OS 12 CAÇADORES

OS 12 CAÇADORES

O gato Sebastian estava trancado em uma gaiola, estava calado e mal-humorado, estava literalmente sendo tratado com um gato. Passos em corredores próximos chama sua atenção, era a conversa de 2 guardam que passavam por lá. Eles comentavam sobre a proximidade do rei com o caçador Hildegard, que era bem estranha. Já surgiam boatos sobre os dois.

-MIAU!! Já disse que ela é uma mulher-gritava o gato, mas ninguém ouvia suas lamentações onde estava.

Porém não era só ele que pensavam isso, os 3 caçadores que viram a cena do beijo, perseguiam Hildegard sem ele desconfiar de nada.

Certa vez o rei deu folga a todos os caçadores para que tivessem um dia livre para conhecer as redondezas e Anissina queria fazer compras e partiu para a cidade, com os 3 caçadores a seguindo pelo caminho.Ela ficou encantada com os vestidos tão ricamente trabalhados e um mais lindo que o outro e sem conter o entusiasmo entrou na loja mais famosa de roupas femininas de Crimms.

Anissina escolhia os vestidos da vitrine enquanto do outro lado da rua, Hebert, Adolf e Walter. Vendo que ela entrou para provar algumas roupas, invadiram a loja e a viram usando um vestido azul de ombros caídos e bordado com pequenas flores brancas. Anissina rodava dentro do vestiário, fazendo a saia rodada e ao virar-se e encarar os 3 homens a olhando de maneira zombeira, fecha a cara e os encara.

-O que é isso, é você Hildegard?- Uma voz grossa como trovão a faz se encolher toda, a olhava de maneira dura e rude,mas seu porte físico não condizia com suas falas, pois era baixo e franzido, seu nome era Walter

-Não sabia que gostava de roupas femininas...hahasuhasuhsauha...até que lhe caiu muito bem- zombou o homem mais alto entre eles e de aparência forte como um touro, conhecido com Aldof.

O terceiro a olhava encantado, seu rosto estava ligeiramente corado e os olhos brilhavam

- Mas está lindo...realmente sua beleza se confunde facilmente como de uma mulher, Hilde- o mais novo entre eles e se chamava Hebert.

-Se já que não é como uma "mulherzinha", porque não aproveita que está vestida assim e nos serve um chá..doce "dama"- Walter a toca nos ombros.

A surpresa de eles terem a visto já havia passado, pensou que eles desconfiaram de algo, mas pelo visto só imaginavam que ele era gay. E uma raiva predominante estampou seu rosto e dá um belo de um tapa na cara de Walter que a olha sem ação.

- Nunca mais duvidem de que sou homem, ouviram bem?

Suas palavras foram frias e ameaçadoras e o peso de sua mão foi grande, pois ela latejava.

- Este vestido é um presente para minha prima, Anissina.- disse retirando o vestido que estava sobre as vestes e o joga dentro da sacola e joga o saco de moedas sobre a vendedora sem ao menos, desgrudar o olho em um dos 3.- Espero que isso não se repita cavaleiros, pois se ousarem duvidar de minha pessoa, sentiram a ira de minha espada invadir-lhe as partes mais intimas.

Anissina foi mais rápida do que qualquer um poderia imaginar, retirando do cinto um pequeno punhal e leva a arma até a abertura de pernas de Walter que o sorriso cínico, sumiu na hora.

- E passar bem- Pegando suas compras, Ani saiu da loja rapidamente.

Porém depois destes incidentes os caçadores ficaram ainda mais desconfiados e a vigia sobre Anissina era constante. Numa tarde os 3 homens conversavam sozinhos num salão e se lembravam do dia da eleição.

-Se bem me lembro, aquele gato falante, disse que havia uma mulher entre nós- disse Hebert.

-Isto é impossível, aqueles que caíram nas armadilhas foram expulsos do castelo e com nenhum de nós aconteceu isso, seu tolo- disse Adolf de mau-humor.

-Mas..-continuo Walter- se Hildegard fosse mesmo mulher, explicaria muita coisa- disse ele pensativo.

-Sim..e seria uma bela garota – Hebert sorria ao se lembrar do incidente na loja de vestidos.

-Não diga besteiras deste tipo, parece coisa de viado- Adolf, segurava fortemente a cabeça com as mãos, pois estava com uma enxaqueca terrível.

-Ora...como vocês são burros...a resposta para nossa pergunta, sempre esteve a nossa frente...o gato...- Walter soca a própria mão entusiasmado

-O gato sebastian??-perguntou Helbert

-Sim...temos que achar onde aquele pulguento tão escondido...e assim...levamos ele até o rei...e ele dirá toda a verdade.

Após esta conversa os 3 caçadores se mantinham muito ocupados procurando nos mapas, onde estava o gato.

