Capítulo 12

Isabella alongou-se preguiçosamente, ciente de que estava envolvida num casulo aconchegante. Ela aninhou-se mais ao calor que era a fonte de sua satisfação, seus membros pesados e relaxados. Quando exatamente tomou consciência de que um braço musculoso estava curvado em volta de sua cintura, não tinha certeza. Mas, de súbito, estava muito desperta, abrindo os olhos.

– Oi. – Edward beijou-a.

Os olhos castanhos de Isabella encontraram os olhos verdes.

– Eu peguei no sono.

– Sim – concordou ele sorrindo. – O que foi a primeira vez comigo.

Isabella estava envergonhada. A culminação de meses de angústia, preocupação e tristeza a levara e dormir enquanto Edward fazia amor com ela. Não pretendera dormir. Estivera com ele em cada passo do caminho... ou assim pensara.

– Sinto muito. – Lembrava-se de Edward beijando-a depois que a despira, tranquilizando- a, e então... – Eu devia estar mais cansada do que pensei.

O sorriso de Edward ampliou-se.

– Mas você tirou uma soneca – apontou ele, envolvendo-a num abraço terno, porém ardente, as mãos deslizando por suas costas e os dentes mordiscando o lóbulo de levinho. – E não faz tanto tempo assim. Aposto que o café ainda está quente no bule.

Eles não puseram aquilo em teste. Exploraram um ao outro com abandono sensual, amando-se como uma necessidade que cancelou qualquer pensamento de timidez ou contenção. Os dedos de Edward deslizaram por seu corpo, definindo seu traseiro arredondado, enquanto ele a colocava em contato com sua ereção viril. Nem mesmo quando as mãos dele se moveram sobre o topo de suas pernas, Isabella encolheu-se. Em vez disso, segurou-lhe o rosto nas mãos e puxou-o para um beijo que foi tanto feroz como gentil.

O sangue fervia nas suas veias, um brilho rosado transformando sua pele translúcida e liberando seu perfume íntimo. No momento que ele se posicionou sobre ela, Isabella estava ansiando pela posse, o contato com a ereção, um afrodisíaco em si. Ela não pôde conter o gemido choroso que escapou de sua garganta, precisando de Edward em seu interior, precisando da sensação de unidade, de proximidade.

Com uma investida poderosa, Edward preencheu-a, e os músculos de Isabella o comprimiram com prazer. O ritmo da paixão compartilhada cresceu, e com cada movimento, ela sentia que eles estavam reafirmando os votos que tinham feito anos atrás, mas com um significado especial agora. Na época, eles estavam loucamente apaixonados, inebriados com a excitação da novidade de tudo. Agora haviam passado por provações, e sua união era ainda mais intensa e apaixonada por causa disso. Era como se suas almas estivessem se fundindo, e eles fossem iguais no que dizia respeito a absorver força um do outro, seus corpos entrelaçados se encaixando com perfeição.

Edward preencheu-a completamente, o ato de amor tão intenso que Isabella se sentiu flutuando fora do corpo, em algum lugar além do tempo. Quando a culminação aconteceu, sua violência enviou ambos sobre a margem da realidade. De todas as vezes que eles tinham atingido o orgasmo ao mesmo tempo... vezes de intensa paixão e exploração erótica... nunca foram tão cataclísmicos, e ela sabia que ele também sentia isso. Edward abraçou-a contra si, o corpo tremendo com os espasmos da liberação, enquanto ele os mantinha intimamente unidos.

– Eu amo você. – A voz grossa era calorosa e sensual. – Mais do que a própria vida.

– Eu também amo você – sussurrou ela trêmula. Edward beijou-lhe a ponta do nariz.

– Você é viciante, sabia? Antes de eu apanhá-la no hospital, prometi a mim mesmo que faria tudo devagar e com calma. Eu estaria lá para você, sem pressão, respeitando seu ritmo. E agora, no espaço de algumas horas, fiz amor com você três vezes. Minha única desculpa é que, nos últimos três meses, eu fiquei acordado na nossa cama todas as noites, desejando que você estivesse comigo, lembrando como era, enlouquecendo.

Ele saiu de seu interior, mas manteve os braços ao seu redor, acrescentando:

– Não acredito que está aqui agora. Quando acordei mais cedo, e vi que você tinha sumido...

Isabella segurou-lhe o rosto, beijando-o.

– Desculpe, Edward. Isso não vai acontecer de novo. Prometo. Eu estou aqui agora. Ele beijou-a de volta.

– Em mente assim como em corpo? – Questionou Edward, suavemente. – E não finja para que eu me sinta bem. Preciso saber como você se sente se vamos superar dificuldades.

