N/A: Fairy Tail é do Mashima, um cara idiota que eu amo.
Possíveis spoilers dos últimos capítulos do mangá (mas nada que seja muito 'tcham', right?).
Ficlet dedicada a minha linda Dark Temi, que me inspira todo ano com suas fics maravilhosas de aniversário. Nada mais justo que devolver o favor, mesmo que um pouquinho atrasado. Beijo amô.
Workaholic,
Gajeel Redfox & Levy McGarden
— Inacreditável.
Gajeel rapidamente soltou o pequeno dardo de ferro que tinha nas mãos e olhou para a porta com uma expressão culpada. Pantherlily se aproximou, entrando completamente na sala onde eles trabalhavam e olhou para a parede que havia virado um grande alvo. Suspirou pesadamente quando notou que ele havia colado folhas de antigos relatórios e pintado de forma desleixada na parede.
— Você deveria estar trabalhando, Gajeel. – Lily apontou para a parede de forma acusatória. – Aquelas folhas deveriam ir para o arquivo.
— E do arquivo elas iriam para o lixo de qualquer forma! – O Dragon Slayer cruzou os braços, bufando. – Eu estava entediado. Onde você estava?
A pasta que o Exceed carregava embaixo dos braços voou no seu rosto e ele teve tempo suficiente para pará-lo antes de acertar o seu nariz. Ele abriu a mesma, arregalando os olhos quando viu que era um relatório, cheio de blablabla's, mas que deixava claro que os chefes dele estavam mandando para a sua divisão uma pessoa para controlá-lo.
— Eles estão mandando alguém para me vigiar?!
— Eles estão mandando alguém para ajudá-lo com a papelada. Aparentemente, você é péssimo nisso.
— Eu sou ótimo, não tenho culpa que eles querem um livro ao invés de um relatório. – A pasta em suas mãos voou para a mesa, extremamente bagunçada, escorregando nos papeis que ali estavam e indo para o chão. – Meus relatórios são objetivos.
Lily pegou a pasta novamente, e puxou com um riso sarcástico a sua ultima folha.
— "Espanquei os bandidos. Os merdas estão presos. Quero aumento de salário.", não é necessariamente um relatório objetivo...
— Tsc.
Lily sorriu e voltou a sua forma original, cansado após um dia tenso. Ele ia a reuniões que Gajeel faltava e era o responsável por manter a ordem. Infelizmente o seu Capitão estava fora de controle e os superiores deles já estavam cansados e a ponto de usar a força bruta para expulsá-lo já que o mesmo jamais pediria demissão.
Foi Lily quem sugeriu a vinda de alguém para ajudá-los.
O sorriso não sumiu do seu rosto desde o momento que soube quem viria.
Gajeel olhou de forma desconfiada para o seu gato. Continuou lançando seus dardos no alvo, e quando viu que ele não reclamaria mais, começou a lançá-los em pontos no teto, na janela próximo onde ele estava sentado e até mesmo, nos livros das estantes.
— Eu se fosse você, deixaria os livros intactos. – Lily falou, de forma séria. Quase assustada.
Quando ia desdenhar e perguntar por que Lily se importava tanto com os livros, ele sentiu algo diferente no ar. Respirou fundo e o cheiro invadiu seu nariz, entorpecendo seu corpo como feitiço. Lily levantou as pequenas sobrancelhas e sorriu, e Gajeel teve vontade de jogar o gato pela janela – mesmo que ele soubesse voar. Pela segunda vez naquela tarde, o dardo de ferro caiu de suas mãos e ele olhou na direção da porta.
Ela já havia visto ele, obviamente, mas no momento estava muito chocada com a aparência do lugar. Seus pequenos olhos castanhos corriam do teto até o chão e cada vez mais sua boca abria em choque com a bagunça que aquela sala estava. Gajeel arregalou os olhos, assustado, quando ela olhou para os livros na estante.
Lily sabia de tudo.
— O que você pensa que está fazendo, idiota?! Francamente, quando me disseram que iria trabalhar com você eu pensei que não seria de todo mal ver alguém conhecido, mas chegar aqui e ver isso? Quem seria louco de aceitar uma missão como essa?!
Levy McGarden.
Levy McGarden estava parada na porta da sua sala.
Ela vestia uma roupa parecida com a sua, sem as insígnias, mas ainda do Conselho Mágico. Passou a mão em uma mecha de cabelo para colocá-la atrás da orelha, e Gajeel percebeu que os fios azuis estavam mais compridos do que há quatro meses. Seus olhos finalmente focaram nos seus.
— Oi, Gajeel.
Voltando a realidade, ele voou na sua direção a apertando em um abraço forte, pegando-a de surpresa e quase a tirando do chão. O nariz dele estava no seu pescoço e quando ele respirou fundo, ela não pode deixar de sorrir e apertá-lo contra seu pequeno corpo, largando os documentos que havia trago no chão.