Naquela mesma noite, Anissina estava com calor e decidiu invadir umas das termas para se banhar sobre a luz da lua. Estava com os cabelos ensaboados e nadava de um lado para o outro brincando com o reflexo da lua na água, quando ouve um barulho de passos se aproximando e fica alerta, se escondendo atrás de uma rocha.

Aos poucos a luz da lua, vai iluminando a pessoa e era apenas August, que caminhava pelas margem da terma. Sorrindo Anissina o chama, mas foi uma estúpida ação. Pois ao seu lado estava ninguém menos que Drakon.

August a vê acenando e chamando seu nome e gira o corpo de Drakon para encara-lo.

-Senhor...tenho algo importante a dizer- disse nervosamente

Drakon havia ouvido uam voz atrás dele e olha para a fonte de água que estava calma e tranqüila.

-Diga- disse enquanto encarava ainda a fonte

- Bom..senhor...se me permite opinar, acho que está sendo precipitado demais e seu julgamento de Hilde não deve estar correto- August suava frio

Drakon apenas o fita e caminha em direção as pedras onde Anissina estava escondida.

-O grito veio daqui não??

August, agitava os braços para a garota mergulhar, sem que Drakon visse.

-Não senhor, não ouvi nada, alguém gritou??

Anissina ouve os passos de Drakon se aproximando e mergulha, ficando submersa ao ver a imagem de Drakon refletida na água.

-Mas porque acha que eu errei em relação a Hildegard- O rei se ajoelha na margem, para observar melhor o fundo do lago, enquanto Anissina prendia a respiração embaixo da água.

-Bom..porque ...por...que...- o coração de Agust batia acelerado, via em sua mente que a qualquer momento, Drakon veria Anissina submersa- porque...Hildegard...Hilde...bom...somos bons amigos...

Drakon se levanta e encara o jovem mensageiro

-Minhas fontes me dissem, que muitas vezes Hilde foi visto dentro do seu quarto, a altas horas da noite.

-Majestade...isso é calunia...somente..conversamos...só conversas...

A situação estava piorando, agora pensavam que August era gay. Anissina estava sem ar, seus pulmões doíam, enquanto tampava a boca para não deixar os últimos sopros de ar, lhe escapar.

-Entendo...enfim...Hildegard é uma pessoa estranha...por isso, amanha mesmo será despejado do castelo.

August sabia que a amiga já devia estar sem ar e corre em direção ao rei e o puxa pelo braço.

-Senhor...vamos caminhar mais um pouco...ainda acho que está sendo precipitado.

Finalmente eles saíram da margem do rio e Anissina voltou a superfície, tossindo e com falta de ar. Havia entendi bem?? Seria despejada??

Na calada da noite, August entra no quarto de Anissina e conta dos planos do rei na conversa que teve.

-Tentei persuadi-lo Ani, mas ele está irredutível, disse que iria despejá-la, a única coisa que consegui foi o fazer esperar alguns dias para você procurar algum lugar para morar, mas amanha ele a chamara para conversar e nada posso fazer.

Anissina encolhe os ombros ao ouvir o que seu amigo dizia e senta na cama em choque.

-E também me disse que a Ani para ele não significava mais nada, que ela estava morta a seu ver.

O olhar de Ani se enche de lagrimas. Ela não significava mais nada para ele?? Pior, ele a considerava uma pessoa que nunca mais iria procura-lo. August entrega um lenço a ela e senta ao seu lado.

-Ainda tem uma coisa pior- disse ele com pesar.

- Como assim??

- Drakon enviou uma carta a noiva, ela deverá chegar em poucos dias.

O lenço cai das mãos dela e seu coração batia mais lento, sua dor era tamanha que parecia que estavam o arrancando do peito.

-Então não consegui, não consegui fazer ele me amar novamente e ele convidou a noiva dele, o que eu faço??

Anissina se joga na cama e agarra o travesseiro, que sufocava os gritos angustiantes.

-Sinto muito Ani, mas agora vejo que talvez não fosse uma boa idéia você ter vindo para ka.

August se retira do quarto. Por ser amigos de ambos sabia o quanto Ani sofria por estar sendo rejeitada e sabia que Drakon sofria por estar iludido em uma grande mentira e estava agindo por impulso, acreditando que assim poderia ser feliz.

Na manha seguinte parecia que os ânimos de todo o castelo estava baixo. Anissina antes mesmo de o sol brilhar, se levanta encara o espelho e vê profundas olheiras e o rosto pálido, pela noite mal dormida. E quando a chamaram para tomar o café da manha com todos, não houve reposta.

Drakon, também estava calado, mal tocou na comida e logo foi fazer seu afazeres.Um pouco antes do almoço ele foi abordado por Walter que lhe perguntou onde estava guardado o gato Sebastian, alheio a tudo a sua volta, lhe informou seu esconderijo e continuou seu dia trancado no escritório enquanto Ani estava trancada no dela.

