N/A:Essa nota é de agradecimento a Deus por ter me dado uma amiga tão maravilhosa e que sempre beta e me ajuda com as fic. Aninha parabéns! E que você se dê muito bem em sua vida! Como não poderei postar na segunda (20/02), posto hoje e lhe dou milhares de beijos!
Capítulo XVII - Surpresas.
A semana havia passado tão rápido. Não havia tido tempo para nada. Era sempre assim, fim de ano com correria. O que muito lhe surpreendia era o fato de que Suzan quase não mandara notícias, logo ela que não a deixava em paz, sempre ansiosa por novidades. Com a sua família, já sabia o que iria fazer, já havia marcado o "encontro", no qual Draco seria apresentado como o namorado. Tanto tempo sonhou com esse momento... Desde que se beijaram pela primeira vez...
- Tia Gina? Tia Gina?- chamou a loirinha e parou quando a ruiva enfim lhe dera atenção. – A senhola tava na lua, é?
- Como, Becca? - perguntou confusa, puxando a loirinha para sentar no seu colo.
- Tia, estou chamando maior tempão e a você num respondi! - sorriu ao ouvir a pequena, que continuou. – A tia ta apaixonada é?
- Como você sabe? - olhou confusa para a menininha que apontava com o indicador para a porta.
Espantou-se ao ver a imagem imponente do loiro a porta. Ele sorria de forma debochada, que fazia sua pele arder. Lentamente ele caminhou em direção a Gina.
- Nossa! Você realmente as cuida muito bem. Veja a Beca, tão inteligente! Concluiu o que eu disse rapidinho. - disse abaixado olhando para a menininha que ria descontrolada no colo da mulher.
- O tio Dlaco namolá a Tia, hahahaha... - deu um beijo no loiro e saiu correndo em direção as outras crianças.
- O que você anda fazendo com as minhas meninas, hein? Nunca vi, você sempre consegue o que quer é?
- O que eu posso fazer se até nessa idade elas não resistem a mim? - disse convencido e como resposta recebeu um tapa.
- Sabe, eu gostaria de entender essa sua compulsão por tapas. Sempre que falo alguma coisa, você me vem com um tapa. Já estou ficando todo roxo com isso, pequena. Eu já te disse que se você quiser brincar que não seja na frente das crianças – recebeu um tapa como resposta novamente.
- Isso é pra você não falar besteiras! - ele sorriu e a puxou, fazendo com que ela sentasse em seu colo no chão.
- Você está muito agressiva hoje. – disse lentamente ao pé do ouvido, direcionando a boca em seguida para os lábios rosados da ruiva.
- Draco, pára! Olha as meninas! - disse desvencilhando dificilmente dos braços dele. – O que você veio fazer aqui?
- A Suzan não lhe disse? - ela meneou a cabeça negativamente. – Ela e o Zabine querem a nossa presença essa noite no apartamento deles.
- Hum... A Suzan nem apareceu essa semana. – pensou alto a ruiva.
- Eu sei o porquê! – disse o loiro a surpreendendo.
- Por quê? - perguntou ansiosa. Quando viu que o loiro não ia dizer a razão, continuou. – O que você quer em troca para me dizer o motivo? - disse tudo sem convicção alguma.
- Uau... Minha ruiva está aprendendo!– ela apenas revirou os olhos, para agrado do loiro. – Eu só quero um beijinho. - ela deu um selinho nele, mas quando ia se separar ele a puxou com vontade. Depois de certo momento percebendo os caminhos quase que impróprios que as mãos do loiro faziam, cessou o beijo.
- Ok, eu digo. –sorrindo prosseguiu. – O Blaise pediu a Suzan em casamento.
- Meu Merlin! Eu mal posso acreditar! Esses dois são tão... tão difíceis de domar, e agora vão se casar... Lindo! - disse a mulher empolgada atropelando as palavras.
- Pois é, Gina. Eu esperava que isso não lhe surpreendesse afinal quem somos nós para falarmos de casais inusitados? - ela respondeu com um sorriso.
--------------------------------------------Fire and Ice ---------------------------------------------------
Suas pernas já estavam doloridas de tanto andar. Suzan não agüentava mais ter que parar em todas as lojas de criança que encontrava com o Blaise, sendo que nem mesmo ela sabia o sexo da criança, afinal só tinha quatro semanas.
- Blaise, podemos parar? - disse olhando para o móbile de pomo de ouro na mão de um Zabine sorridente.
- Já? Mas nós nem vimos o berço ainda, Su. – olhou para a mulher e pôde ver a expressão de cansaço. – Ok, acho melhor irmos mesmo, afinal o Draco e a Gina já devem estar para chegar, não é mesmo?
