EPÍLOGO

— Oh, Hinata, ela é linda!

Hinata sorriu orgulhosa enquanto as irmãs admiravam a nova sobrinha, que acabara de fazer um mês.

Fora uma surpresa maravilhosa quando Gaara lhe contara que convidara as irmãs dela e seus maridos para os visitarem na ilha. Ela achou que era o melhor presente que ele poderia ter lhe dado, além, é claro, do amor dele e da filhinha que haviam acabado de ter.

— Ela é tão parecida com Gaara! — disse Hanabi, com a autoridade de irmã mais velha que Hinata nem tentou refutar.

Afinal, era mesmo verdade que Himawari era muito parecida com o pai e com os irmãos gêmeos, e apesar de Gaara ter dito que se tivessem uma menina gostaria que ela se parecesse com a mãe, Hinata sabia que o marido não se importara nem um pouco em ser pai de uma menininha de olhos verdes e cabelos ruivos.

— E parece que ela já tem Gaara e os meninos na palma de sua mãozinha — acrescentou Hikari, se juntando à conversa. — Estou louca para mimá-la devidamente, mas esse aqui obviamente não concorda com isso. Chuta com mais força ainda sempre que tento. — Ela completou, dando tapinhas carinhosos na barriga de sete meses de gravidez.

— Ah, então é, sim, um menino — Hinata e Hanabi disseram ao mesmo tempo, rindo quando a irmã do meio disfarçou e relanceou o olhar para o marido, Sasuke. Ele estava parado ao lado de Gaara e do marido de Hanabi, Konohamaru, que segurava o filho de dois meses, Hizashi, nos braços, com a destreza de um pai experiente. Os três homens estavam rindo e conversando muito à vontade entre si.

— Bem, sim, acho que é mesmo um menino, pelo que vi na última ultrassonografia... — admitiu Hikari contra a vontade. — E claro que posso estar errada, e a verdade é que Sasuke não se importa nem um pouco se teremos um menino ou uma menina, embora pessoalmente... — ela suspirou e disse baixinho. — Sei que é bobagem, mas não consigo parar de imaginar um menininho parecido com Sasuke.

— Não é nem um pouco tolo — Hinata a defendeu no mesmo instante. — É natural. Adoro que Himawari e os gêmeos se pareçam com Gaara.

— Também me sinto assim em relação a Hizashi — concordou Hanabi, que ainda acrescentou: — É isso o que o amor faz conosco.

As três se viraram automaticamente para os maridos.

— É maravilhoso que nossos três bebês vão ser tão próximos em idade... principalmente porque os gêmeos têm um ao outro — acrescentou Hinata.

— Gaara tem tanto orgulho dos meninos, Hinata. E orgulho de você, por tê-los criado sozinha.

— Eu não estava sozinha — objetou Hinata, emocionada. — Nós tivemos vocês para nos apoiar, para nos amar. Nunca teria conseguido sem vocês.

— E nós jamais iríamos querer que você sequer tentasse, não é mesmo, Hikari? — falou Hanabi.

— Jamais — concordou Hikari, acariciando a mão de Hinata.

Por um instante eram apenas as três de novo, irmãs unidas pela tragédia que haviam compartilhado e pelo amor e a lealdade que sentiam uma pela outra. Mas então. Hikari quebrou o silêncio e representou todas ao dizer baixinho.

—Acho que devemos ter anjos da guarda muito competentes olhando por nós.

Mais uma vez elas olharam na direção dos maridos.

— Com certeza tivemos muita sorte de conhecer e nos apaixonar por homens muito especiais — disse Hinata.

— E mais especiais ainda porque eles acham que são eles os sortudos por terem nos conhecido. — Hanabi sacudiu a cabeça e continuou, relembrando. — Nenhuma de nós jamais teria podido imaginar como as coisas se transformariam quando eu estava tão preocupada em ter de viajar para Thessalonica.

O olhar que Hanabi dirigiu a Konohamaru disse claramente às irmãs o quanto ela amava o marido. Isso fez com que as outras duas se voltassem para seus próprios maridos com uma emoção similar refletida nos olhos.

— Mas há mais uma coisa que precisamos discutir, além do quanto estamos felizes — continuou Hanabi. —A casa. Konohamaru insistiu em quitar a hipoteca para mim, porque naquele momento eu ainda achava que vocês duas iriam precisar dela. Então, transferi o imóvel para o nome de vocês. Como nenhuma de nós vai precisar agora, o que eu pretendia sugerir é que a doássemos para a caridade! Andei fazendo algumas pesquisas e há uma instituição baseada em Cheshire que ajuda mães solteiras. Se doarmos a casa para eles, poderão usá-la como acomodação para mulheres que necessitam, ou talvez vendê-la e usar o dinheiro para o que precisarem. O que acham?

— Acho uma excelente ideia.

— Eu concordo.

— Então está decidido.

— Só há um problema — alertou Hinata. — Como Konohamaru pagou a hipoteca, desconfio que Gaara e Sasuke não vão querer ficar para trás nas doações.

Mais uma vez as irmãs se viraram para os maridos e trocaram sorrisos com eles, quando os três se voltaram para elas.

Três homens tão másculos e fortes... fortes o bastante para admitir que haviam sido conquistados pelo amor e para demonstrar abertamente o quanto esse amor significava para eles.

— Temos tanta sorte... — disse Hinata, sabendo que falava pelas irmãs tanto quanto por si mesma.

Gaara, que deixara Konohamaru e Sasuke e agora se encaminhava para elas, ouviu o que a esposa dizia e respondeu, apaixonado:

— Não, somos nós quem temos sorte. Sorte e a benção dos deuses e do destino, que nos fizeram conquistar o amor dessas três verdadeiras Graças.

Fim

Mais uma finalizada! Essa é outra trilogia, se chama "Três irmãs" contando a história de HIkari e Sasuke e de Hanabi e Konohamaru.

Sei que estou devendo as outras histórias de "Leilão de solteiros, mas tenham paciencia comigo, kkk, leilão é um pouco mais dificil de adaptar, pois apenas encontrei eles em pdf e na hora que converter pra word, fica tudo meio louco e estou em fim de semestre da faculdade, então meio que fico sem poder me dedicar por longos periodos.

Se eu decidir postar a Historia de Hikari e Sasuke, vocês acompanhariam? Uma personagem que não existe no anime, mas eu postaria um capitulo apenas descrevendo ela, pra voc~es se acostumarem com a aparencia e personalidade dela.

Agradeço a que acompanham, comenta e aos que seguem e favoritam as adaptações, espero que o belo mundo dos romances de bancas ( Um amor que herdei da minha mãe, que tinha em torno de 200 livros que ela ia na banquinha trocar todo mês e que eu roubava pra ler escondido desde criança, ela dizia que eram livros de adultos, kkkk ) seja tão encantador para vocês como é pra mim!