Capítulo 23
- Então..! – um sorriso esperto se formou no rosto do hannyou. Fechou a porta com o pé. Depois das despedidas e novos calorosos parabéns, eles finalmente se dirigiram ao hotel, onde passariam a noite para viajar na manhã seguinte. O quarto grande estava apenas iluminado pela luz de um abajur que se encontrava próximo da cama onde Kagome estava sentada, ainda vestida de noiva. Apoiada nos próprios braços, desviou a atenção da grande varanda do quarto para olhar Inuyasha.
- Então o quê? – ela deu um sorriso, levantando.
- Eu quero a minha despedida de solteiro.. - quando terminou de dizer, já estava abraçado a ela.
- Ué... você não teve uma na casa do Miroku? – olhou torta para ele.
- Não. Não ia ter graça, eu ia ficar lembrando de você..!
- O que você quer que eu faça, então? – passou um braço pelo pescoço dele e sua outra mão tocou o rosto do hanyou. Sentiu seu cabelo escorrer pelas costas enquanto ele passava um dos fios para trás de sua orelha.
Kagome tocou sua testa junto com a de Inuyasha. Fechou os olhos, aspirando o perfume que ele emanava. Ficou algum tempo assim, até que tocou seus lábios com os dele. Um beijo suave. Até que o meio-youkai a apertou mais contra si, aprofundando o beijo. As mãos de Kagome passearam, do rosto de Inuyasha, até suas costas. Elas voltaram para frente desabotoando o blazer do hanyou. Calmamente, ela o foi retirando passando pelos ombros dele, jogando-o ao chão.
Voltou a beijá-la não agüentando ficar mais longe dos lábios doces da menina que começava desabotoar sua camisa enquanto se beijavam ainda. Desceu a boca delicadamente pelo pescoço, beijando e arranhando mais que delicadamente com os dentes. Sentindo a pele macia das mãos dela passearem pelo seu tórax, parou suas mãos em cima dos botões do vestido longo começando a abrí-los. Tarefa árdua, já que eles pareciam enroscados. Sorriu em meio ao beijo, nunca tivera esse problema.
Depois de algum tempo, o vestido de Kagome caiu ao chão com um baque leve. Inuyasha observou a menina a sua frente. Delicada como uma simples pétala de flor. Suas mãos tocaram a cintura de Kagome a levando em direção à cama, enquanto a beijava. Ela elevou suas mãos para o cabelo prata do hanyou, o alisando. Rapidamente elas passaram pelas orelhinhas, o que fez que Inuyasha estremecesse.
Ele esticou o braço, mas não parando de fazer o que estava fazendo, e desligou o abajur.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
- Hum... isso aqui está muito bom. – Kagome murmurou, comendo seu pedaço de bolo. Ao seu lado, uma caneca fumegava quentinha, com um chocolate quente. Ela estava vestida com a camisa de Inuyasha. A mesma do casamento.
Inuyasha deu de ombros e continuou comendo o seu. Talvez fosse um pouco mais do que duas da manhã, mas ambos não ligavam. Como não tinham comido nada na festa estavam realmente com fome, bem.. Ele estava com muita fome.
Kagome riu. Deixou seu prato de lado, e pegou sua caneca com o chocolate quente. Foi dar uma leve bebida, mas mesmo assim queimou sua boca. Apesar de fazer algum tempo, ainda estava quente.
- Ai... – ela afastou a caneca, e começou a abanar a boca. – Me queimei.
- Sua boba! - deixou sua xícara em cima numa cabeceira esquecida ao lado da cama sentando-se de frente para Kagome. - Deixa eu ver...
Kagome obedientemente abriu a boca um pouco para Inuyasha poder examinar.
- Ahhh... – murmurou abrindo a boca. Viu quando ele riu.
- Nem queimou tanto assim.. - disse. Fechou a boca dela com uma das mãos.
- Mas está ardendo um pouco, viu? – fechou os olhos rapidamente, como se estivesse sentindo uma dor insuportável.
- Melodramática... – sorriu carinhoso para ela depois do selinho que depositou na menina. – Você vai voltar a dormir?
- Humm... sabe que eu não estou com sono? Isso é meio que estranho... mas não estou não. E você? – chegou perto dele e deitou sua cabeça no peito de Inuyasha que respondeu com uma nova pergunta.
- Quer ver o Sol nascer?
- Claro... Eu adoro o pôr-do-sol... o nascer deve ser tão lindo quanto. – embora disse isso, permaneceu quieta no colo de Inuyasha. Sentindo-o olhar para si, levantou os olhos azuis divertida. Não tinha movido um dedo.
- Você é abusada.. – levantou da cama com ela nos braços. – Muito abusada..
- Só um pouquinho... – ela foi sendo literalmete arrastada por Inuyasha até a sacada do quarto onde se encontrava uma rede (? Não me perguntem about..). Ajeitou-se na rede e logo em seguida ela deitou em cima de si. A vista dali era realmente bonita. A varanda ficava à muitos metros do chão, fazendo com que os prédios se tornassem menores de onde estavam. Ao longe, no horizonte distante, você já conseguia perceber que o azul escuro se tornava claro a medida que a luz do Sol surgia por entre o escuro da noite.
