N/B: Hello!

Primeiro que eu tava com saudades bem reais da OQNVS, assim como de todas as suas outras fics! Tipo, segundo que eu sou louca por ter esquecido esse cap e isso só contribui pra vc achar que é só a vc que eu esqueço, mas ok! Um dia vc entende.

É isso! Lá vamos nós!


Capítulo XVIII – Renúncia


Gina sempre gostou do inverno, de ver os primeiros flocos de neve caírem... Mas dessa vez, sentia um frio interno. Como se a chama que havia dentro de si, tivesse sido apagada. Olhava para os pergaminhos empilhados, nunca sua mesa estivera tão bagunçada. Já fazia uma semana desde a noite que o Draco dera a notícia da gravidez de Luna. Seus encontros estavam cada vez menos freqüentes e a maneira com que se olhavam havia mudado. Tudo havia sido abalado...

Contudo, sentia um conforto ao pensar na coragem dele de assumir o romance com ela perante a mãe. Draco havia lhe contado que sua mãe não aprovava muito bem essa história dele ter engravidado uma, mas estar com outra, o que não era certo para um Malfoy. A principio a ruiva até pensou na possibilidade de deixá-lo, porém, sabia que isso era impossível. Mesmo que as coisas não estivessem bem, com o tempo voltariam ao seu devido lugar. O sentimento era algo visível entre eles, e a luta dia após dia, para manterem a relação, era a maior prova disso.

Suzan havia lhe dado muito apoio ao saber da sua decisão de continuar o namoro com o Malfoy, quando Gina contou a história toda, de como tudo havia sido dito, a morena chorou bastante. Com certeza, essa reação era devido a má regularização hormonal da gravidez. Sã sua amiga nunca choraria assim... Não queria jogar seus problemas nas costas dela, que estava tão bem com o casamento chegando e com as novidades em seu corpo devido a gestação. Sentia um pouco de inveja, não que quisesse estar no lugar de Suzan, ou desejasse o que a amiga tem, mas tinha inveja das pequenas coisas. Como sorrir despreocupada porque a vida é mais fácil e que mesmo que haja obstáculos, haverá alguém para segurar a sua mão e que tudo terminará bem... Nada disso, era certeza para a ruiva, tudo estava confuso ainda. Mas ainda tinha esperanças que um dia, estaria com o loiro sem maiores empecilhos, que não fosse a sua personalidade de cada um.

No trabalho, a Weasley também não tivera muita sorte. Algo muito ruim acontecera nos últimos dias, os pais de Rebeca Winslett haviam falecido. Na verdade, a mãe da menina já estava em um estado clínico horrível, e o pai faleceu um dia depois da morte da mulher. A notícia havia caído como uma bomba em sua vida. O que faria com a pequena? Não, que as outras crianças estivessem em uma situação diferente, mas Rebeca era órfã e nem havia tido tanto contato com os pais, o que de certa forma auxiliaria colocá-la em adoção. Entretanto, esse era o seu medo. Colocá-la na fila de crianças a serem adotadas. O que fariam com a sua pequena? Só de pensar nisso seus olhos já se enchiam de lágrimas... Parecia que a Lei de Murphy estava imperando a sua vida, só podia ser isso. Tudo se resumia em uma seqüência de erros e de fatos improváveis, que não deviam acontecer.

Já passava da hora do almoço, quando uma coruja de pelo cinza entrou por sua janela. Sabia de quem era essa coruja só não esperava vê-la tão cedo.

Virgínia,

Sei que as coisas andam difíceis entre nós, e que seu trabalho e os últimos acontecimentos contribuíram para isso. Parte desse problema é culpa exclusiva minha, precisamos de um tempo só pra nós dois. Hoje não irei ao seu apartamento, mas amanhã cedo te buscarei. Não seja curiosa e não pergunte para onde, pequena.

Não estava assinado. Típico dele. Sorriu. Quem sabe, isso não significasse uma melhora. Não queria ter esperanças, mas como as coisas andavam precisava de algo para se apoiar e uma final de semana com Draco seria perfeito. Já que no próximo seria natal, e pelo visto a Sra. Malfoy não deixaria seu filho único passar ao lado de uma Weasley. No entendo, nada importava...

----------- (Draco and Ginny)--------

Estava deitada na cama, fitando o teto branco. Sentia as pernas pesarem, e não tinha forças para se levantar. Seus olhos doíam pelas grossas lágrimas que desciam deles. Como sua vida toda poderia mudar em um segundo? Nada estava certo. Seus sonhos se dissipado de maneira brutal. Não esperava por isso... Nunca passou pela sua cabeça algo assim.

- Hermione? - chamou a voz tão conhecida e sempre tão desejada, mas no momento era a última pessoa que queria ver.

Ficou quieta, pedindo a Merlin que ele não a achasse no quarto, mas sabia ser improvável, já que este seria o primeiro lugar a procurar.

- Mione? - indagou a voz assim que abriu a porta do recinto escuro.

O ruivo adentrou o quarto parando estático frente a cama de casal, lá estava sua esposa. Jogada na cama, e com a expressão de cansaço visível. As lágrimas aumentaram e bem baixinho podia ser ouvir um choro. Sentiu um nó na garganta. O que será que havia acontecido para ela está assim? Será que alguém havia morrido? Hermione sempre fora uma mulher corajosa e destemida. Um tanto quanto fria para algumas coisas...

Sentiu o colchão ondular, no mesmo instante sua respiração parou. Não queria dar essa notícia à ele. Não podia! Como diria que havia falhado? Logo, a ele...

- O que houve, meu amor? - perguntou acariciando o rosto, ao que ela fechou os olhos, chorando ainda mais. – Me conta... Estou aqui pra isso, pra estar ao seu lado. - disse tentado ao máximo passar confiança.

- Eu fui fazer aquele exame... aquele - ele olhou assustado pra ela, que apenas levantou com esforço da cama. – E... - escondeu o rosto com as mãos.

- Você tem alguma doença? É isso? - perguntou receoso pela possível resposta.