- Obrigada meu amor! – respondeu beijando a face do moreno.
- Mas eu vou levar o móbile. - disse fazendo a morena sorrir.
A vida deles estava uma maravilha. Blaise era o pai mais atrapalhado e atencioso que Suzan já havia visto. Era do tipo, que queria comprara tudo, sempre querendo dar o melhor. Paparicava todo momento e não via a hora do casamento chegar. Não que Suzan fosse diferente, mas como o moreno era o que ela classifica como "exagero".
A mesa já estava posta para quatro. O jantar seria na verdade para convidar o Draco e a Gina a serem padrinhos de casamento e futuramente da criança.
- Suzan?- chamou o moreno a porta do quarto.
- Oi... - respondeu com uma voz embargada.
- O que foi meu amor?- perguntou preocupado. Olhando para a mulher sentada no chão do quarto, com os cabelos na face e muito vermelha.
- Nada, só uma tontura. – respondeu sorrindo fracamente.
Ouviram o som agudo da campainha, com certeza o outro casal havia chegado.
Blaise ajudou a morena a levantar e a colocou na cama. E saiu para atender os convidados.
- Cadê a Suzan, Blaise? – perguntou a ruiva assim que se acomodou no apartamento.
- No quarto. Ela não está se sentindo muito bem, mas depois você entenderá a razão.
A ruiva não respondeu, apenas afirmou com a cabeça, e saiu atrás da amiga. A encontrou deitada na cama de casal.
- O foi? Brigou com aquele chato? - indagou divertidamente para quebrar o clima da situação.
- Ele não é chato, ele é lindo. - a ruiva sorriu. - E estou um pouco enjoada, só isso.
- Vou chamar o Draco, acho melhor irmos e deixar você descansar. – levantou da cama rapidamente, mas quando estava chegando a porta ouviu a voz da amiga dizer:
- Não vá, é importante. Afinal você será madrinha nas duas ocasiões. – disse a morena sabendo da reação da ruiva, que no momento a olhava incrédula como se tentasse decifrar as palavras que ficaram nas entrelinhas.
- Como? O Draco havia me dito que vocês iam ficar noivos e tudo mais. Mas não entendi a parte da "duas vezes madrinha", quer dizer... Você... não... Eu preciso ouvir isso de você. - disse a ruiva tão rápido que muitos não entenderiam. Muitos, mas Suzan entendeu perfeitamente.
- Estou grávida. - a reação da amiga, foi a de abraçar e fazer carinho no ventre, até a porta abrir as surpreendendo.
- Não acredito que você já contou, Suzan! – falou o moreno olhando pra a ruiva emocionada que mantinha um sorriso bobo na face.
- Não sei o porquê dessa reação, você também acabou de me contar. – disse Draco já ao lado de Suzan sorrindo, para despeito de Blaise.
- Ok, já que todos já sabem da novidade, eu preciso informar a data, não? - disse entusiasmado. – Pretendemos casar logo, em janeiro talvez.
- Ah... A Suzan já vai estar barrigudinha... Que lindo! - disse Gina beijando a face de Zabine animada.
- Eu acho que se você quiser o Draco também te faz ficar "barrigudinha". – disse Blaise fazendo a ruiva ficar sem graça e o loiro mais pálido do que o comum.
- Vamos jantar, eu já estou com fome. – a morena comentou fazendo todos rirem.
DGDGDGDG
A mansão dos Malfoys em Marselha, era tão grande quanto a de Wiltshire. Mas parecia ser bem mais jovial, devido a fato de não ter tanto o "ar clássico" que Lucius e Draco tanto preservavam. Alexander Malfoy era um homem vivido e aberto a novas experiências. Sabia acompanhar o seu tempo. E principalmente investir seu dinheiro. O principal motivo de seus medos ficara na Inglaterra. Draco Malfoy. Seu único neto e herdeiro.
Não que achasse o rapaz burro, porém tinha medo dos seus atos impensados. Afinal havia sido por atos impensados que havia perdido o seu filho. O que não queria que acontecesse com seu neto. Que apreciava tanto a vida, talvez esse fosse o seu pior defeito. Apreciar demais a vida, esquecendo das responsabilidades que se tem quando carrega um nome de tanto peso, como os dos Malfoys.
Sua maior surpresa foi a não volta dele para a França e o interesse repentino pelo trabalho. Essas não são atitudes que condiziam com o comportamento dele nesses últimos anos desde que chegara refugiado a Marselha. Por essa razão, pedira que Narcisa fosse atrás do filho ver o motivo de tal mudança. Quando ela disse que parecia que o filho enfim havia tomado juízo com uma única mulher, ficou imensamente feliz. E pelo visto, era uma mulher decente e com trabalhos voltados para o social. Luna Lovegood. Apesar de ter ouvido falar pouco dessa família, já sentia uma grande admiração por essa mulher que modificara tanto o seu neto.
