Parte III
Eu estava apaixonado por um homem. O que de praxe me fazia chegar a brilhante conclusão de que era gay. E aquilo era o suficiente para me fazer entrar em pânico. Eu só conseguia pensar no que Ikki diria se descobrisse o que se passava na minha cabeça e era pior ainda ter que imaginar a reação dele.
Cheguei em casa com a maior cara de culpado do mundo e andei apressadamente para o meu quarto antes que Ikki pudesse me ver e notasse que havia algo de muito errado comigo.
Tranquei a porta, largando minha mochila de qualquer jeito no chão e me joguei na cama, afundando o rosto no travesseiro macio como se pudesse sufocar a consciência do que sentia.
Porque era mais que claro que aquilo já existia desde ou quase o momento em que tinha posto os meus olhos em Hyoga, dançando com toda sua perfeição. E eu ainda preferia que não tivesse finalmente enxergado o que sentia, achando que era mais seguro não saber de nada.
E mesmo quase entrando em desespero por admitir internamente que estava apaixonado por ele eu não conseguia conter o sorriso bobo ao fechar os olhos e lembrar dele tão perto de mim, seus lábios quase tocando meu rosto. Até podia sentir imaginariamente seu perfume suave.
Não havia nada mais perfeito do que aquela sensação.
Apesar de não ter idéia de como encararia Hyoga a parti de agora.
Ao contrario do que eu imaginava os dias que seguiram foram bastante agradáveis, com exceção dos momentos em que minha mente entrava em crise por eu debater sobre a minha atual sexualidade. Era bem mais fácil quando eu não pensava em nada daquilo.
Mas estar ao lado de Hyoga mexia comigo de alguma forma. Quase todos os dias ele aparecia depois da minha aula de pintura para me chamar para vê-lo ensaiando ou irmos naquele café. Quando ele estava com pouco tempo, nos limitávamos a ir a lanchonete do Centro Cultural e sempre tínhamos algum assunto para falar, por mais trivial que fosse.
Eu sempre me sentia a vontade quando conversava com ele, mas tudo aquilo me deixava meio confuso e sem saber onde Hyoga queria chegar. Eu não podia simplesmente ignorar aquela aproximação do dia em que ele me deixou na entrada da estação do metrô. Só que ele não tinha tentado mais nada desde então, há não ser alguns olhares mais longos ou as vezes em que sem querer sua mão ou alguma parte do seu corpo esbarrava no meu.
E tudo aquilo estava me deixando no limite. O que era muito novo pra mim. Porque eu me via desejando muito mais do que simples esbarrões de mão. E nem de longe eu achava errado desejar mais, mesmo com toda a minha crise de sexualidade ou qualquer que seja o nome disso.
Eu já contava os minutos para que aula terminasse e Hyoga aparecesse, fugindo rapidamente do ensaio.
Assim que aula terminou eu juntei apressadamente minhas coisas e ao sair não contive o sorriso bobo ao ver ele, já do lado de fora me esperando. Eu já nem me incomodava mais com as centenas de borboletas que voavam no meu estômago toda vez que o via.
Hyoga deu um dos seus singelos sorrisos na minha direção e eu me aproximei sem hesitar ajeitando a mochila nas costas de modo desajeitado.
- Você está ai há muito tempo? – perguntei, notando que também estava com sua mochila, sinal de que não teria mais ensaio aquele dia.
- Cheguei nesse instante – começamos a caminhar pelo largo corredor, lado a lado e eu virei o rosto para fitá-lo.
- Não tem mais ensaio hoje?
- Não. Você esqueceu? Amanhã é a apresentação no Tokyo Teather, então o coreógrafo e o diretor concordaram que seria melhor descansarmos hoje.
- Nossa, você deve estar muito nervoso.
- Não – sorriu parecendo verdadeiramente calmo. – Eu não fico nervoso com coisas assim. Ensaie todo esse tempo pra essa apresentação então estou tranqüilo. Mas essa folga hoje foi muito bem vinda.
