CAP 1 - UMA VIDA PERFEITA

A vida de Inuyasha era como muitos classificavam: perfeita. Era rico, atraente, charmoso, tinha uma bela namorada, morava num apartamento invejável; resumindo tinha tudo o que queria. Filho bastardo de um importante empresário do ramo da exportação, Inuyasha estava a frente da empresa matriz de seu falecido pai, a Tessaiga&Cia. Seu meio-irmão Sesshomaru cuidava da filial da empresa em Nova Iorque, a Tenseiga&Cia. Por ser a empresa matriz a Tessaiga&Cia era a mais forte empresa no ramo, e isso era o motivo principal da briga entre os irmãos. O pai deles havia deixado Inuyasha à frente da empresa de maior importância, dando a filial a seu filho mais velho; Sesshomaru não gostara nada da idéia, pois achava seu irmão irresponsável demais para assumir a empresa, além do mais preferia ficar no Japão a ter que morar na América. No entanto o desempenho de Inuyasha frente à empresa era surpreendente, era um jovem esperto para os negócios e não decepcionará em nada seu pai.

Os negócios eram administrados por Inuyasha com destreza, o que não se pode dizer de sua vida amorosa; namorava há muitos anos uma garota que havia conhecido no colégio, o nome dela era Kikyo, era uma jovem de classe abastada assim como ele, ela era muito linda, ainda que fosse fria e calculista; ela sabia o que queria e sabia que estar ao lado de Inuyasha significaria uma vida de luxos sem fim. Mesmo conhecendo esse lado fútil de sua namorada, quase noiva, Inuyasha parecia não se importar, a mantinha a seu lado por questão social, e quando brigavam preenchia sua cama com vadias. Sua vida pessoal também não era de se ter orgulho, vivia em noitadas e sempre acompanhado por mulheres mais fúteis que sua namorada; no entanto Inuyasha não se importava havia se acostumado a essa vida; e dia após dia esse ciclo se repetia em sua vida, parecia que algo o prendia a essa vida.

Numa noite fria de outono Inuyasha dirigia seu carro esportivo do ano a toda velocidade pela auto-estrada que dava acesso aos limites da cidade, estava vindo de outra noitada e a seu lado havia uma garrafa de vodca, na sua opinião era essa uma bela companhia, melhor do que mulheres, pois essa companheira lhe ajudava a esquecer seus problemas, mas que problemas teria? Não era ele o dono de uma vida perfeita? Sentiu algo passar frente a seu carro, tentou frear, mas aquela velocidade que estava o carro rodopiou pela pista e bateu contra o guarda-reio. Saiu do carro, não havia sofrido nada além de um pequeno corte na testa e um arranhão no antebraço. A polícia logo foi acionada e o rapaz foi levado a delegacia.

Depois que ouvir o sermão de delegado plantonista, um velho baixinho e barrigudo com nariz achatado e olhos azuis, Inuyasha esperava pela punição: uma multa, apreensão do veiculo, somente torcia para que o delegado não lhe tirasse sua habilitação, detestaria ter que depender de um motorista; mas muito lhe surpreendeu quando o delegado com sua voz grave anunciou sua punição:

-O senhor deverá prestar serviços comunitários

-O que?!

-Isso mesmo, por 3 meses. Lhe indicaremos uma assistente social que lhe dirá o local.

-Olha senhor delegado não podemos resolver isso com uma multa. Eu posso pagar – disse altivo

-O conheço senhor Inuyasha, e sei que pode pagar qualquer multa que lhe aplique por esse motivo sua punição será diferente.

-Mas...

-Não quero saber, se não o fizer terá sua habilitação caçada e cumprirá 3 meses de reclusão.

Inuyasha resolveu aceitar, era melhor serviço comunitário do que a prisão.

No dia seguinte, recebeu a ligação da assistente social que lhe indicou o lugar onde cumpriria a pena: um hospício municipal.

-Era o que me faltava cuidar de loucos – disse descrente que pudesse ser verdade

-Por favor, senhor Inuyasha, peço que não se refira a essas pessoas dessa maneira – repreendeu a assistente

-Olha senhora, com todo respeito, o que posso fazer por malucos?

-Creio que aprenderá muito com eles.- disse a assistente desligando.

Logo em seguida recebeu uma outra ligação.

-Meu amor soube que sofreu um acidente

-Kikyo, quanta preocupação da sua parte – disse com desdenho - Poderia pelo menos ter vindo aqui.

-Sabe que estou em um spa fora da cidade, além disso, soube que não foi nada grave.

-Tem razão – disse impaciente

-E qual foi a punição? A policia não ia deixar isso passar em branco sendo você quem é.

-Serviço social no hospício, devo passar 3 meses cuidando de loucos

Kikyo começou a rir sem parar.

-Isso não tem graça – disse irritado

-Claro meu amor – continuando a rir – e quando começa?

-Na próxima semana

-Ah, que pena que não vou estar no país. Agora tenho que desligar, nos veremos amanhã. Te amo. - desligou

Inuyasha já tinha esquecido da viagem da Kikyo a Europa, além de ter que cuidar de loucos estaria sem sua namorada; não que a companhia de Kikyo lhe valesse alguma coisa, já nem sabia mais por que namoravam, ah sim, lembrou, questão social; tinha que ter alguém fixo a seu lado para festas e eventos importantes, não podia aparecer a cada festa com uma vadia diferente.