A claridade entrou directamente anunciando a manhã, eu não era capaz de dormir com tanta luz. Tentei tapar a cabeça com o lençol, mas não resultou. Era inútil continuar a lutar, já dormi mais horas hoje do que na última semana inteira. O Ezra deve estar habituado, ele não se moveu uma única vez. Podia dizer que ele também anda cansado. Ele ri por vezes no seu sono, mas não desperta. Ele é muito bonito e pacífico quando dorme.
Senti um desconforto na minha barriga de repente, a leve sensação de estar enjoada. Corri para a casa de banho quando a senti aumentar. Foi inevitável... tudo o que comi foi fora. Lavei a boca removendo o sabor azedo. Eu tinha de saber o que se passa comigo... eu não me sinto bem de uma forma geral, dores de cabeça, cansada e nervosa. Amanhã tudo se vai resolver... saí da casa de banho.
"Estás bem?" O Ezra pergunta.
"Sim." Eu voltei a deitar-me com ele.
"Estás pálida."
"Não é nada."
Era tarde demais, ele já estava preocupado. "Eu posso levar-te ao hospital, isto já se arrasta há muito tempo... é a tua saúde." Ele diz.
"Eu pensei que tinha passado, eu tenho consulta amanhã não vale a pena ir ao hospital."
"E se amanhã for tarde demais?"
"Ezra..."
"Aria..." Ele pegou a minha mão e hesitou. "Existe alguma hipótese de estares grávida?" Ele pergunta.
"Não!"
"De certeza?" Ele pergunta. "Eu assumo Aria, juro que não te vou deixar."
Peguei a mão dele e levei-a ao meu braço para ele sentir o implante. "Eu sei que tu não me deixarias, mas sentes isto? É a minha pílula... e eu tive o meu período na primeira semana que não nos vimos."
Eu fiquei surpresa ao ver uma ponta de desilusão no seu olhar. Ele queria um bebé? Assim tão cedo? Eu não sabia bem o que pensar... não estou pronta para ser mãe ainda. Sou jovem e quero aproveitar enquanto posso levar uma pequena vida de vício sexual... uma criança tiraria muito de mim... não posso pensar nisso agora... não estou preparada para algo tão importante.
Sei que vou abdicar de tudo pelo meu bebé... é isso que as mães fazem. Eu não seria diferente, eu amaria ter um bebé com o Ezra. Não agora, mas talvez um dia. Eu toquei o seu rosto que voltou ao normal. "Talvez um dia." Eu disse.
Ele dá-me um sorriso, mas ele ainda parecia sério. "Avisa-me se quiseres ir ao hospital." Ele diz. Eu concordei. Então ele levantou-se, colocou os seus boxers esquecidos e foi para a cozinha fazer o pequeno-almoço. Eu podia senti-lo estranho. Será que ele ponderava tanto essa opção?
"Ezra...?" Ele não respondeu. "Ezra?" Eu chamei mais alto, ele virou-se.
Ele estava perdido nos seus pensamentos. "Sim?" Ele pergunta.
"Querias que eu estivesse grávida?"
"Eu quero um dia, ainda não estamos na altura ideal. No momento certo, quero ter uma família contigo. Eu amo-te, tu sabes isso."
Eu sorri para ele. "Sempre imaginei que as mulheres pensassem mais nisso que os homens. Pensei que ias ficas aliado por teres a certeza de que não estou grávida."
"Eu acho que senti um pouco de tudo." Ele diz colectando os itens para o pequeno-almoço. "Eu sempre quis ser pai. Sinto que seria um grande passo."
"Seria um passo enorme." Eu olhei para as minhas mãos. "Eu também sonho ser mãe, mas ainda não estou preparada para isso."
"Eu não te quero apressar, tu deves ser a primeira a sentir-se bem com a ideia. Eu apenas vou cuidar de ti a cada momento e sair dia ou noite para realizar cada um dos teus desejos." Ele ri.
"Eu imagino que seja assim. Eu sou muito exigente, tu já sabes que muitos desses desejos podem envolver ficares mais perto de mim."
"Essas hormonas seriam um perigo, talvez deva ter cuidado." Ele brinca.
"Oh... eu acho que podes gostar." Eu provoquei. "Podemos testar um desses desejos em breve, mesmo agora." Eu caí sobre a cama. Toquei o meu peito exposto e deixei a minha mão percorrer o resto do corpo desaparecendo por baixo do lençol. Ele lançou-me pequenos olhares. Eu não me estou a tocar, mas ele parece achar que estou.
Ele limpou a garganta. "Não estás com fome?" Ele terminou de fazer torradas.