- Não é bem isso... - disse respirando fundo. – Eu falhei, entende! - ele balançou a cabeça negativamente.

- Mione, olha pra mim. – ela levantou o olhar deparando-se com os olhos azuis céu do marido. - O que houve?

- Eu não posso ser mãe, é isso que houve, Ronald. - disse séria, rindo depois de forma sombria, enquanto o ruivo continuava parado sem conseguir processar o que aquilo significava.

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A maravilha de se estar grávida é poder ver os efeitos disso em sua vida. Suzan agora parecia mais responsável, coisa que nunca havia sido bem como Blaise que se tornara nos últimos tempos a imagem de um pai coruja. Sempre comprando mais do que o necessário, e dando assistência EXAGERADA a futura esposa. A morena não podia se mexer que ele já perguntava como estava, o que a irritava muito. O mais estranho, era que nenhum dos dois nunca imaginaram estar nessa situação.

Zabine sempre tivera uma vida agitada e de badalações, poucas coisas importavam, como: Conseguir mais uma namorada sem cérebro ou convencer uma empresa a se aliar a sua. Nada que fosse difícil, ou que não estivesse preparado. A sua vida toda foi criado para "servir" os desejos do avô, pois se pai nunca dera muita importância para a sua existência, até o dia em que descobriu estar doente, depois disso, ele e o filho nunca mais se separaram até o dia de sua morte. A mãe de Zabine lembrava muito a mãe de Draco em certas situações, já que as duas perderam o marido cedo, mesmo sendo em casos extremamente diferentes. Os filhos de cada uma, tinham personalidades diferentes, mas por incrível que pudesse parecer, eram melhores amigos, mesmo que o loiro não admitisse isso de forma alguma.

O mais complicado era entender como os dois se apaixonaram por mulheres tão incomuns das que sempre os rodeavam. Quando o moreno soube pelo amigo, ainda em Hogwarts, de seu envolvimento com a filha caçula dos Weasleys, riu até cair. Como era possível? O coração de gelo se derreter por uma garotinha com bons atributos físicos, mas nada que a tornasse uma deusa. E ainda por cima de uma família rival, justo a que o amigo mais desprezava. Nesse instante teve medo, que um dia isso fosse acontecer com ele também. Lembrava com exatidão do dia em que Draco chegou ao dormitório, os olhos cinza mais tempestuoso que o normal. E um brilho estranho de loucura era percebido neles... Esse dia havia sido o que loiro descobrira que Ginny pensava em largá-lo para ficar com o Potter. Nunca vira tanta raiva e mágoa no olhar do amigo. Era estranho... Agora, anos depois entende o que isso significa. Pois amava. E esse sentimento era algo que o entorpecia e o fazia querer estar cada vez mais com a pessoa responsável por isso. Nunca pensara que a ex-namoradinha do Weasley, fosse se tornar sua esposa um da. E que fosse amá-la de uma foram assustadora e que ansiasse todos os segundos por ter o fruto disso em seus braços.

Pra Suzan ser mãe era algo que sempre desejava intimamente, embora achasse que nunca aconteceria. Sempre teve receio em se entregar a uma relação, por isso teve tantos namorados e nenhuma certeza. O último, antes de Zabine, fora Leonardo. O namoro ia bem até ele tocar na palavra "casamento"... Depois disso, ela terminou com ele, e pediu transferência para a Inglaterra. Sabia que havia agido como uma criança, mas tudo isso era na verdade uma maneira de fugir de seu passado. Seus país haviam se casado cedo, uma paixão avassaladora, porém, quando era criança deixou sua mãe. E ela cresceu sendo criada pelos avós, já que sua mãe entrar em depressão. Anos se passaram, e quando tinha doze anos e voltara da escola, seu pai estava de volta. A principio pensou que aquilo era um sonho, e que tudo tomaria o seu devido lugar. Mas na verdade era um pesadelo, meses depois as brigas entre seu pai e sua mãe eram cada vez mais violentas, até o dia em que uma dessas, resultou em uma marca vermelha na face de Clarisse, sua mãe.

Foi em Hogwarts que pôde enterrar os seus problemas e conhecer sua verdadeira família: Gina. A ruiva sempre lhe dera apoio em tudo, e a família dela servia como um refúgio. Quando havia completado dezesseis anos sua mãe faleceu e seu pai? Havia sumido sem deixar pistas, não que se importasse. Meses depois começou a namorar o irmão mais novo de sua amiga, era como se pudesse realmente fazer parte de uma família, que a amava e a respeitava com um membro desta. Pensar em seu relacionamento com Ronald anos depois do ocorrido era como se pudesse ver com outros olhos. Hoje sabia que aquele desespero que sentiu após o término, era devido a achar estar perdendo a sua "nova" família.

Não sabia se poderia ser uma boa mãe, como sua avó e como Molly Weasley era, contudo daria o seu melhor. Ouviria seu filho e tentaria o educar ao modo de torná-lo uma pessoa boa e que saiba dar valor aos outros. A única certeza que tinha era que estar com Blaise fazia as coisas se descomplicarem, por mais enrolado que o moreno fosse. Afinal, ele tinha um bom coração, e levava a vida com bom humor. Sorriu. Era sempre esse sorriso bobo que a acompanhava ao pensar nele. Como ela havia se apaixonado? Como ele pôde conseguir quebrar essas barreiras impostas desde cedo? Ela nunca conseguiria achar as respostas, e nem queria achar. Estava bem assim. Feliz e realizada e cheia de esperanças para o futuro.

- Su, nós precisamos conversar sobre uma coisa. – a morena não desviou a atenção da revista, apenas assentiu com a cabeça, fazendo pouco caso. – Será que esse tipo de escrita sem importância é mais atraente do que olhar para seu futuro marido? – indagou sentando-se ao lado da mulher no sofá, o que a fez rir.

- Não sabia que você era tão egocêntrico ao ponto de pensar que todos os minutos do meu dia estarão disponibilizados para você. – disse levantando o olhar, deparando-se com os olhos azuis do moreno.

