Acordar acompanhada pela manhã é uma sensação que esqueci com o passar dos anos. Esta é a segunda vez que ele dorme aqui, mas eu já adoro cada vez que fica. O seu braço à volta da minha cintura, o cheiro dele que fica impregnado nos lençóis e que me deixa dormir melhor no dia seguinte. Os ligeiros risos suaves que ele dá enquanto dorme lembram-me como ele é fofo, o banho juntos… Oh Meu Deus! Havia ainda as brincadeiras dos nossos finais de tarde no sofá, quando ele aparecia depois do trabalho com jantar ou com um lanche para nós dois. Ele é incrível e talvez esteja na hora de me entregar mais a esta relação. Ainda me sinto deslocada da noite passada, quando falei em exclusividade nunca pensei numa relação e nem sabia que ele pensava em mim como material para tal. Eu… Aria Marie Montgomery estou a namorar um estranho que conheci a semana passada. Eu ainda estou estupefacta por ele querer uma namorada que já dormiu com tantos homens até o encontrar. Ainda custa a acreditar… será que… está comigo por interesse? Tentei pensar noutra coisa.

"Bom dia!" Ele sorri para mim e beija a minha testa.

"Bom dia!"

"Tenho o braço dormente." Ele diz.

"Oh desculpa." Eu saí de cima do seu braço que ele moveu com cuidado para voltar ao normal. "Vou tomar banho." Digo-lhe saltando da cama.

"Queres que te acompanhe?" Ele pergunta com aquele sorriso maroto.

"Pode vir, mas vamos portar-nos bem."

"Assim não tem graça." Ele diz ainda na cama, eu ri entrando na casa de banho e removendo a roupa pronta para relaxar com a água quente.

Quase a termina duas mãos juntam-se a mim. "Achas que te ia deixar muito tempo sozinha?" Ele sussurra ao meu ouvido por trás de mim.

"Eu espero que não." Eu encostei-me a ele. "Eu já terminei."

"Que pena." Ele diz beijando-me o pescoço… ele sabe como me excitar ou tentar convencer a fazer algo, mas eu tenho outros planos por agora.

Peguei na minha toalha e cobri-me. "Vai ter de ficar para depois." Eu beijei-o e saí.

Eu estranhei a sua atitude pois ela está sempre pronta para mais uma secção de amor, mas desta vez ela afastou-se. Será que foi alguma coisa da noite passada? Ou que eu disse?

Assim que terminei o duche vesti a minha roupa e desci para a encontrar na cozinha já com dois pratos com ovos e bacon. Ela olhou para mim e sorri. Pelo menos não parece chateada.

"Talvez seja melhor trazeres algumas roupas." Ela diz.

"Vou tentar não me esquecer." Aceito o prato que ela me dá. "Não estava à espera de ficar. Eu sei que ainda não foste ao meu apartamento, mas conta para ti também."

Ela sorri. Os calções e a blusa colorida que ela escolheu assentavam-lhe bem. Muito bem na verdade. "Quando me vais levar ao teu apartamento?" Ela pergunta animada.

"Talvez mais tarde? Mas é muito mais pequeno que a tua casa."

"Eu não me importo com o tamanho, pequeno é acolhedor. Hoje estou totalmente livre para ti." Diz enquanto abre a porta para o jardim e o Mike entra alegremente. O cão dirigiu-se directamente para mim pedindo a minha atenção. "Não lhe dês comida." Ela avisa. "Comilão, pára de pedir." Ela diz para o cachorro. Ela gemeu quando se sentou.

"Está tudo bem?" Será que ela está bem das nossas relações de ontem? É isso que a deixou estranha?

"Sim." Ela sorri ajustando-se na cadeira, tirou um pequeno comando do bolso traseiro e deixou-o à minha frente. Ela comeu mais um pouco do seu prato.

"O que é isto?" Eu peguei o controlo com vários números e carreguei num número qualquer.

Ela engasgou-se imediatamente. Fiquei confuso quando ela me tirou o controlo da mão e carregou no botão de desligar. Acalmou-se depois disso.

"Podias ter esperado eu dizer o que era antes de carregares no 4." Os números iam de 1 a 5… continuei sem perceber o que era.

"Desculpa, o que é?"

"Isto controla um dispositivo vibratório."

"Tu tens um…?" Ela concorda. "Agora?"

"Sim Ezra." Ela dá um gole do seu café.

Isso explica o gemido e o pequeno desconforto em estar sentada. "Tu és impressionante!"

Ela ri. "Impressionante é o meu nome do meio… então eu pensei que tu podias querer divertir-te um pouco com ele." Ela agita o controlo à minha frente.

Divertir-me com ele… eu ia torturá-la… fazê-la implorar. Peguei no comando. Comecei com o valor mais baixo, ela apenas se moveu mais desconfortável. Na segunda velocidade ela apenas olhou para mim desafiadora. Na terceira ela respirou fundo e sorriu para si mesma fechando os olhos, ficou corada e agarrou a mesa para manter a compostura. "Já me estou a começar a arrepender." Ela diz.

Eu parei. Ela passou a mão pelo cabelo ainda molhado e deixei-a terminar de comer. Assim que ela deixou os pratos na pia voltei a colocar na terceira velocidade. Ela gemeu e pressionou as pernas juntas. Estava a ser divertido sem dúvida. "Importaste?" Ela diz.