Narcisa afirmou que era uma mulher bonita e bem educada. E que acompanhava Draco em suas saídas sempre, como o loiro dizia. Apesar de muitas vezes ouvir brigas, mas mesmo assim achava que os dois tinham um sentimento grande um pelo o outro. E que essa mulher se diferenciava das outras, e havia cortado o contato Draco com a Eliza, já que não havia a visto nem um dia na Mansão.
Alexander surpreendera-se com a carta recebida há poucos dias, de uma caligrafia bem feita e que parecia ter sido escrita as pressa, e certos trechos em que a tinta parecia estar borrada, com certeza a pessoa havia chorado ao escrever. Porém o motivo do choro acabaria, faria as coisas andarem para onde devem. Afinal, temos que assumir as responsabilidades de certos atos.
- Com licença, eu poderia falar com o Senhor? - indagou uma loira com um forte sotaque inglês na voz.
- Claro, Cissy. Entre minha filha. – disse o loiro sentando melhor na cadeira de seu escritório.
- É sobre aquele assunto. – respondeu desconfortável.
- Eu sei que deve ser difícil, mas você não vai perdê-lo. E sabe que ele estará em boas mãos.
- Eu sei, mas se essa mulher estiver o manipulando. Não quero brigar com ele. – disse trêmula, olhando para a janela que batia devido ao vento forte.
- Calma, tudo irá se resolver. Você já disse à ela para mandar a carta? - perguntou olhando para os olhos claros de sua nora.
- Ela fará a comprovação e mandará. Não sei como a noticia vai chegar. Espero que Salazar o proteja! – disse levantando se da poltrona.
- Esperamos. Só isso que podemos fazer por enquanto.
O jantar no apartamento de Suzan havia ocorrido muito bem, também pudera Gina e a morena não paravam de falar nem por um segundo. E Blaise falara tanto de como é tão louco essa idéia de ter uma vida em suas mãos, com todos os dados que o moreno lhe passou ele podia escrever um livro. Por um momento deixou sua cabeça divagar e pensar em qual seria sua reação em estar no lugar do amigo.
É claro que não queria estar, mas de certa forma seria surpreendente. Apesar de nunca ter pensado em ter filhos e de achar a idéia maluca. Não podia negar que ter uma criança correndo para os seus braços o chamando de pai parecia agradável. Ainda mais se a criança possuísse o sorriso terno da ruiva. Seria perfeito.
Mas, no entanto, sabia que ser pai não era para ele. Não saberia dar uma boa educação, e tinha medo que o filho cometesse os erros cometidos por ele. Ou crescesse temendo o pai, como ele cresceu. Mesmo assim, sentia se feliz toda vez em que buscava Gina. As crianças pareciam gostar dele. E ele não fazia nada pra essa reação, era inteiramente gratuita. E sua maior felicidade era a Rebeca. A menina era tão parecida com ele, e era tão fofinha. Era um ser puro, diferente dele. Mas igual à Gina, o que fazia seu coração disparar quando tinha as duas ao seu lado. Torcia em silêncio para que os pais da menina melhorassem, mas o quadro clínico mantinha-se estável. E isso fazia com que os olhos da ruiva se apagassem quando comentavam o assunto.
Sabia que Gina seria uma boa mãe. A compreensão e os cuidados que ela tinha não eram comuns em qualquer pessoa. Ela emanava uma luz que fazia com que todos gostassem de estar na presença dela. Ele sabia que esse efeito deveria ser em parte por ele estar apaixonado. Mas então por que as crianças a amavam tanto? Com a Luna ele não via isso. Na verdade, ele não via muitas coisas. Mas a Lovegood fora apenas uma fase, uma ponte. Pra que ele chegasse a sua ruiva.
Olhava ela dormindo nesse momento. Com um sorriso nos lábios, deveria estar sonhando. As pálpebras tremiam quando uns fios intrusos caiam sobre a face. Era tão delicioso sentir a respiração dela perto do seu pescoço e ver o peito dela subir e descer. Se pudesse ficaria ali para sempre, olhando cada reação que aquela mulher o fazia sentir sem ao menos saber.
Uma semana depois...
Apesar de não ser o seu casamento, Gina não podia negar que estava tão ansiosa como Suzan. Na verdade, ela tinha duas razões para isso. A primeira era: sua melhor amiga estava casando e ele seria a madrinha. Segunda: ela seria vista por todos como a nova namorada de Draco Malfoy.
