CAP 6 – UMA NOITE ESPECIAL
Inuyasha parou em frente à loja de flores, e viu Kagome na calçada esperando-o. A jovem estava linda com o vestido preto de alça fina que havia comprado e a sandália preta com strass combinado com o vestido que lhe caia um pouco acima do joelho, fez um coque no cabelo deixando algumas madeixas soltas ; Inuyasha também lhe havia comprado um colar e brincos de perolas para combinar com a roupa, realmente ele havia acertado em escolhe-la.
Ao chegarem ao restaurante combinado na hora marcado, os executivos ficaram deslumbrados com a bela moça; enquanto as esposas enciumadas cochichavam uma para outra que Inuyasha estava acompanhado de uma mulher da vida, pois ela não era a namorada do rapaz. Kagome ficou chateada com o comentário maldoso que faziam dela, mas Inuyasha a segurou pela mão e a apresentou como sua namorada, o que surpreendeu a jovem. Eles se sentaram e depois de uma conversa informal, começaram a falar de negócios; Kagome se sentia deslocada, não era o tipo de ambiente ao qual estava acostumada e as demais mulheres a olhavam com repugnância e desprezo. No entanto Inuyasha não soltou a mão da jovem boa parte da noite, e para afastar a solidão que sentia naquela mesa cercada de pessoas desconhecidas pos-se a tomar incontáveis taças de vinho. Ao final da noite, Inuyasha se despediu dos futuros investidores e tomando a mão da jovem a levou até o carro. Kagome estava com a face corada e andava engraçado como se pisassem em nuvens.
-Sabe não deveria beber tanto.
-E quem disse que eu bebi – disse sorridente – só porque eu estou com a minha função motora um pouco alterada não significa que eu esteja bêbada.
De repente a garota pisa em falso e se inclina para frente, Inuyasha põe seu corpo na frente ao da jovem amparando a queda desta até o chão. Eles trocam olhares de ternura, e seus rostos se aproximam até que seus lábios se encostem, selando suas bocas num beijo. Quando terminam de se beijar Inuyasha pega a moça no colo e a leva para o carro. Ambos ainda constrangidos com o que aconteceu permanecem em silêncio, até que Inuyasha chega a um prédio luxuoso cercado de seguranças.
-Inuyasha essa não é a minha casa – disse a jovem ao ver Inuyasha encostando o carro próximo ao portão de acesso ao prédio – eu não moro aqui.
-Eu sei – respondeu o rapaz entrando com o carro na garagem assim que a porta se abriu – eu é que moro aqui. Vou lhe preparar um café, não posso deixa-la em casa sozinha neste estado; será que não sabe que é perigoso beber quando não se está acostumada – repreendeu o rapaz.
Eles se dirigiram ao elevador, Inuyasha carregava Kagome no colo, a jovem estava um pouco constrangida com a situação, mas o que faria se mal conseguia se manter em pé. A porta do elevador se abriu na sala do apartamento do jovem; o apartamento de Inuyasha ficava no 10º andar, era enorme e muito bem decorado. O rapaz colocou Kagome no sofá macio de veludo branco e se dirigiu a cozinha. A jovem juntou as pernas até próximas ao corpo, começava a recuperar parte de sua sobriedade, tinha medo do que pudesse acontecer. Kagome viu sobre uma a mesa de centro um arranjo de flores que ela havia feito, e se aproximou do vaso tocando suavemente as pétalas das rosas vermelhas. Inuyasha logo lhe trouxe uma xícara de café bem forte.
-Esse arranjo foi você quem fez, não é verdade?- perguntou o jovem ao ver a garota admirando seu belo trabalho.
-Foi, mas não sabia que era para você.
Inuyasha lhe passou a xícara de café.
-Acreditaria se eu dissesse que nunca recebi flores de ninguém – abriu um sorriso maroto – é engraçado, faço arranjos e buquês para tantas pessoas e eu mesmo nunca recebi um, também quem me mandaria? Uma vez no dia dos namorados eu liguei para a loja de flores e encomendei um buquê de rosas vermelhas para mim – começou a rir da própria inocência – eu devo estar realmente bêbada para estar contando isso para você.
Kagome tomou um gole do café e de pronto amarrou a cara, se recusando a continuar tomando aquilo.
-Viu porque não se pode beber demais
-E que receita é essa para curar ressaca? Isso é horrível.
Ambos caíram na gargalhada, mas de repente a risada se cessou e ambos se entreolharam, o rosto deles começou novamente a se aproximar e voltaram a se beijar, não era mais um beijo doce como o do estacionamento, era um beijo cheio de paixão e desejo. Inuyasha começou a deslizar suas mãos pelas costas da jovem que segurava o rosto do rapaz para que não pudessem se soltar; ao perceber o que estava acontecendo Inuyasha se deteve.
-Kagome, não podemos fazer isso. Não com você neste estado; não quero que a noite termine em arrependimentos.
