CAP 15 – RECOMEÇAR SIGNIFICA COMEÇAR DE NOVO
Na primavera que se seguiu à morte de Kagome, Inuyasha voltou ao parque que Kagome tanto gostava, e ao qual ela o fazia ir freqüentemente; de todas as vezes que iam Inuyasha tentava fazer sua pedrinha atravessar o lago, façanha que nunca havia conseguido, ao contrário de sua esposa cujas pedrinhas atravessam com facilidade o lago, certa vez até mesmo conseguiu que sua pedrinha adentrasse pelo bosque que ficava do outro lado do lago. No entanto dessa vez Inuyasha foi sozinho no parque, haviam flores por todo o lugar, lembrou-se da primeira que haviam estado ali e como Kagome reclamara pela paisagem morta do outono, e ele lhe prometeu que viriam na primavera. Inuyasha sentou-se num banco de frente para o lado, era muito cedo e por isso o parque estava vazio, e ficou olhando o lago e pode ver sua esposa na beirada dele atirando pedrinhas, o jovem então se levantou e pegou uma pedrinha pequena, Kagome sempre reclamava porque ele escolhia pedras grandes que afundavam logo; como ela era tão mandona e tão necessária. Inuyasha fez a sua primeira tentativa, a pedrinha chegou até a metade do lago e afundou.
-É meu amor eu não levo jeito para essas coisas. – disse abrindo um tímido sorriso.
O sol começava a sair iluminando a paisagem cheia de flores do parque e derretendo o orvalho da manhã, Inuyasha colocou a mão no bolso da calça e num relance olhou para o chão e viu uma pedrinha iluminada pelos primeiros raios da manhã, a luz refletia na superfície da pedrinha fazendo-a brilhar, Inuyasha pegou a pedrinha e esticando o braço para trás para dar impulso à pedrinha jogou-a; e acreditem pela primeira vez a pedrinha ricocheteou por toda a superfície do lago, caindo em terra firme do outro lado do lago.
Inuyasha olhou para o céu e sorriu, Kagome havia dito a verdade ela sempre estaria com ele; e isso o deu forças para continuar a viver por ele, por eles.
Nos últimos 5 anos, Inuyasha apenas viveu para sua empresa e para o Hospício Municipal, o qual passou a ir freqüentemente um ano após a morte de Kagome; Inuyasha também encabeçou um projeto de pesquisa patrocinado por sua empresa para cientistas interessados em estudar leucodistrofia, a fim de que novas descobertas sobre a doença pudessem melhor.
Durante esse tempo se afastou das mulheres, não podia permitir que nenhuma tomasse o lugar de Kagome a seu lado, a única que ia visita-lo era Kikyo, da qual pouco a pouco se aproximou mais.
Kikyo mudou muito nesses anos que se seguiram à morte de Kagome, deixou a luxúria de lado e começou até mesmo, acreditem, a se dedicar a projetos sociais, promovendo festas e arrecadando fundos para instituições de caridade; não que ela tivesse virado uma santa, mas havia começado a ver a vida com outros olhos. De alguma forma o acidente e a luta de Kagome contra a leucodistrofia a haviam feito mudar sua maneira de pensar e agir. E Inuyasha começou a admirar a nova Kikyo, tão diferente da antiga.
Essa admiração foi crescendo a cada dia e aproximou-os ainda mais, até que por fim acabaram por reatar o compromisso; e dessa vez Inuyasha lhe havia dado até mesmo um anel de noivado.
Não que isso significava que Inuyasha tivesse esquecido Kagome, ou mesmo que a estava traindo, era que no fundo Inuyasha não queria mais se envolver sentimentalmente com ninguém, não da forma que se envolvera com Kagome, o amor dele seria eternamente dela; aceitou ficar ao lado de Kikyo pela velha situação de comodismo que obtinha ao lado da jovem. Haviam namorado por muitos anos, se conheciam bem, sabiam os defeitos e manias de cada um, para que, então, se aventurar em outra paixão.
Kikyo aceitou novamente ficar ao lado de Inuyasha, ainda que esse não a amasse; mas o que faria se ela o amava, afinal não era apenas por dinheiro que Kikyo se manteve ao lado do rapaz por tantos anos em meio as suas traições, poderia ter casado com outros jovens igualmente ricos. No entanto, Kikyo nunca confessaria a Inuyasha que o amava tanto assim. Sabia que a única paixão de Inuyasha seria eternamente Kagome, mas não teria ciúmes das lembranças de Kagome; afinal fora a jovem quem a fez mudar tanto, e fez Inuyasha ser diferente do namorado que era, Inuyasha aprendeu a respeita-la e admira-la pela pessoa que ela havia se tornado. Mesmo assim lhe doía acordar no meio da noite e vê-lo sentado no sofá da sala segurando a foto de Kagome. E numa dessas vezes ela se lembrou de sua profecia. "Nós dois sabemos que você sempre vai terminar nos meus braços, é nosso destino ficar juntos."
-"É Inuyasha, não importa o que faça, você vai sempre terminar nos meus braços" – pensou enquanto olhava Inuyasha no sofá acariciando o retrato de Kagome.