Ela sempre havia desejado isso, e agora era a sua oportunidade, apesar de ser um casamento simples, comparando-se o meio em que Blaise convivia, com certeza haveria imprensa. E é claro que o casal mais inusitado seria destaque. Só de pensar nisso, um bolo crescia em sua garganta. Parecia mais uma adolescente do que uma mulher decidida. Porém seu maior temor, não seria na festa e sim antes desta. Na verdade o seu temor, era pra esse fim de semana, quando Draco seria apresentado a TODA família como namorado de Gina.
Mas por enquanto só teria que pensar em como se vestir para o casamento, que seria dentro de quatro semanas. Já havia escolhido o desenho e passado a costureira, agora só faltava experimentar, como era a madrinha não poderia fazer feio. Ainda mais sendo a acompanhante do homem considerado um dos mais bonitos da Inglaterra.
Encontrava-se em uma luxuosa loja, mais precisamente dentro de um dos provadores de costas para a entrada. O grande espelho que lá se encontrava estava e enfeitiçado para mostrar a nova coleção do principal estilista da loja.
- Aí... - gritou ao sentir o alfinete em sua cintura, a costureira jovem se distraíra olhando através dela.
- Desculpa, senhorita. Deixa ajeitá-lo melhor. - disse a jovem olhando através de Gina ainda. O que a ruiva não entendeu, mas por curiosidade virou-se de lado, deparando-se com a imagem imperativa de Draco.
- O que você faz aqui? – perguntou a ruiva tentando tampar o vestido. Com um gesto a jovem costureira saiu, não sem antes lançar um olha apreciador ao loiro.
- Não precisa se esconder, pequena. Ainda não é o nosso casamento. – sorriu charmosamente reparando no vestido azul petróleo da mulher. Era simples, mas revelador. E de muito bom gosto.
- Como você sabia que eu estava aqui?- continuou a sessão de perguntas, como o loiro denominava a mania da ruiva por perguntas.
- Oi pra você também. Eu fui te buscar no trabalho e a Keith disse onde te encontrar. Satisfeita? Agora pode vir aqui e dar um beijo no seu namorado. – puxou a ruiva ao ver o sorriso dela.
Logo estavam envolvidos em um longo beijo, e as mãos do loiro percorriam toda a extensão do corpo da mulher, sem ao menos se importar com o lugar em que estavam. Desceu o beijo ao pescoço dela e ficou brincando com a língua por lá. Deliciando-se com os suspiros dela. Mais uma vez os lábios se uniam, e a mão do loiro entrara pela fenda do vestido, acariciando a parte interna da coxa da ruiva, levando-a as nuvens. Gina já não media os seus atos e o empurrou contra o espelho, puxando os cabelos dele para trás enquanto mordia os seus lábios. Ele sentou na cadeira com ela em seu colo, as mãos passeavam pelas costas nuas, arrepiando toda a região. As línguas brincavam com malícia e a excitação já podia se sentir. Até ouvirem um:
- Cof! Cof!... Desculpa, interromper, mas a senhorita ainda precisa fazer alguns ajustes no vestido. – disse a mesma jovem de antes, que parecia estar ainda mais fascinada em ver o loiro daquele estado. Não que Gina discordasse, afinal quem não ficaria descompassada ao vê-lo com os cabelos bagunçados, os primeiros botões da blusa aberto, e as bochechas rosadas. TENTADOR! Gina se recompôs levantando do colo de Draco como se não houvesse nada de errado, mas por dentro sentia-se quente tanto de desejo como de vergonha. Pois talvez se a menina tivesse chegado um pouco mais tarde, as coisas não seriam tão leves...
- Ok, mas eu penso que seja melhor eu fazer esses ajustes outro dia. Preciso ir, agora. Só vou me trocar. –a jovem saiu novamente, os deixando sozinhos.
- Onde paramos ?- perguntou o loiro beijando os ombros da ruiva.
- Pára, Draco. Eu vou me trocar agora. – assim que sentiu as mãos do loiro abrir o vestido, continuou. – Sozinha. – ele sorriu da cara de brava dela e saiu.
Quando saiu do provador, viu o loiro de conversa com a jovem que havia os interrompido. Sabia que não devia estar com ciúmes, mas não pôde evitá-lo, como ele podia ser tão descarado? Ficar de conversa com outra perto dela?
Cumprimentou os atendentes pegou seu casaco e fechou os botões. Começara a nevar. Passou direto pelo loiro, fingindo não vê-lo. Mas ouviu uma gargalhada atrás de si. Saiu da loja e a aparatou direto para seu apartamento. Sem ver a cara de vitorioso do loiro, que aparatou em seguida.
Assim que chegou a seu apartamento, não deu nem dois passos e sentiu dois braços envolta da sua cintura e um cheiro forte. Onde quer que fosse reconheceria esse cheiro.
