N.A.: GENTE EU FIZ UMA ONE-SHOT. Não esqueçam de ler e comentar aqui e lá!
Peço mil desculpas se houve alguma falha na parte do resgate e dos cuidados médicos. Fiz minhas pesquisas e me dediquei de coração à fanfic. Hope you like it!
DISCLAIMER: Hawaii 5.0 pertence à CBS, e torcemos para a S08 ser melhor, porque a S07 tá meio sad.
Há horas esperavam por notícias do amigo. Somente uma enfermeira foi à sala de espera para informá-los que o detetive foi encaminhado diretamente para a cirurgia e que o médico falaria com eles assim que possível.
Steve não conseguiu ficar sentado por sequer cinco minutos inteiros. Levantou-se e ficou andando de um lado para o outro do corredor, a todo momento lançando olhares para as portas por onde Danny foi empurrado numa maca, profissionais prontos para uma cirurgia que não seria rápida ou fácil.
Kono mantinha a cabeça baixa, rosto escondido entre as mãos, a medalha de São Miguel entre os dedos. Ela foi presente de Danny no dia em que perdeu a formatura na Academia de Polícia do Hawaii. Ele, Chin e Steve fizeram uma mini-graduação para ela na sede do que posteriormente seria batizada de Força-Tarefa 5.0.
Nunca foi uma pessoa religiosa, mas naquele momento ela tinha certeza de que Danny precisaria de toda a força que pudesse mandar a ele.
Chin batia os pés nervosamente no chão. Sentado ao lado da prima e com a expressão mais calma de todos ali, usava estas batidas para extravazar a ansiedade que pairava em sua cabeça. Danny sempre foi um amigo leal e um dos melhores policiais que já conheceu. Pena que não o conheceu há mais tempo; adoraria ter um parceiro como ele quando foi taxado como "policial sujo". Agradecia ao universo por tê-lo hoje, já que alguns membros da corporação ainda olhavam torto e apontavam dedos.
Depois do chefe Wittmore oferecer o próprio nome como isca para encontrarem Danny, o oriental percebeu que ele também é muito bem-visto no estado-jardim.
Ele, Clara e Eddie estavam juntos, um sentado ao lado do outro. Peter e Eddie são amigos há muitos anos; o chefe policial viu os filhos do casal crescerem. Para ele Danny é mais que um policial; é como seu próprio filho.
Por isso ficaria ali o tempo que fosse.
- Pessoal- Eddie levantara-se há pouco, ficando de frente aos integrantes do 5.0. - Eu...não sei como agradecer. "Obrigado" é muito pouco pelo que fizeram. Vocês salvaram meu filho. O trouxeram de volta. Eu sou grato, pra sempre.
Steve levantou-se, sem dizer uma palavra. Estendeu uma das mãos para cumprimentar o pai de seu melhor amigo. Quando o gesto foi retribuido por Eddie, Steve sentiu-se honrado. Sim, é um fuzileiro naval. Sim, é da elite da Marinha. E sim, participou de investidas militares na Coréia do Norte e no Oriente Médio.
Mas nada disso, na visão dele, chega perto do que pessoas como Eddie fizeram pelo país. Esquecer amigos, família, folga, a própria vida somente para ajudar as vítimas de uma tragédia que nenhuma delas pediu para acontecer. Por dias. Meses. Talvez anos.
- Vocês sãoohanapra nós, capitão Williams*. E na família, uns ajudam os outros.
Eddie esboçou um sorriso, que logo esmoreceu e deu lugar ao rosto de um pai que espera ansiosamente pela chegada do filho.
Steve Sentou-se, nervoso, mãos entrelaçadas e apoiadas na testa. O que aconteceu algumas horas atrás ainda povoando sua mente.
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FLASHBACK
- Comandante, precisa cuidar desse corte.
- Eu estou bem. A bala passou de raspão.
- Isso não quer dizer que não precisa de cuidados.
Steve não retrucou mais. Se isso fosse necessário para ter sua atenção voltada a Danny, ele ficaria quieto e deixaria uma das paramédicas cuidar de seu braço.
Enquanto isso, os outros dois profissionais dentro da ambulância tentavam estabilizar o detetive. Tarefa nada fácil devido ao movimento do veículo, os ferimentos e a perda de sangue.
Subitamente a movimentação ficou maior. Um barulho agudo e contínuo vinha do monitor portátil da ambulância. Ao invés debeeps, uma linha reta e verde.
- Danny? Você não vai desistir agora, eu não vou deixar!- Steve sentiu o coração bater dolorosamente, quase caindo de seu peito, tamanho o medo que sentiu.
- PCR! Inicie procedimento!
- Não podemos, tem uma costela fraturada quase perfurando o pulmão, isso pode piorar tudo!
- Injetando três de adrenalina! - a outra paramédica injetou o conteúdo num dos tubos conectados a Danny.
Não adiantou. medidor cardíaco não mostrou retorno de atividade. Ela então preparou as pás de um desfibrilador, apressada.
- Carregando cem! Afasta!- Todo mundo se afastou, menos ela. Impulsionou o choque no peito de Danny, e o corpo dele subiu centímetros antes de voltar ao lugar.
