Mais que um Amigo pertence a Elizabeth Winfrey


Capítulo IV

James

Quinta-feira, 12 de setembro

Nove horas da manhã.

Puxa! Já se passaram seis semanas de aula, mas até parecem seis dias. Ainda não saí com Emmeline, mas tenho conversado com ela muitas vezes. Hoje nós tivemos um papo interessante.

— Você vai ao jogo de futebol amanhã? – perguntei.

— Por que iria? – retrucou ela.

Dei de ombros.

— Eu vou estar lá.

Ela sorriu tão longa e demoradamente que me deu vontade de agarrá-la e beijar aqueles lábios vermelhos.

— Bom, se é assim então acho melhor consultar a minha agenda – disse.

Na aula de orientação de hoje não pude falar com ela frente a frente. Mas tenho a impressão de que ela vai ao jogo. Acho que amanhã vai ser uma grande noite. Lily vai ficar chateada por eu estar ganhando a posta, mas isso é problema dela. De qualquer jeito ela não vai cair na real em relação a Amos Diggory. Só por que está ajudando o cara nas tarefas de redação, ela pensa que está apaixonada. Mas, pelo que ela me contou, Amos não é lá muito bom de papo. Meio sem querer, peguei uma conversa dos dois na biblioteca e tive que tapar a boca pra não dar uma risada.

Lily (falando de um livro que tinha na mão):

— Eu adorei 1984. O que você achou?

— Gostei. Foi um ano legal. Eu adorava andar de skate naquela época.

— Mas eu estava falando do livro de George Orwell. Aquele sobre o futuro.

— Ah, sim. Acho que assisti o filme na TV. É aquele sobre o computador chamado Hal, não é?

— Ah, é sim...

Quando será que ela vai enxergar que:

1) o cara só tem aquele cabelo cheio de luzes e outras coisas horrorosas porque as garotas adoram.

2) Ele ainda sonha com a Tanya-qualquer-coisa.

Acho que preciso ter uma conversa de verdade com ela. A vida da Lily tá ficando quase ridícula.


— James, você tem de fazer alguma coisa em relação a esse carro. — disse Lily enquanto chegávamos ao colégio na sexta-feira.

— Por quê? – respondi, procurando um lugar grande o suficiente para que coubesse meu Oldsmobile 1972.

— Está nojento. Eu acho que até tem alguma coisa nascendo dentro daquela garrafa.

Ela me mostrou então uma garrafa plástica com um líquido meio esverdeado balançando lá dentro. Depois apontou para o assoalho, ao lado do passageiro, onde seus pés se apoiavam sobre uma pilha de jornais velhos e latinhas vazias de refrigerante.

— Está certo. Como pagamento pela carona até o estádio de futebol, porque você não dá uma limpada no meu carro? Eu até passo com ele pela sua casa amanhã, só para facilitar as coisas pra você.

Estacionei o Oldsmobile entre um pequeno Toyota e um Fiat, enquanto Lily destravava o cinto de segurança.

— Sem chance. Provavelmente iria parar no hospital, vítima de algum veneno criado aqui.

Fechamos as portas e fomos para o estádio. Parecia que todo o colégio Hogwarts tinha vindo assistir o primeiro jogo dos Leões da temporada.

Lily se enveredou pelo meio do amontoado de calouros que zanzavam fazendo hora perto das arquibancadas. Ela foi abrindo caminho em direção à parte mais alta das arquibancadas onde Dorcas Meadowes e Remus Lupin já estavam sentados.

— Oi pessoal – cumprimentou Lily – Já entraram no clima do jogo dos Leões?

Dorcas fez careta.

— Claro. Mal posso esperar para começar a torcer. Adoro assistir a Amanda Wright chacoalhando seus pompons.

— Que coincidência! Eu também! – disse Remus, mexendo com suas sobrancelhas pretas.

— Então por que a gente vem assistir? – Lily perguntou a Dorcas, enquanto se sentava perto de mim – Até parece que a gente gosta de futebol.

— Estamos aqui pela mesma razão que todas as outras garotas – respondeu Dorcas – Esperamos encontrar nosso verdadeiro amor nas arquibancadas do Colégio Hogwarts.

