Desejo

Hermione arfava...Aquele homem conhecia seu corpo como nenhum outro jamais irá conhecer...

Hermione estava em frente à uma mesa observando as fotos de uma menina que sorria e acenava para quem a fotografava. "Parece-me feliz", pensou Hermione esboçando um sorriso triste.

A Castanha ainda sorria tristemente quando sentiu duas mãos fortes lhe pressionando a cintura e uma barba por fazer lhe roçando a nuca. Não conseguiu controlar o arrepio que lhe passou por todo o seu corpo. Sensação essa que não passou despercebida pelo homem.


-Ainda lhe provoco todas essas sensações Granger?- perguntou o homem com a voz arrastada.
-Me solte - disse Hermione com a voz fraca, enquanto mordia os lábios- Eu não vim aqui para isso e você sabe muito bem.
-É o que vamos ver, Granger

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

A barba ainda por fazer continuou a percorrer toda a extensão do pescoço da castanha passando pela nuca, lhe causando diversos arrepios por todo seu corpo. As mãos que antes estavam paradas na cintura começaram a percorrer todo o corpo de Hermione, que era coberto por um delicado vestido de alças que ia até dois palmos após os joelhos e um casaquinho.

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Sem delicadeza alguma o homem a virou e começou a beijar sua boca. Sua língua invadia e brincava com a boca de Hermione, deixando-a sem ar e sem controle de si. A Castanha ainda tentava protestar, mas seu corpo já havia cedido às carícias. Sem mais resistências retribuiu o beijo que lhe era dado. Um beijo de paixão. De uma paixão mal resolvida, interrompida sem dó nem piedade. Um beijo de um amor que nunca poderia ter acontecido.

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

A barba por fazer continuou a roçar pelo seu pescoço descendo pelo colo. Seu casaquinho não estava mais em seu corpo e seu vestido caía-lhe pela barriga. Hermione agarrava o cabelo do homem guiando-lhe pelo seu corpo, ao mesmo tempo em que o impedia de sair dali. Como se isso fosse preciso.

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita

As mãos dele subiam pela coxa, apertando-a ao mesmo tempo em que levantava seu vestido. Sua boca sugava-lhe os seus seios. Agora, ele lambia com vontade os seios dela, ora sugando-os, ora mordendo os mamilos. As mãos apertavam-lhe a bunda com vontade. Essa sincronia entre as mãos e boca dele a enlouquecia, fazendo a castanha perder o juízo ...

E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

Hermione, que já não conseguia disfarçar sua excitação, gemia loucamente. Ele começou a acariciar a sua vagina e a calcinha que atrapalhava como num passe de mágica foi jogada longe. Brincava com os dedos na entrada da vagina da Castanha... Já a sentia completamente molhada. Em um movimento rápido, ele a colocou sentada em cima da mesa onde estavam encostados. Ele ajoelhou e começou a lamber a vagina da castanha, arrancando cada vez mais suspiros e gemidos...Hermione se agarrou à mesa e curvou o corpo para dar mais passagem à língua daquele homem que a enlouquecia.

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa

Entendendo o que a Castanha queria, ele começou a mordiscar sua vagina, intercalando com pequenas sugadas e lambidas, enquanto suas mãos acariciavam seus seios. A língua que antes apenas brincava na entrada de sua vagina, começou a penetrá-la lentamente.

Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Ondas de pequenos choques começaram percorrer o corpo da Castanha. Parecia que seu corpo ia explodir de tanto prazer. Ele, ao perceber o quão excitada ela estava, levantou-se rapidamente. A fivela do seu cinto foi aberta e sua calça caiu pelas suas pernas. Penetrou rapidamente e começou a rebolar lentamente dentro da Castanha, causando-lhe mais arrepios de prazer. Rebolava lentamente de um lado para o outro. De um lado para o outro . Quando percebeu que ela já não agüentava mais de tanto prazer aumentou o ritmo e começou a penetrar mais fundo e com mais força. Alternava reboladas lentas e estocadas fortes . Hermione, por sua vez, lhe mordia, lhe arranhava, lhe chamava pelo primeiro nome. Com esse ritmo enlouquecedor, não demorou muito para que os dois chegassem juntos ao ápice do prazer.

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz


Sem dúvida alguma, aquele homem sabia levá-la ao êxtase como nenhum outro.

Hermione levantou da mesa e colocou sua calcinha que estava jogada perto da estante e consertou a alça de seu vestido. O homem que estava com ela também se recompôs: levantou sua calça, ajeitou o cinto e colocou a camisa que lhe fora arrancada no auge do prazer. Olhava curioso para a mulher que estava à sua frente e de costas para ele. A conhecia como a palma de sua mão. Por isso, sabia que há essa hora a culpa lhe consumia. Sabia que ela apertava suas próprias mãos com muita força.

