Capítulo XVI – A Pureza de Uma Rosa.
É incrível a capacidade que uma pessoa tem de mudar uma vida, uma história. Há dias que não se sentia muito bem, muitas emoções para uma única semana e, quando Virgínia realmente havia dado um rumo a sua vida, tudo dava novamente uma guinada de 180°. O amor tem essa capacidade de transformar tudo que toca, mas ela não esperava que a sorte fosse bater a porta dela.
Sentia-se plena ao lado de Draco, havia se passado duas semanas e eles permaneciam grudados, esquecendo de família, de passado, de qualquer coisa que pudesse os afastar. Agora as manhãs eram sempre de Sol, por mais que chovesse, e o dia parecia sorrir para a ela. E o responsável disso tudo era ele.
O que mais lhe incomodou foi o fato de Luna pedir demissão, não esperava que ela fizesse isso. Tudo bem, que até mesmo ela havia cogitado essa idéia, mas sabia que a loira precisava do trabalho, por mais que seu pai tivesse um jornal e ela se mantinha com o dinheiro que recebia do Ministério, como contadora daquela respectiva área. E por também ser especializada em Pedagogia, tinha facilidade em ajudar Gina em seu trabalho como Orientadora.
Suzan havia ficado radiante com a noticia, afinal era o que mais queria era vê-la com o Draco desde o inicio. Blaise parecia muito satisfeito em vê-los juntos também, eles agora formavam o quarteto fantástico e sempre saiam juntos. As brigas entre os casais, eram divertidíssimas, e ao fim da noite o destino era sempre o mesmo: cada um pra o apartamento de sua respectiva namorada.
- Gina, alguém ta te esperando lá fora. - disse Keith, para a ruiva que estava lendo um conto para as crianças. No mesmo momento os olhos dela brilharam em expectativa. Saiu da sala, às pressas.
- Suzan? O que se passa? – indagou visivelmente desapontada.
- Nada, só vim aqui para ver a sua cara de decepcionada! Tava esperando por um loiro alto e prepotente e, encontra essa...
- Morena, baixinha e prepotente. – cortou a amiga, e riu ao vê-la fechar a cara.
- Prepotente é? Tudo bem! Não vou dizer então o que estou fazendo aqui! – disse fazendo biquinho.
- Está bom, ok! Você venceu! O que está fazendo aqui? - perguntou olhando para a sala onde as crianças estavam.
- Eu vim te seqüestrar! – respondeu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Como? Seqüestrar-me? Você não está bem! Hoje é o dia mais movimentado por aqui. Não tem como eu dar escapadinhas do trabalho em plena sexta feira! E fora, que não tenho mais ninguém para me cobrir, ou seja, ninguém pra tomar conta das crianças.
- Pois é, eu já havia pensado nisso! Falei com seu chefe, e ele me autorizou a te levar... E quanto às crianças, a Keith agora é sua assistente. Vamos que você precisa se arrumar. – disse a empurrando em direção a porta da sala.
- Meu Merlin! O que você está aprontando! Espero que não tenha o dedo do Draco.
- Acho que as aulas com a Sibila te fizeram bem... - respondeu Suzan a porta da sala, olhando as crianças beijarem a face da amiga. – Você leva tanto jeito com elas... - disse assim que saíram da sala.
- Isso se deve ao meu trabalho, não seria de outra forma. É impossível não gostar de crianças, sabe, são seres cativantes. – disse entrando em sua sala, procurando a bolsa.
- Se você estivesse grávida, acho que seria uma ótima mãe. – disse Suzan abrindo a porta para a ruiva passar.
- Prefiro que continue assim. Fora que o Draco não gosta de crianças, acho que não aceitaria bem a idéia.
- Não há nada que você não possa mudar. O Draco ama você, Gina. Ele te olha de uma forma tão cálida, o que me surpreende vindo de um Malfoy. As pessoas mudam quando amam, veja o meu caso, sempre me enjôo no segundo mês de namoro. Porém com Blaise, tudo parece melhor. Não é só por ele estar sempre comigo, é como se ele me entendesse. Ele é o que você é para mim, amiga. Um porto seguro, e sinto que o Blaise mudou muito também... O Draco também pode, basta você o ajudar. - disse calmamente, assim que deixaram o edifício, olhando para a rua movimentada animadamente.
