N.A.: Para você, amigo(a) leitor(a) que chegou comigo até este ponto, meu muito obrigada!

Este é um capítulo especial. Curto, mas muito emocionante pra mim. Nunca escrevi nada sequer parecido com isso antes. Come with me! \o\

DISCLAIMER: Hawaii 5.0 pertence à CBS.

Estava sentado num banco de praça, daqueles bonitos e de madeira rústica. Era final da madrugada, o céu ainda escuro, as luzes das ruas misturando-se com alguns escritórios e apartamentos ainda em plena atividade.

Sabia que lugar era aquele: uma praça próxima à ponte do Brooklyn. Nova York. Um de seus lugares prediletos. Seus pais o trouxeram para este lugar quando ele tinha oito anos e um parque fazia sua estadia ali para um feriado. Um leve sorriso apareceu. Ali sentia paz e alegria.

Depois de alguns minutos uma figura feminina sentou ao seu lado. Ele estranhou de início; a rua estava deserta segundos atrás. Quando observou o rosto da mulher, seu coração quase pulou do peito.

- Grace...

- Olá, Danny. Há quanto tempo!- a mulher deu um largo sorriso, solto e despreocupado, como Danny sempre lembrou dela.

- Eu...não entendi...o que você está fazendo aqui?

-A pergunta certa é: o que VOCÊ está fazendo aqui?

Danny não entendeu. Seus olhos mostraram a confusão presente em sua mente. Negou com a cabeça, mostrando que não sabia o que ela queria dizer com aquilo. Depois olhou para as próprias mãos e sua respiração falhou; havia sangue nelas. Percebeu então que o sangue vinha de seu estômago e colocou as duas ãos ali, pressionando o ferimento. Estranhamente não sentia dor.

- Lou...Lou fez isso...e os traficantes dele mataram você!...Espera. Eu morri? É isso?

- Você me diz.- ela tinha uma voz suave, como a de um anjo. Suas mãos uniram-se as de Danny, também pressionando o ferimento.

O detetive sempre teve muito carinho pela amiga. Por mais que os colegas de distrito em Newark ("The Brick City!", como a população dizia) desconfiassem de algo mais, Grace e Danny tratavam-se como se fossem irmão e irmã. Ele lembrava perfeitamente que Clara também considerava a moça como uma de suas filhas.

Por isso mesmo ele sentia tanta tristeza em vê-la ali. Em ver a si mesmo ali.

- Eu...estou cansado, Grace...Cansado dos DeAngelis, cansado de eles tentarem escapar, cansado de tentar salva-la toda vez que sonho com aquele dia...Eu sou seu parceiro,, é minha obrigação te manter segura! O olhar dos seus pais...o sofrimento que eles sentem...isso nunca vai sair de mim.- Danny abaixa a cabeça, deixando as mãos afrouxarem da punhalada que vertia sangue.

- Daniel Williams, eu preciso que você me escute.- ela segurou o rosto do amigo, erguendo-o vendo os olhos marejados do amigo.- Você fez muito mais que o necessário. Você olhou não só por mim, mas por todas as pessoas que precisaram de você. Foi certo e justo. Não tinha como você saber de tudo o que acontecia o tempo todo.

A escuridão da madrugada aos poucos dava lugar ao cinza forte, que foi empalidecendo preguiçoso. O ar ainda frio anunciava uma manhã que prometia ser linda. Danny levantou-se, colocando as mãos nos bolsos e andando até a linha do portoe observando o amanhecer.

- Você me perdoa?...Eu sei que tinha seus sonhos, que queria uma família...você me perdoa por não ter conseguido te ajudar?

Grace também ficou de pé. Andou até o amigo e o abraçou apertado. Beijou sua bochecha esquerda e depois segurou suas mãos. Danny percebeu que não havia mais sangue nelas ou no ferimento.

- Não tenho nada a perdoar, mas tenho muito a agradecer. Obrigada por não deixar minha morte ser em vão. Obrigada por deixar nosso legado viver através da sua filha. Ela é linda e precisa do pai ao lado dela.

Os dois policiais olharam para frente, contemplando as águas calmas que passavam por baixo da ponte do Brooklyn. Enquanto os primeiros raios de sol surgiam, Danny abraçou sua amiga e ex-parceira de lado, finalmente deixando a tensão de lado e sentindo o coração mais leve.

- Nada como um amanhecer desses, não é?

H50H50H50H50H50H50H50H50

- Danny?

A voz chegou aos seus ouvidos quase como um sussurro. Sua cabeça parecia mais pesada que todo o resto de seu corpo. A respiração ficou um pouco mais profunda, como se suspirasse após um longo sono. Sentiu algo em seu rosto e, ao tentar tirar, foi detido gentilmente por outra mão.

- Tudo bem, é só a máscara de oxigênio. Você precisa dela.

Finalmente abriu os olhos. Piscou algumas vezes, até recuperar um pouco do foco. As orbes azul-bebê finalmente encontraram o dono da voz que o chamou.

- Bem-vindo de volta, Danno.

Steve tinha o rosto cansado e abatido, mas nunca esteve tão feliz em toda a sua vida.