-Isso não deveria ter acontecido, Malfoy - a Castanha falou em um sussurro.
-Você sempre diz isso, Granger. Mas sempre vem me procurar- Disse Malfoy com uma voz cansada.
-Eu não vim te procurar seu desgraçado - A castanha continuava com a voz falhando - Eu vim ver a Lizza. Você sabe muito bem disso. Aliás, eu vim hoje porque você havia me dito que não estaria aqui.
-Mas a casa é minha, Granger. E permaneço nela quando me der vontade. Eu não tenho satisfações nenhumas a lhe dar.

Hermione suspirou triste e derrotada. Sentia-se humilhada, usada, ultrajada. Draco percebeu que havia sido rude demais com a Castanha, então sem conseguir se controlar foi até ela e pôs a mão carinhosamente em seu ombro. Hermione desvencilhou-se com raiva e disse com um tom de voz ameaçador:
-Tire essas suas mãos de mim. Vá buscar a Lizza. Por favor.

Draco suspirou derrotado. "Porque fui perceber que eu não sentia apenas ódio por essa mulher? Maldito seja esse dia!"


Hogwarts – 09 anos atrás
Baile do Torneio TriBruxo

Draco estava sentado à mesa junto à Crabbe, Goyle, Zabini e Parkinson. Estava achando tudo aquilo um saco. Estava ali por insistência de Parkinson, seu par no baile de Inverno. Mas não estava achando graça alguma em ver a badalação da escola em relação ao, como costumava chamar, santo Potter . Não entendia o quanto as pessoas podiam ser patéticas. Até a primeira tarefa quase toda Hogwarts achava Potter uma farsa. A campanha "Potter fede" tinha sido uma maravilha. Mas foi o Potter enfrentar um idiota de um Dragão qualquer para voltar a ser o queridinho de Hogwarts. Tinha nojo desses idiotas.

Bebia uma cerveja amanteigada enquanto ouvia Crabbe e Goyle falarem gracinhas dos colegas do salão. Ouviu o som da trombeta que anunciava a entrada dos campeões e olhou em direção à grande porta. Viu quando Diggory entrou com Chang, Delacour com Davies, Potter (nessa hora Draco fez cara de nojo) com a gêmea Patil ( "que mau gosto, Potter" ) e Krum com uma menina que nunca havia visto antes na escola. Provavelmente era uma aluna da Academia de Magia de Beauxbatons.

Deu uma gargalhada alta quando viu o pobretão do Rony chegar vestido que nem um palhaço. "Deveriam proibir além dos sangues ruins, os pobretões, de freqüentarem essa escola" , pensou. Mas uma coisa o incomodava. "Onde será que anda a Sangue Ruim? Deve estar no Salão Comunal, nenhum cara seria doido o suficiente de chamá-la para ir ao Baile de Inverno" , pensou em um sorriso. "Mas é uma pena, seria uma ótima oportunidade para eu me divertir".

-Aquela ali é a Sangue Ruim? Draco ouviu Zabini perguntar e rapidamente virou o corpo na direção em que o rapaz apontava.

Não entendeu porque sentiu como se um bicho pulasse dentro de sua barriga quando viu Krum abraçado à Sangue Ruim que sempre odiou. Seus olhos passaram do rosto de Hermione, que parecia muito feliz, ás mãos de Krum que apertavam a cintura da Castanha de forma possessiva. De repente um ódio tomou conta de si, e o loiro resolveu sair do salão antes que perdesse o controle por algo que desconhecia totalmente. Ainda viu, antes de sair completamente do salão, Krum falar algo no ouvido da Castanha e ela gargalhar gostosamente jogando a cabeça para trás.

Draco foi em direção aos jardins. Escolheu ficar em um local escuro longe de todos. Principalmente da Pansy. "Merlin, ela me sufoca" . Convocou por meio de um accio uma garrafa de Whisky de Fogo que estava em seu quarto e começou a tomá-lo sentado perto da fonte. No escuro. Sozinho. Como sempre fora.

Já estava na segunda garrafa quando ouviu uma pequena discussão e se aproximou discretamente para saber quem era.