Em resposta, ela curvou o corpo contra ele, deleitando-se no jeito que eles se encaixavam.

– Estou aqui – repetiu Isabella, gentilmente, acariciando-lhe o peito, seguindo a linha de pelos que descia em direção à magnífica masculinidade. Quando sua mão circulou a ereção, ela sorriu-lhe de modo sedutor. – Que tal transformar aquelas três vezes em quatro? – murmurou, beijando-lhe o canto da boca.

Desta vez, o ato de amor foi longo, lento e infinitamente satisfatório, e quando eles retornaram do mundo das sensações íntimas, Isabella deitou-se nos braços de seu marido, seu corpo inteiro relaxado, enquanto Edward puxava o edredom sobre eles. Os eventos das últimas 24 horas a tinham abalado, mas ela não queria dormir novamente. Precisava apenas estar com Edward, senti-lo, olhá-lo, tocá-lo. Sentia como se tivesse feito uma viagem longa e perigosa, e voltado para casa. Suavemente, murmurou:

– Mais cedo, você disse que tinha algumas ideias sobre o que eu posso fazer no futuro.

– Isabella virou-se de frente para ele. – Quais são elas?

Ele segurou-lhe as nádegas e puxou-a para mais perto, tomando-lhe a boca num beijo longo. Finalmente, liberou seus lábios, mas continuou abraçando-a.

– Que tal se eu for buscar um drinque para nós antes de conversarmos? Há vinho na geladeira.

Ela sorriu.

– Não é um pouco cedo no dia para vinho? Nem é hora do almoço ainda.

– Hoje é Natal. Regras comuns não se aplicam. Além disso, um drinque vai abrir seu apetite para o almoço... que, por acaso, sugiro que seja na cama. Na verdade, não vejo razão para nos levantarmos hoje, você vê?

Isabella o fitou, amando-o e agradecendo a Deus que a véspera de Natal fizera sua mágica e lhe trouxera bom senso.

– Nenhuma – replicou ela.

O vinho estava gelado e delicioso quando ele levou a garrafa e duas taças para a cama, juntamente com o resto dos presentes que haviam estado embaixo da árvore na saleta de estar. Isabella abriu os presentes nos braços dele, deleitando-se com o relógio de ouro delicado, a camisola e o penhoar de seda, seu perfume favorito e outros presentes, todos perfeitos e escolhidos com amor. Mas foi para o anel de eternidade aninhado entre os anéis de noivado e casamento que seu olhar continuou retornando. A joia era linda, porém era a declaração por trás desta que a tornava infinitamente preciosa. Ele comprara o anel quando ela o rejeitara e se recusara a ouvi-lo, porque a amava e estava determinado que o amor deles fosse eterno. E era. Oh, era.

– Antes que eu faça minhas sugestões sobre o futuro, posso dizer que elas devem combinar com você tendo meus bebês? – Disse Edward, quando ela se aninhou em seus braços novamente.

Bebês de Edward. Ela podia se permitir acreditar que isso aconteceria, agora. Sorriu de forma radiante, de um jeito que ele nunca a vira antes, e tão linda que tirou o fôlego de Edward.

– Talvez isso aconteça antes do que você imagina – replicou ela serenamente. – Nós fizemos amor quatro vezes no meio do meu ciclo, e eu não tomo pílulas desde que fui para o hospital, portanto...

– Você não se importaria? – Perguntou ele um pouco ansioso. Isabella tocou-lhe o rosto.

– Você se importaria?

– Eu não vejo a hora de tê-la descalça e grávida – disse ele com profunda satisfação. – E isso se encaixaria bem com certas mudanças que fiz na minha vida nos últimos meses. – Edward sorriu diante da expressão interrogativa dela antes de beijá-la. Pegou as taças de vinho, serviu-as, entregou-lhe uma e disse:

– Um brinde ao novo dono de Media Enterprises... Aro Volturi. - Isabella o olhou em choque.

– Você vendeu sua empresa de entretenimento? – Aro Volturi era um bilionário influente.

– Sim – respondeu ele, alegremente, dando um gole do vinho. – Eu deveria ter estado com você no dia do acidente em vez de tentando resolver uma crise no trabalho. Foi um aviso... um aviso assustador. Jurei, na noite do acidente, que se você sobrevivesse, eu reavaliaria o que era importante na minha vida. Assim fiz. Não foi necessária muita reflexão.

Isabella estava pasma. Edward construíra seu império tijolo por tijolo, e tinha imenso orgulho do que conquistara.

– Você não deveria ter feito isso – sussurrou ela. – Não pode mudar de ideia?

