Capítulo 4 – A Espera

Harry acordou com uma sensação de frio. Abriu os olhos devagar, piscando um pouco ao notar a luz do banheiro acesa e o barulho que lhe indicava que havia algo errado.

Levantou-se, ainda meio tonto, e se dirigiu ao aposento, não se assustando ao encontrar Draco ajoelhado no chão, vomitando torrencialmente. Abaixou-se ao seu lado e afastou os cabelos do rosto suado do loiro, apoiando sua testa com a mão enquanto a crise passava.

- Ahnnn – gemeu o loiro, ainda tossindo um pouco, rouco – Eu vou morrer...

Harry sorriu, molhou a mão e acariciou a nuca do outro com água gelada, tentando aliviá-lo.

- Eu fiquei surpreso de você ter querido comer hoje.

- O enjôo está mais ameno... E eu pensei... Eram frutas...

Draco se debruçou e voltou a vomitar, tossindo. Já não havia mais nada em seu estômago. Harry o ajudou a se colocar de pé e se lavar. Draco vacilava, meio zonzo. O moreno não pensou duas vezes para pegá-lo no colo e levá-lo de volta para a cama.

- Não gosto quando você faz isso.

- Isso o quê?

- Me carrega. Eu me sinto um inútil.

Harry não respondeu. Somente se deitou, acariciando o loiro.

- Pega água para mim? – ele pediu alguns minutos depois, e Harry voltou a se levantar, indo até a cozinha.

Poderia ter conjurado, mas depois de quase dois meses convivendo com um Draco grávido aprendeu algumas coisas. Uma, que ele não gostava do seu atual estado e que crises como a que tinha acabado de presenciar, embora acontecessem a todo o momento, o constrangiam. Então Harry não se importava de deixá-lo alguns momentos sozinho. Duas: que o uso contínuo de magia na presença do loiro o deixava mais irritado e por vezes aumentava os enjôos. E isso preocupava Harry.

- Você devia procurar um médico.

- Não.

- Eu sei. Mas você precisa.

- É arriscado.

- Podemos apagar a memória dele depois.

- E se não for só uma vez? E se eu precisar voltar sempre? E se tiver algum problema? E se alguém ficar sabendo... Harry, nós já conversamos sobre isso.

Estavam sentados à beira da lareira, abraçados, algumas noites depois. Parecia ser sempre inverno naquele lugar, apesar dos dias serem claros, e o chalé ser bem aquecido. Draco sentia muito frio, principalmente nos pés, por isso gostava de se sentar daquela forma, enrolado em uma manta, à beira do fogo, apoiado contra o corpo de Harry.

O moreno deixou uma mão correr por baixo da blusa do loiro, acariciando seu abdômen. Ia perguntar se ele já conseguia sentir o bebê, mas desistiu. Se Draco sentisse, o falaria, ou mudaria seu comportamento de alguma forma, e ele perceberia. Deve ser estranho ter algo mexendo dentro do seu corpo. Ginny começara a sentir com quatro meses. Ele não sabia de quanto tempo Draco estava, mas devia ser uns três meses, no máximo. Havia um acordo silencioso entre eles de não falarem nas esposas. Harry tinha a impressão de que seria como trazer algo estranho para distanciá-los. Draco nunca citara Astoria também.

A mão de Draco veio se juntar à sua, e ele se acomodou melhor, encaixando o rosto no seu pescoço e fechando os olhos. Já dava para sentir mudanças no corpo do loiro. Seu abdômen, que não era muito musculoso, definido, mas era durinho, agora parecia levemente arredondado, como se não fosse mais tão reto, mas só dava para perceber ao toque. Draco permitia que ele o tocasse, mas não demonstrou qualquer interesse por sexo naquele meio tempo, tampouco Harry se sentiu encorajado em tentar alguma investida frente à irritação constante do loiro, embora ele parecesse cada dia mais bonito, como se estivesse mais jovem, com uma luz diferente.

Harry o abraçou mais forte e beijou sua testa, percebendo que o loiro adormecera.

Eu tô grávida

Grávida de um beija-flor

Grávida de terra

De um liquidificador

E vou parir

Um terremoto,

uma bomba, uma cor

Uma locomotiva a vapor

Um corredor

Harry sempre achou muito difícil conviver com Draco. Agora, então, que ele estava em um estado de mal-estar e irritação constantes, parecia impossível. Por vezes ele simplesmente decidia que o loiro precisava de um tempo sozinho e se isolava em algum outro canto da casa até que fosse chamado para jogar xadrez ou ler junto com ele.

