N.A.: Uma vez mais, é curtinho de propósito! Segura as pontas aí!

DISCLAIMER: Hawaii 5.0 não me pertence, mas bem que a CBS podia me dar de presente ;-;

Não aguentaria mais muito tempo. Sentiu lágrimas grossas rolarem pelo rosto, os olhos cerrados por mais uma descarga elétrica que fez seu corpo sentir pura agonia...mas nenhuma informação saiu da boca de Danny.

O mafioso, por outro lado, começou a perder a paciência. Ainda assim, aquele sorriso doentio de quem considera tudo aquilo uma grande diversão ainda adorna o rosto bronzeado.

Lou quer as provas dos processos. A localização das testemunhas protegidas. Com a destruição de tudo, uma nova apelação pode ser pedida - quem sabe até uma anulação! Não para Brunno, afinal nunca gostou do moleque. Para qualquer da família que fosse mais inteligente. E qualquer um conseguiria ser mais esperto que Brunno.

- Esse seu sofrimento pode acabar agora mesmo. Basta você dizer onde estão as provas e como eu encontro as testemunhas. Eu já sei que não estão no seu velho distrito.

Danny riu. Primeiro baixo, depois mais alto, até virar uma gargalhada que transformou-se em tosse. Mirou o rosto do bandido. Quando ele ficou próximo o suficiente, reuniu toda a força que sobrou em seu corpo e ergueu as pernas, dando um pontapé em seu torturador. Depois seu corpo pendeu novamente, os braços extremamente doloridos por ter de suportar o peso do corpo pendurado.

Lou desequilibrou e caiu, colocando as mãos no abdômen. Cerrou os dentes e levantou-se, andando a passos pesados em direção ao detetive. Socou-o no rosto, nas costelas - as que estavam feridas terminaram de quebrar -, no estômago. Quando parou foi pego de surpresa: Danny cuspiu sangue em seu rosto.

- Eu nunca... a...vou dizer nada a você. Foi por isso que exigi ter...o controle...dessas informações. - o detetive sentia-se exausto, com dores por todo o corpo. Respirar tornou-se um exercício de concentração, pois cada vez que o fazia sentia o peito incomodar com as costelas quebradas.

Claro que nada disso comparou-se com uma nova dor. Pego de súbito, acabou perdendo o fôlego quando sentiu algo penetrar em sua carne e ser torcido, fazendo-o grunhir e torcer os já feridos pulsos.

- Se eu não posso ter minha vida de volta, você também não pode, detetive.- Lou sussurrou ao ouvido de Danny, enquanto torcia a adaga dentro do estômago dele e depois a retirava, limpando-a com um pedaço da camisa que vestia. - Vai ser muito triste para aquela garotinha linda...Grace? Isso, Grace. Vai ser triste para ela crescer sem um pai. Só com a mãe e a figura distante de um padrasto.

- Não...se atreva...a mencionar minha filha! - falou com os dentes cerrados, mantendo o olhar firme ao encarar aquele monstro em forma de ser humano.

- É um bonito nome. E uma homenagem muito sensível à sua amiga defunta. Aliás...muito gostosa, aquela policial morta.

Ferrigno riu, pegando uma bolsa que traz consigo sempre. Antes de ir embora aproximou-se uma vez mais de Danny, cutucando o corte profundo e fazendo Danny revirar os olhos de dor. Depois agarrou os cabelos há muito bagunçados do detetive, fazendo-o erguer o rosto e olhar para ele.

- Olhe pra mim. OLHE. Eu sou a última pessoa que você vai ver antes de morrer. Eu vou deixar você aqui para sangrar até a sua vida acabar. Os DeAngelis vão voltar, vão assumir todos os negócios que são deles. Toda a sua luta vai ser em vão. A sua amiga morreu EM VÃO. Meus parabéns.

Danny sorriu fraco, sabendo que aquele truque psicológico foi baixo e muito ineficaz. Nada que pusesse uma família daquelas atrás das grades foi em vão. E isso já era o suficiente para ele.

Sentiu uma forte pancada na cabeça e um turbilhão dor invadir seu cérebro, seu rosto, a nuvem vermelha e embaçada invadir sua vista.

Não percebeu quando caiu no abismo da inconsciência. Só rezou para ficar lá e não sentir mais dor.