Disclaimer: Count Cain não me pertence...
Aviso: Isso ta muito nonsense, então não me matem...
Parasitas
Parasita. Essa é uma das melhores palavras para definir. Claro que existem muitas ouras, mas você em relação a mim é um parasita, doutor Jezebel Disraeli. Um parasita que vive usando máscaras, ocultando verdadeira face.
Você pode não admitir para outras pessoas ou mesmo para si próprio, mas depende de mim. Não apenas para fazer seu trabalho, ter sucesso em suas missões... Admita... Você precisa de mim para viver! Tenho certeza que você já teria morrido sem mim, sem minha ajuda.
Posso não ser superior a você na Delilah, mas sou superior como pessoa. Conheço meus limites, sei até onde devo e posso ir. Mas você não. Sempre se arrisca não dando a devida importância a sua vida e sem se importar como isso atingirá as pessoas a sua volta. E tudo isso por quê? Simplesmente porque nutre esse ódio por humanos e, consequentemente, por si mesmo. A única coisa que importa para você é seu objetivo. Fazer os humanos pagarem e se arrependerem, fazer aquele conde sofrer e ser reconhecido pelo Card Master. E é nessa parte que eu entro e salvo você, que se mostra dependente de mim mais uma vez.
Apesar de tudo, doutor, eu não me importo, não temo e não me arrependo. Sou seu subordinado e a única coisa que posso fazer para mudar isso é me promover dentro da organização de modo que fiquemos num mesmo patamar. Mas acho que isto será difícil, para não dizer impossível. Aquele sacerdote nunca permitiria isso. Sou apenas uma criança na aparência, mas por dentro sou um adulto e sei muito bem as reais intenções dele em relação a você.
Você prefere animais a humanos. E quanto a insetos? A meu ver parece que você não gosta deles, já que compara humanos a eles. Se nos comparássemos a insetos, eu diria que você é uma larva de vespa e eu uma aranha. Pareço não me importar em te levar nas costas enquanto teço minha teia, enquanto vivo minha vida. E você parece não se importar em depender de mim para sobreviver e cumprir seu objetivo. Me enlouquece antes de dar o golpe final. Sim, não foi diretamente, mas me atingiu e me feriu gravemente.
Veja só em que situação nos encontramos agora. Nada do que eu queria foi possível. Não enfrentei aquele sacerdote, não estou no mesmo patamar que você... Eu queria te afastar desse mundo de trevas ao qual não merecia estar. Esse era meu real objetivo no final de tudo. Não me importava em ser usado como um mero objeto e ser jogado de lado após o uso. Só quero te salvar, doutor. Não quero te deixar sozinho sem ter conseguido alcançar meu objetivo. Será que me sacrificando por você, vou conseguir te salvar? Não sei se saberei, mas tentei. Como uma aranha que não se importa em ser morta pela larva de uma vespa... Eu não me importo em me sacrificar por você.
Minha teia está cedendo e minha vida se esvaindo... Mas eu não me arrependo. Espero ter deixado uma marca, uma lembrança em sua vida... Ter mostrado que nem todos os seres humanos são como você pensa... E que insetos são mais parecidos com humanos do que pensamos... Por quê? Tudo isso porque...
" – Eu te amo, doutor..."
E assim minha teia cede... E eu te deixo... Em o que eu espero que sejam boas mãos...
Ficou estranho... Mas é este o resultado que se obtem ao basear uma fic yaoi/shounen-ai num documentário sobre parasitas, no caso larvas de vespas em relação a aranhas...
Não me matem, estou em crise e estou de péssimo humor para escrever algo realmente fofo... E a criatividade não está ajudando em nada...