- Saí, Malfoy. Volta lá pra butique e vá conversar com sua amiguinha.
- Meu Merlin! Que ruiva ciumenta! – disse apertando ainda mais forte, pois ela já estava começando a se mexer para sair do abraço.
- Isso não é uma questão de ciúme e sim de respeito. Pensa que eu não vi a cara que ela fez pra você.– ele riu ainda mais.
- Você fica linda com ciúmes. - sussurrou ao ouvido da ruiva, fazendo os pêlinhos da nuca dela se arrepiarem.
- Pára, vai embora. – disse assim que sentiu os lábios dele na curvatura do seu pescoço.
- Não vou, porque você ao quer que eu vá. E eu só estava conversando com aquela mulher, pois ela me perguntou o que você era minha.
- E o que você disse que eu era? – olhou desconfiada para ele.
- Minha amante. - recebeu um tapa. - Ta bom, eu disse que você era minha noiva.
- Por que você não consegue dizer a verdade, hein? – disse já de frente para ele, ainda abraçados.
- Mas eu não menti. Só apressei os fatos. – disse beijando a face da ruiva. – Agora já podemos continuar da onde paramos. – ela sorriu e se deixou cair no sofá.
Já havia preparado toda a sua roupa, não sabia quanto tempo ficaria na Inglaterra. Como uma boa Malfoy, sabia que nada poderia dar errado, por isso arranjou tudo para um tempo maior de dias.
Olhou a sua volta e sorriu com gosto, logo teria mais um motivo de felicidade. Um ser que traria alegria.
- Já está pronta, senhora? – perguntou o mordomo.
- Sim, avise ao seu senhor que já estou de partida. Mas só irei de encontro com meu filho esse fim de semana.
Desceu as escadas, e logo já estava de frente ao imponente jardim. Entrou na carruagem e prosseguiu até onde encontraria a Chave de Portal.
Sexta-feira. Era hoje o dia em que enfrentaria a família de Gina, com sorte, eles não seriam tão estúpidos, afinal só faltavam duas semanas para o Natal eesperava que o espírito natalino estivesse presente. Já estava na hora do almoço, e havia combinado com Gina de só se encontrarem a noite, dezenove horas.
Com certeza, aquele deveria ser um dos dias mais frios do ano. Sentia um nervosismo por dentro como se alguma coisa fosse acontecer, sentia a cabeça pesar. Mas não daria importância, tudo era válido para estar na presença da sua ruiva, e se tudo desse certo eles poderiam até casar no próximo ano. E no natal ele podia fazer o pedido, estava ansioso de mais para tudo acontecer. Mal podia esperar a chegada de Gina.
O aparelho do seu escritório toca. "Malditos artefatos trouxas!". Tentando "calar" o objeto, apertou em vários botões até achar o certo. Nunca iria se acostumar com aquilo, mas é claro que a idéia brilhante de colocar isso em todas as salas foi de Zabine.
- Sr. Malfoy? – chamava sua secretária.
- Sim. - respondeu impaciente.
- Sua mãe está aqui e...
Não foi preciso dizer mais nada, em instantes a figura clássica e ostensiva de Narcisa Malfoy, rompia a porta.
- Ok, Senhora Clarisse. Não nos interrompa.
Sem cerimônias, sua mãe olhou com detalhe o lugar. Para alguns quadros fez uma cara de desprezo, típica de uma Malfoy. Mas pelo visto ela tinha gostado da sala, pois nenhum comentário havia sido feito.
Ela sentou na cadeira em frente ao loiro e olhou para o filho com os olhos com lágrimas, ao que o loiro percebeu.
- Algum problema, mãe? – perguntou aflito, sentindo uma ponta de remorso por não ter e comunicado com sua mãe desde a última visita.
- Não sei ainda, Draco. Depende de você. – não havia entendido até uma terceira pessoa entrar.
O sangue parecia ter parado de circular, não entendia o porquê mais sabia que bom sinal, aquilo não era.
Já havia comunicado aos pais que levaria um convidado, mas não havia dito quem seria. Estava ansiosa, e não pôde deixar de pensar em qual seria a reação de seus irmãos ao verem entrar na Toca com ele. Sorriu. Sabia que não devia sorrir, mas não podia negar, se ele não a amasse não faria essa loucura de acompanhar, de assumir compromisso. Mal podia acreditar nos atos dele.
Como planejado, saiu mais cedo do trabalho para comprar o presente de Natal dele, só faltava arranjar um esconderijo para ele não achar antes do tempo. Havia comprado um livro que ele estava procurando há um bom tempo e dentro dele havia uma foto dos dois, ainda na época de Hogwarts, e uma medalhinha que ele havia dado a ela. Esperava que ele se lembrasse.