- Se eu estivesse no seu lugar estaria uma pilha de nervos – comentei, vendo-o rir baixo.
- Bom, eu realmente nunca fiquei nervoso há não ser uma única vez.
- E por que? – perguntei não contendo a curiosidade.
Hyoga virou o rosto para mim, deixando de sorrir e pela primeira vez pude ver suas bochechas corarem de leve.
- Foi na primeira vez que Camus foi a uma apresentação minha, mas eu devia ter uns dez anos.
- Camus?
- Meu pai adotivo...
- Ah, sim. Você não chama ele de pai? – perguntei, estranhando o fato.
- Não – respondeu rindo. – E não precisa fazer essa cara de surpresa. Mas eu não preciso chamá-lo de pai para ele saber que o vejo assim.
- Acho que eu entendo o quer dizer – murmurei, assentindo em entendimento quando ele virou o rosto para me olhar.
- Escuta, Shun,você não quer ir lá pra casa? Sempre em véspera de apresentações Camus não gosta muito que eu fique até tarde na rua, então tenho certeza que ele vai ligar lá pra casa pra saber se eu já cheguei.
- Ah, eu... – senti meu rosto queimar e me repreendi mentalmente por isso.
- Se você não quiser tudo bem... – disse rapidamente e parecendo meio sem jeito.
- Não, eu... quero! – tive vontade de morde a língua ao escutar o tom pedinte que escapou dos meus lábios, mas Hyoga sorriu largamente gostando da resposta.
- Eu posso pedir pizza se você quiser. Não arriscaria preparar nada porque sou um verdadeiro desastre na cozinha.
- Não, tudo bem, pizza está ótimo.
- Eu moro perto daqui, a mais ou menos três quadras, tem problema irmos andando?
- Problema nenhum, Hyoga – respondi enquanto caminhávamos em direção a saída.
Continuamos conversando e não demorou muito para chegarmos a casa dele. Hyoga morava em um sobrado que parecia ser espaçoso, em estilo ocidental, contrastando com as outras casas da vizinhança.
Entramos e a casa estava em absoluto silêncio mostrando que não devia ter ninguém ali além de nos dois. Reparei que tudo estava perfeitamente arrumado, com uma mobília que ainda parecia nova e que devia ter custado muito caro.
Tirei os sapatos, vendo Hyoga fazer o mesmo antes de adentrar a sala e largar a mochila no sofá. Segui, vendo entrar em um outro cômodo que parecia ser a cozinha e a voz dele vir de lá alta o suficiente para que eu pudesse ouvir.
- Você quer beber alguma coisa, Shun?
- Não, obrigado – respondi, caminhando até lá e vendo-o abrir a geladeira. Ele notou minha presença e se virou com uma garrafa de água em uma das mãos.
- Vai subindo lá pro meu quarto enquanto eu peço a pizza. É logo a primeira porta.
Assenti e me virei meio sem jeito, fazendo como ele havia dito e subindo as escadas. Ao chegar no último degrau, vi um corredor estreito e apenas a dois passos estava a primeira porta. Entrei com cautela - como se estivesse fazendo algo errado - no quarto de Hyoga que era tão organizado quanto a sala e a cozinha.
Era amplo, com poucos móveis, apenas a cama ao canto perto da janela, um guarda-roupa, uma poltrona e uma escrivaninha onde havia um computador. Encostei a porta, sem saber a razão de estar meio nervoso e se deveria sentar na cama, na poltrona ou no chão.
E agora eu me perguntava por que tinha aceitado o convite de ir até a casa dele. Certo que podia se dizer que estávamos começando a construir uma amizade e que isso seria normal, mas eu não era tão estúpido assim para não ter idéia de que o motivo que levara Hyoga a me chamar até a casa dele talvez fossem outros.
E eu não sabia se estava pronto para confrontar a razão de estar ali no quarto dele, sem ninguém estar em casa. Talvez eu ainda pudesse fugir. Mas então por que minhas pernas recusam a fazer o caminho de volta?