Draco não gostava de ficar sozinho. Era uma pessoa diurna, mas não do tipo que acha que a noite é feita para dormir, mais do tipo que consegue fazer muito mais coisas na parte da manhã do que no final da tarde, e passar noites em claro o deixava esgotado e irritado, mesmo que tivesse todo o tempo do mundo para dormir durante o dia.

Ele jogava xadrez quase tão bem quanto Ron, e isso fez com que Harry desejasse poder assistir uma partida entre os dois, ainda que soubesse dos riscos. E ele gostava tanto de ler quanto Hermione, mas não com tanta ânsia, mais pausadamente, como quem saboreia a leitura.

O chalé era confortável e aconchegante, embora pequeno. Fora claramente pensado para abrigar somente a família Malfoy: todo feito em madeira nobre e com recursos mágicos de aquecimento e proteção, era decorado por dentro com delicadeza, em cores claras, neutras. Tinha poucos cômodos: a sala, uma pequena cozinha e duas suítes, sendo uma de casal e outra decorada com as cores da Sonserina. Nos primeiros dias, Harry se instalou no quarto de solteiro, mas Draco passava tão mal durante a noite que não demorou para que passassem a dormir juntos na cama de casal dos pais de Draco.

Pela primeira vez na vida tinham todo o tempo do mundo para conversar, além de jogar xadrez, ler e tentar melhorar o estado de Draco. Era como se uma série de barreiras deixasse de existir entre os dois. Adultos, longe de família, trabalho e do colégio, condenados a ficar isolados naquele espaço durante nove meses, parecia inviável não conversar. Certos assuntos foram educadamente evitados, como as esposas, mas falavam muito dos filhos, e sobre a época do colégio, e sobre os encontros deles no trabalho, e tudo o que envolvia o universo de ambos.

Harry se sentiu despido diante de Draco quando conversaram sobre a guerra e tudo o que aconteceu. Draco, para ele, soava inicialmente como somente mais uma vítima, mas era aterrorizante escutar na voz angustiada do loiro - que se recusava a derramar lágrimas por esse passado, embora se alterasse visivelmente - o relato de tudo o que ele passou na convivência de Voldemort. Draco não se sentiu melhor do que ele ao saber que chegou a partilhar um pedaço da alma de Voldemort e que fora obrigado a morrer para poder cumprir sua missão.

Nesse dia dormiram na sala, encolhidos no sofá macio, abraçados. A lareira ficou acesa a noite toda para evitar que os fantasmas de ambos perturbassem o sono tranqüilo dos dois.

Draco sentia falta de voar e de trabalhar, assim como Harry, mas não fazia por medo de influenciar o bebê de alguma forma. Harry não fazia para evitar que o loiro passasse vontade. O moreno às vezes tinha a impressão de que o loiro se preocupava demais. Ginny tinha jogado até o quarto mês. Mas, por outro lado, entendia todo aquele medo. Draco estava apavorado com a idéia da gravidez, e isso ainda o assustava também.

- E se ele não nascer perfeito? – Draco se questionou um dia, enquanto comiam.

- Como assim?

- Você sabe que isso á possível, Potter. Mais do que possível, eu diria, no nosso caso. Muito provável.

Harry o olhou. Era comum Draco falar no nome dos dois. Esse era um de seus medos: assumir a responsabilidade total sobre o filho. E Harry não tinha nada contra assumir aquela criança como sua também.

O moreno se levantou, indo se ajoelhar ao lado dele. Draco não o olhava, continuava brincando com as ervilhas no prato ainda cheio. Harry pegou sua mão e o fez o olhar.

- Eu vou ficar com você, Draco. E não importa como essa criança nasça... Nós vamos cuidar dela, não vamos?

- E se... E se... Ela não... não...

Harry pegou a outra mão do loiro e levou à própria barriga. Mesmo sobre a mão dele, o moreno podia sentir o ventre vibrar. Há dois dias o bebê havia se mexido pela primeira vez, e Draco dera um grito que quase o matou de susto, mas quando ele o tocou, não pôde conter uma lágrima em meio ao sorriso.

- Draco, você, mais do que ninguém, sabe que essa criança está viva. Ela está crescendo e bem, Draco.