Mas o dia não estava tão ruim assim para 3 caçadores, após semanas de busca haviam localizado o gato e corriam pelos corredores. Na hora do almoço, todos estavam a mesa exceto Anissina.

-Vai chamá-lo, quero que ele coma como qualquer um de vocês, não suporto desigualdade...- disse Drakon irritadiço.

August se propôs a subir até o quarto da amiga.

-Majestade...temos uma surpresa para o senhor, tenho certeza que todos desta mesa, ficaram surpreso com o que descobrimos- disse Walter orgulhoso.

Mas Drakon e nenhum dos outros cavaleiros mostrou demasiado entusiasmo. Minutos após August chega a mesa, branco como cera.

-Senhor...ele não está no quarto e já procurei em todos os lugares.

-Chamem os seguranças, ele não pode ter saído do castelo- disse se levantando da mesa.

Realmente o dia não seria nada bom, primeiro que Drakon estava arrependido de ter desconfiado de Hildegard, e se ele partiu por sua causa?? Com certeza o beijo o havia envergonhado tanto quanto ele estava.

Minutos após todos os seguranças e vigias estavam a postos em sua frente no salão principal, a trás de si, estavam os caçadores mais o gato Sebastian engaiolado.

-Um dos meus caçadores fugiu, quero saber se algum de vocês viram algo suspeito durante a noite- ele olhava duramente a todos.

Um cochicho entre eles começou e um homem de idade deu um passo a frente.

-Majestade, ontem durante meu turno e já quase amanhecia, vimos alguém saindo montado num cavalo do castelo.

-E porque não o pararam?? Estavam dormindo por um acaso??- Drakon soca a mesa com violência

-Não senhor...acreditamos ser uma miragem...ou até mesmo um fantasma, pois ainda havia muita neblina no chão

Drakon e todos os outros o olham desconfiados.

-Uma miragem?? Como assim??- perguntou Drakon

-Senhor...quem cavalgava era uma mulher...apesar de estar com o rosto coberto por uma capa de viagem, vimos que usava um vestido azul e botas de cavalgada.- disse o homem humildemente enquanto se ajoelhava e pedia perdão- Por isso senhor...acreditamos ser miragem...sabemos que não há uma mulher dentro do castelo.

-O céus...

August sente um nó na garganta e as pernas fraquejarem. Os 3 caçadores trocam olhares entre si, pois já sabiam da verdade que o gato lhe contou ontem de madrugada.

-Senhor...talvez queira nos ouvir agora- disse Helbert empolgado e arrancando o gato da gaiola e esfregando ele na cara do Rei

-Não me amole, não quero saber disto agora ¬¬

-Miau! Sempre disse que havia uma mulher entre vocês, mas ninguém acreditou nas palavras de um gato- disse Sebstian aborrecido.

-QUERO SABER QUEM FOI O CULPADO?? QUEM DEIXOU UMA MULHER ENTRAR??- Drakon tremia de raiva, havia sido enganado...durante todo esse tempo Hildegard havia o enganado.

August dá um passo a frente, as mãos nervosas amassavam o chapéu.

-Senhor pode colocar a culpa em mim, durante todo o tempo soube da verdade

Drakon era uma pessoa boa, mas não admitia traidores e mentirosos.

-Guardas prendam ele

-Senhor, me permite dizer uma ultima coisa.- August sentia os homens o agarrando seus braços- A verdadeira identidade de Hildegard o interessa??

Drakon fez um gesto e seus homens o largaram

-Durante todo esse tempo ele mentiu para o senhor, por não suportar a distancia, quando soube da morte de seu pai e seu noivado, ela vestiu-se como homem para se aproximar- August chorava e seus ombros sacudiam pelos soluções- Ela sempre o amou e ontem..eu lhe disse sobre nossa conversa...eu sou o culpado

August esconde o rosto com as mãos e as lagrimas quentes molhavam o chapéu.

O racicionio de Drakon foi rápido e ele chacoalhava August pelos ombros

-Era Anissina?? A Minha Ani??

August confirmou com a cabeça e Drakon sentia os pés caindo num abismo profundo, durante todo este tempo, acreditou piamente que Anissina havia partido, que havia o enganado sobre o amor que se declarava a ele e agora via que durante todo este tempo ela nunca o abandonou, pelo contrario o beijou naquela noite...certamente porque o amava.

E o que havia dado em troca... a ignorado, recusara seu beijo naquela noite e ainda por cima...o pior de tudo...é que havia dado ordem de despejo, assim como havia adiantado seu casamento com uma desconhecida, alguém a quem nunca havia visto nem o rosto.

E agora onde ela estaria??

CONTINUA...