N.A.: YAAAAAY ganhei review eeeeh :3

McDangelo, Obrigada pelo apoio, MESMO! Meu espanhol é triste, então vai em português mesmo! \o/

Obrigada pelas views, galera, não imaginava que seriam tantas e em tão pouco tempo! Mas não esqueçam de comentar, ok? :D

DISCLAIMER: Hawaii 5.0 não me pertence (infelizmente). CBS detém os direitos da série.

Os olhos apertaram com a dor de cabeça que sentiu na hora em que voltou à consciência. Tentou se mexer, mas tudo o que conseguiu foi perceber que seus braços estão amarrados para cima. Não são simples algemas de plástico; são as de metal, apertadas de uma forma que começaram a cortar sua pele.

Respirou fundo, abrindo os olhos devagar. O lugar não foi iluminado o suficiente e, para sua agonia, nem mesmo gritar pode; a mordaça permite apenas que respire.

- Detetive...ou como você mesmo reiterou para a pobre repórter...sargentoWilliams. É sempre um prazer vê-lo.

Aquela voz não pareceu estranha...Mas ningupem apareceu por alguns minutos. Tudo voltou a ficar silencioso, mas Danny sabia não estar sozinho.

Subitamente sentiu uma pancada violenta na lateral esquerda de seu corpo. Tão forte que desconfiou de uma ou duas costelas quebradas. Cerrou novamente os olhos, grunhindo e fechando os punhos amarrados. No momento seguinte sentiu a mordaça afrouxar-se e sua busca por mais ar o fez esquecer momentaneamente da dor.

Finalmente seu captor mostrou as caras. Os olhos muito azuis do detetive arregalaram-se com a surpresa do reconhecimento. Ele tinha certeza de ser Brunno DeAngelis...

- Lembra da minha família, detetive?... Pois nós lembramos muito bem de você.

Lou Ferrigno sorria, deliciado com a oportunidade única de vingar a ruína de seu império.

Amarrado e amordaçado à sua frente, Danny não sabe mais o que fazer para escapar daquele cárcere.

Principalmente porque não é o Hawaii. É Nova Jersey.

O italiano prostrou-se à sua frente com toda a arrogância de um mafioso. Girava um taco de baseball em sua mão e punho direitos como se fosse apenas um leve graveto.

- Lou...Está tirando umas férias da sua prisão perpétua, camarada?

- Ah, sim...contei com amigos muito especiais para dar um tempo das paredes cinzas e do uniforme laranja. Tudo para poder rever meu velho camarada Danny e acertar algumas contas com ele.

Subitamente Danny lembrou-se. Não saiu sozinho da delegacia. Estava acompanhado de um amigo, um dos únicos que o apoiaram na maior investigação de sua vida.

- Jeff...onde está o Jeffrey, seu pedaço de lixo?! O QUE FEZ COM ELE?!

Outra pancada. Desta vez no estômago. O detetive cerrou os dentes, pendendo a cabeça para trás e ofegando. Mas não gritou. Nunca daria esta satisfação para alguém imundo como Lou Ferrigno.

Por outro lado, o italiano divertia-se. Sabia que a fama do detetive era de resmungão, ácido e irônico. Mas também conhecia esse lado "durão" do nativo de Jersey.

- Modos, detetive. Modos. Mesmo sem eles, vou atender ao seu pedido. De nada. Jeffrey!

Danny pareceu confuso com as palavras de Lou. Este estranhamento logo desapareceu ao ver quem caminhou em direção aos dois presentes naquela sala muito mal-iluminada.

Jeffrey Stewart nunca teve uma expressão tão séria. Williams o via sempre de bom humor, animado, disposto. Em nada aquele homem lembra seu velho amigo.

- Jeff...o que você fez?- sua voz saiu quase num fio, enquanto sua respiração acelerou. Infelizmente isso causou ainda mais dor em suas costelas.

- O que todo mundo faz por dinheiro. Entra no mercado de compra e venda. Ferrigno queria comprar...eu precisei vender. E a moeda de troca é você.

-...Por que?...Se tem problemas com dinheiro, eu posso ajudar! Podemos dar um jeito, você...sabia que podia contar comigo!

- Não, Danny. Você não tem o que eu preciso. Você É o que eu preciso. Eu estava devendo milhões ao Lou. Jogo, drogas, empréstimos...E ele quitou toda a minha dívida. Tudo o que precisei foi trazer você aqui. Para ele.

Danny só sentiu-se traído assim duas vezes em toda a sua vida: quando seu irmão, Matt, fugiu do país com milhões roubados de investidores e quando Rick Peterson, seu ex-parceiro em Newark, raptou sua filha em Honolulu. Engoliu o nó que formou-se em sua garganta, abaixando o rosto por alguns segundos. Quando ergueu novamente, seu olhar tornou-se frio e sua voz, seca.

- Espero que tenha valido o investimento.

Lou deu uma das risadas mais gostosas de sua vida e dispensou o policial corrupto. Jeffrey deu as costas ao agora ex-amigo e andou sem fraquejar em direção à porta da enorme e escura sala.

O mafioso deu as costas a Danny por alguns minutos. Foi em direção a um canto mais afastado e longe da vista do detetive e pareceu ligar um motor. Depois de um tempo, aquele canto iluminou-se com algumas descargas elétricas, como se duas placas pequenas colidissem entre si.

Quando Lou virou-se novamente, Danny viu as mãos do homem envoltas em luvas de borracha. Os dedos seguravam firmemente dois pequenos e pontiagudos bastões.

- Agora, Williams...vamos conversar sobre algumas coisas. Coisas que você sabe onde estão.