Capítulo 6

Uma vez em seu próprio quarto, Isabella fechou a porta e sentou-se na cama, os pacotes no seu colo. Olhou para eles através das lágrimas embaçando sua visão. Esfregando os olhos, fungou. Não ia chorar. Não agora. Não até que aquilo acabasse. Não podia ceder. Precisava ser forte.

Sempre soubera que a vida depois do acidente, principalmente nos primeiros dias e semanas, ia ser dura. Por todo tipo de razões.

Não apenas por ter de aprender a lidar com o mundo do lado de fora do hospital. Percebeu que soubera que esse confronto com Edward aconteceria, desde o momento que decidira que o relacionamento deles estava acabado. Se fosse possível, ela teria apenas desaparecido da vida dele; não queria discutir ou racionalizar, mas sempre aceitara que teria de fazer isso.

Os dedos da mão direita de Isabella moveram-se sobre os anéis na mão esquerda, mas ela recusou-se a pensar no dia que escolhera seus anéis de noivado e casamento. Em vez disso, abriu os presentes que Edward lhe dera. A calça de seda prateada era linda, e a túnica de seda cor de creme, ainda mais. Ela não ousou contemplar quanto o traje devia ter custado, mas a marca de grife gritava exclusividade.

Ela desejou que ele não tivesse feito isso. Fechando os olhos, sentiu que, a qualquer momento agora, ia desmoronar, todo o benefício do sono da tarde parecendo arruinado. Banho, disse a si mesma com uma ponta de histeria. Tiraria o cheiro de hospital dos cabelos e da pele. Estava livre do cheiro de antisséptico agora... livre das rotinas infinitas e visitas do médico e da falta de privacidade. Então, por que seu coração ainda pesava no peito? Necessitava recompor-se. Não podia permitir que Edward a afetasse daquela maneira.

Se não fosse forte agora, isso dificultaria ainda mais as coisas no futuro. Esta era apenas uma noite. Ela poderia passar por isso.

Deixando as roupas em cima da cama, entrou no banheiro e começou a encher a banheira, usando uma boa quantidade de óleo de banho do hotel, até que a água estivesse cheia de bolhas perfumadas. Removendo roupão, calcinha e sutiã, Isabella entrou na espuma até que somente sua cabeça estivesse visível. Foi somente então, quando seu corpo e membros estavam escondidos, que ela começou a relaxar na deliciosa água quente.

Depois de meses no hospital, era como uma bênção estar no luxo da espuma cheirosa sem medo que uma das enfermeiras batesse à porta perguntando se ela estava bem. Não que Isabella não tivesse apreciado a gentileza e preocupação delas, mas sentira-se sufocada algumas vezes.

Por quanto tempo ela ficou deitada ali, não tinha certeza, antes que lavasse os cabelos e saísse da banheira. Nos velhos tempos, ela e Edward frequentemente relaxavam na banheira depois do trabalho, o cômodo iluminado por luz de velas e uma garrafa de vinho em mãos. Era um começo maravilhoso para a noite... especialmente porque os momentos íntimos na água quente sempre levavam a algo mais. Eles geralmente jantavam tarde, a luz de velas, em seus roupões.

Mas aquilo era passado, e isso era presente, e as viagens pela estrada da memória eram tanto perigosas como enfraquecedoras.

Isabella vestiu o roupão, amarrando a faixa na cintura. Não havia retorno, e tentar seria suicídio emocional. Ela não podia mais atender às expectativas de Edward... e as das pessoas da indústria de entretenimento com quem eles conviviam. E não queria se destruir tentando fazer isso. Oh, não duvidava que a maioria das pessoas fosse educada na sua frente, e algumas delas até mesmo genuínas. Mas ela conhecia aquele mundo, sabia como belezas como Lauren podiam ser arrogantes e ambiciosas. Isabella não poderia conviver com a espera. Esperando que uma mulher, especial e inteligente, conseguisse atrair Edward.

Ela enrolou uma toalha na cabeça, então olhou para seu reflexo no espelho. Talvez essa mulher nunca aparecesse... talvez Edward fosse forte e permanecesse fiel..., mas essa não era exatamente a questão. Era ela quem estragaria o que eles tinham se ficasse com ele. Sabia disso agora. Ciúme e desconfiança eram coisas horríveis, e não podia esperar que Edward convivesse com tais coisas e com ela, porque era assim que seria. Isabella descobrira muita coisa sobre si mesma nas últimas semanas, e ainda mais desde que o vira hoje, e não estava orgulhosa de suas descobertas. Mas aquilo era realidade.

Talvez, se ela não o amasse tanto, ou se tivesse tido uma criação diferente... Ela balançou a cabeça e virou-se do espelho. O acidente desenterrara muitos fantasmas de sua psique, e sua única certeza agora era que ela precisava recomeçar a vida em algum lugar longe de Edward. E faria isso. Então talvez pudesse organizar sua mente. Encontrar coragem para lutar contra a apatia que dominava sua visão do futuro, quando pensava nos longos anos sem Edward. Na verdade, tinha de fazer isso. Fim da história.

