N/A: Fairy Tail pertence ao rei do troll, Hiro Mashima.

Quanto tempo, FF! Alguém aí sentiu minha falta e deu um sorriso ao ver o alert no e-mail? Não? Okay! D: UHASHUAUHSDHUAUHUHE'

Spoilers do capítulo do 358. Presente pras minhas amadas menines de Fairy, que me alegram toda sexta com surtos e surtos.


Death,

Elfman Strauss x Evergreen


Quando abriu os olhos, Evergreen lembrou-se de ter sonhado que observava o céu ao lado dele.

Não se assustou com o sonho, afinal, fazia tantos dias que não via Elfman que era normal que seu subconsciente o colocasse nos seus sonhos para ela ter mais saudades da companhia do grande idiota. Desde os jogos mágicos, seu time não aparecia com tanta freqüência na Guilda afinal, eles eram o Raijinshuu, amigos mais próximos de Laxus. Laxus, o grande Dragon Slayer do Raio, responsável por ganhar de cinco membros da Raven Tail sozinho e por ganhar de Jura Neekis em uma batalha. Laxus, que não conseguia mais nem andar nas ruas antes de ser abordado por alguém pedindo seu autógrafo. Laxus, que agora recebia mais e mais missões Rank-S do Mestre Makarov – missões irrecusáveis –. Laxus, que enlouqueceria se eles não estivessem do seu lado para ajudá-lo a passar por tudo aquilo.

Como diria Fried em algum discurso ensaiado e exagerado, ser parte do Raijinshuu significava sacrificar algumas coisas, e por algumas coisas, ela sabia que significava seu tempo na Guilda e seu tempo apenas observando ou conversando casualmente com Elfman antes de alguma discussão sem sentido.

Mas naquele dia, logo depois de lembrar-se do seu sonho, Evergreen lembrou-se também de suas obrigações e com um sorriso levantou-se da cama sabendo que tudo seria diferente.

Tiveram sorte de ver o pedido de Yajima-san antes de qualquer outro time, e mesmo recebendo olhares incrédulos do Mestre, aceitaram a missão simples porque precisavam de um descanso. Evergreen sabia que no final da missão em 8-Island todos poderiam voltar para a Guilda e tomar alguma bebida, porque voltariam pra casa a tempo dela ainda estar aberta. Fried e Bixlow pareciam estar empolgados quando ela os encontrou na cozinha (com tanto dinheiro, eles conseguiram comprar uma casa distante do centro de Magnolia para eles). Laxus lia o jornal na sala, e quando viu que ela já estava acordada e preparada pra ir, os quatro saíram em direção do restaurante no porto de Hargeon.

Tudo estava indo bem. Yajima-san comentava os recentes acontecimentos com eles, Fried cozinhava um de seus pratos favoritos, Bixlow o ajudava se divertindo, Laxus havia saído para comprar mais mantimentos e o uniforme de garçonete havia caído perfeitamente no seu corpo, mesmo que todos dissessem o contrário para irritá-la. Havia passado apenas algumas horas desde que a missão havia começado quando o sujeito entrou no estabelecimento e simplesmente fez tudo ruir. Ela rapidamente entendeu assim como seus garotos que o sujeito estava atrás de Yajima-san e com terror, viu que eles eram simplesmente fracos demais para protegê-lo.

Mas Laxus sempre foi forte o suficiente para proteger todos.

Ela enxugou as lágrimas dos olhos, e observou seu líder ganhar sem esforço do representante da Tartarus. Ela sorriu para ele e o chamou de homem, automaticamente se amaldiçoando por soar exatamente como Elfman. Pensar em Elfman a fez ficar decepcionada com o rumo que a missão tinha tomado, afinal, talvez ela não o visse mais no final daquela tarde.

Alguns minutos depois quando o demônio havia usado seu ultimo truque, envenenamento, ela teve certeza que não o veria naquele final de tarde e provavelmente nunca mais. Ela podia sentir seus pulmões queimando, e seu corpo tremendo a cada movimento. Ela havia chamado por Yajima-san quando ele caiu, e sabia que aconteceria o mesmo com ela em qualquer momento. Seu corpo caiu no chão junto com o de Bixlow, sangue escorrendo de seu nariz. Ouvia a voz de Fried ao longe, e torceu para que pelo menos ele fugisse daquele lugar com Laxus.

