XXII- Verdades.
Os dias haviam passado, o ano já havia começado. Gina tinha muitas incertezas de como seu relacionamento com Draco seria dali pra frente... Incertezas era sua única certeza e isso nunca fora de seu agrado. Sempre gostou de ter os pés no chão. Não que fosse a mais correta dos setes irmãos, mas não gostava de ter surpresas em sua vida... Embora, fossem essas surpresas que a fizessem sentir coisas que jamais havia imaginado.
Olhou para sua mãe colocando a mesa, e seu pai ali ao lado dela, observando a esposa falar das travessuras dos já crescidos gêmeos Weasley. Quantas vezes já havia se imaginado na mesma situação, não com Draco, mas com o Harry. Sempre sonhou em ter uma vida tranqüila ao lado dele, ele sempre foi o certo, o querido por sua família. Mas não foi a ele que ela se entregou, que esqueceu de tudo... Não era ele que a fazia rir de suas desgraças, que a fazia viver intensamente e que a fazia perder o sono todos esses anos. Um simples olhar, um sorriso, um toque... Não eram necessárias as palavras. Nunca foram. Draco e Gina se entendiam quando as peles se tocavam e uma mistura de sensações percorria o corpo deles, como se nada fosse mais importante do que se entregar a sensação de sentir um ao outro...
Ainda sim, ver a imagem de casal que seus pais faziam a sua frente, a fazia se perguntar, como seria com o Draco. Se ele a olharia com a mesma ternura, a ouviria, aceitaria as suas mudanças de humor... Não tinha mais duvidas sobre o amor que sentia, porém não é só de amor que vive um relacionamento, ela sabia disso. Mesmo assim, não desistiria de Draco, como ele mesmo não desistiu dela. Ele era o certo, mesmo sendo errado. E por mais que levasse tempo, estaria ali.
(Draco & Gina)
Draco já havia voltado a trabalhar e ainda não tinha se comunicado com Luna, na verdade, não o pretendia fazer. Para si estava claro que a loira não entenderia sua relação com Gina, e no mais, tinha medo do que ela poderia fazer a sua ruiva. Sabia que o sorriso inocente de Lovegood, de inocente não tinha nada. O único problema era que logo seria o casamento de Blaise, e precisava resolver sua situação. Não seria nada bom para Gina ter que agüentar o que a imprensa bruxa falaria a respeito do namoro deles.
Mas pelo menos de uma pessoa ele tinha apoio: Narcisa. Não entendeu direito o que sua mãe fazia no seu quarto de hotel, ela tinha um expressão neutra, mas algo dizia que estava escondendo algo. Não sabia o que responder quando ela afirmou que estava com Gina... Sua mãe o conhecia mais do que ele mesmo gostaria que conhecesse. Narcisa o abraçou e foi embora, mais uma atitude estranha.
Saiu do banho e viu um pergaminho com o brasão de sua família em cima de sua cama.
"Querido,
Espero você e a senhorita Weasley na mansão hoje à noite.
Não se preocupe com nada.
Não se atrase para o jantar, seu avô não suporta atrasos.
De sua mãe,
Narcisa Malfoy."
Não acreditava no que estava escrito no pergaminho. Se não reconhecesse as letras tão bem trabalhadas de sua mãe, saberia que aquilo se tratava de uma brincadeira de mal gosto de Blaise. Algo não estava se encaixando...O que será havia acontecido? Não podia arriscar o seu namoro com Gina neste jantar, mas por outro lado não poderia negar a sua mãe. O jeito era convencer a ruiva a ir a mansão. Suspirou... Gastaria horas de sua tarde tentando convencê-la, de certo.
- Não entendi o porquê de tanta expectativa para a essa noite. O buffet, a decoração... Não acho certo mais uma vez humilharem a garota Weasley. Ainda mais o pai dela sendo um homem influente, Narcisa. – disse Alexander Malfoy referindo-se aos vários empregados espalhados pela mansão, que mais parecia estar sendo preparada para uma festa.
- Não, não farei nada que a jovem Weasley não venha a gostar, hoje ela é minha convidada de honra. – disse com um sorriso no rosto.
