NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! SEIS
— Eu os declaro marido e mulher.
Estava feito, terminado. Não havia mais volta. Hinata estremeceu por dentro, mas se recusou a deixar que Gaara visse o quanto estava aborrecida.
Aborrecida? Um arrepio percorreu seu corpo sob o vestido creme Vera Wang que ela não quisera usar, mas que a consultora de estilo havia incluído entre as compras e, por alguma razão, Hinata se sentira obrigada a vestir. Afinal de contas, aquele era o dia do seu casamento. Um novo estremecimento ameaçou seu autocontrole. Qual era o problema com ela? O que esperava? Flores e corações? Uma declaração de devoção eterna? Era com Gaara com quem estava se casando, o mesmo Gaara que não olhara para ela uma vez sequer durante a breve cerimônia no cartório anônimo e que deixara bem claro que pouco desejava que ela fosse sua esposa. Bem, não mais do que ela queria que ele fosse seu marido.
Gaara baixou os olhos para a mão esquerda de Hinata. A aliança que acabara de deslizar pelo dedo de Hinata estava ligeiramente folgada, apesar de haver sido ajustada. Hinata já estava muito magra e parecia ficar cada vez mais. Mas por que a fragilidade dela deveria preocupá-lo?
E não preocupava.
Nenhum dos dois falou enquanto um táxi os levava de volta ao hotel. Hinata já sabia que Gaara precisaria comparecer a alguns compromissos de negócios e estava satisfeita porque isso lhe daria algum tempo para se ajustar ao compromisso que acabara de assinar.
Gaara os acompanhou até a suíte e saiu sem dizer uma palavra a ela, depois de beijar os garotos. Hinata lembrou a si mesma que não apenas entrara naquele casamento por vontade própria, como fora ela a primeira a sugeri-lo.
Os meninos estavam cansados, esgotados, suspeitou Hinata, de toda a empolgação de estar em Londres. Uma rápida soneca faria bem a todos eles e talvez ajudasse a diminuir a náusea que ainda sentia e a dor de cabeça.
Depois de tirar o vestido de casamento e colocar um roupão velho, ela colocou os gêmeos na cama. Quando se assegurou de que ambos estavam adormecidos, foi até seu próprio banheiro em busca de mais alguns comprimidos de analgésicos. Por acidente, pegou a cartela de pílulas anticoncepcionais. Isso a relembrou de que apesar de Gaara haver insistido para que as tomasse, não deveria se permitir desejá-lo.
A dor estava muito forte e, depois de tomar um banho para relaxar, Hinata mal conseguiu se secar, e nem se importou em vestir a camisola antes de se jogar na cama e adormecer quase imediatamente.
Hinata acordou com relutância, arrancada do sono por algum sentido de urgência. Só depois de alguns segundos percebeu a causa disso. O silêncio. Ela não estava ouvindo o barulho das vozes dos filhos. Por quanto tempo dormira? Seu coração saltou de ansiedade quando checou o relógio e percebeu que haviam se passado três horas desde que colocara os meninos na cama. Por que estavam tão quietos?
Trêmula de apreensão, ela afastou as cobertas, pegou a toalha que usara mais cedo e se enrolou nela antes de sair correndo, descalça, até o quarto dos gêmeos.
Estava vazio. Seu coração acelerou ainda mais de puro pânico.
Com as pernas trêmulas, Hinata percorreu a suíte abrindo portas, chamando por eles, checando até mesmo a tranca da porta principal da suíte para o caso de eles terem conseguido abri-la. Durante todo esse tempo, a terrível realidade do que provavelmente acontecera estava no fundo da sua mente.
Hinata afundou em um dos sofás. A razão pela qual os gêmeos não estavam ali era porque Gaara os levara. Não podia haver outra explicação. Ele provavelmente voltara enquanto ela estava adormecida e aproveitara a oportunidade. Gaara não quisera se casar com ela mais do que ela queria se casar com ele. O que queria eram os gêmeos. Os filhos dele. E agora os tinha.