- Você realmente está apaixonada! E quanto a mim e o Draco... Tudo é uma questão de tempo. – disse a ruiva maliciosamente.
- É assim que se fala!
- E você quando vai me dar um afilhado? - a morena não respondeu, mudando logo de assunto. Gina sabia que a amiga tinha dificuldade em criar vínculos e que filhos significavam uma responsabilidade e uma dedicação que, talvez ela não conseguisse lidar.
Havia arrumado tudo na mansão. Agradeceu aos deuses por estar sozinho, assim poderia pensar sem que ninguém se intrometesse. Esse mês havia sido maravilhoso e assustador. Sabia que o motivo de toda a sua felicidade, significava a sua desgraça. Virgínia... Mais uma vez esse nome repetia em sua cabeça, como um mantra. Sentia uma vontade louca de sempre estar com ela. E sabia que tudo isso era a comprovação de que, todos esses anos separados, só serviram para amadurecer o sentimento que nutriam, mesmo sem saber. Ria a lembrar como tudo voltou ao seu lugar. Estava na praça de frente ao trabalho de Virgínia, ficaria ali, esperando por ela, queria ter a oportunidade de falar tudo que estava entalado, de jogar na cara dela que estava muito melhor sem ela... Como se isso fosse verdade, mas quando a viu sentada frente a uma fonte com os cabelos voando sobre a face, qualquer pensamento ruim se dissipou... Ela parecia à mesma menina sonhadora que ele conheceu em Hogwarts, a mesma que o fez abrir mão de uma vida de promiscuidade, a mesma que lhe ensinou a olhar o que há dentro de uma pessoa... Mesmo assim, eles brigaram. E não pôde controlar seu coração quando ouviu a ruiva dizer que gostava dele. Aquele fora o momento mais angustiante que já passara. Não sabia o que faria, mas a dúvida não se prolongou. Fez o que achou mais sensato: a beijou.
Era sempre assim, tudo começava com um beijo. Palavras complicavam a relação. Eles se entendiam mais pelo toque, pelo olhar... A conhecia como ninguém, apesar dos anos que ficaram afastados. Sua relação com Luna fora mais um passatempo, mais um engano. E terminar com ela foi fácil, tanto que até estranhou. Como uma mulher não se sente arrasada em ser deixada por ele? Talvez ela já imaginasse, mas algo dizia que havia mais coisas de que ele não sabia. A única manifestação da loira foi um simples "Seja feliz, então"... muito estranho. Mas no momento fora o suficiente para o deixar aliviado. Não que se importasse com os sentimentos de Lovegood, ou que ela fosse empecilho para alguma coisa. Embora, tivesse uma atração forte por ela, tudo se resumia a isso. Contudo, sabia que se continuasse com a loira, ou se ela se manifestasse contra a separação. Gina ficaria abalada... "Tinha que ser grifinória!" - pensou.
Tudo resolvido, meses juntos. Tudo em perfeita harmonia. Hoje havia tomado uma decisão: a pediria em namoro. Queria que todos os Weasleys, e por conseqüência, o Potter, soubesse que estavam juntos. Precisava disso. Era como se fosse uma garantia que tudo desse certo. Pediria a ajuda de Suzan, só uma mulher pra entender o que uma outra realmente quer... Plano armado. Agora só faltava executá-lo.
- Não sei como uma pessoa pode ser tão enrolada como você, Virgínia!- disse a amiga se referindo a ruiva que estava com mais de seis vestidos na mão e ainda não havia se decidido. – Coloca qualquer coisa... Mas tem que ser sexy, e não muito formal. Algo que combine com isso. – disse mostrando uma blusa de seda na cor rosa chá.
- Hum... Não sei, acho que vai ficar frio. Mas eu posso colocar casaco branco, o que acha? – a morena apenas afirmou com a cabeça. – E essa calça, o que você acha?