- Não me diga que seu filho a convenceu a aceitar essa jovem. – retrucou o velho Malfoy.
- Em absoluto, estou apenas corrigindo algumas falhas cometidas. Não se preocupe avô. Logo, o senhor saberá. – respondeu dando por fim a conversa, precisava conferir os últimos detalhes.
Já estava um bom tempo deitado ao lado da ruiva, e até este momento ainda não havia tocado no assunto "jantar na mansão". Queria prolongar ao máximo esses instantes de paz, onde nada importava... Ouvia a ruiva falar, falar e falar...Ela ria enquanto dizia suas travessuras de criança, ou quando falava de algumas pessoas mal humoradas que faziam parte de sua família. O assunto não importava, só ouvir a voz doce e calma já fazia um bem enorme a si. Ou a risada espontânea e contagiante, que o fazia rir, mesmo não sabendo ao certo o porquê. Não queria ter que cortar esse momento, mas a tarde já se punha e o quanto antes começasse, mais tempo teria de convencê-la.
- Gina... – chamou, tomando coragem em seguida. - Preciso te fazer um pedido.
-Hum...- respondeu se aninhando ainda mais ao loiro.
- Eu queria te levar para jantar hoje na casa do meu avô. – disse o mais controlado possível, mas por dentro estava cada vez mais nervoso.
Gina levantou-se para encarar Draco, não sabia o que responder. Não queria desapontá-lo, sabia que estava acontecendo alguma coisa de importante, caso o contrário ele não faria esse pedido. Mas temia. Temia em voltar aquele lugar... Não tinha boas recordações e talvez não fosse bom arriscar tudo, voltando aquele lugar.
- Não sei, Draco. – disse incerta, desviando os olhos do dele.
- Não tem o que temer, pequena. Eu estarei com você o tempo todo. – respondeu tentando a tranqüilizar, no fundo sabia o que se passava em sua cabeça. – Sei que parece estranho tudo isso, mas algo me diz que minha mãe precisa falar algo importante para nós.
- Uhm... Algo do tipo "Weasley deixe o meu filho em paz", ou "A Luna tem mais direito de estar neste lugar do que você". – imitava a voz de Narcisa Malfoy.
- Minha mãe não faria isso, lhe garanto. – disse tentando não rir do jeito que a ruiva imitava a voz arrastada de sua mãe.
- Draco, você sabe muito bem que sua mãe me odeia. Por que motivo você acha que ela estaria disposta a me convidar? Com certeza ela quer que eu desista, como da outra vez.
- Minha mãe não seria tola, Gina. Ela sabe que eu não ficaria nada feliz com uma atitude dessas. Vamos, confia em mim. Prometo que se você não gostar, nos voltamos. – disse fazendo a cara de bom moço e a ruiva riu.
- Não acredito! Você sempre consegue que eu faça suas vontades, isso não é justo, sabia?- ele apenas sorria a cada palavra proferida pela ruiva – Fica fazendo essa cara fofa, isso não é justo! – ela terminou dando um beijo leve nos lábios dele.
- Você deve estar delirando, pequena. Não tem cara fofa nenhuma aqui. – respondeu fingindo estar emburrado.
- Okay, agora chegamos a parte de negação...
- O que é isso? – perguntou Blaise ao se deparar com Suzan tentando tricotar alguma coisa com duas agulhas grandes.
- Estou tentando fazer um casaquinho, mas não sei se são duas ou três voltas... me perdi na explicação. – respondeu a morena apontando para o livro que estava em seu colo.
-Suzan, você não leva jeito para essas coisas, amor. – disse Blaise, carinhosamente, enquanto tirava as agulhas da mão de sua noiva e a puxava para si.
- Como você diz essas coisas assim? Tão sem dó de mim? – comentou com a voz falha de encontro ao peito do homem.
- Amor, eu não disse nada demais. Por favor, não vá chorar, viu?! Essa gravidez está te deixando emotiva demais. – disse beijando o topo da cabeça da morena – E você tem qualidades muitos maiores do que tricotar,e não é por você não saber fazer isso que eu vou te amar menos. – conclui sinceramente, enquanto sentia sua blusa molhar com as lágrimas dela.
