Disclaimer: Saint Seiya, muito infelizmente, não é de minha autoria

Disclaimer: Saint Seiya, muito infelizmente, não é de minha autoria. Quem me dera se fosse... Mas Saint Seiya tem dono sim! Como: Kurumada, Toei e Bandai. E essa fanfic não tem fins lucrativos.

Obs: O nome Camus Lefevre é de minha autoria (não é fácil encontrar sobrenomes franceses ¬¬). Se alguém já usou, ou quer usar (isso é, se alguém ler essa joça), contate-me, please.

CONTEÚDO YAOI

Pronto, está avisado. E que não me venham encher a paciência depois.

Boa leitura.


Capítulo I

-Dite, andiamo, sen... – Ia entrando no quarto, quando avistou o pisciano já trocado e tomado banho.

Afrodite estava sentado na beirada da cama, com uma foto nas mãos. Chorava silenciosamente olhando com tristeza para a fotografia, quando percebeu a presença do namorado no quarto. Mesmo sabendo que Máscara o observava, continuou na mesma posição.

-Dite... – O italiano sentou-se ao lado do sueco, abraçando-o. Beijou-lhe a face, acariciando-a com o próprio rosto e enxugou as lágrimas que manchavam aquele rosto pálido e perfeito. Olhou para a foto nas mãos de Afrodite e sentiu saudades daquela época... A fotografia mostrava 12 garotos, de 15 a 20 anos, dispostos em uma fileira, cada um com uma medalha dourada no pescoço. Usavam roupas de época, antigas e elegantes. Estavam sorrindo, emocionados e muito contentes, fazendo com que aquela imagem passasse toda essa alegria para quem a visse.

-Você lembra, Máscara? – Disse o sueco com uma voz chorosa e melancólica. – Graças à apresentação dele que conseguimos esse prêmio. – Sorriu profundamente triste e voltou o olhar para o outro.

O canceriano continuava a olhar a foto. Sorriu discretamente, lembrando-se daquela época... Ali, naquele momento em que fora tirada a foto, eles nem imaginavam o quão ficariam famosos com o teatro.

Respirou fundo, pegou a foto das mãos do pisciano e a guardou na gaveta do criado-mudo. Afrodite o olhou sem entender. – Afrodite, não é hora de ficar relembrando isso, amore mio. – Deu um selinho no outro e o abraçou. – Teremos tempo para isso, e agora não é a hora.

Afrodite concordou com a cabeça e, separando-se do abraço, foi até o espelho para enxugar as lágrimas e arrumar os cabelos. Pode parecer que isso foi um gesto de futilidade: arrumar-se para um enterro. Mas, na cabeça de Afrodite, arrumar-se-ia para Camus; para despedir-se eternamente de alguém tão querido.

-Vamos. – Acabou por dizer, já indo até a porta de saída do apartamento, seguido de Máscara.

.--.--.

Mu olhava para Milo, sem saber o que fazer. Olhou para Shaka que também estava muito chocado com a cena. Decidiu então tirar Milo dali, pois o número de espectadores ia aumentando, querendo ver o que estava acontecendo.

Foi até o escorpiano e ajoelhou ao seu lado, para tentar falar com ele.

-Milo... – Disse, tocando no ombro do escorpiano. Não conseguiu conter mais algumas lágrimas ao ver o olhar desconsolado de Milo sobre si. – Va... Vamos sair daqui...

-Mu... Ele não vai voltar... – Recomeçou a chorar compulsivamente, agarrando-se ao casaco do ariano. – Faça-o voltar para mim, Mu... Por favor...

O ariano o abraçou apertado, tentando conforta-lo. Ver Milo, o sempre alegre e cheio de vida ator de teatro, chorando daquela maneira, era triste por demais. Com o escorpiano chorando em seu ombro, olhou para Shaka e viu lágrimas na face do indiano. Shaka não demonstrava muitas emoções, mas todos sabiam que ele sentia por demais as coisas. Para ele chorar assim, na frente de todos, tinha mesmo que estar desconsolado... E quem não ficaria desconsolado vendo o homem que ama e um dos melhores amigos naquela situação?

Shaka enxugou as lágrimas pó debaixo dos óculos e foi pedindo por favor para pararem de olhar, dizendo que aquilo não era nenhum espetáculo ao qual se assiste com platéia. As pessoas, um pouco bravas, mas entendo o recado, foram se dispersando. Mu conseguiu fazer com que Milo levantasse dali e o sentou em um dos bancos do velório. Shaka trouxe um copo de água, com um calmante para o escorpiano a pedido de Mu.

-Tome Milo... Sentir-se-á melhor. – Entregou o remédio à Milo, este relutando um pouco em tomá-lo, mas acabando por ceder. – Não acha melhor ir pouco para casa, descansar?

Milo balançou a cabeça negando. Estava sentado no banco, abraçando os joelhos, com uma aparência largada, como se nada mais fizesse sentido. Realmente para ele nada mais fazia sentido... Como iria viver sem Camus? Não queria mais viver. Mu estava sentado ao seu lado, acariciando seus cabelos, como se dissesse que estaria ali para tudo. E Milo sabia disso. Mu era um irmão para ele. Não de sangue, mas de alma. Cresceram juntos em um orfanato na Grécia e foram adotados juntos. – Eu não quero mais nada, Shaka... Nada... – Nem chorar mais conseguia. Estava com o olhar perdido e as lágrimas caíam sem pedir permissão. As enxugava com as costas das mãos.