- Você não é nem um pouco pesada, né?
- Aham... nenhum pouquinho. Aliás... – ela virou-se de uma forma que ficasse de frente para ele. – Se eu estiver gorda, a culpa é sua.
- Minha? Eu não tenho nada a ver com isso..! Você come porque quer!
- Ahh... você tem a ver sim. Faz docinhos muito bons que engordam rapidinho... Além de me deixar ainda mais preguiçosa... quando eu voltar para as aulas de dança minha professora não vai nem mais me aceitar para o campeonato de tão gorda que eu vou estar.
- Eu só fiz três vezes Ká! Nem foi tanto assim.. - defendeu-se.
- Três vezes? Você fez TREZE vezes, isso sim... – riu da cara de assustado dele. – É sério... você está me colocando nas estatísticas de futuros gordinhos.
- Também! Você me pertuba para fazer! Você vem com aquela cara de cachorrinho sem dono e como os olhos pidões e ainda faz biquinho! Como é que eu vou falar 'não'?
- Ahh... tudo bem. Eu TENHO culpa! – soltou uma gargalhada. Deu um beijo no rosto de Inuyasha e deitou-se novamente no peito dele.
- Eu sempre ganho! - ele se gabou e ela levantou o rosto pronta para revidar.
- Não... você ganha... ÀS VEZES... – deu um sorriso. - Falando nisso.. Para onde nós vamos viajar? - agora que já sabia que a 'técnica do doce' funcionava, resolver botar em prática.
- Isso não tem nada a ver! - ele riu e ela insistiu.
- Tem sim... e agora você vai ter que me falar para onde nós vamos! – virou-se da mesma forma como estava antes. – Ou se não.. eu... eu.. sei lá... vou ter um troco.
- Oh! Eu estou morrendo de medo! – ergueu uma das mãos e a balançou bem em frente a Kagome de forma exagerada, como se estivesse tremendo. – Eu não vou te dizer! Kagome, faltam só mais duas horas!
- Ahh.. é assim é? Então... tá! – ela disse fazendo um bico e se virando para frente, emburrada. Ele ia ver uma coisa.
- Não vai funcionar.. - tentou se mostrar confiante porque, se mostrasse uma falha, ela iria aproveitar. O problema foi que ele não percebeu que mostrou uma.
- Funcionou sim... – virou-se com um sorriso no lugar de seu bico. – Sua voz falhou... – ela franziu o nariz, rindo.
- Tá! Mas não vai funcionar..! - tornou a voltar sua atenção para o nascer do Sol, que já estava acontecendo.
Ela resolveu não contestar e também virou seu olhar para o nascer-do-sol. Era uma das maravilhas da natureza. O céu era pintado de vários tons de cores. Incrível. Um verdadeiro espetáculo.
- Nossa... essa é uma das coisas mais lindas que existe... – murmurou Kagome.
- Não, não é...
- É... é sim! – desviou seu olhar para o rosto do hanyou.
- Eu sou mais!
Deu um suspiro pesado, voltando seu olhar novamente para o céu.
- O que? Eu disse a verdade! - começou ele. - Além do mais.. Se eu dissese que era você, além de ser uma coisa clichê, você ia fazer aquela cara de 'mentira...'
- Eu sei que foi verdade... – virou-se novamente para ele. – Foi a mais pura verdade... – deu um selinho nele. – Verdade verdadeira... – deu outro selinho.
- Então o que é?
- Nada... – deu de ombros. Abraçou mais Inuyasha. – Só que eu estou um pouquinho carente...
- Ah, tadinha do meu bebê..! – disse suave e começou a fazer carinho na cabeça dela. Kagome riu do que ele disse
- É... tadinha mesmo... – fez um biquinho de bebê. – Ela precisa de MUITO carinho... – riu.
- Quem é o idiota que não cuida de você direito?
- Hum... posso falar mesmo? – Inuyasha balançou a cabeça afirmando. – Olha... ele não é um idiota. E cuida direitinho de mim. Só que eu ainda não estou contente... só isso. Eu preciso de um abração e muitos beijinhos.
- Só pode ser um idiota mesmo! - ele apertou o abraço.
- Ele não é nada... Tudo bem... pode ser um pouquinho... – ela riu e ele fez uma cara engraçada. – Mas eu o amo, muito, muito e muito. E ele é a única pessoa nesse mundo que me faz sentir como nunca me senti em toda minha vida.
- Você vai ter que substituí-lo por mim! Ele não cuida de você direito! - espalhou beijos pelo rosto dela. - Eu cuido!
- Pois eu já substitui... E ele está se saindo melhor do que eu imaginava... – riu sentindo os beijos de Inuyasha começando a descer pelo seu pescoço. As mãos dele já debaixo por sua blusa estavam fazendo cócegas em sua barriga.
Kagome fechou os olhos apenas sentindo o toque do meio-youkai. Sorriu pelas cócegas sentidas, além de deixar escapar um leve tremor.
- Você vem sempre aqui?
- Sabe que é a primeira vez? E eu estou adorando... – sorriu, cobrindo os lábios dele com os seus.