O loiro mordeu o lábio e tirou suas mãos das dele para cobrir o próprio rosto. Harry se levantou e o abraçou.

Eu tô grávida

Esperando um avião

Cada vez mais grávida

Estou grávida de chão

E vou parir

Sobre a cidade

Quando a noite contrair

E quando o sol dilatar

Dar à luz

Depois de um tempo, Draco parou de vomitar e conseguiu voltar a comer quase normalmente. Quase.

Não demorou muito e começou a fazer pedidos estranhos.

- Melancia? – Harry perguntou, apavorado. Onde ia arrumar melancia àquela hora, naquele lugar perdido no meio da Europa?

Havia chamado Kreacher para ajudá-lo, fosse na manutenção da casa, visto que evitava cada vez mais fazer magia, fosse para poder sair e não deixar Draco sozinho, fosse para ajudá-lo a achar aquelas esquisitices. Kreacher era particularmente bom nessa parte, afinal, havia acompanhado as duas gestações da Sra. Black e até fora mandado para a casa dos Malfoy quando Narcisa tinha crises durante a primeira guerra, para que não ficasse incomunicável com o resto da família quando Lucius precisava se ausentar.

Foi ele que conseguiu o chucrute e depois os camarões, mas sem dúvidas o desejo de que Harry mais gostou foi o fondue.

- Fondue?

- Sim, Harry, muito, muito chocolate derretido com frutas! E queijo! Sim, quero de queijo também! – os olhos de Draco brilhavam e ele levava o dedo à boca, mordendo a ponta enquanto sonhava com a refeição.

- Fondue?

- Potter! Quer que eu desenhe?

- Kreacher sabe fazer fondue, senhor. Se permitir, Kreacher prepara.

- Oh! Ótimo! Do que você precisa, Kreacher?

Nada muito complicado ou raro de achar, e logo estavam os dois sentados sobre o tapete da sala, próximos à lareira. A mesa baixa de centro fora esvaziada de seus enfeites para servirem as duas panelinhas, uma com chocolate, outra com a mistura de queijos. As diversas travessas com as opções de frutas e pães e outros queijos diversos e vinho enfeitiçado, pois Draco não queria beber álcool.

Conversaram sobre coisas amenas. Riram dos desejos do Draco, comeram e se aqueceram, muito próximos um do outro. Draco ria, a boca suja de chocolate. Harry aproximou o dedo para limpá-la e o loiro o capturou entre os lábios, e então sorriu. O moreno não pensou duas vezes para se aproximar e beijar o outro. Não o beijo casto que haviam se habituado a dar nos últimos meses, meio de consolo, de carinho. Aquele beijo era profundo e provocante, cheio de desejo contido.

Draco se afastou e mergulhou os dedos no chocolate, passando-os pelos lábios de Harry em seguida, e ele os lambeu, puxando-o de volta para o beijo. Sua boca tinha gosto dos morangos que agora dividiam, gosto de tentação. Logo Draco estava sentado em seu colo, seu rosto, pescoço e ombros melecados com o doce, a blusa que usava jogada no chão, junto com a de Harry, pequenos gemidos soltos no ar devido ao toque há muito esperado.

Harry o deitou no chão, a barriga atrapalhava na posição em que estavam, e abriu sua calça devagar, sem parar de beijá-lo. Draco se assustou e se sentou de repente, afastando o moreno.

- O que foi? – Harry perguntou, assustado.

- Não... Eu... Eu não quero, Harry...

- Por quê? Você ta sentindo alguma coisa?

- Não... Tudo bem... Eu só... Só não quero, entende?

Harry percebeu que Draco havia ficado na defensiva, pegando a camisa e voltando a se vestir.

- Draco, vem cá. – Harry o puxou pela mão até tê-lo sentado a sua frente – Você sabe o quanto eu gosto de você, não sabe?

O loiro confirmou com a cabeça, o olhando, sério.

- Não é isso, Harry, é...

- O bebê. Eu sei. – Harry sorriu, ao ver o loiro mais aliviado ao perceber que ele havia entendido seus motivos – Você tem medo de machucá-lo, e eu entendo isso. Mas eu queria que você entendesse que eu nunca faria nada que pudesse machucar nosso filho, ou você. E... Eu te desejo tanto, Draco...

Draco voltou a se aproximar e beijou-o. Harry sentiu que ele ainda hesitava, mas seu desejo também era evidente.