Mu o olhava com pena, mas não queria passar isso à Milo. Queria passar força, consolo, queria dizer que faria de tudo para Milo conseguir levantar desse tombo. Mas não agüentava vê-lo daquele jeito. Era visível a todos que os conheciam que Milo tinha uma adoração transcendental por Camus. Os dois eram a pura essência do contraste entre personalidades, mas era isso que os fazia especiais. Conheceram-se no curso de teatro, o que era paixão comum entre eles, quando tinham 15 anos de idade. Passaram por várias coisas antes de descobrirem o amor existente entre seus corações, mas não adiantava: as fiandeiras do destino já tinham cruzado as linhas de suas vidas. Por mais que brigassem, não viviam um longe do outro. E agora Milo teria de aprender a viver longe de Camus...

Era disse que Mu tinha medo. Por mais decidido e forte que Milo fosse mesmo por ter passado por tantas dificuldades na vida, pela primeira vez Mu sentiu nele uma fraqueza súbita, que parecia irremediável.

-Milo... – O tibetano chamou a atenção do loiro – Você precisa descansar... Está há horas sem comer, ficará doente desse jeito.

-Mu, eu não vou sair daqui. Será que é tão difícil assim me deixar passar os últimos momentos de Camus aqui perto dele? – Disse, com a voz cheia de amargura, mas depois se arrependendo um pouco por ter sido grosseiro com o ariano. – Eu... Eu não quero ir. Não quero comer, não tenho nenhuma vontade de descansar. Eu não sei o que vou fazer sem ele...

À medida que Mu foi responder, uma voz conhecida fez-se ouvir. – Mu, eu preciso falar com você. – Mu voltou o olhar para a pessoa, reconhecendo o amigo.

-Saga, conseguiu alguma informação? – Levantou-se, indo até o mais velho. – Shaka, eu preciso falar com o Saga. – Voltou-se para Shaka, que entendeu o recado.

-Pode deixar Mu. Eu fico aqui com o Milo. – Sorriu discretamente, sentando-se ao lado do grego.

Mu e Saga foram até o jardim do local, que estava vazio, para terem certa privacidade.

-Mu, os peritos já começaram a analisar os dados e os exames. – O Geminiano começou. Saga era o advogado do tibetano há algum tempo, além de fazer parte do grupo de amigos do teatro. Estava trabalhando para ele, pois Mu tinha certeza que a morte de Camus fora planejada. Não fazia idéia por qual motivo, nem por quem, mas sabia que Camus não teria um ataque cardíaco fulminante repentinamente. O francês era por demais vaidoso com o corpo: controlava rigidamente a alimentação e fazia horas de exercícios diários. Ia ao médico periodicamente para fazer check-up e tinha uma saúde literalmente perfeita. Como poderia sofrer um infarto aos 25 anos de idade e com uma saúde dessas? Algo ali estava errado. E além de tudo isso, Camus não acreditava em remédios naturais. E, na noite em que faleceu, fora encontrada uma cartela de medicamento à base de ervas naturais perto de seu corpo caído no chão da cozinha do set de filmagens.

-E já encontraram algo que coincida com as minhas suspeitas?

-Mu... – Saga respirou fundo, já prevendo o que estava por vir. – Camus foi envenenado.

Continua...


Bom, antes de mais nada, eu queria agradecer às reviews:

Mussha: Querida, adorei seu comentário. Mu e Shaka são suas das minha paixões em Saint Seiya e me alegra por demais vê-los juntos e tão unidos dessa forma. Muzinho pode ser tudo, mas tem um coração enorme. Milo realmente está destruído por dentro. Camus era tudo pra ele... E doeu no meu coração ter que fazê-lo passar por isso. Muito obrigada pelo review!

Kiara Sallkys: Si si, como pôde ver, eles são atores e conhecidos da mídia, o que dificulta ainda mais toda essa situação. E está me doendo no coração matar o Camus, eu sou louca por ele! Mu e Shaka pra mim são sagrados juntos, um casal muito lindo. E, apesar de Mu estar sofrendo, ele vai ser muito forte e fazer de tudo (uma ariana dizendo, acredite, um ariano tem forças pra agir racionalmente numa situação dessas). Beijos e muuuito obrigada pelo comentário.

Prajna Alaya: Olha, vou ser bem sincera: Não é muita a minha praia escrever drama. Já me disseram que tenho dom pra comédia. Oo... Mas eu adorei tanto essa idéia que resolvi arriscar. Muito obrigada pela review! Beijos.

Angell Kinney: Querido, adorei o comentário! E eu preciso acabar de ler o segundo capítulo da sua fic . Bom, sobre o motivo da morte do francês, aí está. Foi assassinado. A hora que o Milo souber de uma coisa dessas... Não quero nem ver. Amei os elogios, pois sou muito auto-crítica e insegura quanto a minha narrativa. Não digo que é a minha primeira fic, porque não é. Tenho outras, de Saint Seiya mesmo, já publicadas, mas essa é outra história. Beijos, querido! Obrigada pelo Review.

P-Shurete: Ah, eu matei o Camus Tô tendo que me controlar aqui, pois eu amo ele! Muito obirgada pela review, espero que continue e goste desse capítulo. Beijos, querida!

Capítulo mais auto-explicativo, pra vocês entenderem sobre a vida deles e os motivos da trama. Espero que gostem.

Beijos.

Suenne Bardot

02.05.2008

16h25