- Que preguiça! – o hannyou esticou os longos braços para depois se largar desajeitosamente na poltrona do avião que estavam.
- Estou com sono agora... – Kagome bocejou ao término da sua fala. – Acho que vou dormir um pouco antes de chegar ao meu destino que eu não faço a mínima idéia para onde seja...
- Quando acordar eu te conto.. - enquanto falava, Kagome levantu o braço que os separava reconstando-seem si. Elapassou os braços finos em volta de sua cintura Já que aquele cinto 'idiota' dificultava as coisas, acabou chegando mais para o lado e abraçou-a de volta. Beijou o topo da cabeça da menina dos olhos azuis antes de soltar um longo suspiro. Ia ser uma longa viagem até a Nova Zelândia..
OoOoOoOoOoOoOoOoO
- Atenção Senhores passageiros. Bem-vindos à Nova Zelândia. Um belíssimo paraíso. Esperamos confiantes que se divirtam aqui. – foi com o som da voz da aeromoça que Kagom acordou. E acordou assustada, porque percebeu que todos os passageiros já haviam se retirado, restando apenas ela e o Inuyasha. Mas... espera um minuto. A aeromoça disse Nova Zelândia?
- Que foi? Tá tudo bem? - perguntou preocupado. Ela acordou como se alguma coisa estivesse pegando fogo!
- Não... eu apenas me assustei em ver o avião vazio, mas... – Kagome ficou de pé olhando para ele atônita. – Você ouviu o que ela disse? - ele arqueou uma das sobrancelhas como se fosse uma coisa óbvia.
- É sério... – Kagome virou-se de costas para Inuyasha, pegando seu casaco na cadeira. – Eu tenho certeza que ouvi ela dizendo Nova Zelândia... Meu Deus... acho que estou ficando louca. – deu um riso nervoso.
- Então se deduz que...? – incentivou-a a continuar com a ironia na voz.
- Se deduz que nós estaríamos na Nova Zelândia, mas é meio que impossível. Até parece que você iria adivinhar que a Nova Zelândia é o lugar no mundo que eu era doida para conhecer. – voltou-se com seu casaco.
- Por que é 'meio que impossível'? - pegou suas coisas e preparou-se para sair do avião. Já era a terceira vez que a aeromoça olhava esquisita para eles.
- Ahh... não sei. Por que? Vai dizer que nós estamos na Nova Zelândia? – ela acompanhou, assustada com o olhar da aeromoça, Inuyasha. Ele já estava na porta.
- Tá, não vou dizer.. – deu de ombros, mas deixou escapar um sorriso.
- Ai meu Deus! Nós estamos na NOVA ZELÂNDIA! – Kagome ficou estática na porta do avião olhando para o seu redor. Ao mesmo tempo, a figura de uma montanha coberta de neve se constratava com a praia linda ao lado. Era igual na TV!
- Kagome! – a garota piscou quando ouviu seu nome. Inuyasha já estava tão longe, quanto tempo ela tinha ficado parada?
- Ahh..? – ela correu, mas que depresa para chegar até onde Inuyasha estava. Mas, ao se aproximar dele, ela não diminuiu sua velocidade. Ela apenas pulou nele, o abraçando forte e o dando um beijo.
- Eii sua maluca! - teve de soltar as malas para não deixá-la cair no chão. - O que é? - riu.
- Você é o melhor marido do mundo! Como você soube que eu queria visitar a Nova Zelândia? – deu um sorriso largo para Inuyasha.
- Sango ajuda bastante..
- Ai meu Deus... eu juro que quando chegar de viagem vou ter uma conversa bem séria com ela. – soltou-se do abraço dele. – Eu te amo muito.
- Eu também bruxa..!
OoOoOoOoOoOoOoOoO
- E então? Estou vestida a caráter para um passeio na Nova Zelândia? – Kagome girou na frente de Inuyasha, que estava sentado na cama. Ela estava com uma calça leg branca até um pouco a cima dos joelhos. Usava um vestido uva, justo por todo o corpo. Somente a saia, se abria em estilo balône.
- Assim você pode ir até a Paris! - ajeitou a calça jeans e foi até ela. Beijou-lhe de leve os lábios. - Linda!
- Obrigada... Você também está lindo... muito lindo. – deu a mão para ele e o puxou para a porta.
Assim que saíram do hotel, a bela paisagem das Ilhas do Norte os impressionou. O Sol quente ardia naquela manhã de domingo tornando as praias mais belas ainda.
Resolveram passear a pé. Nada passaria despercebido pelo casal. Para cada lado que olhava, Kagome se sentia mais feliz. A Nova Zelândia era um país incrível, apesar de não ter ouvido muitas coisas de lá. Não sabia de nenhum ponto turístico, ou coisa parecida. Mas, pela visão natural, sabia que aquela viagem iria ser fantástica.
Estavam em Rotorua, uma das cidades da Ilha do Norte. Uma das recepcionistas disse maravilhas sobre a cidade. O vulcão está presente ao redor de toda a paisagem da pequena cidade que possui lagos belíssimos em meio à intensa manifestação termal e vulcânica. Devia ser muito bom morar por lá.