Flashback:
Era dia dos namorados. E Por toda lugar que se olhava tinha casais felizes, o que fazia a ruiva se sentir ainda pior. Era tudo inútil, odiava pensar nisso, sabia que nunca poderia assumir seu namoro, via seu irmão feliz ao lado de sua melhor amiga. Ron e Suzan pareciam esquecer da presença dela. Saiu de perto do lago e entro no castelo, não tinha o que comemorar. Quando estava passando pela sala de DCAT sentiu uma mão a puxar com violência. Sentiu medo, mas o medo se dissipou ao sentir o cheiro dele.
- Pra onde que a minha ruivinha vai? Posso saber? - perguntou abraçando a menina.
- Eu ia dormir ou fazer qualquer coisa... Desde que não fique ao lado desses casais melosos. – disse irritada.
- Feliz Dia dos Namorados! E você pode sim fazer uma coisa, dar um beijo no seu namorado.
- EX! Draco! EX!- disse o empurrando com violência.
- Você sabe muito bem que não agüenta ficar longe de mim. – ao ver os olhos de fúria dela, continuou. – Como eu não sei ficar muito tempo sem você, então larga de ser teimosa e venha me dar um beijo.
- Mas você jura que não ficou com a Pansy? – disse colocando as mãos nos cabelos sedosos e quase brancos dele.
- Juro, você sabe que sim. - acabou com a tortura distância dos lábios e uniu-os com força, quase machucando, mas era uma necessidade quase de como respirar, estavam há cinco dias sem se falar, tudo por ciúmes.
- Senti faltas de você, floquinho. – ele sorriu ao ouvir o apelido carinhoso e infantil dela.
- Eu sei, também sentia tua falta. - sentou na cadeira a puxando para sentar em seu colo. - Eu tenho uma coisa pra você.
- O quê? – perguntou ansiosa. Logo sentiu um fio frio envolta do seu pescoço. Era um cordão de ouro com uma medalhinha que tinha uma rosa de ouro branco no centro.
- Que lindo! Mas eu não posso aceitar, eu não comprei nada para você e...
- Você é o meu presente! – interrompeu beijando ternamente.
Fim do Flashback
Aquele havia sido um dia dos Namorados incrível. Nunca poderia imaginar a capacidade das coisas de mudarem em poucos segundos. O mesmo aconteceria naquele noite...
Já estava arrumada de frente para o espelho, estava com uma calça jeans e uma blusa vinho de lã por cima e um casaco pesado marrom. Pra completar usava uma boina, que dava um aspecto mais leve a roupa. Estava bonita e sem maquiagem. O frio dava um toque rosado a sua pele, sem precisar de artifícios. Ouviu a capainha. Estranhou. Draco nunca toca a campainha, sempre aparatava e mesmo que não aparatasse, ele tem as chaves. Pensou no pior... E se fosse um de seus irmãos? Com um suspiro longo foi atender. Já eram quase 19 h
Abriu a porta e deparou-se com Draco, mas alguma coisa parecia estar errada. Ele sorriu fracamente, mas o sorriso não chegava aos olhos. E alguma coisa gritava dentro de si, que aquilo não era bom sinal. Ele a abraçou por um tempo e afagou os seus cabelos de forma gentil.
- O que foi, Draco? – perguntou depois de um tempo.
- Você está linda. - ele disse assim que se afastou do abraço.
- Obrigada, meu amor! – respondeu e deu um beijo rápido nele. – Espera um pouquinho que vou pegar minha bolsa.
Procurou a bolsa no quarto e a encontrou em cima da cama, onde havia vários casacos que ela havia experimentado.
Quando voltou a sala, o encontrou na pequena varanda que tinha o apartamento. Ele estava fumando um cigarro e mirava o horizonte com um olhar perdido, não se virou pra ela quando começou a falar:
- Sabe, desde que começamos o nosso namoro em Hogwarts, eu sempre soube que um dia teria que enfrentar a sua família. Naquela época eu temia pela reação de seus irmãos, mas hoje não. Se eu pudesse voltar atrás... As coisas não são como a gente quer. E quando fazemos algo, acabamos por esquecer das conseqüências. – ele virou para ela nessa altura dando a última tragada do cigarro, esvaziando a fumaça do pulmão. – Eu não queria que fosse assim, eu não posso te obrigar a nada. Eu amo você, e é por isso que estou aqui. – a cada palavra a ruiva entendia menos.
- Draco, por que você está dizendo isso? Por que você ta fumando? - ele desviou o olhar, como se tivesse feito algo de feio. Abriu o casaco e tirou um envelope.
As mãos de Gina tremiam ao sentir o envelope. Abriu com certa dificuldade. E ao ler o seu conteúdo seus olhos se embaçaram, não podia acreditar naquilo, não podia ser verdade...