– Tarde demais. – Ele sorriu. – E é exatamente o que eu deveria ter feito. Você mesma confirmou isso ontem. Disse que precisava construir uma vida nova, separada dos negócios frenéticos de entretenimento no qual estávamos envolvidos, alguma coisa que cortasse o excesso de festas e outros eventos que tomava tanto de nosso tempo. Independentemente de você, eu tinha chegado à mesma conclusão. Isso teria acontecido, mais cedo ou mais tarde, uma vez que decidíssemos começar uma família. O acidente apenas precipitou as coisas. Você estava certa ao falar que havia muitas pessoas querendo um pedaço meu, mas errada ao pensar que você era apenas uma delas. Isso nunca foi verdade. Ontem eu não senti que era o momento de lhe contar que vendi a empresa... havia outras coisas para resolver antes. Mas quando eu lhe disse que poderia desistir de tudo e partir sem olhar para trás, foi porque eu tinha feito exatamente isso. Meu mundo nunca foi o trabalho ou os jogos de poder. Não depois que a conheci. Você é meu mundo, Bella. Nós falamos sobre uma família, mas se filhos não vierem por qualquer razão, eu ainda me consideraria um homem abençoado. Você é meu sol, minha lua e minhas estrelas. O centro do meu universo.

Ele tocou-lhe o rosto gentilmente, antes de traçar os lábios carnudos com a ponta do dedo.

– Eu estou feliz por ter vendido a empresa, Bella. De verdade. Foi uma fase da minha vida que apreciei enquanto aconteceu, mas quero seguir em frente com você. Também já ganhei muito dinheiro. Mais do que o suficiente para fazermos o que quisermos pelo resto de nossas vidas.

Isabella ainda não conseguia acreditar que ele abandonara seu império. Mas se ele tivesse lhe contado antes que pretendia vender a empresa, ela teria se sentido culpada e tentado persuadi-lo que eles continuassem como tinham sido. Talvez Edward a conhecesse melhor do que ela se conhecia? Pensando bem, não havia talvez sobre isso.

– Obrigada – murmurou ela suavemente.

De súbito, Isabella sentia como se um peso enorme tivesse saído de seus ombros. Sem mais premières, tapetes vermelhos e estreias. Sem mais eventos infinitos, shows e recepções, onde você não podia usar o mesmo vestido duas vezes ou seria criticada. É claro que eles tinham ido a algumas festas divertidas, e ela saboreara estar no braço de Edward como sua esposa, mas o acidente mudara alguma coisa, independentemente do dano em suas pernas, e ela não quisera voltar para aquela vida agitada. E agora não precisava voltar. Mas a um preço alto para Edward.

– O que você vai fazer? – Perguntou Isabella, não sabendo se queria rir ou chorar. Ele não era o tipo de homem que podia ficar sentado fazendo nada.

– Novamente, deixe-se qualificar – começou ele, ajeitando-a mais confortavelmente no círculo de seus braços. – Isso tudo tem de se encaixar no que vejo como minha principal tarefa de ser marido e pai, certo? – Edward esperou que ela assentisse antes de continuar: – Tenho algumas ideias, e elas poderiam correr ao longo do programa de tratamento que seus médicos e eu bolamos, o que usará um dia da semana por algum tempo, mas que pode resultar em total mobilidade após seis meses, e excelentes perspectivas a longo prazo. Há um médico suíço que eu contatei, que é especialista no seu tipo de ferimento... ninguém é melhor do que ele, nem mesmo nos Estados Unidos... e ele está confiante que você estará andando normalmente nesta época do ano que vem.

Isabella ergueu-se sobre um cotovelo e beijou-o com doçura. Apenas saber que Edward estava disposto a lutar com ela era tudo, e se ela ia recuperar o que perdera não importava muito agora.

Edward enrolou uma mecha dos cabelos dela no dedo.

– Primeira ideia – começou ele casualmente. – Nós procuramos um lugar adequado para abrir uma escola de arte dramática para jovens desprivilegiados. Seria para crianças acima de nove ou dez anos, então precisaríamos contratar professores para as matérias normais também, assim como outros especializados em teatro, música e dança. Poderia ser um colégio interno para aqueles que quisessem, e um lar 365 dias por ano para outros que precisam. Crianças que são jogadas de um lado para o outro, crianças que estão aos cuidados do governo ou em lares disfuncionais. Todas teriam de aprender a representar, cantar ou dançar, mas, uma vez que estivessem conosco, ficariam lá até que escolhessem partir. E a parte que chamaríamos de lar seria exatamente isso... não uma instituição. Um lugar de segurança e apoio incondicional.

