Capítulo 11
A chegada do café com croissants, um momento depois da pergunta de Edward, adiou a conversa inevitável por alguns minutos. Isabella não queria comer ou beber, mas agradeceu pelos momentos preciosos para organizar seus pensamentos. O café estava muito forte, e o croissant que ela se forçou a comer não caiu bem com o sanduíche de bacon de Charlotte, e, quando ela terminou, Edward ainda a olhava, esperando por sua resposta.
Com o coração batendo descompassado, Isabella sabia que precisava fazê-lo entender por que tudo que ela fizera desde o acidente estava errado. Todo seu passado se unira quando ela acordara naquela cama de hospital, e, dali em diante, ela vivera em medo e confusão.
Isabella pigarreou.
– Eu não estava pensando claramente durante as últimas semanas. Agora percebo que eu o impedi de me ver no hospital e pedi o divórcio porque – ela pausou e engoliu em seco – estava apavorada que você não fosse me querer mais, agora que estou... desfigurada. – Ela continuou, apressadamente, antes que ele pudesse falar: – Não que você já tenha feito ou dito algo para me levar a pensar assim. Sei que sou eu. Charlotte, a mulher que conheci hoje, disse que eu estava deixando o medo me regrar, e ela está certa. É apenas que sei que você aprecia graça e beleza mais do que a maioria das pessoas. E não há nada de errado com isso. Mas..., mas eu nunca mais dançarei. Sou.… diferente agora.
– Querida, suas pernas foram machucadas. Sei como tal fato é terrível para você, porque dançar é a sua vida, mas eu posso ajudá-la nesse aspecto. Isso não precisa ser o fim do uso do seu talento fantástico. Você apenas tem de redirecioná-lo. Tenho algumas ideias sobre isso, mas elas podem esperar. A coisa principal da qual eu preciso convencê-la agora é que sua graça e beleza nunca dependeram de sua dança. Você é graça e beleza. Tais qualidades estão em cada palavra que você fala, no jeito que é, em cada olhar que dá e em cada movimento que executa. O caminhão não poderia tê-las tirado de você, sabia? Você é minha querida, generosa e incomparável. O amor da minha vida.
Ela estava desmoronando, os olhos cheios de lágrimas, e, quando Edward envolveu-a nos braços novamente, Isabella soluçou contra o peito largo.
– O quê? – Ele inclinou a cabeça, as palavras incoerentes dela pontuadas por tremores convulsivos. – O que você falou?
– Eu... eu... – Isabella fez um esforço enorme para se sentar ereta, aceitando o lenço que ele lhe ofereceu. – Eu não vejo como você pode pensar em mim dessa maneira. É como se estivesse falando de outra pessoa.
– Então você terá de aceitar até que eu possa convencê-la – murmurou ele. – E farei isso, nem que leve uma vida inteira. Você é minha, Bella, assim como eu sou seu. Você é a única pessoa com quem eu poderia ter acabado, e se nós não tivéssemos no conhecido, eu teria tido de conviver com um vazio no peito pelo resto da vida. Você me salvou, Bella. Essa é a única forma que posso colocar isso.
Ele nunca lhe falara aquelas coisas antes... não em tantas palavras..., entretanto, agora, Isabella percebia que o jeito de Edward com ela tinha demonstrado isso desde o começo. Ela deu um sorriso trêmulo e assuou o nariz, então levou uma mão ao rosto dele.
– Eu o amo, Edward. Sempre amei e sempre amarei. Nunca haverá outra pessoa, exceto você, para mim.
Ele esboçou um sorriso doce e cobriu-lhe a mão com a sua.
– Então, não há nada que não possamos superar.
Ela assentiu, relaxando no abraço que Edward lhe deu, mas ainda temendo o que viria pela frente. Detestava se sentir assim, mas não podia evitar.
Edward inclinou-lhe o rosto para o seu, cobrindo-lhe os lábios num beijo ardente que fez o corpo de Isabella responder imediatamente. Então, ele a ergueu nos braços e carregou-a para o quarto. Deitando-a na cama, estendeu-se ao seu lado, mas não começou a despi-los imediatamente, passando os braços ao seu redor num gesto que confortava antes de beijá-la de novo.
O beijo se aprofundou, e Isabella gemeu de prazer, aninhando-se a ele como se pudesse fundir seus corpos. Edward afastou a boca para pegar fôlego, então começou um assalto sensual, entrelaçando uma das mãos em seus cabelos, enquanto os lábios quentes viajavam por suas faces, suas pálpebras fechadas, pelo arco de suas sobrancelhas, antes de clamarem sua boca novamente.