Será que já estavam no avião para a ilha? A ilha dele, onde ele fazia as leis e onde ela jamais conseguiria alcançá-los. Afinal, Gaara estava com os passaportes deles. Uma necessidade legal, ele dissera, e ela, tola, havia aceitado.
Choque, dor, medo e raiva. Todos esses sentimentos a dominavam, mas acima de tudo estava a preocupação com os filhos e a fúria por imaginar que Gaara poderia fazer alguma coisa nociva a eles.
Hinata ouviu um barulho: o som da porta principal da suíte se abrindo, acompanhado pela balbúrdia de duas vozes familiares.
Os gêmeos!
Ela ficou de pé, mal ousando acreditar que era verdade, que o que estava ouvindo não era apenas seu próprio desejo. Mas os meninos logo entraram na sala e correram para ela, contando, animados:
— O papai nos levou para tomarmos nosso chá, porque você estava dormindo.
Hinata se ajoelhou para abraçá-los, não confiando muito em si mesma para falar qualquer coisa, apenas segurando os corpinhos agitados com força. Eles eram a vida dela, seu coração, tudo. Foi com dificuldade que os soltou.
Gaara estava parado, observando-a e deixando-a muito consciente de que estava coberta apenas por uma toalha.
Hinata voltou para o seu quarto, vestiu uma calcinha e o mesmo roupão antigo de tecido aveludado que usava antes. Estava ansiosa demais para voltar para perto dos filhos para se preocupar com sua aparência ou com o que Gaara pensaria dela. O fato de Gaara não ter partido com os meninos agora a empalidecia diante da constatação de que ele poderia ter feito isso. Agora que experimentara o gosto amargo de se imaginar sem os filhos, Hinata sabia que não havia sacrifício que não fizesse para mantê-los com ela.
Suas mãos tremiam violentamente enquanto ela amarrava o cinto do roupão. Podia ouvir o som das vozes no desenho animado que passava na TV, e quando voltou para onde estavam os meninos, viu que estavam sentados juntos, assistindo ao desenho, enquanto Gaara estava diante da pequena escrivaninha, consultando, o laptop.
Nenhum dos dois disse nada, mas a tensão e a hostilidade estalavam entre eles, em uma linguagem silenciosa que ambos ouviam e entendiam.
A dor de cabeça havia passado, mas fora substituída por uma sensação de culpa igualmente dolorosa, percebeu Hinata, quando se sentou uma hora depois para ler para os meninos, já prontos para dormir. Ela os observou depois que adormeceram. Naquele dia havia acontecido uma coisa que nunca experimentara antes. Dormira tão profundamente que não ouvira nada quando Gaara voltou à suíte e pegou os filhos. Como isso poderia ter acontecido? Como poderia ter sido tão descuidada em relação à segurança deles?
Não queria sair de perto deles agora. Queria passar a noite toda ali, com eles.
A porta do quarto se abriu e Hinata imediatamente se empertigou e sussurrou:
— O que você quer?
— Vim dizer boa noite para os meus filhos.
— Eles já dormiram. — Ela se levantou e foi até a porta, com a intenção de fechá-la e excluí-lo, mas Gaara continuou segurando-a aberta e foi Hinata quem se viu forçada a sair e ficar observando enquanto ele beijava os rostinhos adormecidos.
Ela se encaminhou para seu próprio quarto, mas antes que entrasse, seu autocontrole se rompeu e Hinata se virou para confrontar Gaara.
— Você não tinha o direito de levar os meninos sem me perguntar primeiro.
— Eles são meus filhos. Tenho todo o direito. E quanto a lhe dizer...
Dizer a ela, não perguntar. Hinata percebeu que ele a corrigira e agora se ela sentia consumida pelo tipo de raiva que se segue a um choque muito grande e que era uma forma de alívio por descobrir que o impensável afinal não acontecera.
— Você estava dormindo.
— E você poderia ter me acordado. Deveria ter me acordado. Como mãe deles é meu direito saber onde estão.