- Uma graça, parece mais uma menina de quinze anos... Mas se bem, do jeito que você é, até que combinou. – respondeu Suzan debochada.
- Acho que a convivência com o Blaise está te afetando demais- a morena apenas suspirou, enquanto terminava de arrumar o guarda-roupa. – Olha, eu até concordei sair do trabalho, procurar uma roupa legal, mas você me prometeu que diria o porquê disso tudo e então?
- Draco Malfoy. Essa é a resposta pra todas as suas perguntas. – sorriu Suzan com uma caixa nas mãos.
- Eu sabia! Só não entendo... - não pôde concluir o que dizia, foi cortada mais uma vez.
- Bem, já são quase cinco horas! Vamos você ainda nem tomou banho. - empurrou a amiga em direção ao banheiro da suíte e enviou um pergaminho a Draco.
Olá Draco,
Fiz tudo como combinamos, agora só depende de você, quer dizer de vocês.
Espero que tudo dê certo! Ah! Não esqueça do que eu te disse quanto a bebidas, hein!
Ela está no banho agora, o que significa que quando você ler essa carta, você já pode aparatar aqui.
(Espero estar longe neste momento, afinal já posso ver a linda cena de vocês dois... Um grude!).
Abraço,
Suzan R.
Ps: se o Blaise estiver com você, pede pra ele ir ao "lugar". Não se preocupe ele sabe o que estou falando.
Olhava-se no espelho, e sorria. Sim, estava se permitindo sorrir.Tudo havia sido perfeitamente planejado pra não sair errado e, pelo visto nada sairia do seu controle. Estava vestido de preto com uma grava prata por cima. Os cabelos caiam displicentes em seu rosto e, seus olhos pareciam conter um brilho jamais visto. Olhou pela centésima seu reflexo, agradecendo a Slytherin por ser tão perfeito... Ouviu uma batida na janela, reconheceu a coruja de Gina. Leu o bilhete da amiga dela. E mais uma vez sorriu. "Suzan é a mulher perfeita para o Blaise, mesmo. Até nas piadinhas sem graça...".
Uma voz atrapalhou seus pensamentos:
- Feliz é? Deixa, eu pensar... - o homem fez cara de quem estar pensando. - Bem acho que já sei o porquê! - disse o moreno sorrindo. – Deve ser por que hoje vai encontra a ruivinha, né!
- Eu juro que eu ainda te mato, Zabine. Que mania horrível! Você sempre entra assim no meu quarto... Bata a porta! O que lhe custa, fazer isso! – o loiro parou por instantes e, continuou. – Já sei! Você não bate a porta, pois sacrifica os poucos neurônios que existem em sua cabeça? É deve ser isso!
- Você nunca muda, né! – afirmou o moreno sentando displicente na cama.
- Pode saindo da minha cama. E a propósito, a sua namoradinha disse que era para você ir ao "lugar". – disse o Draco, e como se lembrasse de alguma coisa, continuou. – Que lugar é esse, hein? Não, não me diga. – sorriu maliciosamente.
- Não faremos nada, que você e a Virgínia não venham a fazer. – o loiro não disse nada, apenas sorriu como resposta e aparatou em seguida.
Depois do banho entrou no quarto se deparando com uma caixa enorme em cima da cama.
Oi Vi,
Essa noite será muito especial, por essa razão deixo esse presente pra você!
Espero que goste. Achei muito parecido com o seu jeito... afinal, eu não deixaria você ir vestida com aquela roupa que você escolheu. Desculpa amiga, mas é verdade. Você NÃO é mais uma menina e a ocasião pede algo mais...você entendeu!
Por tudo que você é para mim!
A família que eu nunca tive, a pessoa sempre presente.
A minha melhor amiga, a pessoa mais fiel e companheira que conheci!
Não há nada que me deixe mais feliz, do que vê-la com o Draco.
Essa noite promete, amiga!
Bjinhos,
Su.
PS: Não pense em nada, deixe o teu corpo te levar...
