"You jumped into my bed again
The rain was pouring down my window
I feel like being stuck all day with you
The moment kept us hanging on"
(By Sugarleaf)
Capítulo 6 - Ola Kala
Sirius viu aquela figura de máscara se aproximar do amigo, surpreendeu-se ao vê-lo ficar rígido de repente, sem qualquer tipo de reacção.
Deu-lhe um safanão mental e nem mesmo isso surtiu efeito. Viu a rapariga se afastar quase aos pulos o cabelo alaranjado esvoaçando por entre a multidão, James preparava-se para a seguir, mas Sirius foi mais rápido.
- Quem era? – perguntou.
Mas não ouviu resposta. James tentava-se soltar da mão de ferro que lhe prendia o braço àquele sítio. Tinha que a alcançar.
- É ela, Sirius. É ela!
- Mas ela quem? – perguntou novamente.
- A minha menina de Barcelona. – James sorriu, e também ele perdeu-se na multidão.
Barcelona?, pensava Sirius, ela não estava morta? Sim, estava, tinha a certeza disso, da última vez que fora ao castelo dos vampiros do clã de James, as palavras da mãe tinham sido esclarecedoras: Ela não aguentou o sangue real.
- O que é que aconteceu? – Remus quis saber.
- Enlouqueceu, enfim, o costume.
Remus pareceu ficar convencido com a sinceridade da resposta e se esqueceria do assunto pelas próximas horas. Algo mais importante se elevava.
Afastaram-se do meio das pessoas, procurando um lugar mais calmo.
- Circulam por aí alguns rumores – sussurrou Remus. – E não são nada favoráveis à nossa causa.
- Se quem te disse foi o Peter, não sei se considero credível…
- Tudo bem, mas podemos sempre verificar, não é!? Bem, como eu ia a dizer, o Voldemort está a par da desavença familiar entre o James e a sua família, e ele então pensa…
- … pensa que o pode levar para o lado dele – completou Sirius.
- Como é que sabes?
- É o que mais se fala por aí, e isso está a destabilizar meio mundo, eles começam a ter mais apoios do que nós – Sirius refastelou-se na cadeira, e fitou toda a clientela do bar.
- Precisamos de uma arma secreta! E que James tome uma posição de vez!
Mas ele tinha mais com que se preocupar, deslizava por entre a multidão o tão rápido quanto possível, de modo a não chamar atenções, mas mesmo assim não a conseguia alcançar. Como era possível? Só se… e uma dose de esperança invadia-o por completo.
E então a praça deu lugar a uma rua larga, que dava directo ao canal. E lá estava ela, parada em frente a um gondoleiro, falava com ele com demasiada urgência. Pensaria ela que lhe podia fugir?
Deslumbrou as pessoas em seu redor, ninguém sequer dava pela sua presença, e de um momento para o outro, estava também ele em frente ao gondoleiro. Mas os seus olhos novamente mergulhados na imensidão verde da rapariga, que apostava ser a sua espanhola.
- Holla, chica!
Os lábios dela curvaram-se em um sorriso.
- Holla, chico!
O gondoleiro perguntou-lhes onde os queria levar, mas eles nada fizeram para quebrar o contacto visual. Mais um casal em busca do amor eterno, pensou ele, e levou-os pela rua do canal na direcção que todos os turistas queriam.
Pelas ruas do canal ainda se festejava, repentinamente James lembrou-se de algo que Remus lhe queria dizer, mas naquele momento nada mais lhe interessava somente desvendar a rapariga que estava sentada ao seu lado.
Que continuava olhando em frente, ai, como queria arrancar-lhe aquela máscara da cara. Nem que fosse com os dentes.
Passou um dos braços pela sua cintura, e a puxou para mais perto de si.
- O que estás a fazer? – perguntou ela, exasperada.
- Opões-te?
- Claro, eu não te conheço de lado nenhum.
- Mas gostavas? – ele sorriu. – Não era, Lily?
- Não sei, James.
Afastou o braço dela, e tocou na água. Ela sabia o seu nome, como isso acontecera ele não fazia ideia, talvez ela ouvisse quando Sirius o chamou, talvez ela reconhecesse o mestre, apesar de tudo. Mas como podia isso ser, quem estava ao seu lado era uma humana, ouvia perfeitamente as batidas do seu coração saudável. Que raiva, que vontade de tirar aquela máscara da face.
- Gostas de ballet? – perguntou-lhe.
- Nem por isso. Mas isso era um convite?
Então ela queria jogar, ele também sabia as regras. A gôndola aproximava-se da Ponte dos Suspiros, a lua estava encoberta por uma cidade em festa mas
- Sabes o que dizem deste local? – perguntou James. – Que quando dois amantes se beijam sobre a ponte, estes ficarão juntos pela eternidade.
- Ai é? – ela aproximou-se. – E o que é que isso tem a ver connosco?
Ele pousou a mão sobre a máscara dela, e quebrou a fita que a sustinha ao rosto com as unhas afiadas. Ali estava a face do que acalentavam os seus sonhos.
- Eu diria que tem tudo a ver – disse enquanto se aproximava até seus lábios roçarem os dela.
E naquele momento, por debaixo da Ponte dos Suspiros mais um casal se beijava, o que pensavam ser para toda a eternidade.
Oh acabou muito bem este… humm
Como não estou com tempo para responder às reviews (me perdoem), fica aqui o agradecimento a: J.T. Malfoy (adorei a tua fic), Pattt (a ver se tens boa nota no exame para vires para o ISCTE P), Thaty (obrigadaaaaaa xD), N.G Phoenix (espero q tenhas gostado ), Mandik Puca (amo vampiros tb!), Mel.Bel.louca (desta vez n foi quase…huahahah), e por ultimo, a Ninha Baudelaire que quase me fez sentir mal por a estar a demorar tanto para escrever este capitulo (espero q gostes, queria ver se te via no msn para te mostrar, so q andamos desencontradas)
Beijussssssssshs e até à próxima!!
