N.A.: HEY GUYS!
É inacreditável a quantidade de views. Muito obrigada mesmo!
Este é um capítulo em que Steve e Danny não aparecem, mas o detetive é muito mencionado. Só gostaria de saber a opinião de vocês sobre os meio-que plot twists ao longo do caminho o/
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Kono e Chin foram até a delegacia. Depois de dias indo e voltando já tornaram-se figuras conhecidas e muitos nutriram certo apreço pelos dois. O lugar é um misto de policiais experientes e novatos doidos para mostrar serviço.
Eles seguiram direto para a sala de interrogatório, onde Robert já estava algemado, punhos e cotovelos detidos em correntes que ficaram presas à mesa do local. Procedimento padrão. Nada de regalias para um policial, principalmente porque é um policial sujo.
- Robert, Robert...você é um cara de extremos. Muito sortudo e muito azarado.- Chin começou, sentando-se na cadeira que estava do outro lado da mesa - Lou não vai poder vir atrás de você. Ele está morto. Jeffrey também.
- E agora começa o azar na sua vida. - Kono estava de pé, pés cruzados e mãos ocupadas segurar uma pasta com documentos que ela lia enquanto falava- Porque Danny não morreu.
- E daí? Eu nem encostei nele. Vocês não podem me acusar de agressão. - o homem sorriu de canto, batendo os dedos na mesa sem remorso algum.
- Encontramos suas digitais no carro. As pegadas de areia e lama no carpete do carro? Combinam com seus sapatos. Aliás, eles já estão na sua cela. Sem cadarços, claro.
- O caso já está quase todo fechado, mas tem uma coisa que está martelando a minha cabeça. Por que? - Kono perguntou, tirando os olhos da pasta e mirando diretamente o rosto de Robert- Por que fazer isso com seu amigo? Por que ficar do lado de alguém que você mesmo ajudou a colocar na cadeia?
- Eu já falei. Lou ofereceu uma quantia astronômica, eu neguei, depois ele ameaçou meus pais. O que eu poderia fazer, deixar que matassem meus pais?! Foi uma decisão pesada. Mas não foi difícil.
- Você está mentindo. Rastreamos seu telefone. Pegamos todos os registros telefônicos. Não existe nenhuma gravação de ameaça. Mas existe essa tal "quantia astronômica" na sua conta bancária.
Ao dizer isso Chin levantou. Andou poucos passos até Robert, semicerrando os olhos e falando cara a cara com o agora detento.
- Kono e eu fomos ao seu apartamento. Conseguimos um mandado de emergência. Encontramos muita coisa interessante lá. Coisas...como esta. - ele colocou algumas fotos e papéis em cima da mesa.
Tudo estava relacionado a Danny; fotos dele já vivendo no Hawaii, documentos sobre os casos antigos, até o endereço do detetive Em Honolulu, até fotos de Grace na rua, com Rachel e Stan.
- Pra mim isso foi raiva. Você tem inveja do Danny, deixou a amizade morrer e o ódio crescer. Ver alguém tão novo te superar em patente e sucesso não deve ter sido fácil.
Os olhos de Robert, antes frios e decididos, agora tremiam pelo nervosismo. Sua mandíbula ficou tensa e sua respiração ficou mais rápida.
- O chefe Wittmore nos contou que você foi um dos mentores de Danny. Ensinou muito. Ele subiu ao posto de detetive antes de você. Diz aqui... - Kono jogou a pasta com informações em cima da mesa, apontando para uma folha aberta - Que você tentou cinco vezes o cargo. Não conseguiu. Danny passou de primeira, prova teórica e treinamento prático.
- Depois que o chefe Wittmore o cogitou para a chefia, algo deve ter explodido no pobre Robert Earl. Uma frustração desse tamanho...poucos agüentam calados.
Miggiori ficou fora de si. Toda a frieza de antes evaporou como se nunca tivesse existido. Bateu os punhos na mesa com tanta força que o móvel tremeu por alguns segundos.
- ELE NÃO MERECIA! Nós aqui, com décadas de serviço, aguardando nossa chance! E aí vem o Danny, com sua ótima ficha e uma carta de recomendação de um dos melhores capitães de bombeiros que Nova Jersey E Nova York já tiveram e olha só! É o pai dele!
- Uma carta de recomendação não deu vantagem alguma ao Danny. Ele sempre foi melhor que você. Ele é um ótimo policial, um detetive como poucos.
- Wittmore acha a mesma coisa. Nosso superintendente também.- Robert riu sem humor, encarando Chin e Kono com os olhos injetados de puro ódio - Tudo piorou quando a Grace Tillwell morreu e ele resolveu fazer essa imensa investigação contra os DeAngelis! Quase ninguém apoiou essa decisão suicida dele!
- Mas você sim. Jeffrey também. Vocês três tiveram carta-branca do Chefe Wittmore para fazer o que fosse necessário.
- Jeffrey contraiu muitas dívidas com os DeAngelis. Lou as perdoaria em troca de Danny. E eu tive meu...cachê. - ele respirou fundo, deixando escapar toda a raiva borbulhante que estava em seu peito - Essa maldita investigação não levou só esses mafiosos pra cadeia. Trinta por cento da corporação acabou em cana também.
Chin e Kono ficaram em silêncio. Eles já desconfiavam disso há algum tempo e só precisavam da confirmação. A integrante do 5.0 segurou o homem pela gola da camisa sem cerimônia.
- O Danny sabia? - ao ouvir apenas o silêncio como resposta ela socou Robert na boca do estômago, com toda a força - O DANNY SABIA DISSO?!
Tossindo e tentando recuperar o fôlego, o homem encolheu-se na cadeira, depois recostando a testa na mesa:
- NÃO!...Não até finalizar a investigação! Ele acreditava nos colegas de farda! Depois se sentiu traído! Maldito Danny!
Não precisavam ouvir mais nada. Naquele momento entenderam - ao menos em parte - a razão de Danny manter sempre o jeito de Jersey. Ele precisava reiterar não para os outros, mas para si mesmo que tudo valeu a pena. Que os colegas poderiam ser corruptos, mas ele sempre honraria a corporação. E também por isso havia tristeza nos olhos de Danny toda vez que ele mencionava o maior caso de sua carreira como detetive em Jersey: a morte de Grace Tillwell foi uma ponta da corda; a outra foi a descoberta de tantos colegas corruptos.
Chin e Kono recolheram os documentos e provas, guardaram e encaminharam-se para a saída da sala. Antes de ir embora, Kono virou-se e olhou enojada para Robert.
- Nunca mais o chame de "Danny". Você não tem este privilégio. É SARGENTO WILLIAMS pra você.
Com o primo já do lado de fora ela bateu a porta. Interrogatório gravado, provas concretas, não havia mais necessidade de estar ali.
Era hora de voltar ao St. Mary's e ficar ao lado do amigo ferido.