— Seu direito? E quanto aos direitos deles? Quanto aos direitos dos meus filhos de ter uma mãe que não coloque suas necessidades à frente das deles? Mas suponho que uma mulher que costuma sair à noite atrás de homens precisa mesmo dormir durante o dia. E conhecendo-a como conheço, imagino que é isso o que você faz.
Enojada com o que Gaara sugeria, Hinata disse com severidade:
— Me conhece? Você não conhece nada de mim. E essa ceninha desagradável que você acaba de descrever nunca aconteceu e jamais aconteceria. Eu nunca saí à noite deixando os gêmeos, menos ainda para ir atrás de homens. E a razão de eu estar adormecida quando você chegou é que não me sentia bem... Não que eu espere que vá acreditar em mim. Ao que parece você prefere inventar alguma coisa para me insultar do que ouvir a verdade.
— Eu tive a experiência em primeira mão sobre quem é você de verdade.
Hinata sentiu o rosto queimar de vergonha.
— Está baseando seu julgamento a meu respeito em um breve encontro, quando eu estava...
— Bêbada demais para saber o que estava fazendo? O desdém cínico de Gaara foi demais para que Hinata conseguisse manter a compostura. Ela se torturara por anos por causa do que fizera e não precisava que Gaara acrescentasse mais nada a isso.
— Não. Eu era tola e inocente o bastante para criar um conto de fadas a respeito de alguém que na verdade pertencia a uma história de horror — falou Hinata, com amargura. Dominada pela raiva além dos limites do seu autocontrole, ela continuou: — Não precisa desperdiçar seu desprezo comigo, porque ele jamais conseguirá ser maior do que o desprezo que eu mesma sinto por mim, por me iludir achando que você era alguém especial.
Hinata se sentia enjoada e tonta. Lembranças do que haviam compartilhado enchiam sua mente, derrubando as barreiras que erguera para evitá-las. Havia sido tão tola, tão ansiosa para estar com ele, procurando em seus braços a segurança que perdera e acreditando, em sua inocência, que conseguiria tudo isso se ligando a ele do modo mais íntimo possível.
— Quanto drama — debochou Gaara. — E completamente desnecessário, já que eu sei perfeitamente que é tudo uma fraude.
— Quem está se enganando é você, acreditando no que quer — retrucou Hinata, emocionada.
— Você ousa acusar a mim de estar me enganando? — falou Gaara, aproximando-se mais dela enquanto falava, forçando-a a recuar para dentro do quarto. Ela se movimentou com tanta rapidez que acabou pisando na ponta do cinto do roupão. O tecido macio cedeu no mesmo instante, expondo a curva pálida do seio de Hinata e a pele mais escura do mamilo.
Gaara viu o que acontecera antes que a própria Hinata se desse conta e a voz dele era baixa e cínica quando disse:
— Então é isso o que você quer? A mesma velha Hinata. Bem, por que não? Você com certeza me deve alguma coisa.
O "Não" desesperado que Hinata deixou escapar foi abafado pela força da boca de Gaara se apossando cruelmente da dela, e o som da porta batendo enquanto ele a puxava mais para perto acabou com a última chance que ela teria de escapar.
Gaara despiu rapidamente o roupão de Hinata com as mãos experientes, as mesmas mãos que agora deslizavam pelo seu corpo, enquanto continuava a castigá-la com o beijo. Pelo espelho, ele podia ver a curva estreita das costas nuas dela. Sua pele, pálida e luminosa, lembrou a ele o interior das conchas que apareciam na praia abaixo de sua casa. Lembranças indesejadas o invadiram contra a sua vontade, de como Hinata estremecera sob seu toque, gritando por ele com um prazer despudorado, seu corpo se excitando com a mais suave carícia. Uma libertina que não fizera questão de esconder a paixão que a dominava, ou seu próprio prazer em satisfazê-lo, implorando para que ele a possuísse.