"Estou faminta." Disse com tom de provocação antes de me levantar e mesmo nua lhe roubar uma torrada das mãos.
"Pára de me provocar." Ele falou ao meu ouvido.
"Eu não sei do que estás a falar." Digo inocente, enquanto colocava manteiga nas restantes torradas.
"Tu sabes bem do que estou a falar." Ele diz encostando-se a mim, a sua erecção estava pressionada contra o fundo das minhas costas.
"Hum… isto?" Eu levei a minha mão até ele, afagando o seu membro sobre o tecido fino dos boxers. Isso resultou em vários gemidos dele. "Parece que acertei." Ele apenas concordou com a cabeça, muito atento ao prazer que eu lhe estava a dar. Eu sorri, não apenas pelo prazer que sinto em dar-lhe prazer, mas porque ainda tenho a capacidade de o fazer ofegar por mim em segundos. As minhas provocações sempre o atingem no nervo certo e eu adoro tirá-lo da linha. Fazer dele o meu menino mau, o professor severo ou até o romântico incurável.
Gosto quando ele toma o comando, mostre quem manda... como fazer o meu corpo tremer por ele. O seu toque, os seus lábios… eu posso me perder muito facilmente. Eu nunca gostei que um homem o fizesse dessa forma, mas com ele parecia especial, quase mágico. Parece que a partir do dia em que o Ezra me tocou nunca mais fui a mesma. Como se fosse uma flor que desabrochou para o seu sol, é assim que me sinto. O Ezra é quem me guia, a razão para que eu vivo… eu amo-o… e talvez nunca me tenha sentido o nosso amor tão forte.
A necessidade de ambos é gigantesca neste momento. O Ezra apenas usou um pouco da sua força para me prender contra o balcão, acariciar a minha cintura e anca e beijar o meu pescoço enquanto eu ainda passo a mão sobre o tecido dos seus boxers. As suas mãos começaram a explorar ainda mais quando os nossos lábios encontraram o seu caminho e as nossas línguas começaram as suas caricias. Eu afastei-me com um gemido quando ele levou a mão até o meu sexo e friccionou a área para meu prazer.
Isso foi subtil, mas eu puxei a única peça de roupa que me separava do seu pénis e fui capaz de o acariciar correctamente. A tensão foi mais forte, o desejo era notório nos seus olhos. A respiração dele foi aumentando com as minhas caricias mais eficientes. Eu sabia exactamente o que o ia levar à loucura. Eu queria agradá-lo.
Eu tomei as rédeas e empurrei-o para trás até o sentar numa das cadeiras. Ele parecia hipnotizado em cada movimento meu. Ele estava atento a mim, mas não aos meus olhos. "Vou fazer algo que tu adoras." Digo-lhe mordendo o lábio, a sua atenção estava no meu olhar. Isso tornou-me ainda mais consciente do seu desejo crescente.
"Vais montar-me babe?" Ele pergunta.
"Talvez mais tarde." Captei novamente os seus lábios nos meus antes de me ajoelhar à frente dele. Bombeei a sua erecção mais algumas vezes e dei alguma atenção especial aos testículos. Ele gemeu e eu lambi a ponta do seu pénis como se fosse um gelado.
"Oh… Ariiaa babe!" Ele tremeu ao meu toque. A sua respiração ficou irregular e ele lançou a cabeça para trás. Eu fiz o meu gesto novamente. "Eu não esperei que… fosse isso." Ele diz ainda não mantendo o contacto visual.
Eu não me movi por alguns segundos o que o fez olhar-me, os seus olhos bateram nos meus e eu provoquei lambendo desde da base até à ponta. Os nossos olhos não se afastaram por um segundo enquanto ele ainda tremia ao meu toque.
"Vou lamber-te como se fosses um gelado. O que achas?" Eu provoquei com voz de veludo.
"Sim, sim!" Ele parecia ansioso.
"E depois vou fazer isto!" Eu suguei o seu pénis para provocar.
"Sim! Por favorrr!" Ele arfa, mas não tira os olhos dos meus.
Eu comecei a lamber todo o seu comprimento e deleitei-me com a sua reacção e com o fogo no seu olhar. Ele respirava com dificuldade, os gemidos e tremores foram intensos. Eu comecei a sugar, ele prendeu o meu cabelo. Isso era muito sexy… eu adoro a sensação da sua mão no meu couro cabeludo. Ele não tentou controlar os meus movimentos, simplesmente me acariciou.
"Aaaria! Estou… perto!"
Eu suguei no momento exacto em que ele encheu a minha boca com o seu sémen.
Eu ainda não estou satisfeita…
Imagens relacionadas no tumblr ;) shanalystuff (podem fazer perguntas e comentários)
Obrigada a todos!
