NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! DOZE
— Ela está voltando a si agora. Hinata, você pode nos ouvir?
Hinata sentiu a visão nublada começar a clarear aos poucos e distinguiu vagamente três figuras vestidas de branco, que logo percebeu serem um médico e duas enfermeiras, os três sorrindo para tranquilizá-la. Estava em um hospital? No mesmo instante entrou em pânico.
— Está tudo bem, Hinata. Você teve uma queda feia, mas está bem agora. Tivemos de mantê-la sedada por alguns dias para que seu corpo se recuperasse. E não se preocupe, é normal que se sinta um pouco zonza e confusa. Apenas relaxe.
Relaxar! Hinata pousou a mão sobre o lençol muito esticado ao redor do seu corpo.
— E o meu bebê? — quis saber, ansiosa.
A enfermeira que estava mais próxima desviou o olhar para o médico.
Ela perdera o bebê. A queda, agora ela se lembrava de tudo, matara seu bebê. A dor foi quase maior do que ela podia suportar. Não protegera seu filho como deveria, nem da queda nem da rejeição do pai. Hinata se sentia tonta, anestesiada demais pela dor para conseguir chorar.
A enfermeira deu uma palmadinha em sua mão e o médico sorriu.
— Seu bebê está bem, Hinata. Ela olhou para ambos, incrédula.
— Vocês não estão me dizendo a verdade, não é? Na verdade eu perdi o bebê, não foi?
O médico se virou para a enfermeira.
— Acho melhor deixarmos que Hinata veja por si mesma. — Ele se virou para Hinata, e então disse: — A enfermeira vai levá-la para fazer uma ultrassonografia e você poderá se certificar de que seu bebê está perfeitamente bem.
Uma hora mais tarde, Hinata estava de volta ao seu quarto no hospital, ainda olhando encantada para a imagem no exame que segurava. E que mostrava claramente que seu bebê estava ótimo.
— Você e seu bebê tiveram muita sorte — disse-lhe a enfermeira quando entrou no quarto, alguns minutos mais tarde, para verificar se estava tudo bem. — Você bateu feio com a cabeça e quando a levaram para o hospital, em Theopolis, eles ficaram preocupados que houvesse um coágulo em seu cérebro. Isso os obrigaria a interromper a gravidez. Seu marido se recusou a dar o consentimento, conseguiu que você fosse trazida para esse hospital em Atenas e mandou vir um especialista da América para tratá-la. Seu marido disse que você nunca o perdoaria e que ele mesmo jamais se perdoaria se a gravidez fosse interrompida.
Gaara havia dito aquilo? Hinata não sabia o que pensar.
— Creio que logo ele estará aqui — continuou a enfermeira. — No início ele insistiu em ficar no hospital com você, mas o professor Smythson lhe disse para ir para casa e descansar um pouco, já que você estava sedada.
Como se houvesse sido combinado, a porta do quarto se abriu nesse instante e Gaara apareceu. A enfermeira saiu discretamente, deixando-os a sós.
— Os gêmeos... — Hinata começou a perguntar, ansiosa.
— Eles sabem que você caiu e que precisou vir ao hospital para ser "consertada". Sentem saudades de você, é claro, mas Anna está fazendo o melhor que pode para mantê-los ocupados.
— A enfermeira estava acabando de me dizer que é graças a você que ainda tenho o meu bebê.
— Nosso bebê — Gaara a corrigiu, tranquilamente. Hinata não sabia o que dizer, ou pensar, por isso suas emoções tomaram as rédeas e ela começou a chorar.
— Hinata, não — implorou Gaara, saindo do pé da cama onde estivera parado e aproximando-se mais dela para pegar sua mão. — Quando a vi rolando aqueles degraus, soube que não importava o que eu dissesse ou pensasse, porque a verdade é que a amo. Acho que já sabia disso naquela última noite que passamos em Atenas, mas disse a mim mesmo que precisava de tempo para acabar com minhas dúvidas a seu respeito. Foi só quando vi que poderia perdê-la que admiti a verdade. Estava cego para a realidade, como você mesma disse. Queria e precisava acreditar no pior a seu respeito e, por causa disso, do meu medo de amá-la e do orgulho que sentia desse medo, você e nosso filho quase perderam a vida.