Desliguei da conversa de Lily e Dorcas e olhei as arquibancadas. Mesmo achando que Emmeline Vance não aparecia no jogo de futebol, tinha uma pequena esperança no íntimo de que poderia topar de repente com aquele cabelo loiro e aqueles olhos azuis no meio da multidão.

Emmeline e eu tínhamos conversado durante todos os dias daquela semana. Ela andava flertando comigo, sorrindo, jogando o cabelo para trás de modo provocante e tinha olhado para mim de um modo especial. Porém depois da aula de orientação ela sempre desaparecia pelo saguão, e até aquele momento eu não tivera oportunidade de combinar um encontro. Mas sabia que ainda conseguiria. Toda vez que a via entrando na sala de Binns como se fosse a dona do colégio, eu tinha a certeza que não descansaria enquanto não a beijasse.

Meu coração veio parar na boca quando vi Emmeline, sentada com um panfleto de futebol nas mãos, do outro lado das arquibancadas. De agasalho e uma camiseta preta justinha, mesmo daquela distância pude perceber que ela estava linda. E, o melhor de tudo, sozinha. Era exatamente a oportunidade que esperava.

Quando me levantei senti Lily me puxar pelo bolso de trás de meu jeans.

— Aonde é que você vai? A gente acabou de chegar.

— Vi o Sirius. – respondi, apontando para algum lugar nas arquibancadas do outro lado do campo — Vou até lá conversar com ele.

Não estava a fim de aguentar as gozações de duas amigas sobre ir paquerar uma garota.

Não tinha certeza se Emmeline me receberia bem ou não e, se tivesse de voltar sem conseguir nada. Não queria que todos ficassem comentando pelo resto da noite.

Antes que alguém dissesse alguma coisa, me mandei arquibancada abaixo, de olho no ponto onde Emmeline estava sentada. Para o caso de Lily estar olhando fui para o lado da numeradas e fiquei na fila por alguns minutos. Dei uma espiada no placar e vi que os Leões ganhavam por 2 a 0, dando-me conta subitamente de que até o momento não tinha assistido um minuto do jogo. Corri para o lado das arquibancadas em direção a Emmeline.

À noite ela parecia ainda mais bonita do que às cinco para as nove da manhã. Seu cabelo brilhava ainda mais sob as luzes dos refletores do estádio. Quando me viu caminhando em sua direção, sorriu e deslizou para o lado do assento. Entendi que era um convite para que me sentasse ao seu lado.

— O Doce James. Como está? – ela cumprimentou quando me aproximei. O pessoal tem me chamado por esse apelido para fazer graça sobre minhas conquistas. Normalmente isso me irrita um pouco. Mas, vindo dos lábios dela, o apelido acendeu uma esperança.

— Tudo legal, vim para assistir ao jogo.

Quando me sentei a seu lado dei um jeito para que nossos joelhos se tocassem. Mesmo esbarrando pela calça jeans, pude sentir um choque percorrendo minha perna de cima a baixo.

Emmeline olhou para o campo e suspirou.

— Eu ia ficar em casa hoje, mas é tão solitário. Não consigo ficar assistindo aos programas de TV de sexta à noite.

Concordei balançando com a cabeça e quase não acreditando na minha boa sorte. Claro que ela estava procurando alguém para curtir a noite. Com certeza era uma garota tímida e sensível e talvez fosse por isso que sempre saia tão depressa depois dos períodos de aula.

— Não esquenta, Emmeline. Eu posso ser seu guia pelos próximos jogos das noites de sexta-feira no colégio Hogwarts.

Ela deu uma risadinha e chegou um pouco mais perto.

— Ouvi algumas garotas comentando que vai ter uma festa na casa de Benjamin Fenwick depois do jogo.

Suspirei disfarçadamente pensei que depois nós poderíamos sair para comer um hambúrguer ou uma pizza. Benjamin Fenwick era um jogador de futebol de quem muita gente não gostava. Porém, se ela queria um pouco do outro lado do Hogwarts, não seria eu quem iria contrariar sua vontade.

— Legal. Vou falar com a turma e vamos todos juntos. Você poderá conhecer um monte de pessoas.