- Nada...carregando duzentos! Afasta! - ela repetiu o movimento. De novo o corpo desacordado pulou. Mas desta vez, houve ritmo cardíaco.
- Consegui ritmo. Balão! - o colega que passava os equipamentos e medicamentos usou um balão de oxigênio para ajudar a respiração de Danny.
Steve novamente segurou uma das mãos de Danny. Não deixou as lágrimas rolarem, mas o nó preso em sua garganta não tinha se desfeito.
Nunca esteve tão perto de perder o amigo. Nem mesmo quando ele foi exposto ao Sarin.
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E agora estavam ali, no Hospital St. Mary, esperando ansiosamente por notícias...
- Familiares de Daniel Williams?
A voz do cirurgião chamou a atenção de todos. Steve foi o primeiro a aproximar-se, mas todos acabaram quase cercando o médico.
- Foi uma cirurgia complicada. Uma das costelas quebradas chegou a atingir o pulmão, e o objeto usado para feri-lo acertou o estômago. Nosso especialista afirma que ele foi exposto à tortura, provavelmente com choques, devido à natureza dos vergões ao longo do corpo. Também encontramos hemorragia interna...
O comandante da 5.0 cerrou os punhos, o corpo tremendo por puro ódio. Se pudesse reviveria Lou Ferrigno, apenas para fazê-lo sofrer o que Danny sofreu.
- E ele teve uma pancada na cabeça, mas não pegou em nenhuma área de risco. No entanto...ele ainda está em estado grave. Vamos mantê-lo na UTI, especialmente para vigiar seu quadro muito de perto.
- P...podemos...ficar com ele, doutor?- Clara perguntou num fio de voz, não se importando mais em esconder as lágrimas.
- Claro. Mas por favor, apenas dois por vez. Detetive Williams precisa descansar.
- Vão vocês primeiro. Eu vou ficar com ele depois.- Steve sussurrou, finalmente permitindo-se respirar mais fundo.
Primeiro entraram Clara e Eddie. Passaram dez minutos lá, segurando as mãos do filho, conversando com ele, pedindo que aguentasse firme, falando a todo momento que o amam. Foram chamados pela enfermeira ao final do tempo e despediram-se dele. Clara beijou-lhe a testa. Eddie afagou-lhe os cabelos. Saíram com o homem abraçando a mulher de lado, prometendo que avisaria às filhas sobre o ocorrido. Afinal elas estavam viajando e de nada sabiam. Eddie deixou o carro dele com Steve por enquanto, aceitando de bom grado a carona que Peter daria a ele e Clara para casa.
Chin e Kono Foram os próximos. Enquanto eles ficaram com Danny, Steve pediu a enfermeira que o médico fosse chamado. Assim que ele chegou, Steve tentou ser um pouco mais polido.
- Eu não...sei o seu nome. Para agradecer pelo que fez.
- Não precisa agradecer. É meu trabalho, mas... - o homem estendeu a mão, sorrindo complacente- Matsuzawa. Kevin Matsuzawa.
- Doutor Matsuzawa.- Steve apertou firme a mão do cirurgião, genuinamente feliz pelo que ele fez- Muito obrigado. E me desculpe pelo que vou pedir, mas quero ficar com o Danny. Todo o tempo. Eu sei que é contra as normas...
- E é. Mas a fama do 5.0 vai muito além das ilhas do Hawaii, comandante McGarrett. - mais uma vez aquele sorriso cândido apareceu, como se Kevin fosse o irmão que todo mundo gostaria de ter. - Está permitido. Quando precisar descansar, é só chamar o médico de plantão ou uma das enfermeiras. Se perguntarem por que você está aqui, é só mandar me chamar.
- Não sei como agradecer, doutor...ele é como meu irmão...não. Não. Ele É meu irmão.
Dr. Matsuzawa fez um leve cumprimento com a abeça e logo afastou-se novamente. Não demorou muito para Kono e Chin saírem do quarto de Danny.
- O doutor deixou eu ficar aqui com ele. Vocês vão, descansem um pouco.
- Chefe, você também precisa dormir um pouco...vamos revezar.
- Eu estou bem, Kono. Sério. Descansem, se acontecer qualquer coisa eu ligo.
Chin apenas concordou com a cabeça, dando um abraço em Steve e saindo com a prima. Não dormiriam muito de qualquer forma.
Steve entrou no quarto de UTI. Danny parecia muito exausto e a perda de sangue o deixou pálido como nunca. Tubos com medicamentos, tranfusão e soro estavam atrelados ao seu corpo. Em seu peito enfaixado, um medidor cardíaco que estava conectado à máquina ao lado de sua cama, emitindo aquele beep beep baixo e insistente. Uma máscara cobria nariz e boca do detetive, levando oxigênio ao corpo ferido e cansado.
Ao olhar todo aquele aparato o comandante finalmente deixou-se fraquejar. Sentou numa cadeira, aproximando-a da cama de Danny e segurando uma das mãos dele. Um soluço escapou. Os olhos fecharam ao movimento de um longo suspiro.
Nunca odiou tanto ter que esperar.