Além disso, um pouco acima da região, existe um dos melhores climas, e também as melhores praias que se estendem por uma boa faixa. Não importava. Tudo era lindo. O passeio calmo e acompanhado por vários moradores que pareciam se esquecer de tudo ao seu redor era o melhor da viagem. Sem câmeras ou explicações para imprensa.
- Então.. - ele passou o braço pelos ombros de Kagome e sua mão desceu para segurar a dela. - Alguma ideía do que fazer?
- Hoje eu acho que nós poderíamos apenas passear e depois voltar para o hotel e descançar. Amanhã nós podemos ir à praia... o que você acha? – seu olhar se desviou da cidade para o rosto do hanyou.
- Pode ser.. - beijou a testa dela e voltou o olhar para frente. Aquele cheiro de pum mau dado estava começando a o incomodar.
- Vamos voltar? Estou com fome... – murmurou.
- Bah! A gente come alguma coisa aqui na rua mesmo.. - num ato desesperado de evitar uma futura dor de cabeça, usou a mão livre para limpar o nariz.
- Calma Inu.. Logo esse cheiro passa... – ela o puxou para um café próximo. Tinha um aspecto bem agradável e acolhedor. Deixou Inuyasha sentado em uma mesa, enquanto foi pedir algo para ambos. Quando voltou a mesa, ele ainda estava sentado com sua cara de emburrado.
- É fácil para você falar.. - a voz saiu engraçada pelo fato dele ainda segurar o nariz. - Você não está sentindo como EU estou!
- Ahh.. eu me esqueci... Será que eu posso fazer alguma coisa? – puxou uma cadeira para o lado dele, segurando sua mão.
- Keh! Não precisa se preocupar..
- É lógico que eu me preocupo. Eu sempre me preocupo com as coisas que amo. – deu um sorriso. – Não há nada mesmo que eu possa fazer?
-... – Kagome piscou esperando uma resposta, ou até mesmo um resmungo vindo dele.
- Que tal se nós fóssemos para o hotel, ficássemos deitadinhos com edredom nos cobrindo? Eu aposto que isso vai passar rapidinho... – passou as mãos pelos cabelos pratas dele.
- Eu posso ficar cheirando o seu cabelo? - ele perguntou ainda com a mão no nariz.
- É claro que pode seu bobo! – sorriu, levantando-se. Saiu do estabelecimento sem ao menos comer alguma coisa. Demoraram um pouco até achar o hotel, já que tinham ido para o lado oposto deste. Mas, com sorte e ajuda, conseguiram voltar.
Kagome soltou um suspiro irritado. Tinha perdido as contas de quantas vezes Inuyasha já tinha soltado o ar pelo boca voltando a prender a respiração. Ainda com a mão no nariz, as garras da outra mão faziam m plec plec irritante na parede de metal do elevador. Nunnca demorou tanto para se chegar no quarto andar.
As portas do elevador se abriram e Kagome foi mais rápida para sair do que Inuyasha. Tudo bem que ele poderia estar não agüentando mais, mas aquilo já estava ficando chato. Pegou o cartão em sua bolsa e passou na porta, que se abriu com um estalo. Ela entrou, ouvindo a porta sendo fechada por Inuyasha.
De novo, ele fez aquele barulho irritante que se perdia entre um muxoxo e um resmungo.
- Inuyasha, o que foi? – ela já estava de cabeça quente. – Eu sei que deve estar sendo insuportável, mas pára de ficar fazendo esses barulhos. Já está me irritando.
- Feh! Nada! - respondeu curto.
- Ok... eu vou tomar um banho. Deita na cama, fica quieto que isso vai passar, tudo bem? – respirou fundo, seguindo para o banheiro.
- Por que vai tomar banho? Você nem está suja!
- Porque eu quero... - Kagome se esqueceu das roupas e se dirigiu antes para a mala. – Eu não tomo banho só quando estou suja. Tomo quando eu quero. Para me sentir melhor.
- Você vai continuar fedendo a pum.. - tinha feito um comentário inocente. Na verdade, tinh sido um comentário para ele mesmo. Mas se assustou quando ela estourou.
- Inuyasha! Que SACO! PÁRA COM ESSA HISTÓRIA DE PUM NÃO SEI DE QUE VULCÃO! Caramba... – ela, que estava com as roupas em suas mãos, soltou-as com a raiva que de repente se aponderou dela.
- NÃO GRITA! MINHAS ORELHAS! - pela primeira vez tirou a mão do nariz, para proteger as orelhinhas. - Bruxa! - terminou.
- Eu não sou BRUXA! – já estava irritada com aquilo.
- É SIM!
- Não sou e PONTO FINAL! Volta para seu PUM DO VULCÃO, que eu vou tomar banho! – pegou as roupas mas ainda estava faltando alguma coisa. – A toalha... – murmurou para ela mesma.
- Tá no armarinho.. - ele apontou a peuqena cômoda que ficava do lado do frigobar, tentando prender um riso.
- Obrigada... – passou reto por Inuyasha. Abriu a porta do armário, retirou a toalha e ficou parada algum tempo. Até que não agüentou: começou a rir.
- Isso foi ridículo.. - a voz de inuyasha atravessou a porta de madeira que os separava.