- Você... Você... - não consegui falar nada. As lágrimas já corriam pela sua face. Ao vê-la naquele estado o loiro fechou os olhos. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo de novo, mais uma vez separados.
- Eu entendo se você não quiser mais me ver. Mas espero que você saiba que isso aconteceu antes de você. Pode ver pelo tempo. – ele dizia com a voz embargada. E quando já estava indo embora a ruiva respondeu:
- Draco, como você pode ter engravidado a Luna! Como você só me diz isso agora... - disse desesperada puxando os cabelos, como se pudesse controlar a dor.
- Eu não sabia, ok!Vim saber disso hoje. Ela avisou a minha mãe. - ele disse meio que incomodado. – Olha, eu só queria que você soubesse que entendo se você me deixar, mas eu quero que você tenha a certeza que eu não faria nada para te machucar.
- Sinto muito, Malfoy. Se a sua intenção na era me machucaracho que é tarde demais para isso.
- Você acha que ta sendo fácil pra mim? Ser pai de um filho de uma mulher que nem suportar, eu suporto? Ter que abrir mão da minha felicidade? Não Gina, não está sendo fácil. - fechou os olhos mais uma vez, aquelas palavras tinham um peso imenso.
- Eu imagino... - disse desolada. Jogando-se no sofá.
- Eu sei que você deve estar com nojo de mim. Eu vou embora, amanhã eu pego as minhas coisas...
- Eu não disse nada.– cortou a ruiva. – Você não precisa ir embora. Eu não quero te separar do seu... do seu filho. – disse com dificuldade. – Só quero um tempo, quero ficar sozinha por agora.
- Você quer dizer... - perguntou o loiro como se aquela centelha de esperança fosse a luz no fim do túnel.
- Que nada daqui pra frente vai nos separar. Mesmo que me faça sofrer, seria pior se te deixasse ir.– ele agradeceu a Merlin, a primeira notícia boa, apesar de saber que não seria fácil.
- Obrigada, Gina. Mesmo que eu não tenha falado com seus pais agora, eu irei falar com eles...
- Não faça promessas que você não pode cumprir.– ela disse fria, virando de costas pra ele. Que somente suspirou e foi embora.
Gina olhou para o apartamento e o achou grande demais pela primeira vez. Mandou um recado cancelando o jantar com a família. Tudo doía muito. Não conseguia mais chorar. Ela havia planejado tanto para nada. Agora ele teria filho de outra. Porém, não cometeria o erro de deixá-lo. Não, mais uma vez. Ele não gostava da Luna, pois se gostasse não teria a trocado. Tentou dormir, mas o sono não veio. Já era quase manhã quando olhou para um pequeno pacote, era o presente a seu afilhado que Suzan esperava. Não podia imaginar que ganharia um enteado junto. Com esse pensamento deitou na cama mais uma vez, agora sendo vencida pelo cansaço.
Fim do Décimo Sétimo Capítulo.
N/B: WOWWW! Pq eu tenho q amar tudo? Amar a Becca, e a Su gravidérrima, e as vésperas do casamento deles... GINA E DRACO SE AGARRANDO NA LOJAA! (SHOW!) e até todo mundo macomunando contra eles! E os flashback! Amo tudooo! Só fico trsitinha com o a briga deles, mas eu tenho Fé em nossa senhora protetora dos casaia complicados que eles vão se entender e ficar juntos para toda eternidade e acima de todas as provações!
Miga, ti amu!
Sua beta apressada, sem tempo, incompetente e pedindo perdão pela notinha xumbrega, Ly!
N/A: Oi pessoas! Não vou dizer que demorei, até porque, eu tenho demorado muito para atualizar minhas fics, e as coisas tendem a piorar. Além dos meus bloqueios violentos, não tenho tempo apara nada. Estou estudando horário integral, e ando muito cansada. Só tenho os Domingos livres, e bem, eu não tenho ficado muito frente ao pc, porém, mesmo com tudo isso, sempre que der estarei aqui, atualizando pelo menos, uma das minhas fics a cada mês. Quando terei um capítulo de garantia. Espero que possam compreender. Sinto falta das reviews que eu recebia mais assiduamente, estão chateados comigo? Ou a escrita vem piorando? Gente, preciso de opiniões, viu! Nunca fui chantagista com o número de reviews, mas é chato ver o hits lá em cima e as review não acompanharem-no. Ok, parei! Como já foi dito segunda é niver da minha beta, leiam as fics dela, viu! São perfeitosas, e tem para todos os gostos!