O céu estava cinzento.

x-x-x

O céu azul, repleto de nuvens, havia chamado a atenção de Elfman sem que ele percebesse.

Aquele dia ele havia decidido não tomar nenhuma missão e passar o dia ajudando as irmãs na Guilda. Estava lavando a louça na pia, com o olhar perdido no horizonte, sendo notado por todas as garotas que estavam na cozinha. Elfman não era conhecido como um pensador, então pelo sorriso bobo e o olhar triste elas sabiam que ele estava pensando em Evergreen. E de fato, Elfman pensava em Evergreen; contava mentalmente quantos dias fazia que não ouvia a voz daquela teimosa auto-proclamada rainha das fadas. Estava quase chegando a um número quando um espirro o fez perder as contas.

Lisanna obviamente não deixaria a oportunidade passar.

- Aww, ela está pensando em você também!

- Ela quem? Pare com isso, Lisanna.

A irmã riu e o deixou novamente sozinho com a louça. Mesmo pedindo para a irmã parar no íntimo Elfman desejava que fosse verdade; apenas de pensar em ter Evergreen pensando nele com a mesma intensidade que ele pensava nela todos os dias, o deixava alegre. Fazia com que ele esquecesse por alguns minutos o quanto sentia falta de vê-la, mesmo que não admitisse isso em voz alta.

Minutos depois, quebrando o silêncio que havia se instalado na cozinha, Macao apareceu na porta transtornado. Não olhava para Lisanna, e nem para as outras meninas que estavam no cômodo. Olhava apenas para Elfman, o que o assustou antes mesmo dele começar a falar.

- Laxus está... – Macao tremeu. – Elfman, o Raijinshuu...

Elfman não esperou ele terminar a frase, e com passos largos, o empurrou do caminho e seguiu em direção ao hall. A cena a sua frente parecia surreal. Gray passou ao seu lado carregando Yajima-san, desmaiado. Laxus era carregado por Gazille e Natsu, ambos gritando ordens para as pessoas saírem da frente. Bixlow já estava sendo levado na direção da enfermaria por Wakaba e Kana. Fried explicava ao mestre o que havia acontecido com dificuldade, já que ambos estavam visivelmente abalados. E Evergreen...

- Deixem-na comigo.

Erza e Lucy se afastaram quando ele apareceu na frente delas. Vendo suas roupas, com um rubor totalmente desnecessário para a situação, Elfman tirou o próprio casaco e a cobriu antes de pega-la no colo. Tomando cuidado, mantendo-lhe segura em seus braços trêmulos – seu corpo inteiro tremia –, começou a caminhar até a enfermaria. Não pensou que algum dia viveria o horror de carregar o corpo ferido de Evergreen novamente. Ela não estava completamente inconsciente, já que ela conseguiu abrir um pouco os olhos e puxar o canto dos lábios em um breve sorriso quando o viu (apesar dele ter quase certeza que ela estava delirando). Ele a colocou na cama e sentou ao seu lado, afastando os fios de cabelo que estavam grudados em seu rosto; Evergreen suava frio... Ninguém precisou dizê-lo que ela estava envenenada.

- Hey... – Começou a falar, sem saber se ela estava o ouvindo. Segurou sua mão. – Não se preocupe. Você está em casa.

Pareceu por um momento que ela iria falar algo, mas no mesmo instante seus olhos se fecharam. Elfman gritou por ajuda quando a viu se contorcer, no mesmo momento que o Mestre e Porlyusica-san entraram, expulsando ele e todos os outros do quarto. Junto com seus nakamas, Elfman esperou por notícias. O Mestre saiu do quarto e contou o que sabia, e em seguida as notícias do porto de Hargeon começaram a chegar. Sua mão fechou em um punho e com apenas um soco, ele abriu um enorme buraco na parede que passou todos aqueles longos minutos apoiado.