Em um canto da fonte, Rony e Hermione discutiam seriamente.
- Que é que há com você? Está louco? Arrastou-me daquele jeito de perto do Vítor! –Hermione esbravejava.
- Vítor?- disse ele. – Não deveria ser Krum? Ahh, claro que não!! Você estava agarrada à ele, esqueci que são íntimos. – Rony praticamente cuspia as palavras.
Hermione olhou para o garoto surpresa.
-Eu não estou lhe entendendo Ron. Qual é o seu problema? Perguntou Hermione.
- Se você não sabe - disse ele sarcasticamente -, não sou eu que vou lhe dizer.
- Rony, que é...
- Ele é da Durmstrang - vociferou Rony. - E está competindo contra o Harry! Contra Hogwarts! Você... você estava agarrada aos beijos com o inimigo, você não percebe? Hermione ficou boquiaberta.
- Como você pode ser tão idiota Ron? - respondeu ela após um momento. Quem queria pedir um autógrafo a ele? Quem é que tem um modelinho dele no dormitório? Que inimigo?
Rony preferiu ignorar as perguntas da Castanha.
- Porque você não me disse que ele tinha a convidado?
-Porque eu não lhe devo satisfação da minha vida!
- Porque você aceitou? -Ron estava da cor dos seus cabelos. -Hein? Você não percebe que ele só quer te usar?
- O que é que você quer dizer com isso? Hermione já estava com lágrimas nos olhos.

Sem saber o porquê, de repente o ódio de Draco em relação àquele ruivo começou a aumentar. Seria capaz de ir até lá e quebrar a cara daquele pobretão. Continuou ouvindo a discussão.

- Não é óbvio? Para que ele te chamaria se não fosse para saber informações sobre o Harry e o torneio?
- Mas ele nem me perguntou sobre o Harry... Hermione já chorava abertamente. Você acha que ele não poderia me chamar porque se interessa por mim?
Ron deu uma gargalhada.
-Você acredita nisso Hermione? Ron perguntou com raiva.
-Se você queria que eu viesse com você ao baile Ron, não precisava fazer tudo isso comigo.
-Se eu quisesse vir com você ao Baile, Hermione. Eu teria lhe chamado.
Ron virou as costas e saiu pisando duro. Tinha noção que havia pegado pesado com a amiga. Mas a imagem dela beijando Krum lhe havia deixado completamente fora de órbita.

Hermione, que agora não conseguia conter as lágrimas caminhou até um local pouco iluminado do jardim e se sentou, na tentativa de não ser notada e poder desabafar sua tristeza sem ser incomodada por ninguém. Não conseguia entender porque seu amigo lhe havia machucado tanto. Gostava muito de Rony, mas o amigo, além de nem percebê-la, ainda fazia pouco caso dela. Estava tão feliz por Krum lhe perceber e Ron estragou sua noite de princesa.

Draco viu a Castanha chorando e uma enorme vontade de estar perto dela começou a lhe consumir. Sentia raiva. Do pobretão idiota e da Sangue Ruim. "Como ela deixa esse idiota falar assim com ela" . Hermione, que chorava com a cabeça baixa, não percebeu a aproximação do loiro. Levou um susto quando sentiu uma mão em seu rosto e ao levantá-lo perceber dois olhos frios a observando.
- Sai daqui Malfoy. O que foi? Veio me humilhar também? Sai daqui! Hermione gritou com o fio de voz que lhe restara. Não queria ser mais humilhada e percebeu que Malfoy havia bebido algo além de cerveja amanteigada...

Olhou intrigada quando percebeu a seriedade daqueles olhos tão frios de tão azuis acinzentados a olhando.
-Sai daqui Malfoy. Por favor! Hermione lhe suplicou.
- Eu te odeio Granger! Malfoy falou lhe olhando profundamente.
Hermione se assustou. Não conseguia entender. Havia um tom de tristeza na voz de Malfoy. E ele estava sério. Não debochado como sempre o fazia. Sério como prestes a fazer uma confissão.
-Mas o que... Hermione tentou falar, mas foi impedida por Malfoy.
-Eu te odeio por não ser uma sangue puro, eu te odeio por não ser de uma família nobre, te odeio por ser amiga do Potter. Porque você precisava dificultar as coisas pra mim?
Hermione apenas encarava Malfoy. O rapaz prosseguiu.
-Te odeio por não poder te ter e te odeio principalmente por te desejar.
-Malfoy ...


-Malfoy. - Draco despertou de seu devaneio. Hermione continha ódio em sua voz. -Eu não tenho o dia inteiro. Vá buscar a minha filha- completou derrotada- por favor.


N/A : Olá galera!! Eis o capítulo. Preciso de comentários para saber se prossigo ou paro por aqui. O que acharam? Vale mais capítulos? Eu tenho mais um pronto...Quem sabe posto ainda essa semana? Mas só com comentários...Bjokas.