Agradecimentos:
Miaka: Oiê!Como você poder ver não houve jantar, e eis que lanço essa bomba nas mãos do nosso casal vinte! Será que eles vão agüentar? Isso nós só saberemos nos próximos capítulos, né! Gostou das cenas da Suzan e do Blaise, lembro que você gosta desse casal. Eu também gosto. Bjinhuss,
Aninha (a Beta disso aqui!): Oi Babily! Bem, as suas reviews são muito importantes pra mim, que história é essa que não são! Mesmo que a sua opinião seja expressa a cada parágrafo nas betagens gosto de suas reviews...Sempre me divirto com alguma coisa!Feliz Aniversário, minha baby! Seja muito feliz e encontre um cicatriz em sua vida...hahahah.E sim, parece mesmo que você gosta de comentar mais em DM, mas não é que no fim de OQNVS é que eu vim gostar dela! Estranho,né! Sentirei saudades! Bjinhoss!
Camy (Lindinha-Mor!): Olá, nem venha com essa de que sua review ficou chocha, eu gostei viu! E se você já estava com raiva da Luna antes, imagino como está agora. Mas espero que você me perdoe pelas maldades com esse casal, mas são extremamentes necessárias. Não sei s minha carta já chegou, estou torcendo praq eu tenha chegado! Bjinhoss sonselinos!
Sabina Pereze: Oiê! Gente nova por aqui! Fico feliz que gostes de minha fic, muito mesmo! Vc não sabe o quanto. Não se sinta culpada por não ter tido tempo de comentar, mas se puder comenta, viu! A demora com os capítulos é devida a dificuldade de escrevê-los, mas estarei atualizando sempre! Bjinhoss sweety!
Lou Malfoy: Oi migaa, sim o Blaise e a Suzan formam um casal lindoso! E a "cria" deles será lindos! Quanto ao potter Rio ter acabado, eu já sabia que uma hora isso teria que acontecer, mas haverão outros eventos mesmo. A quase separação neste capítulo foi algo que gostei de escrever, sabe. Gosto bastante disso! E matei a sua saudade de Becca, coloquei todo mundo que havia sumido neste capítulo! Espero que tenhas gostado! Bjinhos,
Musa Kyoyama: Oieee! Fico imensamente feliz em ter agradado com a fic! E esse negócio de rosas nem sei de onde tirei, sabe aqueles surtos! Então, tive um assim! E Blaise e a Suzan, é o casal tão lindoso, os amo de paixão! Obrigada mesmo pela review! Continue acompanhando e me dizendo no que tenho que melhorar, ta!Bjinhos de chocolate!
Jessy malfoy: Oiê fofaa! Ok, é fato que o outro capítulo foi uma loucura. E é sério que você gostou da parte dos pés? Tipo, os MEUS pés são lindos, é a única coisa em mim que eu gosto, resolvi doar isso pra Gina. E acho que a delicadeza dos pés deve ser algo que atraís um Black, que por conseqüência é o Draco. E sim! A Luna aprontou! Típico dela, né! Espero que tenhas gostado desse capítulo! Bjinhoss!
licca-weasley-malfoy: Olá, desculpa com a demora com a postagem! E bem a Luna já aprontou, o nosso loiro vai ser papai! Não me mata, viu! Mas é necessário para o desenvolvimento da fic. E também bem feito para eles dois que são dois cabeças- dura! Obrigada pelo comentário e espero que tenhas gostado do capítulo, nem que seja um pouquinho. Beijões!
Angelina Michelle (Minha corujinha!): Oiê flor! Sim, você tem olhos de fogo, acho que na época eu achava bonito, quer dizer até hoje eu acho, quisera eu ter olhos assim... Eu atmbém amo o Blaise, e eu queria ser a Suzan desta fic, porque ela o tem nas mãos. E eu queliaa... Fico feliz que você tenha lido, apesar de não saber até que parte, mas obrigada mesmo assim! Bjinhuss achocolatados.
Franinha Malfoy: Oiê Fran!Obrigada pela força e pela paciência de sempre me ouvir! Obrigada de coração! Depois de ler aquelas ncs, me deu até vontade de escrever uma aqui, mas como vou matar o Draco no próximo capítulo não vai dá... hahaha. Brincadeira, mas gostei muito mesmo das que você me passou. E até hoje estou meio inconformada pela sua desistência para escrever fics. Aí,aí! E pode deixar que se eu precisar te grito mesmo, ahhh! Minha carta já chegou aí? Espero que sim! Bjinhos!
N/A: Obrigada pelo apoio gente! Qualquer coisa, estarei disposta a ouvir, viu! Submit review, go e digam nem que seja um "suportável", "vá em frente", "um dia vc chega lá"...Ahh! pra quem ler "Por Que Todas Nós Amamos Draco Malfoy", fiquem tranquilos estarei atualizando!
Bjinhos,
Rafinha Malfoy
