CAP 7 - NÃO QUERO ACREDITAR QUE SEJA VERDADE

Inuyasha foi para a empresa logo depois de deixar Kagome na floricultura. Estava muito feliz, mais do que costumava a estar nos últimos tempos. Hoje a tarde se encontraria com Kagome no hospício, pediu que Kagura fosse até a sua sala.

-Senhor Inuyasha, deseja alguma coisa

-Sim quero que ligue para a SHIKON FLOWERS, e me faça duas encomendas de buquê: um de margaridas brancas e outro de rosas vermelhas e os envie para o Hospício Municipal. O buquê de margaridas brancas envie no nome de Lyu, e como remetente coloque marido e filho; e o de rosas vermelhas envie para Kagome, quanto ao remetente deixe em branco, ela saberá quem foi.

-Mais alguma coisa?

-Ah, sim peça que entreguem hoje por volta das 18:00h.

-Certo. Com licença, senhor Inuyasha – disse saindo.

-Ela vai ter uma grande surpresa

Alguém bate na porta da sala de Inuyasha, e o rapaz ordene que entre.

-Senhor Inuyasha, me perdoe. Esqueci de lhe comunicar que sua namorada volta amanhã da Europa. Com licença – disse a secretária saindo novamente

-Enfim decidiu voltar Kikyo – disse com desanimo.

A tarde conforme sua rotina diária dos últimos 2 meses, Inuyasha foi até o hospício, mal espera por vê-la novamente, já estava com saudades de sua companhia. Já havia tomado uma decisão, assim que Kikyo voltasse terminaria com ela definitivamente, nunca estivera tão certo de seus sentimentos; sabia que Kagome era a única que podia faze-lo feliz, e seriam felizes, lutaria até o fim pelo amor que sentiam.

Ao colocar os pés na recepção viu a enfermeira Kaede, que pediu que ele a seguisse. Andaram por um corredor escuro até chegarem a uma sala de consulta, Kaede entrou e Inuyasha a seguiu. A velha enfermeira se virou para o jovem e começou a falar.

-Inuyasha, o quanto gosta da Kagome? – perguntou diretamente

Inuyasha chocado com a pergunta, respondeu de pronto.

-Mais do que jamais amei alguém na minha vida – e colocando a mão no bolso retirou uma pequena caixinha de veludo azul, e abriu a caixinha revelando o seu interior – Está vendo este anel, vou pedi-la em noivado nesta noite.

-Era o que eu temia – disse espantada – Inuyasha afaste-se dela, não a machuque desse jeito, ela não pode ficar com você.

-Sei que pensam que não sou a pessoa certa para ela, mas eu a amo e quero faze-la feliz. Eu nunca mais saí com ninguém depois que a conheci, eu não posso me imaginar longe dela, por que me pede para me afastar dela?

-Não é por você, é por ela – disse Kaede em prantos

-Eu faço o que for por ela, mas me diga o motivo – disse irritado

-Ela está doente – disse elevando a mão a boca.

-O que.. o que ela tem? – Inuyasha temia a resposta.

-Não posso dizer, ela nunca me perdoaria.

-Me diga de uma vez – disse dando um soco na mesa

-Inuyasha, a Kagome é portadora de leucodistrofia.

Inuyasha não podia acreditar no que ouvira, a imagem de Meyu lhe veio a mente enquanto as palavras de Kaede ficam ecoando em seus ouvidos.

-Meyu, assim como ela. Isso não é verdade – gritou

-Inuyasha, Kagome nunca visitou Meyu porque teme ver seu futuro.

Inuyasha respirava rápido, saiu batendo a porta atrás de Kaede. A velha enfermeira saiu em seguida e se dirigiu a recepção, Hatuki havia faltado naquele dia. Kaede sentou-se na frente do computador e ficou lá por um bom tempo.

Inuyasha foi até o quarto 13, a porta estava aberta e Meyu como de costume estava sentada na cama olhando para o nada; o jovem se recostou no batente da porta sentando-se no chão, e ficou ali olhando para Meyu que estava iluminada pelos fracos raios de sol de outono que atravessam a janela.