Evergreen estava morrendo. Morrendo. E tudo que ele podia fazer no momento era esperar que um milagre salvasse a sua vida. Tudo que ele podia fazer era esperar por uma nova chance para finalmente confessar a ela o quanto a amava e o quanto sentia a sua falta.

Anoiteceu.

x-x-x

Assim que abriu os olhos, Evergreen desejou que nunca o tivesse feito. Com calma, ela foi se acostumando a claridade do quarto. Respirou fundo, sentindo-se aliviada por conseguir fazer isso novamente e tentou se mover, mas o corpo ainda estava dolorido. Aflita, virou a cabeça com dificuldade para a sua direita e aliviou um pouco quando conseguiu enxergar seus garotos nas camas ao seu lado. Pareciam estar dormindo, pacificamente; o terror havia passado.

- Ever?

Seus olhos arregalaram quando Elfman surgiu no seu campo de visão.

- Idiota... - Sua voz saiu rouca, horrível aos seus ouvidos, e ela desejou que nunca tivesse falado em primeiro momento porque até mesmo sua voz precisava ser perfeita para ele. E ela sabia que deveria estar com uma aparência horrível, seus cabelos precisavam de cuidado imediato, e onde estavam seus óculos para disfarçarem as suas olheiras? Afinal, ela esteve envenenada e...

Ele riu, interrompendo seus pensamentos descontrolados por conta da sua presença, voltando ao seu lugar. Quando ela girou a cabeça para o seu lado notou que ele estava sentado em um banco ao lado de sua cama. Baixou os olhos e percebeu que uma de suas mãos estava entrelaçada na mão dele, e teve certeza que ficou mais vermelha quando entendeu que ele estava ali, que ele ficou ali, o tempo todo que ela estivera inconsciente. Como se pudesse ler seus pensamentos, ele soltou sua mão, e puxou uma poção que estava sobre a mesa ao lado da cama e a misturou em um copo d'água a ajudando a beber em seguida.

- Não é como se eu estivesse preocupado, ou algo do tipo. – Elfman coçou a nuca, um gesto que ela sabia que ele só fazia quando ficava sem jeito. – Só estou cobrindo o turno da minha irmã, só isso.

- Só isso.

- É.

Assim que ele largou o copo, e disfarçadamente segurou a ponta dos seus dedos, eles pararam de falar e apenas ficaram se olhando como se fosse a primeira vez que estavam se vendo; como se, igual aos clichês dos contos de fada, tivessem se apaixonado a primeira vista. Evergreeen respirou fundo, e decidiu que precisava falar antes do remédio que havia tomado começasse a fazer efeito. Ela quase morreu, e pensou por um momento pensou que nunca mais veria seus companheiros e Laxus, mas o que mais a fez ter medo foi o pensamento de nunca mais ver Elfman. E o olhar que ele lhe dava...

Ah... Se ela tivesse forças, e estivesse perfeita, ela provavelmente o beijaria agora.

- Preciso que você me leve para ver as nuvens. – Começou, o calor voltando ao rosto. – O parque parece ser um bom lugar. Ou as montanhas. Ou o telhado da Guilda, se não tivermos tempo. Você precisa me prometer que assim que eu melhorar fará isso.

- Eu prometo. – Disse, ainda sem desviar os olhos dela. – Uma promessa de homem.

Ela sorriu, antes de segurar sua mão com força.

- E nós dois sabemos que você é um homem e tanto.

Ela voltou a dormir, deixado Elfman atônito e, com certeza, mais apaixonado.


N/A: Nuvens gente... Nuvens.

Quanto tempo fazia que eu não postava nada no FF? Estou perdida aqui, não me lembrava nem como atualizar a fic, aliás, não me lembrava nem como escrever uma fic. Comecei essa coisinha aqui no trabalho, no horário de almoço, e quando vi estava 'pronta'. Não vou mentir, ela ia para a pasta junto com as outras ficlets que provavelmente não verão a luz do dia, mas algo me fez postar ela hoje... Não sei explicar direito...

Enfim, agradeço a linda da Aiko por ter betado a ficlet pra mim. E é isso aí, eu não lembro também como escrever uma N/A. HUAUHSUAUHSDUAE

Até a próxima!