Nhaaai, é tão estranho já estar atualizando, geralmente eu levo séculos para criar vergonha na cara e pôr os capítulos no ar, acho que vou começar a fazer mais fics de capítulos curtos.
Mas vamos ao que vinhemos.
Quero agradecer a todos aqueles que mandaram review para o primeiro capítulo de meu novo bebê, fiquei muito feliz em ver que mesmo em tão pouco tempo já havia respostas ao meu novo trabalho. Obrigada a Srta.Kinomoto, srt silver, Tainá e Tehru. Também a todos aqueles que estiverem acompanhando essa historia, espero que continue agradando até o fim
Tenham uma boa leitura
Disclaimers: Querer eu quero, mas infelizmente não depende de mim. Harry Potter não me pertence nem seu personagens, tudo o que tenho é o prazer de produzir essa historia sem fins lucrativos.
Capitulo 2: Conceitos de idade e mentes degradadas.
- E enfim chega o convidado de honra!!
Sirius, em sua atitude exagerada de sempre, ergue o copo a me ver entrar no bar que normalmente nosso grupinho usa para se encontrar de vez em quando.
- E vejo que pelo novo troféu que carrega Adrian virou lenda – o meu suposto amigo diz isso olhando para o hematoma em meu rosto.
- Sem comentários – sibilo maligno, mas tudo o que arranco de Black foi uma gargalhada.
Sinto uma forte vontade de dar as costas para aquela mesa e simplesmente sair de lá, mas uma voz serena também me recebeu.
- Que bom que chegou Severus – Lupin, sentado ao lado da esposa Ninfadora, sorri – estávamos começando a ficar preocupados.
- E com razão – Lucius leva seu copo calmamente aos lábios e me encara – se fosse Sirius não veria muito motivo para o alarde, mas um Severus Snape atrasado seria um dos primeiros sinais do fim dos tempos.
- Oye – Sirius soca o ombro do amante – Como assim?
- Apenas que alguém que chegou cinco minutos antes de Severus não pode dizer muita coisa sobre atrasos alheios – o loiro dá entre ombros, mas visivelmente estava irritado. Parece que Black vai ter uma boa noite na companhia de seus cinco amiguinhos.
Se bem que tendo esse encosto na minha aba (que aparentemente ninguém mais percebeu estar me seguindo desde a entrada até a mesa), meu destino noturno não será muito diferente.
Até meus pensamentos chegarem nesse ponto eu já estava sentado
- Tive alguns contratempos – disse enquanto chamava o garçom e o maior de meus "contratempos" se sentava do meu lado.
- E esse rapazinho? Quem é? – Ninfadora parece ter sido a primeira do grupo a notar o estranho garoto que me acompanhava.
- Ninguém – falo, apesar de parecer mais grunhido. Viro-me para o rapaz que ia me servir e peço um brand
- Não seja desagradável Severus – Lucius fala tão pomposo como sempre, e se virando para o pivete pergunta – E você? Quem seria?
- Ninguém – responde o garoto de maneira sorridente surpreendendo alguns na mesa e me fazendo soltar um longo suspiro.
Já vai começar a ladainha.
- Como? – Sirius pergunta entrando na conversa
- Severus diz que eu sou ninguém, então eu sou ninguém – ele responde com naturalidade – ah eu quero um suco de laranja – diz para o garçom antes que ele se afastasse da mesa.
- Hei garoto – o encaro de maneira intimidante - eu não vi você trazendo dinheiro, como pensa pagar?
- Eu não vou pagar, você vai. – e aparentemente intimidação é mais uma das técnicas que não funciona com ele.
- Tsc... – me dou por vencido, era cansativo demais discutir com aquele garoto.
- Severus, essa não é a camisa que eu lhe dei no último natal? – Tonks escolheu a pior hora para ser observadora.
- É mesmo – Lupin apóia sua esposa – E essa calça... Eu acho que já te vi usando algumas vezes.
- Realmente Severus, seu guarda-roupa é muito limitado – o garoto se vira para mim – não sei você, mas quando for comprar roupas para mim eu quero algumas coisas mais variadas.
- Quem disse que eu vou comprar roupas para você?
Minha paciência...
Eu tinha que buscar em algum lugar alguma paciência...
Mas aonde??
- Bom, se eu vou morar com você não posso ficar andando por ai pelado, não que eu me importe, mas não acho que seria conveniente para vo...
- Morar juntos? – Lucius ergue a sobrancelha diante daquela estranha evolução na conversa, se é que eu posso considerar isso uma conversa.
- Woooou Snape – Sirius solta uma grande gargalhada – Você realmente está procurando agora caras cada vez mais jovens.
- Cala a boca Black, ele...
- Ele não me procurou – Harry olhou diretamente para Sirius com aqueles grandes olhos verde-intimidantes – eu o procurei, eu quero ser a sua estrela.