— Minha queda foi um acidente.
— Um acidente que foi o resultado de minha recusa cega em aceitar o que você estava tentando me dizer. Pode me perdoar?
— Eu amo você, Gaara. Sabe disso. O que eu quero agora é que você se perdoe. — Hinata levantou os olhos para ele. — E não apenas a meu respeito. — Teria coragem de dizer o que queria? Mas sabia que se não aproveitasse essa oportunidade se arrependeria depois. Precisava fazer aquilo pelo bem do próprio Gaara.
— Sei que sua mãe o magoou, Gaara.
— Minha mãe nunca amou nenhum de nós. Éramos uma obrigação que ela precisou suportar, literal e figurativamente. As únicas vezes em que a víamos era quando ela queria que meu pai lhe desse mais dinheiro. Não havia lugar em seu coração para nós.
O coração de Hinata doeu de compaixão por ele.
— Não foi sua culpa que ela o rejeitasse, Gaara. O erro foi dela, não seu.
Gaara apertou-lhe a mão com mais força, as mãos frias.
- Acho que sempre fui desconfiado em relação às mulheres, provavelmente por causa do meu relacionamento com minha mãe. Quando a vi naquela boate, parecendo a imagem da minha mãe, acredito que uma parte de mim percebeu o quanto você era inocente e vulnerável, mas eu estava determinado a rejeitar isso. Usei-a para descarregar a raiva que sentia do meu avô. Meu comportamento foi indesculpável, perdão.
Hinata negou com a cabeça. — Diante das circunstâncias era previsível. Se eu fosse a garota que você imaginava, acho que teria percebido que você estava sendo movido por algo mais. Ambos cometemos erros, Gaara, mas isso não impede que não possamos nos perdoar e deixar isso para trás. Também sinto vergonha pelo modo como me comportei com você, entregando a minha virgindade a um homem que mal podia esperar para me jogar para cima da cama depois que já tivesse conseguido o que...
― Perdão... — gemeu Gaara, dominado pelos remorso-Sinto tanto pelo que disse sobre esse novo bebê; quando você caiu, pouco antes de perder a consciência, você sussurrou para mim "meu bebê" e eu soube que não importava o que eu tivesse dito ou no que acreditava: a criança que você carregava era minha, era minha e não acreditava que o pai fosse outra pessoa. Podemos começar de novo? Você ainda consegue me amar depois do modo como me comportei?
Em resposta à pergunta dele, Hinata se ergueu contra os travesseiros e o beijou com carinho antes de dizer:
— Seria impossível não amá-lo, Gaara.
Passou-se quase um mês até que Hinata estivesse completamente recuperada da queda e pudesse voltar para a ilha. E a cada dia sua felicidade parecia maior. Gaara já havia provado que era um pai amoroso para os gêmeos, e agora, para provar a Hinata que pretendia ser um bom pai para o bebê que ela carregava, ele também se dedicava a provar-lhe que era um marido amoroso e dedicado. Deitada ao lado dele, na cama deles, Hinata sentia o coração se derreter de amor e alegria. Sorrindo na escuridão, ela se virou para Gaara e beijou seu queixo.
— Você sabe o que vai acabar acontecendo se continuar fazendo isso — Gaara a avisou, meio brincando, meio a sério.
Hinata riu.
— Achei que só eu era incapaz de resistir a você. Não o contrário — ela o provocou, aconchegando-se mais a ele, as curvas macias de seu corpo nu provando ser uma doce tentação.
— Parece que sou capaz de resistir a você? — perguntou Gaara.
As mãos dele já lhe acariciavam a pele, seu hálito quente contra os lábios dela. Hinata se moveu ansiosa para mais para perto do marido. Naquele ponto nada mudara, o coração disparado de antecipação e o desejo que percorria seu corpo quando percebeu que ele iria beijá-la.
— Eu amo você...
