N.A.: É O FIM. Este é o último capítulo. Foi muito divertido escrever esta fanfic e já estou pensando em outras! Então continuem acompanhando, ok? :3

MAHALO!

DISCLAIMER: Hawaii 5.0 não me pertence. Todos os direitos reservados à CBS. Mas declaro meu eterno amor ao melhor bromance de todos! \o/

- Como é que é? Eu morri?!

- Tecnicamente. Por alguns minutos. Você chegou em estado muito grave, perdeu muito sangue.

- E os médicos nos alertaram da possibilidade de uma piora. E você nos deu um susto enorme.

Danny ouviu os relatos dos amigos, os olhos perdendo um pouco do brilho pela culpa que sentiu. Nunca quis preocupar nenhum deles, por isso fez questão de viajar sozinho para Nova Jersey. Era um problema só dele, seus amigos do 5.0 não precisavam de mais esse peso.

Steve notou a leve mudança no rosto de Danny. Foi quase imperceptível para os outros, mas o comandante do 5.0 conhecia Danny muito bem; tornaram-se melhores amigos em pouquíssimo tempo - apesar do começo turbulento. Ele pousou a mão direita num dos ombros de Danny, apertando-o levemente.

- Hey. Não foi culpa sua. A gente sabe que você não queria nos envolver nisso. Mas tem coisas que você não pode controlar.

- Falou o maníaco por controle. - Danny riu abertamente pela primeira vez em muito tempo, mas não ficou sozinho. Logo todo mundo seguiu o raro momento de bom humor do detetive.

Depois de quase duas semanas indo e vindo, o despertar de Danny foi comemorado com muito alívio. Eles contaram tudo o que aconteceu durante o tempo em que o detetive "esteve fora". Já era hora de saber sobre a traição de Robert e sobre todo o plano para trazer os DeAngelis de volta ao poder. Sem as provas, as testemunhas e Danny, isso seria uma questão de poucos meses.

Toda a apelação de Brunno foi apenas uma grande armação. Ele sabia que não venceria aquele julgamento, mas com toda a comoção em torno do caso, a massiva cobertura da imprensa e um grande efetivo policial na corte, orquestrar uma fuga do presídio não seria difícil. Contaram até com a ajuda dos avogados de Lou e Brunno. Alguns policiais sujos tambem participaram do plano. Isso ia além de Jeffrey e Robert.

Depois de ser resgatado, Danny não acordou. Kono disse que ele ficou em cirurgia por horas. E que complicações poderiam ocorrer devido aos ferimentos e a perda de sangue. E foi exatamente o que aconteceu; uma nova hemorragia interna causou coágulos, que evoluíram para embolia pulmonar. Foi levado novamente sala de cirurgia, onde os médicos trabalharam muito. Quase o perderam algumas vezes, mas no final disseram que o detetive conseguiu voltar. E que raramente atendiam um paciente tão teimoso. Agradeceram muito por isso.

Danny lembrou-se do sonho. Que, no fundo, ele sabia não ter sido só um sonho. Tinha certeza que o período em que conversou com Grace foi o momento em que quase morreu na mesa de operações. Uma coisa diretamente conectada à outra. Olhou para a janela e, observando os raios de sol que mantinham-se apesar do dia frio, agradeceu mentalmente à sua falecida amiga por dar forças a ele.

- Eu não vou morrer assim tão fácil. Quem vai encher a paciência desse ninjaSuper-Seal? - ele apontou Steve.

- Verdade, ninguém acaba com meu humor como você.- o fuzileiro cruzou os braços e deu uma risada, que novamente foi seguida por todos. - Mas também sempre está pronto pra ajudar a todos nós.

- Você leva o "servir e proteger" a um novo nível. - Chin apoiou o amigo, dando leves tapas no ombro dele.

Depois de mais um pouco de conversa eles saíram. Os pais de Danny e o ex-chefe dele também mereciam um tempo de visita. Clara e Eddie entraram e abraçaram o filho, que retribuiu o carinho - apesar dos pontos em seu abdômen e o gemido de dor que escapou.

Eddie deu um soquinho falso no braço esquerdo do filho, sem dizer nada. Seu olhar demonstrou tudo o que palavras não poderiam expressar: orgulho, gratidão, felicidade, alívio. Amor. Danny não quis seguir seus passos como bombeiro, mas tornou-se brilhante como policial e nada nesse mundo o deixava mais feliz do que ter criado bons filhos*.

- Suas irmãs queriam vir, mas não sabíamos se você iria querer...dissemos que esperaríamos você acordar.

- Não, elas não precisam vir. Não quero que morram de preocupação, elas são mais exageradas que eu. Eu ligo pra elas mais tarde.- ele passou os dedos entre os cabelos loiros, depois perguntando.- Não conseguiram achar o Matt, não é?

-...Não, filho. Desculpe. - Eddie falou num sussurro, mas foi Clara quem abaixou a cabeça, como se fosse culpada pelo comportamento do filho sumido.

- Hey...vocês dois não se atrevam a sentir culpa. Nem remorso. Matthew é um adulto, um homem crescido, as decisões que ele toma são responsabilidade dele.