O tipo de lugar que ele teria adorado estar, quando era um menino confuso e perturbado, pensou Isabella, sua compreensão levando-a a engolir um nó na garganta.

– É claro que você seria responsável pela escola de arte dramática... a contratar os professores e assim por diante... e talvez, você possa dar aulas de dança? Precisaríamos de um estabelecimento com um terreno grande para piscina, quadra de tênis e outras coisas, e uma casa separada da escola, para nós, seria essencial. Eu não tenho ideia dos mecanismos disso tudo, mas conheço pessoas que poderiam fazer acontecer, assim que o investimento estivesse disponível.

– E nós temos condições financeiras para fazer isso? – Perguntou ela, suavemente.

Edward sorriu.

– Muito mais que o necessário, querida. – Ele guiou a taça de vinho de Isabella para os lábios dela e deu um gole de sua própria taça, antes de continuar: – Há outras opções, é claro. Talvez, você queira viajar por um ou dois anos depois que o tratamento acabar... uma volta ao mundo, ficando quanto tempo quiser em lugares que gostar mais. Ou podemos ter nosso próprio teatro. Ou um estabelecimento tradicional de dança.

Isabella voltou imediatamente para a ideia que instigara sua imaginação.

– A escola de arte dramática... não seria um empreendimento muito grande?

– Imenso – concordou ele. – A parte da dança envolve performance, coreografia, direção, teatro, incluindo a história da dança e artes relacionadas, estudos estéticos e críticos, produção, composição musical, entre outras coisas.

Ele pausou para respirar, e Isabella o olhou impressionada.

– Você já pesquisou sobre isso, não é?

Edward assentiu.

– Seria uma mudança de vida total, Bella. Mas uma que combinaria com vida em família. Nós poderíamos contratar o melhor staff para as crianças internas, pessoas de mentes abertas, e eu pensei... – Ele parou abruptamente, e ela viu um músculo saltar no maxilar quadrado.

– O que você pensou?

– Nós poderíamos fazer uma diferença. Não para todas as crianças, talvez... eu sou realista... mas para aquelas que déssemos direção e propósito, valeria a pena. Todavia, é só uma ideia.

Isabella enterrou o rosto no pescoço dele por um momento, impressionada pela mudança em suas vidas. Aquilo era perfeito, tão absolutamente perfeito. E apenas Edward poderia ter pensado numa coisa assim.

– Bella? – A voz dele continha uma ponta de ansiedade. – Você não precisa dizer nada antes que pense sobre o assunto. É um negócio complexo...

Ela o deteve, circulando sua cintura com os braços e erguendo o rosto para olhá-lo.

– Eu amo você, eu amo você – repetiu ela, diversas vezes. – E não posso pensar em nada melhor. Pense nisso, Edward. Crianças que não têm nada ganhando uma fundação e uma oportunidade para desenvolver seus talentos. Acha mesmo que podemos fazer isso? Proporcionar-lhes um lar e esperança?

– É claro. – As palavras foram pronunciadas enfaticamente, uma declaração, e ela soube, naquele momento, que ele faria aquilo acontecer.

Ela tocou-lhe os lábios com os seus, e foi recompensada por um beijo longo e apaixonado.

– Eu posso fazer qualquer coisa com você ao meu lado, mas sem você, não sou nada – murmurou Edward. – Nunca mais me deixe, como fez esta manhã... sem uma palavra, sem um adeus. Eu pensei que a tivesse perdido. Preciso de você, meu amor. Não tem ideia do quanto.

– Acho que tenho, porque preciso de você com a mesma intensidade – sussurrou Isabella emocionada. – Eu sofri tanto. Não por causa do acidente e por saber que nunca mais poderia dançar, mas porque pensei que tivesse de libertá-lo. Você é meu mundo, minha existência.

Ele riu.

– Então, nós dois estávamos sofrendo porque nos amamos? Isabella deu um sorriso trêmulo.

– Talvez, não sejamos muito inteligentes. – Alegria se espalhava pelo corpo dela de forma curativa. Ela podia acreditar nisso. Podia confiar nele. Desperdiçara semanas de sua vida deixando o medo ditar suas ações e regrar sua mente, porém não mais. Devia estar louca por imaginar que Edward olharia para outra mulher ou a abandonaria. Ele não era como seu pai ou seu avô. Era único e todo seu. Seu marido, seu amor, sua vida.

Eles se abraçaram apertado por um longo momento, então Isabella acomodou a cabeça no peito largo.

– Eu reservei este hotel por alguns dias – sussurrou ela, sonolenta. – Podemos passar eles na cama, não podemos? Fazer todas as refeições aqui?