— Vamos, Gajeel... – Ela riu, completamente corada, e deu alguns tapinhas nas suas costas largas. – Dessa forma vai ficar parecendo que você sentiu minha falta.
Ele sentiu, quis gritar. Desde que havia acabado a Fairy Tail e cada um tomado seu rumo, ele sabia que ela não iria querer ir em uma jornada com ele e por isso nem pediu. Sabia que ela iria onde Jet e Droy fossem, por mais inúteis que fossem. Vê-la ali, no Conselho, lhe deu uma sensação de que um pedacinho de casa havia voltado. Ele tinha Lily, mas ambos sentiam falta da Fairy Tail. Haviam se passado apenas quatro meses e eles estavam enlouquecendo, mas com ela ali... talvez as coisas voltassem ao normal.
Foi como respirar, após muito tempo.
Ela sempre dando a ele o ar necessário, de uma forma ou de outra.
— Porque o Conselho Mágico, Gajeel? – Levy murmurou, contra o seu ombro. – Seria... por causa da antiga Mestra Berno?
— Talvez. – Ele finalmente a soltou, e em seguida pôs a mão em seu cabelo como tantas vezes e bagunçou mais os fios. Ele não tinha coragem de dizer em voz alta que sem a Fairy Tail para defender, a vida não estava fazendo sentido. Foi então que decidiu retribuir a gentileza da velha Berno em ter cuidado dele e forçar sua entrada no Conselho. – Eu sou bem pago aqui.
Estava óbvio que Levy queria perguntar mais coisas, mas Lily a interrompeu voando com rapidez de encontro aos seus braços. Ela gritou, feliz, e o abraçou tão forte quanto abraçou Gajeel o que fez o Dragon Slayer virar o corpo para esconder o sorriso que insistia em aparecer em suas feições.
— Então... Você é a workaholic que vai arrumar essa bagunça para nós?
— Errado. – Ela passou por ele, chutando sem querer alguns pergaminhos. – Eu sou a workaholic que vai te ensinar a trabalhar. – Ela girou, olhando para todos os cantos. Lily ainda nos seus braços. – Eu mando, e você faz.
— Oe, oe, baixinha... – Ele se aproximou, e segurou o queixo dela entre os dedos erguendo seu rosto. – Eu sou o Capitão Redfox. Ninguém me dá ordens.
Levy deu de ombros, e o rosto completamente vermelho não passou despercebido para ele. Tinha certeza que se esforçando poderia ouvir os batimentos cardíacos descontrolados do seu coração.
— Há uma primeira vez pra tudo. – Ele a viu engolir em seco quando os olhos vermelhos pousaram nos lábios rosados dela se lembrando da primeira vez que os sentiu. – V-Vamos arrumar essa bagunça primeiro...
Ela soltou Lily e assim que ele tomou sua outra forma, os três tiraram os casacos brancos do uniforme e começaram a arrumar o local de trabalho. Contaram histórias, dividiram informações sobre os antigos companheiros, e deram risada cada vez que aparecia um inseto para assustá-los no meio daquela bagunça.
Quando finalmente terminaram, Lily saiu dizendo que ia para os seus aposentos já que ele diferente de Gajeel sabia fazer um relatório. Quando Levy se despediu dele, Gajeel entendeu que ela estava ali apenas por aquele dia. Ele não teria como prolongar a estadia dela no prédio da divisão por muito tempo, significaria que ele teria de fingir não entender o que ela estava ensinando, e Gajeel não queria parecer burro na sua frente.
Ela sentou na cadeira e deu duas batidinhas na cadeira ao seu lado. Quando ele sentou, ela puxou o relatório de três frases dele e sorriu, antes de começar a perguntar os detalhes da missão e escrever de forma delicada no pergaminho tudo o que ele dizia com palavras difíceis que Gajeel nem ao menos sabia o significado.
Quando Levy colocou o ponto final, do ultimo parágrafo, ela olhou para ele com uma expressão um tanto quanto triste no rosto. Estava escuro lá fora, e eles estavam iluminados apenas por uma vela; Gajeel lembrou-se do medo dela do escuro, mas talvez, estar com ele ao seu lado não a fazia mais tremer como antigamente.
"Não saia do meu lado."
Quando ela fez menção de levantar, Gajeel segurou seu pulso. Olhando intensamente para ela, sentiu seus batimentos acelerarem quando pediu para que ela esperasse um pouco, que voltasse a sentar e tirasse o ultimo parágrafo. Ela ficou confusa, então ele explicou que queria que ela o substituísse por outro que ele mesmo ditaria.
Resumindo, Gajeel não pediria um aumento de salário; ele pediria para Levy McGarden ser transferida para sua divisão.
N/A: Gajevy é amor. Council-Gajevy é mais amor ainda!
E comecei a usar Gajeel. Apesar de achar mais bonito Gazille. Okay.
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