- Eu sei... – a moça fechou a porta ainda rindo. – Acho que foi a briga mais ridícula do mundo.
- É..
- Tudo bem... está melhor? – se aproximou do agora marido.
- Aham, o cheiro aqui dentro é mais fraco. - sorriu para a moça.
- Que bom. – suspirou. – Muda de roupa, deita e eu aposto que vai melhor mais. – respondeu o sorriso de Inuyasha com outro.
- Ah nãão.. Fica aqui! - Inuyasha puxou Kagome que foi ao seu encontro. Novamente, ela deixou as roupas caírem no chão.
- Ué? Por que? Eu vou ajudar a você esquecer esse cheiro de pum do vulcão? – riu.
- Aham, vai..
- Tudo bem! Se for para o bem geral do meu marido, eu não vou tomar banho e vou ficar abraçadinha com ele. – passou seus braços pelas costas de Inuyasha, ao mesmo tempo sentiu o hanyou andar em direção à cama.A colcha fofa foi de encontro ao seu corpo e ele deitou ao seu lado, mas quase em cima de si.
- Eu estava quase ficando com dor de cabeça já... - ele disse. Brincava de passar uma das mechas do cabelo dela na ponta do nariz.
Ela, que estava de frente para o rosto dele, passou as mãos pela sua bochecha, como se quisesse acalmá-lo.
- O cheiro é forte e parece que sai queimando..
- Se eu pudesse, eu até dividiria essa dor com você... – sorriu de leve.
- Mas se você pudesse, eu não iria dividir ela com você.
- Bobo... – passou seu braço esquerdo pelo pescoço dele. Chegou bem pertinho e rosçou a ponta do seu nariz com o dele.
- Por que 'bobo'? Eu não sou bobo! Você é que é! - fingui-se de ofendido.
- Você é sim! – sussurrou. – Meu bobo... – sentiu os lábis quentes dele encontrando-se com os seus por um breve momento.
- Bruxa.
- Agora eu deixo você me chamar de bruxa... – fechou os olhos.
- Eu sempre te chamei de bruxa, você querendo ou não, bruxa..
Riu do que Inuyasha disse.
- E pior que eu sei disso...
- E eu nem sei porque te chamo assim.
Levantou seu olhar até o dele.
- Sério? – riu. Piscou um pouco os olhos e, sem motivo algum, deu um beijo calmoem Inuyasha. Cheiode paixão. Passou sua mão pela nuca do hanyou e o trouxe mais para perto.
- Desculpa.. - disse ao final do beijo repentino.
- Pelo quê? – ela ficou curiosa.
- Você sempre quis vir para cá e agora, a gente vai ter que ficar no hotel, por causa desse cheiro idiota!
- Eu não ligo... Só de ter você perto de mim, eu sou a pessoa mais feliz do mundo. – sorriu. – E não me importo de não realizarmos vários passeios... a única coisa que eu quero é ficar ao seu lado. Mas... posso pedir uma coisa? - entendendo o silêncio dele como sim, prosseguiu.
- Vamos à praia amanhã, por favor? – os olhinhos pidões de Kagome chegavam a ser comoventes.
- Aham!
- Ahh... Eu te amo! – e se jogou por cima dele, lhe dando um grande abraço.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
Se remexeu para o lado saindo de cima do braço dormente. Alguém estava o cutucando. Que irritante. Pegou o travesseiro e passou por cima de sua cabeça tentando inutilmente voltar a dormir. Quem em santa coincidência acorda tão cedo!
- Inuu... – Kagome resolveu se abaixar até a altura do rosto de Inuyasha. – Inuu... – murmurou. – Acorda.. – espalhou beijinhos devagar pelo seu rosto. – Acorda.. – ele resmungou qualquer coisa e ela riu com graça. Começou a cutucar a barriga dela.
- Aii.. – começou a rir. – Acorda! Lembra da praia? – Kagome já estava pronta. Vestia um biquíni verde escuro e branco cortininha. Estava com uma saia também branca até a metade das coxas, com um pequeno corte na perna direita. Havia penteado os cabelos e para completar, colocou uma argola.
- Não..! - a voz saiu abafada, mas ele logo levantou, sentando-se ainda com os olhos fechados. Kagome tirou as mãos do joelho, que era onde estivera apoiada e se pôs com a postura certa; ajeitou uma das mechas para trás da orelha. Enquanto falava, começou a ajeitar a franja bagunçado do hannyou.
- Você me prometeu! Vamos... é só um pouquinho.. Nós vamos passear... – tirou suas mãos da franja dele e voltou a sua postura normal.
- Eu sei.. - abraçou-a pela cintura, encostando sua cabeça na barriga dela. - Eu vou..
- Que bom! – passou suas mãos pelo cabelo prateado do meio-youkai. – Mas você precisa se arrumar... – ela parou o que estava fazendo quando ele ficou de pé e a beijou.
- Bom dia linda.. – se afastou dela para pegar uma muda de roupa na mala, fechando a porta do banheiro logo em seguida.