Vestiu-se rapidamente, relaxando uma vez que estava coberta. Não achava que Edward entraria no quarto sem bater, em vista de tudo que tinha sido dito, mas...

Ela secou seus cabelos, deixando-os lisos nas laterais do rosto, antes de aplicar maquiagem... apenas um pouco de sombra e rímel para realçar seus olhos castanhos, e um batom cor de cereja nos lábios. De qualquer forma, o efeito foi quase intenso, depois de ficar tanto tempo sem usar maquiagem. Olhando-se no espelho do quarto agora, ela decidiu que se arrumaria mais todos os dias a partir de agora.

Parte de sua reabilitação, pensou, lembrando-se das palavras do médico da última vez que o vira. Dr. Carlisle tinha sido tão gentil. De cabelos loiros quase grisalhos e com um jeito paternal, ele dissera:

– Eu consertei seu corpo, Isabella, mas depende de você fazer o mesmo com seu espírito. Sei que o acidente a abalou muito, mas você tem o resto de sua vida pela frente... o que é mais que muitos de meus pacientes podem esperar. Entendo tudo que está sentindo, mas quando estiver pronta, eu gostaria que visse um colega meu que pode conversar com você quantas vezes forem necessárias.

Isabella olhara para o nome e número de telefone que ele lhe dera. Dr. Jason Jenks. Engolindo em seco, sussurrara:

– Ele é psiquiatra, não é?

A voz de Dr. Carlisle havia sido suave ao responder:

– Ele é alguém que trabalha com pessoas que precisam de um tipo de cura diferente daquele que eu posso dar. Pense nisso dessa forma. Ele é um bom homem. Mais do que isso, é amigo meu, e sei que você se beneficiaria em vê-lo. Não descarte a possibilidade, Isabella. E... – O médico pausara, esperando que ela lhe encontrasse o olhar antes de continuar: – Não tome decisões que possam mudar sua vida por enquanto. Dê tempo a si mesma. Isso pode ser um clichê, mas tempo cura tudo.

– Você está falando sobre Edward – murmurou ela. Desta vez, a pausa foi mais longa.

– Em parte, sim.

A intenção de Dr. Carlisle tinha sido boa. Virando-se do espelho, Isabella respirou fundo. E ela sabia que ele não concordara com a decisão de terminar seu casamento. Emoção inundou-a. Mas ele não entendia; era médico, afinal de contas. Não tinha ideia como era a indústria do entretenimento, além do que experimentava quando assistia à TV, ia ao cinema ou teatro. A indústria do entretenimento era um mundo à parte, e desde que ela o adentrara, depois de deixar a escola de dança, saboreara cada segundo daquele mundo. Tinha sido difícil, excitante, imperdoável, às vezes, injusto, e frequentemente caprichoso, mas a capacitara a fazer o que ela mais amava... dançar. Ou o que mais amara até conhecer Edward. Daquele ponto em diante, ele se tornara o centro de seu mundo.

Ela tivera tudo. Mordeu o lábio, sentindo os olhos embaçados. E os deuses não gostavam de meros mortais que provavam o paraíso na terra. Quantas vezes ela pensara que era tudo bom demais para durar? Bem, estivera certa. Não durara.

Isabella olhou cegamente para o outro lado do quarto, endireitando os ombros e respirando fundo. E agora tinha de adaptar as cartas que recebera. Era simples assim. Tudo mudara, mas havia milhões de pessoas em situações muito piores do que a sua. Ela não cairia em depressão. Havia vida depois da dança. Havia vida depois de Edward.

– Isabella?

A batida à porta do seu quarto a fez saltar de susto. Levando uma mão ao peito, ela firmou-se. Então andou para a porta e abriu-a, um sorriso forçado no rosto.

– Estou pronta.

Ele estava fabuloso. De terno, os cabelos penteados para trás, magnetismo irradiando- se da figura poderosa.

– Oi – murmurou Edward. – Os coquetéis na sala de estar estão prontos.

– Ótimo. – A voz de Isabella estava um pouco ofegante, mas ela esperou que ele não notasse.

Edward sorriu-lhe, os olhos calorosos acelerando as batidas do coração dela.

– Você está linda – elogiou ele com voz rouca. – Mas sempre está linda.

– Obrigada. As roupas são muito bonitas.

– Mas eu me esqueci de lhe dar isto quando lhe dei os outros presentes mais cedo. – Ele entregou-lhe um pacote, tão belamente embrulhado como os anteriores.

– O que é? – perguntou Isabella sem entusiasmo.