- A Suzan é maluca!Me faz escolher uma roupa à toa... Deixa-me abrir logo isso. – desfez o laço de cetim azul e abriu a caixa.
Havia um vestido rosa claro dentro dela. Vestido fininho e, bem solto. Um pouco acima do joelho. E bem apertado na altura dos seios. Riu ao ver o decote simples, mas insinuante. O que Suzan classificava como: "Olha pro meu decote e eu tenho tudo o quero de você!". Vestiu o vestido e viu que lhe caia perfeitamente, exceto na altura do colo, que parecia apertar demasiadamente. O que com certeza, fora calculado por sua amiga. A parte de trás do vestido era trançada, e como estava frio gostaria de colocar um casaco por cima. Só não sabia qual combinaria.
Perfumou o corpo inteiro com uma fragrância floral, e optou por não usar nenhuma maquiagem pesada. Apenas lápis e gloss. Os cabelos soltos e com cachos pequenos, presos de um lado com uma presilha de pedras brancas, as sardas muito evidentes, enfeitavam o seu rosto. Calçou uma sandália branca, que amarrava por toda a altura do seu tornozelo.
Penteou o cabelo para frente de modo, que os cachos caíssem em seu colo.
- Será que toda essa arrumação é pra mim? – perguntou o loiro divertindo-se com a cara de espanto da ruiva. – Dizem que mulheres demoram a se arrumar, nunca pensei que fosse tanto assim. – sorriu fracamente ao vê-la caminhar em sua direção.
- Hum... Não sei sabe, acho que vou sair sozinha por aí. Quem sabe eu não conheça alguém interessante...
- Prazer, Draco Malfoy. - disse prontamente a fazendo rir. Puxou-a para si, e ajeitou a mecha de cabelo dela atrás da orelha. Sorriu da maneira com que ela corava, parecia que o tempo havia voltado. Voltado há cinco anos.
- Pra onde nós vamos? – perguntou a ruiva olhando profundamente nos olhos metalizados.
- Vamos pra onde você quiser... - respondeu o loiro, puxando-a para um beijo. - Eu estava com saudades suas, pequena.
- Hei! Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não sou pequena! - disse desvencilhando dos braços dele, com as mãos nas ancas. - É você que é todo grandão e...– disse fazendo manha. – Não gosto de pequena! Minha mãe é pequena, eu sou até alta, sabe. Mas não como você nem como essas mulheres que andam...
- Eu não me importo, pequena. Eu gosto de você assim mesmo. Com esse jeito de menina, todo grandão... Só você mesma. Se bem que isso é verdade, eu sou todo grandão. - respondeu olhando como se pudesse a devorar.
- Draco! - disse dando uma tapa de leve nas costas dele.
Música de fundo. Um cheiro envolvente no ar. Ambiente pouco iluminado, com uma cama na parte central. Um espelho enorme frente a esta, refletindo a imagem de um casal.
- Não sei por que você gosta tanto de vir aqui, Su. – comentou o moreno, acariciando a curvatura do pescoço da mulher com os lábios.
- Pensei que parecesse óbvio. Eu gosto de vir aqui, pois me lembro da nossa primeira noite. - respondeu um pouco introvertida, como se estivesse incomodada com a situação.
- Essa é a primeira vez que te vejo envergonhada... – disse brincalhão para descontrair, ajeitando-a melhor em seus braços.
- Blaise, eu preciso falar uma coisa para você, mas não sei como... – disse séria, olhando nos olhos extremamente azuis do homem, desviando em seguida.
A expressão de divertimento fugiu a face do moreno, tomando uma de preocupação. Seu sangue gelou. E teve um medo do que ela poderia dizer. Pela primeira vez, se viu intimidado. E seu coração disparou tão forte, que nem se Voldemort colocasse a varinha em seu peito despertaria tal sensação...
- Pode dizer, estou preparado. Mas antes, eu quero que você saiba uma coisa. - ela olhou incerta para ele, medindo cada reação. - Eu amo você. E merlin sabe, o quanto é difícil eu admitir isso. E se você quiser ir embora, eu entenderei. Eu não vou dizer que não vou me abalar, mas eu quero que você seja feliz e... – Suzan o cortou:
- Eu amo você Blaise, mas...