- Eu sei que sou pretensioso, mas veja bem, sempre consigo o que eu quero. - sorriu, segurando as mãos delicadas que brincavam com os seus cabelos negros.

- Consegue é! – beijou a face dele com ternura, apoiando seu corpo nele, pendendo a cabeça para ao lado ao sentir a respiração quente do homem.

- Consigo. Afinal, quantos conseguiram estar aqui onde estou. – ela confusa o olhou, ao que ele continuou - Sentado no sofá em plena sexta feira, com uma mulher linda aos meus braços. E mesmo que tente não olhar pra mim, ela não consegue, porque somos iguais e nos amamos com a mesma intensidade.

- Uau! - disse tentando não parecer encantada com as palavras proferidas por ele. – Um Zabine caidinho por mim! Eu sou demais! – respondeu jogando os cabelos para o lado.

- Você não sabe o quanto! - ele beijou a face dela repetidas vezes, tanto a esquerda quanto a direita, até chegar aos lábios, tomando-os primeiramente com calma, logo se transformando em um beijo avassalador.

...(Draco and Ginny)...

Já eram quase oito horas e não havia acabado com todos os relatórios que precisava para a semana. Odiava deixar trabalho por fazer, mas já era muito além do seu horário de expediente e estava com as costas doloridas, seus olhos já ardiam, precisava tomar um banho e comer alguma coisa urgentemente.

Fechou algumas pastas que estavam sobre a mesa, separando por cor cada caso. Tinha boa visualização dessa forma e evitaria se confundir, como sempre se atrapalhava. Essa semana mal teve tempo de ficar com as suas crianças, e também não saberia como lidar com a Rebeca. Não gostaria de pensar nisso este momento.

Batidas a porta.

- Entra! - exclamou a ruiva que no momento organizava as pastas com um feitiço de levitação.

- Virgínia, acho que você devia ir a sala 4, precisarei de sua ajuda. – disse um pouco desconfortável, a jovem de cabelos loiros escuro.

- O que houve Keith? – indagou preocupada, quase derrubando uma pilha de pastas azuis sobre o sofá.

- É a Rebeca, ela não que comer nada, não sei o que farei... - disse olhando para baixo. – E ela sempre gostou de você, quem sabe com a sua presença ela não melhore?

- Ok, já vou. – disse terminado de alinhar as pastas azuis e vermelhas.

A casa estava mais silenciosa que o normal, não havia sons de risadas como sempre, nem tampouco as brigas e protestos de sua esposa. Olhava para o quarto tentando entender o que poderia ter feito em seu passado que pudesse transformar o seu futuro nisso. Embora, não se preocupasse com a idéia de não poder ser pai biológico de uma criança, estava triste, pois sempre esperou ter filhos com a audácia e inteligência da mãe. Ron olhava para a foto que havia sobre o criado mudo, nesta estavam os dois abraçados no dia de seu casamento. Olhava com pesar, quando poderiam sorrir assim novamente?

Sabia que o casamento estava abalado, mas queria poder consertar. Afinal, havia tantas mulheres no mundo estéril, e nem por isso perdiam a oportunidade de ter filhos. A mãe é quem cria e dá amor, não quem coloca no mundo. Essa agora era a sua missão: colocar na cabeça da esposa isso.

- Mione? – perguntou na sala da casa que estava iluminada, para sua surpresa.

- Estou aqui! - respondeu da cozinha.

Ele caminhou em direção a voz, encontrando sua mulher com os cabelos presos ao alto da cabeça e espalhando o molho sobre o macarrão, como cuidado, sabia que ela só cozinhava quando queria esquecer de algum problema.

- Você já está melhor? – ela olhou ressentida – Precisamos conversar.

- O que você quer me dizer, Ronald?– ela respirou fundo, fechando os olhos em seguida. – Eu não sei por que isso aconteceu, mas não quero pensar neste assunto. Se você quiser pode ir embora, vou compreender.

Ele não respondeu, apenas sentou na cadeira, frente a ela.

- Lembra de quando casamos? - a mulher continuou calada, olhando para os pés. – Eu lembro... Nunca fiquei tão nervoso em toda minha vida. – neste momento ele sorriu fracamente – Acho que me apaixonei por você desde a primeira vez que te vi, apesar de te achar irritante. No fundo eu pensava não ser bom o suficientemente pra você...

- E agora, eu que não sou boa o suficiente pra você, não é mesmo? - cortou o marido, sua face já estava vermelha e por ela rolava grossas lágrimas.

- Não! Nunca em todos esses quase quatro anos de casado me arrependi de tê-la como esposa. Tenho que admitir que não sei como você me agüenta. – disse levantando da cadeira, limpando gentilmente as lágrimas cristalinas dela.

- Aonde você quer chegar com tudo isso? – indagou receosa.

- Às vezes me pergunto se você lê mentes? Não, isso é porque me casei com uma sabe-tudo, mas o importa é que nada mudou e nada mudará o que sinto por você. E se não podemos ter um filho de sangue, teremos de coração. Pois o sangue como o nome, pouco importa. – dito isso, ele pôde senti-la tremer em seus braços. Começou a niná-la como uma menininha.

- Eu te amo, Ron. Te amo muito. – ele sorriu e beijou os lábios da morena gentilmente.

Já havia comido mais do que costumava comer em uma semana. Sabia que tinha que seguir a dieta, mas o que podia fazer se tudo que via tinha vontade de comer? E o pior, é que Blaise comprava tudo que é tipo de doces só pra agradá-la. E isso era algo torturante, ao fim da gravidez estaria uma bola gigantesca e ele nem iria a querer mais... Seus pensamentos estavam mais alucinados que o de costume, também pudera com tantas novidades em sua volta e no estado que se encontrava permitia-se essas loucuras.

- Nossa! Você que comeu isso tudo? – ela levantou o olhar com cara de culpada. – Estava brincando, amor. Você tem que se alimentar por dois, é normal. – falou como se fosse um especialista, o que fez a morena rir e como resposta ele beijar a testa dela.