Respirei tentando me acalmar enquanto dizia mentalmente que não havia segundas intenções em Hyoga. Ao mesmo tempo algo martelava na minha mente dizendo que era justamente isso que eu queria que houvesse.
Só parei com os pensamentos confusos, quando senti alguém empurrar levemente a porta, fazendo com que eu me afastasse dela. Virei vendo Hyoga me questionar mudamente com uma sobrancelha arqueada no por que de estar parado ali.
- Você não prefere sentar, Shun? – ele indicou a poltrona e eu abaixe a cabeça em um gesto tímido, indo me sentar.
- É uma bonita casa – comentei, claramente sem saber o que dizer. – E bem diferente também das que eu estou acostumado a ver.
Ele sentou na cadeira que ficava na escrivaninha, virando-a e ficando de frente para mim.
- Eu não gostava muito dela no começo. Nossa antiga casa era menor e tinha um ar mais aconchegante. Só mudamos pra aqui por conta de um dos inúmeros caprichos de Milo – ele riu baixo ao ver minha expressão confusa, provavelmente deduzindo o que eu estava pensando. – Me refiro ao seu professor de pintura mesmo.
- Você mora com ele também?
- Ele e Camus são... casados, digamos assim. Não oficialmente já que ainda não é permitido, mas enfim...
Arregalei os olhos ao escutar aquilo, meio assustado com a naturalidade com que Hyoga falara, ele riu baixo notando o meu espanto.
- Isso te incomoda?
- C-claro que não! – respondi rapidamente, sentindo meu rosto começar a queimar. – Eu só fiquei meio... surpreso. Quando eu ia imaginar que Milo e seu pai adotivo...
- Entendo – ele murmurou, ainda sorrindo. E não precisa ficar desse jeito achando que falou algo de errado.
O encarei, piscando os olhos algumas vezes meio confuso e ele deve ter entendido o gesto de maneira errada.
- Desculpa, Shun, eu não queria te deixar constrangido.
- N-não é isso... – me apressei em falar novamente, não sabendo como me expressar. – Isso não me incomoda, acredite.
- Sério?
- Hai! É só que vem acontecendo tanta coisa e isso tudo é muito novo pra mim – confessei, achando que possivelmente ele nem tinha compreendido o que eu tinha falado.
Hyoga inclinou um pouco o rosto na minha direção, os olhos atentos como se tentasse compreender e eu me calei, vendo que estava falando demais.
- O que é novo pra você exatamente?
Abaixei o rosto, fugindo do olhar dele, tentando organizar os pensamentos para poder formular alguma resposta satisfatória e que não revelasse muita coisa. Mas enquanto eu pensava, Hyoga se ergueu, aproximando-se.
Senti minhas mãos gelarem, algo internamente me dizendo que deveria fugir o mais rápido possível antes que me arrependesse, mas deixei de pensar no que quer que fosse, quando ele se ajoelhou entre minhas pernas, seus olhos buscando os meus e uma mão macia no meu rosto, acariciando minha bochecha com o polegar.
- Talvez você não devesse se preocupar tanto com isso, Shun – murmurou e eu assenti automaticamente, prendendo meus olhos nas íris azuladas dele.
E em um entendimento mudo vi ele pedir permissão para se aproximar mais, suas mãos segurando meu rosto e puxando-o delicadamente para perto do dele. Instintivamente fechei os olhos, sem querer mais negar o que sentia e sabendo que era aquilo que Hyoga buscava desde o começo.
Eu só pude sentir um arrepio percorrer minha nuca antes de ter os lábios selados de forma carinhosa, meus braços circulando o pescoço dele ao corresponder o beijo, puxando-o mais contra mim.
Hyoga deixou suas mãos deslizarem até o meu pescoço, acariciando com a ponta dos dedos, mas não demorou muito para que ele partisse o contato, me deixando confuso.
Entreabri os olhos no mesmo instante em que ele roçava os lábios contra os meus, sua respiração colidindo contra a minha.