Todos da mesa ficaram calados por alguns segundos, acho que a falta de reação era inevitável. O garçom chegou, deixou as bebidas, e o garoto teve tempo de tomar alguns goles se seu suco de laranja até que a mesa em que estava descongelasse.
- Co... como assim? – Lupin parecia fazer um grande esforço para não me olhar como um pervertido corruptor de menores.
- Eu desci apenas para isso – o garoto dá entre ombros – Eu quero ser a estrela dele.
- Você... realmente acha que é uma estrela? – Sirius parecia agora bailar entre a preocupação e o riso.
- Não acho, eu sou. – o garoto franze o cenho, como se NÓS estivéssemos falando algo absurdo – Vim apenas para fazer Severus uma pessoa feliz.
- Uhhh. Então vai ser um longo trabalho.
- Sirius – Lucius o olhou feio – o garoto já tem sérios problemas, não o incentive.
- Realmente tenho sérios problemas – o garoto admite ganhando mais uma vez o olhar estranhados de todos na mesa – Vocês já viram a casa dele por dentro? É tudo hermeticamente arrumado, foi assustador.
- O que tem de mau um homem manter a sua casa limpa? – a ofensa que eu estava sofrendo já estava tomando maiores proporções.
- Oh nada, sempre gostei de me entreter vendo o meu reflexo no reflexo no reflexo no reflexo do meu olho quando vejo os ladrilhos de seu banheiro – ótimo, agora Black se uniu ao lado do inimigo.
- Não digo que é um problema – Lucius, a única mente sã naquela mesa se manifesta – mas realmente a sua afixação em manter todos os seus condimentos milimetricamente colocados em ordem alfabética é um pouco perturbadora – pena que se manifesta para provar que a convivência com Black finalmente começou a afetar a sua cabeça.
- Muitas pessoas guardam seus condimentos em ordem alfabética – tento me defender, já que aparentemente sou o único a não abandonar essa "causa perdida".
- Sim – Lupin sorri divertido com o rumo da conversa, aquele sádico – mas não pelo tipo, cor, e segundo nome do criador da marca.
A mesa inteira, menos eu, é obvio, estala em uma grande gargalhada.
- Ah!! – Black salta em seu assento ao se lembrar de algo. Vergonhoso por certo – E você se lembram daquela vez que fomos a casa dele e...
E com isso os MEUS amigos começaram a tecer mais e mais historias de meus estranhos hábitos, desde minha maneira de comer, de como eu organizo as estantes, da maneira como ando... E o fedelho? Ah, esse moleque apenas ouvia aparentemente fascinado. E ria. Como ria o desgraçado.
Enquanto os outros estavam entretidos com uma historia em especial eu chamei a atenção do pirralho e disse:
- Está feliz agora? Eles não vão parar tão cedo!!
- Estou feliz sim – respondeu com aquele maldito sorriso deslavado – Estou aprendendo muitas coisas sobre você Severus.
- Por Deus, será que nem ao menos você sabe o que é uma pergunta retórica!!– e meu desespero aumentava.
- Há há há – Sirius palmeia as costas de meu "convidado" – Você é divertido garoto... Garoto... – ele parecia analisar as próprias palavras. – não podemos continuar te chamando de garoto pelo resto da noite – eu não me importo, posso passar o resto da noite o chamando de garoto, pirralho pivete, invasor de propriedades privadas!! – Qual é o seu nome?
- Nome? – ele inclina a cabeça e lado – Eu não tenho nome.
E mais uma vez todos na mesa o olharam como se o garoto tivesse um grave retraso mental. Fato que eu tenho mais do que certeza.
- Como você pode não ter um nome? – Ninfadora pergunta sem jeito – todos têm um nome, ou ao menos alguma forma com a qual nos chamam.
- Estrelas não têm nomes, apenas algumas poucas, e essas por que os humanos deram a elas.
- Acho que ele quer que nós demos um nome a ele – Lucius diz como se fizesse um grande favor ao moleque, mas visivelmente era para a própria diversão.
- Isso parece divertido. – Sirius era mais sincero com suas intenções.
Ninguém merece.
Agora os meus amigos se entretêm lançando nomes ao azar. Um criticando a escolha do outro em um grande jogo. Remus, ria e tagarelava sobre nomes em latin e seus mais de infinitos e tediosos significados. Sirius volta e meia lança um ou outro nome que mais pareciam nomes de cachorros, ele realmente via o garoto com uma espécie de mascote. Lucius murmurava consigo mesmo e de vez em quando dizia um ou outro nome francês, para logo em seguida Remus o interromper para dizer que aquele nome era de origem latina e o seu significado.
Por favor me tirem daqui...
Tonks, a que apenas ria de tudo, simplesmente se virou para o garoto e fez o que nenhum dos outros marmanjos pensou que seria mais simples, perguntou ao pivete:
- E você? Qual desses prefere?
- Nenhum
Disse limpamente, e com apenas essa palavra a expressão dos três adultos que estavam antes discutindo entre si ficou branca e ligeiramente decepcionada.