- E então, o que você queria falar mais cedo? – perguntou dando outra garfada na torta de chocolate.

- Temos que pensar na cor do quarto do bebê - disse pensativo.

- Você não acha que é cedo demais? Nem sabemos o sexo da criança. – ela continuou a comer, sendo observada por ele.

- Acho que será menino. – respondeu vagamente. – Então, um quarto azul celestial ficaria bonito.

- Amor, que tal pensarmos melhor depois de estarmos devidamente instalados na sua casa.

- Você gosta de azul? – fingiu não ouvir os protestos da mulher.

- Gosto. Me lembra seus olhos. – disse desviando o olhar em seguida.

- Perfeito! - disse, logo em seguida beijou a noiva impossibilitando-a de mais perguntas.


Nunca o corredor em direção aos quartos de suas pacientes parecera tão grande. Estava nervosa, não sabia como reconfortar Rebeca, mesmo que essa fosse a sua profissão. Olhou para Keith que parecia entender o que se passava na cabeça da ruiva. Quando deu por si, estava frente a porta.

- Vou buscá-la. Acho melhor você não entrar. – disse a loira entrando no quarto. Minutos depois ela volta com a pequena no colo. – Vai com a Tia Gina, vai. – falou passando a menininha para o colo da ruiva.

- Pode ir, Keith. – olhou para a menina que mantinha a cabeça baixa e com um biquinho, como se fosse chorar a qualquer momento. – O que foi, lindinha?

- Meu papai e minha mamãe me deixaram... - disse com os olhos cheios de lágrimas, escondendo os rostos com as mãozinhas.

Gina olhou para o fim do corredor e viu o banco de espera, a essas horas o local estava vazio. Então, ali seria mais apropriado para ter uma conversa com a pequena.

- Meu amor, a tia Gina vai te explicar umas coisinhas. – a menina continuava olhando para baixo. - será que eu sou tão feia? Você nem olha pra mim! – tentou brincar com a menina.

- A senhola é linda! – respondeu a loirinha.

- Então olha pra tia, anjinho. – a menininha levantou o olhar – Seus pais se foram, mas você não está sozinha. Eles estão aqui, mas não podemos vê-los.

- Eles 'tão aqui? Onde?- perguntou a criança - Eu não estou vendo- disse triste.

- Lembra quando a tia explicou o que era os anjos? – a menininha afirmou com a cabeça. – Então, seus pais viraram anjos e agora estão aqui protegendo você! - a ruiva esforçou-se ao máximo para não chorar. – Eu estou aqui, e nada acontecerá com você. A tia vai sempre estar ao seu lado.

- Tia Gina, eu quelia que a senhola fosse minha mamãe. – disse chorando e puxando os cabelos da jovem.

- Pode ter certeza que a tia também queria. – a menina sorriu e deu um beijo lambuzado na face da mulher. - nem adianta vir me dar beijos, viu! Estou muito chateada com você... – disse em tom de brincadeira.

- O que foi tia? Não fiz nada, julo. - olhou pra ruiva fazendo manha, já havia voltado ao normal.

- A Senhorita não comeu nada, não é? - ela indagou tendo como resposta um sorrisinho fino e uma menina correndo do seu colo escondendo a face. – Você quer brincar é? Então se eu te pegar, você vem lanchar comigo no refeitório.

Depois da brincadeira e de ter dado comida para Rebeca, a jovem Weasley voltou para casa com um espírito renovado, afinal de contas, conseguira arrancar um sorriso dos lábios da sua pequena. E no dia seguinte, seria tudo maravilhoso: Estaria com Draco.


Estava cansado demais. Essas últimas semanas haviam sido péssimas. Odiava quando o que planejava dava errado, também pudera era uma pessoa toda sistemática. Sabia de tudo que precisava fazer, cada passo era pensado e repensado. Mas o que fazer quando perdemos as rédeas? Quando derepente tudo muda de direção? Nos engolindo e despedaçando cada pedaço do que conquistamos...

Draco não conseguiu parar de pensar no que devia ser feito de sua vida. Sabia que o mais correto era afastar Gina de tudo isso, conhecia sua mãe, sabia que mesmo sendo uma mulher maravilhosa, não permitiria que se envolvesse com uma mulher, tendo outra gerando o herdeiro. Cedo ou tarde, Narcisa Malfoy interferiria na relação dele com a sua pequena, e essa era a sua maior preocupação. Tinha receio de que Gina ficasse ainda mais triste do que quando deixou o apartamento dela. Quando viu os olhos cristalizados transbordarem em dor, segurou a respiração. Não podia olhá-la nesta situação, sendo a culpa dele. Aquele havia sido um dos piores dias, pior até do que o dia em que descobriu que ela preferia o Potter a ele...

Flashback:

Faltava pouco para sua formatura, o que significava que não estaria mais com a sua namorada. Quando começou o namoro com a caçula dos Weasley's não pudera imaginar o quanto arriscado isso seria, o quanto envolvido poderia estar... Ela era surpreendente. De todas as garotas que já haviam passado em sua vida ela era com certeza a mais intensa, a mais viciante. Como seu jeito doce e ao mesmo tempo esquentado, fazia seu estomago dar voltas. Era incrível como se davam bem. Não sendo necessário as palavras pra definir cada momento, um beijo já explicava tudo.

Mas dentro de algumas semanas esse "namoro" estaria perto do fim, e ele não podia permitir isso. Mesmo que estivesse longe de Hogwarts e que virasse comensal, estaria protegendo ela. Sabia que a ruiva não concordava com essa escolha de estar do lado Negro, mas ele pensava ser o melhor para ela e a sua mãe. As mulheres da vida dele? Quem sabe...

Se fosse em algum tempo distante se bateria por tais pensamentos, não que admitisse por completo a dependência que sentia dela, mas só o fato de querer protegê-la já significava muito, afinal Malfoys só olham para si mesmos. Era o que pensava, até ter todas as barreiras sendo quebradas por ela.