- Era isso que ainda era muito novo pra você? – Hyoga perguntou, a voz tão baixa e rouca, fazendo com que um arrepio mais intenso percorresse meu corpo.
Assenti, sem na verdade pensar muito no que aquilo se tratava e voltei a fechar os olhos, buscando os lábios dele em um novo beijo. E aquele contato era ainda mais perfeito do que vê-lo dançando.
Eu podia sentir meu coração batendo forte contra meu peito, jurando que o som era audível o suficiente para que Hyoga escutasse.
Deixei que ele me levasse até a cama, sem quebrar o beijo que se intensificava, meu braços ainda em volta do seu pescoço, enquanto ele adentrava minha camisa com a mão, tocando assim minha pele diretamente.
Só então me dei conta do que aconteceria e parei o beijo me afastando meio assustado, as mãos espalmadas no peito de Hyoga e empurrando-o.
- A p-pizza, Hyoga – murmurei, os olhos presos nos lábios levemente vermelhos dele.
- Eu não pedi ainda, subi pra perguntar que sabor você preferia – seu tom era baixo e eu só pude ouvir por estarmos tão perto.
Hyoga voltou a pressionar nossos lábios um contra o outro, sua língua pedindo passagem e quando eu vi estava entre suas pernas, quase no seu colo, qualquer pensamento coerente se perdendo em meio ao beijo.
Seus dígitos pressionaram minha pele, sua outra mão tentando erguer minha camisa eu tentei parar o beijo novamente, me afastando e ouvindo um suspiro escapar dos lábios dele.
- Hyoga, seu pai pode chegar e...
- Ele vai buscar Milo no Centro para jantarem fora hoje, não se preocupe.
- M-mas, Hyoga... – o loiro me interrompeu, me beijando de forma quase sedenta e eu correspondi de igual forma, deixando qualquer receio de lado enquanto suas mãos desmarcavam cada pedaço descoberto do meu corpo.
Eu já não me importava com conseqüências ou todos aqueles questionamentos que passavam na minha cabeça. Não quando eu tinha Hyoga, me beijando e me tocando de forma tão carinhosa e cuidadosa, seus gesto aquecendo algo dentro do meu peito.
Entrei no teatro, apressadamente, sem conseguir desfazer o sorriso que tinha estado nos meus lábios o dia inteiro. Me dirigi até a poltrona que o meu ingresso indicava, contente ao ver que era um lugar bem localizado e que eu teria uma boa visualização do palco.
Só de imaginar que veria Hyoga dançando, tantas outras pessoas admirando sua perfeição, fazia um solavanco revirar meu estômago me fazendo aumentar ainda mais o sorriso.
Ainda mais quando eu lembrava que além de poder contemplar sua dança assim como tantos outros, apenas eu recebia seus toques carinhosos, a palavras sussurradas de maneira doce e os beijos tão calorosos.
Eu nunca tinha me sentindo tão bobamente feliz como estava naquele momento, fazendo planos e imaginando o quanto seria bom abraçar Hyoga após sua exaustiva apresentação.
Minha pele arrepiou suavemente quando as luzes foram diminuindo aos poucos até restar apenas uma fraca iluminação no palco e música que eu tinha escutado quase o mês inteiro começando a tocar.
Não demorou muito para que Hyoga aparecesse compartilhando o palco com uma bailarina, toda emoção que eu tinha sentido ao vê-lo dançar pela primeira vez me atingindo novamente, dessa vez com mais intensidade.
E quase pude sentir meus olhos encherem-se de água quando ele dançou seu solo, de forma tão compenetrada, parecendo seguro de si, o palco pertencendo apenas a ele mais uma vez.
Minhas mãos pressionavam os braços da poltrona em clara ansiedade e eu acho que parecia mais uma criança que tinha acabado de descobrir que ganharia doces todos os dias.
Quando a apresentação terminou, eu quase deixei um suspiro insatisfeito escapar, desejando internamente que aquele momento nunca acabasse, mas logo em seguida lembrei que veria Hyoga e qualquer insatisfação foi esquecida ao registrar esse fato.