Eu quase ri da cena.
- Não posso aceitar esses nomes – diz ao ver cercado de tantas expressões desoladas – por que nenhum deles veio da boca de meu dono.
Agora mais do que Sirius acho que o próprio garoto se via como um mascote, pior, como o meu mascote, ele simplesmente queira que eu lhe desse um nome, o que viria depois? Uma coleira com identificação?
- Vamos Severus, não seja estraga prazeres – Lucius incentivava aquela insanidade – não custa nada pensar em um nome para ele.
Movido pelo mais profundo desagrado, eu me virei para o garoto e olhei fundo em seus olhos verdes, através daqueles óculos de horrorosa armação.
Não pensei muito, e disse o primeiro e mais simples nome que me veio à mente.
- Harry.
Os olhos do garoto se alargaram, o porquê eu não entendi. E depois de alguns segundos mantendo aquela estranha expressão ele concorda com a cabeça, sorri e diz:
- Pois então será Harry.
- Aaaah, mas Harry lá é nome de estrela? – Sirius, por certo com um pouco de rancor por não ter um de seus nomes aceito, reclama.
- Se humanos podem ter nomes de estrelas, estrelas podem ter nomes de humanos. – o rapaz sorri maroto – Não acha senhor Si-ri-us?
- ... – Sirius fica alguns segundos encarando o garoto para depois estalar em uma alta gargalhada muito semelhante a um ladrido – há há há há, esse é um bom ponto garoto, você tem realmente um bom ponto.
O resto da noite não foi muito diferente, Harry foi o centro das atenções, e meus amigos o adoraram. Não vou negar que o garoto era educado, e tirando aquele papo estranho de estrela sabia conversar de maneira confortável, apesar de estar em meio a pessoas mais velhas.
- Quantos anos você tem Harry? – Lupin pergunta em dada hora da noite.
- Hmm – ele pareceu pensar. Pelo amor de Deus, pelo cheiro de leite que esse pivete exala pelos poros não deve ter nem uma década e meia!! – é mesmo, aqui na terra vocês contam em ... anos não é? hmmm... Nunca calculei. Quando se vive tanto perdemos a noção de tempo.
Fui só eu? Ou todos da mesa também ficamos encarando o garoto com uma tremenda vontade de questionar pela milésima vez sua sanidade naquela noite? Mas aparentemente esse era o charme que eles viam nele.
Loucos.
Eu só ando com loucos.
Depois eu estranho quando um pivete de rua começa a me seguir dizendo que é um astro.
- Compreensível – Lucius beberica seu conhaque – essa é a mesma técnica de Sirius.
-Heeeey – Black se exalta como se não pudéssemos ouvi-lo mesmo estando bem do nosso lado. – eu sei muito bem a minha idade. 36!!
- Viu só? – Lucius deu entre ombros – Se isso não é um triste exemplo de memória degradada, eu não sei mais o que é.
Todos na mesa rimos, pois realmente até aonde eu me lembre, Black, Lupin e eu temos a mesma idade, 39.
- Estou dizendo que tenho 36 – Sirius insiste como se mais alguém na mesa pudesse acreditar.
- E eu tenho orgulhosíssimos 41 – Lucius o olhou e munido de seu sorriso malicioso fez o namorado engolir em seco – e até onde sei sempre tive dois anos a mais que você – volta a beber de seu copo – se sua matemática não estiver tão gasta quanto a sua noção de tempo, acho que você ainda consegue fazer as contas.
Harry olhava de um para outro naquela discussão, que quando chegou ao fim com a derrota avassaladora de Black, estourou em uma gostosa gargalhada, tão limpa e leve...
Opa, Severus Snape, por acaso você ficou admirando o pivete rir?
O álcool deve estar subindo mais rápido do que esperava.
Sim, o álcool.
Talvez estivesse na hora de pedir a conta.
PSSE
Tcharaaaan Nhaaai, como essa fic é curta, Severus não vai ter muito tempo para relutar baixo os encantos de Harry. Se bem que aparentemente ninguém esta resistindo muito também. Os amigos de Sevy que o diga.
Até agora o contador aponta: Harry esta dizendo a...
Mentira 0
Verdade 3
Estou realmente comovida de ver como o nosso gryffindor esta em tão alta conta, até agora ninguém duvida que ele seja mesmo uma estrela. Bem, como eu disse antes o final já está escrito, logo não posso dar minha opinião, apenas pedir a de vocês.
Por favor, mandem reviews. Não sabem a alegria que me dá ler suas opiniões. E quem não votou, vote, quero ver ate onde essa unanimidade vai durar.
No próximo capitulo a noite acaba e todos estão mais que encantados com Harry, tirando Severus (aparentemente). Mas uma tristeza que assombra um dos casais será exposta pelo próprio moreno de olhos verdes. Como a suposta estrela vai ajudá-los?
Até a próxima.