Virgínia o conquistava com o seu jeito simples e infantil. Às vezes amorosa, às vezes terrivelmente impaciente, o que ele odiava nas pessoas, mas nela não... Gostava de provocá-la, ainda mais quando sabia que ela partiria para a agressão física, dando tapinha no peito dele... Como sentiria falta disso ao longo do ano! Apesar do sadismo em questão, sabia que ela o amava, e de uma forma tão pura, como um anjo...

Foi tirado de seus pensamentos ao ouvir um piar na janela. Uma coruja negra e de olhos quase que brancos estava olhando atentamente para ele, estranhou. Como um animal poderia ter um olhar tão enigmático? Como se fosse humano? Ok, depois de estar apaixonado pela Weasley só faltava estar maluco... Se bem que explicaria muitas das suas atitudes.

Retirou bruscamente o pergaminho azul escuro das patas do animal.

"Malfoy,

Quando você vai aprender que não se pode ganhar Harry Potter?

Não me diga que realmente acreditou nas palavras de uma misera

Weasley? Você não sabe o que uma mulher desprezada é capaz

de fazer...

Vá a sala de DCAT, hj as 20 hrs e ouça o que tanto não quer acreditar

De alguém que você sempre confiou:

Eliza."

Quando acabou de ler teve vontade de rir. Como Dylin ainda tinha forças para mais intrigas? Da última vez que tentou separá-los acabou por jogar mais ainda Gina em seus braços. Ele confiava na integridade da menina, mas de qualquer forma, seria divertido ver a cara de decepção da morena ao ver o casal feliz. Mostraria o porquêde ter escolhido a ruiva.

Já eram quase 20 hr, todos já deviam estar jantando ou voltando para seus dormitórios, mas ele estava ali com sua capa de invisibilidade (um presente ótimo, que facilitou muito seus encontros). Sorriu ao ver ao fim do corredor Gina e sua amiga, Rickman. As duas vinham conversando e pôde ver que a morena carregava algumas revistas de adolescente bruxa. Estava perdendo o seu tempo ali, só mesmo a Dylin para encher a sua vida com asneiras! Porém não seria de todo o mal ouvir a conversa de Gina. Sabia como garotas gostavam de comentar sobre relacionamentos.

"- Suzan, eu não acho que você devesse terminar com o Rony por uma suposição de sua cabecinha desmiolada."

"- Não é suposição Gi, eu vejo a maneira que ele olha pra Granger." - Draco sorriu de encontro a porta, que coisa mais patética! Falar sobre o sem graça do Weasley e da Granger.

"- Meu irmão não faria nada que lhe machucasse, mesmo sendo atrapalhando, ele não faria. E no mais não vai perder a oportunidade de ficar com quem você realmente ama." – sorriu ao ouvir a namorada, sempre tão romântica, e um pouco bobinha também. Mas gostava desse jeitinho dela.

"- Quando você diz que estou perdendo uma oportunidade me sinto mal. Pois, não queria estar em seu lugar." – Neste momento o loiro ficou estático, o que a amiga de Gina queria dizer com isso?

"- Ah... Não sei o que faço. É tão difícil tomar essa decisão. De uma lado eu tenho a razão do outro o coração. – A cada sentença o loiro entendia menos.

"- Eu sei, mas você tem que se decidir logo. Ficar com o Draco ou com o Harry. Sei que isso não será fácil, mas é necessário. E no mais, se fosse conversasse com ele, com certeza entenderia você.

"- Você não o conhece como eu conheço." - O sangue de Draco estava fervendo, não podia acreditar pra que lado estava indo essa conversa.

"- Você o ama?"

"- Muito. E por isso, estou mal com o que tenho que fazer."

"- Terminar com o Draco não ajudará em nada..."

O loiro saiu do corredor as pressas, não podia acreditar que ela só estava com ele por não ter coragem para terminar. Por ele ser a, e Potter ser o seu coração... Patética! A vontade que tinha era de lançar um Avada nela... Não, nela não. Em si mesmo por ser tão estúpido e de ter se envolvido com uma garotinha baixa e de um nível inferior ao dele. Como podia ter se sujado tanto?

Se tivesse ficado até o fim da conversa descobriria que na verdade, a ruiva fizera tudo por amor, mas não ao Harry e sim a ele.

Final Do Flashback


A manhã estava fria. Essa era a melhor definição: um gelo. A preguiça para levantar da cama era muita, porém passaria o dia com Draco, então não havia do que reclamar. Seria tudo perfeito e mágico. Estava voltando a agir como uma menina de dezesseis anos apaixonada, esquecendo (tentando) os acontecimentos anteriores. Eram umas 9 hrs quando foi tomar o café, estava pensando em que roupa usaria, ao mesmo tempo em que pensava em como ficaria a situação de Becca. Era sempre assim a hora do café da manhã, pensava em milhares de coisas ao mesmo tempo. Uma coruja então adentrou o seu apartamento jogando um pergaminho em seu colo. Nem dera tempo para que pegasse um doce para oferecer-lhe, pois logo saiu voando pela varanda da sala. A sua coruja pelo menos era educadinha, uma lufa de tão boazinha. A do Draco era assim, entrava e logo saia, mas não sem antes deixar a sua marca, afinal até a coruja parecia ser uma Malfoy.

"Olá minha pequena,

Espero que tenha tido uma boa noite de sono, não poderei passar em seu apartamento para lhe buscar.

Mas te espero aqui em casa. Tenho surpresas!

Com amor,

Draco".

Estranhou a maneira com que fora escrita o bilhete, apesar da letra ser de Draco, parecia ter sido escrito por outra pessoa. Até porque o loiro não costumava ser tão carinhoso assim em postagens... De qualquer forma estava adorando esse novo jeito dele. Passava a segurança de que tanto precisava no momento. Acabou de tomar o café e foi direto para o quarto, revirou o guarda-roupa inteiro a procura de uma roupa legal, era nessas horas que lembrava de Suzan, sua amiga escolhia tão bem acessórios e roupas, enquanto ela se demorava um bom tempo com isso e no fim o resultado nem sempre era dos melhores.