- Você não precisa explicar eu vou entender, se você me dei... - foi interrompido novamente.
- Eu estou grávida. – disse se encolhendo como um bichinho indefeso.
- Como? - perguntou mais alto do que pretendia. Não que estivesse infeliz com a idéia, mas é que seu cérebro bloqueava quando estava nervoso.
- Olha, Zabine. Eu não estou pedindo nada, estou apenas comunicando. Eu sei que tudo isso é precipitado e, que é assustador. Mas não me diga que você não sabe como essa criança foi parar aqui dentro! - a resposta foi um beijo apaixonado.
- Eu... não queria que fosse assim. – disse ainda cabisbaixa.
- Foi inesperado, e totalmente apavorante. Porém somos adultos, e bem isso até me facilita...
- O que você está querendo dizer com isso? – perguntou à morena, como resposta o homem levantou da cama e remexeu a capa.
- Suzan, não era para ser hoje... Porém agora acho que vêm a calhar. – abriu a mão revelando uma caixa pequena vermelha. – Quer casar comigo?
- Eu - eu não acredito, eu... aiiiii! Eu quero, é lógico! – olhou deslumbrada para o anel de brilhantes, que logo deslizou por seu dedo. Olhou para o moreno e o abraçou. – é tão lindo.
- É... mas eu ainda sou mais.
- Seu bobo! - disse beijando intensamente. Logo estavam se amando, e se entregando ao amor que cada vez era maior.
O jardim impecável e imponente se vazia brilhar até mesmo na noite. Flores e plantas de diversas espécies ornamentavam a fachada principal da Mansão Malfoy. O carro havia diminuído a velocidade consideravelmente, para alívio da ruiva. Não sabia como o loiro poderia dirigir tão rápido, parecia mais um nôitibus.
Ele parou o carro, acionando o encantamento automático, e abrindo a porta para Gina passar.
- Obrigada! – disse sorridente. Sendo abraçada em seguida pelo loiro.
Entraram na mansão, e foram direto à sala de jantar. A mesa já posta para dois, como a ruiva já havia previsto no caminho. Sabia que ela já tinha planos pra essa noite, por isso deixou que ele a conduzisse. Tudo parecia ocorrer da maneira mais perfeita, mas não podia conter a ansiedade crescente só de pensar, no real motivo de estar ali. O que ele queria? Na verdade, não tinha como saber. Draco era uma caixinha de surpresa... E era justamente isso, que a fazia suspirar todas as noites. Ele era diferente, tinha um ar de mistério que seduzia. Ela sabia que sempre estaria presa a ele. E que nada que acontecesse dali por diante a faria mudar de idéia.
- Acho que você não conheceu direito a minha casa, não? – surpreendeu-se ao ouvir mencionar Mansão dele, como uma simples "casa", que nem se deu ao trabalho de responder. – Vamos, quero lhe mostrar o jardim dos fundos.
Caminharam por entre as mais diversas plantas, todas muito bem cuidadas. Avistou ao longe uma estufa, bem menor do que a de Hogwarts, mas ainda assim, era grande. Admirou quando Draco puxou-a pela mão em direção a ela.
Em seu interior, havia rosas. Apenas rosas. O que era muito estranho, quem faria uma estufa para criar rosas?
Antes mesmo que pudesse perguntar, o loiro começou a explicação:
- Você deve estar surpresa por que aqui só há rosas, não? – perguntou arrastadamente. – Rosas... Elas tão frágeis a quem se ver, mas quando se toca, descobrimos o contrário. Os espinhos. A beleza pode enganar, e essa é uma das marcas da família da minha mãe. Os Blacks. Não sei se você sabe, mas a minha tia, foi uma das mulheres mais lindas de Hogwarts, sem escrúpulos, mas linda. E as rosas são assim...
