N.A.: EU SEEEEI desculpa, fiquei tirando o capítulo 2, mas toda hora eu achava coisas pra avisar e esqueci do Disclaimer ;-; falando nisso...

DISCLAIMER: Hawaii 5.0 pertence à CBS, mas se fosse meu haveria muito mais whump! \o/

A reabertura de um dos processos contra os DeAngelis foi matéria de primeira página de vários jornais. Os principais de Nova Jersey e Nova York e alguns dos mais importantes dos Estados Unidos.

Como aquela acabou tornando-se uma época de pouquíssimos casos, tudo o que a equipe da 5.0 fez foi acompanhar a repercussão do caso e concluir relatórios de operações recém-finalizadas.

Chin observa com atenção a tela LED em frente à smart table da sala principal. A tela também pode ser usada como TV, e por isso um canal nacional já foi sintonizado. A notícia, claro, o julgamento do ano.

- Estamos em frente ao Tribunal de Nova Jersey, onde mais uma vez um caso envolvendo a máfia será julgado. Mas desta vez é uma apelação; Brunno DeAngelis, filho de Salvatore DeAngelis, pede a reedição de sua pena, inicialmente determinada como perpétua por mais de oito crimes menores e quinze de maior gravidade. A apelação conta com apenas nove testemunhas, cinco delas de acusação. Entre elas o responsável pela maior investigação contra a máfia nos últimos trinta anos: o detetive Daniel Williams. Seu testemunho está marcado para as três da tarde.

Chin abaixou um pouco o volume e pareceu mais aliviado. Há três dias Danny pousou em Nova Jersey. Ligou para os amigos e a filha, informando que tudo correu bem no vôo e que a mãe dele insistiu para que não ficasse num hotel, e sim na casa da família. Algo que Danny aceitou de bom grado, já que a coisa que ele mais sentia falta era a comida da senhora Clara Williams.

- Hey, primo. Alguma novidade? - Kono entra na sala sem cerimônia, também prestando atenção no que a repórter fala.

- Danny vai testemunhar daqui a pouco. É peça-chave no processo.

- Não gosto disso. Geralmente somos peças-chave aqui, onde um pode defender o outro. Danny está sozinho lá. E sabemos como é essa máfia, fizemos nossas pesquisas aqui.

- Ele ligou para nos tranquilizar e não está sozinho lá. Tem os amigos da NJPD.

Claro que as palavras de Chin foram não apenas para Kono, mas para ele próprio e para Steve. O comandante ficou em sua sala, isolado, terminando de preencher fichas e atendendo ligações. O trabalho tornou-se algo bem-vindo para distrair sua cabeça, em vista do que acontece em Nova Jersey.

Passou horas assim, até que ouviu uma batida no vidro de sua sala. Kono o chamou para ver a saída de Danny do tribunal.

- Já acabou?

- A parte dele, sim. Agora vem esse bando de repórteres.

Mal Kono disse isso e o detetive respondeu à algumas perguntas numa pequena coletiva improvisada:

- ...foi tudo o que já esperávamos. As mesmas perguntas de anos atrás, com advogados diferentes. Tentaram achar brechas que simplesmente não existem.

- Chegaram a mencionar sua parceira, Grace Tillwell?

- Sim. Perguntaram sobre minha falecida parceira e grande amiga.

- Detetive, não acha que Brunno pode vencer esta apelação com a alegação que o caso acabou tornando-se pessoal para você?

Neste momento os três integrantes da 5.0 que assistiem a tudo do Hawaii ficam tensos. Danny aceita ser questionado sobre qualquer coisa, Menos em sua ética no trabalho e em seu amor pela família e pelos amigos. Para a surpresa deles, no entanto, o amigo manteve-se sério, olhar compenetrado, fulminante:

- Mas é pessoal. A morte de uma agente da lei em plena atividade, tentando trazer mais paz e segurança para a população é pessoal para TODO o departamento de polícia. Para toda Nova Jersey. Para todo o país. E pode se dirigir a mim como SARGENTO Williams, senhorita.

Com isso Danny desceu as escadarias do tribunal, sério em seu uniforme policial, entrando numa viatura que seguiu em direção à sua casa. Só voltaria ao tribunal para ouvir a sentença definitiva, o que poderia demorar mais alguns dias. Seu dever cívico foi cumprido ali.

No Hawaii a força-tarefa estufou-se, orgulhosa das palavras do amigo. A força de Jersey encontrou a serenidade hawaiana, e a resposta de Danny foi nada menos que perfeita. Steve riu satisfeito, olhando Chin e Kono e logo virou-se para entrar na sala, desligar o computador, guardar os relatórios e fechar a porta. Os dois primos fizeram o mesmo. Não havia mais nada o que fazer no Palace àquela hora.

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Danny ligou somente quando chegou em Jersey, e depois mais nada. Não ficaram preocupados porque ele apareceu na coletiva após testemunhar no tribunal. Talvez estivesse cansado, afinal passar por todo aquele processo novamente, relembrar a morte de uma de suas melhores amigas...não é fácil para ninguém. Steve teve sua cota de silêncio quando viajou em busca da verdadeira identidade de Shelburne, deixando apenas uma carta com quase nenhuma explicação para os amigos.

Isso, claro, não diminuiu sua preocupação. E, como sempre teve um sono leve, acordou com o primeiro toque de seu celular. O identifcador de chamadas mostrou apenas o número, sem nome. Pelo código, a ligação vinha de Nova Jersey.

- McGarrett, e é bom ter uma boa explicação para não ter ligado antes, Danny.

- Steve? É Clara, mãe do Daniel. - sua voz estava aflita, chorosa.

Isso foi o suficiente para colocar o comandante da 5.0 de pé, acendendo a luz do quarto e procurando uma camisa na gaveta enquanto apoiava o celular entre o ombro e a orelha.

- Senhora Williams, o que houve?

- Danny não voltou para casa. Ele saiu ontem para visitar os amigos no Distrito Policial, mas não voltou até agora! Já liguei para lá, para o hotel onde ele costuma ficar quando não está aqui, até para os hospitais eu liguei!

- Tudo bem. Ele está com o celular?

- Está, ele ia ligar para vocês! Ele disse isso! Eu tentei ligar para ele, na primeira vez chamou, na segunda caiu na caixa-postal...ainda estou tentando!

- Senhora Williams, eu preciso que a senhora tente se acalmar. - Steve deixou o telefone no viva-voz enquanto terminou de vestir a camisa e colocou as calças. - Já abriu um boletim por desaparecimento?

- Sim, já!

- Ótimo. Quero que a senhora fique em casa com seu marido. Vá ao quarto do Danny e procure qualquer coisa estranha. Qualquer coisa que pareca incomum, que não deveria estar lá, ou que esteja faltando. Se encontrar, ligue pra mim na mesma hora.

- Certo...como isso ajuda?!

- Vamos saber assim que a senhora encontrar. Quando chegarmos aí, já começaremos com alguma pista.

Steve despediu-se de Clara, falando todo aquele discurso de "vamos achar seu filho" que sempre dizia às mães e pais desesperados, só que agora ele mesmo precisou também ouvir. Logo em seguida ligou para Chin e Kono para informar o que aconteceu. Todos concordaram em pegar o primeiro vôo disponível para o continente.

Danny é ohana. Faria de tudo para encontrar e ajudar seu irmão.