- O detetive está certo. Se vocês dois tivessem errado em alguma coisa todos os seus filhos fariam besteiras como essa de sumir. - Chefe Wittmore entrou no quarto, uniforme impecável e olhar sereno de quem sabia o que dizer naquele momento.

Eddie abraçou o amigo de longa data. Clara fez o mesmo, depois afastando-se e seguindo o marido em direção à porta.

- Vamos falar com seu médico, perguntar sobre a sua alta na semana que vem.

Assim que eles saíram, Peter sentou-se numa cadeira ao lado da cama de Danny, apoiando-se na meia-grade do leito.

- Eu acabei de falar com o procurador. Brunno perdeu a apelação e um novo processo contra ele foi aberto. Não vamos deixar o que essa família fez com você passar impune. - o homem abaixou o rosto por alguns segundos, falando em meio a um riso quase irônico - Eu tive muitos policiais sob a minha supervisão. Milhares. Mas eu conto nos dedos os que me deram taquicardia. Você é um deles.

Danny acabou rindo, colocando umas das mãos na cabeça e parecendo sem-graça com aquela afirmação.

- Ossos do ofício, chefe Wittmore. Ossos do ofício.

- O que você fez foi muito mais que seu dever, sargento. - o suspiro longo e cansado escapou de Peter, enquanto ele cruzou os dedos das mãos e olhou para eles sem muita concentração. - Ninguém o condenaria se você contasse a Lou o que ele queria saber. Eu pensei que tinha acabado com a maior parte da sujeira da corporação...mas estava errado. Mas você pode fazer isso. Você já conseguiu antes e pode conseguir de novo.

Peter então levantou-se, colocando-se em frente ao detetive e tornando o clima mais sério.

- Anunciei minha aposentadoria hoje. Já mandei a carta para nosso superintendente. A vaga é sua se você quiser.

Danny ficou sinceramente surpreso. Tudo o que ele sempre fez o simples cumprimento de suas obrigações como policial. Por mais que, em algumas vezes, isso trouxesse satisfação pessoal também. E agora seu dever poderia ser recompensado com uma promoção que ele um dia chegou apenas a sonhar. Ainda assim o detetive negou com a cabeça, olhando complacente para Peter.

- Chefe, eu...não sei como agradecer pela confiança...mas não. Minha vida agora é no Hawaii. Minha filha está lá, mudei para lá por ela e...bem. Não deixe o McGarrett saber disso, mas eu amo meu trabalho. Adoro ser da 5.0 e Steve é o melhor parceiro que eu já tive. Ele...é o melhoramigoque eu já tive.

Afirmou isso ao pensar nas três figuras de Jersey que o traíram. Primeiro Rick Peterson, seu ex-parceiro que sequestrou sua filha há algum tempo. Conseguiu contornar a situação com a ajuda dos amigos no Hawaii. Agora Robert e Jeffrey. Por mais que amasse sua terra natal, Danny não via a hora de voltar para o Hawaii.

H50H50H50H50H50H50H50H50

- Tudo pronto?

- Ahn... - verificou a bagagem dentro do taxi. Roupas, documentos, distintivo, celular, arma. - Tudo. Vamos embora por favor, não vejo a hora de ver minha Monkey.

Olhou para a pistola e lamentou por não ter podido usá-la contra Lou. Odiava atirar, mas sempre foi muito bom nisso, e em certas oportunidades praticar tiro contra alvos assim valia a pena. Mandou estes pensamentos para longe, respirando fundo e sorrindo. Voltou-se aos pais, abraçando um de cada vez e deixando um beijo carinhoso na bochecha de Clara.

- Eu espero vocês no Natal. E isso é uma ordem.

- Natal e praia. É bom variar um pouco da neve de todo ano.

- Vocês dois são malucos. Tudo bem!- ele juntou as palmas das mãos, entrando no taxi. Chefe Wittmore ofereceu uma carona numa viatura, mas Danny negou efusivamente, mas agradeceu a gentileza. - Vocês dois se cuidem e mandem um beijo pra cada uma das minhas lindas irmãs.

Chin e Kono também despediram-se da família de Danny. Pessoas especiais com as quais eles se importam e pelas quais arriscariam a vida sem pensar duas vezes. Assim como o detetive faz por eles, por Steve, por Grace.

Steve entrou no carro logo em seguida, sentando-se ao lado de Danny. Odiava ser o passageiro, mas naquele momento não tinha muita escolha.

- Vai voltar pro aniversário de casamento dos seus pais?

- Em abril? Claro!

- Você sabe que eles nos convidaram também, não é?

- Claro que sei. E é melhor vocês aceitarem.

Danny olhou a cara de confusão do amigo. Sorriu, dando um tapa leve nas costas dele.

- Meus pais odeiam quando a família falta às festas.

Steve então compreendeu, um sorriso largo, tranquilo e satisfeito formou-se enquanto o taxista dirigia pela via expressa, em direção ao aeroporto. O taxi com Kono e Chin logo atrás deles.

Eles são família, afinal de contas. E ohana sempre vem em primeiro lugar.

FIM.