Gaara introduziu a língua entre os lábios de Hinata com força, na tentativa de afastar aquelas lembranças. A doce sensualidade da boca de Hinata o envolveu, convidando a ponta de sua língua a explorar lugares ocultos, com sabor de puro mel. A calcinha simples, branca, que ela usava se esfregava na sexualidade óbvia da ereção dele. Gaara a queria nua e ansiosa para tê-lo, despida das mentiras e enganos que usava para esconder a realidade. Ele a faria admitir o que era, mostraria a Hinata que sabia a verdade nua e crua sobre ela. Suas mãos a agarraram e envolveram, movendo-se pelo corpo dela para afastar qualquer peça de roupa restante.
O corpo de Hinata era perfeito, ou seria se ela ganhasse alguns quilos, reconheceu Gaara. Seu torso se estreitava dos ombros em direção à linha da cintura muito fina, antes de se curvar nos quadris femininos e nas nádegas redondas. As pernas eram longas e delgadas, perfeitas para envolver eroticamente o homem que escolhesse para lhe dar o prazer pelo qual tanto ansiava. Seus seios eram cheios e macios e Gaara se lembrava bem de como os mamilos eram sensíveis, de como ela gritara em êxtase quando ele os sugara, saboreando-os com gosto.
Por que estava se atormentando com meras lembranças quando ela estava ali, pronta para que ele a possuísse, seu corpo já trêmulo de antecipação pelo prazer que tanto ansiava?
Estava nua e sob o poder de Gaara. Hinata sabia que deveria lutar e rejeitá-lo. E queria fazer isso, mas seu corpo queria outra coisa. Seu corpo queria Gaara.
Como se conjurado por algum feiticeiro das trevas, o desejo já tomava conta dela, sufocando sua razão e seu orgulho e detonando um fogo tamanho que Hinata sentia como seu estivesse sendo possuída por alguma força sobrenatural, que controlava suas ações e reações.
Era como se, quando estava nos braços de Gaara, se tornasse outra pessoa, uma mulher selvagem, apaixonada e sensual, que cristalizava tudo o que era no ato de ser possuída por ele e de tê-lo em seus braços.
Parecia que seu destino era se submeter ao domínio da boca de Gaara sobre a dela, movendo-se a seguir para uma exploração igualmente erótica do seu pescoço, demorando-se no ponto onde a pulsação disparada denunciava sua excitação.
Não era o bastante tê-la nua ao dispor de seus olhos e de seu toque. Gaara precisava senti-la contra sua própria pele. Era como se Hinata fosse uma dor, uma ânsia, uma compulsão que não lhe daria descanso até que ele a dominasse e a submetesse ao seu próprio prazer. Precisava ouvi-la gritar que o desejava antes de se permitir se submeter ao seu próprio desejo por ela. Precisava que ela oferecesse seu próprio prazer a ele antes que se permitisse se perder dentro dela.
Gaara estava preso em uma Armadilha tão antiga quando a de Eva, preso em uma rede de desejo de onde apenas Hinata tinha o poder de libertá-lo. A intensidade da fúria que sentia por constatar isso só se igualava à intensidade do desejo de possuí-la de modo febril. Era uma forma de loucura, uma febre da qual não conseguia escapar.
Ele a levantou nos braços e carregou-a para a cama, encarando-a enquanto a deitava e se livrava das próprias roupas, vendo o modo como o olhar de Hinata traía sua reação à visão do corpo dele, nu e pronto para ela.
Com os olhos escuros e arregalados de prazer, Hinata estendeu a mão para tocar a formidável rigidez da ereção de Gaara, maravilhando-se com a textura da carne dele sob seus dedos. Fascinada, quase em transe, ela acariciou toda a extensão do membro dele com os dedos, afastando a pele que o cobria para revelar a carne sensível logo abaixo. Não se reconhecia mais naquela mulher, era como se agora fosse outra Hinata, possuída pela força sombria e poderosa do desejo que ambos sentiam. Uma Hinata com a respiração acelerada e o ventre tenso de expectativa.