Eu aumentei para a quarta velocidade. Ela gemeu mais alto e curvando-se, então eu desliguei. "Desculpa… botão errado." Eu sorri para ela.

"Que engraçado…" Ela diz.

A campainha da casa toca. "Estás à espera de alguém?" Pergunto-lhe.

"Não." Ela diz com cara estranha percorrendo o caminho para a entrada. "É a minha mãe e o meu pai!" Ela diz vendo a imagem da câmara e olha para mim. "O que lhes digo sobre nós? Queres conhecê-los?"

"Tu não queres que eu os conheça?"

"Claro que sim, mas podia ser cedo para ti… apenas isso…" Ela diz carregando no botão para abrir o portão principal.

"Eu tenciono ser sério contigo, por mim qualquer altura é perfeita. A questão é… tu sentes-te à vontade para lhes dizer? Ou queres voltar a trás?"

"Não! Eu quero ficar contigo." Ela agarra a minha mão.

"Eu também!" Eu sorri para ela antes de lhe roubar um beijo.

Ela abriu a porta revelando os seus pais. Eles cumprimentaram-se antes de me repararem. "É um amigo?" A mãe dela pergunta.

"Na verdade, o Ezra é mais do que um amigo." A Aria diz e a mãe olhou para ela. "Ele é meu namorado." Desta vez tanto o pai dela como a mãe olharam para mim apreciativamente, como se a verificar se eu sou bom o suficiente para a sua filha.

"Porque nunca nos falaste sobre ele?" A mãe dela é a primeira a cumprimentar-me. "Chama-me Ella querido."

"Byron." O homem apertou-me a mão firmemente.

"Nós passámos por aqui para te perguntar se querias vir almoçar connosco, mas já vimos que estás bem acompanhada." A mãe dela acrescentou.

A Aria olhar para mim. "Queres ir ou ficamos os dois?"

Porque ela me colocou nesta posição na frente dos pais dela? Não podia dizer que não… eles pensaram que os quero evitar ou algo do género. "Porque não?" Disse.

Todos ficaram confortáveis com a minha escolha de palavras. Os seus pais pareciam bastante formais apesar do tratamento simpático.

"Podem esperar no carro. Vou apenas trocar de roupa." Diz a Aria.

Eles concordaram e saíram acompanhados pelo Mike que agora pedia a atenção deles. Cliquei no nº 3, ela arfou parando de andar. "Ezra!" Ela repreendeu. "Eu vou tirá-lo." Ela ameaçou.

Eu segui-a escada a cima até ao quarto. "Não, não vais. Se queres que eu vá a este almoço vais manter esse vibrador."

"Chantajem?"

"Não… mas não é justo eu perder a diversão."

"Está bem." Ela diz tirando a blusa e os calções. Por baixo ela tinha uma lingerie roxa muito sexy. Não consegui parar de lamber os lábios enquanto pensei em remove-la e em todas as actividades perversas que ela estava a merecer neste momento. O vestido preto que ela escolheu foi mais formal tal como o que os pais usavam. "Ajudas-me com o fecho?" Ela pergunta.

"Claro." Puxei o fecho e beijei-lhe o pescoço seleccionando o nº1. Ela apenas fechou os olhos e apreciou.

"Por favor… porta-te bem à frente dos meus pais." Ela suspira.

"Eu vou!" Beijei o seu pescoço novamente e desliguei o aparelho.

Ela prendeu o cabelo longo num penteado mais formal, colocou uns brincos de diamante e parecia outra pessoa. "Eles não sabem que eu frequento o clube. Eu não gosto de te pedir isto, mas… se eles perguntarem…"

"Queres que eu minta?" Pergunto compreensivo.

"Desculpa." Ela parecia envergonhada por me pedir isso.

"Eu não me importo Aria. Eu também não diria à minha mãe que te encontrei num clube."

Ela sorri. "Leva o casaco." Ela diz-me passando um produto de maquilhagem qualquer.

Peguei nele e vesti-o. "Estou bem?"

"Óptimo!" Ela beijou-me nos lábios. "Vamos lá!"

Ele seguiu-me escada a baixo. Fechei todas as janelas e portas e deixamos a moradia. Despedi-me do Mike por pouco tempo e entramos no topo de gama do meu pai. Sendo o Ezra um cavalheiro abriu a porta para mim.

O espaço do lugar entre nós dentro do carro estava a matar-me. Assim que o meu pai arrancou e começaram uma conversa o Ezra accionou a primeira velocidade do vibrador. Era suportável… podia facilmente manter uma conversa ou qualquer actividade, mas quando chega à terceira velocidade o caso muda de figura. Ele manteve, trocamos alguns olhares que ele sabia o significado. Eu preciso dele…


Obrigada pelo comentário EzriaBeauty! ;)

Imagens relacionadas no tumblr ;) shanalystuff

Eu sinto que esta história anda um pouco à deriva. Para além das ideias de cenas de ciúmes e gravidez o que gostavam mais? Pode mesmo ser relacionado com o rumo da história ou algum final inesperado.

Obrigada a todos!