Hey guys!

Então, o primeiro capítulo foi curto de propósito. Alguns também serão assim, outros serão maiores. Não tenho a neura de colocar cada capítulo com o mesmo número de caracteres.

Mas desde já peço desculpas ;-;

Disclaimer: Hawaii 5.0 não me pertence. Pertence à CBS, mas isso não me impede de amar todo mundo dessa série :3

Steve McGarrett saiu de sua caminhonete às oito e cinquenta da manhã. Deixou-a na vaga reservada em frente ao Palace, guardou as chaves e caminhou para a entrada da sede. Percebeu que o camaro de Danny já estava estacionado e, ao olhar para dentro do esportivo, não viu o parceiro ali. O que é estranho, já que Danny costuma tomar um bom café antes de começar o dia. E por isso geralmente chegava junto ou um pouco depois de Steve.

Ao entrar na sala de comando, percebeu que o detetive já estava no escritório dele, sentado e com olhos pregados no que parecia ser uma carta. Cartas hoje em dia são itens de luxo. E-mails e mensagens instantâneas são bem mais comuns.

- Bom dia. Acordou com o canto do galo ou com com as ondas do mar? - Steve riu de canto, divertindo-se ao começar a implicância matinal deles. Mas não demorou para o riso diminuir e uma leve preocupação começar. - O que foi? Que cara é essa?

- Isso aqui é uma carta de reabertura. Preciso voltar a Nova Jersey.

- Qual o processo?

-...DeAngelis. - foi assim, simples, que Danny respondeu. Claro que toda essa secura não ficou refletida em seus gestos ou suas expressões. Os olhos mostravam algo entre aflição e expectativa.

Steve entendeu no mesmo momento. Algum tempo atrás, quando neutralizaram potenciais ataques terroristas na ilha, Danny contou a Steve sobre toda a investigação que culminou na ruína da maior família de mafiosos de Nova Jersey - e uma das mais poderosas do país.

- Mas...vão reabrirtodos os casos? Não faz sentido, você disse que as provas foram irrefutáveis!

- Não! Não. Os advogados até tentaram, mas não conseguiram. É só um processo. O do Brunno.

- Mas ele nem é o líder. Por que justo ele?

- Ele é o líder agora, já que Salvatore morreu na prisão há um ano e meio. Brunno é o único filho vivo. Portanto, o que ficou com o dinheiro. Bloqueamos todas as contas em território americano, mas claro que existem contas lá fora, onde nem a Interpol conseguiu interferir.

Terminando de informar ao amigo, Danny levantou-se da cadeira, dobrou o papel e o colocou novamente no envelope. Não queria sair do Hawaii naquele momento. Na verdade, por mais que não admitisse nem para si próprio...não queria sair do Hawaii nunca.

Só que o dever é mais importante que o querer. Por isso Danny, antes de sair, apenas deu dois tapinhas reconfortantes no ombro esquerdo de Steve. Não que a tranquilidade pairasse em seu corpo, mas ele sempre foi assim: todo mundo antes dele próprio.

- Eu vou com você. Não deve demorar muito e estamos lidando mais com papelada do que com crimes nas ruas. - Steve falou enquanto o seguia, não demorando muito para estar ao lado dele.

O fuzileiro já enfrentou muitos bandos perigosos na vida, mas nunca tantos mafiosos quanto Danny. Portanto e ao menos em Jersey o loiro tem muito mais inimigos que ele. Na verdade, Steve só esteve em Nova Jersey poucas vezes na vida. Nem saberia como andar por lá.

- Steve, não. O alarmista aqui sou eu, não tome o meu posto...e nem adianta vir com essa cara de aneurisma! - Danny já desativara o alarme de seu carro, abrindo a porta do motorista. Coisa rara, já que Steve costuma dirigir o carro do detetive na maior parte das vezes.

- Quantas vezes eu tenho que repetir que não faço cara de aneurisma?

- Você tem sim. Kono e Chin concordam. Não dá tempo de me despedir deles, então eu ligo do caminho. Só me faça um favor: essa é a semana da profissão na escola da Grace, então você poderia ir no meu lugar? Vou conversar com ela antes de ir. Não quero ninguém dessa família fora da cadeia por sequer cinco minutos.

Steve não poderia negar o pedido. Apenas concordou com a cabeça, apertando a mão direita de Danny e depois dando aquele abraço apertado e fraterno, como só conseguia fazer com sua ohana. Danny retribuiu o gesto e depois sorriu, entrando no carro e dando a partida. Não demorou muito para sumir numa curva.

Danny tem razão num ponto: talvez o dramático desta vez fosse Steve, não ele. Só que aquela aflição que transpareceu em todos os gestos do detetive só fizeram Steve preocupar-se ainda mais. Ele sabe que, assim como os seus instintos, o sexto sentido de Danny gritava que alguma coisa está fora do lugar.

Sem muita certeza do que queria, mas com toda a convicção do que precisava, Steve entrou novamente na sede do 5.0, não exatamente pronto para verificar aquelas pilhas de relatórios que normalmente Danny faz com uma rapidez impressionante.

H50H50H50H50H50H50

- Não monkey, eu não vou adiar nosso passeio. Eu sei que o trabalho é importante, mas não tem nada nesse universo que é mais importante que você. Olha só, vamos fazer o seguinte: se eu não puder ir, ligo para você, pra sua mãe ou pro seu tio Steve. Mas você não vai deixar de se divertir. Porque é Dia das Crianças* e é seu dever, como criança, brincar e se divertir até cansar. Tudo bem. Danno te ama muito. Um beijo no coração. Tchau.

Após passar na casa de Rachel e falar com Grace, Danny ainda recebeu uma ligação da filha e ficaram conversando por todo o caminho do detetive até o aeroporto. Levou apenas uma mala grande, com seu uniforme policial e algumas roupas mais pesadas. Aquela já é uma época relativamente fria na região de Nova Jersey. E depois de anos morando no Hawaii, um friozinho até que seria bom.

Deixou a mala para ser despachada no terminal, entregou sua passagem para a balconista e entrou no corredor em direção ao avião. Com a cabeça voltada para um caso que já deveria estar fechado há anos, não prestou atenção em mais nada.