Como estava frio, optou por um vestido azul que lhe caia até o joelho e sapatos altos da mesma cor. Por cima, usaria um sobretudo branco, o que daria um realce a seus cabelos. Tomou o banho rápido, e logo já estava se perfumando toda e colocando a roupa. Como sempre não usou muita maquiagem, apenas um gloss. Ajeitou os cabelos em uma boina branca e deu a última olhada no espelho, sorrindo ao ver a medalhinha em seu pescoço brilhar.

Aparatou a pouca distância da Mansão Malfoy. Andou um pouco, apertando a capa contra o seu corpo devido ao frio, logo estaria nevando. Como gostava da neve! Lembrava a sua infância, os dias felizes que passara brincando de bolinha de neve, e até mesmo a seu tempo de Hogwarts. Quando namorava Draco...

Na verdade, a neve o lembrava muito. Quando a sentia em sua pele, era como se sentisse uma caricia de Draco, suave e ao mesmo tempo fria, e a encantava com a sua beleza. Malfoy era assim como um floquinho de neve, talvez essa fosse a razão do tão odiado apelido que ela lhe pusera na época de sua adolescência.

Estranhou quando chegou perto dos portões, estes estavam abertos, o que não era suposto estar. Seria tudo parte da surpresa de Draco? Entrou observando as flores encobertas com gelo, pareciam ainda mais belas, como se a frieza da estação fizesse bem.

Já estava em frente ao portão de entrada da casa, e então, fora surpreendida com um elfo.

- Entre! Entre! Meu Senhor está na sala! - disse a pequena criatura fazendo uma reverência exagerada.

Observou bem o lugar, que parecia estar bem mais escuro do que da última vez que estivera ali. Andou um pouco deparando-se com a grandeza da sala. Sentiu o elfo a empurrar, e quando percebeu a cena a frente, ficou estática.

Draco estava sentado ao lado de Luna no sofá, enquanto sua mãe estava mostrando diversas roupinhas de bebê, ele sorria, e pelo que ela conhecia dele, sabia que estava desconfortável com a situação. Quando já estava virando-se para ir embora, ouviu a voz arrastada da mãe do loiro.

- Oh! Weasley querida, para onde você vai? – disse com um tom claro de falsidade.

Gina se virou lentamente, tentando com todas as forças não se mostrar intimidada, mas sabia que era uma batalha perdida.

- Olá Senhora Malfoy! - disse em tom cortês, olhando diretamente para Draco que estava com cara de assustado, estava mais pálido que o normal e seus olhos só faltavam pular do rosto.

- Acho melhor, irmos Ciccy, ainda tenho que mostrar aos meus pais a roupinha que compramos. E não quero atrapalhar o pai do meu filho, afinal ele tem direito a diversões.– disse venenosamente, olhando para a ruiva com um falso sorriso no rosto.

A Weasley olhou para loira, que deveria estar com uns quase cinco meses de gestação. E acariciava a barriga para mostrar que quem estava sobrando era ela. Não agüentava mais ficar naquela sala vendo tudo isso.

- Desculpe, mas penso não ser tão importante o que me trouxe aqui. Não se preocupe com minha presença, Luna. Estou de partida. – disse bruscamente e se virou para ir embora.

As lágrimas já invadiam a sua visão, impossibilitando-a de enxergar com clareza. Se pudesse já teria aparatado, porém, só um Malfoy é permitido aparatação. Desceu as escadas correndo, quase que escorregando no terceiro degrau, a neve começara a cair e tudo estava encoberto e o frio parecia queimar a sua pela, não tanto quanto as lágrimas. Estava se sentindo pior do que antes. Essa era a surpresa que ele queria lhe fazer? Queria mostrar que era apenas uma diversão? Não, esse não era o seu Draco. Não era a pessoa que havia entregado o seu amor, o seu destino.

Quando já estava prestes a chegar aos portões, sentiu uma pressão em seu braço esquerdo, Malfoy havia lhe puxado. Não tinha como reagir, devido ao susto. Mas tentou se desvencilhar, quando sentiu que ele estava a levando para as estufas. Ao chegar lá, foi empurrada sem força, para que se sentasse perto de uma das roseiras. Então ele começou a falar,e pela primeira vez pôde vê-lo nervoso. Parecia tremer.

- Eu... Olha, não... - respirou fundo. - Não acredita no que a Luna diz, ela e minha mãe vieram aqui de surpresa e... - olhou para baixo. - Realmente queria que você não presenciasse nada daquilo tudo. – Neste momento ela levantou, interpretando mal as palavras dele.

- Você não queria que eu visse? Preferia que continuasse me iludindo? - ele não respondeu. – Eu já havia aceitado a situação como era, não precisava tentar me ludibriar com nada.– disse rispidamente.

- Não é isso, Virgínia. Você sabe que não é! - ele passou as mãos no cabelo, olhando de forma desesperada, como se quisesse fazê-la entender algo que nem ele mesmo entendia.

- O que é então? - tentou ser o mais sutil possível, contudo a mágoa era visível em seus olhos.

- As coisas se complicaram, e não quero te perder, entende? – ele pegou a mão dela, que estava gelada por causa do frio. – Se eu tivesse que ter um filho, não seria a Luna a gerá-lo e sim você.

- Agora é tarde para isso, Draco. – ela argumentou tristemente.

- Olha pra mim. – ele sussurrou, juntando os corpos, acariciando a bochecha dela, como se pudesse decorar cada traço daquele rosto de porcelana que tanto amava – Não podemos deixar que coisas assim nos abalem. Teremos que ser fortes, não queria ter que te fazer passar por tudo isso. – ela suspirou.

- Eu sei, Draco. Eu sei... - ele levantou o rosto dela, juntando os lábios.