Ele beijou-a por um longo tempo, deslizando as mãos pelo seu corpo por cima das roupas, moldando-lhe os seios nas palmas e provocando os bicos com os polegares. Sol de inverno entrava pela janela e batia na cama, nos olhos fechados de Isabella, envolvendo- a num mundo de sensações maravilhosas.
Ela estava consciente de Edward se despindo antes que ele removesse sua blusa e seu sutiã de renda. Os lábios dele percorreram seu colo, então se moveram para seus seios inchados de desejo.
Isabella gemeu quando ele tomou um mamilo ereto na boca e deu-lhe atenção, antes de ir para o seu gêmeo.
– Maravilhoso – murmurou ele, suavemente. – Você tem gosto de melado de rosas, sabia? Não posso ter o bastante de você.
Ele continuou dando-lhe prazer com lábios e língua, até que ela enterrou os dedos nos ombros largos, murmurando alguma coisa incoerente até para seus próprios ouvidos. Parecia impossível conter tanto sentimento, tanta emoção em seu corpo, sem que ela explodisse num milhão de pedacinhos.
– Eu quero beijar cada centímetro seu – sussurrou Edward, a boca retornando aos seus lábios por um momento.
Isabella enrijeceu ao senti-lo removendo sua legging e calcinha, mas quase imediatamente, ele estava deitado contra ela de novo, abraçando-a de tal modo que seus seios tocavam o peito musculoso. A fricção do corpo de Edward contra seus seios era deliciosa, mas realidade deixou-a tensa, e ela não sabia como fingir. Não resistiu a ele, mas o disparo no seu coração agora não tinha nada a ver com desejo sexual, e tudo a ver com pânico.
Edward beijou-a mais uma vez, antes de dizer:
– Bella? Olhe para mim. Abra os olhos, querida.
Ela não podia. Ridículo, mas não podia. Estava apavorada pelo que leria no rosto dele. Gentileza e piedade seriam piores do que desgosto.
– Por favor, querida. – Ele afastou-lhe uma mecha de cabelos da testa. – Olhe para mim.
Lentamente, Isabella forçou-se a abrir os olhos. Ele estava sorrindo. Engraçado, em todos seus pesadelos, ela não considerara isso, mas deveria ter sabido que Edward a surpreenderia.
– O pior passou – disse ele, puro amor brilhando nos olhos. – Você enfrentou seu medo, e agora nós seguimos em frente. Você ainda não vai acreditar que é mais linda e desejável para mim do que sempre. Entendo isso. Mas suas cicatrizes não são feias para mim, querida. Elas me lembram que eu sou o homem mais sortudo do mundo, porque cheguei perto de perdê-la, e fui poupado do impensável. Eu não teria aguentado ficar sem você. Sei disso.
Os olhos de Isabella traçaram os contornos do rosto dele, estudando cada feição, procurando pela menor dica de desgosto, mas não encontrou nenhuma. Ele era apenas seu Edward, seu bebê. Ela sempre o chamara assim, embora não soubesse por quê. Certamente, nunca se sentira inclinada a chamar mais ninguém assim.
Ele beijou-a, então entrelaçou os dedos nos cabelos dela, inclinando-lhe a cabeça para um melhor ângulo. Cada movimento lhe causava mais desejo, deixando-a em chamas. Ela sentira tanta falta dele, o desejo pela presença e corpo de Edward tão intenso que ela tivera de lutar para reprimi-lo. Mas agora, podia dar vazão àquelas necessidades mais profundas.
Fechou os olhos, aconchegando-se ao corpo másculo e, suspirando em puro êxtase, mergulhou num sono abençoado.
Boa tarde, meninas!
O capítulo ficou pequeno, mas o próximo, que é o último, está maior. Bella finalmente se rendeu ao Edward. Amanhã é o ultimo capítulo e já estou me preparando psicologicamente para isso.
arqdayse: Bella caiu em si, ainda bem. We love Charlotte. Muito obrigada pelo carinho, até amanhã. Beijos ;*
Rosangela Pattz: Obrigada pelo carinho ;D
Guest: Já dizia nosso Edward: O que é um casamento sem drama? kkkkk Obrigada ;)
Até amanhã, pessoal!