Eles se casaram numa cerimônia simples e sem festa. Dois anos após o casamento eles tiveram uma linda filha a qual batizaram com o nome de um anjo: Kagome.
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COMENTÁRIO DA AUTORAA primeira parte de ANJO DE VIDRO chega ao final, talvez esse não tenha sido um final que agradou todos leitores, mas acreditem que assim como Kagome existem muitas pessoas com doenças incuráveis que gostariam de contar sua história de maneira diferente, e também para manter a proposta inicial da história que escrevi que era de contar os fatos o mais próximo da realidade fosse possível.
Para aquele que acharam que a história ficou muito triste, eu lhes quero lembrar das coisas boas que aconteceram ao longo da história e de como Inuyasha mudou ao longo da história, de um jovem rico a uma pessoa capaz de amar intensamente e por ela ajudar as pessoas, patrocinando as pesquisas sobre leucodistrofia que com certeza traria a luz novas descobertas que ajudariam a vida de outras pessoas portadoras desse mal. Essa é a mensagem que deixo nessa primeira parte: às vezes passamos por situações difíceis na vida e nos questionamos porque temos que passar por aquilo, mas se ficarmos atentos veremos que tudo tem o seu motivo, e no futuro teremos a resposta para nossas dúvidas e incertezas.
SOBRE A HISTÓRIAParte mais difícil de escrever.
Bom a parte mais difícil de escrever foi à seqüência da morte da Kagome, começando no capítulo que a Kagome se mata até quando Inuyasha descobre que ela estava grávida; enquanto escrevia vinha um nó na garganta e eu tinha que parar de digitar.
Decisão mais difícilA decisão mais difícil que tive que tomar ao longo da história foi dar um destino a Kagome. Por fim decidi que Kagome iria tirar a própria vida por considerar ser a melhor opção, levando em conta a personalidade e a emotividade da personagem. Alguns leitores podem ter considerado esse ato de tirar a própria vida uma fraqueza, mas acredite-se ela teve que ser mais forte para isso do que seria se apenas se entregasse a doença. Kagome nunca quis deixar ser vencida pela doença, e tinha medo do futuro; mesmo estando ao lado de Inuyasha ela não queria que ele carregasse com ela esse fardo. E ela encontrou em Inuyasha a força que precisava para fazer o que fez, pois não queria que ele a visse em uma cama vegetando e morrendo pouco a pouco.
Final da históriaInuyasha casar com a Kikyo e com ela ter uma filha, voltamos ao circulo vicioso da vida. Ele não quis se apaixonar novamente e não quis tentar novamente encontrar a sua felicidade que havia morrido no dia que Kagome se fora dessa vida.
Espero que tenham compreendido a lição de vida que deixo aqui, desculpem se os fiz chorar.
Obrigada a todos os leitores que me acompanharam ao longo da história e espero contar com a participação de vocês aqui na
2º PARTE DE ANJO DE VIDRO
Prévia da segunda parte:
Vinte anos depois da morte de Kagome, um novo anjo aparece dando início a uma nova história.
Kagome-chan, assim fora carinhosamente apelidada por seu pai, era uma garota muito bonita, teve uma infância muito feliz ao lado do pai que lhe cobria de atenção e carinho, no entanto a morte precoce de seu pai lhe causara uma imensa dor e solidão, marcando sua adolescência. Sua mãe Kikyo era oposta a seu pai, sempre indiferente às necessidades e anseios da filha, preferia passar o dia cuidando de assuntos banais e fúteis.
-Por que está me olhando desse jeito? – perguntou inocentemente
-Essa foto é da sua mãe quando tinha a sua idade?
-Que besteira Kouga – pegou novamente a foto das mãos do rapaz – essa foto da primeira esposa do meu pai, ela também se chamava Kagome
-Princesa notou como ela e você são parecidas?
-Chega de bobagens, como eu poderia ser parecida com ela.
-Não! Você me odeia porque sou parecida com ela, desde a adolescência quando meus traços se tornaram mais semelhantes ao dela você evita me olhar nos olhos e pouca atenção dá para aquilo que eu faço.
-Como pode dizer isso da sua própria mãe?
-Você realmente é minha mãe? – perguntou Kagome-chan secamente
-O que disse?
- Sabe acho que preferiria se ela fosse a minha mãe – e apontou para o lugar vazio na estante, mas Kikyo entendeu o que significava
Pequenos trechos da nova história que vai começar...muita emoção vem pela frente...
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RESPOSTA DAS REVIEWS (respondendo em conjunto por falta de tempo)
Jack Chan, Polly, Gheisinha Kinomoto, MariInha, Lory Higurashi, Maiyu .Mad.Hatter, Tsukitty, littledark, Srta. Lenita
Fiquei feliz em ler as reviews, pois assim soube que consegui transmitir a mensagem que queria quando comecei a escrever a história.
Vou tentar ser mais boazinha na segunda parte, tah!
Logo verão o que virá pela frente.
Garanto que é uma história totalmente diferente da primeira.
Luna – claro que eu vou ler, obrigada pelos elogios.
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ATUALIZAÇÃO AGORA A CADA 15 DIAS!!!!!!