- Às vezes eu acho que não te mereço, sabia?! – ela deu um fraco sorriso, após dizer isso.
- Eu sei como é isso. Toda vez que acordo e te vejo ao meu lado, sinto o mesmo.
Ela sorriu ainda mais, e o puxou para um beijo apaixonado em forma de agradecimento por tudo.
Gina já estava louca a procura de uma roupa adequada para o jantar na casa de Draco. Já havia visto os mais diversos vestidos, saias, conjuntos... Nada lhe parecia bem. Faltavam menos duas horas e ela nem havia feito o cabelo e nem escolhido a roupa. Suspirou. Como queria que sua mãe ou Suzan estivesse ali, queria uma opinião feminina.
Separou dois cabides com roupa e fora tomar banho. Enquanto a água quente percorria seu corpo, seus pensamentos foram direcionados ao que levara ao convite de jantar. Não entendia o porquê do convite de Narcisa Malfoy, mas algo não se encaixava nessa história. Tinha até medo de imaginar o que era. Confiava em Draco, se algo desse errado, era só dizer que queria ir embora e poderiam aproveitar a noite no apartamento dela ou no hotel em que ele estava hospedado. De qualquer forma, não se preocuparia antes do tempo.
Enrolou-se na toalha e saiu do banheiro, dando de cara com Draco impecavelmente bem vestido sentado em sua cama.
- Nossa! O que você faz aqui? Será que eu me atrasei? Será que o relógio parou...Mas não é possível...ou é? Aí, desculpa, eu devo ter –
- Você não está atrasada, eu estou adiantado. Relaxa, pequena. – disse retirando os sapatos e se aconchegando na cama. – Pelo visto você demorou a escolher sua roupa. – continuou apontando para as roupas amontoadas na cadeira e os dois cabides de roupa estirados pela cama.
- Na verdade, eu ainda não escolhi. – disse enquanto secava os cabelos com a ponta da varinha. – Na verdade, estou em duvida nesses dois. –apontou para o lado de Draco na cama.
- Posso dar minha sugestão? – antes que a ruiva proferisse qualquer palavra, o loiro estendeu o vestido branco para ela. – Verde combina com você.
- Então, eu vou com esse. – disse puxando o vestido das mãos de Draco.
- Se você quiser ajuda para se vestir...
- Não, obrigada. – cortou o loiro - Para despir quem sabe eu precise de sua ajuda. –sussurrou a ultima sentença, logo trancando-se no banheiro, deixando o loiro de queixo caído.
Tudo estava na mais eximia perfeição, algo que somente Narcisa conseguia fazer em tão pouco tempo. O que era estranho eram os motivos dela, aquela noite seria inesquecível. Pela primeira vez sabia que seu filho daria apoio total a ela, o que muito se difere de quando eles tiveram que fugir... Draco sempre fora contra a ter que ser refugiar na casa de seu avô na França, mas sabia que essa era a única opção que lhe restara. Agora estava ali, frente ao espelho colocando uma fina corrente de ouro branco envolta do pescoço, ajeitando o vestido longo cinza. Faltava pouco tempo para seu filho e a menina Weasley chegar, e já sentia um nó na garganta. Salvaria o seu filho daquela mulher.
-Eu estava pensando, adiar o casamento foi a melhor escolha. – disse Blaise beijando a barriga de Suzan.
- Não entendo porque você está dizendo isso. Por acaso está se arrependendo é? – comentou brincando, enquanto massageava os cabelos dele.
- Claro, só estou esperando a Natália nascer para te largar, sem dó nem piedade. – disse sério, levando uma almofada no rosto. – Não, amor. Sério, eu acho que com o adiamento podemos marcar melhor, eu quero uma festa grande. E estava pensando, já que você não gosta da Luna, é melhor que passe esse tempo, só assim a gente poderá ver como ficarão as coisas entre o Draco e ela.
- Eu sei... Mas acho que o Draco já fez sua escolha e não é aquela lunática e a minha linda amiga ruiva. – respondeu sorridente.