Ela sorriu como resposta, mas para a porta. Ele parecia estar bem feliz. E nem reclamou de como ela estava vestida. Achava que do jeito que ele era, ele iria implicar por ela estar sem uma blusa ou estar com uma saia curta. Apenas deu um outro sorriso, e pegou sua bolsa já pronta para a praia, que estava próxima da cama. Assim que Inuyasha saiu do banheiro, conseguiu mostrar que Kagome estava enganada.
- Ainda não se arrumou Kagome?
- Ué... claro que sim! – ficou de pé, segurando a bolsa.
- O que? - piscou confuso e logo depois ficou emburrado. - Você não vai sair na rua assim!
- Assim como? – era bom demais para ser verdade mesmo.
- Assim: sem blusa e com uma pequena micro mini mini saia!
- Eu estou sem blusa, porque estou de biquíni e eu vou à praia. E eu não vejo nada de anormal na minha saia. – olhou para ele vitoriosa.
- Você não vai com essa saia! – vestiu a camiseta azul que contrastava com sua bermuda preta.
- Vou sim! – bateu o pé. – Por que não posso ir?
- Porque ela é muito curta!
- Não é nada! – Kagome sabia que a saia era curta. Mas, ela iria com ela sim. – Olha... vamos fazer um acordo. Eu coloco uma blusa e você me deixa ir com a saia. Feito? - ele respondeu fazendo um bico. - Que foi? – se aproximou dele, dando um sorriso. – Que fofo que você fica com esse biquinho.
- Agora é você que esta mudando de assunto.. - ele cruzou os braços na frente do peito, mas acabou por desfazer a caranca.
- É... sou eu.. – passou a mão pelo rosto dele. – Então.. posso colocar a blusa?
- Keh! Tanto faz!
- Eu sei que isso é mentira... – deu um beijo nele.
- Bota logo a blusa! - disse sorrindo.
- Tudo bem... – Kagome correu até a mala, retirando de lá uma blusa de alcinha verde, no mesmo tom do biquíni. Vestiu-a rapidamente, correndo para o lado de Inuyasha.
- Você vai com essa blusa?
- Ahh.. pára a implicância! Vem logo... – puxou a mão dele, abrindo a porta e entrando no elevador.
Inuyasha suspirou com tédio pela quinquagésima terceira vez dentro daquele mini ônibus. O guia não parava de falar e Kagome parecia fascinada e mais em tudo para perceber o quão tedioso aquilo estava. Apoiou a cabeça na mão olhando pela janela. Quando ela disse 'praia', tinha pensado que ia ser só 'praia' e não 'excursão' e depois praia. Afinal.. Há quanto tempo eles estavam ali? Duas horas? Rolou os olhos quando Kagome fez uma pergunta. Aquele imbecil ia falar até a morte agora só para explicar. Ela não podia ter ficado de boca fechada?
- Ouviu, Inuyasha? As praias daqui são quentinhas, graças a ação do vulcanismo existente na região e... Hei! – Kagome cutucou Inuyasha que estava cochilando já.
- Aham.. - concordou para seja lá o que for que ela tivesse perguntado.
- Aham o quê? Eu não perguntei nada... – riu da cara que ele fez. O ônibus foi parando vagarosamente e ao sinal das portas sendo abertas, os turistas todos se caminharam para a praia. Kagome levantou de sua poltrona, ajeitando a saia. – Vem Inu! Vamos..! – estendeu sua mão.
- Que? - levantou. Esticou os braços, espreguiçando-se, para pousar um deles em volta de Kagome. - Pra onde?
- Para a praia... – o rosto de Inuyasha estava engraçado. Ele estava com um ar de sonolência. O casal se retirou do ônibus e foram caminhando até sentirem a areia quentinha tocar seus pés.
- É para a direita e não para esquerda heim! - o guia disse em tom de aviso enquanto ria junto com Kagome de alguma coisa que Inuyasha não havia entendido.
- Ouviu bem Senhor Inuyasha? – Kagome disse enquanto procurava com os olhos algum lugar bom. – Nem adianta tentar me seqüestrar para outro lado. O guia já sabe. – e riu. – Olha... - apontou com um dedo. – Ali é um lugar bom.
- Ah claro! - resolveu concordar. SE ela achava que ele tinha prestado atenção em pelo menos alguma coisa.. Bem, era melhor assim..
Foram andando até o local apontado por Kagome, onde existia uma pequena sombra de palmeras. Foi tirando sua blusa com cuidado para não agarrar em sua argola. (pq será que isso não me soa estranho? xD)
O meio-youkai sentou-se na areia franzindo o nariz. Aquele cheiro horroroso parecia estar menos pior. O cheiro de comida que circulava por lá também ajudava, mas resolveu respirar pela boca. Sentia seu nariz quase que em carne viva, talvez fosse até exagero dele, mas parecia. Olhou para os lados observando a imensa extensão da praia que, para uma segunda feira, estava bem cheia.
Kagome dobrou sua blusa e sua saia. Sentou-se ao lado de Inuyasha o abraçando e deitando seu rosto em seu ombro.
- Isso aqui é muito bonito, né? – sorriu para o oceano.
- É.. - disse. - Antes da tsunami acontecer na Índia as pessoas também achavam as praias bonitas. - comentou.