— Quem são seus amigos? – perguntou ela.

— Bem, você conhece Sirius Black. Ele está em nossa turma de orientação.

— Sim. Ele joga futebol.

Confirmei meio surpreso por ela saber o esporte preferido de Sirius. Vai ver ele tinha andado dando em cima dela quando eu não estava por perto. Típico.

— É isso, ele joga como centroavante.

— Quem mais?

Ela olhava para mim com expectativa e não pude deixar de reparar em seus cílios, os mais longos que já tinha visto.

Por um segundo fiquei indeciso. Achei que não ia pegar bem falar de Lily. Muita gente não compreendia nossa relação, e eu não queria que Emmeline entendesse errado também.

Contudo, se não falasse e ela descobrisse mais tarde que éramos grandes amigos, seria ainda pior. Disfarcei e procurei falar com a maior naturalidade possível.

— Lily Evans é minha melhor amiga. Ela está sentada nas arquibancadas do outro lado, junto com nossos amigos.

Emmeline olhou para o povão.

— Ela não é líder de torcida?

Dei uma risada. Imaginar Lily como líder de torcida era tão engraçado como se eu estivesse lá no campo comandando a turma. Lily não era do tipo de garota que veste uma minissaia e fica gritando as letras do nome de um jogador para pentelhar a torcida.

Lily prefere sentar e fazer comentários cínicos a respeito da vida dos adolescentes do segundo grau de hoje em dia. Balancei a cabeça negativamente.

— Não, mas ela é dançarina. Ela ensina jazz durante o verão em um acampamento em Minnesota.

— Que legal. – disse Emmeline, franzindo o nariz.

— Chega de falar de Lily. Conte mais sobre você senhorita Vance.

Emmeline ficou quieta durante um instante como se estivesse organizando os pensamentos.

— Bem, eu disse que era da cidade de Nova York.

— Disse sim.

Eu estava tentando prestar atenção no que ela falava, mas me distrai olhando uma mecha de cabelo loiro brilhoso que caía sobre seus olhos. Não pude resistir e, passando a mão coloquei o cabelo preso atrás de sua orelha.

— Já contei que nos mudamos para cá porque meu pai e minha mãe queriam que meu irmão e eu tivéssemos uma vida melhor em uma cidade pequena?

— Contou.

Continuei pensando em como era sedoso o seu cabelo que acabara de tocar. Ela não se afastara quando esbocei o gesto, o que achei promissor.

— Já disse que acho você uma gracinha? – ela mordeu o lábio ao falar, e ficou me olhando com aqueles longos cílios.

Fiquei momentaneamente tão chocado que não consegui responder nada. Mas me recuperei em seguida:

— Não, não me disse.

Ela fez que nem se importou.

— Então me lembre durante a festa que eu direi.

Sorri imaginando Lily andando pela escola com aquele cabelo loiro. Eu já podia sentir o gostinho da vitória.


O resultado do jogo foi 2 a 1. Foi uma grande vitória dos Leões, para um começo de temporada, e todo mundo invadiu o campo para cumprimentar os jogadores. Peguei na mão de Emmeline enquanto a gente andava pelo meio da multidão. Tinha certeza de que Lily podia arranjar uma carona para casa com Dorcas, mas se ela estivesse esperando por mim não queria deixa-la desapontada.

Ela não estava na arquibancada e, mesmo depois de dar uma volta pelo campo, não consegui encontra-la em lugar algum. Emmeline não gostou desse passeio pela praça de esportes do Hogwarts e então decidi que Lily seria perfeitamente capaz de se virar sozinha.

— Podemos dar uma passadinha em casa para eu me trocar? – Ela perguntou enquanto nos dirigíamos a meu carro no estacionamento.

— Você está linda assim mesmo. – disse eu, admirando-a pela centésima vez naquele dia.

— Obrigada. Mas como não conheço o pessoal acho melhor eu não parecer desarrumada

Entramos no carro, o que terminou a conversa.

Enquanto dirigia para a casa dela fiquei pensando como iria se vestir, já que se achava desarrumada agora.