Ela levantou os olhos para Gaara e viu ali o mesmo desejo que sabia estar refletido em seus próprios olhos. Então, estendeu a mão para acariciar o corpo dele e, como se obedecendo a um sinal, Gaara a empurrou de volta para a cama e se colocou por cima dela, moldando seus seios com as mãos, preenchendo-a com um prazer erótico que Hinata sabia que apenas os lábios e a língua dele em seus mamilos eram capazes de lhe dar, até que ela arqueou o corpo contra o dele, gemendo diante da necessidade quase insuportável do prazer que sentia.
A sensação das mãos dele envolvendo seu sexo não foi apenas bem-vinda, foi a satisfação de uma necessidade.
Seu corpo estava úmido e pronto para Gaara, como estivera antes. Por um instante, a desconfiança, que era o legado que a mãe deixara para ele, foi maior do que o desejo. Não deveria haver outra concepção indesejada.
— A pílula... — ele começou a falar. Hinata assentiu com a cabeça.
Uma camada de suor fazia a pele morena de Gaara reluzir e o cheiro do desejo dele aumentou ainda mais o dela. Toda aquela intensidade era assustadora. Fora assim há seis anos e ainda era naquele momento. O desejo que Gaara excitava nela exigia que desse tudo de si para ele, tudo o que era, cada parte. A exigência verbal que fazia agora não era nada comparada com aquilo.
— Sim. Estou tomando a pílula.
— Você jura?
— Eu juro...
Gaara ouviu o tremor de desejo na voz de Hinata. Ela estava impaciente para tê-lo, mas não mais do que ele. Gaara lutara para controlar a onda de desejo que o invadiu no minuto em que a viu novamente, mas seus esforços para negar o que sentia foram em vão, e agora esse desejo o dominava, queimando-o, consumindo-o. Naquele exato instante, nada mais importava. Estava sob o domínio de uma força tão poderosa que não tinha outra escolha a não ser se submeter a ela.
Eles se moveram juntos, sem que precisassem dizer nada, os movimentos combinados, um duelo de raiva e desejo compartilhados. O corpo dela recebeu o dele, abraçou-o, encaixou-o, movendo-se com ele e contra ele, exigindo que Gaara se movesse mais rápido e mais fundo, levando ambos a tocar as nuvens e depois cair de volta na Terra.
E ali estava, aquela sensação de puro êxtase, tomando conta dela e de Gaara, fazendo com que ele despejasse as sementes de uma nova vida dentro dela. Só que daquela vez não haveria nova vida, porque ela estava tomando anticoncepcional.
Os dois continuaram deitados juntos, na escuridão, as respirações alteradas e audíveis no silêncio.
Agora, quando tudo já estava terminado e sua pele refletia a fria realidade da rapidez com que cedera ao seu desejo por Hinata, Gaara foi forçado a aceitar a verdade. Não conseguia controlar o desejo físico que ela excitava nele. Era mais forte do que ele, e Gaara sabia que voltaria a ser. Essa constatação foi um duro golpe para seu orgulho.
Sem ao menos olhar para ela, ele disse com a voz desapaixonada:
— De agora em diante serei o único homem com quem fará sexo. Está entendido? Não quero que minha esposa me envergonhe se oferecendo a outros homens. E para garantir que você não faça isso, vou me assegurar de manter seu enorme apetite sexual satisfeito.
Gaara sabia que suas palavras eram apenas um disfarce para a realidade: não podia suportar a ideia de Hinata com outro homem, não importa o quanto desprezasse a si mesmo por essa fraqueza.
Hinata sentiu o rosto queimar de humilhação. Queria dizer a Gaara que não entendia o que acontecia com ela quando estava em seus braços. Queria dizer a ele que nenhum outro homem jamais exercera aquele efeito sobre ela. Mas sabia que Gaara não a ouviria.
Mais tarde, já sozinho em seu quarto, Gaara tentou explicar a si mesmo por que se sentia compelido a possuir Hinata no instante em que encostava nela. Seu desejo por ela era mais forte do que sua determinação em resistir ao que sentia. Por mais difícil que fosse admitir, a verdade era que o efeito que Hinata provocava nele era único, nenhuma outra mulher jamais o fizera sentir e desejar daquele jeito.