O beijo deles sempre começava de forma lenta, embora fosse profunda. E com um tempo eles já intensificavam, com uma briga de línguas e de desejo. Uma paixão e cumplicidade única. Era como se aqueles poucos minutos tivessem a duração de anos. Era como se a vida parasse por instantes e nada mais fosse importante. Mas esse beijo parecia ter um gosto diferente, de despedida. Era como se fosse a última vez deles, como se aquela loucura toda estivesse evaporando-se com esse simples ato.

Assim que se afastaram para pegar ar, ele olhou nos olhos dela, que já estava com lágrimas. Não queria ter que ouvi-la dizer que não agüentava mais. Então mais uma vez uniu os lábio, diferentemente de todas as vezes, essa era como se quisesse dar a vida a ela, através do toque. Abraçava de forma passional, como se quando a soltasse ele pudesse perdê-la e algo dizia que seria assim.

Separaram-se. Ela olhou pra ele, e sorriu tristemente.

- Acho melhor, eu ir embora. Não quero atrapalhar você, por mais que diga ao contrário. – apesar da frase não ser clara, ele sabia o que significava, entre eles era sempre tudo assim, nas entrelinhas.

- Não há nada que eu possa fazer para que mude de idéia? – ele olhava de uma maneira diferente, ela desviou.

- Sei que vou sofrer... - nesse momento as lágrimas já havia voltado com total força, e um nó estava formado em sua garganta. – mas é o melhor pra você...- suspirou - e pra mim.

- As coisas não precisam ser assim. – ele tentou argumentar abraçando-a, ao que ela tirou seus braços e disse.

- Siga a sua vida Draco, tenha esse filho, dê amor a ele. E se o nosso amor for mesmo para acontecer, acontecerá. Não importa quanto tempo passe... Eu... Eu... sempre vou te amar. – ela já estava gaguejando por causa do choro. – E estarei a sua espera.

Ela saiu chorando, e ele preferiu não a seguir. Apenas deixou-se cair no chão da estufa. Agora não sentia mais nada. Nem amor, nem ódio, nem mágoa, nem tristeza. Parecia que no momento que ele havia passado por aquela porta, havia levado sua alma consigo. Sabia que não poderia amar nem uma outra mulher, como ela. Havia tentada por cinco anos, e o que aconteceu? O destino o jogou nos braços dela. Esperaria. Um dia voltaria e enfim estaria com ela.


N/B: Pessoas, a culpa da demora desse capítulo é inteiramente minha, fui eu quem demorei duas semanas para beta-lo. Eu mereço pena de morte, mereço ser queimada na fogueira e as minhas cinzas merecem ser jogadas no mar negro. Mas...

Esse é um cap que eu adoro porquê...

- A Gina com a Becca é muito fofa, e a Becca é muito fofa sozinha também e não precisa nem um pouco da Gina para ser fofa!

- O Rony é super-fofo e a Mione é uma grande boba também, e eles se combinam terrivelmente e o Rony aprendeu direitinho os mandamento humanitários Weasleys com a matriarca e isso vai salvar ALGUMA CRIANÇA de um destino terrível.

- Blaise é o pai mais lindo do mundo e a Su devia dar uns tapas nele por isso de vez em quando!

- O flashback é muito bom, mesmo que eu ainda não entenda como a Eliza sabia o momento exato, o dia e o lugar exato que a Gina ia falar exatamente do Harry e o Draco de uma maneira que irá confundir o Draco e como o Draco não ficará para ouvir o resto e fará conclusões erradas...

- É muito bom provocar crises nos casais D/Gs. A gente sofre lendo e sofre MUITO betando, mas ai a gente se coloca no seu lugar e dá um prazerzinho sádico...

- Luna é uma boira lurra. Mas ele vai pagar muito caro... (não vai?)

- Narcisa é má exatamente como devia ser! Principalmente com Weasleys sem iniciativa!

E o próximo cap é lindoso demais! A Rafinha merece reviews e eu realmente mereço a morte por todo esse tempo!

Ly Anne Black.


N/A: Oi gente! Como vocês perceberam o atraso dessa vez foi coletivo. Eu atrasei, minha beta atrasou, o ff/net atrasou meu lado, até o meu computador não cooperou. Ou seja, uma meleca total. Esse capítulo era pra ter saído na segunda –feira (20/03), em homenagem a Camy (Arwen Mione). Ele já estava com alguns agradecimentos e tudo, mas puft! O meu word ficou louco, aí, eu ajeitei tudo, e o ff/net implicou também... Depois disso, fiquei dodói e de cama essa semana. Agora recuperada (ou não), estou postando. Antes de mais nada esse capítulo é dedicado a lindinha mor e só pra ela, ta! Mais uma vez, agradeço a minha beta que betou, e ela não tem que correr pra betar não, poxaaa! Ela tem vida, né? Então não briguem com ela pela demora e nem comigo, afinal, todo mundo está esquecendo das minhas fics mesmo...

Agradecimentos:

Miaka: Fã número um da Luna nessa fic: Miaka. Hahaha... Sim, ela é uma vaca e tudo mais que você quiser chamar, e conseguiu o que quis, não sei até quando, porque ninguém engana um Malfoy, né? Agora, se o filho é ou não dele, nem eu sei. Ainda não pensei nas possibilidades, mesmo com o fim tão próximo. Só mais três capítulos e descobriremos. Mas não me mate por separá-los, ta? Eu prometo que um dia eles voltam...rsrs. Bjinhoss xuxu.

Jessy Malfoy: Oiêee,sim a Luna não sossegou, mas eu também não sossegaria, o Draco é tão lindoso. Mas se é ou não filho dele, bom, só ela sabe. E eu infelizmente não posso dar avada nela, por mais que eu queira, sério, não dá! Hahahaha. Espero ver logo os caps de sua fic no ar! Bjuuusss miga.

Lolita Malfoy: Oiiieee moça! Desculpa a demora, não foi por mal. É que minha vida ta parecendo a da Gina, estamos interligadas, e ta tudo dando errado, mas como eu quero que a minha vida dê certo, vou aliviar pra Gina nos próximos capítulos, também estamos no fim, né? Hahaha... E Muito obrigada pela review, fico imensamente feliz! Beijos.