- Você e a Gina são bastante amigas, não? Eu lembro de vocês duas em Hogwarts... Lembro dos caras comentando que vocês eras as grifinórias mais gatas.
- É? – perguntou sorrindo da cara de emburrado que ele fazia ao lembrar.
- É, mas não era nada legal o que ele falavam, os comentários, sabe.
- O que, por exemplo? Não me diga que tinha obscenidade. – Suzan olhou pra Blaise assustada.
- Só tinha. Coisas do tipo... Pansy Parkinson, seios fartos e deliciosos...
- Meus deus! – exclamou, soltando uma gargalhada. – Você lembra o que falavam de mim?
- Não, e mesmo se eu lembrasse não diria.
- Hum... Ciumento. – disse beijando a ponta do nariz dele. – Eles podem dizer o que quiser, eu sou sua. Só sua.
Virginia terminou de fazer o penteado e colocou uma maquiagem clara. Estava simples e bonita. Abriu a porta do banheiro devagar, flagrando Draco enquanto ele via as fotos em cima de sua cabeceira. Ele ria leve com uma foto dela que havia sido tirada quando ela tinha cinco anos, na foto ela ria, com um urso em uma mão e um sorvete em outra.
- Hum...Essa foto ta um horror. – disse a ruiva chamando a atenção dele.
- É engraçada! – respondeu sem desviar os olhos da foto. – Desde pequena você é assim.
- Assim...Assim como? – perguntou confusa, sentando-se ao lado dele.
- Desastrada... – sorriu e continuou ao vê-la ficar corada. – E linda.
- Sei... - disse retirando a foto das mãos dele.
- Sério, eu tava aqui pensando em como eu queria ser esse urso.
- Até que você e o Pipe tem a ver. – disse analisando o loiro bem.
- Eu não sou todo costurado e não vivo melado de sorvete.
- É..mas toda vez que eu te vejo dá vontade de abarcar.
- É, acho que somos irresistíveis. Eu e o Pipe. – gargalhou. - Pipe, que nome mais feio para se colocar em um urso.
- Tadinho... Eu adorava o Pipe. Mas meus irmãos o explodiram.
- Espero que eu não tenha o mesmo fim. – disse puxando a ruiva para um beijo. – Acho que já podemos ir, não?
Ela não respondeu, apenas se deixou levar.
- Eles chegaram! – exclamou Narcisa, virando-se para o Malfoy mais velho.
Não demorou muito para o casal aparecer na entrada da majestosa mansão, sobe os olhares de Narcisa e Alexander Malfoy. Percebia-se de longe que a ruiva estava nervosa em estar ali, a maneira com que ela apertava a mão de Draco e os olhos assustados a entregavam.
Uma coisa Alexander Malfoy tinha que concordar com seu neto: Virgínia era bem mais bonita do que Luna. Havia nela algo delicado e feminino, que não se percebia na loira. Tinha uma beleza simples, não precisava de nenhum artifício para isso. E o olhar... O olhar transmitia muita sinceridade e mesmo em uma situação desconfortável como aquela, parecia ter determinação em estar ali. Agora via o que seu neto viu nela, era algo que não se via em qualquer mulher, ela era diferente, isso ele tinha certeza. Seu único receio, era quanto ao que Narcisa faria, sabia muito bem que ela não era de marcar um encontro desses por nada. Ainda mais se ela não gostava de uma pessoa... Não sabia o porque, mas havia gostado daquela ruiva.
-Seja bem-vinda, querida. – disse Narcisa beijando a face da ruiva. – Espero que você entenda o que fiz da última vez. – disse em um sussurro, o que fez a ruiva ficar ainda mais confusa.
- Acho que já podemos mandar servir o jantar, avô. – disse a Malfoy sorrindo gentilmente, com as mãos na da ruiva.