Levantei, tendo dificuldade em chegar até o corredor devido as inúmeras pessoas que tentavam sair do local e depois de longos minutos consegui alcançar a lateral do palco, entrando por ali e seguindo para os bastidores na intenção de cumprimentar o loiro.
O lugar encontrava-se cheio, os bailarinos sendo parabenizados por seus parentes e amigos. Só depois de um tempo foi que consegui avistar Hyoga ao lado de Milo e um homem ruivo de feições sérias, dizendo algo a ele que o deixava com um enorme sorriso como se estivesse recebendo a maior recompensa ao ouvir aquelas palavras.
Deduzi que aquele deveria ser o seu pai adotivo e me aproximei com cautela, sem sequer ser notado por ele.
Milo foi quem me viu primeiro, me fitando com surpresa, sua voz expressando o mesmo que suas feições.
- Shun?
Ao ouvir meu nome, Hyoga desviou os olhos do pai, me olhando com seriedade e minhas bochechas queimaram ao perceber a atenção dos três voltadas para mim.
- Quem é esse, Milo? – o homem ruivo perguntou, seus olhos me avaliando.
- Um aluno. O que faz aqui, Shun? – Milo sorriu de forma simpática, ainda que estivesse surpreso, mas um segundo depois pareceu compreender algo e desviou seus olhos para Hyoga, suas feições tornando-se sérias.
Hyoga se afastou dos dois, se aproximando de mim, enxugando a nuca com uma toalha branca.
- Você esteve ótimo! – não contive o tom empolgado, mas ele continuou sério.
- Que bom que gostou – estranhei o fato de sua voz soar séria e indiferente, erguendo uma sobrancelha, confuso.
- Está tudo bem, Hyoga?
- Sim... Escuta, Shun, eu preciso ir. Camus fez uma reserva em um restaurante, então... A gente se vê.
Ele se afastou e eu pisquei os olhos sem entender nada, me questionando internamente o por que daquela frieza e daquela reação tão indiferente.
E ainda pude ouvir Milo bufar irritado, voltando a falar baixo, parecendo repreendê-lo, mas Hyoga não deu a mínima. Eles se afastaram não antes de Milo lançar um olhar piedoso na minha direção.
Eu pude sentir algo espatifar dentro do meu peito, toda aquela indiferença do bailarino me atingindo, compreendendo o que aquilo podia significar.
Provavelmente eu não significava nada para ele e deveria estar parecendo ridículo ao estar bem ali como se esperasse algo dele.
Abaixei o rosto, tentando conter as lágrimas, não querendo agir de forma ainda mais ridícula. Mas eu me sentia tão quebrado e enganado, vendo que talvez aquele Hyoga que me tratou de forma tão gentil não fosse o verdadeiro, que eu não tinha idéia o que fazer ou que rumo tomar diante de tudo aquilo.
Mas ao me sentir sufocado em meio a todo aquele sentimento, resolvi sair dali, as lágrimas ainda sendo contidas até eu atingir a lado de fora do teatro, o vento gelado atingindo meu rosto, fazendo com que eu levasse uma mão até a boca, sufocando o ofego frustrado.
E todo aquele encantamento, todos os sonhos e perfeições eram destruídos um por um ao sentir um aperto agonizante no peito, algo dentro de mim comprimindo de forma dolorosa.
N.A: Não teve lemon e acho que algumas pessoas ficaram decepcionadas com isso, mas eu reluto muito em escrever lemon, sabe? Mas acho que para os mais atentos, que perceberam que eu classifiquei a fic em T, devem ter deduzido que não haveria lemon mesmo.
Aqui eu uso o Milo e o Camus como no mangá: loiro e ruivo.
E antes que alguém levante essa questão, não, o Camus não tem nada com o Hyoga e o Hyoga não é apaixonado por ele. A relação deles é de apenas pai e filho mesmo.
O próximo capítulo é o último! Espero que continuem acompanhando.
Obrigada pelas reviews e até mais!