- É por causa disso? – perguntou a ruiva incrédula, olhando atentamente rosa por rosa. Vendo que elas pareciam ter um atrativo, como se induzisse a pessoa a tocar nelas.
- Não, não por isso. Essas rosas são raras. São como herança de família. São capazes de fazer as poções mais terríveis... - disse o loiro, quase rindo da expressão de apavorada do rosto da ruiva.
- Por que você me trouxe aqui? – perguntou confusa e receosa.
- Eu queria te mostra uma coisa! - respondeu sorrindo, puxando-a novamente pela mão.
Andaram alguns passos até chegarem ao fundo da estufa. Lá havia uma redoma, e uma única rosa sendo protegida por esta.
- O que tem de especial essa rosa? – olhando fascinada para a rosa branca, que de tão clara chegava a cegar os olhos.
- Essa é a Virgínia... - disse o loiro simplesmente.
- Virgínia? - indagou incrédula, olhando a face de contentamento do loiro.
- O nome dessa rosa é Virgínia. Ela é tão rara e como o nome já diz pura. Ela tem os mesmo princípios ativos das lágrimas de uma fênix. Podendo assim curar.
- Nossa! Ela é tão linda... A flor mais linda que já vi, mesmo que antes eu não gostasse de rosas. – o loiro sorriu mais uma vez.
- Minha mãe dizia o mesmo. – ela retribui o sorriso.
- Mas por que essa redoma em sua volta? Não faz mal? - perguntou a ruiva, com os olhos pregados na rosa.
- É necessário. É pra protegê-la. Ela é um antídoto para todas as outras rosas, e sua pureza e capaz de fazer com que todas as outras percam a vida.
- Entendo. Engraçado, eu nunca soube dessa rosa. Em nenhum livro e, nem tampouco lembro de ter estudado em Hogwarts, afinal ela tem o meu nome, eu lembraria. – disse se sentando perto de uma das roseiras.
- Como eu já havia dito, isso é um legado de família. Por isso não é de fácil conhecimento. – respondeu sério, sentando ao lado da ruiva. – Só uma Malfoy pode abrir essa redoma.
- Sei... - disse ainda impressionada com a beleza da rosa. – Por que você me trouxe aqui? - perguntou virando o rosto na direção do loiro.
- Ainda não percebeu? - ela meneou negativamente com a cabeça. - Pra mim, você é como essa rosa, pequena. Rara e pura. Quero te proteger, quero que todos saibam que você é minha. Que você é minha namorada.
- Isso é um pedido de namoro? - indagou com um sorriso incerto.
- Veja como quiser. Mas eu prefiro que seja como uma constatação. Afinal, já somos namorados, exceto para sua família e...
- Você está disposto a falar com eles? – estava cada vez mais incrédula. Se fosse um sonho não queria acordar, não mesmo.
- Estou. – antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, ele a puxou demonstrando tudo que não conseguia falar, com atos.
Era como se houvesse mágica naquele instante, os lábios grudados e insaciáveis. Em uma dança frenética em busca do amor pleno. Aos poucos o beijo cessou. E a face da ruiva estava quente, como sempre ficava. O que combinava com os cabelos rubros. Ela era sim perfeita, aos olhos dele.
- Eu nem acredito, que depois de tanto tempo estamos aqui. Juntos. – sorriu para ele, um sorriso que alcançava os olhos.
- Acho que podemos terminar de comemora em outro lugar. - tentou parecer sutil, mas não conseguiu.
- Então vamos. - nunca poderia imaginar que ouviria a ruiva concordar. Sem ao menos corar? Não ficou se perguntando mais. Saíram abraçados da estufa, direto para o quarto dele na mansão Malfoy.
Sentia alguma coisa passando pelos seus pés, como estava com muito sono não sabia ao certo se seria efeito de uma noite mal-dormida (ou seria bem dormida?) de sono.
- Aí... que isso? - abriu os olhos e deparou-se com o loiro fazendo massagem em seus pés. – Eu odeio que mexam nos meus pés, e você sabe muito bem.
- Eles são tão pequenos, cabem diretinho em minhas mãos... São rosados na sola, e seus dedos são gordinhos. – disse ignorando os protestos da ruiva.