- Não quero... dentro... – Draco resmungou entre o beijo.

- Podemos fazer outras coisas... – Harry sugeriu, voltando a despi-lo.

Nunca houve muitas palavras entre os dois nesses momentos, mas quando Harry sentiu o quanto Draco estava desconfortável ao se ver nu na sua frente, percebeu que dessa vez precisaria de mais.

- Eu te amo. – sussurrou contra os lábios do loiro e percebeu que ele abrira os olhos frente a essa declaração – Eu te amo e não vou te machucar. Você é lindo.

Harry não se deitou sobre Draco para não pressionar a barriga. Ficou de quatro sobre o seu corpo, beijando seu pescoço, ombros e peito, brincando com seus mamilos, enquanto as mãos do loiro corriam pelo seu corpo.

- Eu quero te tocar. – Draco pediu entre gemidos.

Deitaram os dois de lado, de frente para o outro, voltando a se beijar, as mãos correndo pelo corpo um do outro, mas sem conseguirem se tocar por completo. As mãos envolveram o membro do outro e os gemidos se perdiam em meio ao beijo.

- Vira.

- Harry...

- Eu não vou...

Draco se virou de costas para o moreno e gemeu quando ele colou o corpo ao seu, os corpos se encaixando perfeitamente, finalmente o calor do toque de ser envolvido completamente em seu abraço. Harry beijou seu pescoço e acariciou o seu corpo, demorando-se na barriga, e então descendo até voltar a envolvê-lo com a mão. Draco o sentia fazer leves movimentos às suas costas enquanto não deixava de beijá-lo, sentia o toque íntimo entre suas pernas, mas sem a intenção de penetrá-lo. Ouvia o moreno gemendo em seu ouvido e lhe dizendo coisas doces que o faziam se sentir seguro e querido.

A velocidade da mão de Harry aumentou quando as palavras sumiram e somente uma cadência de gemidos, de ambos, tomou conta da sala, até que um único grito deixou as suas bocas quando o prazer os envolveu completamente.

Harry voltou a abraçá-lo, mesmo ainda trêmulo, e apoiou o rosto em seu pescoço, sentindo o seu cheiro.

- Eu também te amo, Harry.

Eu tô grávida

De uma nota musical

De um automóvel

De uma árvore de Natal

E vou parir

Uma montanha,

um cordão umbilical,

um anticoncepcional

Um cartão postal

Era tarde. Harry registrou isso quando abriu os olhos e percebeu a luz que entrava no quarto através das cortinas claras. Tinha dormido muito. Olhou para o lado e se surpreendeu de não encontrar o loiro. Devagar, se espreguiçando, se virou e passou o olhar pelo quarto, tentando localizar o amante.

Draco estava de pé na frente de um grande espelho que Harry podia jurar que foi convocado pelo loiro, pois nunca repara nele dentro do chalé. Draco estava nu e seu corpo era refletido por inteiro pela superfície espelhada. Ele se olhava de perfil, as mãos alisando a barriga.

Ao contrário do que Harry lembrava ter acontecido com Ginny, Draco não engordara de maneira uniforme. Só tinha barriga. Talvez tivesse ganhado um pouco de massa nas pernas e suas nádegas pareciam um pouco mais redondinhas, mas, se uma pessoa o olhasse de costas – e Harry pôde confirmar isso conforme o loiro se voltou para se olhar de frente no espelho – não diria que ele estava grávido, pois seu corpo continuava o mesmo.

Harry só havia visto aquilo acontecer uma vez, com uma dançarina. O corpo perfeito da mulher mal se modificara com a gestação, assim como Draco, ela só adquirira a barriga.

- Sabe, eu realmente sinto falta de peitos.

A voz de Draco tirou Harry de sua contemplação e o fez perceber que o loiro notara que ele estava acordado pelo reflexo. O moreno somente sorriu e se sentou, encostado na cabeceira, para poder olhá-lo melhor.

- É sério! – disse o loiro, passando as mãos pelos músculos lisos e retos do próprio peito – Pensa bem, ficaria muito mais harmônico. Tipo, parece que eu engoli uma melancia. Olha! – ele disse, voltando a ficar de perfil, alisando a barriga – Eu estou ridículo...

Como Harry se limitou a cruzar os braços com um sorriso no rosto e continuar o observando, Draco prosseguiu com seu monólogo.