Luna estava deitada em sua cama, pensando em tudo que havia acontecido nos últimos dias. A maneira como que Narcisa a olhava, algo tinha acontecido. Será que Draco havia convencido a mãe em não apoiá-la? Duvidava muito disso. Sabia que o que a matriarca Malfoy mais queria era ter seu neto consigo e que Draco enfim tomasse juízo, assumindo de vez os negócios da família. Mas então por que será que nessa última semana não havia quase tido contato com ela? Eram muitas perguntas sem respostas e isso não estava a agradando. Já não bastava ter que ver Draco abandonando-a pra correr atrás da Weasley... O que aquela ruiva tinha demais? Só sardas e um cabelo horroroso vermelho. Não entendia como ele poderia preferir alguém tão simplório como ela, sendo ele tão sofisticado em seus gostos. De qualquer forma, ela sabia muito bem o que faria para ter Draco Malfoy ao seu lado. Tinha tudo planejado.
Olhou para as fotos que haviam tirado ainda no tempo em que namoravam... Ele sorria pra ela, mas no fundo ela sabia que aquele sorriso não era feliz. Fechou os olhos. Ela tinha o direito de ser feliz e ninguém tiraria isso dela.
O jantar havia transcorrido bem, na medida do possível. Era visível o desconforto das mulheres da mesa, mas a conversa sobre o trabalho de Gina com as crianças fora um assunto que conseguiu amenizar o ambiente, uma vez que a ruiva mudava completamente ao falar de suas crianças, como se de fato elas fossem suas. Alexander Malfoy estava realmente encantado, e até estava disposto a passar um dia para visitá-las o que fez a ruiva sorrir de leve.
- Bom, eu agradeço a companhia de vocês hoje, mas não sou um jovem mais e penso que é hora de me retirar. – disse o Malfoy mais velho, enquanto beijava a mão de Gina. – Foi um prazer tê-la aqui, senhorita Weasley e espero vê-la mais vezes.
- Obrigada, esperarei a sua visita. – ele sorriu e se retirou cumprimentando Draco e Narcisa com a cabeça.
- Eu acho que agora podemos conversar. – disse Narcisa. – Acho que vocês já devem saber do que estou querendo dizer.
- Mãe, você prometeu que não seria indelicada. – disse Draco puxando Gina pra si, sabia muito bem onde essa conversar poderia parar.
- O que tenho a dizer agradará e muito vocês dois, não seja você, indelicado com sua mãe. Eu errei com a Virgínia, e eu sei disso, mas foi pensando em seu melhor. Ela entende isso, não entende, querida? – indagou narcisa, não deixando muitas opções para a ruiva a não ser confirmar com cabeça.
- Está certo. Nós a ouviremos, porém se houver qualquer tipo de ofensa, nós iremos embora. – a loira apenas revirou os olhos, fingindo não ouvir o filho.
- Não sei por onde começar... –
- Que tal pelo começo. – sugeriu Draco sem paciência alguma.
- Talvez, fosse melhor eu conversar apenas com sua namorada. Não penso que será possível manter uma conversa com você me atrapalhando.
- Desculpa. – disse o loiro, enquanto sua mãe se acomodava melhor no sofá da grande sala.
- No dia em que íamos viajar, o meu filho fugiu. Obviamente eu não concordei com a atitude dele, apesar de saber que ele não estava feliz com toda aquela situação. Mas fora isso, outra coisa estava me incomodando. Algo em Lovegood para ser mais exata. Então, fui atrás do doutor.
" -Não sei do que a senhora está falando. A senhorita Lovegood é minha paciente há anos e eu posso lhe afirmar que não há nada de errado com a sua gravidez. – disse o doutor desviando do olhar perspicaz de Narcisa.
- Talvez uns galeões pudessem fazê-lo me dizer o que quero. – disparou Narcisa Malfoy de forma lenta.
- Não senhora, eu já disse tudo que tinha que lê dizer. O seu neto nascerá daqui a alguns meses e pode ter certeza que muito bem, trabalho nesta área há anos.
- Sim, mas peço que o senhor entenda o motivo de minha desconfiança. Afinal, eu prezo pelos membros de minha família. Normal que eu tenha que fazer algumas perguntas. Não pretendo desmerecer o seu trabalho, gostaria apenas de um tempo consigo, sabe, precisamos combinar certas coisas para o parto.
- Ah sim, à vontade. Bebe alguma coisa? – perguntou educadamente.
- Um chá, por favor. – sorriu de forma dose, o que contrariava muito os seus pensamentos.