- Credo Inuyasha! – Kagome deslocou seu olhar até o dele. – Isso é comentário de se fazer! Coitadas daquelas pessoas...
- Eu só fiz um comentário! Tinha até aquele hotel lá qu... - Kagome o cortou.
- Chega! Eu não tinha televisão na época, mas sei das notícias trágicas... – levantou a mão em sinal de "Chega!" – Vamos mudar de assunto, por favor...
- Já pensou se um desses vulcões entra em erupção? - comentou pensativo.
- Aham... já pensei sim. Já pensou o que você vai sentir? Aquele cheiro de enxofre fresquinho saindo, literalmente, do forno! - automaticamente, ele protegeu seu nariz sensível só da hipótese do que ela disse acontecer.
- Viu? Agora, pára de pensar nisso... vamos curtir nossa lua-de-mel e pronto, ok? – deu um beijinho na mão que protegia o nariz dele.
- Tá..
Kagome voltou para a posição que estava antes. Mas, sem mais nem menos, soltou um suspiro pesado. Aquela lua de mel realmente estava chata. Nada de diferente acontecia. Foi então que teve uma idéia.
- Inu... – ela disse baixinho. – Acho que vou te seqüestrar... – e soltou um sorriso maroto.
- Ahn?
- É... isso mesmo... vou te levar para longe de todo mundo daqui, e ninguém vai poder te salvar... – levantou-se e correu para a água.
- Ei, onde é que você vai? - perguntou. Ela nem respondeu continuou a correr e ele a seguiu correndo também. Kagome quase caia quando as ondas batiam em suas pernas respingando água em seu rosto divertido. Olhou de relance para trás só para confirmar que ele havia a seguido também. Furou uma das ondas e parou. Estava completamente sem fôlego, a água já parava um pouco abaixo de seus ombros, mas tinha perdido Inuyasha de vista.
Seus olhos ficaram meio turvos pela água salgada ter batido neles. Passou sua mão tentando amenizar as coisas, e voltou a procurar Inuyasha. Onde ele tinha se metido? Ele não poderia ter se afogado. Ou poderia?
- Inuyasha...? – Kagome gritou para frente. Uma das ondas voltou a bater nela só que dessa vez, ela não conseguiu voltar a superfície. Alguma coisa estava a puxando para baixo.
Ela rapidamente foi puxada para baixo. Começou a bater os pés e as mãos em um tentativa inútil de voltar a superfície. Mas, sentiu algo, como se fosse uma corda, prendendo seu pé lá embaixo. Voltou seu olhar para baixo e observou uma mão. Uma mão?
Bolhas fizeram cócegas atrás de si antes de voltar a superfície e ouvir o som de uma risada. Virou para encarar Inuyasha.
- Você é louco, é? – bufou irritada.
- Foi só uma brincadeira.. – foi parando de rir conforme ia se aproximando dela. - Desculpa!
Kagome foi recuperando sua respiração aos poucos, até que se acalmou.
- Não faz mais isso... – olhou para baixo meio triste.
- Desculpa Ká..! - deslizou o dedo indicador pela face molhada dela enquanto a abraçava. - Eu ia te beijar debaixo d'água, mas não peguei ar o suficiente.. - Inuyasha se explicou. - Desculpa o idiota vai..?
- Vou pensar no seu caso... – fez um bico, mas logo ele se transformou em um sorriso. – É claro que eu te desculpo, seu bobo. Eu só fiquei mu pouco assustada, só isso... Mas eu quero o beijo como recompensa...
- Que sorte a minha.. - sorriu antes de beijá-la. De repente, foram obrigadas a se separar para Kagome poder gritar quando uma onda os jogou para baixo.
Ela só teve tempo de cobrir o rosto contra a forte pancada. Sentiu ser empurrada para baixo, agora não pela mão de Inuyasha, mas pelo grande caldo que eles haviam tomado. Voltou a superfície, rindo do acontecido.
- Keh! Isso só pode ser brincadeira! - estava com a cabeça virada para o lado tentanto tirar a água que entrara nas orelhinhas.
- Não... pior que não é! – ficou rindo se aproximando dele. – Conseguiu tirar toda a água? - voltou a rir quando ele mexeu as orelhinhas para cima e para baixo.
- Que fofo! – passou as mãos vagarosamente nas orelhinhas úmidas de Inuyasha.
- O que é? - sentiu-as mexer sobre sua mão.
- O jeito que as suas orelhinhas se mexem... é muito lindo!
- Elas se mexeram?
- Mexeram! – sorriu.
Ambos ficaram um tempo se encarando, e Inuyasha de cenho franzido olhava interrogativamente para Kagome
- Então.. Você.. Vai continuar segurando as minhas orelhas?
- Ahh.. vou sim... Por que? Está incomodando? – riu. Ela aproveitou para começar a massagear as orelhinhas para ver se ele sentia cóscegas.
- Keh! Não.. - ele deu uma leve encolhida nos ombros largos. Aquilo fazia cócegas. - Só é que.. - a garota estranhou quando ele olhou para algo atrás de si antes de afundá-la junto com ele. Só entendeu quando sentiu a onde passar por cima de si, para depois voltar a respirar já na superfície. A franja de Inuyasha estava cômica, assim como o resto do cabelo escorrido que o hannyou tinha.