Algum tempo depois estava sentado na sala da casa dos Vance, esperando Emmeline acabar de se arrumar. Os pais dela tinham saído e a casa permanecia silenciosa. A sala era grande com um pé direito alto e grandes portas francesas. A sra. Vance tinha instalado um carpete grosso cor de creme e colocado alguns quadros na parede.

— Meu irmãozinho ainda vai acabar com esse carpete – pude ouvi-la dizendo minutos depois. Ela estava parada na porta do corredor de saída e parecia maravilhosa. Trajava um vestido vermelho curto e decotado. Usava um colar tão fininho que parecia prestes a se arrebentar a qualquer instante.

— Tchau, desarrumada. – eu disse por pura gozação.

Ela deu uma voltinha e em seguida pegou em meu braço.

— Vou considerar isso um elogio. – respondeu bem humorada.

— Mas foi essa mesmo a intenção.

Saímos para a noite quente e gostosa e Emmeline trancou a porta da casa. Caminhamos até o carro, e seu salto fazia pequenos ruídos contra a calçada. No escuro da noite, cada passo sussurrava uma promessa. Apesar do calor, experimentei um calafrio.

Quando chegamos a casa de Martin, havia carros estacionados por todo o quarteirão.

Paramos a umas dez casas de distância e seguimos juntos com uma turma de colegas do Hogwarts até a porta da casa. Bem antes de chegar à entrada já se podia ouvir a música vindo de caixas acústicas potentes. Emmeline agarrou a minha mão com força e retribui com um suave aperto. Imaginei como poderia ser constrangedor ficar andando por uma casa desconhecida cheia de pessoas estranhas.

De repente Sirius saiu de dentro da casa de Fenwick na maior correria. Atrás dele vinha uma garota gritando esganiçadamente com uma metralhadora de brinquedo espirrando água.

— Vou pegar você. – gritava ela, enquanto passava por nós feito uma bala.

Sirius correu para trás de mim como se eu fosse um escudo.

— Aqui é território neutro – gritou — James é como se fosse a Suíça.

A garota que só então reconheci, era Carrie Starks (a número dez da lista de Sirius) e baixou a arma de brinquedo.

— Está certo. – concordou ela — Mas estou esperando você lá dentro.

Sirius saiu de trás de mim e me cumprimentou.

— Grande festa, não é?

Concordei de imediato.

— Realmente tem uma festa aí, é o que posso dizer.

Sirius se abaixou para amarrar um dos tênis.

— O que aconteceu com você no jogo? Lily me disse que você tinha ido me procurar para conversar, mas não o encontrei. Quando disse que o não tinha visto, ela fez aquela cara de quem não gostou muito e murmurou alguma coisa sobre uma aposta.

Por um instante me senti culpado por largar Lily no estádio. Mas não havia porque me preocupar. Eu poderia muito bem telefonar para ela de manhã cedo para me desculpar.

Em vez de responder à pergunta eu me virei para Emmeline.

— Sirius, você conhece Emmeline?

Ele olhou ainda abaixado e reparou pela primeira vez que ela estava comigo.

— Claro que conheço. Qualquer pessoa que tire sarro do Binns é alguém que eu considero uma amiga.

Sirius se curvou diante dela e a beijou a mão.

— Eu não fiz de propósito para contrariar – insistiu ela – Acho que ele apenas costuma dizer a coisa errada na hora errada.

Sirius e eu caímos na risada. Era um comentário suave diante do que tinha acontecido.

— De qualquer modo, Lily está lá dentro – disse ele — ela e Dorcas estão gastando o chão de tanto dançar.

— É mesmo?

Não sei porque fiquei surpreso em ouvir que minha amiga estava na festa. Provavelmente porque sempre era eu que a levava a todos os eventos sociais. Na maioria das vezes ela ficava irritada durante as festas e então começava a me perturbar para leva-la para embora para casa, no máximo depois de uma hora e meia.

— É isso aí, cara. Dá uma conferida.

Sirius voltou correndo para dentro de casa, gritando cumprimentos para todos que encontrava pelo caminho.

Seguimos atrás dele e, enquanto entravamos, eu ia dizendo o nome e fazia algum comentário sobre cada uma das pessoas que estavam no jardim. Emmeline parecia estar absorvendo cada palavra que ouvia, balançando a cabeça e prestando muita atenção a tudo o que se passava em volta.