As palavras foram sussurradas junto ao ouvido de Hinata e logo repetidas contra seus lábios, antes de Gaara começar a acariciá-los lentamente com a língua, até que ela não conseguiu mais aguentar e segurou a cabeça dele entre as mãos. Os lábios dela se abriram e um tremor de antecipação percorreu seu corpo.
O som da respiração acelerada de ambos se misturou ao movimento da pele contra o tecido dos lençóis e aos sons murmurados de desejo.
Como sempre, a doçura da rendição de Hinata acendeu com mais rapidez o desejo de Gaara. Ela demonstrava seu amor por ele com tanta naturalidade, tão abertamente... o desejo sussurrado em palavras de amor, como uma ladainha erótica, cheia de emoção. Agora Gaara admitia que uma parte dele se sentira atraída por isso desde que a conhecera.
A forma do corpo de Hinata estava mudando agora e a gravidez já era visível em uma barriguinha discreta que ele beijou com carinho.
Hinata abaixou os olhos para a cabeça escura dele e acariciou a pele macia da nuca. Agora sabia o quanto ela e o novo bebê significavam para ele.
Gaara se deitou ao lado dela e segurou seus seios entre as mãos, deixando que os lábios provocassem os mamilos rígidos, enquanto descia os dedos mais abaixo, pelo ventre, em uma carícia que agora sabia do quanto ela gostava. Hinata fechou os olhos e se agarrou a ele, entregando-se à onda de desejo que pulsava dentro dela e sorrindo ao sentir o tormento já familiar do prazer crescente, da ânsia primitiva e sensual que Gaara sabia exatamente como excitar, até que se tornasse quase insuportável.
Gaara sabia que se colocasse a mão sobre o sexo dela poderia senti-lo latejando, assim como sabia que a respiração acelerada de Hinata significava que se a acariciasse intimamente com os dedos, ela chegaria quase imediatamente ao orgasmo, e que depois ele voltaria a acender seu desejo para que chegassem ao êxtase final juntos, o corpo dele dentro do dela. Na verdade, Gaara já começava a sentir seu autocontrole ruir...
A mão dele desceu pelo corpo de Hinata. O sexo dela estava úmido e o modo como se oferecia a ele, com tamanha generosidade e entrega, faziam seu coração cantar dentro do peito. Gaara levantou os olhos para ela, enquanto seus dedos lhe acariciavam o sexo. Um estremecimento de prazer tornou os olhos de Hinata mais escuros. Os dedos dele continuaram a excitá-la, entrando e saindo lentamente do seu ponto mais íntimo e roçando a fonte de seu desejo, o clitóris rígido e inchado sob seu toque. O corpo dele também se tornou mais rígido.
Os lábios de Gaara acariciaram os mamilos dela com mais urgência, o olhar registrando o momento em que a pele ficou quente e os pequenos tremores que sacudiam seu corpo aumentaram de intensidade.
— Gaa-ra...
Foi o modo como ela disse o nome dele, a súplica baixinha de puro desejo, docemente sedutora, que acabou com o que restava do autocontrole dele.
Hinata, estremeceu descontrolada ao sentir a boca de Gaara sobre a sua pele, em seus seios, em sua barriga, em suas coxas e finalmente em seu sexo, onde a acariciou com a ponta da língua, provocando-a, possuindo-a, até que ela ofegasse e gritasse de prazer.
Gaara hão podia esperar mais. Já lutara para se controlar por tanto tempo, que agora cedeu às demandas de seu próprio desejo e se permitiu se perder dentro dela, deixando que os músculos firmes do corpo de Hinata o possuíssem até ambos serem engolfados por uma onda de prazer que os levou a um êxtase único, de amor compartilhado.
— Eu amo você.
— Eu também amo você.
— Você é a minha vida, meu mundo, a luz da minha existência, minha pedra preciosa, minha Hinata.
Hinata fechou os olhos sentindo-se segura nos braços de Gaara e sabendo que quando acordasse na manhã seguinte, e em todas as manhãs da vida deles juntos, continuaria se sentindo segura e amada.