- Nossa! Eu nunca vi ninguém analisar tanto meus pés. Sabe não é uma parte do corpo da qual eu ache interessante e... - parou de falar ao ver o olhar inquisidor do loiro.
- Interessante? Bem, você tem muitas partes interessantes, algumas inclusive que este lençol está escondendo.
- Pára, Draco! - disse corando. - Pra que você me acordou? - perguntou puxando a coberta pra si.
- Eu trouxe o teu café da manhã, mas não vá se acostumando. - disse lhe entregando a bandeja.
- hum... sei... Pode dizer Sr. Malfoy,o que eu vou ter que lhe dar em troca? - perguntou encostando-se ao tronco nu do loiro.
- Você sabe o que eu quero. - recebeu um tapa como resposta. - Hei! Eu ia dizer que eu quero conversar com os seus pais.
- Isso é sério? - perguntou incrédula.
- Eu pensei ter deixado isso bem claro ontem na estufa... - ele não pôde concluir pois seus lábios foram pressionados pelos da ruiva.
- Eu te amo. – ela disse assim que separou para tomar fôlego.
- Eu sei, pequena. – disse sorrindo da cara de decepcionada dela. - pois eu também te amo, por mais louco e insensato que isso pode ser. Afinal, eu não encararia aqueles brutamontes de cabeça de fogo, se você não fosse especial...
Ela sentiu um arrepio assim que olhos nos olhos dele. Sentia a verdade de anos atrás. Sentiu-se plena. Sentiu-se entregue.
------------------------------ Final do décimo sexto capítulo. --------------------------
N/B: Coisa linda isso da rosa e do Draco apaixonado, dos pombinhos Blaise e Su com bambino na parada (quero ver só a cara do Draco e da Gina quando souberem da novidade), e só faltou mesmo a NC pra ficar perfeito, miga! Mas parabéns, cada dia melhor... cada dia muito, muito feliz o nos preparando para as tempestades, ai meu deusinho! Mas é isso, espero que não demore tanto de escrever o próximo cap porque estou curiosa com o Draco pedindo a Gina em namoro para a família. Beijos e abraços, Ly!
N/B feita. Ah, migaaaaaaaaa, eu tô com saudades da DM, e da OH nem se fala! Espero que tenha tempo agora, que está de férias...
Biejos, te amo.
Lady Ly.
N/A: Oieee, desculpa pela demora... Sabe, já estou até me acostumando a pedir desculpas por demorar com os capítulos, credo! Bem, esse capítulo está tão feliz... Mas bem, como eu já havia mencionada antes essa fic vai até o capítulo 20 e talvez tenha um epílogo, talvez! Se estamos no dezesseis, eu AINDA posso fazer algumas maldades sorriso maléfico. Bem, espero que tenha gostado da Suzan grávida, eu amei isso! Ah...Torçam por mim, pessoas, o resultado da minha prova saí dia 17, aff! Ok! Preciso de muita torcida porque nem fui muito bem. Estou tão triste, a Ordem Potteriana acabou, muitos nem devem saber quem são, pois é um grupo do Rio. Porém os integrantes são muitos conhecidos no fandom. Mas devido a término desse grupo, não haverá mais Potter Rio, que era um dos eventos mais bacanas que tinha. Estou arrasada! Vou pra Sampa, vou morar lá...Aí, não perco os eventos..Ainda mais com a FEUPO...aff!
Antes dos agradecimentos coletivos, esse capítulo COMO SEMPRE, foi betado e revisado por Ly Anne Black, leiam as fics dela. São super! Muitos shippers, vários gostos e tipos...
Jullia Malfoy: Oieee! Ah...fiquei radiante quando você disse que amou o outro capítulo, sou tão insegura quanto a isso, obrigada mesmo! E a cena toda foi total colaboração da minha beta que ajudou tantooo! Agradeço muito mesmo, lindinhaa. Bjinhos.