- Uma vez tomado um caldo, você jamais se esquece... – Kagome disse rindo. – Vamos voltar para a areia? Já estou ficando enrugada e com frio... – passou as mãos pelos ombros, em uma tentativa de se esquentar.
- Aham..! Eu estou com fome!
- Ok, ok... vamos comer esganado... – e foi puxando o braço do hanyou para fora da água, que a abraçou por trás.
- Como assim? Eu não sou esganado! - disse ofendido. - Eu estou em f..
- ...Fase de crescimento.. Eu sei.. - completou.
- É!
- Tudo bem... Vamos lá, meu bebê em fase de crescimento. – puxou Inuyasha até uma espécie de quiósque (isso existe na Nova Zelândia? xD). Parece que ele iria pedir todas as comidas dali.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
- Kagome! Como vai? - a voz de sua mãe soou pelos seus ouvidos. Não sabia como ela tinha achado o número do celular de Inuyasha ou, pelo menos, um telefone.
- Oi mãe! Estou ótima e você? – estava deitada na cama, com seu cabelos espalhados pelo lençol. Suspirou. Estavam na GRÉCIA!
- Ah! Está tudo ótimo aqui também, tirando seu pai né? No início, ele quase teve um treco porque é a Lua de Mel de vocês e ele ficava falando o que vocês estariam fazendo.. - Kagome suspirou baixinho. Sua mãe parecia querer falar bastante. Ela não podia ter ligado outra hora?
Inuyasha estava em cima de si, beijando a base do seu pescoço enquanto passeava as mãos pela lateral de seu corpo; e ria. Ria porque sabia que ela estava no telefone e que estava com a mãe dela, já que o celular era dele. Estava fazendo de propósito.
- E como é ai na Grécia? É quente?
- Quente? – Kagome suspirou pesadamente, sentindo Inuyasha passar suas mãos por dabaixo de sua blusa, nas costas. – Muito quente... você não imagina o quanto mãe. – sorriu fechando os olhos.
- Uhm..! Suspeitava sabe.. Nas fotos sempre apareceia aquele Sol! - a mãe de Kagome riu e Kagome murmurou qualquer coisa concordando. - Oh! Seu pai quer falar com você!
- Não... – Kagome deu quase um grito. – Não mãe... diga a ele que eu ligo mais tarde... é que bem... – ele começou a deslizar suas garras levemente contra sua pele.
- Ah querida.. Dá só um 'Oi'.. Ele está com saudades de você! - pediu.
- Ahh.. Por que a senhora não fala um "Oi" com ele por mim? – ela estava tentando afastar Inuyasha de cima de si. Tinham dois problemas O primeiro: ele era BEM mais forte. O segundo: Quem disse que ela queria que ele parasse?
- Kagome? - a mesma deixou um outro suspirou escapar. Frustrada.
- Ahh... Oi.. Pai! – tentou amenizar seu tom de voz para tranqüilo. Inuyasha, surpreso com quem ela estava falando agora, resolveu se aproveitar ainda mais da situação.
- Oi filha! Tudo bem com você? Aproveitando a viagem?
- Claro pai... – soltou uma risada. – Aproveitando como nunca... – soltou um suspiro desta vez alto. Inuyasha começou a espalhar beijinhos pelo rosto dela, descendo para seu pescoço e colo.
- Ah! Que bom! - ele parecia desconfiado. Implorava para que Inuyasha parace de 'atazana-la', o que na verdade não pedia com todas as forças, mas ele podia parar só para ela falar com o pai? - O que estão fazendo?
- Bom... – pensa Kagome... pensa... uma BELA desculpa. – Nós estamos assistindo um filme aqui no hotel mesmo, sabe? Hoje o tempo não está MUITO bom para passeios. – uma mentira. O sol brilhava a mil lá fora.
- Ahn.. Bom, espero que Inuyasha esteja se comportando! Ele é muito assanhado para o meu gosto. E Kagome! Sua mãe está perguntando se tem escovado os dentes..
- Ele está se comportando maravilhosamente bem. – ele começou a levantar o início de sua blusa calmamente. – Diz para mamãe que estou escovando super bem os dentes. Mas, preciso desligar agora. O filme está em uma parte ÓTIMA... amo vocês. – soltou um suspiro e jogou o celular ao chão. Inuyasha parou e encarou os olhos azuis.
- Quem disse que você podia jogar meu celular no chão?
- Isso foi o pequeno preço pelo o que você estava fazendo enquanto eu falava ao telefone... e dê-se por contente.
- Eu estou me comportando é? – um sorriso travesso moldou seus lábios.
- Bem... pode-se dizer que você está se comportando muito bem. – sorriu como resposta. – Eu só espero que meu pai tenha acreditado na "Melhor parte do filme".
- Tanto faz! - ele voltou a fazer o que estava fazendo mordiscando o pescoço dela. E ela riu alto sentindo as cócegas que aquilo provocava nela.
- Você adora me provocar não é mesmo? – seus braços o envolveram e ele o trouxe para perto. Um beijo nasceu e eles nem sequer lembravam das ilhas gregas ao seu redor.
- Amo...