Ela sabia que Edward estava sorrindo. Podia ouvir isso na voz profunda, quando ele respondeu:

– Com certeza. – Mãos quentes lhe acariciaram as costas. – Temos de compensar o tempo perdido, e não posso pensar num lugar melhor para fazer isso. – Ademais, muito sono, muito exercício... do tipo benéfico... juntamente com boa alimentação e hidratação, é exatamente o que você precisa. Este é nosso tempo. Ninguém sabe que estamos aqui, o telefone não vai tocar, e meu celular está desligado. Não haverá batidas à porta, além das do serviço de quarto.

– Hmmm. – Paraíso na terra. Isabella fechou os olhos e sentiu-se pegando no sono. A respiração de Edward se tornara lenta e firme, e ela sabia que ele dormira, mas um braço estava sobre sua cintura e a outra mão entrelaçada em seus cabelos, como se, mesmo dormindo, ele precisasse saber que ela estava ali ao seu alcance.

Isabella pensou na família de neve no pátio e sorriu, sonhadoramente. A noite anterior fora mágica e infinitamente preciosa, mas eles tinham o resto de suas vidas para apreciar agora. Noites passadas um nos braços do outro, e dias passados juntos, enquanto trabalhavam para levar esperança a crianças desprivilegiadas, como Edward havia sido. Este era um novo capítulo, um recomeço, e quando os bebês viessem, seriam amados como nenhum dos dois tinha sido quando criança. Os filhos deles cresceriam fortes e seguros do amor dos pais, sabendo que eram preciosos e únicos.

Edward se mexeu de leve, puxando-a para mais perto e murmurando o nome dela em seu sono, e, enquanto flutuava para um lugar seguro e tranquilo, ela soube que era tudo para ele... a única mulher que ele poderia amar completamente. E porque Edward a considerava linda, Isabella era linda.

Já adormecendo, ela pensou em Charlotte e suas sábias palavras. Iria visitar a senhora idosa novamente, e levaria Edward, desta vez. Sentia que elas deviam ser boas amigas, e a solidão que Isabella sentira naquela alma corajosa poderia ser canalizada, em alguma extensão. Crianças adoravam uma figura de avó, e também gostavam de cachorros. Ela podia ver Charlotte passando dias com eles, uma vez que a escola estivesse funcionando, e a doce senhora poderia fazer sua parte em confortar pequenos corações sofridos, da mesma maneira que a confortara naquela manhã.

Isabella adormeceu, e os dois continuaram aninhados... dois corações que batiam como um, duas mentes intrinsecamente unidas pela eternidade, com o laço mais sublime e mais poderoso do mundo: amor verdadeiro.

Eles tinham sobrevivido a um tornado. Estavam em casa agora.


Boa noiiite!

E chegamos ao final da história, antes das considerações, quero comentar que quando a li pela primeira vez, e cheguei neste capítulo, aonde o Edward revela que vendeu tudo o que lhe pertencia para ficar ao lado da esposa, achei que não conseguiria amá-lo mais. Isso provou o tamanho do amor que sentia pela Bella e também a impediu de ter que lidar novamente com aquele mundo que achava que não pertencia.

Quero agradecer a todas as pessoas que leram, mandaram reviews e acompanharam a história até aqui. Ela foi e é muito importante pra mim, pois estou passando por um momento conturbado e encontrei na leitura e adaptação uma forma de me distrair, relaxar e me concentrar, além de claro, ser a história que marcou a minha "volta" ao mundo fanfiction.

Vou colocar esta história para download junto com as outras, vou disponibilizar ela amanhã, pois ainda farei uma revisão final no arquivo e formatar.

Quanto a nova história, sim, nova história, vou postar ainda essa semana. Ainda estou indecisa em qual adaptar e neste momento estou na metade de um livro que pode ser o escolhido. Até sexta-feira vocês terão notícias, assim que postar, posto um aviso aqui e pra quem me segue, vai receber uma notificação no e-mail.

arqdayse: Tem como não se apaixonar por esse Edward? Ele desistiu daquilo que construiu sua vida toda pela Bella. Quero agradecer pelo carinho, pelas reviews mandadas e por ter gostado da história. Espero que goste e também acompanhe a história que postarei essa semana. Beijão ;*

Rosangela Pattz: A Bella vai recuperar o tempo perdido, os três meses no hospital e esses dois que ficou sendo cabeça dura e negando amor kkkkk Muito obrigada por te acompanhado e gostado da história. Fico feliz pelo carinho e as reviews mandadas. Que a próxima história seja algo que você goste e acompanhe. Beijos :*

Muito obrigada a TODOS que acompanharam até aqui.

Até a próxima.

;D