Ele pegou-lhe o braço, conduziu-a para a sala de estar, antes de responder:

– Abra e veja.

– Eu... não quero este. Você já me deu o bastante. Não posso aceitar mais nada. Não... não quando eu não lhe comprei...

– Abra – Edward interrompeu suas palavras gaguejantes, e quando ela não lhe obedeceu, ele impulsionou-a para a almofada do sofá, sentou-se ao seu lado e começou a desfazer os laços de fita da grande caixa. – O conteúdo não vai mordê-la.

Quando ele abriu a tampa, Isabella olhou para as botas prateadas. O couro macio era trabalhando com minúsculos cristais, num design que serpenteava dos dedos dos pés até o calcanhar, numa pequena linha do lado externo de cada bota, e ela soube imediatamente que tinham custado uma fortuna. Isabella não removeu as botas do papel seda, erguendo os olhos para Edward, antes de falar:

– Eu não posso aceitar estas. Falo sério, Edward. Não quero mais nada.

Ele recostou-se, cruzando os braços sobre o peito enquanto a estudava com aceitação enganosa.

– Por que não?

– Eu não devia ter aceitado as roupas – disse ela como resposta, sentindo-se rude, mas sabendo que precisava fazê-lo entender.

– Mas você aceitou. E as botas são parte do presente. – Os olhos cor verdes baixaram para as botas pretas que ela estava usando, as quais eram simples e práticas, e não podiam se comparar às criações exóticas na caixa.

Isabella ergueu o queixo. Sabia o que ele estava pensando, mas ou ela ia com suas velhas botas, ou não iria, em absoluto.

– Sinto muito, Edward. Elas são lindas, mas não.

– Sem problemas – disse ele, preguiçosamente. – Se você mudar de ideia antes de nós partirmos, elas estão aqui.

– Eu não mudarei. – Ela levantou-se abruptamente. Sentada ali, podia sentir o aroma sensual da colônia pós-barba de Edward, o que estava atrapalhando seu processo de raciocínio.

Edward também se levantou, atravessando para onde uma bandeja continha dois copos com o coquetel favorito dela... Sapphire Martini. Ele estendeu-lhe um dos drinques.

– Sem brindes, esta noite, mas espero que aprecie o passeio. Nós jantaremos depois do teatro se assim estiver bom para você. Pensei que isso nos daria mais tempo de ficar com apetite depois de todos aqueles cupcakes.

Isabella deu um gole do coquetel. O líquido doce e azul tinha gosto de lavanda, contrastando maravilhosamente com o gim, e dando o impulso que ela precisava para conseguir sorrir e falar normalmente:

– Tudo bem. Não estou com fome.

– Precisamos trabalhar para recuperar seu apetite. Eu sempre fiquei impressionado com o quanto você podia comer.

Isabella o olhou.

– Eu era dançarina. Queimava as calorias. Tudo está diferente agora.

– Nem tudo. – Ele inclinou-se para mais perto.

Com o coração disparado, Isabella esperou pelo beijo. Quando os lábios de Edward cobriram os seus, um arrepio de prazer percorreu a coluna dela. Quando Edward exercia seu charme, este era potente e inebriante. Ele era irresistível, e sabia disso.

Ele parou o beijo por um momento, a fim de colocar os copos deles sobre a mesinha de centro, então a tomou nos braços, outra vez, e provocou-lhe os lábios com os seus. Ela encontrou-se mergulhando no mundo de deleite sensual que Edward evocava tão facilmente, e, conforme respondeu, braços fortes se apertaram mais ao seu redor, e os lábios dele exigiram mais intimidade. Isabella abandonou todas as reservas... por um momento louco, não pôde fazer qualquer outra coisa, não quis fazer qualquer outra coisa. Aquele era Edward, e ela o adorava; por alguns segundos abençoados, era tudo que importava.

Foi Edward quem terminou o abraço, afastando-se gentilmente, os olhos verdes estudando o rosto corado dela.

Isabella lutou para se recompor. Parte sua estava chocada e embaraçada ao perceber quão facilmente Edward podia quebrar suas defesas; outra parte sua soubera que isso aconteceria. Ele era um homem muito físico; sempre queria tocá-la, abraçá-la, beijá-la, e ela também quisera aquilo.

– Você e eu não mudamos – declarou Edward com voz rouca. – Certamente, entende isso agora? Nada poderia se colocar entre o que temos. Nós nascemos para estar juntos. Você precisa acreditar nisso.

Teria sido tão fácil derreter-se contra ele e concordar, deixar que a necessidade que sentia da força, da segurança e da masculinidade de Edward assumisse o controle. Durante os últimos meses, ela vinha lutando constantemente para afastar os pensamentos negativos que lhe vinham à cabeça de dia e de noite, a aceitar o fato de um futuro sem Edward.

Isabella deu um passo atrás. Encarando-o, engoliu em seco, detestando o que tinha de dizer, mas sabendo que precisava ser dito.