Inuyasha olhava sério para Kagome, nem mesmo ele acreditava no que acabara de dizer, renunciando a uma noite de amor porque a mulher estava bêbada; isso provava o quanto ele estava mudado.
-Inuyasha, nunca me arrependeria disso, acredite. – disse voltando a beija-lo.
Enquanto se beijavam Inuyasha pegou Kagome no colo e a levou até seu quarto, a jovem o ajudou a tirar seu paletó e a desamarrar a gravata; Inuyasha abriu o zíper de seu vestido, enquanto a moça desabotoava sua camisa, enquanto sorria como uma criança. Inuyasha começou a beijar o pescoço de Kagome descendo até seu seio, a jovem se recostou na travesseira e Inuyasha se pôs em cima dela, e passaram a noite juntos; esta fora para ambos uma noite especial.
Quando os primeiros raios de sol invadiram o quarto Inuyasha despertou e viu Kagome a seu lado dormindo tranqüilamente, a jovem estava nua coberta apenas pelo edredom, ele aproximou se aproximou do rosto da jovem lhe depositando um selinho. Kagome despertou e abriu um sorriso.
-Pensei que estava sonhando – diz Kagome
-Eu também.
-Preciso ir trabalhar – disse Kagome sentando-se
-Fica comigo – disse Inuyasha pegando na mão da jovem
-Hoje?
-Não, a vida inteira.
Kagome se surpreendeu com o que o jovem dissera, talvez estivesse apenas sendo gentil, mas aquilo lhe causou um aperto no coração e não pode segurar as lágrimas que começaram a escorrer pelo seu rosto. Inuyasha sentou-se a seu lado e colocou a cabeça da jovem em seu peito, Kagome pode sentir o coração do rapaz batendo no mesmo compasso que o seu; queria ficar com ele a vida inteira, mas não podia.
Kagome se dirigiu ao banheiro para tomar um banho, e Inuyasha ficou na cama agarrado a travesseira onde Kagome havia dormido, seu perfume estava ali impregnado no tecido. Foi quando ouviu o celular tocar, pegando o aparelho e como de costume verificou a origem da chamada.
-"Kikyo"
Inuyasha não queria atender, mas sabia que se não o fizesse ela não o deixaria me paz, ligaria a cada 5 minutos, e nem adiantaria desligar o aparelho, pois ela ligaria para o apartamento.
-O que quer Kikyo?
- Assim que me trata depois de tanto tempo sem falar comigo
Kagome percebeu que Inuyasha estava falando com Kikyo, provavelmente ela tinha ligado; Kagome encostou a cabeça na porta do banheiro para ouvir melhor a conversa entre eles.
-Oras Kikyo foi você quem adiou a sua volta
-Para estar me tratando dessa forma é por que está com alguma vadia
Kikyo gritava tanto no celular e o volume do aparelho estava tão alto que Kagome podia até mesmo escutar o que Kikyo dizia do outro lado da linha, a proximidade inadvertida de Inuyasha com a porta do banheiro também facilitava a escuta.
-O quer dizer com isso? – disse irritado
-Sabe muito bem Inuyasha, começa a me tratar mal e diz para a vadia que terminamos ou estamos com crise no relacionamento; sempre usa as mesmas cartas para levar suas amantes para cama, seu desgraçado! – diz desligando.
-Maldita – disse irritado, jogando o celular contra a parede.
Kagome escuta o aparelho se chocando contra a parede e se assusta, ela senta-se no chão úmido do banheiro e começa a chorar em silêncio.
-Então Inuyasha, esse é o seu jogo de sedução. Não importa – diz limpando as lágrimas – o nosso nunca vai ser real.
Kagome se levanta, coloca seu vestido e calça suas sandálias; seca os cabelos com a toalha e finalmente sai. Inuyasha estava de calça e camisa social sentado na cama olhando para o chão, ao perceber a presença da moça no quarto ele se levanta se aproxima dela para beija-la, mas esta dá um passo para trás e olha para o celular espatifado no chão. Inuyasha percebe que Kagome estava olhando para o celular no chão e enfim compreende.
-Você escutou a minha conversa com a Kikyo – disse desapontado consigo próprio
- Disse que não me arrependeria da noite que passamos juntos e não o farei – disse elevando a cabeça.
-Kagome, não entenda dessa forma
-Sou mais uma conquista ou um escape para suas noites vazias?
Inuyasha segura a garota pelos braços e a aproxima do seu corpo, Kagome vira o rosto.
-Kagome quero me olhe nos olhos – a garota finge não escutar – vamos, me olhe – disse com a voz tremula de nervoso – Você não é uma conquista, me entendeu!
-Inuyasha... – a jovem estava assustada com a atitude do moço.
-Você não é – repetiu o jovem abraçando Kagome – nunca foi.
Kagome acabou deixando se levar pelas palavras de Inuyasha e erguendo os braços a abraçou também; ao sentir as mãos da jovem enlaçando seu corpo, Inuyasha a abraçou ainda mais forte, e sussurrou no seu ouvido.
-Eu te amo.
-Não me ame – pediu a jovem.