Algumas horas depois, Kaede ainda estava sentada na recepção, foi quando chegou um motoqueiro trazendo dois arranjos de flores: um de margaridas e outro de rosas vermelhas. Ao ver o destinatário das buquês logo imaginou quem as tinha enviando, chamou um dos enfermeiros e pediu a este que levasse o arranjo de margaridas para a senhora Lyu. Assim que o enfermeiro saiu carregando o arranjo, Kagome chegou na recepção e ficou surpresa ao ver o enfermeiro carregando o arranjo que ela tinha feito naquela manhã.

-Vovó Kaede o que este arranjo está fazendo aqui? – perguntou intrigada

Kaede olhava para a rua com um olhar de tristeza e pesar, apontou para o buquê de rosas vermelhas que estava a seu lado, mas que Kagome parecia não ter notado.

-Ei esse buquê fui eu quem fiz, eu não entendo.

-Esse buquê é para você – disse a velha enfermeira sem desviar o olhar da rua

-Ah, eu não acredito que ele fez isso – disse abrindo um largo sorriso e acaricindo as rosas

-Ele te ama de verdade – disse Kaede olhando agora para Kagome

Nesse momento Kagome viu lágrimas escorrerem do rosto da velha enfermeira.

-O que aconteceu? – perguntou preocupada

-Eu sinto muito Kagome, eu não queria contar.

-Não me diga que...- Kagome elevou a mão a boca e caminhou até a porta e voltou até o balcão

-Ele já sabe, minha querida; eu sou uma velha tola e linguaruda, não devia ter me metido.

-Não precisa se culpar, sei que o fez porque gosta de mim. Fique tranqüila, eu vou conversar com ele; é melhor mesmo que ele saiba de uma vez por todas – disse pegando na mão da velha enfermeira – agora é melhor ir tomar um copo de água, seus pacientes precisam de você.

Kaede se levantou e se dirigiu para o interior do velho casarão, Kagome olhou no relógio já eram quase 18:00h, Inuyasha não tardaria a chegar, ficou acariciando o buquê de rosas, esperando que ele chegasse. E não demorou muito o rapaz apareceu.

-Inuyasha já sei que Kaede lhe contou que... – começou a jovem

-Por que não me contou? – perguntou Inuyasha secamente

-Para que tivesse pena de mim?

-Agora eu entendo porque nunca visitou Meyu; e ficou tão brava quando falei sobre ela...Que droga Kagome, por que não me contou?

-Para que assim ficasse protegido da dor que está sentindo? – disse tristemente, lágrimas escorriam incessantemente de seus olhos - Me desculpe Inuyasha, mas eu não sabia que ia se apaixonar por mim – disse entre lágrimas de desespero

Inuyasha a abraçou, abafando seu choro em seus braços.

-Eu vou cuidar de você, iremos a uma especialista. O melhor que existir no mundo.

A garota se afastou de seus braços.

-Inuyasha, leucodistrofia não tem cura – disse entre soluços

-Deve existir, além disso você está perfeita, isso significa que ainda não se manifestou, se procurarmos a ajuda certa de um especialista poderemos reverter essa doença – disse esperançoso

-Inuyasha, não adianta se enganar. Olhe esse fardo é meu, e não preciso dividi-lo com ninguém. Por isso quero que se afaste de mim! – disse decidida

Inuyasha a beijou com desejo de nunca se afastar dela.

-Eu estou com você até o fim.

-Inuyasha não sabe o que diz, não conhece os efeitos dessa doença; eu ficarei bem, quando meu estado piorar eu ficarei aqui, onde serei bem cuidada. E quanto a você tem a sua vida pela frente, encontrará a pessoa certa para se casar e ter uma família.

-Eu já encontrei essa pessoa – disse retirando a caixinha de veludo do bolso da calça, abriu a caixinha e mostrou para Kagome – quero ficar com você para sempre, mesmo que o sempre seja curto.

Inuyasha elevou a mão da moça,e colocou o anel no seu dedo; e depois a beijou ternamente.

-Inuyasha pode ficar comigo, mas sinta-se livre para partir a hora que quiser; não precisa suportar isso ao meu lado.

O rapaz fez menção de falar algo, mas Kagome elevou seus dedos até seus lábios calando-o.

-Basta apenas me prometer que partirá quando quiser.

-Eu prometo – disse beijando-lhe a mão.

Autora: Inuyasha descobre que Kagome está doente, mas mesmo assim decide ficar ao lado dela; será que há uma maneira de cura-la ou ajuda-la de certa forma?