, minha consciência precisa de acostumar com a idéia. – foi andando com o Miroku em seu enlaço.
Kagome desceu o palco rindo. Inuyasha estava do outro lado da pista, rindo também. Aquilo foi o melhor da festa, com certeza.
- E então? O que vamos fazer agora? – ela se aproximou dele. – Me livrei do buquê, acabou a dança... você vai me salvar dos cães selvagens?
- Já estou vendo dois deles escondidos ali atrás.. - a trouxe mais para perto pela cintura e a beijou. Agora ela era sua mulher...