Miaka: Oiee... Vc me dá um trabalho com suas reviews, não me entenda mal. Mas é que eu tenho vontade de responder as suas perguntas, e não posso. Mas a Suzan realmente foi muito orgulhosa não querendo morar com ele, mas ela não é fácil mesmo. Se bem que com o filho, vai ficar impossível! É o Draco estava usando bem a Luna e a Eliza, porém agora terminou tudo com ela e está feliz ao lado da sua ruivinha. Fica tranqüila que as suas perguntas terão respostas nos próximos capítulos. Bjinhos!
Ly: Oiee, minha betinha linda do coração. Cada vez fica mais difícil atualizar e escrever, né? Esses bloqueios filhos da mãe...Puxa! O Capítulo doze de DM não saiu ainda, mas logo estarei te mandando, eu acho. E estou pensando sobre a Becca...Não sei, estou ficando má. Acho que vc e a Lou terão surpresas pela frente. Bjinhos,
Franinha: Olá, fiquei tão feliz que tenhas gostado do outro capítulo. E nossa, dessa vez eu REALMENTE demorei. Mas bem sabes o porquê disso. Uma loucura, uma correria... esta é minha vida agora. Aff! Ainda bem que consegui logo postar o capítulo dezesseis, e o dezessete não irá demorar tanto, espero. Bjinhos,
Miracles: Oieee, fico com coração na mão quando leio as tuas reviews, sempre me pede para não demorara a atualizar e não ando cumprindo, né? Desculpa, eu só má, mas não tão máaaaa... esse capítulo está feliz, o que não garante que os próximos sejam. Bjinhos,
Jessy Malfoy: Oi, nem te encontro mais no MSN, ou será o contrário? confusa Bem a reconciliação ta durando, agora não sei até quando e o que você falou na review...Calando os dedinhos. Bjinhos e vê se aparece, estou com saudades!
aNiTa JOyCe BeLiCe : Oiê, bem você não foi a 101, foi a 102, mas de qualquer forma muito importante pra mim. Obrigada mesmo por acompanhar a fic. E então gostou deste capítulo? Aproveita o romance, pode ser que acabe saí assobiando Bjinhos,
Lou Malfoy: Migaa, você sabe muito bem que sou péssima com reconciliações, gosto mesmo é de separar risadinhas E o bônus Suzan e Blaise, acho que nem vai rolar o/ Não tenho tempo para escrevê-los, não mesmo. E a fala do Draco, você e a Aninha gostam das falas que eu escrevo para o rapaz, né! Eu acho tão sem sal, mas bem se vocês gostam... O próximo capítulo tem todo mundo, Ciccy, avô do Draco, Becca, todos! E miga meu sorriso não é bonito, eu USO aparelhos, e não fico bem com eles. Dessa vez, a resposta nem será a altura pois tenho que atualizar e o tempo, como sempre, é curto! Obrigada por tudo migaa! Bjinhos,
Bruna Lupin Black: Oi amora, quanto tempoo! Bem agora tem cenas tchucas como vc diz do Draco e da Gina, não! E bem, o Blaise e a Suzan jamais desaparecerão da fic, não, não! E bem o parágrafo do abraço da Ciccy com o Draco eu já queria fazer há tempos, aí aproveitei e o encaixei. Ainda bem que você gostou. E sim, eu acredito que você pretendia colocar a música da Ana Carolina, até porque é muito DG. E sim, apesar do Draco ser um Malfoy nojento, ele se declara às vezes... Nossa, eu não atualizo há tanto tempo, que quando você me mandou esse review, nem sua beta eu era ainda... Tanta coisa mudou desde daquela época, não? Bem, obrigada pelo review, com certeza amei cada pedacinho, mas o ff/net não postou todo cara de raiva. Obrigada pela força, miga! Bjinhos,
N/A:Obrigada ao lindinhos que mandaram email, se eu esqueci de responder alguém, sorry! Não foi por mal. Bem, não se esqueçam da minha review, parece que tdos estão de complô e se esquecem de mim que me mato escrevendo chantagista. Mas é sério, submit review, gentee!
Bjinhos,
Rafinha Malfoy
