Esta foi uma tarde de preguiça completa… eu e o Ezra estamos basicamente deitados na cama dele a assistir um filme. Ele abraçou a minha cintura e ocasionalmente beijava o topo da minha cabeça. A minha atenção não estava no filme, mas sim na segurança e no conforto que o Ezra foi capaz de me oferecer. Ele foi capaz de me convencer a dar-lhe a segunda oportunidade, o meu coração e o meu corpo precisam dele para viver em harmonia. Ele era a única pessoa para além dos meus pais que sinto que posso confiar. Eu podia dizer que não ia ser como antes, eu senti-o mais preocupado, mais presente para mim. Eu não quero guardar ressentimentos. Era o passado, foi isso que meti na minha cabeça. Ele tinha um certo direito de guardar esses maus momentos apenas para ele.
Eu aconcheguei-me mais nele, podia ouvir o coração dele num ritmo constante. Comecei a sentir as minhas pálpebras mais pesadas a cada segundo.
Ocasionalmente a sua respiração ficou mais pesada indicando que ela tinha adormecido. Coitada… deve estar exausta da longa semana e ainda esteve doente. Puxei uma manta sobre o seu corpo enrolado ao seu lado. Vou pedir-lhe para ficar esta noite, pelo menos posso cuidar dela.
Acordei quando não encontrei o calor do Ezra ao meu lado. Onde ele está? A luz da casa de banho estava apagada e o resto do espaço inabitado. Ele saiu? Em resposta à minha questão ele entrou no apartamento.
"Acordaste há muito tempo?" Ele pergunta.
"Não, foi agora."
"Eu fui arranjar o jantar." Ele diz. "E ainda comprei algo para fazer amanhã ao almoço."
Eu sorri. "Posso vir cá amanhã?" Pergunto.
"Eu não te tenciono deixar sair de qualquer forma." Ele piscou-me o olho.
"Posso perguntar-te uma coisa?" Eu ainda estava insegura se era uma boa altura para voltar a tocar no passado, mas eu queria esclarecer as minhas dúvidas. "Na verdade, é mais do que uma pergunta."
"Claro."
"A Jackie voltou para te encontrar ou tu foste à procura dela depois de terminarem?"
Ele parou de tirar a comida do saco e vem ter comigo sentando-se à minha frente. "Ela tentou ligar algumas vezes, mas eu não a atendi, bloqueei-a completamente da minha vida." Ele diz.
"Vocês podiam estar juntos agora." Eu comentei.
"Podíamos… tu também podias estar com outra pessoa… felizmente encontramos uma maneira de ficarmos juntos." Ele pegou a minha mão. "Posso fazer-te uma pergunta?"
"Sim."
"É sobre o Reynald… vocês alguma vez estiveram juntos? Porque ele é muito possessivo em relação a ti."
"No início tanto o meu pai como o pai dele eram amigos chegados. Sócios…" Ele compreendeu. "Então eu conheço o Reynald desde muito jovem. Ele sempre teve ela obsessão por mim, mas nunca tive nada com ele… ele era um autêntico saloio quando andava no secundário." Eu ri.
"Ouvi dizer que ele esteve na tua casa."
"Certo… ele esteve para falar sobre ti novamente a dizer que tu és uma fraude e um monte de parvoíces. Ele tem muito contra ti… acho que ele não suporta a concorrência. Como se ele alguma vez tivesse hipótese… nem que fosse o último homem na Terra."
"Então porque o deixaste ir a tua casa? Não podiam ter falado noutro sítio?"
"Querias que eu fosse à casa dele?"
"Não!"
Eu sorri. "Eu tenho de ter cuidado com o que ele diz e faz… ele tem alguma influência mediática. Ele pode simplesmente gritar aos 7 ventos quem tu és e se queres manter uma vida relativamente discreta temos de lidar com ele… na próxima vez que ele aparecer podes estar comigo, mas por favor não percas a cabeça."
Ele concorda.
"Não tens de te preocupar com ele… vai ficar tudo bem." Eu digo.
"Sim! É aí... contínua. As tuas mãos são mágicas." Ela diz.
"Sabes que quem não estiver dentro da situação pensaria que estamos a fazer outra coisa."
Ela ri. "Também podemos fazer isso depois." Ela dá a dica.
Eu ri. "Podemos?" Pergunto beijando a parte de trás do pescoço dela.
"Hum!" Ela aprecia e fecha os olhos.
Eu sorri para mim mesmo e continuei a massajar a parte superior das suas costas e pescoço. "Não queres tirar a camisola?" Pergunto-lhe.
Ela vira-se da posição deitada, senta-se e tira a camisola. Revela o sutiã rosa que tinha visto mais cedo. "Acho que isto pode sair também." Ela diz removendo o sutiã.
Eu suspirei ao vê-la, mantive-me quieto até que ela me deu um dos seus sorrisos em provocação e deitou-se novamente de costas para mim esperando a tão desejada massagem. Esta foi a segunda vez que ela provocou e não avançou para algo mais. Os dois podemos jogar o mesmo jogo... eu removi a minha camisola e levantei-me conseguindo o hidratante corporal que ela tinha deixado para ela na última vez. O suave aroma floral encheu o espaço assim que comecei a massajar a sua pele com o produto. Ela soltou pequenos gemidos em satisfação. Eu podia senti-la afrouxar, os olhos dela piscavam cansados.
"Se está cansada podes dormir." Eu digo-lhe.
"Não..." Ela diz. "Deita-te comigo. Vamos dormir os dois." Ela levanta-se novamente e tira o resto da roupa e deita-se nua. Eu removi também a minha roupa ainda maravilhado com o à vontade dela... ela nunca mostrou um pouco de vergonha em se expor. Seria um pouco ridículo ter depois de tudo o que já fizemos juntos, mas ainda assim esperei que ela ficasse menos confiante perto de mim. Eu nunca a forçaria a fazer alguma coisa que ela não quisesse... ela sabe disso e em troca ela sempre agiu assim despreocupada. Eu gostava disso, eu gostava de sentir o seu corpo exposto perto do meu sem ser de uma forma erótica, ela era linda apenas por si.
Deitei-me ao lado dela e deixei-a encontrar a sua posição, ela automaticamente ficou ao meu lado com a cabeça no meu ombro, a mão no meu peito e envolveu uma das suas pernas com as minhas. Abracei-a satisfeito com o conforto de a ter ao meu lado. Ela apenas se moveu para beijar os meus lábios. "Boa noite Ezra."
"Boa noite amor."
Obrigada pelo comentário EzriaBeauty!
Imagens relacionadas no tumblr ;) shanalystuff (podem fazer perguntas e comentários)
Obrigada a todos!