- Mulheres realmente foram feitas para isso... Elas ficam lindas grávidas... Parece uma progressão todo aquele conjunto: peitos, barriga, pernas... Cara, até a Astoria, que é toda sem sal, ficou um tesão grávida...

Harry ergueu as sobrancelhas nesse ponto e começou a se levantar da cama. Draco colocou a mão na parte de trás das coxas e mexeu nos glúteos, tentando verificar se haviam caído ou se estavam flácidos.

- Ainda bem que eu não engordei muito além do necessário... E ainda assim mal consigo ver meu pinto...

Harry o abraçou por trás, o impedindo de continuar, sussurrando no seu ouvido.

- Você está um tesão, e eu acho que nunca te vi tão lindo como agora... E estou louco por você...

Draco se encostou nele, sentindo que o moreno estava excitado, e se permitiu ser abraçado.

- Você acha que volta tudo ao normal depois que nascer?

- Não sei... A Ginny ficou mais gostosa... – Harry respondeu, chupando o pescoço do loiro.

- Harry, como você consegue me desejar assim? Eu estou horrível!

Harry o pegou no colo e o tirou da frente do espelho, carregando o loiro para a cama, se deitando em cima dele.

- Você está uma delícia...

Começou a beijar o seu pescoço, ouvindo os primeiros murmúrios de aceitação do outro. Desceu um pouco a boca, capturando um de seus mamilos entre os dentes, fazendo o loiro se contorcer e gemer de satisfação.

- Fica parado. – pediu, depositando um beijo na boca do loiro enquanto segurava suas mãos ao lado da cabeça. Desceu.

Draco quase gritou com todo aquele calor em torno do seu membro. Harry o chupava com vontade, fazendo-o se contorcer na cama.

- Harry!

O moreno diminuiu a intensidade, tirando o membro da boca, passando os lábios de cima a baixo, lambendo, tocando em torno. Draco choramingava em sua tortura, até que o moreno voltou a tomá-lo inteiro na boca, se movendo devagar no começo, aumentando a velocidade conforme o loiro o respondia e voltava a gemer e mover levemente os quadris, buscando mais contato. Até que Draco não suportou mais e, com um grito abafado, se derramou na boca do moreno.

Harry ficou de joelhos entre as suas pernas, o olhando deitado desamparado após o orgasmo, o rosto sujo.

- Draco...

Quando as contas metálicas se fixaram nele, passou os dedos onde sabia estar sujo, lambendo-os em seguida, como se fossem a coisa mais deliciosa que já provara. Draco respirava descompassadamente ainda, e não conseguiu evitar o gemido ao ver tal cena.

- Vem cá... – chamou o moreno, que se deitou ao seu lado, olhando-o por um momento antes de ter sua boca tomada em um beijo.

A mão de Draco escorregou para dentro do seu pijama, abaixando o elástico da calça até o meio da coxa, e começou a masturbá-lo, a outra mão o puxando pelos cabelos, impedindo-o de sair do beijo.

Os gemidos sorvidos entre as bocas. Mãos desesperadas buscando tocar, apertar, ter mais perto, mais seu. O corpo quente próximo demais. A mão que não parava de tocá-lo, a língua que tirava sua sanidade. Harry não durou muito, gozando na mão loiro.

Draco o imitou o que o moreno fizera há pouco, levando a mão à boca, sorvendo a essência do moreno antes de ser puxado para um último beijo.

Eu tô grávida

Esperando um furacão,

um fio de cabelo,

uma bolha de sabão

E vou parir

Sobre a cidade

Quando a noite contrair

E quando o sol dilatar

Vou dar a luz

oOo

N/A1: Música "Grávida", de Marina Lima. Ela logicamente tem o eu lírico feminino, mas relevem isso, ok? ¬¬

N/A2: Seus cretinos!! Então é assim? Só botar uma pressão que os leitores aparecem?? Pois bem, cá estou eu, poucas horas depois de postar o capítulo 3, cumprindo minha promessa: 10 reviews capítulo novo.

Continuem firme na campanha "Faça uma autora feliz" que ainda tem seis capítulos pela frente XD. Mas esse, na minha opinião, é um dos mais fofos da fic – Agy, que escreveu duas cenas de non con hoje, tendo seu momento de anjinha.

Lembrando que no fim de semana virão as respostas! \o/

Beijos e boa noite para todos.

PS: Capítulo dedicado à Thais Weasley Malfoy, pela jaca que se revelou uma melancia. XD