Franinha Malfoy: Oi Srta. Revolts! Hahahaha... Psiuuu! Esqueci que isso é segredo. E agora, eu sei que você está revoltada comigo, depois de separá-los, mas pense comigo, falta três capítulos, e eu devo longas explicações, então, isso não será por muito tempo. Logo, você entenderá. E sim, eu sou sadomaso, viu a cena de separação? Hahaha. Bjinhoss linda.

Aline: Oiê moça!Tudo bem? Ok,ok...Vou parar de ser cara-de-pau, desculpa com a demora, viu! Odeio fazer as pessoas esperarem, aff! E o pior, é que fiz a Gina sofrer ainda mais, sei que isso é mal, mas necessário, viu!E logo, tudo estará lindo e azul...eh...verde! hahahaha... Bom, obrigada MESMO pela review. E continue acompanhando. Bjinhoss.

Musa K. Malfoy: Oieeee, sim, sim a Luna é má e boba e feia... e eu estou parecendo uma criança falando...aí,aí. Mas bem, quanto a paternidade do bebê, nem eu sei ao certo. querendo depreciar a imagem da luna, não sabendo a paternidade? imaginaaa...Contudo isso não vai demorar muito para descobrirmos. E simmmmmmm eles são dois tarados, que não resistem a se agarrarem, mas se eu tivesse um Draco, eu também agarraria! Hahaha. Bjinhoss.

Miracles: Você chorou mesmo? Vixiii, nem foi uma separação no outro, imagino agora que foi a separação mesmo. Caracoles! Hahaha... E quanto a continuação.. Estou em ano de vestibular, então, ainda não sei se isso é algo que dará certo, no momento não sei de nada. Meus estudos vêm em primeiro lugar. Obrigada pelo seu apoio em todas (ou quase todas) as minhas fics! Bjinhoss, fofa.

Sabina Pereze: Caraca! A sua review me deixou emocionadamente emocionada. Como assim? Quanto apoio! Isso que faz com que eu sempre, mesmo cansada, tente escrever, você não sabe como me faz bem, não sabe mesmo.E eu sei sim quem é a Nani Potter, já li umas fics dela, mas não escrevo nem a metade do que ela escreve, a menina arrasa. Sinto-me lisonjeada com a comparação, obrigada!E nem tenho mais palavras pra responder você... Acho que farei uma reverência mesmo! Obrigada! Muitoooo Obrigada! Beijões.

Ly Anne Black: Miga, reclamo sim das minhas reviews, porque todo mundo esquece de mandar review pra mim, mas não esquece de reclamar quando não atualizo. E eu sempre apoio o mundo, então, tenho meu direito de me sentir excluída. Mas agora, chutei o pau da barraca, não quer mandar review, não manda, mas também se reduzir muito, acabou. Simples, não? E eu só falei pra você comentar, porque o capítulo era dedicado a você, e todos os capítulos que eu dedico a pessoa nunca lê, chega a ser engraçado, fico com cara de trouxa. Mas tudo bem... E pode ficar com a Becca, eu só não dou a Rachel, o restou da parentada e filharada eu dou...rsrs! Bjinhoss amoree.

Lou Malfoy: Oiee miga, sim você se atrasou, mas sem problemas. Não sinta como se fosse uma obrigação. Faz como os outros, rsrs! Bem, a fic está acabando, e logo nos livraremos da Luna, ou não. Rsrsrsrs. Mas o fato é, só faltam três capítulos! contando feliz E estarei livre de boa parte da minha dor de cabeça, até que fim essa fic acaba! Não agüento mais! E sim, os dois voltarão a ser felizes juntos. Isso agora é questão de tempo, deles e meu para escrever. Bjinhoss.

Mione G. Potter-RJ: Oieee Rafaela! (rsrsrs! Adorei isso do mesmo nome). E você me deixou sem graça com os elogios, obrigada, moça! E bom...eh...você disse sobre separá-los. Opppss...Acho que eu o fiz! Mas fica tranqüila que eu vou juntá-los, eu acho. Pelo menos a fic já está no fim, para minha felicidade. E o Blaise e a Suzan são lindosos mesmo!Eu até pensei em escrever um bônus, mas nem foi pra frente...E no sue nick tem RJ, é referente ao Rio de Janeiro? Você mora no Rio? Por que eu moro, seria feliz se você morasse também! Rsrs! Bjinhoss.

Caroline Granger: Olá moça. Realmente ninguém merece ter a lunática no pé, ainda mais grávida. Mas o Draco terá que agüentar esse karma na vida dele, mas a separação deste capítulo foi inevitável. Mas prometo que será breve. E se é ou não armação da Luna a gravidez... somente nos próximos capítulos! Obrigada pela sua review, e continue acompanhando! Bjinhoss.

Marih: Oiê... Menina, eu quase posto sem a tua review, porque no dia que você mandou foi o dia que o ff;net voltou a ficar de bem com o mundo, mas aí eu acabei "atrasando" e foi sorte, porque assim eu respondo a sua review viciaada em responder os outros? 'imaginaa E si, a Luna não tem jeito, é uma melecosa! quebra o pescoço dela E espero que não se zangue, porque eu fiz com que eles terminassem este capítulo suspira. E bem, eu atualizei rápido, rsrs. De acordo com a sua review pelo menos... E sério que você vai comentar sempre, ou foi só pra me animar? Eu sou um ser que precisa d ecarinho faz cara de inocente Bom, você comentando ou não, obrigada, só por lembrar um vez já me deixa serelepe rsrsrs. Bjinhoss e espero que tenha gostado do cap.

N/A: Por Que Todas Nós Amamos Draco Malfoy está atualizada, leiam e deixem reviews! E pra O que na verdade Somos também, né? Nem faço chantagem, mas é que tenho pouco tempo na semana pra escrever, os estudos estão me matando. Vestibular não á fácil...Me ajudem! arranca tufinhos de cabelo dacabeça Desculpem as respostas loucas no agrdecimento, estou meio febril.

Bjinhoss,

Rafinha M. Potter