Quando entramos, ela quis ir para perto de onde vinha a música. O tapete tinha sido enrolado e colocado em um canto na sala de Fenwick, e todas as poltronas e sofás estavam encostados as paredes.

Assim que entramos na sala, a música foi trocada e valeu como uma deixa para que eu tirasse Emmeline para dançar. Ela me pareceu contente e, por isso, apertei um pouco mais meu braço contra a sua cintura.

Enquanto dançávamos pela sala, vi uma cena que me deixou de boca aberta. Lily estava dançando bem do nosso lado, quase ombro a ombro.

Seus olhos estavam fechados e sua cabeça se recostava contra o peito de Amos Diggory.

Eu não ficaria mais chocado se avistasse um elefante entrando de repente pelo meio da sala. Lily não era o tipo de garota que chama a atenção por estar dançando devagar e coladinha (na verdade, eles estavam parados se abraçando), bem no meio de uma festa lotada de gente.

Quando Lily abriu os olhos, ela me viu encarando-a de frente. Pensei que ficaria sem graça e se afastaria de Amos, mas não foi isso que aconteceu. Ela deu uma piscadinha e, e fez sinal de positivo.

— Oi, James. — disse, parecendo muito orgulhosa de si mesma, como se dançar com Amos Diggory fosse equivalente a ganhar o prêmio Nobel da Paz ou coisa parecida.

— Ah, oi. – respondi.

— Oi, Potter. – Amos cumprimentou, dando-me um tapinha nas costas — Quem é a sua nova amiga?

Por uma fração de segundo esqueci o nome de Emmeline. Mas isso não teve muita importância porque Lily respondeu.

— Emmeline, certo? Eu sou Lily e, esse é Amos.

Notei que Lily puxou Amos um pouco mais para perto, como se estivesse querendo indicar a Emmeline que aquele era seu namorado.

— Oi, Amos. – respondeu Emmeline, e não disse nada para Lily.

Houve um longo silêncio que me deixou desesperado para quebrar.

— A gente se encontra por aí mais tarde. — Falei, puxando Emmeline para outro lado.

— É, pode ser. – Lily respondeu.

Mas ela nem me olhou. Encarava Amos, e de repente senti que alguma coisa muito importante estava acontecendo, algo como por exemplo Lily estar me vencendo na aposta.

Esfreguei o queixo no cabelo macio de Emmeline enquanto tinha uma visão desagradável de mim mesmo com a palavra "perdedor" escrita no corte de cabelo.

Não era uma cena muito bonita.


Conversei com Lily no domingo à noite.

— Então, como vai a adorável Emmeline? — Ela perguntou assim que atendi ao telefone.

— Adorável. – respondi secamente.

Estava esperando que ela comentasse como tinha feito papel de boba agarrando Diggory.

— Sexta foi demais, não é?

— Incrível. – respondi. Ela não estava entendendo minha ironia.

— Uma pena que Emmeline não seja o tipo de garota pela qual você poderia se apaixonar. Acho que estou na frente na corrida para achar o par perfeito.

— O QUÊ? – gritei. Agora ela estava me sacaneando de verdade. — Por que não deveria me apaixonar por Emmeline?

— Você não viu o jeito como ela ficou olhando para Amos? Quase ficou vesga. Espero que Amos não a convide para sair. Ela é muito bonita.

— Ah, dá um tempo. Emmeline nunca sairia com Amos. Ele é totalmente inferior a mim. — Ele era, não era?

Lily deu uma risada.

— Por favor, desculpe. Esqueci com quem estava falando. Você é o maior cara do mundo.

— Não precisa vir com gozação. — Falei, me sentindo magoado.

Lily ficou quieta por um instante.

— Falei sério James. Você é o melhor. É só observar quem escolhe como seus melhores amigos para a gente perceber isso.

Como sempre eu não conseguia ficar bravo com Lily.

— Durma bem Lily.

— Durma bem James.

Desliguei o telefone sorrindo. Lily Evans era única, especial.


N.A:

Espero que vocês estejam gostando até aqui e até o próximo capítulo.