– Acabou, Edward – declarou ela com uma finalidade que ele não poderia deixar de reconhecer. – Eu aceitei isso, e você também tem de aceitar. Se me ama, irá me deixar livre. Eu não posso mais estar no seu mundo. Posso parecer dramática, mas sei o quanto aguento, e sei que continuar no seu mundo me destruiria por dentro. Preciso construir uma vida nova e descobrir quem sou agora.

– Você é minha esposa – disse ele com firmeza.

Se ela não estivesse se sentindo tão arrasada, podia ter sorrido. Aquele era Edward. Preto e branco. Ele nunca vira sombras cinza. Não confiando em si mesma para falar, ela meneou a cabeça.

– É véspera de Natal. – Ele inclinou-se e beijou-a, novamente... um beijo confiante, forte e doce. – E neste momento, você é minha esposa e nós iremos nos divertir. Não vamos mais falar do futuro, nem mesmo de amanhã. Esta noite viveremos o momento presente, um minuto de cada vez, e isso é tudo o que importa. Certo?

O beijo deixara Isabella ofegante e trêmula, mas ela forçou um sorriso. A última noite dos dois, juntos. Ia ser agridoce, mas por que não podia ser memorável? Edward sabia como ela se sentia, portanto, não era como se ela estivesse fingindo sob falsos pretextos. E seria algo para lembrar nos meses e anos solitários que se seguiriam.

Ele retirara os copos deles, e agora, ela bebeu todo seu coquetel, sabendo que nunca mais poderia tomá-lo, porque o drinque em particular sempre estaria ligado com esta última noite e à dor pela qual ela estava passando.

– Há canapés e champanhe esperando em nosso camarote no teatro se você estiver pronta. – Edward pegou-lhe o braço, o toque firme, porém gentil.

Isabella respirou fundo. Aquela era a primeira vez que sairia desde o acidente. Era provável que eles encontrassem conhecidos no teatro... Pessoas que estavam cientes de seus ferimentos, e que a estariam observando atentamente. Ela esperava que, uma vez que eles estivessem no camarote, pudessem ter um pouco de privacidade, mas até lá... endireitou os ombros e ergueu o queixo.

– Estou pronta.

Era mentira. Ela nunca estaria pronta. E estava com muito medo, mas podia fazer isso. Era apenas uma noite, afinal de contas.

Edward pôs o casaco dela em volta de seus ombros delgados, então, antes que eles saíssem do quarto, ele virou-a para si, lentamente erguendo sua mão esquerda, com os anéis de casamento e de noivado, para os lábios. Beijou-lhe o pulso, primeiro, antes de virar-lhe a mão e beijar os anéis, os lábios quentes acariciando-a.

– Você não tem nada a temer comigo – murmurou ele. – Eu lhe prometo isso. Jamais irei machucá-la.

Ela emitiu um gemido baixinho, recolhendo a mão.

– Tão defensiva. – As palavras eram quase um sussurro, e, por um momento, ela pensou ter detectado sofrimento nos olhos de Edward, antes que ele piscasse e a expressão desaparecesse.

– Eu pensei que estivéssemos saindo. – Isabella falou, mantendo a fisionomia calma. Não podia baixar a guarda. Nem por um momento.

– Nós estamos. – Mas ele não se mexeu.

Isabella o olhou cautelosamente, engolindo contra um nó na garganta. Sempre houvera alguma coisa incivilizada sobre Edward, e esta noite, isso estava em cada movimento e expressão... uma sensualidade que era quase selvagem em seu poder masculino e instintivo.

Então ele sorriu, abrindo a porta.

– Vamos.


Boa tarde, meninas!

Chegamos na metade da história, faltam mais 6 capítulos. Neste, vocês podem ver que quanto mais a Bella resiste, mais o Edward corre atrás de tirar a venda dos olhos da esposa. O Carlisle não tem nenhuma ligação com o Edward, nesta história, não vai aparecer nenhum familiar deles, já que Edward passou por lares adotivos e Bella foi criada pela sua avó que já faleceu. No próximo capítulo uma personagem que odiamos fará uma participação...

arqdayse: A Bella sempre foi insegura, mesmo antes do acidente. Ela sentia que não se encaixava na vida do Edward, que era apenas uma pessoa no mundo dele. Agora ele vai fazer de tudo pra provar ao contrário. Muito obrigada pelas suas reviews, são muito importantes pra mim ;*

Je: Obrigada pela dica e review, neste feriado vou pesquisar e ler livros dela para avaliar a próxima adaptação ;)

Rosangela Pattz: Eu que agradeço pelo review ;D Particularmente acho muito importante que haja esse diálogo entre autor/leitor, respondo todos os reviews com muito prazer. Fico feliz que esteja gostando da história.

Até amanhã!