Prontamente ele trouxe duas xícaras de chá em uma bandeja de prata.
- Açúcar?
- Ahh... Por favor, eu gostaria de adoçante. – disse olhando para a bandeja já posta na mesa a central.
- Adoçante? – indagou confuso, ainda de pé.
- Sim, adoçante trouxa. Descobri há pouco tempo e achei bem eficaz. Se não fosse incomodo...
- Claro, claro... Providenciarei. – disse, retirando-se depois.
Narcisa sorriu e despejou todo o liquido de um minúsculo frasco dentro da xícara. Agora sim, ela descobriria a verdade.
- Não sei por que, doutor. Mas acho que o senhor e a Luna andam mentindo sobre alguma coisa. Estou certa?
- Está certíssima. – disse o doutor, assustando-se em seguida, não conseguia controlar seus lábios. O que aquela mulher havia feito com ele?
- Então, o que há de errado? Quero saber de tudo, agora. – disse a loira sorrindo, como se nada tivesse acontecendo. – Não lute, o Veritasserum já está fazendo efeito.
- Ohhhh... Merlin! Bem, a senhorita Lovegood me procurou há um tempo atrás transtornada. Precisava de uma forma de parecer grávida. Eu sabia que não deveria arriscar minha carreira dessa forma, mas me vi sem opções e acabei aceitando toda a idéia dela. Logo estávamos testando várias poções e acabamos achando uma ideal. Que teria os mesmo efeitos de uma gravidez, poção antiga e proibida, mas que cairia muito bem nessa situação. Então, diariamente ela tomava essa poção e eu acompanhava o estado de saúde dela... Dizem que muitas bruxas já morreram por tomarem essa poção. Eu acredito que ela realmente ama muito o senhor Malfoy a ponto de se arriscar dessa maneira... E pelo valor que ela me paga, com certeza ela o ama.
- Eu deveria denunciá-lo, afinal de contas essa poção é perigosa e proibida. O senhor sabe muito bem o que acontece com quem faz uma poção proibida, não é mesmo? Além é claro de perder o direito de trabalhar como curandeiro. Imaginem seus filhos o visitando em Azkaban...
- Nãooo!! O que a senhora que? – disse desesperado.
- Quero que mantenha essa conversa em sigilo, se contar a Lovegood, eu mesma providenciarei a sua estadia em Azkaban.
Aparatou sem dizer mais nada, deixando o homem chocado para trás. "
- Então, a Luna me enganou esse tempo todo? – disse Draco chocado. – Eu vou matar essa vagabunda!
- Não. Você ficará aí onde está. Eu já sei o que podemos fazer com a Luna e nem pense em discordar de sua mãe. E Virgínia, eu precisarei de você para o meu plano.
- Quer dizer que não existe criança? Quer dizer, a Luna não está grávida? – perguntou chocada.
- Não, era só uma forma de separar você do meu filho. – respondeu sorrindo ao ver Gina cair sentada no sofá.
- Eu ajudo no que for, a Luna merece uma lição. – disse a ruiva com coragem, sorrindo com vontade pela primeira vez desde que entrara ali.
Final do vigéssimo segundo capítulo
N/A: Oiee pessoas!
Escrevi grande parte desse capítulo hoje, dia das mães.
Sei que não ficou muito bom, mas realmente não tenho o mesmo ânimo de antes para escrever fics. Resolvi terminar o capítulo por aqui, mas terá mais um capítulo e enfim o epílogo. Espero que me perdoem pela demora. Não coloquei as respostas aqui no final, mas peço para que vocês deixem seus emails, caso não estejam logados no fanfiction, que responderei um por um.
Capítulo está sem betagem, então qualquer erro, já sabem.
Obrigada pelo carinho de todos nas reviews, é por elas que estou atualizando agora, porque estou morta de cansaço por causa da faculdade.
Obrigada gente! Vocês são uns amores.
E quem for do Rio de Janeiro, saibam que terá um encontro DG em julho, mais informações aqui
w w w . f l o g a o . c o m . b r / f i c s d r a c o e g i n a
(tirem os espaços)
Beijo!
